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18.6.26

O lamento dos pais dos atletas: Quando a formação termina aos 12 ou 13 anos


Ao longo da última semana, tenho recebido diversas mensagens de pais de jovens atletas que relatam uma situação que, infelizmente, não é nova no universo rioavista.

Segundo os testemunhos recebidos, vários jogadores foram informados de que não continuarão no clube na próxima temporada. Mais do que a decisão em si — que faz parte do futebol e da formação — o que muitos pais contestam é a forma como esse processo foi conduzido, sentindo que faltou consideração pelo tempo, dedicação e anos que os seus filhos entregaram ao Rio Ave.

A maioria dos casos diz respeito precisamente ao último escalão que ainda pertence ao Rio Ave FC, antes da passagem para as equipas sob a responsabilidade da SAD.

E é aqui que surge uma reflexão que merece ser feita.

São muito poucos — para não dizer praticamente nenhuns — os atletas que conseguem fazer a transição direta para as equipas da SAD. Esta realidade não é nova. Tem-se repetido ano após ano desde a constituição da SAD e acaba por criar uma situação difícil de compreender para muitos jovens e respetivas famílias.

Durante anos, estes atletas representam o Rio Ave, treinam com o símbolo ao peito, criam uma ligação ao clube e alimentam o sonho de continuar o seu percurso de formação. Porém, quando chega o momento da transição, muitos veem esse caminho simplesmente interrompido.

Naturalmente, a SAD tem o direito de definir os critérios que entende para a construção das suas equipas. Cabe aos responsáveis técnicos decidir quais os atletas que consideram ter qualidade para continuar o percurso dentro da sua estrutura.

Mas a questão que se coloca é outra.

Qual deve ser o papel do Rio Ave FC perante esta realidade?

O clube tem uma responsabilidade social e formativa na cidade que vai muito além do futebol profissional. Quando um jovem de 12 ou 13 anos deixa de ter espaço na estrutura principal, será que o único caminho possível é a saída definitiva?

Não faria sentido procurar soluções alternativas?

Equipas complementares, equipas de desenvolvimento ou outros projetos sob responsabilidade direta do Rio Ave FC poderiam permitir que muitos destes jovens continuassem a praticar futebol, a representar o clube e a evoluir enquanto atletas.

Nem todos os jogadores têm o mesmo ritmo de crescimento. Nem todos revelam o seu potencial na mesma idade. A história do futebol está repleta de exemplos de atletas que foram dispensados demasiado cedo e que mais tarde acabaram por afirmar-se.

Por isso, mais do que discutir casos concretos, talvez seja altura de discutir o modelo.

Porque quando, ano após ano, praticamente nenhum atleta consegue fazer a ponte entre o Rio Ave FC e as equipas da SAD, a pergunta deixa de ser sobre os jogadores.

Passa a ser sobre o sistema.

Infelizmente, é difícil imaginar uma mudança de rumo. Afinal, qualquer tentativa do Rio Ave FC em construir um caminho alternativo para estes jovens implicaria uma visão própria e autónoma sobre a formação.

E quando a presidente do Rio Ave FC e a presidente da SAD são a mesma pessoa, torna-se naturalmente mais difícil existir alguém que faça contraponto à estratégia atualmente seguida.

Os jovens atletas merecem oportunidades.

E o Rio Ave, enquanto clube formador, merece refletir se está realmente a esgotar todas as formas possíveis de as proporcionar.

11.8.25

Rio Ave dá primeiro passo na expansão da “Escola Tubas” às freguesias

 


Ainda há poucas semanas escrevia sobre a importância de o Rio Ave FC se envolver mais com a comunidade de Vila do Conde, incluindo as suas freguesias. No mesmo sentido, no podcast do Rio Ave da semana passada, voltei a reforçar essa ideia, manifestando a minha incompreensão perante o facto de um clube com a dimensão e capacidade financeira do Rio Ave — num concelho vasto, quer em número de habitantes, quer em área — ainda não ter colocado em prática um verdadeiro projeto de desenvolvimento da Escola de Futebol “Tubas” (a escolinha das camadas jovens do clube) ao longo de todo o concelho.

Hoje, o Rio Ave anunciou que irá dar o primeiro passo nesse caminho, levando a “Escola Tubas” até à freguesia de Rio Mau.

Recebo esta notícia com grande satisfação, pois acredito que apenas com medidas como esta — acompanhadas de outras ações consistentes — será possível aproximar as populações das freguesias ao clube, fortalecendo o sentimento de pertença e aumentando, de forma natural, a massa associativa.

Este é um passo importante. Agora, resta esperar que seja apenas o início de um plano mais ambicioso, que leve as cores do Rio Ave a todos os cantos de Vila do Conde.


Apenas um reparo: no meu entendimento não deveriam ser feitas captações. As escolas deviam ser "abertas" a todos os interessados.

Mais info aqui

12.3.20

Visitas às escolas do concelho

Várias vezes abordei aqui o divórcio entre o Clube e o concelho, exemplificado pela escassez de visitas dos nossos jogadores às escolas locais.
Nos últimos tempos, porém, a situação mudou (o próprio Clube tem no seu site informação sobre como se devem organizar as visitas) e tem havido diversas visitas.
Ainda esta semana, Mané e Piazon (e o Tubas) estiveram em Vairão e pela reportagem vídeo foi bastante interessante (falta informação no site).
Considero estas iniciativas muito importantes.

PS - Piazon falou sobre a Liga Europa, mas, seguindo as 'instruções' de Carvalhal, não se alongou: "Quem não quer jogar a Liga Europa? Não pensamos muito nisso, por agora. Mas, se tivermos essa possibilidade, será positivo, para mim e para o clube". Mané ainda foi mais esquivo: "O objetivo é sempre vencer quando entramos em campo. Temos jogado muito bem e somos das melhores equipas a praticar futebol em Portugal"

30.11.19

Um dezembro decisivo

Dezembro vai decidir a continuidade em duas provas nas quais temos expetativas legítimas: Taça da Liga (chegar à final four) e Taça de Portugal (o Presidente já disse que o objetivo é estar na final).

Serão dois jogos seguidos, primeiro o Marinhense, para a Taça de Portugal (terceiro jogo, terceiro adversário do terceiro escalão, o que é que queremos mais?) e alguns dias depois recebemos o Gil Vicente para a Taça da Liga, onde temos boas condições para nos apurarmos.

Eis o calendário:
Liga13 8/12 (domingo) 15h Rio Ave - Gil Vicente
Liga14 13/12  (sexta-feira) 20h30 - Portiminense - Rio Ave
taça de Portugal 17/12 (terça-feira), 20h30: Marinhense - Rio Ave
taça da liga 21/12 (sábado), 17h Rio Ave - Gil Vicente

Vamos agora à parte 'sensível': faz sentido Carvalhal jogar com o calendário e preparar os dois jogos ou é jogo a jogo e depois vê-se? Em concreto, faz sentido proteger, em termos físicos, alguns jogadores para essas duas finais? Eu acho que sim!

11.10.19

Projeto 'Rio Ave - Vila do Conde'

O Rio Ave tem apresentado várias parcerias na área social.
Embora umas pareçam mais consequentes do que outras, a preocupação merece nota positiva.
Falo do assunto porque, em alternativa, faltam iniciativas que aproximem o Rio Ave e Vila do Conde.
Uma coisa (o social) não impede nem substitui a outra, mas, pelo menos para mim, é como se o Clube tivesse deixado de considerar essa tarefa prioritária (a abertura de escolas nas freguesias é positiva, mas insuficiente).
E essa missão devia ser essencial, devia estar na primeira linha.
A questão das escolas é difícil de contornar? Ok, vamos procurar alternativas.
Vamos sobretudo criar Rioavismo nos jovens.

1.7.19

Ecos finais de uma AG calma

Da AG de ontem já destaquei três momentos: ASC a assumir a Liga Europa, a confirmação de que não teremos bancada coberta antes de 2021 e a saída do vice-presidente José António Pereira.

Outras notas:
- quem esperava uma AG com o aparecimento de críticas saiu desiludido. Foi das mais tranquilas de sempre. Apenas quatro sócios intervieram [eu intervim para perguntar pela bancada].
- foi, no entanto, das assembleias mais participadas. Como dizia Pedro Soares, que regressou 4 anos depois para elogiar ASC e lembrar o que é o Clube hoje, não há muitos anos tinhamos assembleias com 10 sócios.
- o futsal vai custar 105 mil euros na próxima época;
- o Rio Ave vai criar dois pólos das escolinhas em Aveleda e Guilhabreu (aproveitando os relvados sintéticos aí existentes) [aqui sugerido em 2015];
- vai abrir uma loja nova nas Caxinas, com mais condições, que vai substituir a existente;
- vai haver uma App Rio Ave e será possível pagar as quotas online;
- as obras na sede vão arrancar em breve (já feita a adjudicação), custarão 60 mil euros e serão pagas pela SDUQ, como todas aliás;
(foto: Rio Ave FC)

(amanhã as contas da equipa principal)

15.12.18

De regresso às escolas, mas...

Mais uma iniciativa com jogadores do Rio Ave numa escola de Vila do Conde!
Excelente.
Mas uma visita que confirma que apenas entramos nas escolas onde o nosso ex-dirigente Pedro Soares tem influência e apenas na cidade (nem nas Caxinas nem nas freguesias).
PS - no jantar dos 10 anos do Presidente Campos, o nosso amigo Borges abordou uma questão que merece reflexão: a primeira escola a que devemos prestar atenção é a nossa própria escola de formação. É nos nosso miúdos que temos de meter, em primeiro lugar, o Rioavismo, sobretudo os da 'escolinha'. Quantos jogadores da equipa principal contactaram com esses jovens?

29.11.18

Um mistério difícil de compreender

Na jantar que organizamos para assinalar os 10 anos de ASC como nosso Presidente abordamos o assunto: o Rio Ave não vai às escolas do concelho, metendo o 'bichinho' nos miúdos.
O Presidente explicou aquilo que já aqui tinha sido abordado mas que não cabe na cabeça de ninguém: as escolas de Vila do Conde não querem receber o Rio Ave!
(fotos: Facebook Rio Ave FC)

Todas as escolas de Vila do Conde? Não! Nas do Agrupamento Afonso Sanches parece haver recetividade, como ainda esta semana aconteceu. É o resultado da boa influência do Prof. Pedro Soares, a quem devemos estar agradecidos.
Mas sinceramente não se compreende: ou Pedro Soares está errado (não está certamente!) ou então é preciso desafiar o nosso Clube a não aceitar passivamente a inércia das escolas..

30.1.17

As escolas de Vila do Conde não querem a visita do Rio Ave?

Dizem-me que a explicação para o facto de o Clube ter deixado de ir às escolas do concelho é que estas não querem receber a visita dos nossos jogadores (e que há mais escolas de fora de Vila do Conde a manifestar esse interesse).
Custa a acreditar - mas se assim é, então faz sentido refletir sobre o que se passa.
E procurar alternativas, que não passem pelas visitas às escolas.
Do meu ponto de vista, um departamento de marketing no Rio Ave deveria ter duas prioridades: mais gente no Estádio e mais jovens a entrarem para sócios. O resto até pode ser importante mas não é prioritário.
(é isto que acontece quando Krovinovic passa à porta da Escola Bento de Freitas em hora de intervalo...; ou seja, os miúdos 'querem' o Rio Ave)

16.11.16

Luis Castro “traz novas ideias, uma nova mentalidade"

Palavras de Roderick, ontem.
"É um treinador que traz novas ideias ao clube e uma nova metodologia ao trabalho que também faz bem à equipa. De certeza que o grupo vai assimilar rápido as suas ideias para daqui a semana e meia [no jogo frente ao Vitória de Setúbal] dar uma resposta positiva", afirmou Roderick.
(Foto: Facebook Rio Ave FC)

PS - bonito de ver!

9.5.15

O Rio Ave e as freguesias

Via Facebook, fica a saber-se que o Rio Ave irá abrir uma loja em Árvore.
Junto a isso uma sugestão, que me surgiu depois de ter lido que o Belenenses tem nove escolas em várias freguesias de Lisboa.
Claro que Vila do Conde não tem a dimensão de Lisboa, mas não faria sentido abrir uma ou duas escolas em freguesias-chave de Vila do Conde?
Além do mais, seria uma forma de cimentar o Rioavismo nos miúdos, o que todos concordamos ser essencial.

31.3.15

Uma campanha sistemática nas escolas de Vila do Conde

Coisas como esta são sempre positivas («Os jogadores vila-condenses treinaram sob o ambiente caloroso da visita das crianças da Associação "O Teto"»), mas é forçoso reconhecer que a histórica época 2014/15 não foi potenciada como podia junto dos mais novos vilacondenses.
Faltou uma campanha sistemática no máximo de escolas - a menos que me digam que os jogadores não estão disponíveis e aí obviamente que a situação é diferente.

15.10.14

António Barros deixa coordenação das escolinhas

Uma palavra para António Barros, que deixou o cargo de coordenador das escolinhas (lazer, para os mais novos) esta época.
Foi ele que trouxe as escolinhas para o Rio Ave, já lá vão 10 anos, e por ele passaram quase mil jovens.
O responsável máximo pela escola continua ser Francisco Costa, que tem agora em Fábio Fernandes a pessoa encarregada de dinamizar a escola.
Numa breve e informal troca de impressões com o Reis do Ave, François revelou-nos a ambição de introduzir mais dinâmica, mais iniciativas e uma metodologia mais direcionada para a competição, trabalhando o que mais importante é para as crianças destas idades. 
Não sei se o míster Barros vai continuar ligado ao seu Rio Ave (espero que sim), mas se isso não acontecer estou certo que o Clube não deixará de o homenagear por uma vida dedicada ao Rio Ave.

21.11.13

Diálogos imaginários 61

(as fotos aqui)

16.11.13

ASC na festa da Escola

ASC teria certamente mais do que fazer e facilmente poderia ter delegado no seu vice-presidente.
Mas esteve presente no encerramento da festa do 9º aniversário da Escola e todos (eram mais de 200 miudos, mais os pais...) certamente terão gostado de o ouvir.

Os 9 anos da Escola de Futebol do Rio Ave FC

O trabalho de António Barros à frente da Escola de Futebol do Rio Ave merece aplausos.
Ter uma escola de futebol é muito importante por várias razões - e criar futuros craques é apenas uma delas.

Declaração de interesses: o meu filho é uma das muitas crianças que duas vezes por semana integra essa Escola. Passei a conhecer muito melhor o projeto. Apesar de haver situações que me parecem erradas (a obrigatoriedade de comprar um equipamento muito caro, que muitos pais não poderão suportar, sobretudo nesta altura), ver aquele relvado cheio de miúdos é uma alegria.

24.7.09

O curioso adversário de amanhã

O Rio Ave joga este sábado, às 10h, com uma equipa de jogadores brasileiros

O meu comentário: num jogo que eu não vou ver, deve ser uma espécie de 'Escola Dois Toques', digo eu que fiz uma pesquisa rápida na net e não encontrei nenhuma informação.
Especulando, a Clínica do Futebol, composta por jogadores brasileiros, deve andar a publicitar os seus atletas, a ver se coloca algum em Portugal.
Esta coisa das escolas de futebol é engraçada. Em Portugal proliferam por todo o lado e deixam-me bastante curioso quanto ao que podem fazer com e pelos atletas. O que será o futuro deles? Que direitos terão as escolas sobre os atletas? Se um clube se interessar por um atleta paga direitos de formação? É um fenómeno peculiar. Os clubes estão a ser substituídos por estas entidades na descoberta e formação de talentos. É um sinal dos tempos. Os miúdos até pagam para treinar. Pelo que sei, o Rio Ave também cobra pela inscrição nas 'Escolas', mas nos clubes há sempre a perspectiva de progredir de escalão em escalão.
Os clubes 'tradicionais' vão deixar-se ultrapassar? A tradição já não é o que era?