1.8.26

Último teste (vitória por 3-1), algumas respostas e lacunas por resolver




Terminou a pré-temporada do Rio Ave e o último ensaio antes do arranque oficial da época terminou com uma vitória por 3-1 frente ao Tondela.

Foi um jogo de duas faces bem distintas. Uma primeira parte pouco conseguida, onde o Rio Ave revelou dificuldades em assumir o controlo da partida, e uma segunda metade bastante mais positiva, com uma equipa mais intensa, mais agressiva na recuperação da bola e muito mais objetiva no momento ofensivo.

Apesar de ter beneficiado de alguns erros da equipa do Tondela e de ter criado uma ou outra oportunidade, o Rio Ave chegou ao intervalo em desvantagem. O 0-1 ajustava-se àquilo que tinha sido uma primeira parte pouco inspirada da equipa de Sotiris.

Tudo mudou após o descanso.

A entrada de Ryan para o lugar de Ntoi teve impacto imediato no comportamento da equipa. O Rio Ave passou a pressionar mais alto, recuperou bolas em zonas mais adiantadas e ganhou velocidade na transição ofensiva. O resultado foi uma reviravolta rápida e convincente.

Primeiro apareceu Jalen Blesa, que continua a demonstrar que pode ser novamente uma das figuras da equipa nesta temporada. Depois foi a vez de Bezerra aumentar a vantagem. Já perto do final, o reforço Samuel fechou as contas e confirmou a vitória.

Entre as novidades apresentadas ao longo da pré-temporada, houve vários sinais encorajadores. Diogo Nascimento demonstrou qualidade com bola e capacidade para assumir o jogo. Roland deixou igualmente boas indicações e Samuel voltou a marcar, mostrando argumentos para lutar por espaço no ataque.

Nota igualmente positiva para os jovens Wenck e Miguel Patrício. Ambos continuam a aproveitar as oportunidades que lhes têm sido dadas e demonstraram personalidade sempre que foram chamados a intervir.

No lado oposto, houve jogadores que ficaram claramente abaixo do esperado. Mancha teve uma tarde para esquecer, acumulando erros e transmitindo pouca segurança. Já Liavas e Tamble voltaram a não convencer. Liavas entrou na segunda parte mas teve pouca influência no jogo, reforçando dúvidas que já vêm da temporada passada.

Uma palavra também para Chamorro. O guarda-redes não foi utilizado e acabou por abandonar o relvado visivelmente descontente. É uma reação compreensível. Numa fase de preparação, e com Ennio já consolidado como titular, talvez tivesse feito sentido conceder-lhe alguns minutos. Nem que fossem apenas vinte. Muitas vezes, gerir um balneário também passa por estes pequenos gestos.

No final da partida, Sotiris foi claro nas declarações que prestou. Admitiu que o plantel ainda apresenta lacunas e que essa mensagem já foi transmitida à administração da SAD.

É difícil discordar.

A equipa continua a necessitar de um defesa-esquerdo e de um médio ofensivo capaz de assumir o papel de "10", precisamente as posições referidas pelo treinador. Mas olhando para aquilo que foi a pré-temporada, acrescentaria ainda uma terceira necessidade: um lateral-direito. Liavas continua longe de transmitir confiança e não parece, para já, ser uma solução que elimine as dúvidas existentes naquela posição.

A próxima semana já será a sério. Os jogos de preparação terminaram e as conclusões estão tiradas.

A segunda parte frente ao Tondela deixou sinais positivos e algum otimismo. Mas também deixou evidente que ainda existe trabalho por fazer e peças por acrescentar.

O campeonato está à porta. E os primeiros desafios não vão esperar que o Rio Ave esteja pronto.