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9.1.26

Três clubes, um dono: Pela primeira vez uma mesa redonda Olympiacos–Nottingham Forest–Rio Ave

(há legendas em português, basta selecionar nas definições)
Para ver no youtube, clicar aqui

Um programa onde se falou de como (não) funciona o multiclube e se concluiu, a três, que falta uma estratégia de liderança e de gestão. Pelos vistos, o mais aproximado que temos de um multiclube é ... este podcast, porque, de resto, as queixas surgem dos três lados.

8.12.24

A SAD também vai ter uma presidente?

O jornal New York Times noticiava ontem (é possível fazer uma conta gratuita para ler) que Marinakis quer contratar a sua compatriota, e ex-presidente da Roma, Lina Souloukou para ser a CEO do modelo de multiclube.

A concretizar-se, e o jornal norte-americano fala disso, Lina Souloukou supervisionará todos os clubes do universo Marinakis, embora o Nottingham Forest seja a prioridade.

Souloukou saiu da Roma em setembro, depois da contestação dos adeptos ao despedimento do treinador Daniele De Rossi.

Antes da Roma, Souloukou foi a presidente executiva do Olympiakos durante 4 anos (e desde essa altura, o clube grego não tem CEO).

A gestora grega irá ter base em Londres onde poderá trabalhar com Edu, caso se confirme a contratação. Coincidência ou não, em Londres está também baseado Boaz Toshav o (simbólico) presidente executivo da SAD rioavista.

O negócio ainda não foi formalizado (estará na fase final das negociações) e nesta fase ainda não é claro o papel que terá no Rio Ave.



13.11.24

O segredo que não é segredo nenhum




O fenómeno do multiclube, onde um investidor detém várias equipas, tem gerado várias discussões.

Um exemplo importante para nós é o do empresário Evangelos Marinakis, que controla o Olympiakos (Grécia), Nottingham Forest (Inglaterra) e Rio Ave (Portugal) e, alegadamente, está em negociações para adquirir o Monza (Itália). Esta abordagem oferece vantagens financeiras e estratégicas, pois permite desenvolver jovens talentos e realizar transferências internas, otimizando recursos e contornar algumas questões fiscais e de fairplay financeiro.

No entanto, o modelo também levanta algumas preocupações. Detendo vários clubes, há o risco de influências desportivas em jogos entre as equipas, especialmente em competições europeias. A UEFA tem regulamentações que proíbem a participação de clubes com o mesmo proprietário numa competição europeia, mas o crescimento de redes multiclube torna difícil monitorar possíveis conflitos de interesse.

Talvez seja por isso, que Alexandrina Cruz e o Rio Ave FC nunca mais fizeram referencia ao empresário Evangelos Marinakis e nunca assumiram ou vão assumir que a aquisição foi feita pelo empresário grego mas sim por uma sociedade criado este ano.
Assumir que a aquisição foi também feita pelo dono do Olympiakos e Nottingham Forest poderá trazer problemas futuros quando uma ou mais equipas estiverem apuradas para a mesma competição europeia.

Talvez até seja por isso que Alexandrina Cruz em Novembro de 2023, quando apresentou a proposta do empresário grego, tenha tido o cuidado de dizer que a proposta ainda podia cair é que assim, depois da aprovação dos sócios e da transformação da sociedade, poderá sempre dizer que sempre disse que aquele negócio podia cair e que caiu mesmo tendo feito um novo negócio com a sociedade RAH Sports.


A título de curiosidade, fui ver as transferências que existiram entre os 3 clubes neste mercado de inverno:

Vrousai -> Olympiakos para o Rio Ave

Antzelo Sina -> Olympiakos para o Rio Ave

Konstantinos Kostoulas -> Olympiakos para o Rio Ave

Costinha -> Rio Ave para o Olympiakos

David Carmo -> Nottingham Forest para o Olympiakos

Marko Stamenic -> Nottingham Forest para o Olympiakos

Omar Richards -> Nottingham Forest para o Rio Ave

Panzo -> Nottingham Forest para o Rio Ave

Brandon Aguilera -> Nottingham Forest para o Rio Ave

2.7.24

Equipa já trabalha; primeiras notas (ATUAlizado)

Ontem foi o dia de arranque.

Algumas notas:

- poucos jogadores (Ventura e Lomboto estiveram, mas é preciso lembrar que tinham sido emprestados; Lomboto tem potencial);

- há quatro centrais e três guarda-redes (Miszta, boa contratação), mas os outros setores estão muito desfalcados.

 - para o lugar de Costinha veio um jovem da equipa B do Benfica (João Tomé). Recordo que há no plantel um jovem, Jorge Karseladze, que já fez dois jogos pela equipa principal e que é internacional sub20 pela Geórgia. Fez toda a formação no Rio Ave; acredito que fará parte do plantel, em vez de continuar nos sub23.

- estranhei não ver Noah, jovem (22 anos) que em março assinou contrato profissional pelo Rio Ave e com honras de anúncio no site.

- No meio campo temos três médios de cobertura (V. Gomes, Amine e Lomboto) e apenas um 8 (Graça; não acredito que Ventura fique). Mais dois ou três jogadores são necessários.

- Finalmente o ataque, o setor mais frágil dos últimos anos. O extremo Rehmi assinou (sem ter feito um jogo na época passada, mas Freire saberá do seu valor) e veio um jovem israelita (Zoabi): são precisos mais dois pontas de lança e um ou dois extremos, certo? ATUALIZADO: chega, por três épocas, o avançado alemão, ex- Borussia Dortmund, Ole Pohlmann

Em resumo, para a equipa lutar pelos objetivos definidos pela SAD (7º lugar, morder os calcanhares ao 5º), em articulação com o desejo do treinador, são precisos jogadores com outra qualidade. Por falar em SAD, o presidente Toshav esteve presente no arranque.

PS - já esta manhã veio a notícia da contratação, ao Nottingham Forest, do médio, internacional pela Costa Rica, Brandon Aguilera Parece um bom reforço com potencial.