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2.7.25

Atualização de preço de lugares anuais e o erro de Alexandrina Cruz




Foi hoje oficialmente anunciado o novo preçário dos lugares anuais do Rio Ave FC para a época 2024/2025. E, tal como já aqui tinha sido escrito anteriormente, o aumento generalizado dos preços era apenas uma questão de tempo. A política de preços baixos e congelados que vigorou durante vários anos não iria continuar com a nova estrutura da SAD.

Comecemos pela verdade dos números: os preços apresentados continuam a ser, comparativamente a muitos outros clubes da I Liga, acessíveis. É justo reconhecê-lo. Mas nem tudo é positivo – e há dois aspetos que merecem reflexão e crítica construtiva.

1. A criação de uma expectativa que não se confirmou
A presidente do clube, em declarações públicas, deixou a indicação de que não haveria grandes alterações nos preços. Ora, quando comparamos os novos valores com os anteriores, verificamos que em certos setores houve aumentos de 100% – como é o caso da bancada descoberta.

Não se trata aqui de discutir se o novo valor é ou não justo – porque isso dependerá da realidade de cada sócio. Trata-se sim de perceber que foi criada uma expectativa que não correspondeu à realidade. E isso, por si só, mina a confiança e gera insatisfação, sobretudo quando falamos de sócios que ano após ano mantêm o seu lugar no estádio.
Para mim, o erro mais grave de todo este processo foi a forma como Alexandrina Cruz comunicou o tema: faltou-lhe clareza e rigor na abordagem.

2. A incoerência nos critérios de aumento
Outro ponto curioso é o facto de, por exemplo, os lugares cativos terem agora um preço inferior ao da época passada, precisamente numa altura em que todo o estádio está a ser requalificado, com melhorias significativas nas zonas centrais e cobertura alargada na bancada poente. Ou seja: enquanto os setores piores veem o seu preço duplicar, os setores mais privilegiados têm agora um custo menor.

É uma lógica que, no mínimo, levanta dúvidas: qual é, afinal, o critério para estes reajustes? E como é que se pretende fidelizar os sócios de sempre quando o esforço pedido é tão assimétrico?

Lugares anuais - Aumentos brutais, em alguns setores ultrapassam os 50%

 

Novo preçário

Escrevi aqui que a não haveria grandes aumentos de preço nos lugares anuais, questionei a presidente sobre o assunto, foi-nos dito, pela própria, na assembleia geral, de que haveria ligeiros acertos nos lugares descobertos, mas que " de uma maneira geral não há grandes alterações" :  Ver vídeo  abaixo.  


A constatação de que afinal os preços vão aumentar "brutalmente" veio hoje.  

 Aumentos de cerca de 50% ou mais nos lugares descobertos, de 20% e 40% nos lugares cobertos, e nos cativos houve uma diminuição do preço de 5€ para os homens e um aumento de 5€ para as mulheres e sub-25. 

- Mais uma vez a questão da transparência! Em assembleia geral diz-se uma coisa, e depois faz-se outra.

Antigo preçário

Por: Gualter Macedo

27.6.25

Lugares anuais: vai ou não haver subida de preços?

Com a constituição da SAD no Rio Ave, muitas mudanças passaram a ser visíveis — umas mais evidentes, outras mais subtis. Uma das alterações significativas, mas menos faladas, prende-se com a definição dos preços dos lugares anuais: esta responsabilidade, que antes era da SDUQ (entidade detida pelo clube), passou agora para a esfera da SAD.

Esta transição levanta uma questão pertinente e que poderá estar na mente de muitos associados: irá o valor dos lugares anuais sofrer alterações já na próxima temporada?

Relembro os preços praticados para os sócios do Rio Ave na época transata.

Num contexto em que os adeptos são, mais do que nunca, chamados a apoiar o clube e a garantir presença regular nos jogos, qualquer alteração no preço dos lugares deve ser ponderada com sensibilidade. Afinal, o impacto de uma subida (ou mesmo de uma reconfiguração) nos preços pode ter consequências diretas na adesão dos sócios e no ambiente vivido em cada jornada.

Por curiosidade fui analisar os preços praticados pelo Olympiakos, clube que, como se sabe, pertence ao mesmo universo empresarial que detém atualmente a SAD do Rio Ave. Eis os valores praticados:

  • Bancadas Centrais: entre os 1200€ e os 1400€

  • Bancadas Laterais: entre os 450€ e os 500€

  • Atrás da Baliza: entre os 250€ e os 500€



É evidente que estamos a falar de realidades muito distintas, tanto em termos de dimensão de clube como do atual momento desportivo. Mas o paralelismo é inevitável, sobretudo quando há uma estrutura acionista comum e práticas de gestão partilhadas.

Na introdução do plano de atividades que será apresentado na próxima Assembleia Geral, a presidente do clube, Alexandrina Cruz, sublinha a existência de uma relação de grande cooperação entre o clube e a SAD. Sendo assim, é natural supor que o clube esteja ao corrente das decisões (ou intenções) da SAD nesta matéria — incluindo se haverá ou não atualizações nos preços dos lugares anuais.

Se a manutenção do valor atual for a decisão tomada, será certamente bem acolhida pelos sócios. Se houver alterações, será importante que sejam comunicadas de forma clara, com justificações coerentes e com uma preocupação de manter o estádio acessível a todos os adeptos que fazem do Rio Ave mais do que um clube: uma identidade.