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21.7.19

Aquela coisa... apresentação

O ano passado a apresentação do Rio Ave FC deu-se no centro da cidade, onde o clube montou um palco e uma "tenda de vendas" e onde os mais novos podiam tirar fotografias com a novidade da altura que era a mascote: Tubas.
Falaram na altura no palco além do treinador, o capitão Tarantini. Falaram ainda alguns jogadores em tom de brincadeira.
Foram apresentados os novos equipamentos de jogo e de treino de jogadores e guarda-redes.

Este ano a apresentação foi o que se viu, em que não se feriu ninguém só Deus sabe porquê e a fazer lembrar a festa do quinto lugar que deu acesso à Liga Europa no ano de Miguel Cardoso. Em que os papeis e fitas lançados à esquerda dos jogadores, com aquele vento todo, toda a gente percebe que não voam para cima destes... portanto, mais valia porem as duas máquinas a norte dos jogadores para que o efeito fosse pelo menos a não parecer mal. Se fosse a primeira vez até se compreendia...
Muito mau.

Não sei se Carlos Mané chegou atrasado, mas seria muito mais interessante chamá-lo nem que fosse depois de Carvalhal, para que pudesse tirar a fotografia com os companheiros... em vez de num intervalo às 20:15 em que as pessoas já lá estavam desde as 18:30 ou antes, conforme solicitado e com tal, aproveitaram para ir beber... ou verter águas e acabaram por nem ver o minuto em que lá esteve o novo jogador.

Voltando ao Tubas... nem com o Carlos Mané apareceu.

5 jogos = desilusão

Três notas prévias:
- dos cinco jogos só foi possível ver três;
- apenas quatro jogadores repetiram entrada no onze relativamente ao jogo com o Guimarães;
- isto não é como começa mas como acaba;

Dito isto,  penso que ninguém, a começar no treinador e a acabar nos adeptos, pode estar satisfeito com o que se tem visto.
Como ontem escrevi, não me parece que os três reforços em falta resolvam o problema (sobretudo do meio campo), até porque um deles, o central, vem para um setor que está estabilizado [serão bem vindos e de certeza que vão fazer a diferença, como é o caso de Mané, mas o que quero dizer é que há outras questões].

Neste momento identifico duas situações:
- com quase um mês de trabalho, não há jogadores a fazer a diferença. O Rio Ave tem jogadores de qualidade no seu plantel, mas parecem estar 'adormecidos'; não acredito que o problema seja só físico. Lembram-se de Nuno Santos há um ano? Estava fantástico.
- o modelo de jogo parece estar a ser assimilado com dificuldade. A bola não é colocada nos laterais. Por regra é o '6' (ontem foi Jambor) a fazer a transição. Diego Lopes andou quase sempre sem bola e não vem atrás pegar no jogo. Relativamente a Filipe Augusto, o que se passa com o jogador? Começou o jogo a empurrar adversários e a chutar a bola para longe, depois do árbitro mandar parar o jogo. Pouco tempo depois fez duas entradas por trás e na segunda viu o amarelo (já tarde). A seguir sossegou e parece que perdeu garra. Não percebo.
- Sobre o ataque há pouco para dizer: dificilmente nos lembramos de alguma coisa positiva (com exceção do lance de Bruno Moreira ao poste).
Acredito que Carvalhal tenha ido para casa preocupado.

(foto: Facebook Rio Ave FC)
PS - cheguei ao Estádio às 18h30 como pedido pelo Clube. A apresentação demorou 15 minutos e o jogo começou às 19h30. Não gostei.