18.8.26
Esperar pelo fim do mercado: um risco que o Rio Ave continua a correr
17.8.26
Um ano do podcast Rioavíssimos
Faz hoje um ano que foi emitido o primeiro episódio do podcast/videocast Riovíssimos, iniciativa de Tiago Sencadas.
[Declaração de princípios: os três colaboradores do Reis do Ave fazem parte do painel de comentadores do programa, mas felizmente a equipa é bem mais vasta; ainda recentemente foi reforçada com mais um elemento]
Para quem, como eu, sabe o que é gastar muito do seu tempo a falar do Rio Ave, aqui fica uma saudação especial para o Tiago, pela persistência. Sendo o Rio Ave uma organização que comunica o mínimo e em que os seus responsáveis, estando em Atenas, Londres ou Vila do Conde, evitam o contacto com quem quer informar sobre a vida do clube, mais difícil se torna a missão.
Como é evidente, nem tudo correu bem neste ano, mas penso que não se falhou nenhuma jornada desde 17/8/25. Os erros só nos podem fazer ajudar a melhorar. Venha mais um ano, Tiago!
16.8.26
(Derrota 0-2 com o FC Porto) Não gostei, mas os portistas não são o Gil Vicente
Não gostei da exibição da nossa equipa ontem.
Alguns argumentos:
- Sotiris mete quatro homens na frente, mas deixa apenas dois no meio campo (e um deles, Diogo Nascimento, é um jogador 'suave'). Com equipas mais fortes vamos ter poucas ou nenhumas hipóteses, porque eles povoam o nosso meio campo e nós apenas conseguimos trocar a bola para os lados; pouca agressividade, uma falta em 90 minutos é recorde...
- Outra vez golos de canto??? (No primeiro, Ennio ficou mal, no segundo Liavas esqueceu-se...)
- O Rio Ave, no ataque, criou uma clara de oportunidade de golo (do outro lado estava um dos melhores guarda-redes do mundo) em 90 minutos. É pouco, muito mais, frente a um FC Porto mais fraco do que o habitual.
- Jogámos sempre com menos um. Galcick nunca entrou no jogo e quem o substituiu não fez melhor. Melhor em campo: Bezerra.
Nota final para a falta de opções no banco de suplentes: Vroussai entrou para médio centro, antes de passar para lateral direito. Dois jovens em estreia (Samuel e Patrício).
Em resumo: esperava voltar a ver a atitude que vimos em Barcelos, mas reconheço que o FC Porto não é o Gil Vicente. Sábado, no Estoril, temos o tira-teimas...
13.8.26
Pressão sobre a arbitragem é bidirecional.
O jogo de Barcelos tornou-se ainda mais importante...
Na semana passada escrevi aqui que a deslocação do Rio Ave a Barcelos podia ser o jogo mais importante do arranque da época. O motivo era simples: o calendário da Liga Portugal Betclic 2026/27 reservou ao Rio Ave um arranque particularmente exigente, com receções consecutivas ao FC Porto e ao Sporting logo nas primeiras jornadas disputadas em casa.
Infelizmente, o pior cenário acabou por confirmar-se. O Rio Ave saiu derrotado por 1-0, frente ao Gil Vicente, e perdeu uma oportunidade importante de conquistar pontos antes de enfrentar uma sequência de jogos de enorme dificuldade.
Mas a derrota acabou por passar para segundo plano devido à enorme polémica em torno da arbitragem.
Dois jogos, muitas queixas
Curiosamente, Rio Ave e FC Porto chegam ao duelo da segunda jornada com um sentimento semelhante: ambos contestaram fortemente as arbitragens dos respetivos encontros da jornada inaugural.
Em Barcelos
Do lado do Rio Ave, os motivos de contestação começaram ainda na primeira parte.
Logo aos 23 minutos, Ryan Guilherme sofreu uma entrada dura que acabou por o obrigar a abandonar o encontro lesionado. O lance não motivou qualquer sanção disciplinar, situação que nós consideramos de muito difícil de compreender.
Pouco antes do intervalo, aos 43 minutos, Tumble Monteiro caiu na área do Gil Vicente, reclamando grande penalidade, mas o árbitro Gustavo Correia mandou seguir. O VAR também não interveio.
O momento que acabou por marcar definitivamente a partida surgiu logo no início da segunda parte.
Aos 47 minutos, Andreas Ntoi viu cartão vermelho direto, deixando o Rio Ave reduzido a dez unidades durante praticamente toda a segunda parte. A decisão foi imediatamente contestada pelos Rioavistas, que consideraram a expulsão excessiva e entendem que condicionou completamente o desenrolar do encontro.
Apesar da inferioridade numérica, o Rio Ave conseguiu manter o empate até perto do final.
Contudo, aos 87 minutos, Héctor Hernández converteu uma grande penalidade e fez o único golo da partida, ditando a vitória do Gil Vicente por 1-0.
No Dragão também houve protestos
Também o FC Porto, apesar de ter vencido o seu jogo, terminou a jornada a contestar a arbitragem.
O Porto beneficiou de duas grandes penalidades, ambas assinaladas após intervenção do VAR, mas entenderam que ficaram ainda por marcar outros lances semelhantes durante a partida, transformando igualmente a arbitragem num dos temas dominantes do pós-jogo.
Pressão ou apenas coincidência?
É aqui que surge a grande questão.
No caso do Rio Ave, existem lances concretos que justificam a insatisfação: a entrada sobre Ryan Guilherme, a expulsão de Andreas Ntoi, o alegado penálti sobre Tamble Monteiro e a sensação de falta de uniformidade nos critérios disciplinares ao longo do encontro.
Já do lado portista, apesar da vitória, o discurso voltou rapidamente para a arbitragem. Cada um fará a sua leitura. Mas é impossível ignorar que esta sucessão de declarações públicas acaba sempre por aumentar a pressão sobre a equipa de arbitragem que dirigirá o jogo seguinte.
O que mais me preocupa
O Rio Ave recebe agora o FC Porto, campeão nacional, depois de uma derrota que deixou marcas e de uma arbitragem amplamente contestada.
Ao mesmo tempo, o FC Porto chega igualmente insatisfeito, apesar de ter conquistado os três pontos.
Historicamente, este tipo de ambiente raramente beneficia os clubes de menor dimensão.
Espero sinceramente estar enganado.
Mas tenho a sensação de que o Rio Ave vai entrar em campo a jogar sobre brasas.
Ainda assim, se quiser contrariar todas as dificuldades do calendário, terá de fazer exatamente aquilo que fez tantas vezes na segunda metade da última época: competir sem medo, ganhar os duelos, manter a organização coletiva e não permitir que o contexto exterior desvie a equipa do essencial.
Porque, mais do que nunca, e pelas razões que apontei no meu post da semana passada, os pontos, mesmo contra o Porto, vão fazer falta.
12.8.26
Petrasso: a primeira surpresa da época
11.8.26
O que me deixou entusiasmado
Ontem, na gravação do podcast Rioavíssimos, o nosso anfitrião Tiago Sencadas sorriu quando atribuí 14 (em 20) à exibição da equipa. 'Perdemos e atribuis uma nota tão alta?', terá ele pensado.
A justificação, para mim, é muito simples: gostei muito do empenho da equipa, da vontade que demonstraram - da atitude, em suma.
Na época passada ganhamos alguns jogos sem jogar tão bem. Domingo perdemos, mas os motivos são bem conhecidos.
Penso que o meu 14 não é apenas uma visão pessoal. O facto de equipa ter ficado largos minutos no relvado a ouvir o apoio dos adeptos, muito mais do que em certos jogos em pontuámos, mostra que a maioria fez uma análise próxima da minha.
(as imagens que o Rio Ave divulgou mostram esta bancada, mas havia mais de 50 adeptos numa outra, ao lado, igualmente empenhados em demonstrar o seu apoio)A equipa respondeu e os adeptos também
10.8.26
Julho de 2026: o mês mais visitado da história do Reis do Ave
Bilhetes duplicados, pagamentos em numerário e algumas perguntas por esclarecer
9.8.26
(derrota por 1-0 em Barcelos) A jogar assim vamos ganhar mais vezes
O Rio Ave saiu derrotado de Barcelos, no jogo de estreia, e isso muito se deve 1) à expulsão de Ntoi, imprudente na entrada por trás (bem expulso para mim); 2) ao penalti cometido por Abbey (abre o braço, quando o tinha, segundos antes, atrás das costas).
Sem estas duas condicionantes, o Rio Ave não só teria lutado por outro resultado como, acredito, teria pontuado. Aliás, 11 contra 11 fomos melhores.
Boa atitude da equipa, empatada ou a perder, o que dá sinais positivos para o que aí vem.
Sotiris surpreendeu no onze (Liavas a defesa-direito, Petrasso a central e Ryan a 10), mas equipa esteve genericamente bem. Grande exibição de Petrasso, o melhor em campo, Diogo Nascimento mostrou bons apontamentos.
Grande ambiente em Barcelos, grande entusiasmo à volta da equipa e apoio constante.
Gustavo Correia não falhou nas duas decisões-chave, mas na dúvida esteve sempre contra o Rio Ave. Arbitragem que não deixa saudades deste árbitro
8.8.26
Os Arcos merecem voltar a sentir isto
Que comece a temporada 26/27
6.8.26
Barcelos pode valer ouro para o Rio Ave
A equipa estreia-se em Barcelos, frente ao Gil Vicente, e logo na segunda jornada recebe o FC Porto, atual campeão nacional. Na terceira jornada desloca-se ao Estoril, antes de voltar a Vila do Conde para defrontar o Sporting, campeão nacional da época 2024/25.
Como se isso não bastasse, mais à frente o calendário reserva ainda a receção ao SC Braga (11.ª jornada) e ao Benfica (15.ª jornada).
Ou seja, antes de concluído o primeiro terço da Liga, o Rio Ave recebe em casa os quatro primeiros classificados da última temporada: FC Porto, Sporting, SC Braga e Benfica. Trata-se de uma coincidência pouco habitual, que reduz significativamente a margem para conquistar pontos em casa durante a primeira metade da época.
Os primeiros cinco jogos podem definir muito
As cinco primeiras jornadas do campeonato são:
- Gil Vicente (F)
- FC Porto (C)
- Estoril (F)
- Sporting (C)
- Santa Clara (F)
Partindo de uma análise puramente competitiva, os jogos frente ao FC Porto e ao Sporting são naturalmente aqueles em que a probabilidade de pontuar é mais reduzida.
Sobram, assim, três deslocações exigentes:
- Gil Vicente
- Estoril
- Santa Clara
Destes três adversários, o Gil Vicente parece, à partida, aquele que oferece melhores condições para o Rio Ave conquistar os primeiros pontos da época.
Na temporada passada, as duas equipas demonstraram um enorme equilíbrio nos confrontos diretos:
- Gil Vicente 2-2 Rio Ave
- Rio Ave 0-0 Gil Vicente
Além disso, tratam-se de dois clubes com objetivos semelhantes. Apesar de o Rio Ave apresentar atualmente um investimento superior e uma estrutura cada vez mais ambiciosa, os resultados desportivos ainda não acompanharam totalmente esse crescimento. A expectativa passa por ver o clube aproximar-se, gradualmente, da luta pelos lugares europeus nas próximas épocas.
Um mau arranque pode pesar
Perder pontos em Barcelos poderá aumentar significativamente a pressão sobre a equipa, tendo em conta que as jornadas seguintes incluem uma recepção ao FC Porto, uma deslocação ao Estoril, a recepção ao Sporting e uma viagem sempre difícil aos Açores para defrontar o Santa Clara.
Se o Rio Ave não conseguir pontuar frente ao Gil Vicente e também deixar pontos no Estoril, existe uma possibilidade real de chegar à recepção ao Estrela da Amadora, na 6.ª jornada, ainda sem qualquer ponto conquistado.
Esse cenário não seria necessariamente um reflexo da qualidade da equipa, mas sim da exigência de um calendário que coloca vários dos adversários mais difíceis logo nas primeiras semanas da competição.
Onde pode estar a esperança?
Há, no entanto, um fator que convida ao otimismo.
Desde que Sotiris Silaidopoulos assumiu o comando técnico do Rio Ave, a equipa revelou um comportamento muito competitivo nas deslocações. Na segunda metade da última época conquistou vários pontos importantes fora de casa e apresentou uma organização defensiva bastante consistente, somando a isso os golos do Blessa, reforço de inverno.
Se conseguir repetir esse rendimento, sobretudo frente ao Gil Vicente, Estoril e Santa Clara, poderá compensar as dificuldades previsíveis nas recepções ao FC Porto e ao Sporting.
Barcelos pode valer muito mais do que três pontos
É precisamente por tudo isto que a deslocação a Barcelos assume uma importância especial.
Mais do que valer três pontos, poderá permitir ao Rio Ave retirar pressão a um dos arranques de campeonato mais exigentes dos últimos anos e ganhar tranquilidade para enfrentar uma sequência de jogos onde o grau de dificuldade será bastante elevado.
Se a equipa de Sotiris conseguir iniciar a Liga a pontuar frente a um adversário direto, ganhará não só confiança, mas também margem para encarar as jornadas seguintes sem a ansiedade que um calendário tão duro pode provocar.
No fundo, o calendário obriga o Rio Ave a fazer aquilo que fez tão bem na época passada: ir buscar pontos onde, à partida, poucos esperam que os consiga.
Esqueceram-se do Samuel?
A página oficial do Rio Ave tem, desde há vários dias, o plantel para a esta nova época. Estão lá todos os jogadores, menos Samuel Alves, o reforço que foi apresentado e participou em todos os jogos de preparação. Esperei uns dias antes de publicar este texto, porque o plantel poderia estar 'em construção', mas nesta altura só há duas explicações:
- ou é distração (e ninguém reparou até agora)
- ou Sotiris, provavelmente por causa dos seus 18 anos ou por ser o terceiro ponta de lança, não o considera do plantel principal (na lista da SAD também não estão os três jogadores sub23 que foram apresentados no sábado, mas que estão inscritos na Liga, tal como o próprio Samuel).
Na lista da Liga, além de Caike, Antoine e Miguel Patrício (e Samuel), estão mais jovens. Um deles, Diogo Cordeiro, extremo, 18 anos, é completamente desconhecido para mim (mas tem feito todo o percurso na formação do Rio Ave).
Chegou a hora de competir: a dúvida que me acompanha para a nova época
4.8.26
Precisamos mesmo de um '10'?
No final do jogo de apresentação, Sotiris afirmou que "acredito que em breve teremos aquilo de que necessitamos, um segundo lateral esquerdo e, talvez, um número 10".
Se relativamente ao defesa-esquerdo não há dúvidas (Abbey não pode fazer a época toda, pena não haver nos sub23 quem possa ser o seu suplente), já quanto ao '10' há duas notas a ter em conta:
1) Reparem que Sotiris diz 'talvez', em vez de ser tão taxativo como com o defesa;
2) Este talvez... talvez tenha a ver com o tempo de recuperação de Aguilera. Até agora, tem sido Blesa o substituto, mas talvez Sotiris não queira abdicar do seu melhor ponta de lança. A questão é que quem vier terá de ser melhor do que Aguilera, caso contrário virá para suplente.
Em resumo, quanto mais depressa Aguilera regressar menos necessário será contratar um '10', que - bem trabalhado - até poderia ser Ryan ou Miguel Patrício?
3.8.26
O onze que vai a Barcelos foi o que começou frente ao Tondela
Olhando para o onze que Sotiris fez alinhar de início no jogo de apresentação (Ennio Van der Gouw, João Tomé, Brabec, Gustavo Mancha, Nelson Abbey, Ntoi, Diogo Nascimento, Blesa, Galcik, Bezerra e Tamble), parece-me claro que é assim que vamos começar o campeonato.
Não é apenas por ter sido o último jogo de preparação, é também porque é isso que nos dizem os números dos jogos-treino anteriores e porque há a tal base da época passada.
Se repararmos há apenas dois reforços no onze: Galcik no lugar de Spikic e Diogo Nascimento a fazer de Nikitsher. Este último era absolutamente esperado, o primeiro poderá ser uma surpresa, até porque havia, no plantel, Medina e Lobato.
Falta referir Vroussai, que não fez qualquer jogo de preparação e do qual nada sabemos: alguém imagina um titular no Benfica, Sporting ou Porto que não tenha feito um jogo de preparação, sem que o respetivo clube não tenha dado informação sobre o que se passa? Somos pequenos, mas ainda nos fazem(os) mais pequenos.
No seu lugar jogará João Tomé que, como se recordarão, foi dado como contratação do Marítimo. Talvez a indisponibilidade de Vroussai tenha precipitado a sua continuidade.
Comentário final: a confirmar-se este onze, Sotiris está finalmente a jogar com os melhores e não com os nomes nas camisolas.
1.8.26
Último teste (vitória por 3-1), algumas respostas e lacunas por resolver
28.7.26
André Luiz: a valorização milagrosa
27.7.26
Entre o que foi dito em Assembleia Geral e o que está escrito - algo não está correto
23.7.26
5º jogo de pre-época realizado: vitoria por 5-2
Uma equipa com muitas opções no ataque (excesso de extremos?)
Neste momento há seis extremos [Atualizo: entre eles está Samuel, sobre o qual não tenho a certeza em que posição joga]. É claramente gente a mais.
Mesmo contando com lesões e castigos, jogam dois, mais dois no banco.
Não sei se irá sair alguém, mas Spikic é o primeiro nome que me vem à cabeça.
Em contrapartida temos dois pontas, sendo que Blesa poderá ser usado à frente do meio campo, enquanto Aguilera não está a 100 por cento.
Continua a faltar um defesa-esquerdo.
Não é fácil perspetivar um onze nesta altura:
Ennio/Miszta, Vroussai, Brabec, Mancha e Abbey; Nikitscher/Ntoi, Diogo Nascimento e Aguilera (Blesa); Samuel/Bezerra, Tamble e Roland?
















