21.4.21

Maritimo: precisa-se de comprimidos para a confiança

Acho que hoje dissemos definitivamente adeus à Europa. Já só nos faltam 6 jogos e o Paços que também perdeu esta jornada apesar de tudo já está um bocado longe demais. A ansiedade que se vivia pela esperança de chegar de novo a um lugar europeu deve desaparecer definitivamente. Agora vamos poder jogar descontraídos, praticar bom futebol, valorizar o espectáculo e vamos conseguir bons resultados. No final vamos poder dizer que podemos ter falhado, mas que  saímos de cabeça erguida.

Hoje faltou confiança. Já tem faltado noutros jogos, mas hoje foi mais evidente. Esmagamos o Marítimo contra a parede, mas o moral falhou para termos a dianteira nas situações de um para um, naqueles desequilíbrios que vergam as defesas adversárias. Quando a confiança está em níveis de depósito na reserva, qualquer pequeno erro transforma-se em desastre, qualquer ataque dos opositores torna-se em situações de golo eminente. Hoje foi de novo assim. Hoje vi de novo os penalties contra o Milan, essa assombrada memória que nos minou toda a temporada, essa semente depressiva de tristeza persistente que germinou dentro de nós, essa outra pandemia que vivemos acorrentados sem força pra quebrar um elo e escapar velozes como a nortada. 

Até já Europa. Para o ano não vamos aí, mas não deixaremos sonhar e lutar pelo regresso. 

12.4.21

Ainda sobre os dedos em riste do treinador.

foto: site oficial do Rio Ave

Não devemos reclamar para nós em cada momento, em cada situação, um regime de excepção para o que, em circunstâncias normais, consideramos ser a atitude, o comportamento, o padrão exigíveis a outros. Encontrar sempre um escape para justificar estarmos nós, grupo ou individuo, dispensados de cumprir com o que exigimos e apontamos a outros é desonesto. Pode ser confortável para o nosso ego, mas no fundo só nos retira credibilidade. 

Não é, pelo histórico do nosso actual treinador, de todo o caso. O treinador justificou-se na conferência de imprensa, o clube e muito bem, publicou um comunicado. Concedo e condescendo ao treinador a humanidade do acto. Gostava, porém, que Miguel Cardoso para além de tudo o que disse na conferência de imprensa, não pedisse apenas desculpas ao Boavista. O treinador afirmou estar bem consciente da sua responsabilidade social e no seguimento desse contexto apresentasse desculpas pelo acto em si. Não o fez, admito que não tenha sido propositado, nem sempre a presença de espírito num momento assim nos ajuda e não ajudou nem na conferência de imprensa, nem antes quando fez o gesto.

Espero que não se repita, espero que não torne o treinador alvo de constantes provocações no futuro à procura de mais reacções semelhantes, espero, ainda que desesperançado, que o futebol seja só bola a rolar e atletas em competição pela vitória. Espero ainda para ver se haverá castigo ao treinador.

Sem perdão!

Achar que podemos justificar no final do jogo, gestos intempestivos, e conseguir passar pelos pingos da chuva sem punição, é "bacoco", ridiculo, e só piora ou aumenta o próprio gesto. Mister, eu não quero saber se pede ou não desculpa ao Boavista, eu exijo é que me peça desculpa a mim, ao clube, aos adeptos e sócios, e a todos os jogadores incluindo camadas jovens! 
MC eu não me revejo em nada do que aconteceu e culpo-o exclusimente por tudo o que de mal ainda se vai dizer sobre o Rio Ave! Saber estar, tem de ser tão ou mais importante, que a propria capacidade desportiva para fazer bons resultados! O nosso presidente não merecia tamanha falta de respeito! Nós TODOS não o merecíamos, e não apenas os do Boavista! 
Quanto  ao jogo, voltarei a falar mais tarde! 
passo palavra! Repito, https://drive.google.com/uc?export=view&id=1ueFTCMB3K7-pQlc7fk1vsn1s2lp-exht
Passo palavra!

10.4.21

Boavista, 3-3: icebergue.

O gesto do nosso treinador após o 3-3 é incontornável. Num jogo que não vi nem consegui ouvir relato, esperaria ao consultar a imprensa online encontrar um pouco mais de informação sobre o jogo. Afinal foi recheado de emoções, teve 6 golos, uma expulsão, um penalty falhado. Mas não, é o gesto do treinador que prevalece, que vai ficar na memória de toda a gente. Tenho de concordar que é normal que assim seja de tão anormal, nada usual e completamente inusitado. Um gesto assim nunca fica bem. Eu sinto-me incomodado que tenha sido feito por um dos nossos. Olhá-lo como algo espontâneo e saído do nada, algo de pura rudeza, parece-me minimalista. Acredito, quero acreditar, que o gesto foi só a ponta do icebergue. A parte invisível do icebergue não sei o que foi. Terá sido por provocações, terá sido por descarga de adrenalina depois de alguma frustração pelo jogo de hoje e os resultados mais recentes? Não sei. Faço votos que Miguel Cardoso consiga ser mais contido neste tipo de manifestações, mas não consigo apontar-lhe o dedo e julgá-lo somariamente mesmo sentindo incómodo pelo que aconteceu.

Como referi, não vi nem ouvi nada do jogo. Tinha uma secreta esperança de chegar ao Bessa e vencer com uma exibição boa. Acho-nos globalmente bem mais fortes que o Boavista. Foi pena desperdiçar um penalty e dar vantagem ao adversário com um autogolo. Terá sido mais uma tarde de astros virados contra nós ou nós virados contra eles. Vou esperar pelos jornais de amanhã para perceber. 

7.4.21

A relação do Rio Ave com os adeptos


Com a derrota caseira do último fim de semana agudizou-se um mal-estar entre os adeptos rioavistas. Ninguém gosta de ver o seu clube perder. A época tem registado resultados muito aquém das expectativas e com facilidade têm surgido dedos em riste apontados a diversos alvos, mas com preferência a jogadores e à Direcção. O Rio Ave tem uma forte presença nas redes sociais e sendo isso muito positivo, acaba por facilitar também a exposição a manifestações de desagrado de quem segue o clube. Cada moeda tem o seu reverso e é preciso saber viver com isso. Já anteriormente tinham surgido notas sobre censura nos comentários sobretudo no Facebook, situação que após a derrota com o Gil Vicente terá voltado a repetir-se.

A situação justificou inclusive uma tomada de posição do Provedor dos adeptos no site do clube no dia dia de ontem.

A forma como cada um se manifesta nas redes sociais é apenas sua responsabilidade. Acho que o clube faz muito bem em apagar um comentário quando acha que o limite da decência ou do bom-senso tenha sido ultrapassado. Já não entendo que apague um comentário quando o teor do mesmo não lhe agrade e, pelo que percebi, é disto que se trata. Como disse, há muitos proveitos a tirar da presença nas redes sociais, mas também há custos e um deles serão as manifestações de desagrado dos adeptos. Há que saber conviver com isso, por muito que nos custe ler coisas que não nos agradam. Não concordo com muita coisa que vejo nos comentários no Facebook do clube. mas tenho que perceber que há muitas sensibilidades distintas da minha e, regra geral, não as acho ofensivas da dignidade de ninguém.

Ter um clube onde só se espera que os adeptos batam palmas e aceitem sem crítica ou sem pensamento divergente tudo o que aconteça, é irreal. Estar num clube e desvalorizar quem o segue, quem o vive intensamente não faz sentido. Se o clube fosse uma SAD detida a 100% por uma pessoa que pagasse todas as contas e a quem fosse indiferente ter ou não adeptos, eu aceitaria. Não é o nosso caso. 

Na minha opinião, o clube comunica bem, tem um departamento que faz um trabalho digno, mas tem de aprender a viver com a diferença de opiniões. 

5.4.21

Detalhes de uma época sofrível

 O site da Liga fornece-nos dados estatísticos que nos permitem ter uma ideia mais detalhada do nosso desempenho jornada após jornada. A estatística nunca explica tudo, mas ajuda a entender muita coisa que por norma encontra reflexo na tabela classificativa. A tabela diz-nos que estamos na sua metade inferior. E as estatísticas?


Hoje por hoje, o que as estatísticas nos mostram é que somos um clube abaixo da média, sobretudo no que toca ao ataque, um dos 4 grandes grupos em que se divide a análise feita pela Liga. Estamos abaixo da média em todos os pontos de análise. Onde mais nos aproximamos da média é nos "remates na direcção do guarda-redes" onde o desvio é de apenas 1.61%, sendo que em valores absolutos temos 61 contra 62 de média. Os dois seguintes que mais se aproximam da média da liga são "golos de pé direito de fora da grande área" com média 2, contra 2.17 de média da liga, desvio de 7.83% e "penalties" com média de 4 contra os 4.39 de média da liga, um desvio de 8.88%. Estar abaixo da média não é mau em todos os pontos, temos por exemplo menos remates para fora do que a média da liga. 

No que toca ao desempenho defensivo as coisas não são tão más e estar abaixo da média é positivo em certos casos. Nos 5 pontos de análise à "Defesa", o nosso desempenho é melhor que a média da liga nos golos sofridos, nas bolas perdidas e nos remates interceptados. 

No grupo designado "Jogo de equipa" em 6 pontos só somos melhores que a média em um, nos cruzamentos com sucesso pela esquerda. Aqui era importante estar acima da média em todos. 

Já na "Disciplina" temos menos amarelos e vermelhos que a média, mas mais foras de jogo.

Toda a informação pode ser conferida a partir desta ligação.

3.4.21

Gil Vicente: que meninos.

Só me ocorre falar em tiros nos pés. Tenho muita dificuldade em falar depois de um jogo tão mal conseguido. Em falar, em jantar, em manter os olhos abertos. O Rio Ave joga o pior futebol da primeira liga.
Quando tudo corre mal, corre mesmo mal. Camacho lesiona-se, Aderllan se calhar também (ainda não fui à procura de saber o que lhe aconteceu, estou sem vontade...) ACTUALIZAÇÃO: falta de memória, mea culpa: Aderllan estava castigado!
e Pelé também não regressou bem da selecção da Guiné. As ausências são importantes, mas o plantel tem mais soluções. Não são jogadores iguais, nunca são, mas são alternativas, são escolhas válidas para formar sempre um 11 que seja capaz de vencer. Hoje não foram. Hoje só conseguimos ter ascendência por um período curto quando o treinador tirou Brandão e meteu Guga. Sobre Brandão não há muito a dizer. Lutou, correu, foi atrás da bola. O futebol do Rio Ave não parece gostar de um ponta de lança, Brandão ou outro. O treinador gosta de ter bola, gosta de tecer teias, de ter bola no pé, de ter controlo, de centralizar o jogo, de partir em posse de uma baliza à outra. Não parece haver alternativa a este modelo. Miguel Cardoso gosta do futebol assim, mas não terá no plantel jogadores que o satisfaçam totalmente para lhe permitir jogar como gosta. Talvez deva procurar adaptar-se ao que tem, procurar com estes atletas criar uma forma de jogar que dê mais frutos. Mas não sei se tem flexibilidade para tal. Para quem gosta tanto de ter sempre o controlo das operações e de ter um plano bem mecanizado, foi curioso ver a mudança de ideias em cima de uma substituição e não usar nem Pelé nem Anderson e que estavam prontos pra entrar e optar por Ronan. Pelé chegou a estar junto da linha com o quarto árbitro à espera de uma paragem para entrar. Pareceu desnorte. E desnorte parece toda a temporada. É natural que nestes momentos tudo se questione. Quando se tem o sal a ser esfregado numa ferida aberta é mais difícil de conter as críticas. A época é atípica, prometia imenso, mas está a servir-nos do pior que já provámos em muito tempo. Que se faça uma reflexão e que se aprenda. Não é tudo mau, mas encontramos mais feijão com bicho do que aquele que vamos poder cozinhar. A equipa partiu-se e a cola que se usou pra se consertar não está a ser muito eficaz.

Tudo espremido, perdemos porque o Gil Vicente foi melhor que nós. Não tinha tido até marcar melhores oportunidades que nós, mas jogava melhor, mais objectiva, mais solidária, mais decidida. Nós não fomos os homens que o treinador falava há umas semanas atrás. 

21.3.21

B Sad: tudo pra ganhar e só deu empate.


Começando pelo fim: Miguel Cardoso queixava-se na flash interview que pouco se jogou fruto das constantes paragens no jogo. Eu concordo. Mas também acho que uma parte muito substancial da responsabilidade de termos tido o jogo que tivemos foi nossa.

O início do jogo até foi prometedor: primeira jogada ofensiva, Camacho isolado, falta do guarda-redes adversário que é expulso e livre perigoso. Do livre nada resulta e o que veio depois foi fraco, muito fraco. Já se esperaria que a B Sad viesse a Vila do Conde para jogar fechada e a apostar no nosso erro. Confirmou-se e reforçou-se essa ideia com a passagem do tempo. A B Sad plantou-se em posições defensivas muito sólidas e ficou à espera. E muito esperou, porque o Rio Ave primou por estar ausente do jogo. A ideia que me fica é que foi um jogo de pré-temporada contra um adversário da terceira divisão. O adversário vinha pra defender, mas como cedo ficou reduzido a 10, cerrou fileiras. O Rio Ave confiante na sua qualidade achou que seria um jogo de paciência, bastava estar lá que algo acabaria por acontecer, mais que é não fosse, as camisolas ganhariam o jogo. Se calhar o problema foi jogarmos de amarelo. Mas nada aconteceu. O Rio Ave não pressionou, não carregou, não teve confiança para arriscar no um para um, não criou desequilíbrios, foi lento, desinspirado, trapalhão. A B Sad não teve muito trabalho, não se desgastou, ficou atenta e sem suor, sem aflição resolveu tudo. Quando algo falhou na defesa deles, apareceu o poste a resolver. E essa cabeçada ao poste de Camacho foi um oásis.
Foi muito pobre a nossa produção. Como se quer ganhar um jogo se contra 10 não se faz sentir ao adversário que está com menos 1 e que vai ter de sofrer muito para não perder? Por isso, mesmo concordando com Miguel Cardoso no que toca ao tempo de jogo, há que fazer uma autocrítica também forte. A equipa deve fazê-lo e o treinador também deve fazê-lo, porque não foi capaz de arranjar forma de contornar o adversário, queimou substituições e até atirou com a moral de Meshino para o fundo do poço. Metê-lo em jogo e depois tirá-lo foi cruel. Não sei o que o jogador pensará e sentirá, mas nas circunstâncias em que aconteceram estas trocas eu não estaria nada feliz. Miguel Cardoso esteve mal, como também acho que errou na saída de Costinha.

Tal como o empate de Moreira de Cónegos, mais um ponto com sabor a derrota. 

19.3.21

Coisas que nos deixam contentes

Paolo Maldini antes do jogo de ontem do seu clube terá aconselhado os jogadores do Milan a não se esquecerem do jogo contra o Rio Ave na Liga Europa. Um dos jogos mais incríveis mas ao mesmo tempo traumáticos para nós é referência num gigante europeu. A derrota custou, mas fica para a história.

Entretanto o Rio Ave anunciou que Meshino está convocado para representar os Sub24 do Japão com vista à presença nos Jogos Olímpicos. 



Boas notícias para todos, mas sobretudo para o jogador que tem tido uma utilização pouco mais que marginal no Rio Ave. Gostei sempre do jogador quando o vi jogar, mas os treinadores têm tido outra opinião. Meshino é mais um atleta do clube a ser chamado a uma selecção, mesmo não sendo a principal do seu país. 

Falta ter um atleta nosso a ser internacional A por Portugal. Aquele que esteve mais perto foi Roderick, mas acabou por não se concretizar a internacionalização. 

18.3.21

O futebol para homens regressa a casa.

foto: maisfutebol.iol.pt

Não podia concordar mais com as palavras de Miguel Cardoso: esta liga não está para meninos.

Nós, que somos o último da primeira metade da tabela, vamos defrontar domingo o primeiro da segunda metade. Se vencermos seremos sempre 9º, se perdermos caímos para os últimos 9 (no pior cenário até 11º), se empatarmos podemos ser alcançados pelo Tondela, mas temos vantagem no confronto directo com os beirões. 

A nossa melhor série de resultados para a Liga deste ano é de 3 jogos sem perder (2 vitórias seguidas de um empate). Essa série começou com uma vitória em Faro, prosseguiu com vitória sobre o Moreirense e empate com a B SAD fora. Na 2ª volta já vencemos o Farense, empatamos em Moreira de Cónegos e falta vencer a B SAD em casa para igualar. 

As excelentes indicações da jornada anterior têm de ter continuidade domingo, falta só afinar melhor a pontaria. Para já sabemos que Ivo Pinto não vai a jogo porque tem de cumprir castigo e que Costinha tem mais uma possibilidade de confirmar que se pode contar com ele. O resto do boletim clínico vai saber-se pelos jornais, porque o clube não pode falar no assunto. 

Estejam os homens que estiverem em campo, espero que sejam exemplares e deixem orgulhosos os nossos meninos (e os graúdos também).

14.3.21

Moreirense: desperdício.

A história do jogo é simples de contar. O Rio Ave entrou forte, adiantou-se e depois foi controlando o jogo e desperdiçando uma mão cheia de oportunidades. O Moreirense é uma equipa com valor, confortável na tabela e isso notou-se, mas nunca foi superior ao Rio Ave. O tal conforto na tabela nunca os deixou nervosos nem desesperados e conseguiram fazer um golo numa jogada estranha, sem merecerem para lá de nunca terem desistido completamente do jogo. Nós perdemos uma goleada gorda, assim mesmo sem rodeios. Se não ganhamos a nós o devemos e vamos ter dificuldades em dormir. Foi, para mim, o nosso melhor jogo e sabe a derrota este ponto.

No final, com tanta desilusão, veio algo surpreendente. 

A forma inteligente como Miguel Cardoso abordou a flash interview merece o meu aplauso. Enquanto estaríamos todos a detonar a equipa pelos falhanços, o treinador foi brilhante na forma como perante o desânimo quis dar os parabéns à equipa e lembrar-nos que já estivemos bem e perdemos e que já estivemos mal e ganhámos. E fê-lo serenamente, sem dedos em riste nem dramatismos. Quem fala assim é líder. Quem fala assim merece a minha admiração. 

12.3.21

Regressamos ao estádio a 19 de Abril?

 A confirmar-se são mais 5 semanas de futebol no sofá.

De qualquer maneira, não é certo que seja assim. A data é avançada pelo Presidente da Liga uma vez que é nesse dia que está prevista a abertura de eventos exteriores com lotação reduzida e a reabertura das salas de espectáculos. Se não se confirmar a data, teremos de esperar por 3 de Maio. 

Todos temos saudades de estar no estádio. Todos ansiamos por voltar à mesma vida que tínhamos até finais do ano de 2019. O futebol e o desporto em geral têm padecido muito com falta de público, mas há que ser pacientes, não há volta a dar. 

8.3.21

Pequenas notas sobre a vitória de ontem

 - Costinha voltou a ser titular e cumpriu. Não é Ivo Pinto, não tem a mesma desenvoltura, a mesma capacidade de decisão e a mesma projecção ofensiva que o habitual titular, mas o caminho faz-se caminhando e é com tempo de jogo que se adquirem e amadurecem algumas capacidades. Costinha tem tudo para dar certo, espero que consiga o tempo de utilização que precisa e que tenha ambição qb sem nunca perder o norte. Será fácil envaidecer com elogios, não será fácil conviver com duras críticas e comparações quando as coisas lhe correrem menos bem. 

- Enquanto via o jogo fiquei com a sensação que Filipe Augusto sofreu mais faltas do que aquelas que fez. Consultando estatísticas vi que não foi assim, fez e sofreu o mesmo número de faltas, 4. 


fonte: Sofascore

Achei o jogador mais tranquilo que o costume, tão interventivo como sempre, mas mais ponderado. Gostei. Filipe Augusto é dos nossos melhores jogadores, quando está em boa forma faz muita diferença e espero que esses momentos voltem depressa.

- Sávio: veni, vidi, vici. Substituído de novo, porque as pernas estão pesadas pela muita competição que trouxe do Brasil, mas é reforço e dono absoluto do lugar. Quando Coentrão regressar vai ter muito que lutar para ganhar o lugar ou então vai voltar às origens e jogar mais adiantado.

- O Rio Ave acabou a jogar com 3 centrais, 2 laterais, 4 médios centro e um avançado. Confesso que quando vi as entradas de Tara e Monte fiquei surpreso. Esperava que com o jogo mais que controlado o treinador apostasse em Anderson ou Meshino para fazer companhia a Ronan. Não sei porque não o fez. Acredito que a sua personalidade controladora se tenha projectado no encontro: os 3 pontos estariam conquistados e importante era conter algum impulso final atacante do adversário. Não sei se foi isto ou não, foi o que me ocorreu. O que quer que tenha sido não gostei. Parecia que estávamos a defender com 10 atrás da linha da bola, em casa contra um adversário que não causou assim tantos problemas. Mas toma as decisões quem pode, no final contam os pontos e esses não falharam.

7.3.21

Riio Ave 2 Farense 0 - vitória sem mácula

Vitória perfeitamente ajustada ao jogo. Não foi preciso ser brilhante, mas foi um Rio Ave competente, concentrado e pragmático. 

A equipa parece ter um 11 inicial estabilizado, a ausência de Ivo Pinto será a única alteração a fazer quando regressar, tendo Miguel Cardoso apostado nos mesmos que jogaram de início contra o Benfica. Nota-se que a confiança ainda não abunda, que a equipa ainda joga muito para trás e para os lados e arrisca muito pouco. Construir moral implica vencer e o caminho das vitórias é custoso. Curiosamente a vitória de hoje nem foi das mais caras. O Farense tinha pressão alta, dificultava a nossa saída e não nos deixava muitos espaços, mas não nos desequilibrava nem criava perigo. E foi dessa forma todo o encontro. Quando nos cederam espaço fazemos golo e daí em diante estivemos sempre muito confortáveis. O controlo do encontro era nosso, o ritmo era imposto pela nossa vontade, houve sempre um grande sentido de responsabilidade, sem facilitar nunca e emocionalmente muito fortes. Com o 2-0 de Camacho o jogo não acabou literalmente, mas quase.

Importante vitória e um bom jogo. Vencer o próximo seria um óptimo. 

3 jornais, 3 equipas.

Não há consenso nos 3 desportivos diários quanto à equipa que o Rio Ave vai apresentar logo contra o Farense. 
A diferença está no lateral direito.
Para O Jogo será Ivo Pinto, para A Bola será Costinha e para o Record será Nelson Monte.

Ontem o treinador falava em equipa forte e para mim é indiferente quem jogue desde que se confirmem as palavras do treinador e cheguem os 3 pontos. 

4.3.21

Uma estatística que nos honra


Nos últimos 10 anos somos a sexta equipa com mais pontos somados em Portugal. O quinto com vantagem larga sobre nós é o Guimarães e 19 pontos  atrás de nós vem o Maritimo.

De certa forma é mais um atestado de quão atípica está temporada tem sido. 

3.3.21

Um olho no gato, outro no peixe.

Hoje por hoje é desolador olhar para a tabela classificativa. Mas não há volta a dar, é isto que temos.
Descida a 4 pontos, um honroso sétimo lugar a 6. Os 13 jogos que faltam dão muita margem de manobra, mas só a dão se a soma de pontos acontecer. O Farense, próximo adversário, parece ser um oponente acessível, mas também pareciam outros com quem perdemos em nossa casa. A nossa favor está temporada temos a vitória em Faro, a única fora da primeira volta. A história conta-nos como chegamos até aqui, mas o que acontece daqui em diante está pra ser visto. Resta esperar que a história se repita. E fazer por isso, claro. 

2.3.21

Ecos do jogo de ontem

 3 jornais desportivos, 3 visões distintas sobre as prestações dos nossos atletas. 

Kieszek, Borevkovic e Filipe Augusto foram os que merecem destaque.

Record

O Jogo

A Bola

1.3.21

Derrota na Luz por 2-0.

Não vi o jogo e nem sempre consegui segui-lo via rádio. É por isso difícil opinar sobre o que passou na Luz. Percebi que tivemos uma primeira parte competente, que deixamos o Benfica em dificuldades mas que nos faltou pontaria. A segunda parte desfez a intenção de pontuar, com um golo sofrido ainda dentro do primeiro quarto de hora e outro no quarto de hora final.
Jogar contra o Benfica não é por si tarefa fácil. Quando alguém gasta 15 vezes o que nós gastamos, espera-se sempre algo que nós não conseguimos alcançar. Mas orçamentos nunca ganharam jogos e com uma noite inspirada tudo pode acontecer. 

A inspiração e uma mira bem calibrada terão folgado esta noite e por isso a vitória seria mais difícil. O adversário marcou, nós não. Não é o que nós queríamos, mas fiquei com a ideia que não saímos vergados de Lisboa. 

O próximo jogo é sempre o mais importante, este já passou e há muito para conquistar. 

Zé Gomes é o novo treinador do Académico de Viseu

Um salto enorme na carreira de um dos nossos históricos. É para mim uma surpresa, mas desejo-lhe toda a sorte do mundo, menos contra nós, obviamente.

Zé Gomes é o terceiro treinador dos beirões nesta temporada. Fábio Faria, também nosso ex-atleta, segue-o nesta aventura. 

Na Luz para ver quem está melhor.

Miguel Cardoso fez ontem a antevisão do jogo de hoje na Luz. As palavras do treinador podem ser conferidas aqui, por exemplo.
O discurso aponta para um jogo difícil contra um adversário com outros argumentos e muita qualidade, ou seja, basicamente aquilo que todos esperaríamos escutar. O Benfica não está a render o que seria de esperar, o Rio Ave também não. Como a pressão está sempre do lado de quem mais investe e mais expectativas tem, vamos ver se teremos ou conseguiremos arranjar argumentos para fazer com que o mau momento do adversário se prolongue mais uma jornada. 

No entanto, o mais interessante da antevisão feita pelo treinador, para mim, são duas coisas:
1 - o reconhecimento que esta época vai ser difícil até final e que não há objectivos definidos para lá do jogo que se segue no sentido de lá chegar bem e ser capaz de vencer;
2 - "sem rodeios" (sic) o treinador afirmou que Ivo Pinto e Coentrão não vão a jogo por estarem lesionados. Que me lembre, em muito tempo, é a primeira vez que o clube se pronuncia sobre lesões. Uma novidade que saúdo porque não gosto da estratégia de nada dizer aos adeptos. 

25.2.21

Derrota pesada dos Sub23

O jogo com o Benfica para a Taça Revelação acabou numa pesada derrota por 0-4. 

O desempenho deste ano tem ficado muito aquém daquilo que o escalão vinha produzindo nos 2 últimos anos. Não sou um seguidor atento da equipa de Sub23, por isso não sou a melhor pessoa para opinar ou estabelecer comparações sobre recursos (humanos ou outros) e outros factores que possam contribuir para este desempenho menos conseguido. Limito-me a registar aquilo que é evidente e que nenhum rioavista gosta: 2020-2021 não tem sido ano bom. 

O Rio Ave é agora 6º na série das equipas que não lutam pelo título. 


Seja a equipa principal sejam as duas logo abaixo (B e Sub23), andamos longe daquilo a que nos habituamos no passado recente. O final da época ainda está algo distante, mas nunca é cedo para se abrir o bloco de notas e anotar o que se fez, o que se vai fazendo e se pensa fazer, para que no futuro o que for identificado como menos bom não seja repetido. 

23.2.21

Tarantini é candidato a vice-presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol

 


O nosso capitão Tarantini, que se aproxima cada vez mais do ocaso na sua carreira de futebolista, tem ganho cada vez mais destaque com a sua actividade fora do relvado. O próprio no seu site pessoal apresenta-se como "Futebolista Profissional, Orador, Autor e Investigador".

O seu trabalho de sensibilização para que os atletas profissionais se preparem para uma vida pós-futebol, leva-o agora a integrar a lista de candidatos encabeçada por Joaquim Evangelista para o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol no cargo de vice-presidente. O recandidato a presidente do sindicato deixa elogios ao nosso capitão na apresentação do seu projecto. "O nosso candidato a vice-presidente é o Tarantini [médio do Rio Ave], e ele é um exemplo de conciliação entre a vida profissional e académica, pois formou-se enquanto jogava", disse o candidato."

21.2.21

Derrota com o Famalicão

Mau, muito mau. Afinal foi uma derrota com o último em nossa casa depois de duas vitórias consecutivas.
Foi sobranceria ou maior astúcia do adversário?

Até à expulsão, e já lá vamos, o Famalicão estava a ser melhor que nós. O Rio Ave nunca pareceu muito confortável com a forma de jogar do adversário Não houve, a meus olhos, nenhum esgar da confiança que os últimos 3 jogos poderiam ter trazido. Com a saída prematura de Monte o cenário piorou. Se eu fosse árbitro também teria expulsado Nélson Monte. Não adianta andar com paninhos quentes, é recorrer de uma mentira para só nos enganarmos a nós mesmos. Ao contrário todos pedíamos vermelho, ponto final.

Depois, sobretudo pela segunda parte, não temos muito com que nos envergonhar. Tínhamos um a menos e houve vontade e empenho, não houve engenho. Por isso, à minha questão inicial respondo com astúcia famalicense.

Não estamos ainda emocionalmente estáveis. O próximo jogo é de pressão maior para o adversário, o que nos favorece. Vamos lá ver se conseguimos repetir Guimarães. 

Monte mantém titularidade?

Não é essa a aposta de O Jogo e A Bola, por exemplo, que colocam Berevkovic de novo a titular. 
Difere nos diários desportivos o lado em que os centrais actuam, propondo O Jogo o regresso de Aderlan à esquerda, enquanto A Bola o coloca de novo à direita. No resto ambos apostam no mesmos atletas que venceram em Guimarães, o chamado "ataque Sporting".