(quinta e última resposta de Luís Lourenço, médico do Rio Ave FC)
Além de trabalhar na sombra, o departamento médico pouco ou nenhum reconhecimento público tem; isso é algo que vos 'incomoda'? Acha natural? Não será injusto só se reparar no departamento médico quando algo corre mal?
As regras do jogo em relação aos departamentos médicos de clube não têm sido muito favoráveis. No entanto cabe nos a nós inverter essa realidade. Pessoalmente não estou nada preocupado com o reconhecimento publico.
Pretendo fazer o meu trabalho com a maior competência possível, ficando com a consciência tranquila de que vou fazendo sempre o meu melhor em relação a todos aqueles que confiam em mim a sua saúde.
Do mesmo modo refuto qualquer tentativa de fazerem bode expiatório do Departamento Médico para toda e qualquer situação em que achamos não ter a mínima responsabilidade.
Pretendo que o Departamento Médico do Rio Ave F.C. mantenha uma postura de competência e discrição e possa continuar a chegar ao fim de cada época desportiva e ter a noção do seu dever cumprido.
(obrigado dr. Luís Lourenço, pela total colaboração)
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27.5.11
26.5.11
Luís Lourenço responde ao Reis do Ave (4)
(quarta de cinco questões)
O departamento médico trabalha sempre na sombra, mas há médicos de clubes da 1ªa Liga que vão tendo algum protagonismo na suas respectivas áreas. No seu caso, podemos falar de discrição completa. É de propósito?
Tenho a minha própria opinião sobre o que é um médico enquanto elemento de um grupo de trabalho no futebol profissional. A sua função fundamental é preservar o bem estar físico e psíquico dos elementos desse grupo, contando para isso com formação profissional na área de medicina deportiva, uma necessária competência na área médica,um gosto especial pelo jogo e um certo espírito de missão.
No Futebol Profissional o protagonismo principal terá que ser sempre daqueles que realmente proporcionam o próprio jogo. O médico terá sempre que se regozijar com a saúde dos seus atletas e durante o jogo deverá fundamentalmente estar atento aos lances que poderão por em causa a integridade física dos atletas.
Estarei sempre disponivel para emitir a minha opinião, no entanto entendo que a minha função passa muito mais por estar atento a quaisquer incidências que colidam com o bem estar físico dos elementos do grupo de trabalho.
(amanhã: a falta de reconhecimento público)
O departamento médico trabalha sempre na sombra, mas há médicos de clubes da 1ªa Liga que vão tendo algum protagonismo na suas respectivas áreas. No seu caso, podemos falar de discrição completa. É de propósito?
Tenho a minha própria opinião sobre o que é um médico enquanto elemento de um grupo de trabalho no futebol profissional. A sua função fundamental é preservar o bem estar físico e psíquico dos elementos desse grupo, contando para isso com formação profissional na área de medicina deportiva, uma necessária competência na área médica,um gosto especial pelo jogo e um certo espírito de missão.
No Futebol Profissional o protagonismo principal terá que ser sempre daqueles que realmente proporcionam o próprio jogo. O médico terá sempre que se regozijar com a saúde dos seus atletas e durante o jogo deverá fundamentalmente estar atento aos lances que poderão por em causa a integridade física dos atletas.
Estarei sempre disponivel para emitir a minha opinião, no entanto entendo que a minha função passa muito mais por estar atento a quaisquer incidências que colidam com o bem estar físico dos elementos do grupo de trabalho.
(amanhã: a falta de reconhecimento público)
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João Paulo Meneses
25.5.11
Luís Lourenço responde ao Reis do Ave (3)
(terceira questão a Luís Lourenço)
Sentem-se impotentes quando acontecem situações como a recaída de Lionn (que o impediu de jogar)?
Para o departamento médico do Rio Ave, a resolução das lesões dos nossos atletas obedece a um plano previamente elaborado por nós e que se resume à seguinte estratégia: primeiro passo chegar ao diagnostico correto da lesão, a seguir inicio do tratamento com : fase inicial (medicação, tratamentos de eletroterapia, massagens e mobilização, feitos nosso departamento); uma segunda fase de tratamentos no ginásio ou piscina; e por fim uma terceira fase de tratamento que podemos considerar mais ativo, em que o atleta já evolui no campo e é sujeito a um trabalho de recuperação e adaptação às condições do treino. Após a conclusão destas fases é que o atleta passa a integrar o treino normal.
Temo-nos dado bem com esta estratégia e achamos que temos dado um contributo valioso no sentido da recuperação e integração dos atletas no treino, quer evitando mais uma despesa para o clube (recuperador físico) quer proporcionando à equipa tecnica a possibilidade de receber o atleta numa fase bem evoluida da sua recuperação.
Normalmente não temos tido recaídas, o caso do Lionn foi uma situação diferente em que uma doença (temperatura febril e vómitos), que se manifestou no dia da convocatória, tornou a sua utilização para o jogo impossível. A saúde de um ser humano tem estes condicionalismos, o médico existe para os resolver, sabendo no entanto que a recuperação do estado de saúde tem um timing próprio que temos que respeitar.
(amanhã: o perfil discreto do nosso médico)
Sentem-se impotentes quando acontecem situações como a recaída de Lionn (que o impediu de jogar)?
Para o departamento médico do Rio Ave, a resolução das lesões dos nossos atletas obedece a um plano previamente elaborado por nós e que se resume à seguinte estratégia: primeiro passo chegar ao diagnostico correto da lesão, a seguir inicio do tratamento com : fase inicial (medicação, tratamentos de eletroterapia, massagens e mobilização, feitos nosso departamento); uma segunda fase de tratamentos no ginásio ou piscina; e por fim uma terceira fase de tratamento que podemos considerar mais ativo, em que o atleta já evolui no campo e é sujeito a um trabalho de recuperação e adaptação às condições do treino. Após a conclusão destas fases é que o atleta passa a integrar o treino normal.
Temo-nos dado bem com esta estratégia e achamos que temos dado um contributo valioso no sentido da recuperação e integração dos atletas no treino, quer evitando mais uma despesa para o clube (recuperador físico) quer proporcionando à equipa tecnica a possibilidade de receber o atleta numa fase bem evoluida da sua recuperação.
Normalmente não temos tido recaídas, o caso do Lionn foi uma situação diferente em que uma doença (temperatura febril e vómitos), que se manifestou no dia da convocatória, tornou a sua utilização para o jogo impossível. A saúde de um ser humano tem estes condicionalismos, o médico existe para os resolver, sabendo no entanto que a recuperação do estado de saúde tem um timing próprio que temos que respeitar.
(amanhã: o perfil discreto do nosso médico)
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João Paulo Meneses
24.5.11
Luís Lourenço responde ao Reis do Ave (2)
(segunda resposta de Luís Lourenço, médico do Rio Ave, em jeito de balanço à época que terminou)
Bruno China e agora Mendes são/foram casos muito complicados; são estes que vos preocupam mais ou, antes, aqueles que é preciso recuperar o mais rapidamente, se possível já para o próximo jogo?
Qualquer jogador de futebol profissional necessita para poder dar o seu máximo rendimento no campo de estar em perfeitas condições físicas e psíquicas. Nesse sentido os profissionais de saúde duma equipa de futebol profissional deverão dar toda a sua atenção a qualquer alteração do bem estar físico e mental, de qualquer dos seus atletas.
É por isso imperioso em qualquer situação de doença que a postura do nosso departamento médico seja a de chegar rapidamente ao diagnóstico correto do problema para iniciar o tratamento adequado para que tenhamos o nosso atleta bem o mais rapidamente possível.
Para mim o mais importante é a estratégia correta para debelar os problemas quer eles sejam de recuperação mais demorada quer sejam mais rápidos de resolver.Tendo sempre presente que é imprescindível o atleta estar o mais depressa possivel completamente recuperado para poder integrar os trabalhos a cem por cento.
(amanhã, a recaída de Lionn)
Bruno China e agora Mendes são/foram casos muito complicados; são estes que vos preocupam mais ou, antes, aqueles que é preciso recuperar o mais rapidamente, se possível já para o próximo jogo?
Qualquer jogador de futebol profissional necessita para poder dar o seu máximo rendimento no campo de estar em perfeitas condições físicas e psíquicas. Nesse sentido os profissionais de saúde duma equipa de futebol profissional deverão dar toda a sua atenção a qualquer alteração do bem estar físico e mental, de qualquer dos seus atletas.
É por isso imperioso em qualquer situação de doença que a postura do nosso departamento médico seja a de chegar rapidamente ao diagnóstico correto do problema para iniciar o tratamento adequado para que tenhamos o nosso atleta bem o mais rapidamente possível.
Para mim o mais importante é a estratégia correta para debelar os problemas quer eles sejam de recuperação mais demorada quer sejam mais rápidos de resolver.Tendo sempre presente que é imprescindível o atleta estar o mais depressa possivel completamente recuperado para poder integrar os trabalhos a cem por cento.
(amanhã, a recaída de Lionn)
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João Paulo Meneses
23.5.11
Luís Lourenço responde ao Reis do Ave (1)
(De todos os sectores decisivos na equipa de futebol, o Departamento Médico é o menos reconhecido. Para tentar contrariar essa tendência junto do universo rioavista, pedimos ao médico do Rio Ave, Luís Lourenço, cinco respostas a cinco perguntas, que serão publicadas de hoje até sexta-feira)
Como classificaria, face à sua experiência, esta época ao nivel do departamento médico? Normal? Anormal? O que destacaria?
A época de 2010/2011 não foi na verdade das mais fáceis para o Departamento Médico; para alem das duas lesões graves de joelho com intervenções cirúrgicas e períodos de recuperação longos, tivemos na primeira metade do campeonato várias lesões de origem essencialmente muscular que provocaram períodos de inatividade entre três semanas a um mês com incidência especial em atletas do nosso setor defensivo.
Neste sentido podemos considerar que a época acabou por ser um pouco anormal considerando o elevado numero de lesões dos defesas da nossa equipa.
(amanhã, as lesões de Bruno China e de Mendes)
Como classificaria, face à sua experiência, esta época ao nivel do departamento médico? Normal? Anormal? O que destacaria?
A época de 2010/2011 não foi na verdade das mais fáceis para o Departamento Médico; para alem das duas lesões graves de joelho com intervenções cirúrgicas e períodos de recuperação longos, tivemos na primeira metade do campeonato várias lesões de origem essencialmente muscular que provocaram períodos de inatividade entre três semanas a um mês com incidência especial em atletas do nosso setor defensivo.
Neste sentido podemos considerar que a época acabou por ser um pouco anormal considerando o elevado numero de lesões dos defesas da nossa equipa.
(amanhã, as lesões de Bruno China e de Mendes)
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João Paulo Meneses
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