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20.5.26

Vítor Gomes confirma Sotiris na próxima temporada em comentário no Instagram




Apesar de ter mais um ano de contrato, o futuro de Sotiris no Rio Ave tem sido alvo de muita especulação. Contudo, as dúvidas parecem ter sido dissipadas esta semana no Instagram. O técnico grego fez uma publicação e Vítor Gomes comentou algo que confirma, até ao momento, a continuidade do treinador para a próxima época:

"Lutaremos por coisas melhores na próxima temporada💪 aproveita as tuas férias treinador💚".



29.4.26

Porque não gostaria de ver Sotiris mais uma época em Vila do Conde

A derrota do Casa Pia, na passada segunda-feira, deixou o Rio Ave a oito pontos de distância do playoff. com 9 para disputar. O Casa Pia teria de ganhar os três jogos e o Rio Ave perder os três e nem isso garantiria que seriamos nós a descer de divisão, porque há outras equipas pelo meio. Não é matemático, mas quase. Convém, de qualquer forma, fazer mais um ponto, pelo menos.

Neste contexto, nos Arcos já se prepara - e bem - a nova época.

E o treinador é um elemento-chave.

Mais uma vez, vamos garantir a manutenção nas últimas jornadas e isso deve ser o primeiro critério de avaliação.

Depois, é fundamental ter em conta que Sotiris teve à sua disposição o plantel mais caro (ou o segundo mais caro) da nossa história. O quinto mais caro da primeira liga. O que conseguiu fazer com isso? Está à vista.

Finalmente, é hoje claro que (ainda?) lhe faltam qualidades para ser um bom treinador: na organização tática (o 4-3-3 foi forçado pelas circunstâncias), na leitura do que são, em cada momento, os melhores jogadores e na capacidade de os fazer evoluir vimos um treinador com limitações.

No início da época os jogadores falavam em atingir a Europa. Ficámos muito atrás. A culpa é deles próprios, de quem os escolheu e de quem os treinou. Precisamos de um novo treinador, apesar de este ter mais um ano de contrato, pelos vistos. Já chega de só tiros... 

(Há uma sondagem online a decorrer aqui) 


 

26.2.26

O jogo mais importante de Sotiris




Este fim de semana, o Rio Ave FC recebe o FC Famalicão num jogo que, não sendo decisivo em termos matemáticos, assume uma importância enorme no contexto atual da época.

Não direi que é um jogo decisivo — porque, objetivamente, não o é —, mas será, muito provavelmente, o encontro mais importante para Sotiris desde que assumiu o comando técnico do Rio Ave. A equipa vem de seis derrotas consecutivas, numa sequência negativa que deixou marcas claras na classificação, no ambiente interno e na confiança dos sócios.

Importa recordar que Sotiris esteve, na prática, despedido há cerca de três semanas, acabando por permanecer no cargo por falta de alternativa imediata. Desde então, o Rio Ave perdeu frente ao Moreirense — num jogo em que até apresentou bons momentos — e voltou a perder no Dragão frente ao FC Porto, num desfecho justo face à diferença entre as equipas.

Ainda assim, para a esmagadora maioria dos sócios (senão para todos), este jogo frente ao Famalicão é encarado como o jogo da viragem, aquele que pode marcar o início do caminho para a permanência na Primeira Liga.

Acredito que o Rio Ave irá apresentar um onze diferente daquele que alinhou no Dragão. É expectável existirem alterações - Tamble regressa às opções. A saída de Olinho surge como a hipótese mais forte, embora Spikic também possa ser sacrificado. A alternativa menos provável será a saída de Bleza.

Com 11 jornadas ainda por disputar e com os lugares de descida cada vez mais próximos, não há margem para grandes cálculos: o Rio Ave tem de jogar para ganhar. Mais do que a exibição, mais do que o modelo ou a estratégia, este é um jogo onde o resultado será determinante — para o treinador, para a equipa e para o futuro imediato do clube.

12.2.26

Sotiris: Quatro dias de silêncio





Devemos ser um caso único no futebol nacional. Pelo menos nos últimos anos, não me recordo de nada semelhante.

Desde o início da semana que vários meios de comunicação social garantem que Sotiris já não é o treinador do Rio Ave e que a SAD se encontra ativamente à procura de um novo técnico. Não se trata de um rumor isolado ou de uma notícia lançada num dia e esquecida no seguinte. São quatro dias consecutivos de notícias no mesmo sentido.

E, perante isto, a SAD… silêncio absoluto.

É legítimo perguntar:
Saiu ou não saiu Sotiris?
Se não saiu, porque razão a SAD não veio a público desmentir de forma clara e objetiva?
Que SAD profissional permite que, durante vários dias, se noticie a demissão do seu treinador sem qualquer reação oficial?
Se saiu, deve-o comunicar. Se não sair, tem de vir a terreiro desmentir.

Esta ausência de comunicação não é apenas estranha. É reveladora.

A leitura que faço — e dificilmente se encontra outra mais lógica — é simples e dura: Sotiris já foi despedido, mas foi-lhe pedido que “aguentasse o barco” até ser encontrado um substituto. Um treinador em gestão, um banco técnico a prazo, um líder sem futuro definido.

Do lado da SAD, tudo indica que o plano não está a correr como esperado. As recusas sucedem-se, os nomes caem, e o tempo passa. E enquanto isso acontece, o clube deixa-se afundar numa nebulosa comunicacional que só aumenta a instabilidade interna e externa.

Desconfio que teremos Sotiris no banco na próxima segunda-feira, frente ao Moreirense. E, quem sabe, em caso de vitória, talvez ainda o arrastem até ao Dragão, numa lógica de sobrevivência semanal, jogo a jogo, resultado a resultado. (apenas desconfiança, sem qualquer tipo de fonte, mas uma possibilidade credível).

Tudo isto expõe uma realidade inquietante: não há liderança clara, não há estratégia assumida e não há coragem para comunicar. Num momento delicado da época, a SAD opta por deixar correr, por fingir que não se passa nada, enquanto toda a gente fala do mesmo.

No futebol, o silêncio raramente é neutro.
Neste caso, soa cada vez mais a confirmação.

11.2.26

A Rio Ave SAD procura treinador, mas o contexto não ajuda




Há silêncios que dizem mais do que comunicados oficiais.

E o silêncio da Rio Ave SAD em torno da saída de Sotiris é um deles.

Apesar de praticamente toda a comunicação social dar como certa a saída do treinador grego, a verdade é que não houve qualquer confirmação oficial. Sotiris continua, formalmente, a ser treinador do Rio Ave. E quando a decisão parece óbvia mas não é executada, a pergunta impõe-se: porquê?

E se a Rio Ave SAD estiver a ter dificuldades em encontrar um treinador que aceite assumir o cargo?

Não por falta de nomes no mercado, mas por falta de interesse real. Porque hoje, no futebol, os treinadores não escolhem apenas clubes. Escolhem contextos. Escolhem projetos. Escolhem autonomia. Escolhem se vão ser líderes… ou apenas gestores de sobrevivência.

E o contexto do Rio Ave, nos últimos anos, não tem sido particularmente sedutor.

Treinar o Rio Ave tem significado, para muitos, trabalhar com um plantel profundamente condicionado, construído não por uma lógica desportiva própria, mas por uma política de reaproveitamento. Jogadores que chegam tarde, opções que não são verdadeiras escolhas, decisões tomadas acima do banco. Um treinador que entra já a saber que não manda, apenas executa. E executa com o que lhe dão — muitas vezes, os restos dos outros dois clubes da estrutura.

É legítimo perguntar:
Que treinador com currículo, com provas dadas, aceita entrar num clube onde a margem de decisão é mínima e a responsabilidade máxima?

A resposta ajuda a explicar o padrão. Quando não se oferece um projeto forte, não se atraem treinadores fortes. Atraem-se treinadores disponíveis. Treinadores em fim de linha. Treinadores que aceitam porque precisam, não porque acreditam.

E isso reflete-se inevitavelmente no relvado.

O caso de Sotiris não é isolado. É sintoma. Sintoma de uma política que desvaloriza o papel do treinador enquanto peça central do projeto desportivo. E enquanto assim for, a substituição de nomes será apenas cosmética. Sai um treinador fragilizado, entra outro nas mesmas condições — e o ciclo repete-se.

Se o Rio Ave quiser, de facto, um treinador com provas dadas, terá de fazer algo mais difícil do que despedir Sotiris: terá de mudar. Mudar a forma como constrói plantéis. Mudar a forma como comunica objetivos. Mudar a forma como respeita a autonomia técnica.

Caso contrário, a profecia cumpre-se sozinha.
Continuaremos a receber os “restos” — de jogadores… e de treinadores.

10.2.26

Sotiris de saída do Rio Ave: veja os números (péssimos) do grego


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O Rio Ave, desde a época 2012/2013, entrou numa nova fase da sua história.

O clube cresceu, o plantel passou a ter outra qualidade e os objetivos deixaram de ser apenas a sobrevivência. A partir daí, o Rio Ave começou a olhar para cima — nem sempre a chegar lá, mas a tentar.

Desde então, passaram pelo banco 13 treinadores:

Nuno Espírito Santo
Pedro Martins
Capucho
Luís Castro
Miguel Cardoso
Daniel Ramos
José Gomes
Carlos Carvalhal
Mário Silva
Pedro Cunha
Luís Freire
Petit
Sotiris

É neste contexto — de ambição assumida e de exigência inevitável — que os números ganham verdadeiro significado.

(média de pontos na primeira divisão)

Há estatísticas que admitem contexto.
Há outras que criam o contexto.

A média de 0,95 pontos por jogo de Sotiris não vive numa bolha. Vive inserida numa era concreta do Rio Ave, iniciada em 2012/2013, quando o clube deixou de aceitar o “chegar ao fim” como objetivo máximo. Desde essa viragem, todos os treinadores foram avaliados pelo mesmo critério invisível: competir com dignidade, somar pontos com regularidade e manter o clube acima da linha do medo.

E é precisamente aí que Sotiris se destaca — pela negativa.

Entre todos os treinadores desta fase moderna do clube, Sotiris apresenta a pior média de pontos por jogo. Pior do que treinadores em contextos de transição. Pior do que apostas de risco. Pior do que soluções de emergência. Em 21 jogos, nem sequer chegou ao patamar simbólico de um ponto por partida — o mínimo dos mínimos para quem quer sobreviver sem calculadora.

Isto não é uma comparação injusta. É uma comparação inevitável.
Todos os nomes acima trabalharam com diferentes plantéis, diferentes orçamentos, diferentes circunstâncias. Mas todos tiveram algo em comum: fizeram mais pontos.

O argumento do “tempo” começa a esvaziar-se quando o tempo já foi dado. O argumento da “ideia” perde força quando a ideia não se traduz em resultados. E o argumento do “processo” cai por terra quando o processo conduz, de forma consistente, ao mesmo destino.

0,95 pontos por jogo não é um momento mau.
Não é uma fase.
Não é azar.

É a pior média desde que o Rio Ave decidiu ser mais do que apenas mais um.

Entre linhas: o recado de Sotiris à SAD?





As palavras de Sotiris no final do jogo frente ao Braga não foram apenas um comentário de circunstância. Foram, acima de tudo, um momento raro de honestidade pública num clube onde, nos últimos tempos, o discurso tende a ser cuidadosamente higienizado.

“No início da época estávamos preparados, agora temos novos jogadores, saíram sete jogadores e não é fácil criar dinâmicas com jogadores novos. Saíram jogadores importantes e agora temos de encontrar uma nova ideia de jogar…”


Não é todos os dias que o treinador do Rio Ave assume, de forma tão clara, que a equipa que idealizou deixou de existir a meio da época. E muito menos que o faça sem rodeios, sem chavões e sem o habitual “temos de nos adaptar” dito em modo automático.

Esta foi, claramente, uma bicada à SAD. Uma bicada contida, educada, mas ainda assim uma bicada.

Sotiris não falou em azar e não falou em falta de atitude. Falou em algo muito mais estrutural: a perda de jogadores, a ruptura de processos e a obrigação de inventar uma nova ideia de jogo em pleno campeonato. Ou seja, aquilo que qualquer treinador sabe ser o cenário ideal para correr mal.

Pela primeira vez, o próprio treinador veio dizer aquilo que é evidente para qualquer adepto atento: não há estabilidade possível quando a equipa muda radicalmente a meio da época.

Sete saídas. Jogadores importantes. Dois deles responsáveis pela esmagadora maioria dos golos da equipa.

Quando Sotiris fala em “encontrar uma nova ideia de jogar”, está a admitir algo preocupante: a ideia anterior morreu (sendo que ela não era boa). 

Mais do que isso, é um sinal de desconforto. Sotiris percebe que não tem controlo nos jogadores com que pode contar.

Ao falar assim, Sotiris protege-se. E, ao mesmo tempo, expõe a realidade: não se pode exigir muito de Sotiris quando não existe compromisso com o projeto desportivo.

Resta saber se estas palavras foram apenas um desabafo momentâneo ou se representam o início de algo mais raro no Rio Ave atual: alguém, por dentro, a começar a dizer em voz alta aquilo que durante demasiado tempo foi apenas sussurrado nas bancadas.

Porque quando até o treinador deixa de conseguir fingir que está tudo normal, é porque claramente não está.

27.1.26

Há treinadores e… treinadores




Desde a constituição da SAD e da entrada do Grupo Marinakis na estrutura do Rio Ave, passaram pelo banco três treinadores. Três nomes.

Luís Freire foi o primeiro. Um treinador identificado com o clube, com conhecimento da casa e que apanhou um Rio Ave em clara reconstrução. A sua média de 1,1 pontos por jogo no campeonato não foi brilhante. Foi despedido. A mensagem foi clara: não havia paciência nem margem para processos.

Seguiu-se Petit. Um perfil diferente, mais experiente, com um discurso mais alinhado com a ideia de “estabilidade” e “competitividade”. A sua média subiu ligeiramente para 1,20 pontos por jogo, a melhor das três. Não chegou para encantar, mas chegou para cumprir. Mesmo assim, a SAD optou por não renovar contrato. Não foi despedido, é certo, mas também não foi suficientemente bom para merecer continuidade. Mais uma vez, a régua pareceu curta.

Chegamos então a Sotiris. O actual treinador apresenta, até ao momento, uma média de 1,05 pontos por jogo, a mais baixa dos três. Em termos puramente numéricos, é impossível não notar que os resultados são inferiores aos dos seus antecessores. E, no entanto, o cenário é completamente diferente. Não há ruído, não há pressão pública, não há sequer um debate sério sobre o seu futuro.


Luís Freire foi despedido com 1,1 pontos por jogo.
Petit saiu com 1,20.
Sotiris mantém-se com 1,05.

Se a lógica fosse apenas desportiva, a história já teria conhecido outro capítulo. Mas não é. Nunca foi.

Porque Sotiris não é apenas mais um treinador do Rio Ave. Sotiris é “da casa” do Grupo. É um nome alinhado, um projeto interno, um treinador que encaixa numa lógica muito própria de gestão. E isso faz toda a diferença. Não pelos resultados, não pelo futebol jogado, mas pelo estatuto que lhe foi atribuído à partida.

A sensação que fica é simples e desconfortável: na Rio Ave da SAD, os treinadores não são avaliados todos da mesma forma. Uns têm de ganhar para sobreviver. Outros sobrevivem enquanto ganham tempo.

E a conclusão impõe-se quase sozinha, por mais incómoda que seja: não fosse Sotiris quem é — um menino querido do “pai” Marinakis — e, muito provavelmente, já estaria fora do clube.

No Rio Ave actual, os pontos contam. Mas as ligações contam mais.

3.11.25

Sotiris ao lado





Depois do jogo com o Estrela, parecia que Sotiris tinha finalmente encontrado o caminho. Ao intervalo, mexeu bem — trocou a linha de cinco por uma de quatro, ajustou o meio-campo e a equipa ganhou vida. O resultado virou, o jogo mudou e ficou a sensação de que o treinador tinha aprendido a lição.

Mas bastou uma semana para tudo voltar ao mesmo. Frente ao Estoril, regressou à velha fórmula: linha de cinco e ainda acrescentou apenas dois médios de cariz defensivo — Ntoi e Liavas — que, convenhamos, pouco ou nada acrescentam na construção. Resultado? Meio-campo entregue de bandeja ao adversário.

Quando todos viam uma equipa perdida e sem rumo, Sotiris manteve-se imóvel. Nem uma alteração ao intervalo, nem um sinal de leitura de jogo. E como se não bastasse, ainda teve a infeliz ideia de colocar Marc Gual, um avançado puro, a jogar no meio-campo.

É caso para dizer: é Sotiris ao lado.

2.11.25

"Sintrense" dá 4 ao Rio Ave nos Arcos






Ontem saí do jogo frente ao Estoril com a sensação de estar a reviver o Sintrense-Rio Ave.
A mesma apatia, a mesma falta de ideias, o mesmo vazio dentro de campo.

O Rio Ave foi praticamente inexistente durante os 90 minutos. Não produziu nada ofensivamente e mostrou uma vez mais as mesmas fragilidades que têm marcado esta temporada: uma equipa sem alma, sem criatividade e sem fio de jogo.

A única nota positiva vai mesmo para Lombotto, que aproveitou bem a oportunidade. Com Panzo castigado, o jovem central pode ser chamada para ocupar aquela posiçao e mostrando qualidade também possa agarrar um lugar no onze.

Agora, com a pausa do campeonato à porta (depois do Alverca), fica a pergunta inevitável: será este o momento ideal para mudar o rumo?
Sotiris parece ter esgotado a paciência de muitos adeptos e, mais preocupante ainda, parece ter perdido a da própria equipa. Talvez a paragem da próxima semana seja, de facto, o momento certo para virar a página.

26.10.25

(Vitória 1-2 na Amadora) Sotiris ganhou o jogo a partir do banco

Não foi a primeira vez que o Sotiris desfez o trio de centrais, mas penso não estar enganado se disser que só o fez, até hoje, a perder.

Ontem voltou a acontecer, mas com a curiosidade, que é um aspeto positivo: o Estrela marcou aos 28' e o Rio Ave não dava mostras de conseguir assumir o jogo. Sotiris leu bem e mexeu ao intervalo, sem esperar pelos 65 ou 70 minutos. Pohlmann foi bastante importante porque, com o seu jogo interior, conseguiu mais espaços e criar dificuldades à defesa do Amadora. O Rio Ave empatou e até acabou por ganhar, embora com metade dos remates do adversário. A sorte que nos faltou contra o Arouca, por exemplo, apareceu ontem e, sendo o empate mais justo, trouxemos os três pontos.

Sotiris também bem no final, quando reforçou o centro da defesa, já o Amadora tinha três avançados. 

Acredito que a intervenção do treinador ao intervalo, com a mudança tática, foi essencial, mas, estando todos os Rioavistas satisfeitos, ninguém ficou encantado com a exibição. Lá chegaremos?

Uma nota final: entre os nove suplentes, apenas havia um avançado e nenhum extremo. Jogando o Rio Ave com dois extremos, tirar um (Spikic, o pior em campo, por sinal, ou André Luiz) significaria sempre mexer no sistema, ainda que não fosse essa a intenção do treinador.

Como se explica isso? Lobato lesionado, Medina também? Não há um extremo nos sub23 que possa jogar? A mim parece-me coisa de amadores, ainda por cima num plantel tão vasto. Mais, acho que um dos moços dos sub23 faria melhor do que Spikic!

Para a história fica a primeira vitória fora e a segunda, ainda por cima seguida. 

[curiosidade: começámos com dois homens no meio, Ntoi e Aguilera, depois entraram Liavas e finalmente Papakanello. Acabámos com quatro e apenas Gual na frente]


 (o melhor jogador do Rio Ave nesta altura, sem margem para dúvidas)

24.9.25

(1-1 na Luz) Sotiris mudou e o Rio Ave pontuou (a mim soube-me a quatro pontos)

O Rio Ave apareceu na Luz mais personalizado, mais dinâmico, mais concentrado.

Vários fatores terão contribuído para isso, mas as mudanças no onze (cinco), sobretudo na defesa, terão sido decisivas. Brabec, sobretudo, foi o maestro de um trio de centrais que foi desfazendo o ataque benfiquista. E Ntoi parece ser o médio de cobertura de que se falava desde o início da época

Claro que, apostando em defender, o Rio Ave atacou pouco, mas podia ter feito o golo mais cedo, não fosse alguma azelhice de Gual.

Um empate que, para mim, sabe a quatro pontos: 

- um pelo empate, ainda por cima na Luz; 

- outro porque Sotiris afinal também sabe 'jogar', sabe potenciar os jogadores que tem (já o critiquei muitas vezes mas gostaria de o elogiar muitas mais); 

- outro ainda porque se este jogo não der ânimo para Famalicão será uma grande desilusão;

- finalmente mais um, porque contra os fanáticos da BTV (que chegaram ao ponto de esconder a imagem que deu o golo invalidado e que só o VAR mostrou) ainda sabe melhor - para eles é sempre falta a favor do Benfica e nunca contra.   

 Mourinho voltou em grande! As arbitragens são boas se beneficiarem o Benfica...
 

23.9.25

Jogos de vida ou de morte para Sotiris?



À primeira vista, poderíamos dizer que os próximos três jogos do Rio Ave – frente ao BenficaFamalicão e Tondela – são verdadeiros jogos de vida ou de morte para o treinador Sotiris. No entanto, a realidade pode não ser tão linear.

Se estivéssemos perante uma situação “normal”, o enquadramento seria claro: dois maus resultados nestes três jogos poderiam ditar o fim da linha para qualquer treinador tendo em consideração a situação atual. Mas sendo Sotiris quem é, e tendo em conta a forma como chegou ao clube é difícil prever o que poderá acontecer.

O calendário também joga aqui um papel importante. Após o jogo em Tondela, segue-se uma pausa competitiva de duas semanas (uma para compromissos das seleções e outra para a Taça de Portugal). Em teoria, seria o momento ideal para, em caso de mudança, apresentar um novo treinador e dar-lhe tempo para implementar ideias e dinâmicas, com o jogo da Taça frente a um adversário de divisão secundária a servir de “ensaio”.

Na imprensa grega, já se escreve que ou aparece uma vitória até à 7.ª jornada (frente ao Famalicão) ou então poderão ser tomadas medidas drásticas e “rolar cabeças”.

É difícil perceber qual será o limite de paciência de Evangelos Marinakis em relação ao técnico grego. Mas, arriscando uma leitura, parece evidente que os créditos de Sotiris junto do empresário grego estão cada vez mais curtos.

20.9.25

(0-3 com o FC Porto) Uma equipa de mãos nos bolsos (ou de braços cruzados)

Perante a equipa mais forte do campeonato, nesta altura, caracterizada pela intensidade e pressão que põe no jogo, Sotiris mete três avançados e dois médios (ainda por cima macios, como Aguilera).

Como se explica?

- A equipa técnica anda a dormir e não vê os jogos dos adversários? Não acredito.

- A equipa técnica é inexperiente e 'lê' mal o futebol? Mais provável.

Se a este desastre tático juntarmos o 'baile' que Farioli deu nos dois primeiros cantos marcados do lado nascente (uma barreira de cinco ou seis adversários em cima de Miszta, que não o 'deixaram' jogar), temos os condimentos para um jogo que terminou em três, mas podia ter sido uma goleada humilhante.

O Rio Ave só teve, em 90 minutos, uma boa oportunidade de golo e isso diz tudo de uma equipa que, metaforicamente, continua com os mãos nos bolsos ou de braços cruzados, muito apática, desligada, sem intensidade.  

PS - reforço o que escreveu o Daniel: Luís Freire, na época passada, foi despedido via telefone, pelo investidor, após ter perdido na primeira jornada com o campeão Sporting. Marinakis voltou atrás, mas como será agora com Sotiris?
 


Rio Ave 0-3 Porto. Sotiris 0-20 Farioli

 




Durante a semana, tinha escrito que o Rio Ave não deveria entrar em campo com um meio-campo a dois e que Liavas não deveria ser titular. Infelizmente, foi exatamente isso que aconteceu frente ao FC Porto.

O resultado de 0-3 até pode enganar quem não viu o jogo. A verdade é que o encontro foi de sentido único e, não fosse alguma falta de eficácia azul e branca, estaríamos hoje a falar de uma goleada histórica.

Para quem acha que exagero, deixo aqui apenas algumas das situações claras que contabilizei:

  1. Duas ocasiões flagrantes de Borja isolado;
  2. Um remate de Samu na primeira parte;
  3. Outro remate isolado na segunda parte;
  4. Uma bola ao poste;
  5. Um remate de Mora;
  6. Um remate de Zaidu.

(entre outros)

E a sensação que ficou é que o FC Porto entrou em gestão a partir dos 65 minutos.

Do lado do Rio Ave, a exibição foi apática, praticamente inexistente e sem uma única oportunidade clara de golo.

É impossível não apontar responsabilidades a Sotiris. O treinador continua a surpreender pela calma e serenidade com que assiste, imóvel, ao desmoronar da sua equipa dentro de campo.

E aqui coloco a questão: será justo dizer que, se o treinador ainda fosse Luís Freire, já não estaria no cargo depois de uma série de resultados e exibições como estas? Provavelmente sim. Mas como é Sotiris, tudo indica que terá margem para continuar.


PS: Os sócios do Rio Ave ontem mostraram lenços brancos. Um sinal claro de descontentamento que não pode ser ignorado.

19.9.25

Adivinham-se mexidas no meio campo e defesa da equipa do RAFC.

Jornal Record

  Porto e Rio Ave, ao contrário do que alguns jornais indicam não devem mesmo jogar com o onze da semana passada, ou melhor, pelo menos as mexidas devem acontecer no meio campo de ambas. Se no Porto, muito se fala da saída de Mora, para a entrada quase certa de Gabri Veiga, no Rio Ave, a dupla "fracasso" Olinho-Liavas não se deve mesmo repetir. Coloca-se então a  questão, quem vai entrar e quem vai sair? Se é mais ou menos ponto assente que Liavas deve sair para entrar Aguilera, já a saída de Olinho não será tão evidente, pois parece ser um jogador fetich para Sotiris. Mas mesmo assim arrisco que Olinho deve sair para entrar Nikitscher. E na defesa, Ntoi deve ser substituído por Brabec. A equipa precisa de um "Patrão" na defesa, e contra o Porto a experiência de Brabec pode ser fundamental.

  Outra dúvida que tenho é no capitulo tático, vai alterar Sotiris o sistema tático adaptando-se ao 4x3x3 do Porto? ou em contraponto manterá o seu 3x4x3? Se alterar, terá que jogar com defesas e não laterais, e nesse caso as mudanças seriam ainda maiores, o que poderia trazer á equipa ainda mais intranquilidade. Assim, e por esta razão não se prevê que Sotiris altere o seu sistema tático. 

Boa Sorte Rio Ave, será que é desta que vamos ganhar 3 pontos pela 1ª vez este ano?