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10.1.25

Sra. Presidente e Sr. Presidente. Não têm de quê! Erro assumido, erro corrigido! Mais há mais..



Há cerca de três semanas, escrevi sobre a nova proposta de quotização apresentada pela direção do Rio Ave. Para além de detalhar todas as novidades, sublinhei que a mesma proposta não respeitava os estatutos do clube. Preocupado com esta irregularidade, tomei a iniciativa de escrever à Presidente Alexandrina Cruz e ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Amândio Couteiro, para expor a situação.

Infelizmente, a falta de resposta foi notória. Da Presidente Alexandrina Cruz, não recebi qualquer tipo de contacto, nem por email, nem por telefone – algo que é estranho de uma presidente que diz que quer aproximar o clube dos sócios.

Já o Presidente da Mesa da Assembleia, apesar de não ter respondido ao email enviado, teve o cuidado de me ligar uma semana depois. Nessa chamada, informou-me que tinha colocado a minha exposição à consideração da direção, que, por sua vez, afirmou que a proposta estava em conformidade com os estatutos e que havia um parecer jurídico a sustentá-lo. O próprio Presidente confessou não conseguir identificar o incumprimento estatutário que eu tinha apontado.

Relembro o que coloquei à consideração:

"Esta proposta de atualização do valor da Quotização não respeita os nossos estatutos. Até à data, os jovens entre os 13 a 25 anos pagavam apenas 4€ mensais. Com esta alteração, todos os "jovens" maiores que 18 anos começarão a pagar 5€ mensais. Há também alterações (fica mais caro) para os sócios por correspondência. Ora segundo o Artigo nº78 alinha J " Compete à assembleia geral extraordinária decidir sobre o estabelecimento de joia nos termos do Artigo treze dos presentes estatutos e decidir sobre o aumento das quotas". Esperando que o presidente da MAG e do clube queiram respeitar os nossos estatutos, pode-se concluir portanto, que a direção tem uma de duas soluções: ou incluir os sócios entre os 18 e 25 anos na categoria de Jovem (reformulando o que divulgou) ou então o presidente da assembleia convocar todos os sócios para uma assembleia extraordinária para validação desta proposta. (Tomei liberdade de expor a situação ao presidente Amândio e à presidente Alexandrina"


O Pedido de Provas
Durante essa conversa, o Presidente da Mesa da Assembleia pediu-me que provasse o valor de quotização que tinha referido como base de comparação. Segundo ele, tinha procurado o preçário antigo que mencionei, contactado os serviços do clube e visitado a loja, mas todos lhe garantiram que os valores mencionados não correspondiam ao preçário oficial.

Não sei se esperavam que eu não conseguisse "provar", mas a verdade é que enviei ao Presidente da Mesa da Assembleia comunicações antigas feitas pelo próprio clube que confirmavam o preçário mencionado. Desde então, não tive qualquer feedback, nem do Presidente da Mesa da Assembleia, nem da Presidente Alexandrina Cruz.


As Alterações silenciosas
Curiosamente, apesar do silêncio, a verdade é que houve alterações à proposta de quotização. É importante frisar que não espero um telefonema para me dar razão, mas seria de bom-tom que me tivessem contactado para reconhecer o erro e agradecer a ajuda. Algo como: "Olhe Daniel, existe na verdade um erro. Obrigado por nos ajudar a identificá-lo. Vamos corrigir." Ficava bem, o problema era resolvido e eu até nem abordaria mais o assunto.

Contudo, parece que o ego fala mais alto, e esse gesto de humildade ficou por acontecer. Pior ainda, as alterações foram feitas sem qualquer comunicação aos sócios. Durante o dia de ontem, corrigiram os erros silenciosamente, na expectativa de que ninguém reparasse.

O Amadorismo nas Correções
Se a falta de comunicação já é grave, o amadorismo com que as alterações foram feitas eleva ainda mais a preocupação. Nas várias comunicações disponíveis, os preços corrigidos continuam inconsistentes entre si. Como é possível corrigir algo e, ainda assim, não conseguir assegurar a uniformidade das informações?

Numa página anunciam um preço (o que tinha sido proposto antes de expor o que expus) - Podem clicar para ver. Deixo também a imagem porque certamente que irão corrigir assim que lerem isto.








Senhor Presidente e Senhora Presidente, poderia, mais uma vez, ter tido o cuidado de vos endereçar diretamente um email a sugerir as correções necessárias para assegurar a uniformidade nas comunicações. Contudo, tendo em conta que não tiveram a consideração de me dar qualquer tipo de feedback às exposições anteriores e sabendo que são leitores atentos do que escrevo, considerem-se informados.

Fico satisfeito por, de alguma forma, ter contribuído para o cumprimento dos nossos estatutos. Afinal, todos queremos o melhor para o nosso clube, e isso só se consegue com transparência e profissionalismo. Aconselho também a direção a equacionar consultar outras entidades ou outras pessoas quando tiver de pedir novamente pareceres jurídicos porque até um jovem sem qualquer tipo de experiência académica na matéria detetou facilmente o erro.

Para memória futura, fica aqui o que estava em vigor (antes da proposta), o que foi proposto antes da minha exposição, e o que entretanto está comunicado e que em breve deverá ser novamente corrigido.



(proposta que estava em vigor até 31 de Dezembro)



(proposta que estava online até dia 9 de Janeiro às 16h)



(proposta que está online hoje, dia 10 de Janeiro as 00h15)


Há ainda uma situação que pedi mais esclarecimentos (por email) ao Presidente da Mesa da Assembleia e à Presidente da Clube.

Nesta última proposta, foi estipulado que os sócios correspondentes terão de pagar um valor único correspondente a um pagamento anual (só isso é que justifica a distinção das outras categorias como está na imagem e simulando é isso que o clube obriga neste momento a pagar). Anteriormente não era exigido isso. Contudo, no Artigo 17.º dos nossos estatutos está claramente definido: "O sócio proposto, uma vez admitido como sócio, terá que pagar no ato da entrega do seu cartão de identificação, as quotizações referentes a um período compreendido entre um e seis meses a definir por deliberação da direção."

É meu entendimento que  proposta apresentada viola diretamente este artigo dos estatutos (no mínimo para os novos sócios), ao obrigar a um pagamento anual correspondente a 12 meses, desrespeitando o que está estatutariamente estipulado.

Pedi esclarecimentos. Tendo resposta ou observando alterações atualizarei o assunto.

23.12.24

Atualização do valor da Quotização: Fique a saber tudo aqui



A direção do Rio Ave anunciou esta semana uma nova campanha para os seus sócios, trazendo mudanças significativas nos valores e condições de adesão. Esta campanha tem como objetivo atrair mais adeptos e reforçar o espírito Rioavista, mas nem todas as medidas para mim são consensuais. Aqui está um resumo das principais alterações e uma análise crítica sobre as mesmas. 
Duas pequenas notas antes de uma análise mais pormenorizada:
1. Esta proposta de atualização do valor da Quotização não respeita os nossos estatutos. Até à data, os jovens entre os 13 a 25 anos pagavam apenas 4€ mensais. Com esta alteração, todos os "jovens" maiores que 18 anos começarão a pagar 5€ mensais. Há também alterações (fica mais caro) para os sócios por correspondência. Ora segundo o Artigo nº78 alinha J " Compete à assembleia geral extraordinária decidir sobre o estabelecimento de joia nos termos do Artigo treze dos presentes estatutos e decidir sobre o aumento das quotas". Esperando que o presidente da MAG e do clube queiram respeitar os nossos estatutos, pode-se concluir portanto, que a direção tem uma de duas soluções: ou incluir os sócios entre os 18 e 25 anos na categoria de Jovem (reformulando o que divulgou) ou então o presidente da assembleia convocar todos os sócios para uma assembleia extraordinária para validação desta proposta. (Tomei liberdade de expor a situação ao presidente Amândio e à presidente Alexandrina).
2. Dizer ainda que a direção propõe hoje uma coisa diferente do que tinha apresentado em Agosto do Ano passado. Poderão consultar a foto do que foi apresentado no fim deste artigo).

(Proposta atual)


(proposta que estava em vigor até este mês)

As novidades da campanha:

Fim da diferenciação de género nos valores das cotas:  Agora, tanto homens como mulheres pagarão o mesmo valor.
Manutenção da gratuidade para sócios até aos 12 anos: As crianças desta faixa etária estarão isentas de pagamento.
Desconto de 50% para jovens até aos 18 anos: Uma redução significativa que visa incentivar a adesão dos mais novos.
Desconto de 50% para pessoas com mais de 65 anos em condições específicas: Aplicável a quem tenha uma reforma mensal igual ou inferior a 1,5 vezes o salário mínimo nacional.
Redução geral no valor das cotas: Uma medida que visa tornar mais acessível a adesão de sócios.



Pontos de Concordância

Igualdade de género nas cotas: Num contexto em que se busca igualdade em várias frentes, esta é uma medida justa e necessária. Contudo, o ideal seria que o valor fosse nivelado por cima, garantindo maior receita anual para o clube, ainda que isso exigisse aprovação em Assembleia Geral.
Gratuidade até aos 12 anos: Uma aposta acertada para fomentar o sentimento Rioavista desde cedo. Tornar crianças sócias desde pequenas pode ser um importante passo para assegurar o futuro do clube, desde que complementado com iniciativas que reforcem o vínculo com os mais novos.
Desconto para jovens até aos 18 anos: Enquanto os jovens ainda não têm autonomia financeira, esta redução faz todo o sentido, permitindo que a adesão ao clube seja viável para as famílias.


Pontos de Discordância

Critérios para o desconto aos maiores de 65 anos: O critério de 1,5 vezes o salário mínimo (1.253,24€) para atribuir desconto suscita dúvidas de equidade. Fará sentido dar um desconto no valor da quotização a um sócio com mais de 65 anos que ganhe 1253,24€ por mês? Não será injusto em comparação com uma pessoa que tenha por exemplo 40 anos e esteja desempregado? Ou que viva apenas com o rendimento social de inserção? Ou que ganha apenas o ordenado mínimo? Penso sinceramente que a direção do clube devia refletir sobre este enquadramento.
Redução geral do valor das cotas: A medida mais controversa da campanha. Num momento em que o clube perdeu importantes fontes de receita devido ao acordo com a SAD, esta redução de cerca de 30% na quotização parece arriscada. Apostar numa estratégia populista, esperando um aumento proporcional no número de sócios pagantes, pode comprometer investimentos estratégicos, como o desenvolvimento do futsal ou o reforço na formação e no feminino. A médio prazo, esta decisão pode revelar-se desastrosa do ponto de vista financeiro.
Espero ainda que esta descida não tenha sido decidida para compensar um possível aumento no valor dos lugares anuais (receita que agora reverte para a SAD)


(proposta que tinha sido apresentado informalmente aos sócios em AG pela direção em Agosto de 2023)


20.10.24

Aumento do número de associados de 30% resultou numa queda da receita da quotização de 11%



A Assembleia Geral (AG) é um órgão essencial na vida de um clube, pois garante a participação democrática de todos os seus associados. Através da AG, os associados podem discutir, votar e aprovar. Além disso, a AG oferece aos sócios a oportunidade de se expressarem e retirarem todas as suas dúvidas.

Senti a necessidade de fazer esta introdução, porque pela primeira vez desde que assisto a assembleias do Rio Ave FC, assisti a um momento em que o presidente do nosso clube se recusou a dar explicações a um associado.

Posto isto.

Como foi do conhecimento publico, houve um enorme crescimento no número de associados no período pré-eleitoral e pré-aprovação da SAD do ano passado. Entraram cerca de 1400 sócios (um aumento de cerca de 30% do número de associados).

Era esperado que as receitas que advêm das quotas aumentassem significativamente no entanto o relatório apresentado na última assembleia não só não demonstra qualquer crescimento como ainda demonstra uma queda de 11% da receita da quotização. 

Questionei a Sra. Presidente como é que isto seria possível?
A mesma recusou-se a responder sendo que eu ainda voltei uma segunda vez a pedir que nos esclarecesse.
Optou novamente pela silêncio dizendo ao Presidente da MAG que não queria responder a mais nada. (tal como já reportado aqui)



1.7.19

Ecos finais de uma AG calma

Da AG de ontem já destaquei três momentos: ASC a assumir a Liga Europa, a confirmação de que não teremos bancada coberta antes de 2021 e a saída do vice-presidente José António Pereira.

Outras notas:
- quem esperava uma AG com o aparecimento de críticas saiu desiludido. Foi das mais tranquilas de sempre. Apenas quatro sócios intervieram [eu intervim para perguntar pela bancada].
- foi, no entanto, das assembleias mais participadas. Como dizia Pedro Soares, que regressou 4 anos depois para elogiar ASC e lembrar o que é o Clube hoje, não há muitos anos tinhamos assembleias com 10 sócios.
- o futsal vai custar 105 mil euros na próxima época;
- o Rio Ave vai criar dois pólos das escolinhas em Aveleda e Guilhabreu (aproveitando os relvados sintéticos aí existentes) [aqui sugerido em 2015];
- vai abrir uma loja nova nas Caxinas, com mais condições, que vai substituir a existente;
- vai haver uma App Rio Ave e será possível pagar as quotas online;
- as obras na sede vão arrancar em breve (já feita a adjudicação), custarão 60 mil euros e serão pagas pela SDUQ, como todas aliás;
(foto: Rio Ave FC)

(amanhã as contas da equipa principal)

7.7.17

Pagar as quotas

O Clube já tem a tabela de quotas para esta época desportiva no seu site.
Ainda não fiz as contas para perceber se há um aumento face ao ano passado (no meu caso, 60+84 euros, o que dá 144 euros), mas para já aqui fica a informação:
(clicar para aumentar)
PS - o primeiro jogo é dia 30; se for em Vila do Conde já vamos precisar das quotas pagas...

23.6.17

5A/15/22

Já tenho o lugar anual.
Escolhi uma cadeira no local onde há 30 anos vejo o Rio Ave - infelizmente para mim, porque tenho um número de sócio acima dos mil, quando pude escolher já não apanhei os lugares de cima.
Ou seja, em dias de chuva fico a perder (antes, chegava-se um pouco mais cedo e havia sempre lugares).
Provavelmente, nestes casos seria mais inteligente optar por um lugar anual na bancada descoberta. Mas se apoiei a proposta da Direção desde o primeiro momento, quis ser coerente,
PS - falta anunciar as quotas.

26.6.14

As contas do Rio Ave (4)

Termino esta análise às contas aprovadas no domingo com uma nota que me parece relevante: o Rio Ave (Clube) ficou com 100% das quotas pagas pelos sócios, o que está previsto valer 170 mil euros.
Também o subsídio camarário está associado ao Clube (70 mil para a formação e 20 mil para o futsal) e não à SDUQ.
No balanço entre receitas e despesas, será preciso financiar a formação com 66 mil euros e o futsal com 36 mil dos 90 mil previstos.

26.11.13

Quantos sócios somos?

A Direção não esclarece quantos sócios a pagar quotas regularmente há no Rio Ave, por isso procurei saber por outras formas.
Fui ler os últimos relatórios e contas e tentar perceber como evoluiu a quotização (sem camarotes) nestes nove anos:
Notas a tirar:
- a chegada de ASC ao Rio Ave (e a manutenção da equipa na primeira divisão) tiveram um forte impacto. 2007/08 foi o último ano de Paulo de Carvalho.
- Já em plena crise (2010/11), o Rio Ave registou a maior receita de sempre, com cerca de 240 mil euros;
- nos últimos dois anos, a quotização tem vindo a descer significativamente; 2012/13 foi o pior dos últimos cinco anos.
- ainda assim, longe do melhor ano de Paulo de Carvalho (dos consultados por mim), que foi 2004/05, em que chegámos aos quase 170 mil euros de pagamento de quotas.
- Parece claro que está a verificar-se uma perda de sócios face a 2010/11, que não está tão longe como isso; recuperar esses sócios (se possível) poderia ser prioritário;