26.5.22

A equipa para a próxima época (3): um meio campo reforçado?

 Continuando a usar as informações sobre o plantel que estão disponíveis, há várias dúvidas:

- Vítor Gomes e Guga têm contrato, embora Guga pareça querer sair;


- Zé Manel e Amine também têm contrato;

- Joca, Graça acabam mas podem renovar.

- Zimbabué sai.

Dito isto, ninguém se surpreenderá se o meio campo vier a ser reforçado.

24.5.22

Guerra Civil: Provedor vs Grupo 39

O último dia ficou marcado por uma divergência entre o Grupo 39 e o Provedor do Adepto.

Quero antes de mais fazer uma declaração de interesses: escrevo neste blogue a convite do agora Provedor do Adepto, que sempre foi o principal dinamizador até ter aceitado o referido cargo e desde aí ter abdicado de aqui escrever, por decisão do próprio, para evitar conflito de interesses. Se hoje se fala e se comenta e há um “universo” Rioavista nas redes sociais, em parte se deve ao João Paulo Meneses. Antes desse convite nunca tinha falado pessoalmente com ele e depois disso foram raras as vezes em que voltamos a ver-nos, à excepção dos jogos do Rio Ave FC, pois os nossos lugares anuais são próximos. O engraçado é que uma das razões que o levou a convidar-me foi o facto de enquanto comentador assíduo deste blogue ter frequentemente opiniões diferentes do que ele escrevia, mostrando que o interesse era que cada Rioavista pudesse opinar independentemente da sua posição ou ideia.

Posto isto, importa também dizer que conheço algumas pessoas que costumam ver jogos no Grupo 39, mas que, tal como com o Provedor, não tenho uma relação de amizade.

O Provedor no âmbito do seu papel fez um comunicado sobre o apoio da claque. Em primeiro lugar, o comunicado está assinado – toda a gente sabe quem o escreveu. Depois o Provedor começa por elogiar o apoio da claque, referindo que fez a diferença em qualidade e quantidade, que fez parte do sucesso desportivo da equipa, que é composta por jovens de ambos os géneros. São 4 parágrafos de elogios.

E se o comunicado ficasse por aqui estava tudo bem. Toda a gente batia palmas.

Contudo, o Provedor, numa segunda parte do comunicado, refere os insultos dirigidos pela claque aos adversários, mencionando que vários sócios já recriminaram isso nas bancadas. Incentiva a que isso acabe e que o empenho se resigne ao apoio.

E aqui vem o problema. Como em quase tudo na sociedade portuguesa as pessoas lidam mal com a opinião divergente e/ou diferente. Aliás, o nosso clube é um bom exemplo disso e alguns de nós que escrevem em blogues relacionados com o Rio Ave FC e que nem sempre estão de acordo com o que é praticado pela direcção, sabem bem do que estou a falar. O facto de alguém criticar alguma coisa não implica que esteja contra, implica que não concorda com algo ou tem uma opinião diferente.

O Provedor podia nem dizer nada? Podia, mas a claque merecia uma referência pelo fantástico apoio que deu. O Provedor podia ficar-se pela primeira parte do texto? Podia, mas possivelmente não estava a ser coerente com a sua consciência e aí estaria a ser covarde. E isso é que eu não quero mesmo em alguém que nos represente.

Posto isto, o provedor pouco mais fez que relatar factos. Os factos são verdadeiros? São. Não insultou ninguém. Não faltou à verdade.

Diferente foi o comunicado do Grupo 39 - Ultras Rio Ave. Ninguém percebe muito bem o porquê de ficarem ofendidos porque de facto assumem os cânticos que o Provedor refere.

Mas pior, com laivos de superioridade moral (curiosamente acusam o Provedor disso nos comentários nas redes sociais, mas são eles que fazem exactamente isso) lê-se nessa resposta: “E quem não pensar como nós, é gente que não interessa cá estar.” Mas vivemos em ditadura? Então não se pode criticar, não se pode ter opinião mas eles podem dizer o que quiserem? Isto parece alguns partidos políticos em que vêm dizer que nós conseguimos os 25 de Abril e por isso os partidos que têm ideias contrárias à nossa não podem existir. Por outras palavras: Podes dizer o que quiseres desde que seja para dizer bem de mim. Vi comentários do género: "apaga isto já". De rir.

O Coentrão ganhou duas ligas dos campeões? Ganhou. E isso deve ser motivo de orgulho ver um Vilacondense e um atleta formado e criado no Rio Ave FC triunfar ao mais alto nível, mas não nos esqueçamos que também esteve nas duas últimas descidas do Rio Ave FC à segunda liga – e isso foi o que aconteceu enquanto jogador do Rio Ave FC. Nos últimos 4 anos jogou 2 no Rio Ave FC e eu fui dos que mais apoiei isso. Curiosamente nas duas que não jogou tivemos o maior número de pontos na Primeira Liga e na outra fomos campeões da Segunda Liga.

Querem que o provedor diga que não os ouve a insultar? Não insultem. Agora se insultam e sabem que insultam e continuam a insultar só têm uma coisa a fazer quando vos dizem que insultam. É responder: “é uma opção nossa”. Não têm de ficar melindrados ou ofendidos porque alguém, apenas e só, relata que fazem sem fugir à verdade.

O facto de o comunicado não estar assinado e portanto não se saber quem o escreveu, se foi o tesoureiro ou o vogal ou até um membro que pediu à direcção para publicar, “obrigando” a que todos os membros se tenham de rever no que está escrito, mais uma vez num acto de ditadura é também digno de realce.

Não deixa também depois de ser curiosa a parte final, quando agradecem a todo o órgão directivo por todo o apoio prestado. Ora, nos comentários aos posts do Provedor e da reposta do Grupo 39, o que se vê são alguns dos membros a criticar o Provedor por supostamente andar nos camarotes a comer croquetes e ao vinho. Pois bem, o Provedor não está no camarote. Mandar postas para o ar às vezes tem destas coisas. Se calhar alguns membros da direcção da associação estão mais perto disso do que propriamente o Provedor, que continua sentado um pouco à minha frente na sua cadeira. O tempo o dirá.

Depois é engraçado também alguns criticarem o Provedor e referirem que se vê pelo Facebook dele que não é do Rio Ave FC. Isto a somar ao que diz no comunicado da claque referindo que o Rio Ave é a “única paixão”. Ora bem, o Facebook dificilmente dirá o que cada um não é, mas certamente poderá ajudar a dizer o que cada um possa ser. É interessante entrar em alguns perfis do Facebook de membros que estão ferozmente a criticar o João Paulo Meneses e vê-los com camisolas do Porto, Benfica, Sporting, entre outros (sim, encontrei dos 3), a festejar títulos destes, até com cervejas na mão não deixa de ser, isso sim… ridículo. Aliás, a alguns deles já os vi, no nosso estádio e no Jamor, em jogos nossos com outros cachecóis, mas isso não consigo provar. Agora, o que está publicado, está à vista de todos.

Para finalizar, acho particularmente interessante pessoas que ouço criticarem a claque durante os jogos quando dirigem esses cânticos (sim porque isso acontece; há muita gente a criticar – não é o provedor a inventar) e agora nos comentários as vejo a escrever coisas do género “têm todo o nosso apoio”.

Posto isto, não me parece que no meio disto tudo e ao contrário do que já li, seja o Provedor que quer tempo de antena… e se calhar deveriam estar mais preocupados em quem realmente anda (e a quem num futuro próximo passará a andar) aos croquetes e à Murganheira, nos camarotes e ainda leva ordenados, bilhetes, convites, prémios e comissões. Enquanto os cachorros ladram da esquerda para a direita a ver quem fica com o osso, o cão grande já mamou mais um presunto. E era com isso que se deviam preocupar, a não ser que camufladamente sirvam o cão grande.

Nota 1: membros da claque acharem que foram os principais responsáveis pela subida é logo o primeiro erro. O principal são sempre os jogadores. Depois, apoiar o clube não é só ir para a claque. Isso é uma das muitas formas de apoio.

Nota 2: devem gostar é de ver povo que não é da terra, que não é do Rio Ave FC, mas que se diz Rioavista apenas e só porque leva o ordenado ao fim do mês, de microfone na mão a agradecer à claque e a gritar por Vila do Conde e pelo Rio Ave FC como um desalmado, só porque é o bonito de se fazer - o típico lambe-botas, e com esses é que se deviam preocupar, não é com o Provedor que sempre foi do Rio Ave FC.

Nota 3: Podem vir para aí escreverem o que quiserem. Como alguém comentou num post que fiz a semana passada quando critiquei algumas práticas de alguns directores e departamentos do Rio Ave FC: “não é assim que se fazem amigos”… e a verdade é que não estou preocupado com isso. Critico a direcção quando tenho de o fazer e não são as vitórias que me cegam e se tiver de criticar o Provedor como o fiz quando fez um comunicado sobre um “alegado insulto racista” também acontece, porque não achei que o devesse fazer; assim como acabo de criticar a claque pela resposta agressiva e desproporcional que dá a um comunicado do Provedor, quando na realidade só confirmam o que ele refere.

Nota 4: os putos com menos de 12-13 anos nem sabiam que existiam PUlacas antes do início desta época. O tempo passa as rivalidades mudam. Olhemos para cima, mudemos o chip. Tivemos de cair para se voltar a falar em rivalidade. E cair é o que eles querem que nos aconteça. Olhemos para o Vitória SC, pois é com eles que temos discutido quem é a 5ª equipa em Portugal e é assim que devemos pensar. Esperar que aqueles que vestem duas camisolas optem de vez pela a terra, como fazem os do Vitória. Só assim podemos dizer: “Estamos de Volta”.

23.5.22

A equipa para a próxima época (2): uma defesa estruturada

Luis Freire, nas várias entrevistas que tem dado, defende que a base da equipa para próxima época existe e que faz sentido apenas reforçar em pontos-chave.

A defesa será provavelmente o setor com menos mexidas: Costinha, Pedro Amaral, Sávio, Hugo Gomes e Pantalon têm contrato. Se não sair ninguém, falta apenas Aderlan.

Sylla tem opção de renovação. Se não continuar é preciso mais um defesa-direito.

Uma vez que Ângelo Meneses acaba contrato, faltará um quarto central.



21.5.22

Rio Ave campeão - E Agora? (Baliza)

Começando a análise dos jogadores que temos, aqueles que podem ficar, que podem sair ou que podem ser dispensados e iniciando pela baliza creio que o facto de haver uma cláusula de compra obrigatória de Jhonatan foi óptimo para o Rio Ave FC. Depois destas exibições talvez o Vitória até o aproveitasse para o seu plantel, ou o conseguisse vender por mais. Posto isto, para mim, na baliza estamos bem entregues em relação ao titular. Jhonatan foi o melhor do Rio Ave esta época e não vejo na primeira liga muitos guarda-redes com aquela segurança e qualidade. Não sei por quanto tempo assinou com o Rio Ave FC, mas tinha contrato com o Vitória até 2023, portanto mais um ano. Seria importante tentar-se um contrato de pelo menos 3 anos, ou seja até 2025, pelo menos, até porque foi um jogador pelo qual se pagou.


Leo Vieira está cá há um par de anos, veio para suplente, fez alguns jogos pontualmente e não enchendo as medidas, raramente comprometeu das poucas vezes que foi chamado – serve para suplente. Tem mais um ano de contrato.

Como terceiro guarda-redes temos um jovem que vai jogando nos sub-23 e que tem margem de progressão. Tem mais 2 anos de contrato.

Quanto à baliza, a não ser que surja uma oportunidade de negócio não creio que haja necessidade de mexer.

Contudo, Bruno Brígido do Feirense, Paulo Victor do Chaves (ex-Rio Ave), ambos em final de contrato e que lutaram para subir ou ainda Ricardo Ribeiro ex- Paços de Ferreira, que está em final de contrato na Arábia Saudita ou Trigueira que está em final de contrato com o Tondela e não me parece que tenha sido por ele que o Tondela desceu (ele que já passou pelo Rio Ave FC, mas que com Ederson e Oblak não conseguiu jogar), talvez possam ser uma solução caso a ideia passe por ter um guarda-redes suplente com mais ritmo que Leo Vieira e que venha "obrigar" o Jhonatan a "não relaxar", o que não sendo de todo descabido, também não é essencial.

(Em relação à duração dos contratos foi tida como fidedigna a informação do transfermarkt. Só são mencionados jogadores ou já livres ou que terminam contrato até 30/06/2022 – esta época).

20.5.22

Rio Ave campeão – E agora? (Treinador)

É natural que quando um objectivo é cumprido, se queira manter o grupo, mais ainda o seu líder – o treinador.

Contudo, num clube, tal e qual numa empresa, numa outra associação ou colectividade apesar de a gratidão dever estar sempre presente, o reconhecimento da competência é aquilo que deve pautar a tomada de decisão.

Se Luís Freire foi escolhido e bem para a época que terminou com o objectivo cumprido, num contexto particular, porque nós não sabíamos o que era a Liga 2 mas ele sabia, também é verdade que Luís Freire quase não tem experiência de Primeira Liga e a que tem não correu da melhor forma. Por outro lado, desta vez, estará rodeado de elementos do clube, desde elementos da direcção e de pelo menos um adjunto (Augusto Gama) que estiveram muitos anos consecutivos a jogar no escalão máximo e o background que Luís Freire aportou ao clube na Liga 2, agora essas pessoas do clube também poderão aportar a Luís Freire na Primeira Liga.

Contudo, sendo a continuidade de Luís Freire uma boa opção, outras não devem ser descartadas, pois sendo boa poderá não ser a melhor. Lembro-me, por exemplo, quando Daniel Ramos saiu após fazer 25 pontos numa 2ª volta, num ano onde nem teve oportunidade de começar a época. No fim do ano saiu, mas a verdade é que saiu e entrou alguém melhor: Carvalhal. O que quero dizer com isto, é que, pode haver no mercado treinadores melhores que Luís Freire para a nossa nova (velha) realidade, com mais anos de Primeira Liga, com experiência de lutar por lugares europeus… e o Presidente (e o Director Geral???) não devem descartar isso. Por absurdo, vamos imaginar que Paulo Fonseca não quer sair de Portugal dado o que se passou na sua vida particular… por absurdo vamos imaginar que Carvalhal não quer ir morar para muito longe de Braga. Imaginemos que Daniel Ramos, que já depois de sair do Rio Ave FC qualificou o Santa Clara para as competições europeias quer ficar por casa. Não estamos a falar de Migueis Cardosos da vida que antes de treinar o Rio Ave FC nunca tinham treinado ninguém e quando daqui saíram só tiveram falhanços. Estou a dar o exemplo de treinadores que têm trajecto e têm tido sucesso nas últimas épocas e que, acima de tudo, têm experiência de lutar por lugares que o Rio Ave ambiciona, tal e qual Luís Freire tinha a experiência de lutar pelo objectivo que o Rio Ave ambicionava na época que terminou e foi fundamental. Sendo Luís Freire uma boa opção, não haverá no mercado, outras que sejam mais válidas?

Se um treinador que sobe de divisão tem de chegar a 12 ou 13 jogadores que ajudaram o clube a subir e dizer “obrigado, foste fantástico, mas para a Primeira Liga encontrei melhor” (porque todos sabemos que ninguém fica com 26 jogadores que subiram para jogar na Primeira Liga; fica-se com 12 ou 13), porque é que um Presidente não o poderá fazer com um treinador?

Ainda mais se for para levar a sério as palavras de Vítor Gomes: “iremos lutar pelos 8 primeiros”.

Isto só para dizer que a gratidão deve estar sempre presente e deve fazer parte dos valores do nosso clube, mas no momento do sucesso essa mesma gratidão por alguém não nos deve cegar, até porque se aparecer amanhã alguém a pagar mais ao Luís Freire… ele será certamente grato ao Rio Ave FC, mas vai à vida dele seja lá onde for.

A equipa para a próxima época (1): a despedida de Gabriel, entre outros

A partir dos dados que foram sendo publicados no Reis do Ave (e que, portanto, vieram a público, salvo alguma distração), Gabriel é um dos jogadores que termina contrato.

Deduz-se que a renovação, a ter acontecido, já seria pública, uma vez que o jogador ficou livre a partir de janeiro.

Foram 5 anos em que o fantasma do 'jogador mais caro de sempre' se fez sentir. Gabriel alternou momentos muito bons com outros apenas discretos e esta não foi decidamente a sua melhor época.

Também Ronan e Joca acabam contrato.

Aderlan é um caso diferente: atentendo ao que tem acontecido em anos anteriores, tudo pode acontecer: sair ou renovar.

Zimbabwe, Ângelo Meneses, Sylla e João Graça são outros jogadores que assinaram apenas por um ano, embora em alguns casos possam existir opções de renovação.




19.5.22

Rio Ave campeão – Destaques (Jogadores)

Finda a época é tempo de balanços e análises. Depois de ter sido feita a análise dos elementos que rodeiam os jogadores, chega a vez de opinar sobre quem de facto anda lá dentro.

É sempre uma avaliação subjectiva, pois identificamo-nos mais com uns que com outros, podemos dar mais valor a umas características que a outras ou até darmos mais ênfase ao trabalho do que ao talento ou vice-versa.

Fazendo um Top 3 da época, os melhores do Rio Ave FC para mim foram estes e por esta ordem:

1-Jhonatan

2-Guga

3- Pedro Mendes

Apesar de sermos uma equipa que sofre muitos golos para um campeão, a verdade é que de todos os que sofremos só me recordo de um com culpa de Jhonatan, foi na Amadora, já com o jogo resolvido. Foi um guarda-redes que sempre deu segurança, apareceu nos momentos difíceis e de aperto com defesas fantásticas, mais que isso, em jogos decisivos em que estávamos a empatar ou a ganhar por um e nos últimos minutos desses jogos, ou então ainda com 0-0 ainda mal o jogo tinha começado. Segurou a equipa quando a defesa metia água por todo o lado, guardou vitórias quando a equipa estava completamente descompensada. Não perdemos nem empatamos nenhum jogo por culpa dele, mas ganhamos pontos por causa dele e isso é o maior elogio que se pode fazer a um guarda-redes. Para mim foi o melhor.

Em segundo optei por aquele que para a maioria foi o melhor, que é o Guga. Um jogador que cresceu muito, pegou na equipa dentro de campo, pautou e construiu o nosso jogo sem nunca se esquecer de destruir o do adversário. Faltou-lhe mais golo para ser uma época perfeita… ou então acertar menos vezes na trave, mas acontece.

Em terceiro o Pedro Mendes (mais discutível, eu sei). Eu fui crítico da contratação de Pedro Mendes. Um jogador que enquanto sénior tinha marcado 2 ou 3 golos quando nós precisávamos era de alguém que os fizesse. Pedro Mendes não só os fez, como demonstrou ter outras qualidades e características que mesmo não tendo sido sempre titular, para mim são suficientes para o colocar neste top: a forma como segura a bola na frente à espera que a equipa suba, as faltas que sofre em zona adiantada proporcionando bolas paradas perigosas a nossa favor, a forma como pressiona na frente numa primeira fase e rapidamente baixa para compensar o pseudo-extremo que vem para lateral, ficando ele a acompanhar o lateral contrário, mas isto durante 90 minutos. Não me lembro de um jogador no Rio Ave FC levar tanta pancada e não reagir. As faltas que ele sofria, dada a sua estampa física, roçavam muitas vezes a agressão, porque de facto com aquele corpanzil era a única forma de o parar, mas sempre se manteve sóbrio e disponível. Não esquecer que além das faltas assinaladas, foi também um mártir pois os árbitros deviam achar que por ter aquele capadola tinha de se aguentar a levar calar.  

Outras distinções

Regularidade: Jhonatan

Melhor contratação: Vítor Gomes – e claro que é necessário explicar. Então como  é que o Jhonatan é o melhor, o Pedro Mendes está no top 3 e a melhor contratação é o Vítor Gomes?

Dentro do campo, acho que foi importante, ao fazer aquilo que ninguém fez o ano passado, parar o ataque adversário em tempo útil. Custou-lhe cartões? Custou. Cometeu erros? Cometeu. Parou-lhe o cérebro contra o Varzim? Parou. Mas, para mim, o Presidente (cujo mérito já dei no texto passado) quando contrata o Vítor Gomes não contrata um médio: contrata um CAPITÃO. Perdemos os jogadores que faziam parte desse núcleo o ano passado – Tarantini, F. Augusto e Coentrão, e era preciso alguém que segurasse um balneário desfeito e descrente. Se não viesse o Jhonatan e viesse outro bom guarda-redes estava tudo bem. Se não viesse o Pedro Mendes e viesse outro que fizesse o que ele fez estava tudo bem. A verdade é que Vítor Gomes só havia um. Um homem de Vila do Conde, um menino que nasceu e que hoje é um homem Rioavista, criado no Rio Ave FC e que sente o clube como qualquer um de nós. Portanto, não estaria tudo bem se em vez de Vítor Gomes viesse outro qualquer, porque ele não foi só um médio. Foi um líder, acredito que uma inspiração para os colegas, uma ligação directa às bancadas, foi um CAPITÃO.

Jogador de balneário: Ukra. Não jogou muito, mas quando o fez mostrou critério, embora sem a disponibilidade de outros tempos. Terá sido um jogador importante para refazer o bom balneário.

Contratação desilusão: Zimbabwé. Prometeu muito nos primeiros jogos e depois sumiu.

Começar bem e acabar menos bem: Hugo Gomes e Zé Manuel. De titulares a suplentes, quando estavam no top 3 goleadores.

Começar mal e acabar melhor: Costinha e Amaral. Quase sempre titulares. Último terço mais seguro que os 2 primeiros.

Subestimados: João Graça e Sylla. Talvez merecessem mais minutos pois sempre corresponderam quando chamados (mais o João Graça até).

Segunda Vida: Ronan. Quando já não se dava nada por ele, veio salvar o Rio Ave FC em jogos em que precisávamos de golos. Marcou uns e assistiu para outros em jogos importantes. Foi eficaz e importante.

Sacrificado: Gabrielzinho. Parecia um tolinho meio perdido em campo na última metade da época era extremo, baixava a médio e acabava a lateral. Sacrificado o seu talento que vinha evidenciando com golos nas primeiras jornadas, em prol do colectivo para fechar como lateral-esquerdo. Acho que foi também um jogador muito importante pela disponibilidade. Muita gente não percebeu, mas se ele em momentos já não tinha força para ir para cima deles era porque se matava a correr para trás pois acompanhava tanto o lateral como o extremo contrários sendo ele o nosso lateral esquerdo.

Sobrevalorizado: Aderlan. Continuo sem perceber o porquê de jogar ele e não jogar o Hugo Gomes. Menos percebo quando por exemplo nas televisões dizem que é um jogador importantíssimo pois tem experiência de Braga e Valência. Pois… também tem experiência de ser um dos principais culpados por uma descida e que agradeça ao Jhonatan e à falta de qualidade de alguns avançados contrários, pois os primeiros 2 terços desta época foram ao nível da última época. Não esquecer que foi por uma estupidez deste jogador que ficamos a jogar com 10 na Taça contra o Tondela e quem sabe, domingo ainda tínhamos a hipótese da dobradinha.

Acabou despercebido mas foi sempre importante: Joca. Tecnicamente talvez o melhor do Rio Ave FC. Destacou-se nos primeiros jogos, mas depois disso, raramente fez um jogo para ser dos melhores em campo, mas também raramente foi dos piores.

Goleador: Aziz. Faz golos. Tem um trabalho diferente do Pedro Mendes, no ataque à profundidade e no condicionamento de saída de bola dos centrais contrários. A diferença do Aziz para o Pedro Mendes nos golos foi que estava mais vezes na área e marcou o penalties, senão acredito que fosse ela por ela nos golos.

Chegou para acrescentar: Amine. Reforço de Janeiro que não sendo titular foi importante.

A crescer: Fábio Ronaldo. É necessário dar continuidade e não matar o rapaz.

Falta falar: Pantalon. Ganhou o lugar... não me encheu as medidas.

Desaparecidos: Sávio e Ângelo pouco jogaram. Júnio e Magrão não jogaram. Leo Vieira merecia ter entrado no último jogo. Rúben Gonçalves saiu a meio e Ventura chegou para não jogar. Olinga chegou para jogar pouco. André Pereira entrou para ser campeão. Ainda jogaram por nós esta época: Nuno Namora, Mané, Geraldes e Anderson.

Acho que não me esqueci de ninguém. Se falta algum não foi por querer ignorar, embora me desse vontade de ignorar os 2 últimos.

18.5.22

Rio Ave Campeão – Destaques (Direcção, Departamentos e Staff)

Finda a época é tempo de fazer os destaques da temporada do Rio Ave FC. Como é óbvio quando os objectivos são cumpridos os destaques positivos são sempre mais e maiores que os negativos.

Começando desde logo pelo Presidente: soube escolher um treinador que se adequava ao novo contexto do Rio Ave FC, ou seja, o clube não tinha experiência de 2ª Liga, os elementos que estavam no clube não tinham esse background e a escolha em alguém que já treinou e ganhou na 2ª Liga foi desde logo inteligente.

Depois a construção do plantel, acreditando que já articulando com a nova equipa técnica foi também eficiente, ou seja, o Presidente terá indicado 2 ou 3 jogadores que conhecia para fortalecer o grupo e o treinador terá indicado outros da sua confiança e que se adequavam à Segunda Liga e resultou plenamente.

Apesar do discurso do treinador após algumas derrotas por vezes não ser o melhor, dirigindo-se com indirectas aos sócios e não admitindo muitas vezes aquilo que toda a gente via que se tinha passado em campo, a verdade é que após um momento de muitos pontos perdidos e quando se augurava que as dificuldades continuassem entre janeiro e março com um calendário apertadíssimo, Luis Freire conseguiu fazer uma gestão dos recursos que tinha absolutamente fantástica, partindo para uma 2ª volta onde só com consentimos uma derrota e onde se apresentou com um discurso aglutinador para com todo o clube chamando os sócios para ajudar.

Ao elogiar o presidente e o treinador, admito que tenha também de elogiar alguém que não sei muito bem o que lá anda a fazer. O director geral do Rio Ave FC, que o ano passado quando descemos deixou de aparecer, deverá ter tido algum papel na gestão no plantel, contratações, renovações, etc. e se teve então parabéns. Senão não está lá mesmo a fazer nada… porque para gritar por Vila do Conde e pelo Rio Ave FC na hora da festa arranjar-se-iam muitos Vilacondenses e Rioavistas que fariam aquilo com o coração, sem ser de uma forma forçada, até porque na hora da festa tudo aparece… e poupava-se um ordenado.

Outra coisa que foi feita e que teve o dedo da direcção foi a limpeza de um balneário que ajudou a enterrar o clube. As saídas de jogadores que se achavam vedetas como Geraldes, Pelé ou Borevkovic, etc. e outros com saídas mal explicadas mas que tinham um poder evidente no balneário como Coentrão, Tarantini (continuo a não discutir a saída, mas a forma como diz que foi dispensado não foi bonita) ou F. Augusto ajudaram a que não houvesse podres nem resquícios de uma temporada anterior totalmente falhada, embora na altura se pedissem as saídas de mais 2 ou 3 como Aderlan ou Amaral que apesar de não terem sido regulares a época toda acabaram por ser importantes.

O pior da época fora do campo foi algo que já vem sendo mau ao longo dos anos. Falta comunicação com os sócios e má comunicação quando se comunica, falta de organização, falta de sensibilidade que só não afastou mais as pessoas porque os resultados desportivos começaram a surgir e a chamar o povo.

Desde o capacete do superbowl numa altura em que não se publicavam informações importante para os sócios e numa altura em que as coisas não estavam bem, a continuar a ser a mesma pessoa a aparecer em eventos mesmo tendo mudado de cargo já há 1 ano (o normal seria começar a aparecer a pessoa que ficou com o cargo anterior) dando claramente a entender que quer é aparecer, como se comprovou no domingo, sem se saber o que lá anda a fazer; a falta de informação sobre os bilhetes no Mafra, por exemplo: então na 5ª ou 6ª feira, quando o clube refere que soube que estavam bilhetes à venda ao publico por 10 euros, não era de mandar lá um homem com um cheque de 5mil paus comprar 500 bilhetes e oferecer o autocarro aos sócios?

O ridículo dos ridículos foi nos últimos jogos do campeonato em casa, com adversários directos, quando se sabia que a procura ia ser imensa, principalmente porque iam dar borlas (se não dessem tenho dúvidas que fosse assim), não reservam um ou dois dias para os sócios levantarem bilhete? Primeiro, permitindo que o Chaves fizesse o que a direcção do Rio Ave FC deveria ter feito em Mafra: imaginemos que o Chaves decide mandar cá um homem com um cheque e comprar a lotação disponível para o público logo no primeiro dia. Alguém tem noção da confusão que iria ser 200 ou 300 adeptos do Chaves no nosso meio?

E depois dar bilhetes de acompanhante aos sócios que lá fossem sem garantir que todos os sócios pudessem levantar o seu próprio bilhete e ir ver o jogo que poderia ser o jogo de uma vida…

Pior, depois de os sócios lá irem e o sistema informático estar em baixo não há quem se organize e reserve bilhetes para que fossem levantar no dia seguinte? É que se fosse a primeira vez que isto acontecia até se dava de barato, mas todos sabemos quem são as sanguessugas que tomam conta destes esquemas pois já o fizeram nas finais das Taças, Supertaça e noutros jogos de relevo que a nossa equipa disputou.

Quanto à aposta na formação. Eram para ser 4 ou 5 jogadores, até porque na 2ª Liga não há a exigência da Primeira... Foi Costinha. Vale a pena ter formação?

É evidente que isto, no meio de uma subida ainda por cima sendo campeão é palha. Mas enquanto nos vão dando palha vão fazendo de nós consumidores de palha. E fazer de nós consumidores de palha há 7 ou 8 anos começa a ser abuso.

Globalmente foi uma época desportivamente excelente. E isto sobrepõe-se a tudo. Somos campeões.

No que rodeia o futebol, no profissionalismo que um clube de topo deve ter em áreas de marketing, comunicação ou organização de eventos foi mais uma vez ao nível dos últimos anos: muito pobre.

16.5.22

Campeões - Estamos de Volta

 O Rio Ave FC é campeão da Liga Sabseg e está de volta a Liga NOS. Está de volta ao seu lugar.

Não foi fácil. Desde o início houve a pressão exercida por nós, adeptos do clube, habituados há anos à Primeira Liga, fases adiantadas das taças, Liga Europa, mas houve também o sacudir da pressão dos adversários para não assumirem eles a sua candidatura ou o seu favoritismo, empurrando tudo para o Rio Ave FC.

Depois houve um início bom, com goleadas, um empate em Faro que aparentemente seria um empate em casa de um adversário directo, resultados que vinham aparentemente confirmar a expressão utilizada pelos adversários: o Bayern da segunda. Isso não ajudou.

Pelo meio acontece uma coisa à 5ª jornada, que os adversários aproveitaram para fazer marcar a época, aproveitaram para sacudir ainda mais a responsabilidade e ainda hoje estão a aproveitar para justificar os seus falhanços e fracassos. José Mota, essa sanguessuga do futebol português, que já no tempo do Carlos Brito, quando os resultados não apareciam não falhava um jogo do Rio Ave FC e diga-se, era visto em quase todos os estádios onde os clubes passavam por dificuldades, veio dizer, num tom de labrego que tão bem o caracteriza que o Rio Ave FC estava a ser levado ao colo, num lance em que se houvesse VAR, a jogada morria no seu início por falta sobre o Hugo Gomes junto à linha lateral. A partir daí era a desculpa de toda a gente. O Rio Ave FC anda ao colo… mas quem foi prejudicado fomos nós e no nosso pior momento da época, quando entre 18 de Setembro e 11 de Dezembro, ou seja, em 3 meses, para o campeonato fazemos 9 jogos e só ganhamos 3, curiosamente as duas derrotas em casa com erros grosseiros de arbitragem em jogos em que estivemos a ganhar: Viseu e Mafra.

Pior, as equipas começaram a fechar-se, não jogavam de igual para igual e tivemos de mudar. Levamos um choque de realidade com o Feirense em casa. Levemos outro pouco tempo depois no Seixal dentro do período que referi em cima. Creio que é aí que se encaixam as declarações do mister Luis Freire quando diz que a equipa teve de se adaptar à Segunda Liga, ou seja o Rio Ave praticou menos futebol bonito, mas com mais força, mais garra, mais querer e mais crer – mais coração… e a equipa, depois desses 3 meses teve-o.

Custou, muitos jogos, em 60 dias fizemos 12 jogos. De 19 de Janeiro a 18 de Março, jogamos em média a cada 5 dias. Houve jogos mal jogados, houve críticas, houve questões, houve até contestação, não só pela forma como a equipa jogava, mas pelo que os sócios viam nos jogos e o treinador não dizia no final dos mesmos, como a questão dos 3 centrais, ou o lateral-esquerdo do Rio Ave FC a partir de determinado momento da época ser o Gabrielzinho, ou até por trocar de lateral-direito por trocar de jogo para jogo e substituir um pelo outro no decorrer dos jogos e os erros defensivos serem os mesmo, independentemente dos jogadores que estavam em campo; o porquê de para muitos adeptos o Hugo Gomes ser o melhor central do Rio Ave FC, a equipa jogar com 3 e ele saltar para o banco… na altura era até um de 3 melhores marcadores da equipa e nós nem fazíamos muitos golos. Provavelmente o mister ainda não o assume nem vai assumir, mas todos percebemos que foi o que aconteceu.

Esse período, final da primeira volta e início da segunda, aliado ao facto de termos calendário alterado por força da indisponibilidade de atletas por COVID19, o que sobrecarregou os atletas levou a que a equipa não jogasse bem, contudo, mesmo jogando mal e já encarnando esse espírito guerreiro, mesmo perdendo alguns pontos nunca deixou de estar perto do lugares de subida directa. Os erros dos árbitros continuaram contra nós, mas à excepção do jogo com o Varzim, mesmo roubados, ganhamos. Na segunda volta temos uma derrota nos 17 jogos, com o Nacional, na Madeira. Aí sim, fomos o Bayern da segunda. O jogo da Feira creio que terá sido o jogo-chave. Apesar de na altura eles estarem à frente, o mister percebeu que mais importante que ganhar era não perder. Jogamos para o empate e empatamos. Entre esse jogo e o do Nacional tivemos 5 vitórias. O Feirense caiu nesse intervalo, a luta ficou a 3. Começamos a jogar muito melhor, com jogos semana a semana – fomos melhores nos confrontos directos finais e ganhamos, sem ajudas, ao contrário de outros que esses sim, tinham penaltis atrás de penaltis para resolver os jogos, fossem falta ou não.

Para que não restem dúvidas, a 2ª volta do Rio Ave FC. 17 jogos, 12 vitórias, 4 empates, 1 derrota - 40 pontos.

Em relação a esta época, jogamos também a Taça da Liga, que enquanto for feita da forma que está, a equipa que vai jogar a casa do favorito, dificilmente passará. Portanto, se o estarola não passar, passa a equipa que o estarola visita, que foi o que aconteceu. Diga-se também que aconteceu porque fomos roubados, mais uma vez em casa com o Santa Clara.

O único amargo de boca é sentir que poderíamos estar na final da Taça de Portugal. Depois de eliminar Boavista e Belenenses SAD, perdemos com um Tondela que desceu, que não é melhor que nós e que se calhar teve a sorte de nos apanhar na nossa pior forma e eles na melhor. Após isso o Tondela eliminou o Mafra, tendo levado um banho de bola… que com todo o respeito, acredito que também o faríamos, apesar de não termos feito mais que um ponto e a par do Feirense ser a única equipa que não vencemos nenhum dos 2 jogos. A final da Taça seria uma luta de duas equipas pela dobradinha e uma vitória além da conquista da Taça, permitir-nos-ia jogar a Liga Europa, o que, diga-se é o nosso verdadeiro lugar. Isso seria a época perfeita.

Foi só EXCELENTE – serve perfeitamente.

SOMOS CAMPEÕES. ESTAMOS DE VOLTA.

15.5.22

CAMPEÕES!

Vitória por 3-0 sobre o Chaves dá-nos o título e a subida. Domingo perfeito! 

12.5.22

Chaves ou Pé de cabra

O Rio Ave FC luta pela subida de à Primeira Liga com o Chaves e com o Casa Pia.

O ano tem sido marcado por muita polémica relacionada com a arbitragem, o que diga-se, em Portugal é normal; o que não é normal é a Liga Portugal não ter disponibilizado o VAR para pelo menos diminuir os erros que se têm sucedido.

Nas últimas semanas, temos observado algumas alterações no cimo da tabela, em que há trocas constantes entre os 3 primeiros, o que é bom para o espectáculo.

O que não é bom para o futebol nem para o desporto é a atitude que os responsáveis do GD Chaves têm adoptado desde o início da época mas com mais ênfase nas 2 últimas semanas ao tentarem fazer uma pressão inaceitável aos árbitros, tentado incendiar em primeiro lugar os seus adeptos contra o Rio Ave FC, mas pior que tudo, tentando manipular a opinião publica em geral contra o nosso clube, contando para isso com a ajuda de alguns meios de comunicação social.

Desde uma entrevista dada pelo seu presidente onde aponta alguns jogos em que considera que a sua equipa foi prejudicada, mas, de uma forma provocatória, deselegante e incendiária faz menção a um jogo do Rio Ave FC (coisa diferente seria um treinador - que não é dirigente e não tem essa responsabilidade institucional - numa flash, a quente, fazer menção a determinado lance que se passou na jornada a decorrer, que foi o que Luis Freire fez), até fazer um comunicado onde tenta descredibilizar o Rio Ave FC, tenta mover as gentes de Chaves não para apoiar o Chaves mas para odiar o Rio Ave FC, tenta passar na opinião pública jogo sujo do Rio Ave FC, quando já todos percebemos que não tendo a chave da Primeira Liga através do futebol está a tentar fazê-lo através de um assalto com pé-de-cabra.

Pois bem, o Rio Ave já respondeu a esse senhor em relação aos lances em que foi prejudicado também e percebemos que quem já estaria na Primeira Liga seríamos nós e não eles caso não houvesse erros de arbitragem.

Fica na imagem o regulamento da Liga para que esse artista, os cordeirinhos dele e os empalados que foram na cantiga o possam consultar: 5% de 5000 (que nem chegam bem a 5000) são 250. Acrescentado os 100 bilhetes de primeira categoria chega-se a de 350 bilhetes. Estamos a falar, como eles sabem mas só querem criar ruído e crispação, em cerca de metade do que pedem.

Domingo há jogo. E nós não vamos lá de chave nem de pé-de-cabra.

Vamos tudo.

JOGA COM ALMA E CORAÇÃO.

10.5.22

Parabéns a todos nós.

Em dia de aniversário ficamos a saber a data e hora previstas para os festejos: domingo, 15 de Maio de 2022 às 11 da manhã. É reservar a hora e antecipar o almoço! 

7.5.22

Vitória muito importante na Covilhã e a subida cada vez mais perto.

Era preciso ganhar e ganhámos. Não foi o nosso melhor jogo, mas foi o jogo que bastou para nos deixar, à hora do fim do encontro na Covilhã, a apenas 1 ponto de carimbar o regresso à 1 Liga.

Resumo rápido do jogo: Bom começo de jogo, domínio no primeiro quarto de hora e depois boa reacção do Covilhã que teve mais acutilante até ao intervalo. Entrada em grande na segunda parte com um belo golo do Pedro Mendes para daí em diante estarmos sempre no controlo dos acontecimentos até ao fim do jogo. Ainda tivemos o azar de ver Ronan lesionar-se logo depois de entrar e jogámos com 10 os quase 10 minutos com descontos até final. Mas mesmo assim foi uma equipa muito coesa e que mereceu segurar a vantagem. 

Os olhos e ouvidos estão agora orientados para Pina Manique. Não ganhando o Casa Pia seremos primodivisionários já hoje. 




1.5.22

Casa Pia: objectivo cumprido.

Rioavistas e outras pessoas de bem, já não via o Rio Ave há alguns jogos. Calhou hoje, dia que assinala 38 anos sobre a nossa primeira final da Taça de Portugal. Nessa final esteve Adérito com a mesma camisola que hoje trouxe vestida para ver a nossa vitória. Se não fosse por mais nada, ter estado com Adérito já fazia o meu dia! Encontrar um ídolo de infância foi um prazer enorme. Encontrá-lo com a nossa camisola, aquela camisola emocionou-me.

Vamos agora lá dizer umas coisas sobre o jogo que o Adérito veio ver com casa cheia e entusiasmada, como dá gosto ver. 

Que entrada de leão e que saída de sendeiro! Basicamente o jogo foi isto. Aos 15 minutos devíamos estar a ganhar 3-0, mas só Vítor Gomes soube encontrar o fundo da rede. Sobre o capitão acrescente-se que fez um jogaço, muita cabeça, muito coração e descanso às canelas dos adversários. Não me lembro de nos ver começar tão fortes. Quando olhei para o banco vi o Freire de mangas arregaçadas e pensei que hoje ia ser jogo de um só sentido porque o treinador vinha a modos de quem vai trabalhar cheio de empenho. Na primeira parte foi assim. Não foi sempre de acelerador a fundo, mas foi interessante. Mas, como sabeis, uma pessoa não se pode entusiasmar muito porque tem sido a norma o Rio Ave adormecer quando se apanha a ganhar. Hoje foi de novo a equipa de furo lento que jogou na segunda parte. O pneu foi perdendo ar e acabou o jogo coladinho à roda e quase a despistar-se. Isto aconteceu já tanta vez este ano que me pergunto se os rapazes só treinam 45 minutos por dia. 

Bom, os tempos não estão pra esquisitices nem picuices. Alguém se quixará se subirmos com 8 vitórias por 1-0 e 16 vitórias das 19 totais pela margem mínima? Seguramente que não. Era obrigatório ganhar e ganhámos. Agora pra subir basta fazer os mesmos resultados que o Casa Pia nos 2 jogos que faltam. Sábado na Covilhã precisamos de mais uma alegria. Mas cuidado que ainda ontem deram 2 secos ao Varzim na Póvoa! 


2.4.22

Trofense: vitória em meio jogo.

Rioavistas e restante malta amiga: já não via o Rio Ave há tanto tempo que nem me lembrava dos nomes dos jogadores nem de quem é treinador. Tive de recorrer à Internet para ver o plantel e descobrir que o treinador é um rapaz barbudo de 36 anos. Já eu tinha saído da universidade quando lhe nasceu o primeiro pêlo do bigode. O rapaz cresceu, não muito, mas tem uma barba que sim senhor. Acho bem dar oportunidade à malta jovem. Está tão novo no auge da sua carreira enquanto eu já tenho lapsos de memória. Bem, não serei só eu, mas já lá vamos.

Boa primeira parte, ah? Aquilo só deu Rio Ave. Os gajos da Trofa nem saiam da defesa. Devem ter-se sentido enjoados de tanto defender, até devem ter pensado que estavam a passar outra vez ali nas curvas de Fornelo e Macieira ao longo das margens do... Rio Ave. Fiquei com pena do nosso jogador que saiu lesionado. Estava a fazer umas fintas jeitosas até sair. Mas depois entrou um moço que corre muito, um tal de Gabriel, e até foi ele o segredo da vitória. Passou por todos até terem de lhe acertar nas pernas para ele não marcar golo. Não marcou ele, mas marcou outro moço no penalty, este que aparece na fotografia, o Aziz. Só marcámos esse golo e foi pena, podíamos ter feito mais. Se tivéssemos chegado ao intervalo a ganhar por 3, eu percebia melhor aquela coisa de os nossos rapazes não terem aparecido ao jogo na segunda parte. É aqui que eu acho que há mais gente que tem lapsos de memória como eu. Ninguém se lembrou que os jogos têm duas partes. Eu acho foi isso. Não quero acreditar que lhes tenham dito que aquela parte do jogo era um treino defensivo. Depois também acho que o treinador se esqueceu que as instruções se dão para dentro do campo. Vi-o a esbracejar para a bancada, mas a malta de fora não pode jogar. Se não foi isso, talvez tenha sido ele a treinar para ser maestro perante uma grande orquestra. Também não resolveu porque não havia instrumentos na assistência, quanto muito haveria um tambor na claque, mas se havia não ouvi.

Tudo espremido, foi pena só ter havido meio jogo da nossa parte. Espero que a Liga não se lembre de nos penalizar e só nos creditar ponto e meio por esta vitória.

Por esta jornada está feito. 

12.3.22

Vitória por 2-0 contra o Penafiel peca por curta.

Querido diário,

escrevo-te da bancada do estádio. Como sabes até tenho visitas pra jantar e devia estar a polir o faqueiro de prata, mas está coisa que mexe cá dentro pelo Rio Ave não me deixa ficar em casa. O tempo está chuvoso, mas como dizia o João Pinto devem estar 0 graus porque nem está frio nem está calor. Já valeu a pena ter vindo só pra ver os miúdos entrarem em campo com os jogadores com mensagens a apelar à paz na Ucrânia. 

As coisas estão boas no relvado, já passou meia hora de jogo e estamos a ganhar por 1-0, marcou o Pedro Mendes numa bela cabeçada. O jogo só dá Rio Ave e já podíamos ter marcado mais 2. Nem parece nosso! Acho que hoje ainda ninguém chamou nomes ao treinador nem ao Pedro Amaral. O Amaral nem parece o mesmo, até fez a assistência para o golo. Acho que como tem o nome escrito em ucraniano na camisola convenceu-se que é um jogador a sério. Já o treinador não vai demorar a ouvir das boas porque depois do golo já mandou a equipa engrenar a marcha-atrás. Eu acho que ele está convencido que treina uma equipa pequena. Se for preciso, agora estamos no intervalo, eu aviso o homem.

Olha diário já voltamos do intervalo. Isto está a puxar ao sono. O Aziz já conseguiu falhar um golo. Daqui a 6 oportunidades deve conseguir marcar. O Joca conseguiu ficar mais pequeno 15 cm porque ninguém o vê. Ó Joca, marca um golo como o que marcaste em Penafiel, pá! Tarde demais, o Freire já o tirou... Entretanto, o Freire já tinha visto um amarelo por protestos. O homem é pequeno, mas faz barulho. Quem não protestou foi o jogador do Penafiel que foi expulso. Eu bem sei que foi sem querer, mas quase arrancava ali os gónadas ao Costinha. 

Depois da expulsão o jogo só dá Rio Ave. Já devíamos ter marcado mais 2 golos, mas os moços não atinam com a baliza. Se estes morcões se deixam empatar nem sei que lhes faça. Ó Freire, manda os gajos massacrar! Bem diário, já entraram o Zé Manel e o Ronan, isto vai dar golo. Gooolo! Pá, que cruzamento do Amaral e que tolada do Ronan! O Freire é bruxo! O jogo está ganho até dá pra meter o Ukra.

Querido diário, isto está quase a acabar, acho que vou embora. Ainda tenho que matar o galo que comprei segunda-feira em Ponte de Lima pra fazer a cabidela. E polir o faqueiro! Ganhámos e o Rio Ave é o maior. Quem não pensa assim não percebe nada de futebol! 

7.3.22

Vitória importante por 1-2 contra o Vilafranquense.

Rapaziada, não me diverti nada na primeira parte. Os moços corriam e corriam e não saía nada. Nem uma jogada das boas, uma finta vistosa, uma oportunidade grande que desse pra chamar nomes ao nosso avançado. Não é que tinha sido aborrecido de todo, não foi é excitante. De início até fiquei contente e de certa forma com inveja da malta de Vila Franca deslocada até Rio Maior porque iam ver o Rio Ave equipado a rigor. Nós em casa temos de levar com os equipamentos de levar à missa, os equipamentos bons, porque aqueles que nos caracterizam, verdes e brancos de listas verticais, não dão, são roupa de trabalho e roupa de trabalho não entra em igreja. Se calhar é por isso que jogamos pouco e sofremos tanto em vários jogos em casa: os jogadores estão ali para rezar e não para sujar a roupa. Nem o finalmente estreado Olinga trazia qualquer coisinha de diferente, uma extravagância, sei lá. 

Enquanto mexia nas contas do Rosário, dei-me conta que Filipe Gouveia é o treinador do Vilafranquense. Gouveia é tão honesto a fazer análise de jogos quanto um gato a dizer a um rato que só quer ser amigo dele.

Chega a segunda parte e o Vilafranquense marca. Eles não sabem muito bem como aconteceu, acredito que tenham tido de ver a repetição 4 vezes, mas a verdade é que marcaram. Nós nem cheirinho disso. Não sei quantos palavrões terei dito, nem os nomes que terei chamado ao nosso treinador. Basicamente este demonstrar de felicidade é um clássico dos nossos jogos. A TV já tinha tanto perdigoto de eu gritar a toda a gente que quase perdia o primeiro golo do Pedro Mendes. Havia, de repente, uma luz! Verdade seja dita, a equipa mostrava algo que poucas vezes nos mostrou este ano: alma e crença. Quando Pedro Mendes fez o segundo golo parecia São João na minha sala! Que golaço, rapaziada! Que requintes de malvadez! Depois de ter limpo os perdigotos da TV, agora tenho de limpar as marcas dos beiços carregados de bâton de cieiro! Quero lá saber, Pedro Mendes é o maior, Luís Freire é um génio!

Foi um fim de semana muito bom pra nós. Tudo é alegria, tudo é felicidade! Até a feia e antipática vizinha do quarto andar hoje me parece a mais simpática Miss Universo!

27.2.22

Ganhámos ao Porto B e estamos em lugar de subida.

O festejo de dois aniversários, cozido à portuguesa e champanhe só me deixaram ver os últimos 20 minutos no estádio. Até me esqueci de tirar uma foto no estádio e tive de roubar uma ao meu amigo Abilio para meter aqui. Ele não se deve importar. 

Nem vi o nosso golo e os golos são sempre a melhor parte dos jogos. Mas não foi só o azar de não ver o golo, na pequena  parte do jogo que eu vi, o Rio Ave quase não jogou. Quando cheguei a casa depois de uma caminhada digestiva, lá fui ver o jogo na Sporttv. E foi quase como rever um velho filme. Falar sobre os nossos jogos começa a ser demasiado fácil, é um exercício de copiar e colar, só se muda o nome do adversário. Resumidamente, basta escrever assim: "O Rio Ave venceu hoje o XXXXXXXXX pela margem mínima. Chegámos ao golo no minuto XX e depois a equipa remeteu-se a uma postura defensiva que permitiu segurar a vitória. Exibição cinzenta, o jogo valeu pela vitória.". Feito, venha o próximo.

Olhar para a tabela e ver-nos em terceiro, mas em segundo nas contas da subida (ainda que temporariamente) não é, porém, ilusão de óptica. Mas o que parece é que vivemos num estado permanente de diarreia. Até estamos bem, mas de repente vai chegar uma cólica que nos vai deixar fora de jogo. E o mal dessa situação é até termos remédios para tomar, mas ficamos quietos, reféns do papel higiénico, rezando que não acabe. Eu acho que já devíamos ter tomado Imidium. 

Ora bem, estamos em tempo de Carnaval e amanhã podemos disfarçar-nos de varzinistas. Só amanhã. E só entre as 18:00 e as 20:00

20.2.22

Feirense: empatar é pior que ganhar, mas melhor que perder. Ou não?

Rapaziada, estou cansado. Parece que fui eu que estive a jogar. Primeiro porque quem não foi ao estádio como eu e teve de ver o jogo na TV precisava de ter uma visão de Super Homem para ver as imagens da Sporttv. Não sei se o Feirense não os deixou filmar o jogo dentro do estádio e eles tiveram de ir para uma das varandas dos prédios vizinhos a 150 metros do relvado. Seja como for, mostrar o jogo todo com grandes planos tão abertos dá cabo dos meus olhos. Em segundo lugar, cansado de ver os jogadores correrem tanto. De falta de empenho hoje não acuso ninguém. Os moços hoje, talvez por medo de levaram outra vez 4 na pá deste Feirense, suaram bem as verdinhas. Ora bem, sabemos todos que empenho não é sinónimo de inspiração (ainda que pra suar correndo se inspire muitas vezes) e foi isso que se foi vendo. E isto vale para as duas equipas. No fim só podia dar um empate. E foi bom ou mau? Mau, é sempre mau não ganhar, é como sair com uma namorada nova, lavar e aspirar o carro, pendurar um pinheirinho novo no espelho, usar perfume caro e no fim não levar nem sequer um beijo de lingua, isto depois de pagar o lanche mais caro de que nos lembramos. Mas atenção!, o Freire tentou ganhar. Meteu o Ronan e a 90 segundos do fim do jogo ainda fez o entrar Hugo Gomes que é um dos nossos melhores marcadores. Deixem o homem sossegado por hoje. 

Portanto, tudo espremido com muita força, foram 90 minutos sem sal. Salvam-se as tensões arteriais. 

16.2.22

A Cara e a Careta

Nos últimos 2-3 meses a contestação à equipa do Rio Ave FC tem vindo a subir de tom.

Desde à direcção pelas contratações, empréstimos e negócios inexplicáveis nesta janela de janeiro, bem como o papel de alguns assalariados com cargo de directores na SDUQ, passando pelo departamento de comunicação e marketing com exponente máximo no post relativo ao SuperBowl, indo ainda a alguns jogadores, nomeadamente Pedro Amaral e A. Santos; mas principalmente com mais ênfase ao treinador.

E a verdade é que o treinador, apesar de na prática a situação não ser alarmante, pôs-se a jeito.

Luís Freire resolveu inovar para uma linha de 3 centrais, adaptando um jogador a um desses 3 lugares, jogador esse, cujo rendimento na sua posição de origem já vinha sendo mau. Ao mesmo tempo, tirou um jogador da equipa com o qual os adeptos se identificavam, pela presença, pela postura, pela tomada de decisão de ter de jogar feito quando o tinha de fazer (será que foi isso que o tirou da equipa?), até pelo jogo aérea ofensivo, que desde que saiu da equipa perdemos e muito, algo que nos deu golos na fase inicial da época - Hugo Gomes. E o Rio Ave FC precisa de marcar golos.

Pior que isso foi o treinador do Rio Ave FC vir para conferências de imprensa negar que jogávamos com 3 centrais e que isso apenas acontecia pontualmente na saída de bola e que tinha como objectivo as incursões de Amaral/Sávio pela esquerda, o que proporcionaria desequilibro no adversário. Pois bem, os adeptos do Rio Ave FC não são treinadores e é óbvio que o Sr. Luis Freire percebe mais de futebol do que nós. Contudo, o comum adepto do Rio Ave FC também não é cepo nenhum e está habituado a ver jogos de uma equipa que luta pela Europa, jogos de Liga Europa, jogos onde a nossa equipa defronta equipas que se apuram para a Liga dos Campeões e jogos de finais e meias-finais de provas internas. Como se pode ver nas imagens, Gabriel é o nosso lateral esquerdo, Amaral é central, defendemos com uma linha 3 com a defesa mais subida e com uma linha de 5 em defesa posicional mais baixa. E isto acontece sistematicamente. Portanto não é 3 a sair. É 3 centrais - Ponto.

Acontece também, sempre, termos 11 jogadores nossos dentro da nossa área nos cantos contra nós e não é apenas quando estamos em vantagem no marcador. É sempre, seja em casa ou fora, do primeiro ao último minuto. Isto não é de equipa que quer ganhar. É de equipa que não quer perder.

Portanto, não sendo treinadores, os adeptos do Rio Ave FC também não gostam de ser comidos por lorpas; se o treinador tem razões para apontar o decréscimo da qualidade nos últimos jogos, também tem de ter coragem para admitir que no que está ao seu alcance as coisas também não estão todas bem.

Se é verdade que já fomos mais vezes prejudicados que beneficiados e se é verdade que tantos jogos em 4 semanas é desgastante, tem de ser verdade também que não se pode escamotear a falta de qualidade no jogo do Rio Ave FC e os erros graves principalmente na transição defensiva. 

Como é que se explica que antes dessa série já tenhamos sido virados em casa de 1-0 para 1-2 com Mafra e com Viseu?

Como é que se explica que se deixe um jogador como A. Santos em campo na Taça quando nas bancadas ao intervalo já se comentava "da maneira que ele é, vai ser expulso, mais valia troca-lo já" (não obstante de Hugo Gomes ter responsabilidades no golo sofrido) - e foi expulso, mais uma vez por uma estupidez. No último jogo contra o Estrela da Amadora há 2 dos 3 centrais amarelados e o A. Santos - único que não estava, que desta vez foi central pelo meio, decidiu sair a jogar pelo meio, com o resultado em 1-0, perdendo a bola em zona perigosa e deixando os seus 2 companheiros da defesa, já amarelados em situação que poderia haver necessidade de fazer falta para amarelo. Nem o jogador pensou nisso, nem o treinador precaveu essa possibilidade, com 5 substituições que agora se podem fazer?

Joguem os laterais que jogarem, os erros são sempre os mesmos. Chega trocar os jogadores? Não é preciso mais trabalho nesse sentido?

Prender o melhor jogador da equipa no 1 para 1, o que mais desequilibra,  como lateral, não é um crime? No momento mais forte do jogador já ele está morto fisicamente por andar a correr atrás tanto do extremo como lateral adversários e morto psicologicamente porque já passaram 5 vezes por ele e isso mata qualquer 1. E atenção, o Gabriel é dos que mais tem corrido, só que anda a tentar fazer o que não sabe nem é sua característica e por isso não rende. E mais, até parece mal o treinador estar sempre aos berros com ele quando atacamos para Norte e o homem joga ali em frente ao banco. Se já se percebe que ele anda perdido, mais perdido fica com tanto berro.

Dizer que só perdemos 1 jogo nesta sequência é verdade. Mas não é ocultar outra verdade dizer que esse jogo foi perdido contra o único adversário directo que jogamos nessa mesma sequência e que nem às pUlacas que não jogam nadinha conseguimos ganhar em casa?

A verdade é que nos últimos jogos tenho estado mais de acordo com as leituras do treinadores adversários do que com a leitura no nosso treinador - quem tem ganho os nossos jogos é a qualidade individual dos nossos jogadores, tanto técnica como em termos de atitude, porque o Rio Ave FC com bola não tem feito nada. Circundamos a área adversária a trocar a bola e somos inertes. Eles fecham-se não saem na atracção e quando perdemos a bola, sem criar perigo, vêm rápido nas costas dos laterais.

É sempre preferível ganhar, mesmo a jogar mal, mas quando se joga mal, mesmo ganhando, há que assumir e ser sério. E quando se tem jogadores muito melhores que os outros é preciso mostrar mais futebol. Muito mais futebol.




14.2.22

Estrela da Amadora: 1-0. Tão pobre que mete dó.

Amigos, andei o dia todo a pensar no jogo. O dia todo. De manhã estive num tribunal e enquanto o oficial de justiça fazia a chamada eu só ouvia a voz do Pioneiro a anunciar a nossa equipa inicial: "Jhonatan, Pantalon, Aderllan,...". Confesso que não percebi se o Pedro Amaral era ou não titular. Mas o Ronan era (acabou por não ser, como é possível? Ó Freire!!) Enfim, adiante. Mal saí do trabalho, passei logo na Nau Doce. Porquê na Nau Doce? Porque me lembrei daquele anúncio deles que passava no estádio há muitos anos e que dizia que na Nau Doce as vitórias são mais doces e as derrotas menos amargas. Confesso que comprei a doçaria a pensar na derrota. Que querem? Contra o Chaves apostei nos fumados e salgados e correu mal. Por falar em publicidade sonora no estádio, agora nem se usa. É como nos jogos internacionais, agora já não há a música da Eurovisão a anunciar a transmissão na TV, nem bandas filarmónicas a tocar e a desfilar no terreno de jogo antes das partidas. Sinais dos tempos. Por falar em tempos, os nossos são de Segunda Liga. O que pode ser mais deprimente que isto? Bem, e sendo dia dos namorados, talvez rever algumas colegas de escola primária, relembrar as paixonetas de criança por elas, pensar que eram tão giras e vê-las hoje em dia mais gordas e envelhecidas que o meu casaco de couro azul. Porco machista (Ri-se o roto do esfarrapado e o sujo do mal lavado.)! Calma, era só uma brincadeira! Beijinho para todas, estejam elas como estiverem. O corpo é só um embrulho, o que conta é a alma, mesmo não se vendo. 

Futebol, falemos de futebol. Lembraram-me estes dias que a ultima vitória folgada do Rio Ave foi precisamente contra o Estrela na primeira volta. Significa isto que andamos a jogar mal há meio campeonato. Meio campeonato é muita fruta! De lá pra cá meteram-se Outono e Inverno, Santos e Natal, Delta e Omicron. Bom futebol é que não. Tomemos por exemplo, mais uma vez, o jogo de hoje. Se andaram a limpar estrume dos currais dos vossos animais, o vosso tempo foi melhor empregue que o meu. Salvou-se o penalty bem ganho por Pedro Mendes e melhor executado por Aziz.
Mas como se explica jogar tão pouco? Primeiro, porque ninguém ensinou o nosso hino aos jogadores, sobretudo a parte do "vibrante animação". Eles, coitados, até devem vergonha de jogar tão mal, mas têm um contrato pra cumprir, há que jogar, mesmo em baixo de forma. Segundo, por causa do gigantesco capuz do casaco do Luís Freire que não o deixa ver bem o que se passa em campo. "Ah e tal, ele nem usa aquilo na cabeça!". Tá bem, mas prefiro achar que a culpa é do capuz que da cabeça dele por insistir em pôr a equipa a jogar naquele sistema. 
Tudo espremidinho, lá ganhámos. Não convencemos, mas vencemos. 

E com isto vão lá jantar com as vossas namoradas que eu vou ver se faço o mesmo com sobremesa made in Nau Doce. Vale-nos o amor. E os 3 pontos.

Até domingo, se não for antes.