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18.5.26

Os números das três épocas da era SAD




O campeonato terminou. E com ele chega também o momento de olhar para os números sem filtros, sem emoção do jogo do fim de semana e sem a desculpa do “ainda faltam jornadas”.

E olhando friamente para os dados, há uma conclusão difícil de ignorar:
esta parece ser, até ao momento, a pior temporada do Rio Ave desde a entrada da SAD.

Os números das épocas da era SAD
2025/2026
12.º lugar
36 pontos
35 golos marcados
57 golos sofridos

2024/2025
11.º lugar
38 pontos
39 golos marcados
59 golos sofridos

2023/2024
11.º lugar
37 pontos
38 golos marcados
43 golos sofridos

Uma evolução… para baixo

É verdade que a SAD apenas foi formalmente criada a meio da temporada 2023/2024.

Mas também é verdade que o impacto do universo Marinakis começou logo em janeiro de 2024, com a chegada de vários jogadores ligados a essa estrutura. Por isso, faz sentido considerar essa época como o ponto de partida deste novo ciclo.

E olhando para os três anos, a tendência parece tudo menos animadora.

O Rio Ave:
fez menos pontos;
marcou menos golos;
terminou pior classificado;
e voltou a apresentar números defensivos preocupantes.

Há um detalhe particularmente relevante: na primeira época desta “era”, o Rio Ave sofreu 43 golos. Nas duas seguintes sofreu 59 e 57.

Ou seja, a equipa não só não evoluiu… como perdeu solidez competitiva.


O problema não é apenas a classificação
Há quem olhe para isto e diga:
“Mas a diferença entre 11.º e 12.º lugar é mínima.”

E é verdade.
Mas o problema não está apenas na posição final.
Está na sensação de estagnação.

Porque quando um projeto entra no terceiro ano e os números não melhoram — ou até pioram — começam inevitavelmente a surgir perguntas legítimas.

Onde está a evolução?
Qual é a identidade desta equipa?
O Rio Ave está hoje mais forte do que estava há dois anos?
Existe crescimento desportivo real?

A mim, parece-me que não.

17.5.26

(1-1 no Casa Pia) Mais uma época que ninguém vai recordar

As estatísticas dizem que o Casa Pia teve 20 remates e o Rio Ave apenas 6. Podia ser motivo de críticas, mas a verdade é que eles é que tinham de ganhar o jogo, enquanto o Rio Ave se apresentava descansado - e isso faz muita diferença. A verdade é que o podiam ter vencido, não fosse um disparate do seu guarda-redes, que nos deu o empate. Criámos pouco perigo (duas boa oportunidades), o nosso guarda-redes esteve bastante mais interventivo.

Pouco mais há a dizer do jogo. Jogamos mal, equilibramos no início da segunda parte. Afinal, não muito diferente do que foi a época em geral, quase sempre com más primeiras partes. Aqueles 10 pontos seguidos mereciam uma ida a Fátima a pé por parte do plantel...

Brabec, o melhor em campo, voltou ao onze, de onde nunca deveria ter saído (mas já se sabe que Mancha tem de jogar...), Ntoi e Ennio também regressaram e de resto foram os do costume. Nem na ponta final, Sotiris deu oportunidade a Medina ou a Lobato de mostraram se são melhores do Spikic. 

Sotiris no final: "Sinto que tenho uma boa base para começar a próxima época. Temos uma boa equipa para começar a próxima temporada." Valha-nos o seu otimismo (que, em muitos casos, é diferente de realismo).


 

 

4.5.26

Rioavistas dizem claramente não à continuidade de Sotiris

Começo pela ressalva habitual: uma sondagem vale o que vale, uma feita online vale ainda menos.

Mas não podemos ignorar que dos 133 que votaram, ao longo da última semana, 84 por cento disseram não à continuidade do treinador grego.

É uma percentagem esmagadora.

Sotiris não acha isso: no final da semana passada afirmou que “Estou muito satisfeito por estar aqui e quero fazer uma época ainda melhor no próximo ano. Tenho mais um ano de contrato, por isso, provavelmente vou ficar, mas no futebol nunca se sabe”. ["ainda melhor"? garantimos a permanência a três jornadas do fim!].

Pessoalmente, a minha esperança é que, perante a desilusão que está a ser a época do Olympiakos, Sotiris ainda regresse a Atenas e venha um treinador com visão e ambição. Já merecemos isso.

 


 

29.4.26

Porque não gostaria de ver Sotiris mais uma época em Vila do Conde

A derrota do Casa Pia, na passada segunda-feira, deixou o Rio Ave a oito pontos de distância do playoff. com 9 para disputar. O Casa Pia teria de ganhar os três jogos e o Rio Ave perder os três e nem isso garantiria que seriamos nós a descer de divisão, porque há outras equipas pelo meio. Não é matemático, mas quase. Convém, de qualquer forma, fazer mais um ponto, pelo menos.

Neste contexto, nos Arcos já se prepara - e bem - a nova época.

E o treinador é um elemento-chave.

Mais uma vez, vamos garantir a manutenção nas últimas jornadas e isso deve ser o primeiro critério de avaliação.

Depois, é fundamental ter em conta que Sotiris teve à sua disposição o plantel mais caro (ou o segundo mais caro) da nossa história. O quinto mais caro da primeira liga. O que conseguiu fazer com isso? Está à vista.

Finalmente, é hoje claro que (ainda?) lhe faltam qualidades para ser um bom treinador: na organização tática (o 4-3-3 foi forçado pelas circunstâncias), na leitura do que são, em cada momento, os melhores jogadores e na capacidade de os fazer evoluir vimos um treinador com limitações.

No início da época os jogadores falavam em atingir a Europa. Ficámos muito atrás. A culpa é deles próprios, de quem os escolheu e de quem os treinou. Precisamos de um novo treinador, apesar de este ter mais um ano de contrato, pelos vistos. Já chega de só tiros... 

(Há uma sondagem online a decorrer aqui)