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7.1.26

O mesmo dono, dois clubes, dois caminhos: O que se fez no Nottingham e não se fez no Rio Ave



Esta semana, o Nottingham Forest comunicou de forma clara e objetiva aos seus associados que deu entrada nos pedidos de licenciamento para a requalificação do City Ground. Foram tornados públicos também  alguma informação como plantas, imagens 2D e 3D, e explicações sobre o projeto.

Nada de vago, nada de “confia que depois logo se vê”. Houve compromisso, transparência e respeito por quem vive o clube.

O contraste com o que aconteceu no Rio Ave é inevitável.

Nos Arcos, foi apresentado um chamado Masterplan em assembleia, mas com pouquíssimo detalhe, sem imagens públicas, sem explicações técnicas acessíveis e sem qualquer esforço sério de comunicação posterior. Para a maioria dos sócios e adeptos, o projeto continua a ser uma ideia abstrata, envolta em promessas, mas pobre em informação concreta.

A diferença não está apenas na dimensão dos clubes ou no contexto financeiro. Está na forma como cada um encara os seus associados.

O Nottingham Forest entendeu que um projeto estrutural, que altera a casa do clube e o seu futuro, deve ser:
  • explicado
  • ilustrado
  • e assumido publicamente.

Ao tornar públicas algumas plantas e imagens do projeto, o Forest assume um compromisso: mostra o que quer fazer, como quer fazer e permite que os seus associados saibam exatamente o que está em cima da mesa.

No Rio Ave, pelo contrário, optou-se pelo caminho oposto. O projeto existe, as obras avançam, mas os sócios continuam a olhar para estruturas metálicas sem saber ao certo o que ali nascerá, como será o resultado final ou que impacto terá no clube e na experiência dos adeptos.

E quando a informação não é partilhada, o espaço é ocupado por especulação, rumores e desconfiança. Não por maldade, mas por ausência de esclarecimento.

Importa sublinhar: a crítica não é ao projeto. Qualquer investimento em infraestruturas é, à partida, positivo. A crítica é à forma como tudo é feito à porta fechada, sem uma comunicação clara, contínua e respeitosa para com os sócios.

O Nottingham Forest mostrou que é possível fazer diferente. Que é possível informar, envolver e assumir publicamente as decisões estruturais do clube.

Fica a pergunta inevitável:
porque é que no Rio Ave isso continua a ser tão difícil?


Em anexo algumas das imagens e plantas tornadas publicas







27.11.25

O Novo Edifício do Topo Norte: qual é a sua opinião?

 

O Reis do Ave tem divulgado, desde o mês passado, várias imagens/vídeos que mostram a evolução das obras no topo norte do Estádio do Rio Ave.

As imagens que se seguem representam o estado atual da construção (fotografias tiradas no início desta semana).

Qual é a sua opinião sobre o edifício que está a nascer no topo norte do Estádio dos Arcos e que irá servir de “albergue” para toda a estrutura do futebol profissional?








Vídeo do estado das obras em Outubro: clicar aqui

Vídeo do estado das obras em Novembro: clicar aqui


4.11.25

Desculpem, mas nem num clube do futebol concelhio

Se faltava uma prova ou se alguém ainda duvidasse do amadorismo que caracteriza a estratégia de comunicação da Rio Ave SAD, a recente notícia do Record sobre as obras em curso e a realizar no futuro é o argumento final.

Como é sabido, embora sem prazos nem custos, foi apresentado aos sócios, na última AG, o projeto que inclui novos relvados, um novo edifício de apoio ao futebol profissional (em andamento) e que culminará com a nova bancada.

Haja ou não dúvidas sobre o que vai ser feito, é um enriquecemento do património do Clube e melhores condições para adeptos e atletas. São boas (excelentes, mesmo) notícias, portanto.

Acontece que para poder dar esta informação o Record teve de citar o Reis do Ave. Não faz qualquer sentido. E também por isso, a restante comunicação social optou por não noticiar - e assim perderam os adeptos do Rio Ave, a quem a nossa informação não chegou e que seriam muitos mais se tem sido a SAD a fazê-lo.

Nós temos o nosso papel, e agradecemos a referência, mas, mais uma vez, cabe à SAD fazê-lo. É preciso dizê-lo sem receios: uma situação como esta está ao nível de um clube do campeonato concelhio.

PS - a primeira vez que este plano foi revelado aos sócios foi na AG de junho. Por não terem sido dados detalhes ou informações suficientes, um grupo de sócios pediu à Direção uma reunião de esclarecimento, que aconteceu em agosto. Já eu, se mandasse, fazia deste plano de obras uma bandeira e divulgava-o o mais possível.


31.10.25

Masterplan apresentado em Assembleia Geral: os principais pontos




Ontem, na Assembleia Geral, foi finalmente apresentado as primeiras imagens do tão aguardado Masterplan do Rio Ave FC. O projeto, que promete transformar de forma profunda as infraestruturas do clube, foi apresentado de uma forma geral pela direção, deixando algumas indicações importantes sobre o futuro das instalações

Eis os principais destaques:

  1. O Masterplan prevê uma estrutura de apoio ao futebol sénior, atualmente em construção e cuja conclusão está prevista para o final da presente temporada, bem como um complexo com um total de sete campos.

  2. Está prevista a construção da bancada nascente, embora não tenha sido especificado o número de lugares. Foi, no entanto, reafirmado que a sua conclusão deverá ocorrer em 2028.

  3. As zonas envolventes também serão alvo de requalificação, com melhorias no parqueamento, criação de espaços verdes e a instalação de uma nova “Loja Verde” na atual zona de estacionamento da direção.

  4. Dos sete campos previstos, quatro serão em relva natural.

  5. Questionada sobre a localização da bancada destinada aos sócios, Alexandrina Cruz respondeu: “Os sócios serão colocados na melhor bancada” (na bancada nascente deduzo eu). Sócio terá mostrado o desagrado pelo o facto de os sócios irem para as "traseiras" do estádio longe do parqueamento e da loja do sócio.

  6. O projeto contempla ainda três áreas distintas de parqueamento, melhorando a organização e acessibilidade às diferentes zonas do complexo.





















29.6.25

Orçamento base zero aprovado.


• Esperam-se investimentos avultados nos próximos 2 a 3 anos. Muito acima dos 20 milhões de euros.
• Obras incluem a reparação e construção de um novo centro de treinos. (pronto em 3 a 4 meses)
• Incluem ainda uma nova bancada(nascente), 2 novos relvados, um mini estádio, o museu, e nova loja. (2 a 3 anos)
• O Rio Ave FC tem 3600 sócios pagantes 

Orçamento de base zero para 2025/2026 foi aprovado com uma abstenção

Resumo da assembleia:

1.       A assembleia começou como habitualmente com 30 min de atraso e com a presença de cerca de 80 sócios. Votou-se a ata da anterior assembleia, que foi aprovada por maioria.  

 Assuntos abordados pela presidente.

2.       Obras - Prazos

    a.       Intervenções no estádio, seguro do estádio é o responsável por um ligeiro atraso nas intenções de apressar as obras de reparação do estádio.

    b.       Direção do Rio Ave FC e administração da SAD assumem custos e avançam com as obras antes de receber do seguro. Obras são da responsabilidade do clube, mas os encargos a serem custeados na sua totalidade pela SAD. O Clube não terá qualquer encargo nas obras.

    c.       O Rio Ave contratou uma empresa para avaliar os prejuízos e lançar um projeto para um conjunto de melhoramentos, reposição de estruturas urgentes. A empresa selecionada foi a ABB

    d.       Os trabalhos de reparação da bancada devem estar concluídos antes do início da 1ª jornada. Alterações e implementação do novo relvado necessitam também de mais tempo. Á cautela o Rio Ave solicitou á liga para que no caso do sorteio atribuir o 1º jogo em casa, o clube possa jogar fora, havendo assim a chamada inversão de jornada. É, portanto certo que iremos jogar a 1ª jornada fora.

3.       Obras - Alterações na Bancada

       a.       A novidade é que vamos ter a cobertura total da bancada.

    b.       O interior ficou também muito danificado, os estragos foram de facto avultados, e a recuperação que será lenta estará pronta para o 1º jogo em casa.

    c.       As intervenções de melhoramento acontecerão também nos 2 relvados sintéticos. Estes melhoramentos já estão a acontecer e em simultâneo.

    d.       Estes melhoramentos vão concluir-se com a construção de 2 novos relvados naturais, e um miniestádio, até 2028. São exigências do crescimento da academia, dos sub23, e do Futebol Feminino que obriga o jogo em relvados naturais.

    e.       Outra  grande novidade, é a construção do novo centro de treinos.

    Infraestruturas para a equipa A não se coadunam com as exigências de uma equipa de 1ª liga, e assim sendo será construído um novo edifício, que irá nascer no topo norte.  Tudo o que está sob a bancada poente será transferido para o novo edifício que a presidente apelidou de novo centro de treinos. O miolo do que está por debaixo da bancada poente desaparecerá e nesse espaço entre outras coisas surgirá o Museu do clube e uma nova loja.  Algumas destas obras já estão a acontecer, mas não se viu ou se sabe, ou se tem conhecimento do projeto “Master Plan”. Todas estas alterações estão vertidas no tal “Mastaer Plan” que ainda não foi finalizado e que será apresentado aos sócios em breve, não havendo para já datas. As datas de compromisso é que dentro de 3 a 4 meses teremos o tal centro de treinos construído e pronto a ser utilizado. O complexo incluirá áreas para o departamento médico, ginásio, balneários, salas de refeições. As novas instalações vão albergar ainda tudo o que faz parte do jogo e do que é treino, ou seja deixaremos de ver os jogadores a entrarem em campo pela bancada poente, e passaremos a vê-los surgirem desse novo edifício.

    g.       Foi identificado que a sede é pequena para todo o espólio do clube. Foram estudadas várias soluções, e o investidor a custos próprios sugeriu então que se construísse o museu e uma nova loja por baixo da bancada poente. Dar aos visitantes a tal proximidade ao estádio,  acesso ao museu e loja em dias de jogo.

    h.       Quando o projeto Museu/Loja/ Bancada Nascente estiver pronto será solicitada uma assembleia para aprovação dos investimentos.

    i.     A Direção tomou a decisão de não apresentar imagens sobre os melhoramentos sem que o “Master Plan” esteja concluído. Assume que o vão fazer, e que apenas apresentarão imagens e projeto quando tudo estiver finalizado e formalizado com a CMVC. O município ainda não aprovou nada no entanto já aconteceram reuniões com o município no sentido de pré-aprovar necessidades e o que está a ser projetado para que não hajam atrasos. Para já essas reuniões têm sido muito positivas com grande abertura por parte do município em ajudar o Rio Ave Fc a levar esta empreitada a bom porto.

    j.         Próximos 2 a 3 anos serão de reestruturação de todo complexo desportivo, o clube está a virar todo o seu foco para a criação de condições, para os seus atletas e sócios, de uma forma transversal.

4.        Agradecimentos especiais

  • Ao FC Paços de Ferreira por nos ter ajudado numa hora muito difícil.
  • Agradecer á camara municipal pelo apoio prestado ao Rio Ave FC ao longo deste ano.

5.      Orçamento base zero

  •  Plano de atividades
    • Escola de futebol os tubas
      • Reforçar parcerias
      • Aumentar números de praticantes
      • Assegurar quadros técnicos de qualidade
      • Aumentar os campos de férias e vagas disponíveis.
      • Futebol Formação
      • Alargar parcerias com clubes locais
      • Alargar parcerias com entidades de ensino superior.
  • Futsal
      • Definição do modelo de formação
      • Reforçar quadros especializados
      • Apostar em ativos com potencial de desenvolvimento
      • Manter o clube na 1ª liga. Planeamento para a próxima época está praticamente terminado.

6.      Orçamento propriamente dito

  •  Em 2024/2025 gastou-se 556.500€ em 2025/2026 vai gastar-se 770.500€ o que representa um aumento de 38%.
  • Custos e os encargos do futsal com a subida de divisão aumentaram e por consequência os gastos na próxima época também vão subir. O futsal terá um orçamento de 595,850€ e representará 77% dos custos totais do Rio Ave FC.

7.       Sócios /adeptos

    • Plano de atividades
      •  Continuar a política de proximidade com os sócios
      • Promoção da imagem do clube junto dos adeptos e dos media.
      • Aumentar o número de parcerias do cartão de sócio. 
      • Dar através do cartão mais vantagens aos sócios.
      • Melhoramos as receitas com as cotizações. Mais gente entrou para sócio.
      •  Segundo a presidente há hoje mais sócios que regularizaram as suas cotas.
      • Quando tivermos melhores condições físicas(estádio/estrutura)  mais sócios se juntarão á nossa família.
      •  Reforçar a imagem do clube junto das freguesias, e cidade.
      • Construir a nova Loja e o museu do clube.

8.      Outros assuntos

  • Resposta a perguntas dos associados:
      •  Todo o investimento oferecido pela RA Sports, não tem consequências nas contas do clube, pelo que as responsabilidades do clube apenas se limitam á condição e relação normal entre senhorio e inquilino. As obras de benfeitoria não serão imputadas no futuro, isentado está portanto o clube de quaisquer encargos futuros.
      • Investimentos - vêm aí avultados investimentos. O “Master Plan” que ainda não está pronto, contemplará investimentos avultados ao longo de 2 a 3 anos.  Foi possível ouvir da presidente que a RA Sports fará um investimento MUITO superior a 20 milhões de euros valor aproximado até ao agora   investido pelo RA Sports. Enquanto não houver “Master Plan”, com orçamentos concretos por parte de quem vai fazer a obra, e projetos aprovados pela CMVC é impossível aferir valores exatos, no entanto o valor foi referido várias vezes como bastante avultado. Passando largamente(palavras da presidente) os 20 milhões de euros.
      • As rendas do estádio não foram cobradas á SAD a 100% devido á intempérie pois o estádio ficou inutilizável, e seria ilógico cobrar algo que não poderia nunca ser usado.

4.       Jogos de preparação

      •     Não existirão jogos de preparação em casa, diga-se em Vila do Conde. Apesar de se enunciar como sendo em casa, estes jogos de pré-temporada irão jogar-se ou em Guimarães ou em Quiaios. Um destes jogos poderá ser aberto ao público, mas ainda não está decidido quando nem qual.

5.       Sócios

      • Presidente confirma que o número de sócios pagantes ronda os 3600.
      • relação da SAD com o FC os sócios podem colocar pedidos de assembleias extraordinárias com a Sad assim que entenderem ver esclarecidos assuntos não mencionados pela direção do clube em notas oficiais.
      • Direção está disponível para receber qualquer sócio para proceder a esclarecimentos.
      • Lina Souloukou já é administradora da SAD juntamente com o Sr. Toshav como presidente, e são atualmente os sócios executivos da RA sports, quanto aos não executivos como é sabido não houve qualquer alteração
      • Presidente confirma a destituição de Diogo Ribeiro e não o pedido de demissão do próprio. O despedimento está ainda em curso. Lembre-se que para além das funções na SAD , Diogo Ribeiro também exercia funções de director financeiro do clube com contrato de trabalho. O Despedimento ocorreu por iniciativa exclusiva do investidor.
6.       Lugares anuais

      • Preço: Ligeira atualização existirá para os lugares a descoberto, mas não estão previstas mexidas significativas nos restantes.

7.       Associação de adeptos

      • Total apoio, ajuda na sua constituição e legalidades.
      • A associação nasceu para ajudar o Rio Ave e a direção vê isso como positivo
8.     Novos cartões
      •     Renumeração vai avançar aquando da construção da nova Bancada(nascente)
      •     Os novos cartões entregues este ano e a sua necessidade surgiu por questões técnicas (torniquetes, etc)
      •    Equipa de futebol investimentos para a próxima época, ainda não há previsão de investimento/orçamento dado que existem muitos contratos a serem revistos, e assinados.

10.   Aposta em jogadores jovens Gregos é uma opção por parte da SAD.

      • É um futuro novo, do qual temos que nos habituar, o modelo de negócio é decidido pelo investidor.
Por: Gualter Macedo