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22.7.26

Mais dois processos contra a Rio Ave SAD. Um deles já com agente de execução



Deram entrada mais dois novos processos judiciais contra a Rio Ave Futebol Clube – Futebol SAD.

As ações foram interpostas pela empresa R.U.A.R.S. Unipessoal Lda e pela empresa Santiago Garcia Player Agent Llc.

1. R.U.A.R.S. Unipessoal Lda (neste caso já com agente de execução)
  • Valor reclamado: 23 153,35 €


2. Santiago Garcia Player Agent Llc - Agência de representação de jogadores
  • Valor reclamado: 3 539,63 €




No total, estes dois novos processos representam um valor reclamado de 26 692,98 €.

Com estes novos registos, continuam a surgir nos tribunais ações judiciais envolvendo a Rio Ave SAD, numa altura em que os sócios continuam sem qualquer esclarecimento público por parte da administração sobre a dimensão global destes processos e os motivos que lhes deram origem.


7.5.26

FIFA condena Rio Ave SAD a pagar quase 60 mil euros a Aziz

Processo FPSD-19005 · FIFA Football Tribunal · 10 set. 2025

FIFA condena Rio Ave SAD a pagar quase 60 mil euros a Azis

A decisão tem cerca de 7 meses mas só agora é que dei conta da decisão e essa é razão pela qual escrevo só agora o artigo. A Câmara de Resolução de Litígios (DRC) do FIFA Football Tribunal emitiu, a 10 de setembro de 2025, uma decisão no processo que opôs o jogador Aziz, ao Rio Ave Futebol Clube, a propósito do não pagamento de bónus contratuais relativos à época 2023/2024.

O processo foi instaurado pelo jogador em abril de 2025, após tentativas frustradas de resolução extrajudicial com o clube. A decisão é parcialmente favorável ao jogador.


O contrato e os bónus em causa

Em fevereiro de 2024, Aziz celebrou um contrato com o Rio Ave FC, complementado por um adendo em abril. Estavam previstos vários bónus de desempenho, a liquidar até 1 de setembro de 2024:

  • Participação — 1.000€ por cada jogo com pelo menos 45 minutos
  • Titularidade — 500€ por cada jogo no onze inicial
  • Desempenho — 5.000€ por cada bloco de cinco golos e/ou assistências
  • Manutenção — 33.647€ caso o clube se mantivesse na Betclic League em 2024/25

Em julho de 2024, Aziz transferiu-se para o japonês Shimizu S-Pulse após pagamento da cláusula de 1.250.000€. Os bónus ficaram por pagar.


O que o jogador reclamou

Aziz recorreu ao FIFA Football Tribunal reclamando 84.147€ no total:

Bónus Valor
Participação (14 jogos × 1.000€) 14.000€
Titularidade (13 jogos × 500€) 6.500€
Desempenho (6 golos) 30.000€
Manutenção na liga 33.647€
Total reclamado 84.147€

Os argumentos do Rio Ave FC

Jurisdição — alegou que o FIFA Football Tribunal não seria competente, com base na cláusula de jurisdição exclusiva dos Tribunais do Porto. Ignorou, porém, a cláusula que transferia essa competência para a FIFA em caso de transferência para clube estrangeiro.

Legitimidade passiva — invocou a reestruturação societária de SDUQ para SAD (maio de 2024) para sustentar que a nova entidade não responderia pelas obrigações da anterior.

Mérito — reconheceu dever 59.647€. O ponto mais disputado foi o bónus de golos: para o Rio Ave, os 5.000€ seriam pagos apenas por cada bloco completo de cinco golos ou assistências, limitando o valor a 5.000€ (o jogador marcou seis, completando um único bloco). Argumentou ainda que os bónus não seriam exigíveis por o contrato ter cessado antes da data de pagamento.


A decisão da FIFA

A DRC fixou o montante a pagar em 59.647€, acrescido de juros de 5% ao ano desde 2 de setembro de 2024.

Jurisdição confirmada. O registo de Yakubu no Shimizu S-Pulse ativou a cláusula contratual que transferia a competência para a FIFA.

Rio Ave SAD responde pelas obrigações. A transformação de SDUQ em SAD é uma mera alteração de forma jurídica: o clube manteve o mesmo nome, a mesma liga, os mesmos jogadores e funcionários. A notificação enviada para geral@rioavefc.pt — endereço oficial usado pelo próprio clube no processo — foi considerada válida.

Bónus de golos — razão ao clube. A cláusula era clara: o bónus de 5.000€ era devido por cada bloco de cinco golos ou assistências. Com seis golos, Yakubu completou apenas um bloco, recebendo 5.000€ em vez dos 30.000€ reclamados.

Os bónus são devidos apesar da saída. Os direitos nasceram durante a vigência do contrato. A data de setembro era apenas a data de liquidação. O próprio comportamento do clube — que negociou uma proposta de pagamento antes de recorrer ao tribunal — revelou o reconhecimento tácito da dívida.


Resumo da decisão final

Montante a pagar
59.647€
Juros
5% ao ano, desde 2 de setembro de 2024
Sanção ao clube
Advertência formal (warning)
Prazo de pagamento
45 dias após notificação
Se não pagar
Proibição de registar jogadores por até 3 períodos de transferências consecutivos (desconheço se o Rio Ave recorreu para o TAS/CAS ou se liquidou valor)
Custas
Sem custas (processo gratuito quando uma das partes é jogador)
Nota de recurso: Esta decisão poderia ser objeto de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS/CAS), em Lausana, Suíça, no prazo de 21 dias a contar da notificação da decisão fundamentada

Fonte: Decisão da Câmara de Resolução de Litígios do FIFA Football Tribunal, proferida a 10 de setembro de 2025, processo FPSD-19005.
Nota: Este artigo foi escrito com a ajuda de IA (Claude.ai)

28.4.26

Mais dois processos judiciais: Empresa de limpeza e ex-fisio do Rio Ave

 

Deram entrada mais dois novos processos judiciais - um contra a Rio Ave SAD e outra contra a Rio Ave SDUC -.

As acções foi interpostas pela empresa Vadeca - Facility Services S.A e por uma pessoa a título individual Ricardo Alves Garrido.


1. Vadeca - Facility Services S.A - é uma empresa de limpezas

  • Valor reclamado: 22 749,12 €


2. Ricardo Alves Garrido - desempenhou as funções de fisioterapeuta no Rio Ave

  • Valor reclamado: 24 508,39 €

14.4.26

Novo processo judicial: Us11 reclama valor acima de 800 mil euros





Deu entrada um novo processo judicial contra o Rio Ave SAD, desta vez no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa. A ação foi interposta pela empresa Us11, Lda, no passado dia 28 de março de 2026,.

1. Us11- Lda - é uma empresa que representa jogadores de futebol.

  • Valor reclamado: 809 964,16 €


Mais um processo que se junta ao histórico recente da SAD nesta matéria, voltando a levantar questões sobre a sua gestão.

2.10.25

Mais dois processos judiciais (dividas) contra a SAD do Rio Ave







aqui tínha falado sobre o histórico preocupante de processos judiciais e dívidas acumuladas que a SAD do Rio Ave tem vindo a somar nos últimos anos. Infelizmente, a lista não pára de crescer, e nos últimos meses surgiram dois novos processos em tribunal contra a SAD.

O primeiro é movido por José Manuel Silva Oliveira (Jogador Zé Manel), que reclama uma quantia de 7.000 euros. Reclama valores que não foram pagos.

O segundo, mais significativo, é de Pedro Albergaria, ex-diretor desportivo do Rio Ave, dispensado no final da época passada. O antigo dirigente reclama 40.669 euros, valor que, ao que tudo indica, estará relacionado com a rescisão contratual ou remunerações em atraso.

Dois casos diferentes, mas que acrescentam mais peso a uma realidade cada vez mais difícil de ignorar: a SAD do Rio Ave tem um problema crónico de gestão e cumprimento de compromissos. Não me refiro aos montantes, mas sim de dívidas sucessivas que, somadas, vão desgastando a credibilidade e a imagem do clube/SAD.

Tudo isto levanta uma questão que não pode continuar a ser varrida para debaixo do tapete: até quando? Até quando continuaremos a ver a direção do clube (não SAD) a assistir a isto tudo no camarote?

O mais preocupante é que estas situações não são exceções pontuais — são sinais de um padrão que se repete. Cada novo processo é mais uma pedra na mochila pesada que o Rio Ave SAD carrega, e que inevitavelmente fere a credibilidade do clube e da SAD.

8.7.25

Ex-Diretor Jurídico da Rio Ave SAD e empresa gráfica interpõem processos judiciais distintos à SAD do Rio Ave




A semana passada com o conhecimento do processo judicial do jogador Zé Manuel acabei por dar um novo "check" e detetar mais três processos judiciais que envolvem a SAD do Rio Ave.

O Tribunal de Maia recebeu recentemente uma nova ação judicial que envolve a Rio Ave SAD. Desta vez, o processo foi interposto por Diogo Soares Loureiro, antigo Diretor Jurídico contratado pela SAD no início da temporada passada.

Em causa está uma reclamação no valor de 23.701,86€, montante que o ex-dirigente entende ser-lhe devido pela entidade patronal.




Já o tribunal de Vila do Conde recebeu no mês passado uma acção judicial submetida pela PontoMarc- Impressões Lda. e reclamam uma dívida de 2338,88€.



Nota ainda para o ex-administrador executivo da SAD Diogo Ribeiro (despedido no final da última temporada), que colocou um processo judicial impugnando o despedimento (entretanto o mesmo já está a exercer novas funções no Vitória de Guimarães).



4.7.25

Zé Manel avança com ação judicial contra a Rio Ave SAD




O Tribunal de Matosinhos recebeu recentemente uma nova ação judicial que envolve a Rio Ave SAD. Desta vez, o processo foi interposto por Zé Manel, antigo jogador do clube, que representou o Rio Ave até à época 2023/2024.

Em causa está uma reclamação de 7.000 euros por parte do atleta, valor que este entende ser-lhe devido pela SAD.

Isoladamente, um processo judicial entre duas partes pode ser interpretado como uma divergência pontual, com visões distintas sobre uma situação contratual. No entanto, quando começamos a verificar que o nome da Rio Ave SAD surge com frequência em processos judiciais — e com diferentes pessoas e entidades —, é legítimo questionar se não será a própria SAD a adotar práticas que carecem de maior correção e transparência.

Mais preocupante ainda é o facto de, na maioria destes casos, os tribunais darem razão aos que avançam com as ações judiciais, o que reforça a perceção de que algo não está a ser bem feito dentro da gestão da SAD.






23.1.25

Puma coloca acção judicial contra o CLUBE e SAD






O Tribunal de Vila do Conde recebeu recentemente mais uma ação judicial que envolve o nome do Rio Ave FC. Desta vez, o processo foi interposto pela multinacional Puma Iberia, a atual fornecedora de equipamentos de toda a estrutura do clube. A ação judicial reclama à antiga SDUC (agora SAD) e ao próprio clube (Rio Ave FC) um montante de 81.370 euros.

Não é possível, através do processo, identificar qual a parte exata da dívida imputada à sociedade desportiva e qual a parte atribuída ao clube. No entanto, este é mais um episódio que deixa manchada a imagem do Rio Ave, que tem vindo a ser associado, com frequência, a litígios judiciais por dívidas a fornecedores ou prestadores de serviços.

A Presidente Alexandrina Cruz havia garantido que o investidor responsável pela constituição da SAD resolveria todos os casos pendentes. Contudo, com o passar do tempo, fica evidente que essa promessa ainda não se materializou. Mas mais grave: vemos agora também o clube a ser envolvido em processos judiciais.

Do ponto de vista da sociedade desportiva, o impacto poderá ser limitado, uma vez que as dívidas acabam por recair sobre a SAD e tem-se visto estofo financeiro para pagar tudo e mais alguma coisa. Mas o verdadeiro problema surge quando o nome do clube é arrastado para o centro destes processos judiciais, algo que pode manchar ainda mais a reputação do Rio Ave FC junto de parceiros, patrocinadores e adeptos e que pode impedir investimentos de curto e medio prazo (por exemplo na equipa de futsal).
A parte do clube pode ser resolvido por Alexandrina Cruz, aliás, é a unica que tem autonomia e responsabilidade de o resolver.

Esta é uma situação preocupante, não só pela frequência com que estes casos surgem, mas também pela ausência de explicações.


NOTA: Nottingham Forest e Olympiakos veste Adidas. Será normal no próximo ano começarmos a vestir Adidas também. Terá sido isso que levou a Puma a "cansar-se de esperar" e entrar com processo judicial?



SEGUE AQUI O MERCADO DE INVERNO DO RIO AVE


12.3.20

Covid-19, e o silêncio da operação Fora de Jogo!


(Foto: Lusogolo)
Vivemos tempos de refúgio que deve servir para reflecção e para corrigir atitudes, por fim falo, parece-me muito estranho cumprimentar á distancia, ser cumprimentado como se fosse um infeliz infetado, e ver outros a gozarem com as máscaras cor de rosa para as meninas, e azuis para os rapazes, e que já se compram na  farmácia a 2.5€ cada UMA, um disparate. Se esta paragem, vai servir para acabar com isto tudo, pois bem, que a quarentena seja em silêncio, e que traga a paz que tanto desejamos ao futebol!


Pior no entanto parece-me o silêncio do nosso clube em relacção ao que  as estações e jornais falam e colocam na lama o bom nome do  Rio Ave, e que eu saiba,  pelo menos até agora, ninguém numa qualquer “news letter” veio a terreiro descansar os sócios do Rio Ave,  tal como  fizeram de imediato Porto, Benfica, e Sporting .




- Só não entendo este silêncio por parte do Rio Ave, se é apenas isto?
- Não merecia uma palavrinha, que fosse? Enfim, e o sócio sou eu!

13.4.15

Justiça

Não, não vou falar do último jogo do Rio Ave. Todos já sabemos que perdemos perante o FCPorto. Todos sabemos que durante grande parte do jogo fomos inferiores. Todos sabemos que tivemos atitude, raça e lutamos.
Hoje vou falar de justiça.
Muitos não sabem, mas o Rio Ave tem contra si uma ação judicial intentada pelo ex jogador Bruno Mendes. O Bruno reclama uma indemnização por acidente de trabalho (segundo ele ficou com uma incapacidade aquando ao serviço do Rio Ave). O Rio Ave contestou. O Tribunal do Trabalho veio dar razão ao Rio Ave. É certo que ainda pode ser objeto de recurso. Esperemos que o bom senso impere e a contenda termine por aqui.

9.7.13

Eu seria testemunha abonatória dos nossos presidentes

Relativamente a este caso, e uma vez que estou convencido que apenas agiram no interesse do Clube e dentro d(o espírito d)a lei, aceitaria ser testemunha abonatória de qualquer um deles.
Não que tenha alguma coisa de especial ou relevante a dizer ou que pense que posso fazer a diferença se o caso chegar a julgamento. Apenas porque sinto que qualquer um de nós, sócios, chamados a desempenhar funções no nosso Clube, pode estar sujeitos a que isto nos aconteça. Por solidariedade, portanto.

8.7.13

Alípio não trouxe só alegrias... (ATUALx2)

Dois anos depois da operação 'rambo' em Vila do Conde, o caso investigado pelo SEF tem desenvolvimentos. Não os que desejávamos, mas estou certo que uma defesa bem construída irá conseguir provar que os nossos dirigentes agiram bem e dentro da lei.

(espero rapidamente que o Clube emita uma posição oficial, para informar os sócios e adeptos sobre a sua posição)

ATUALizo: o Rio Ave reagiu via «site» ainda de manhã: «O Rio Ave FC confirma que é arguido num processo com as características acima descritas, mas apesar da acusação o clube está confortável com a sua posição e de consciência tranquila, ao que acrescenta a vontade de colaborar com a justiça»
E publicou um direito de resposta enviado ao Diário de Notícias.

14.4.12

Um ano passou e?

Há precisamente um ano, era notícia que o SEF tinha vindo ao Rio Ave com grande aparato por causa de uma história muito mal contada.
O SEF irá preocupar-se em limpar a imagem do Rio Ave e dos seus dirigentes, no caso de nada se provar?

15.4.11

Sobre a investigação do SEF

Porque se trata de um caso que transcende o fenómeno desportivo, não quis comentar de imediato. Eis algumas notas:
- todos nós já vimos grandes investigações que resultaram em nada; não é por o SEF ter aparecido de G3 no Estádio que isso o legitima (pelo contrário, até me parece demasiado aparato);
- tanto quanto percebi, a questão é se a mãe do jovem jogador da Dois Toques trabalhou mesmo para ASC ou se o SEF entendeu que o contrato era fictício (há o caso do ex-jogador do FC Porto, Anderson, muito parecido); [«Inscrevi a mãe no Centro de Emprego, a senhora foi entrevistada e admitida. O SEF não admitiu o pedido e o visto foi impedido e automaticamente a senhora não foi admitida e regressou ao Brasil», diz ASC]
- acredito que tudo se resolverá, mas é óbvio que isto prejudica um pouco a imagem do Clube; ainda assim, e nesse aspecto a minha solidariedade para com os dirigentes que são arguidos no processo, ninguém está livre de um equívoco da justiça, de uma denúncia mal intencionada ou de um erro processual;

PS - Já tenho mais dificuldades em aceitar a parte final do comunicado do Rio Ave: alguém acha que o SEF está atento aos resultados desportivos? O SEF será da Naval??? Não havia necessidade...

16.3.11

Carlos não paga?

Além do que disse sobre Geraldes, Vítor Carvalho deixou mais uma novidade: o guarda-redes Carlos foi processado pelo Rio Ave, por falta de pagamento do acordado (tanto quanto julgo saber, estava combinado que Carlos pagasse todos os meses uma parte da cláusula de rescisão). Em sentido contrário, Bruno Mendes reclama pagamento de prémios e neste caso (como neste e neste) é o Rio Ave o réu.

11.3.11

Sobre os casos em tribunal

Obviamente que ninguém gosta de ver o seu nome em tribunal, mas o facto de nos processarem judicialmente não significa que não tenhamos razão.
Relativamente aos dois casos aqui relatados, basta que o Rio Ave não tenha concordado com as verbas pedidas pelos outros intervenientes. Em caso de diferendo, compete ao tribunal decidir.
Esperemos, pois, que seja isso.