24.10.22

10j - Portimonense: vitória importante.

 

Boateng, o homem do golo da vitória. 
Foto Facebook do Rio Ave. 

Na verdade, rioavistas, vocês que passam por aqui uma vez por semana (se a malta vir os jogos e falar deles, que nem sempre vê, porque senão nao vem cá ninguém) sabem que a simpatia que eu nutro pelo treinador é proporcional à alegria que sinto quando dou uma martelada nos dedos. Hoje, há poucos minutos, logo após o fim do jogo, alertavam-me para a injustiça das apreciações que às vezes faço do treinador. A razão é deveras simples: por que me queixo que jogámos mal quando já temos 12 pontos? O reparo deixou-me pensativo. É verdade que temos 12 pontos, mas também acho que jogamos mal. Se jogassemos bem, já devíamos ter o dobro, arricavamo-nos a ser campeões nacionais e isto de se ter em Portugal um clube campeão com um estádio de uma só bancada fica tudo menos bem e iria abalar as fundações do futebol em si. Brevemente íamos ter nações a organizar campeonatos da Europa e do Mundo em estádios só com o chamado "peão" e associações de adeptos e ONGs a reclamar que bancadas com lugares marcados condicionam a livre circulação das pessoas. O mundo está assim.

Ora bem, eu acho que hoje não jogámos muito. Também acho que o treinador não viu bem a coisa quando afirma que 11 para 11 o jogo estava encaixado e equilibrado. Acho que estávamos, mais uma vez, a ser previsíveis e a contar minutos até ver o pobre do Jhonatan a sofrer um golo. E pobre nem é adjectivo pra ele que é um rico guarda-redes e que hoje voltou a valer-nos e muito. A expulsão do jogador do Portimonense fez toda a diferença a nosso favor. A partir daí há até alguma ironia no jogo: soubemos capitalizar a vantagem numérica, mas desperdiçámos a oportunidade, duas até, de arrumar com o jogo antes de metade da segunda parte. E se até ao momento do segundo desperdício fizemos um jogo muito bom, fazendo a bola circular e ocupando sempre o meio-campo do Portimonense, daí em diante passámos até a desperdiçar a posse de bola e sujeitámo-nos a jogar mais encolhidos e a ver os algarvios quase marcar.

No fim conta a vitória, no fim foi mais um passo em frente, mas no fim não posso deixar de continuar a achar que se joga pouco. É mau feitio, eu sei. No dia em que jogarmos bem e perdermos eu vou estar aqui a dizer que tenho de saudades de jogar mal e ganhar. 

2.10.22

Sta Clara: vitória importante, mas em serviços mínimos.

 


Rapaziada, pra vos ser sincero, chegou o intervalo e eu estava com a sensação que quase nem tinha visto o Rio Ave a jogar. Claro que não é literalmente assim, até marcámos um golo por Boateng!, mas fora isso senti que tinha estado praticamente a olhar para o vazio. Um gajo vem para o jogo equipado a rigor, está sentado na bancada e não fosse a feijoada do almoço até admitiria que conseguia ser titular desta equipa sem precisar de treinar durante a semana. As melhores queixinhas que podemos fazer são estas, de barriga cheia, em vantagem no marcador. Mas as mudanças do Freire, obrigatórias e unicamente por decisão sua, não nos trouxeram um Rio Ave entusiasmante e que pudesse reclamar vantagem maior. Falta entrusamento a Samaris, Graça até não esteve mal, mas o global não foi o que esperava. 


A segunda parte chegou-nos tão morna e desinteressante como tinha acabado a primeira, mas com Nóbrega no lugar de Patrick William. O Sta Clara mais pressionante mas inconsequente, o Rio Ave acomodado e a parecer não ter vontade de mandar no jogo. Entretanto Boateng sai por lesão, Samaris por exaustão e sai também do jogo um açoriano por expulsão. Espera-se sempre um jogo mais fácil e aberto quando se tem mais um em campo. Nada disso aconteceu com o Rio Ave deste domingo. Hoje foi daqueles jogos em que o treinador não apareceu e a malta só faz o mínimo. E cheirou a Barcelos instantes finais.


Tudo resumido, 3 pontos ganhos que é afinal o que conta.