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13.5.26

Perdemos cerca de 400 espectadores por jogo face à média do primeiro ano desta direção

Análise · Assistências · Estádio dos Arcos

A pior época de assistências da última década — os números não mentem

A época 25/26 caminha para o fim. O Rio Ave não fará mais nenhum jogo em casa. O registo mais baixo dos últimos dez anos na primeira divisão (retirando o ano de regresso à 1ª div).


Há dados que não precisam de muita elaboração. Falam por si, desde que sejam apresentados com honestidade e com o contexto correto. Os números das assistências nos Arcos neste mandato são um desses casos. 

A época 2025/26 apresentou uma média de xxx espectadores por jogo.


Primeiro, a honestidade metodológica

Para que a comparação seja justa, há que excluir as épocas com distorções evidentes que nada têm a ver com o interesse dos adeptos pelo clube:

  • 2019/20 e 2020/21 — jogos à porta fechada ou com capacidade muito reduzida devido à pandemia de COVID-19. Média artificialmente baixa ou zero.
  • 2021/22 — época na segunda divisão. Contexto, adversários e dimensão completamente diferentes.
  • 2024/25 — os últimos quatro jogos em casa foram disputados no estádio de Paços de Ferreira, por interdição dos Arcos na sequência da Tempestade Martinho. A média oficial foi de 2.603, mas considerando apenas os 13 jogos efetivamente realizados nos Arcos, a média sobe para 3.128.

Feitas estas ressalvas, podemos comparar com rigor as épocas em condições normais, na primeira divisão, no Estádio dos Arcos.


A evolução das assistências — última década

Época Média/jogo Nota
2014/15 2.968
2015/16 3.301
2016/17 3.954 📈 Máximo da década
2017/18 3.889
2018/19 3.630
2019/20 COVID (porta fechada)
2020/21 COVID (porta fechada)
2021/22 2.ª divisão
2022/23 2.906 1.º ano de regresso à 1.ª div.
2023/24 3.148 1.º ano mandato AC
2024/25 3.128 * 2.º ano mandato AC
2025/26 ~2.635  3.º ano mandato AC · Mínimo da década

* Corrigido: excluindo os 4 jogos disputados em Paços de Ferreira (Tempestade Martinho), a média real nos Arcos foi de 3.128.


O que dizem os números, sem filtros

Nas cinco épocas completas antes das distorções da pandemia (2014/15 a 2018/19), o Rio Ave nunca desceu abaixo dos 2.900 espectadores de média — e chegou aos quase 4.000 em 2016/17.

No regresso à primeira divisão, em 2022/23, era esperada alguma perda — fruto do afastamento forçado da segunda divisão, de estádio com capacidade reduzida desde 2019, e do pós-pandemia. A média de 2.906 era compreensível.

O primeiro ano do mandato de Alexandrina Cruz (2023/24) trouxe uma subida para 3.148 — o número mais alto desde o regresso. Um bom sinal.

Mas desde então, a tendência inverteu-se de forma clara. A média corrigida de 2024/25 nos Arcos foi de 3.128 — praticamente estagnada. E em 2025/26, a média caiu para 2.635. O valor mais baixo de qualquer época normal da última década.

Em termos práticos: nesta temporada, perdemos cerca de 400 espectadores por jogo face à média do primeiro ano de Alexandrina (Curiosamente, estiveram presentes 596 sócios na Assembleia de Novembro de 2023 que decidiu a cedência de poderes ilimitados a Alexandrina para a criação da SAD).


O paradoxo dos sócios

Há um dado que torna estes números ainda mais desconcertantes: em 2023, o número de sócios do Rio Ave cresceu cerca de 40%.

Quarenta por cento. Um crescimento excecional, que em qualquer clube seria motivo de entusiasmo e que normalmente se traduziria num aumento imediato das assistências.

Mas não. As assistências caíram. O que levanta uma pergunta inevitável: quem são esses novos sócios? Vão ao estádio? Existem fisicamente? Ou o crescimento do número de associados esconde outra realidade?

Não temos resposta. A direção do clube, que soube explicar este fenómeno.


Não é só futebol — é ligação

Os resultados desportivos influenciam as assistências, claro. Mas o Rio Ave nunca foi um clube de massas que enche só quando ganha. A nossa história mostra que quando há proximidade, comunicação e entusiasmo gerado pela liderança, os adeptos aparecem — independentemente da tabela.

As épocas de 2016/17 e 2017/18, com médias de quase 4.000 e 3.900 respetivamente, não foram as melhores da história desportiva do clube. Mas havia algo que atraía as pessoas aos Arcos.

Hoje, com mais sócios no papel do que nunca, há cada vez menos gente nas bancadas. Essa contradição não é acidente. É sintoma.

Em resumo: nas três épocas deste mandato, as assistências nos Arcos desceram de 3.148 para ~2.635 — uma queda de mais de 400 espectadores por jogo. Isto aconteceu enquanto o número de sócios aumentou 40%. Alguém tem de explicar o que se passa.

Os números dizem que, neste momento, cada vez menos pessoas sentem o clube.

Dados de assistências: acompanhamento de assistências no Estádio dos Arcos, com agradecimento a Sérgio Oliveira pelos dados históricos. A média de 2024/25 foi corrigida para excluir os jogos disputados em Paços de Ferreira. A formatação deste texto foi auxiliada pelo Claude.

20.4.26

Números que não mentem (e que incomodam)



Há um elefante na sala — e não vale a pena continuar a fingir que não o vemos.

O Rio Ave tem, nas últimas jornadas, tentado fazer aquilo que tenta fazer todas as temporadas: mexer-se, agir, procurar soluções para trazer mais gente aos Arcos. Bilhetes oferecidos nas escolas, dois convites extra por sócio… iniciativas que, no papel, parecem apontar no sentido certo.

Mas depois chega o dia de jogo — e o cenário mantém-se praticamente inalterado.

O número de espectadores continuam abaixo do que já foram.

A média atual é de 2623 espectadores. Um número que, à primeira vista, até poderia parecer estável — afinal, são mais 20 do que na época passada.

Mas esse dado, isolado, é enganador.

Convém lembrar que, na temporada anterior, os últimos quatro jogos foram disputados fora de Vila do Conde, em Paços de Ferreira, devido à tempestade Martinho. Jogos “em casa” longe de casa, com assistências naturalmente penalizadas.

Traduzindo:
se esses jogos tivessem sido nos Arcos, muito provavelmente a média do ano passado seria superior à atual.

E isso muda tudo.

Ano após ano, o número de pessoas nos Arcos tem vindo a cair — de forma silenciosa, mas consistente.

E quando um clube entra neste tipo de trajetória, há algo mais profundo a acontecer.

  • Falta de identificação?
  • Distanciamento entre clube e adeptos?
  • Experiência de jogo pouco apelativa?
  • Resultados?
  • Comunicação?

Provavelmente… um pouco de tudo.

Mas uma coisa parece clara:
não é com soluções avulso que se resolve um problema estrutural.

O Rio Ave não precisa apenas de chamar pessoas ao estádio.

Precisa de as reconquistar.

Precisa de voltar a ser um ponto de encontro.
Um motivo de orgulho.
Um hábito.

E isso não se faz com convites.
Faz-se com ligação.

Porque no fim, a pergunta não é quantos bilhetes foram oferecidos.

É bem mais simples — e bem mais dura:

quantas pessoas quiseram realmente lá estar?

10.9.14

Rio Ave mantém os 3700 espectadores

Apesar da Liga insistir em retirar mil bilhetes ao jogo com o Boavista, o Rio Ave mantém o número que divulgou durante o jogo: 3708.
PS - não é a primeira vez que a Liga nos desconsidera!

23.5.13

Perdemos oito mil espetadores esta época

(dados do JN desta terça-feira)

23.3.10

Casa cheia? (ACT)

«O presidente do Rio Ave gostaria de ter lotação esgotada. "É um jogo da Taça e numa quarta-feira à noite, mas a massa associativa do Rio Ave vai comparecer em força. Esperamos que a massa associativa do FC Porto também esteja presente e que tenhamos uma casa cheia", afirma»

Ó presidente, lotação esgotada??? Não tem acompanhado o que tem acontecido ao portismo? Nem mil azuis e brancos vamos ter em Vila do Conde!

ACTualizo a 24/3: «Mesmo não sendo esperada casa cheia, a venda dos bilhetes corre a bom ritmo em Vila do Conde. Ontem a procura dos ingressos - que custam entre 5 e 20 euros - intensificou-se, esperando-se que até à hora do jogo de hoje seja vendida mais uma fatia significativa dos 10 mil lugares do Estádio dos Arcos». Significativa?

10.3.10

27 550 já viram o Rio Ave este ano

De acordo com uma tabela do Record, o Rio Ave é o 13º do campeonato em número de espectadores. Atrás de nós Nacional, Paços de Ferreira e Naval. À frente apenas uma surpresa, o Leiria.
São 27550 pessoas, com uma média de 2500 pessoas por jogo.

16.1.10

Ainda os números da primeira volta (disciplina e espectadores)

A Bola (edição papel) faz hoje o balanço da primeira volta da primeira liga com vários números.
O Rio Ave aparece citado algumas vezes:
- mais faltas cometidas num jogo (Rio Ave-Braga); cometemos 31 faltas!
- esse mesmo jogo aparece referenciado outra vez como o jogo com mais cantos para uma equipa (13 para o Braga);
- Também aparecemos na disciplina: André Vilas Boas é o quarto mais indisciplinado, com cinco amarelos e um vermelho directo e o Rio Ave é a sétima equipa mais indisciplinada (36 amarelos, 1 duplo amarelo e dois vermelhos) e a quinta equipa com mais faltas  (245, numa média de pouco mais de 16 por jogo);
- Finalmente, João Tomás aparece na lista dos melhores marcadores (sétimo);

(Outro dos rankings são os jogos com mais e menos espectadores; não estamos no primeiro lote, como é compreensível - são jogos com mais de 40 mil espectadores -, mas também não estamos no segundo, jogos com menos de 1100 espectadores, quase todos da Naval [3], Leiria [3], Paços de Ferreira e - surpreendentemente - Belenenses)

O Pùblico também o seu balanço, mas de nomes: Faria, Silvio, Bruno Gama e João Tomás são referenciados, além de Carlos Brito (lamentáveis as ausências de Carlos e Gaspar).

23.8.09

(setúbal) Justíssimo, apesar de fracote (e podiam ser mais!) (ACT)

Uma vitória justíssima, que podia ter ficado - e era mais correcto - em 2-0, apesar de não ter sido um bom jogo. Um Rio Ave razoável beneficiou de um Setúbal fraquinho (Carlos não faz uma verdadeira defesa, mas não esteve tão inseguro como em Leiria), que só na segunda parte conseguiu inverter a tendência (e por pouco tempo, até à entrada de Chidi e Vítor Gomes).
O Rio Ave apresentou a mesma equipa de Leiria, com a entrada de Zé Gomes para a saída de Magno - e pelo que jogou, comparativamente - Zé Gomes veio para ficar. Adriano continua a ser a grande ausência.
Tomás também alinhou, mas quase não jogou; não está bem e fez falta. Chidi, em 15 minutos, fez mais e melhor do que Tomás.O meio campo do Rio Ave continua a ser o seu grande trunfo, com Vilas Boas muito nem, Wires também a um nível positivo e Chaves mais apagado; Vítor Gomes entrou para disputar o lugar, ele que é mais combativo.
Bruno Gama está a melhorar o rendimento e começa a fazer a diferença; Sidnei voltou a estar apagado e só deu um ar da sua graça nos 15 minutos finais. 'Sem' Tomás e sem Sidnei, restou Bruno Gama e Wires para as iniciativas atacantes (Sílvio, surpreendentemente, esteve uns furos abaixo, e quase não subiu).
O melhor em campo foi Fábio Faria: seguro na defesa, foi chamado para a lateral esquerda e voltou a estar bem. Até podia ter marcado... Destaques pela positiva para Vilas Boas e Bruno Gama.
Para o treinador nota 2 (até 3): sem jogar bem, o Rio Ave ganhou e tem 4 pontos. Tomou conta do jogo e dominou o adversário. Brito reagiu bem na segunda parte (talvez Tomás pudesse ter saído um pouco mais cedo).

PS - à margem:
- positiva a cerimónia de entrega das faixas aos campeões juvenis (mas uma cerimónia destas deve, penso, ser melhor ensaiada, para evitar algum amadorismo, que se verificou aqui e ali);
- Tarantini e Magno na bancada;
- claque bem mais mexida;
- ACTualizo com o numero de espectadores: 1050 (uma pergunta: se as maquinas não controlavam as entradas, pelo menos na nossa porta, como é que se chega a um número tão certinho?)

16.8.09

(Leiria) Outras ideias

- Zé Gomes foi o sacrificado (o 19º jogador)
- No penalti, os jogadores ficaram sem saber quem marcaria e tiveram de perguntar a Brito, que indicou Wires;
- 1808 espectadores em Leiria (capital de distrito) é ridículo;
- uma forte presença dos órgãos sociais, a começar em ASC e a acabar em Mário de Almeida (Santos Ferreira, Luis Meneses ou Ernesto Ramalho - entre outros? - também estiveram presentes, além de Henrique Maia);
- uma a duas centenas de adeptos rioavistas, mas a claque - terá sido da distância a que me encontrava - não esteve muito barulhenta;