28.7.26

André Luiz: a valorização milagrosa




Em fevereiro deste ano escrevemos sobre a transferência de André Luiz para o Olympiakos. Na altura, citando informações avançadas por fontes ligadas ao Rio Ave, foi referido que o negócio poderia atingir os 17 milhões de euros, apesar de a transferência ter sido formalizada por cerca de 6,5 milhões de euros. Segundo essas mesmas informações, existiriam aproximadamente 10 milhões de euros adicionais em objetivos contratuais, considerados acessíveis pela SAD do Rio Ave.



Meses depois, surge uma nova notícia que merece reflexão.

André Luiz foi agora transferido para os Estados Unidos, tornando-se, segundo a imprensa, a terceira contratação mais cara da história da MLS, numa operação avaliada em cerca de 22 milhões de dólares.

E é aqui que começam as perguntas.

Desde que chegou ao Olympiakos, André Luiz realizou apenas oito jogos no campeonato grego, dos quais apenas três como titular. Números que dificilmente permitem defender que o jogador se valorizou desportivamente de forma extraordinária em solo grego.

Aliás, se há local onde André Luiz se valorizou verdadeiramente foi em Vila do Conde.

Foi no Rio Ave que realizou a melhor temporada da carreira. Foi nos Arcos que se afirmou. Foi no Rio Ave que somou golos, assistências e exibições que despertaram o interesse de outros mercados.

Convém também recordar outro episódio.

Na altura da saída de André Luiz e Clayton para o Olympiakos, Evangelos Marinakis assumiu publicamente que existiam propostas na ordem dos 30 milhões de euros pelos dois jogadores. Declarações que causaram perplexidade entre muitos adeptos do Rio Ave, sobretudo porque acabavam por sugerir que existiam alternativas financeiras mais vantajosas.

Hoje, olhando para os números, a questão ganha nova dimensão.

Se André Luiz saiu dos Arcos por cerca de 6,5 milhões de euros e poucos meses depois participa numa operação avaliada em cerca de 22 milhões de dólares, estamos a falar de uma valorização extraordinária.

Uma valorização conseguida após oito jogos na liga grega.

Três deles como titular.

Talvez estejamos perante uma das maiores valorizações de sempre da história recente do futebol europeu.

Ou talvez haja outras explicações que os adeptos nunca chegarão a conhecer.

O que é difícil de aceitar é que o clube onde o jogador realmente se afirmou tenha sido aquele que menos beneficiou deste crescimento exponencial de valor.

No meio destas operações que, por vezes, parecem retiradas de uma partida de Football Manager, existe uma realidade impossível de ignorar:

quem assumiu o risco de apostar no jogador, quem lhe deu palco e quem o valorizou foi o Rio Ave.

E quando olhamos para os números de hoje, é legítimo perguntar se foi também o Rio Ave quem menos beneficiou de todo este processo.

Porque há situações que podem ser interpretadas de muitas formas.

Mas esta é uma daquelas que só um cego não vê.

27.7.26

Entre o que foi dito em Assembleia Geral e o que está escrito - algo não está correto



Há precisamente um mês, no dia 26 de junho, realizou-se a Assembleia Geral Ordinária do Rio Ave FC.

Entre os poucos temas debatidos, uma das questões colocadas à Presidente do Rio Ave FC, Alexandrina Cruz, incidiu sobre um assunto que há muito suscita dúvidas entre os sócios: afinal, Alexandrina Cruz tem ou não poderes executivos na Rio Ave SAD?

A pergunta surgiu porque existe uma discrepância evidente entre a informação divulgada pelo clube e a informação constante nos registos oficiais do Ministério da Justiça.

Na altura, perante os sócios presentes, Alexandrina Cruz foi clara. Afirmou que detinha poderes executivos na SAD e justificou a divergência com um alegado erro na informação disponibilizada pelo Ministério da Justiça, acrescentando que essa situação seria corrigida muito brevemente.

Passou um mês.

E não só a informação não foi corrigida como, entretanto, ocorreu uma nova atualização dos registos oficiais da sociedade.

Essa atualização, datada de 1 de julho, formalizou a saída de Lina Souloukou dos órgãos da SAD e a entrada de Konstantinos como novo membro executivo.





No entanto, há um detalhe que não passou despercebido: Alexandrina Cruz continua a não surgir com poderes executivos nos registos oficiais.

Ou seja, um mês depois da garantia dada perante os sócios, aquilo que consta dos documentos oficiais continua a não coincidir com aquilo que foi afirmado na Assembleia Geral.

Mas a situação torna-se ainda mais caricata quando se consulta o site oficial do Rio Ave.

Enquanto o Ministério da Justiça já regista a saída de Lina Souloukou, o site oficial continua a apresentá-la como membro da administração da SAD e com funções executivas.




Temos assim um cenário difícil de compreender.

Por um lado, os registos oficiais do Estado indicam uma determinada composição da administração e uma determinada distribuição de poderes.

Por outro, a Presidente do Rio Ave FC garante aos sócios que esses registos estão errados.

Por outro ainda, o próprio site oficial da SAD apresenta informação que não coincide nem com uma versão nem com a outra.

Independentemente de quem tem razão, há uma conclusão que parece inevitável: existe um problema de clareza.

E quando falamos da administração de uma sociedade desportiva, da definição de responsabilidades e dos poderes efetivamente exercidos por cada dirigente, a transparência não deveria ser opcional.

Os sócios do Rio Ave não deveriam ter de escolher em quem acreditar.

Os sócios deveriam ter acesso a informação clara, atualizada e coerente.

Porque quando os documentos oficiais dizem uma coisa, os dirigentes dizem outra e o site do próprio clube diz uma terceira, torna-se difícil exigir aos associados que compreendam a estrutura de poder existente.

Com tanta falta de clareza, talvez não surpreenda que muitos sócios sintam que a ligação entre a SAD e os associados é hoje praticamente inexistente.

E, infelizmente, um mês depois da Assembleia Geral, as dúvidas continuam a ser mais do que as respostas.

23.7.26

5º jogo de pre-época realizado: vitoria por 5-2




O Rio Ave realizou hoje um jogo de treino frente à equipa sub-21 do Nottingham Forest. 

O encontro não tinha sido anunciado pelo clube aquando da divulgação da agenda de pré-temporada. 

Como a partida não teve transmissão, é difícil tecer comentários sobre a exibição, restando apenas registar a vitória da nossa equipa por 5-2.

Os golos do RIo Ave FC foram apontados por Rolan Galcik, Diogo Nascimento, Blesa (2) e Caike.


Onze incial:
Ennio Van der Gouw na baliza, Liavas, Lomboto, Brabec e Nelson, Ntoi, Diogo Nascimento, Rolan Galcik, Miguel Patrício, Blesa e Tamble.

Jogaram ainda:
Petrasso, Ryan Guilherme, Spikic, Mancha, Lobato, Nikitscher, Medina, Samuel, João Tomé, Antoine e Caike.


Uma equipa com muitas opções no ataque (excesso de extremos?)

Neste momento há seis extremos [Atualizo: entre eles está Samuel, sobre o qual não tenho a certeza em que posição joga]. É claramente gente a mais. 

Mesmo contando com lesões e castigos, jogam dois, mais dois no banco.

Não sei se irá sair alguém, mas Spikic é o primeiro nome que me vem à cabeça. 

Em contrapartida temos dois pontas, sendo que Blesa poderá ser usado à frente do meio campo, enquanto Aguilera não está a 100 por cento.

Continua a faltar um defesa-esquerdo.

Não é fácil perspetivar um onze nesta altura:

Ennio/Miszta, Vroussai, Brabec, Mancha e Abbey; Nikitscher/Ntoi, Diogo Nascimento e Aguilera (Blesa); Samuel/Bezerra, Tamble e Roland?

 


 

22.7.26

Mais dois processos contra a Rio Ave SAD. Um deles já com agente de execução



Deram entrada mais dois novos processos judiciais contra a Rio Ave Futebol Clube – Futebol SAD.

As ações foram interpostas pela empresa R.U.A.R.S. Unipessoal Lda e pela empresa Santiago Garcia Player Agent Llc.

1. R.U.A.R.S. Unipessoal Lda (neste caso já com agente de execução)
  • Valor reclamado: 23 153,35 €


2. Santiago Garcia Player Agent Llc - Agência de representação de jogadores
  • Valor reclamado: 3 539,63 €




No total, estes dois novos processos representam um valor reclamado de 26 692,98 €.

Com estes novos registos, continuam a surgir nos tribunais ações judiciais envolvendo a Rio Ave SAD, numa altura em que os sócios continuam sem qualquer esclarecimento público por parte da administração sobre a dimensão global destes processos e os motivos que lhes deram origem.


20.7.26

A falta que faz Vroussai

De todo o plantel, há apenas dois jogadores que não fizeram qualquer jogo: Aguilera, pelas razões que se sabe (e estará mais próximo, o seu regresso) e Vroussai. Sobre o defesa direito nada de sabe, porque não há informação, mas deduz-se que estará a tratar algum problema físico (está no estágio).

João Tomé é um jogador esforçado, mas não é Vroussai. Ainda ontem, frente aos sauditas, se percebeu: todas as iniciativas atacantes foram pelo lado esquerdo, com Abbey e Bezerra em destaque. O pobre do Lobato quase não tocou na bola, porque ela nunca andou por aquele lado.

Miszta fez o primeiro jogo e também 'desapareceu'. Ennio, neste caso, é um substituto à altura. Spikic é outro que falhou os três últimos jogos, mas ninguém reparou. A estes juntou-se, ontem, a ausência de Medina. [Spikic e Medina aparecem a treinar com os colegas numa publicação feita pelo Rio Ave há dois dias]


 

 

19.7.26

Notas do 4º jogo de preparação (2-2 com o Al-Ahli). Justo, mas nós melhores

O Rio Ave começou com um onze e acabou com outro completamente diferente.

Ennio, Tomé, Petrasso, Mancha e Abbey; Nikitscher, Ryan e Blesa, Lobato, Tamble e Bezerra (sem reforços, portanto).

Ao longo da segunda parte entraram pelo menos estes jogadores (não foi fácil perceber, pela transmissão, quem era quem): Diogo Nascimento, Brabec, Ntoi, Liavas, Lomboto, Patrício, Roland, Caike e Samuel + Chamorro e Antoine (Atualizado)

O jogo começa com o Rio Ave a perder (aos 5') dois zero, dois atrasos muito mal feitos, sobretudo o primeiro de Ryan. Na primeira parte só deu adversário.

Curiosamente, com as substituições, apareceu outro Rio Ave e destacou-se Diogo Nascimento  - muita qualidade com a bola. Mais intensidade, mais entrega, bons momentos.

Destaques pela positiva também para Bezerra (todo o ataque passou por ele) e Abbey. Marcaram os nosso golos Lomboto e Ntoi.

Duas partes distintas, empate certo, mas nós fomos melhores na segunda do que os sauditas na primeira.

O Rio Ave continua a inovar e hoje criou um novo conceito: jogo à porta fechada mas apenas para os adeptos de um dos clubes, já que um canal saudita transmitiu o jogo em direto. Não foi fácil, mas pude acompanhar os 90 minutos.


 

17.7.26

"(...) as aquisições que realizei para o Rio Ave FC nesta época" (sub13) [Atualizado]

Chamaram-me a atenção para uma publicação no LinkedIn de Rafael Xavier,| Scout Rio Ave Futebol Clube. (o post foi entretanto apagado - ATUALIZAÇÃO)

Li e fiquei - honestamente! - chocado.

Provavelmente é um problema de mentalidade da minha parte (estou velho...) e coisas destas até serão normais em todos os clubes profissionais.

Mas para mim foi uma surpresa.

Primeiro, não imaginava que o Rio Ave Futebol Clube (com equipas até aos sub13) tivesse scouting.  Passou assim tanto tempo desde que os miúdos apareciam no estádio para treinar, sobretudo os de Vila do Conde e os da escolinha Tubas? A partir dos sub13 já sabemos que realidade é diferente, mas até lá?

Depois, também não imaginava que houvesse 'aquisições' de jogadores até aos sub13. Mesmo que o Rafael Xavier se tenha esquecido de por aspas na palavra, a verdade é que é assim que está escrito.

"É com enorme orgulho que vejo concretizadas as aquisições que realizei para o Rio Ave FC nesta época. Cada jogador contratado foi resultado de um processo rigoroso de observação, análise e avaliação, sempre com o objetivo de identificar atletas que se enquadrassem nas necessidades e na visão do clube".

Deixem-me insistir: estamos a falar em miúdos até aos sub13.


 

 (cortei a imagem na parte em que entram as fotos dos miúdos. Imagino que a questão dos direitos de imagem e de serem menores esteja acautelada, mas não quero ser eu a cometer o erro)

16.7.26

Notas do 3º jogo de preparação (3-0 ao Portimonense). A estreia de Diogo Nascimento

Diogo Nascimento, acabado de chegar, estreou-se no particular de ontem frente ao Portimonense. É o segundo reforço.

Onze inicial: Chamorro, Liavas, Brabec, Lomboto, Caike, Ntoi, Nikitscher, Antoine, Miguel Patrício; Medina e Samuel.

Sotiris continua a dar minutos aos jovens Antoine e Patrício. Sobre a disposição tática, é difícil falar, porque há quatro médios e dois avançados (Medina e Samuel). Golos de Medina, Miguel Patrício e Tamble (marcou ao seu antigo clube).

Durante a sessão foram ainda utilizados Ennio Van der Gouw,  João Tomé, Gustavo Mancha, Petrasso, Ryan Guilherme, Lobato, Diogo Bezerra, Tamble, Nelson Abbey e Diogo Nascimento.

Vroussai, Miszta e Spikic continuam ausentes (tal como Aguilera). A estes três, ausência também de Blesa. 


 (Se confirmar em Vila do Conde o que dele vimos no Vizela, antes de se mudar para Atenas, temos titular indiscutível)

 

 

Primeiras notas da pré-época: continuidade, oportunidades e novos protagonistas




O Rio Ave venceu ontem o Portimonense por 3-0 naquele que foi mais um teste de preparação para a temporada 2026/27. Como acontece habitualmente nestes jogos de pré-época, o resultado vale o que vale, mas há sempre algumas conclusões que podemos retirar.

A primeira é que existe uma clara continuidade da estrutura-base da época passada. Muitos dos jogadores que foram opções regulares em 2025/26 continuam a ser a espinha dorsal da equipa e isso poderá ser uma vantagem numa fase em que outras equipas ainda procuram criar rotinas e automatismos.

Depois, há os casos individuais que merecem destaque. Os golos de Medina e Miguel Patrício acabam por chamar naturalmente a atenção. Ambos foram jogadores que, na temporada passada, tiveram uma utilização reduzida ou inexistente na equipa principal. Ver os dois a marcar neste arranque de pré-época é um sinal positivo, não apenas pelos golos em si, mas porque demonstra que estão a aproveitar a oportunidade para mostrar ao treinador que podem ter um papel mais relevante esta época.

Também Tamble deixou a sua marca, reforçando a ideia de que existem vários jovens a tentar ganhar espaço num plantel que ainda deverá sofrer alterações até ao fecho do mercado.

Naturalmente, é cedo para retirar grandes conclusões. Estamos a falar de um treino conjunto, numa fase em que as cargas físicas são elevadas e em que o mais importante é ganhar ritmo competitivo e consolidar processos de jogo. Ainda assim, uma vitória por 3-0 é sempre melhor do que o contrário e permite trabalhar sobre um ambiente positivo.

Mais do que o resultado, fico com a curiosidade de perceber se jogadores como Medina e Miguel Patrício conseguirão ser aposta nos jogos oficiais. 

O próximo teste será frente ao Al Ahli. 

15.7.26

Ntoi e Aguilera integrados no estágio do Algarve

Sotiris levou 26 jogadores para o Algarve, destacando-se os 'regressos' de Ntoi (chegou mais tarde porque fez alguns jogos pela seleção grega) e de Aguilera - para mim, a grande novidade.

São 23 jogadores da equipa principal e três dos sub23: o defesa Caike e os médios Miguel Patrício e Antoine.

3 guarda-redes, 7 defesas, 7 médios e 7 avançados 


14.7.26

Sotiris: entre o balanço da época passada e os objetivos para 26/27

O míster deu uma entrevista a uma publicação grega, que foi aproveitada pela comunicação social portuguesa (e até pelo Rio Ave) para algumas noticias (para quando uma em português, a uma publicação portuguesa?).

Algumas notas essenciais dessa entrevista: 

1) O treinador diz que a época anterior foi "muito positiva", mas tenho dificuldades em perceber o raciocínio: um plantel caríssimo e extenso conseguiu a permanência a três jornadas do fim e teve uma participação na Taça de Portugal desastrosa (mesmo tendo em conta a perda de quatro titulares em janeiro).

2) Sotiris mantém uma postura de bastante humildade ("ser treinador na liga portuguesa é uma dádiva"), o que se saúda. Para quem, como eu, escreveu que Sotiris estava em Vila do Conde a fazer estágio para outros voos, esta frase confirma-o: "Este primeiro ano valeu por dez universidades; foram dez cursos de pós-graduação numa única época".

 

12.7.26

Notas do segundo jogo de preparação (2-1 ao Arouca)

 Com base naquilo que o Rio Ave nos disse sobre o jogo de ontem, algumas notas:

- 11 inicial com Ennio Van der Gouw, Tomé, Petrasso, Gustavo Mancha e Nelson Abbey; Ryan Guilherme, Tamás Nikitscher;  Blesa, Bezerra, Lobato e Tamble.

Este onze, no setor ofensivo, é bastante curioso, com quatro homens. Se Bezerra e Lobato são extremos, deduz-se que Blesa jogou a médio, para deixar Tamble na frente. É uma opção discutível, porque Blesa é o melhor marcador da equipa. Mas estes jogos servem precisamente para testes.

- Ao longo da sessão foram ainda utilizados: Brabec, Liavas, Miguel Patrício, Chamorro, Venâncio, Antoine, Caike, Samuel e Medina.

Sotiris voltou a usar os 4 jogadores dos sub23 que alinharam frente à seleção concelhia.

Além de Aguilera e Ntoi, ainda ausentes, também não foram utilizados Vroussai, Miszta, Lomboto e Spikic - será o próximo? 

Marcaram Tamble e Samuel. 

Lobato foi utilizado nos dois jogos - época de afirmação?


10.7.26

Pohlmann vai para a segunda divisão alemã? Sim, vai! (Atualizado)

 O Sofascore garante que sim (é oficial)

 

Pohlmann, o homem que fez quase 70 jogos pelo Rio Ave (sempre a jogar na frente) e marcou dois golos, não vai deixar saudades. 

Apresentado como promessa que vinha do Dortmund, nunca mostrou as suas credenciais. O regresso à Alemanha, mesmo sendo para um clube da segunda divisão, percebe-se (é sinal da avaliação que o jogador e o mercado fazem destes dois anos). E a SAD poupa ao deixar de pagar um ordenado elevado.

(estas notícias deveriam ser dadas em primeira mão pela nossa SAD, mesmo que em simultâneo com o clube para onde vai

9.7.26

A SAD e as 'notícias de treta' (silly season)

Talvez porque agora há notícias de treta o ano todo (basta ver a última meia hora dos telejornais diários), a expressão 'silly season' desapareceu do léxico de políticos e jornalistas. A expressão remete para a necessidade de, no Verão, noticiar coisas que, de outra forma, nunca seriam notícia. 'Notícias de treta' ou 'disparates' seria a tradução.

Lembrei-me disto ao ler, nas últimas 24 horas, duas informações relativas à nossa SAD: 

- a primeira diz que o indigitado diretor desportivo, João Meira (assumira funções no final de junho) já foi embora. "Razões para o divórcio entre João Meira e Rio Ave ainda estão por apurar."

- a segunda que vai haver um diretor-geral, "Bernardo Martins, antigo advogado e braço direito de António Miguel Cardoso no Vitória SC, é o novo diretor-geral do Rio Ave. Recorde-se que António Miguel Cardoso, ex-presidente do Vitória SC, foi anunciado como novo Diretor-Geral de Negócios de Futebol e Estratégia Internacional do Olympiacos, na semana passada".

Relativamente à primeira, é só mais um exemplo da instabilidade que tem marcado as posições-chave da SAD (Alexandrina Cruz é a única que se mantém desde o início, assim como Vítor Gomes).

Sobre a segunda nem sei muito bem o que dizer. Procurei informação sobre Bernardo Martins e ninguém me soube explicar. Se o seu currículo no futebol é ter sido 'braço direito' do anterior presidente do Guimarães (que esteve em funções quatro anos), parece-me muito pouco. E fico-me por aqui.

Mas continuo a dizer: se Marinakis gerisse a empresa de barcos como gere, pelo menos, o Rio Ave, já teria ido ao fundo...


 

 

8.7.26

Um arranque que não permite distrações




A semana passada ficou definido o calendário da Liga Portugal para a nova temporada e o sorteio não foi particularmente simpático para o Rio Ave.

Nas quatro primeiras jornadas, teremos pela frente o Gil Vicente, em Barcelos, recebemos o FC Porto nos Arcos, vamos ao Estoril e voltamos a jogar em casa diante do Sporting.

É um arranque exigente por qualquer prisma que se queira analisar.

Dos quatro adversários iniciais, três terminaram a última temporada no top 6 da classificação. O outro, o Estoril, apesar de ter concluído o campeonato no 10.º lugar, foi amplamente reconhecido como uma das equipas que melhor futebol praticou ao longo da época, sendo várias vezes elogiado pela sua organização e qualidade de jogo.

Não estamos, portanto, perante um início de campeonato onde haja margem para grandes experiências ou para um período prolongado de adaptação.

E é precisamente por isso que a construção do plantel assume uma importância ainda maior.

Falta cerca de um mês para o arranque oficial da Liga e seria desejável que, até lá, a estrutura tivesse já definida a esmagadora maioria das peças que irão compor o grupo de trabalho. Quanto mais consolidado estiver o plantel no início da pré-temporada, maiores serão as hipóteses de a equipa chegar preparada a uma sequência inicial de jogos particularmente complicada.

Desde a entrada da Marinakis, o Rio Ave habituou os seus sócios a mercados longos, marcados por entradas e saídas sucessivas até ao fecho das inscrições. Muitas vezes, as equipas começaram o campeonato ainda longe da sua versão final.

Mas desta vez, o contexto e passado aconselha prudência.

Um calendário como este pode rapidamente condicionar uma época. Um mau arranque gera pressão, aumenta a ansiedade e cria dúvidas. Pelo contrário, uma equipa preparada, estabilizada e com rotinas adquiridas pode perfeitamente discutir pontos em qualquer um destes encontros.

A questão é simples: quando o campeonato começar, o Rio Ave já terá o seu plantel praticamente fechado ou continuará à espera das habituais movimentações de final de mercado?

A resposta poderá ter influência direta nos primeiros resultados da temporada.

E, por vezes, os campeonatos começam a definir-se muito antes da primeira jornada. Começam na forma como são preparados.

5.7.26

Rio Ave estreia primeiro reforço (Samuel Alves)

Samuel Alves, o jovem atacante de 18 anos, com origem no Botafogo, que assinou até 2030, estreou-se ontem no jogo-treino frente à seleção concelhia (foi suplente utilizado).

 Além de 19 dos 21 elementos ao dispor de Sotiris (faltaram Ntoi e Aguilera, este ainda em recuperação), a equipa recorreu a alguns jogadores dos sub23 (Patrício, Venâncio, Caike e Antoine), sobretudo na segunda parte, quando foi preciso meter laterais. Por falar nisso, João Tomé também jogou. 

O Rio Ave FC iniciou a partida com Ennio Van der Gouw, João Tomé, Lomboto, Gustavo Mancha, Nelson Abbey, Ryan Guilherme, Liavas, Miguel Patrício, Spikic, Lobato e Blesa.

Durante o encontro, foram ainda utilizados Miszta, Venâncio, Petrasso, Brabec, Caike, Nikitscher, Antoine, Medina, Olinho, Tamble, Bezerra ,Chamorro e Samuel Alves

(8-0, resultado final

2.7.26

O plantel neste momento

Sotiris tem 21 jogadores neste momento à sua disposição [não estou a incluir João Tomé porque, embora ainda não seja oficial. e continue a treinar, já foi dado como certo noutro clube, sinal de que o Rio Ave está disponível para rescindir com o jogador].

O mais importante será dizer que o onze-base que terminou 25/26 está novamente à disposição do treinador. Provavelmente ainda sairão mais jogadores, mas haverá continuidade do plantel.

Claro que 21 jogadores não serão suficientes para fazer uma época completa, pelo que se espera a chegada de dois laterais (também estou a dar como certa a saída de Omar Richards, mas no ano passado foi e voltou...) e pelo menos mais um extremo. Como 23 jogadores é um plantel curto (25 é o normal) é de esperar a contratação de 5 reforços (talvez mais um ponta de lança e outro extremo, já que os restantes setores estão preenchidos).  

(corrigido, com a inclusão de Bezerra) 




 

1.7.26

Confirmada a entrada do novo administrador para substituir Lina Souloukou

Alexandrina Cruz confirmou que Lina Souloukou deixou de ser Vogal e Administradora Executiva da SAD e para o seu lugar entrou, como já tinhamos adiantado, mas com publicação hoje no site do Ministério da Justiça, Konstantinos Chatzimanolis. É grego, vive em Londres, é arquiteto e trabalha para o Nottingham. São dele os projetos das obras em curso na zona do nosso Estádio. Será também Vogal e Administrador Executivo.

Não sendo um homem do futebol, nem tendo o acesso direto que Lina tinha a Marinakis, a SAD do Rio Ave fica a perder. Talvez compense se desenhar uma bela bancada...

(não se pode confiar no LinkedIn...)
 

30.6.26

Talvez tenha passado despercebido: O Rio Ave transformou-se no quintal do Olympiacos?


Arrancou ontem oficialmente a nova pré-temporada da Rio Ave SAD. O treino de ontem deixou no ar um sentimento amargo: o da total falta de respeito pelos sócios.
No meio do plantel que se apresentou em campo, estava uma cara bem conhecida. Gustavo Mancha.



Para quem não se lembra, o jovem central brasileiro chegou a Vila do Conde a 2 de fevereiro, emprestado pelo Olympiacos. O seu contrato de cedência era claro e taxativo: terminava no final da época passada. Matematicamente e legalmente, Gustavo Mancha deixou de ser jogador do Rio Ave no fecho da temporada.



Isto acontece porque partilhamos o mesmo dono, Evangelos Marinakis. Mas há limites. Esta gestão "silenciosa" e sem dar cavaco a ninguém deixa uma certeza dolorosa: o Rio Ave está a ser tratado como o autêntico quintal das traseiras do Olympiacos.

Será que a direção se esqueceu de que o Rio Ave tem sócios? Será que acham que a nossa massa associativa não merece saber quem entra e quem sai do plantel? Hoje em dia já nem se dão ao trabalho de anunciar os jogadores que integram o arranque dos trabalhos, gerindo o clube como se fosse uma mera extensão de uma multinacional grega.

Gosto do Mancha e do seu rendimento em campo, mas o Rio Ave é uma instituição com mais de 87 anos e os seus sócios mereciam ser tido mais em conta.

Que a direção do clube/SAD se lembre de que o clube é de Vila do Conde, não de Piraeus.

29.6.26

Agora não há dúvidas: Alexandrina Cruz é a pessoa com mais poder na SAD

Já sabíamos que era em simultâneo presidente do Clube e presidente do Conselho de Administração da SAD, mas a Assembleia de sexta-feira serviu para esclarecer o equilíbrio de forças entre os gestores e para concluir que Alexandrina Cruz é, sem dúvida, a pessoa com mais poder.

Como os nossos leitores sabem, detetámos em fevereiro uma incoerência entre o que dizia o site e o que estava registado notarialmente no Ministério da Justiça. A questão era e é relevante porque ter ou não ter funções executivas faz muita diferença.

Confrontada, na AG por um sócio, com as diferenças existentes, Alexandrina Cruz esclareceu que é administradora executiva e que mandará retificar o registo notarial.

Mas ficámos também a saber que Lina Souloukou (a pessoa em quem Marinakis mais confiava em todo o projeto multiclube) abandonou não apenas o Nottingham mas também o Rio Ave. E que para o seu lugar o investidor vai destacar o arquiteto que tem vindo a Portugal tratar dos projetos e das obras. Poderá ser executivo, mas vive fora e pouco perceberá de futebol.

Sendo a outra administradora executiva a financeira italiana Rabuanno, também ela ausente, Alexandrina Cruz terá todo o poder concentrado nas suas mãos (a única administradora executiva em Portugal, a única que conhece a realidade do futebol português, a única com ligações à realidade do futebol). Todo aquele poder que Marinakis deixar, claro. Mas foi importante, para memória futura, esta clarificação.