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15.9.25

Erro no cartão de sócio - o dever de corrigir

Na última edição do podcast Rioavíssimos tive oportunidade de alertar para um problema que a Direção já devia ter corrigido (e de que o Daniel já aqui falou em tempos): alguns (centenas? milhares?) cartões foram impressos sem os números no respetivo código de barras pelo que esses sócios não podem, por exemplo, comprar um bilhete online.




Não sei quantos sócios são afetados, mas sei que a Direção deveria ter corrigido o erro, que é da sua exclusiva responsabilidade.

Embora os Estatutos falem em renumeração de cinco em cinco anos, ela tem sido feita de 10 em 10 (2009, 2019), pelo que, se nada for feito antes, o erro só será corrigido em 2029. É assim tão difícil?

28.2.25

Rebranding em vez de evolução: A falta de visão na gestão dos novos cartões



Na última semana, o Rio Ave anunciou o lançamento de novos cartões de sócio, estando estes disponíveis para levantamento por todos os associados que o desejem.

Mas quais são, afinal, as mudanças?

Até agora, os cartões apresentavam designs distintos consoante a categoria do sócio. Com esta alteração, todos passam a ser iguais, diferenciando-se apenas na cor e no número de arcos, que representam o número de associado.

(Parte frontal do novo cartão)


Na prática, o que é que isto acrescenta?

Ao levantar o meu novo cartão, esperava encontrar alguma inovação, mas rapidamente percebi que se tratava apenas de um retoque estético. Não há qualquer funcionalidade adicional, sendo apenas um rebranding visual. A única alteração prática é a atualização da assinatura do Presidente do Rio Ave FC — algo que, sinceramente, não me parece justificar os custos elevados que este processo acarretou.

Aliás, ao deslocar-me à loja, constatei que o clube optou por produzir novos cartões para todos os sócios, mesmo para aqueles que não os solicitaram. Perguntam vocês: "Mas isso não é o que deveria acontecer?". A resposta é simples: Não! Todos os anos há sócios que deixam de o ser, o que significa que o clube gastou dinheiro na emissão de cartões que nunca serão levantados. O caso torna-se ainda mais absurdo quando sabemos que até sócios com quotas em atraso — há meses ou mesmo anos — tiveram novos cartões feitos. Daria mais trabalho? Sim. Mas havia menos despesa que poderia ser direcionada para outras coisas. (A título de exemplo, o FCPorto também fez uma atualização do cartão há pouco mais de 3 meses, e só fez cartões para quem tinha menos de seis meses de quotas em atraso).

Se já estava desiludido por não haver inovação (por exemplo, a tecnologia contactless ou QRCODE ou a possibilidade de ter um cartão digital, que teriam sido excelentes adições, não foram implementada), o pior veio ao perceber que regredimos em alguns aspetos:

Os novos cartões mantêm o código de barras, mas removem os números que o acompanhavam. E isto tem um impacto prático negativo. Sem esses números, os sócios do Rio Ave perdem o acesso direto à aquisição de bilhetes na plataforma oficial online da Liga e da Federação (SmartFans). Esta funcionalidade permitia, muitas vezes, comprar bilhetes a preços mais baixos do que os praticados pelo próprio clube, devido a protocolos estabelecidos pela Liga. Agora, essa opção deixa de estar disponível de forma direta, especialmente para novos sócios (Teremos todos de ligar para o clube a perguntar quais são os novos códigos ou se os mesmos se mantêm. E sempre que não soubermos quais são os números, perdemos a hipótese de consultar no cartão).

(Novo cartão)

(Cartão antigo)


(Dados necessários na plataforma oficial da Liga e Federação)


Este processo demorou mais de um ano e meio a ser pensado e implementado, gerou custos consideráveis para os cofres do clube, e no fim das contas, trata-se apenas de uma mudança estética que não trouxe qualquer inovação — pelo contrário, resultou até num retrocesso em alguns aspetos.
Aliás, esta troca de cartões deveria ter sido aproveitada no mínimo para fazer a atualização do número de sócios (o que levou a ninguém se lembrar/desejar de atualizar o número de associados? Tenho o meu palpite). Relembro que os nossos estatutos preveem que em 5 em 5 anos se faça a renumeração do número de associados. (Artigo 116º) O que quer isto dizer, que ao abrigo dos nossos estatutos e para não se entrar em novos incumprimentos como tem sido norma, o clube terá de ter novamente esta despesa até final de Dezembro de 2025 (amadorismo ou desconhecimento?)




Uma oportunidade perdida e muitos milhares gastos para zero inovação e de certa forma alguma regressão.
Falta de visão.
E infelizmente sou obrigado a concluir que falta gente qualificada para realizar estas mudanças.



ATUALIZAÇÃO
Entretanto um sócio alertou-me para o facto de poderem existir discrepâncias entre os cartões de sócio tendo em consideração uma das fotos de divulgação do clube. O cartão de sócio do André Luiz tem os números necessário no código de barras e o do Vítor Gomes não tem.