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16.7.23

Notas a retirar dos dois jogos de ontem

1) Pré época mais curta. Apenas três semanas de trabalho antes do primeiro jogo, no próximo sábado. Para quem trabalha com a mesma equipa é uma vantagem.

2) Se não houver contratempos, a equipa que começou o jogo da tarde será aquela que vai jogar os primeiros jogos. Apenas uma surpresa, a presença de Ukra, que ainda pode ser útil para virar um jogo mas não tanto para titular.

3) Com Guga e Amine no meio campo e Ukra, Ruiz e Boateng na frente, parece faltar um homem no meio campo (um médio mais avançado). Joca, pelos vistos, ainda não esá em forma (jogou 30 minutos de manhã, mas parece faltar alguma intensidade), pelo que Zé Manuel parece a opção mais lógica.

4) Dos jogadores da manhã destaco precisamente Zé Manuel, que apareceu muito dinâmico e interventivo.

5) Infelizmente o jogo da manhã foi tão mau, sobretudo a primeira parte, que se pode considerar um não-jogo, com pouca utilidade para os jogadores e para o míster;

6) Na equipa da manhã estiveram André Pereira (perdulário), Hernâni, Josué, Vítor Gomes e Sávio, para referir os do plantel principal. Jovens como Lomboto (primeiro central e depois meio campo), Luis Pinto, os avançados Foldélcio ou Rodrigo Guedes não se conseguiram mostrar.

(foto Rio Ave FC)

7) Dos jogadores da tarde, Jonathan, Fábio Ronaldo, Guga, Costinha ou Boateng apresentaram-se em bom momento de forma. Ruiz esteve um pouco escondido, por falta de bola. Hernâni, quando entrou, fez a diferença.

8) Para além da presença de Ukra,  havia curiosidade para ver quem estaria no lugar de Samaris, o único títular que foi embora. Amine foi a escolha e pode ter, esta época, a oportunidade de se afirmar definitivamente. Mas Vítor Gomes em boa forma física pode dar outra segurança. É uma zona do terreno onde estamos carenciados, a menos que Lomboto se venha a revelar.

(foto Rio Ave FC)


9.7.23

Sobre a renovação com o treinador

A proibição de inscrever jogadores até janeiro será um problema complicado se Guga e/ou Costinha saírem, porque são os dois melhores jogadores e, mesmo contratando, não é fácil substitui-los.

Se eles não saírem (a Presidente disse ontem que o Rio Ave não está dependente de vendas, o que é uma boa notícia, mas também é o contrário do que sempre se disse), a equipa será basicamente a mesma do ano passado.

Sendo a mesma equipa, faz todo o sentido que seja o mesmo treinador.

Ninguém conhece melhor estes jogadores do que Luís Freire e parece existir uma relação muito forte entre plantel e treinador.

Apesar de ter mais um ano de contrato, a renovação com o treinador foi o sinal importante para o plantel.

Porque, na verdade, até janeiro o que mais vai pesar é a parte psicológica.

A minha grande dúvida é saber como os jogadores vão lidar com o facto de todos os dias lerem que não vem mais ninguém porque não é possível.

Porque se a parte psicológica (que, nestes meses, deveria merecer acompanhamento, ao nível do coaching) não pesar, desportivamente a equipa sabe o que quer e tem e acreditar em si própria.

Se pensarmos que o Rio Ave deste ano é exatamente o Rio Ave do ano passado, a derrota de sábado frente ao Braga B não é normal, mas é o primeiro jogo e, acredito, nada significa.

Os jogadores têm de acreditar neles próprios, no trabalho e no projeto de Luís Freire.

(foto: Rio Ave FC)