2.9.26
Vender agora não evita o que aí vem
Vale apena refletir!
O que precisa realmente de melhorar
antes do mercado fechar?
Na minha opinião, a questão não passa pelos reforços nem por uma alegada revolução no onze inicial.
Basta olhar para os primeiros quatro jogos para perceber que a base da equipa continua praticamente a mesma da época passada. A espinha dorsal mantém-se e muitos dos jogadores mais utilizados já faziam parte do plantel. Por isso, não acredito que a adaptação dos novos jogadores explique, por si só, este início de campeonato.
A minha principal preocupação continua a ser o processo ofensivo.
Tenho algumas dúvidas de que jogar, em muitos momentos, com quatro jogadores de características ofensivas esteja realmente a beneficiar a equipa. Em teoria, o Rio Ave deveria conseguir criar mais oportunidades e chegar com mais gente à área. Na prática, isso ainda não aconteceu. A equipa continua a produzir poucas ocasiões claras de golo e revela muitas dificuldades na definição dos lances.
Também existem algumas questões individuais que, na minha opinião, merecem reflexão.
Na defesa, considero que o eixo central e o lado esquerdo têm dado garantias, mas o lado direito continua a suscitar dúvidas. Liavas é um jogador com entrega e compromisso, mas limitado tecnicamente, e não é um lateral de raiz(ponto final). A adaptação quanto a mim, está longe de ser boa ou suficiente. Frente a adversários de maior qualidade, como FC Porto e Sporting, as suas limitações defensivas voltaram a ficar expostas e acabaram por influenciar o rendimento coletivo da equipa.

No ataque, Bezerra continua abaixo daquilo que muitos esperavam e já vimos. Ainda não conseguiu assumir-se a par de Jalen Blesa como a referência ofensiva da equipa e, para já, falta-lhe maior influência no jogo. Tamble Monteiro, parece-me mais próximo de de Blesa, e mais entrosado. Mas ainda não são a dupla Clayton - André Luis, Blesa é talvez o único que está a um nível muito superior de todos os outros.
Também a posição de extremo direito continua sem um dono claro. Nem Spikic nem Roland Galčík conseguiram afirmar-se. Ambos são jogadores que gostam de receber a bola no pé, mas, na minha opinião, falta-lhes agressividade na procura da profundidade e maior capacidade para atacar o espaço. Em várias situações acabam por perder a posse demasiado cedo, quebrando o ritmo ofensivo da equipa. Não são jogadores de quebrar linhas.
Outra área onde espero ver evolução prende-se com a intensidade sem bola.
Outro tema inevitável é o treinador.
Sotiris Silaidopoulos continua a dividir opiniões entre os adeptos e confesso, eu também continuo com algumas reservas.
Ainda é cedo para fazer uma avaliação, sei disso, mas em alguns jogos pareceu faltar capacidade para interpretar rapidamente aquilo que estava a acontecer dentro de campo e reagir em tempo útil. Algumas substituições e alterações táticas continuam a levantar dúvidas e transmitem, por vezes, alguma inexperiência na gestão dos diferentes momentos do jogo.
Sobre este tema, subscrevo e na íntegra a análise publicada por JPM, que considero muito equilibrada e que levanta questões pertinentes sobre a evolução da equipa e da liderança técnica.
Espero sinceramente que esta percepção venha a alterar-se, porque a estabilidade no banco será um dos fatores mais importantes para o sucesso da época. O jogo frente ao Santa Clara poderá começar a responder a muitas destas dúvidas.
Mais do que o resultado, quero ver uma equipa com personalidade, mais agressiva nos duelos, mais objetiva no ataque e capaz de mostrar que aprendeu com os erros das primeiras quatro jornadas.
Se isso acontecer, acredito que o Rio Ave tem todas as condições para iniciar uma recuperação na classificação. Caso contrário, as dúvidas que hoje existem poderão transformar-se, rapidamente, em preocupação.
1.9.26
O recorde durou apenas um mês
31.8.26
Quatro jornadas depois…
confirmou-se aquilo que receávamos?
O Rio Ave soma apenas três pontos, fruto da vitória no Estoril, depois das derrotas frente ao Gil Vicente, FC Porto e Sporting. Não é o arranque que qualquer adepto desejava, mas também não pode ser analisado ignorando o contexto em que aconteceu.
Na minha opinião, continua a ser a derrota em Barcelos que pesa mais.
Não apenas pelos três pontos perdidos, mas porque obrigou a equipa a entrar numa sequência de jogos muito complicada já sob pressão. Se o Rio Ave tivesse conseguido pontuar frente ao Gil Vicente, provavelmente hoje olharíamos para esta fase inicial do campeonato com outros olhos.
As derrotas frente ao FC Porto e ao Sporting são naturalmente difíceis de aceitar, sobretudo pela forma como aconteceram, mas também é preciso reconhecer que estamos a falar de equipas construídas para lutar pelo título.
A vitória no Estoril mostrou, no entanto, que esta equipa continua a ser capaz de competir fora de casa e deixou sinais positivos para o futuro.
Agora, o calendário começa finalmente a equilibrar.
É por isso que acredito que o verdadeiro campeonato do Rio Ave começa agora.
Mais do que olhar para trás, importa perceber se a equipa consegue transformar as boas indicações dadas em alguns momentos numa maior regularidade competitiva.
Outro fator que pode marcar os próximos dias é o fecho do mercado de transferências.
Até ao encerramento da janela ainda podem acontecer entradas e saídas. Se chegar mais algum reforço, será provavelmente para acrescentar qualidade imediata ao plantel. Se houver saídas, espero sinceramente que não atinjam jogadores importantes da estrutura da equipa.
Com o mercado praticamente encerrado, deixam de existir desculpas.
A partir de agora, treinador e jogadores terão tempo para trabalhar com um grupo estabilizado e demonstrar, dentro de campo, aquilo que realmente valem.
O jogo nos Açores, frente ao Santa Clara, poderá muito bem marcar o início de uma nova fase da época.
Substituições que me deixaram confuso
Desde os tempos de Carlos Brito que me entretenho a antecipar as substituições feitas pelos nossos treinadores. Por em em alguns casos ser fácil (Luís Freire era muito previsível, por exemplo) ou por alguma experiência, tendo a acertar em, vá lá, 80/90% dos casos.
No entanto, as substituições feitas por Sotiris frente ao Sporting deixaram-me desnorteado🥴.
Primeiro, pensei que, a perder 2-0, pudesse mexer na equipa. Quando mexe, já estão 4-0.
Depois, admiti que fosse uma boa oportunidade para extremos como Medina e Lobato poderem mostrar alguma coisa. São jogadores que custaram bastante dinheiro à SAD e que não têm utilização. [admito como muito possível que possam sair até sexta-feira]
A seguir, nunca anteciparia que, chegado um ou dois dias antes, Sellouki se pudesse estrear;
Finalmente, Miguel Patrício, que no jogo contra o FC Porto entrou para o lugar de Diogo Nascimento, no jogo de sexta foi para extremo.
Se Sotiris não tivesse com Marinakis a relação que todos sabemos existir, era capaz de pensar que o treinador estaria a pressionar para, recorrendo a Antoine, Patrício ou Caike, a contratação de mais jogadores...
Em resumo: 4 jogos, 22 jogadores utilizados, Liavas é o segundo jogador com mais minutos e apenas 5 jogadores foram titulares nos 4 jogos.
29.8.26
(0-4 com o Sporting) Pesadelo em Sotiris street
1) O que já tinha sido evidente frente ao FC Porto foi ontem ainda mais claro: o Rio Ave não pode jogar com quatro avançados, deixando apenas dois homens no meio campo, frente a equipas que metem muitos jogadores no setor intermediário. Ntoi e Nikitsher andaram perdidos, sempre que o Sporting encurtava a distância entre linhas (e fê-lo quase sempre na primeira parte, até Gonçalo Inácio aparecia perto do meio campo). Esta ideia de 4-2-4 pode funcionar com equipas que vêm defender a Vila do Conde, mas - a jogar assim frente aos mais fortes - vamos perder e, talvez, perder por muitos.
2) Sem Diogo Nascimento e Abbey, dois dos três jogadores em melhor forma neste arranque do campeonato, o Rio Ave entrou mais fraco. Se acrescentarmos o facto de Vroussai ser o defesa-esquerdo e Liavas o defesa direito, estavam reunidas as condições para as coisas não correrem bem. Acresce o facto - incompreensível para mim- de Spikic continuar a ter oportunidades, quando há extremos que nem um minuto jogaram. São assim tão maus?
3) Correu tudo bem ao Sporting, é a realidade: ao intervalo tinham três grandes oportunidades e quatro golos! Mas quando o adversário - nós! - temos zero oportunidades e o guarda-redes do Sporting faz zero defesas em todo o jogo não se pode esperar muito mais. A perder dois-zero, e sem reação da equipa, talvez se justificasse uma intervenção do banco ainda na primeira parte. Achei que as substituições de Sotiris, ao longo do jogo, foram estranhas.
4) Outro problema já identificado anteriormente: o Rio Ave é uma equipa fofinha! Ao intervalo, duas faltas, contra 9 do Sporting. Porquê?
Quatro explicações, quatro golos. Uma noite para esquecer.
(melhor jogador 'do Rio Ave' em campo: Flávio Gonçalves😁😅😏😥)26.8.26
Quando os sócios descobrem os projetos do clube pelas redes sociais dos outros
Afinal, quais são os objetivos para esta temporada?
25.8.26
É a meio campo que Sotiris tem mais dúvidas. Aqui fica o meu contributo
Em três jornadas já vimos Ntoi a 6 e, nos dois últimos jogos, Nikitscher - dois jogadores muito diferentes, ainda por cima, um mais físico, o segundo mais preocupado em ocupar os espaços.
Nestes três primeiras jornadas também vimos Diogo Nascimento a 8, mas, na segunda parte do Estoril, foi finalmente possível vê-lo mais adiantado, a 10, onde - penso - muitos gostariam de o ver jogar.
Nessa posição (médio centro) tem jogado Blesa, para permitir a Tamble ser o ponta de lança.
Nem Blesa tem propriamente características de 10, nem faz sentido desperdiçar o nosso melhor avançado.
Acredito que a segunda parte no Estoril vai inspirar Sotiris para sexta: Nikitsher, Ntoi e Diogo Nascimento no meio campo; Bezerra, Blesa no meio e Tamble na direita.
É certo que é frente ao Sporting e que este 11 é muito atacante. Mas com audácia podemos conseguir pontuar.
24.8.26
Sub-19 e sub-17 já jogaram as 3 jornadas iniciais do campeonato
A evolução classificativa do Rio Ave no campeonato 26/27
Rio Ave FC — Caminho na Liga
22.8.26
(Vitória 0-2 no Estoril). Tudo nos correu bem (exceto, talvez, as eventuais lesões)
O Rio Ave entrou um pouco adormecido mas 'acordou' a partir dos 10m. Faz 1-0. A partir daí controla as operações, mas sem criar oportunidades de perigo. A desinspiração do Estoril e a inspiração de Ennio vão resolvendo.
Na segunda parte, o Estoril tenta, o Rio Ave marca. E aqui mérito para Sotiris, que tirou do onze o inexistente Galcick e meteu Tumble a extremo. Ficámos mais consistentes.
Até final, o Estoril continuou a ter mais remates (duas bolas nos ferros), mas as que foram à baliza encontraram um Ennio muito inspirado. Ele e Blesa, os melhores em campo.
Em suma, correu-nos tudo bem, exceto talvez o facto de três jogadores terem saído com problemas físicos (Abbey, Brabec e Tamble). Veremos se recuperam para sexta.
O Rio Ave venceu porque foi mais consistente e tem melhor equipa.
(O árbitro Carlos Macedo não teve influência no resultado e anulou um golo nosso por fora de jogo. Mas nos lances que mereciam dúvida e poderiam criar perigo decidiu sempre a nosso favor. Penso ser honesto dizer isto, depois do que escrevi aqui relativamente ao jogo em Barcelos)
21.8.26
Equipa sub23 estreia-se com empate frente ao Benfica (atenção a este guarda-redes)
Uma renovada equipa de sub23 iniciou ontem o campeonato, que agora se chama Next Gen. 0-0 no Seixal, frente ao Benfica. Foi também a estreia do treinador Tiago Ribeiro, que continua a sua ascensão na formação rioavista.
O Rio Ave foi melhor e mereceu ganhar, mas é fundamental destacar a exibição do nosso guarda-redes, Rodrigo Real. Fez pelo menos duas defesas 'de golo' e, para quem não o conhecia (como eu) impressionou-me. Prometo ficar atento à carreira deste jovem (tem apenas 17 anos, seria o guarda-redes dos sub19). Em março foi chamado à seleção nacional de sub18. Fez a formação no Varzim e veio para Vila do Conde em 2023.
Nenhum dos quatro jovens que estão na equipa principal fizeram parte das escolhas de Tiago Ribeiro, sinal de que estão fidelizados (pelo menos por agora) ao projeto de Sotiris.
(curiosidade: no plantel continua um jovem grego, Georgios Lemonakis, defesa direito de 20 anos, emprestado pelo Nottingham. Ontem foi suplente não utilizado)
19.8.26
Rio Ave atualiza o plantel para incluir 4 jovens
Já aqui tinha perguntado por Samuel Alves, anunciado como reforço da equipa principal, mas ausente do plantel oficial que o site publica.
Pois bem, o site foi atualizado para incluir não apenas Samuel, mas também o defesa Caike e os médios Antoine e Miguel Patrício. A partir de agora, fazem parte oficialmente da equipa principal (claro que até ao mercado fechar muita coisa pode acontecer). Samuel e Patrício até já se estrearam.
O plantel tem agora 27 elementos, com 8 avançados, 8 médios e 8 defesas (e 3 guarda-redes).
Na Liga, o Rio Ave tem mais 7 jovens inscritos, sendo um deles Dai Baldé, que esteve no banco frente ao FC Porto.
(Baldé, a surpresa da jornada passada, está em Vila do Conde desde 2019)
18.8.26
Extremos a mais, extremos a menos?
O Rio Ave fez toda a segunda volta com Bezerra de um lado e Spikic do outro. O primeiro mostrou qualidades para ser titular, o segundo nem por isso. Mesmo assim, nem Medina nem Lobato, por razões diferentes e variadas, imagina-se, mereceram a oportunidade de serem titulares (Lobato jogou os minutos finais dos últimos jogos e até deixou boas indicações, na minha opinião).
Nenhum dos quatro saiu, pelo menos até agora, mas o plantel foi reforçado com mais um extremo, Galcick, que entrou diretamente para o onze nos dois jogos disputados - ou seja, Sotiris entendeu que é melhor do que os três outros extremos.
Na verdade, o que vimos até agora não parece confirmar isso. Galcick foi, aliás, o primeiro a sair frente ao FC Porto, depois de uma exibição muito desinspirada. Medina (que já está a cumprir a terceira época em Vila do Conde, com 5 jogos pela equipa principal!) e Lobato vão continuar à espera de uma oportunidade se Sotiris apenas vir Galcick e Spikic como primeiras opções. Talvez se Lobato mudar para Lobatic tenha mais oportunidades😄...
(Medina assinou por quatro anos, esta é a terceira época)Esperar pelo fim do mercado: um risco que o Rio Ave continua a correr
17.8.26
Um ano do podcast Rioavíssimos
Faz hoje um ano que foi emitido o primeiro episódio do podcast/videocast Riovíssimos, iniciativa de Tiago Sencadas.
[Declaração de princípios: os três colaboradores do Reis do Ave fazem parte do painel de comentadores do programa, mas felizmente a equipa é bem mais vasta; ainda recentemente foi reforçada com mais um elemento]
Para quem, como eu, sabe o que é gastar muito do seu tempo a falar do Rio Ave, aqui fica uma saudação especial para o Tiago, pela persistência. Sendo o Rio Ave uma organização que comunica o mínimo e em que os seus responsáveis, estando em Atenas, Londres ou Vila do Conde, evitam o contacto com quem quer informar sobre a vida do clube, mais difícil se torna a missão.
Como é evidente, nem tudo correu bem neste ano, mas penso que não se falhou nenhuma jornada desde 17/8/25. Os erros só nos podem fazer ajudar a melhorar. Venha mais um ano, Tiago!
16.8.26
(Derrota 0-2 com o FC Porto) Não gostei, mas os portistas não são o Gil Vicente
Não gostei da exibição da nossa equipa ontem.
Alguns argumentos:
- Sotiris mete quatro homens na frente, mas deixa apenas dois no meio campo (e um deles, Diogo Nascimento, é um jogador 'suave'). Com equipas mais fortes vamos ter poucas ou nenhumas hipóteses, porque eles povoam o nosso meio campo e nós apenas conseguimos trocar a bola para os lados; pouca agressividade, uma falta em 90 minutos é recorde...
- Outra vez golos de canto??? (No primeiro, Ennio ficou mal, no segundo Liavas esqueceu-se...)
- O Rio Ave, no ataque, criou uma clara de oportunidade de golo (do outro lado estava um dos melhores guarda-redes do mundo) em 90 minutos. É pouco, muito mais, frente a um FC Porto mais fraco do que o habitual.
- Jogámos sempre com menos um. Galcick nunca entrou no jogo e quem o substituiu não fez melhor. Melhor em campo: Bezerra.
Nota final para a falta de opções no banco de suplentes: Vroussai entrou para médio centro, antes de passar para lateral direito. Dois jovens em estreia (Samuel e Patrício).
Em resumo: esperava voltar a ver a atitude que vimos em Barcelos, mas reconheço que o FC Porto não é o Gil Vicente. Sábado, no Estoril, temos o tira-teimas...
13.8.26
Pressão sobre a arbitragem é bidirecional.
O jogo de Barcelos tornou-se ainda mais importante...
Na semana passada escrevi aqui que a deslocação do Rio Ave a Barcelos podia ser o jogo mais importante do arranque da época. O motivo era simples: o calendário da Liga Portugal Betclic 2026/27 reservou ao Rio Ave um arranque particularmente exigente, com receções consecutivas ao FC Porto e ao Sporting logo nas primeiras jornadas disputadas em casa.
Infelizmente, o pior cenário acabou por confirmar-se. O Rio Ave saiu derrotado por 1-0, frente ao Gil Vicente, e perdeu uma oportunidade importante de conquistar pontos antes de enfrentar uma sequência de jogos de enorme dificuldade.
Mas a derrota acabou por passar para segundo plano devido à enorme polémica em torno da arbitragem.
Dois jogos, muitas queixas
Curiosamente, Rio Ave e FC Porto chegam ao duelo da segunda jornada com um sentimento semelhante: ambos contestaram fortemente as arbitragens dos respetivos encontros da jornada inaugural.
Em Barcelos
Do lado do Rio Ave, os motivos de contestação começaram ainda na primeira parte.
Logo aos 23 minutos, Ryan Guilherme sofreu uma entrada dura que acabou por o obrigar a abandonar o encontro lesionado. O lance não motivou qualquer sanção disciplinar, situação que nós consideramos de muito difícil de compreender.
Pouco antes do intervalo, aos 43 minutos, Tumble Monteiro caiu na área do Gil Vicente, reclamando grande penalidade, mas o árbitro Gustavo Correia mandou seguir. O VAR também não interveio.
O momento que acabou por marcar definitivamente a partida surgiu logo no início da segunda parte.
Aos 47 minutos, Andreas Ntoi viu cartão vermelho direto, deixando o Rio Ave reduzido a dez unidades durante praticamente toda a segunda parte. A decisão foi imediatamente contestada pelos Rioavistas, que consideraram a expulsão excessiva e entendem que condicionou completamente o desenrolar do encontro.
Apesar da inferioridade numérica, o Rio Ave conseguiu manter o empate até perto do final.
Contudo, aos 87 minutos, Héctor Hernández converteu uma grande penalidade e fez o único golo da partida, ditando a vitória do Gil Vicente por 1-0.
No Dragão também houve protestos
Também o FC Porto, apesar de ter vencido o seu jogo, terminou a jornada a contestar a arbitragem.
O Porto beneficiou de duas grandes penalidades, ambas assinaladas após intervenção do VAR, mas entenderam que ficaram ainda por marcar outros lances semelhantes durante a partida, transformando igualmente a arbitragem num dos temas dominantes do pós-jogo.
Pressão ou apenas coincidência?
É aqui que surge a grande questão.
No caso do Rio Ave, existem lances concretos que justificam a insatisfação: a entrada sobre Ryan Guilherme, a expulsão de Andreas Ntoi, o alegado penálti sobre Tamble Monteiro e a sensação de falta de uniformidade nos critérios disciplinares ao longo do encontro.
Já do lado portista, apesar da vitória, o discurso voltou rapidamente para a arbitragem. Cada um fará a sua leitura. Mas é impossível ignorar que esta sucessão de declarações públicas acaba sempre por aumentar a pressão sobre a equipa de arbitragem que dirigirá o jogo seguinte.
O que mais me preocupa
O Rio Ave recebe agora o FC Porto, campeão nacional, depois de uma derrota que deixou marcas e de uma arbitragem amplamente contestada.
Ao mesmo tempo, o FC Porto chega igualmente insatisfeito, apesar de ter conquistado os três pontos.
Historicamente, este tipo de ambiente raramente beneficia os clubes de menor dimensão.
Espero sinceramente estar enganado.
Mas tenho a sensação de que o Rio Ave vai entrar em campo a jogar sobre brasas.
Ainda assim, se quiser contrariar todas as dificuldades do calendário, terá de fazer exatamente aquilo que fez tantas vezes na segunda metade da última época: competir sem medo, ganhar os duelos, manter a organização coletiva e não permitir que o contexto exterior desvie a equipa do essencial.
Porque, mais do que nunca, e pelas razões que apontei no meu post da semana passada, os pontos, mesmo contra o Porto, vão fazer falta.
12.8.26
Petrasso: a primeira surpresa da época
11.8.26
O que me deixou entusiasmado
Ontem, na gravação do podcast Rioavíssimos, o nosso anfitrião Tiago Sencadas sorriu quando atribuí 14 (em 20) à exibição da equipa. 'Perdemos e atribuis uma nota tão alta?', terá ele pensado.
A justificação, para mim, é muito simples: gostei muito do empenho da equipa, da vontade que demonstraram - da atitude, em suma.
Na época passada ganhamos alguns jogos sem jogar tão bem. Domingo perdemos, mas os motivos são bem conhecidos.
Penso que o meu 14 não é apenas uma visão pessoal. O facto de equipa ter ficado largos minutos no relvado a ouvir o apoio dos adeptos, muito mais do que em certos jogos em pontuámos, mostra que a maioria fez uma análise próxima da minha.
(as imagens que o Rio Ave divulgou mostram esta bancada, mas havia mais de 50 adeptos numa outra, ao lado, igualmente empenhados em demonstrar o seu apoio)
















