8.4.26

Por onde anda…? Episódio #2: Ronan David



Quando falamos de avançados que passaram pelo Rio Ave FC, há nomes que evocam elegância e técnica apurada. Mas há outros que deixaram a sua marca pela força e pela presença imponente na área. Hoje, no segundo episódio da rubrica Por onda anda...? para traçar o rumo de um verdadeiro gigante que, durante várias épocas, vestiu a caravela ao peito: Ronan David.

O Avançado de 1,95m

Nasceu nas Minas Gerais, chegou a Portugal em 2015, ainda muito jovem, com um perfil físico invulgar: uns impressionantes 1,95m de altura. Depois de uma curta passagem pelo AD Sanjoanense (3º Liga) veio para Vila do Conde.

Entre 2015 e 2022, Ronan viveu uma relação de altos e baixos com o nosso clube. No total, foram mais de 81 jogos oficiais de caravela ao peito, somando cerca de 15 golos.

Na última temporada no Rio Ave, marcou 3 golos e 3 assistências. Uma dessas assistências, foi deveras importante para manter a equipa perto dos lugares de subida, num momento em que a equipa se arriscava a ficar longe dos lugares de subida já que na jornada anterior tinha perdido frente ao Nacional da Madeira e caso não vencesse o jogo frente ao Benfica ficaria longe dos lugares de subida. O golo foi marcado por Guga aos 94min com um trabalho exemplar de Ronan.




A Aventura no Oriente e a Nova Vida

Depois da subida de divisão, em Junho de 2022, Ronan decidiu abraçar um novo desafio na sua carreira e rumou ao Oriente, assinando pelo Seoul E-Land, da K League 2, na Coreia do Sul. 

Depois de uma época na capital sul-coreana, onde somou 7 golos e 3 ssistências, seguiu-se uma nova etapa na China onde marcou 12 golos e fez 2 assistências pelo Yanbian Longding. Na época seguinte Ronan voltou ao Japão e por lá continua. Veste as cores do Jeonnam Dragons (2ª divisão japonesa), onde é uma peça importante no ataque da equipa (época passada marcou 11 golos e fez 4 assistências), que luta pela subida ao escalão principal do futebol sul-coreano.
Vai começar uma nova temporada brevemente.


De duas em duas semanas, voltamos para descobrir um novo rasto. Até lá, por onde acham que andam os vossos ídolos?

6.4.26

Fim de semana vitorioso: Sub-15, sub-17 e sub-19 vencem os seus jogos



Depois de um fim de semana nada positivo, eis que este fim de semana tivemos um fim de semana muito positivo na formação do Rio Ave.

Os sub 15 defrontaram o último classificado, SC Salgueiros, e venceram a partida por 1-2. Com esta vitória, afastam-se bastante dos lugares de descida (de recordar que lutam na seria da permanência).



Já os sub-17, conseguiram a segunda vitória consecutiva e desta vez frente ao Benfica, fora de portas.





Os sub-19 continuam a sua fantástica temporada, e derrotaram desta vez o Gil Vicente por 1-2 e mantêm a terceira posição do campeonato sendo que o empate do Sporting frente ao Benfica permitiu consolidar o terceiro lugar no nacional.




5.4.26

Presença de Jorge Brás na ausência da Presidente e/ou Presidente Adjunto



Representar um clube é muito mais do que aparecer em fotos.

Muito mais do que marcar presença em momentos mediáticos.
Representar é estar. E estar onde faz sentido.

A representatividade é, provavelmente, uma das funções mais importantes dentro de uma instituição como o Rio Ave. Porque quem representa o clube não o faz apenas por si — fá-lo em nome de todos.

No Sábado, o Rio Ave recebeu no Pavilhão de Desportos uma das maiores figuras atuais do futsal português: Jorge Brás, selecionador nacional.
Deslocou-se a Vila do Conde para assistir ao jogo entre o Rio Ave e o Ferreira do Zêzere.

Era, por isso, obrigatório mostrar presença, reconhecimento e respeito por quem representa a modalidade ao mais alto nível.

Mas não foi isso que aconteceu.

Nem a Presidente do Rio Ave FC, nem o Presidente Adjunto marcaram presença no pavilhão.
Não estiveram lá para assistir ao jogo.
Não estiveram lá para receber uma das figuras mais importantes do futsal nacional.
Não estiveram lá para representar o clube.

Minutos depois do final da partida, no entanto, no Estádio dos Arcos, no jogo da equipa da SAD, a realidade foi diferente.
A Presidente esteve presente.
E mais do que isso, recebeu com pompa e circunstância o Presidente da Liga, Reinaldo Teixeira.



E é aqui que a questão deixa de ser sobre agendas ou coincidências.

Passa a ser sobre prioridades.

Porque quando há disponibilidade para estar num lado… e ausência no outro, a mensagem que passa é clara.

O futsal pode não ter a visibilidade do futebol profissional.
Mas é Rio Ave FC.
E quem representa o clube deve representar todas as suas dimensões — não apenas as que dão mais palco.

No final, a representatividade não é medida pelas fotografias em eventos institucionais.
É medida pelas escolhas que se fazem.

Seniores femininas vencem Damaiense e saiem da zona de despromoção

 


Importante Vitória das seniores femininas frente a equipa do Damaiense (2-0), que permite a equipa do Rio Ave fugir da zona de despromoção a 3 jornadas do fim do campeonato. (mas ainda está na zona playoff)


Parabéns!

4.4.26

As prioridades falam por si

 


Não escrevo para agradar.

Nunca escrevi.

E não será agora que o vou começar a fazer.


Escrevo de forma livre, desamarrada, com base naquilo que penso e naquilo que acredito. E assim continuarei.


Hoje, a equipa de futsal do Rio Ave disputou os oitavos de final da Taça de Portugal no Pavilhão de Desportos, a escassos 50 metros do Estádio dos Arcos. Um jogo importante, num momento competitivo relevante para uma modalidade que continua sob a alçada direta do clube.


A presidente do Rio Ave FC foi uma ausência notória.


A figura máxima do clube, a responsável maior por todas as equipas que não estão sob a esfera da SAD, não marcou presença num jogo desta importância. Desconheço os motivos — e faço questão de o dizer — mas confesso que são difíceis de compreender quando olhamos para o contexto.


Vinte minutos depois do final desse mesmo jogo, a presidente encontrava-se na tribuna do Estádio dos Arcos, a assistir ao encontro da equipa de futebol profissional.


Ou seja, não esteve presente num momento decisivo de uma equipa do clube… mas esteve presente, pouco depois, num jogo da equipa que está sob a alçada da SAD.


Cada um tirará as suas conclusões.


Não está em causa apenas a presença física. Está em causa o sinal que se transmite. Está em causa a prioridade que se define. Está em causa aquilo que, com gestos simples, se valoriza… ou se desvaloriza.


Num clube como o Rio Ave, onde tantas vezes se fala de identidade, estes pequenos grandes detalhes contam. E contam muito.


Porque liderar um clube não é apenas aparecer nos momentos mais visíveis.

É também — e sobretudo — estar presente quando isso faz a diferença.

Quer se queira quer não, estás atitudes mandam uma mensagem para a equipa. 


(Derrota 1-2 com o Alverca) Um banho de realidade

O 'velho Rio Ave' voltou esta tarde: adormecido, sem entusiasmo, com muitos jogadores ainda de férias. Para agravar sofremos um golo aos cinco minutos, através de um frango de Ennio - ainda assim, um dos melhores em campo.

Derrota justa, perante um adversário que não tem melhores jogadores mas tem melhor equipa (e treinador...).

Quando foi preciso mexer no onze (0-2 ao intervalo), Sotiris não conseguiu trazer nada de novo. Pelo contrário, até deu para perceber porque é que Ryan ainda não foi titular. 

Na segunda parte, além do golo marcado (Blesa, mais uma vez), ainda tivemos duas ou três oportunidades para marcar (Bezerra tem um falhanço monumental, proporcional ao do nosso guarda redes no primeiro golo).

Mais uma vez: as escolhas para o banco de suplentes do Rio Ave são em muitos casos indecifráveis: como não há avançados, quando foi preciso substituir Spikic (nada deu ao jogo, mais uma vez), foi Vroussai para o seu lugar, ele que já tinha atingido o limite físico há muito.  

(Pohlmann, um jogador que nunca desilude e que mantém sempre o mesmo nível qualitativo jogo após jogo: ou seja, zero!)
 

2.4.26

Corremos o risco de perder 20Milhões?

Foto: IMAGO

Na semana passada assisti ao 3.º episódio da mesa redonda do canal de YouTube do Thrylos 7 International, onde três adeptos — um do Olympiakos, um do Nottingham Forest e um do Rio Ave — discutem o momento atual dos clubes pertencentes ao universo de Evangelos Marinakis.

Uma conversa interessante, que recomendo, mas que trouxe um detalhe que me ficou na cabeça.

Segundo Ari, adepto do Olympiakos, André Luiz não está lesionado. A sua ausência das convocatórias é, ao que tudo indica, uma opção técnica. E esse dado faz-nos recuar uns meses… e levantar algumas questões incómodas.

Recorde-se que André Luiz foi transferido para o Olympiakos por cerca de 6,5 milhões de euros, numa altura em que existiam propostas na ordem dos 15 milhões por parte de outros clubes. Dias depois da transferência, surgiram notícias que davam conta de possíveis bónus associados a objetivos — aparentemente acessíveis — que poderiam aumentar significativamente o valor do negócio.

Mas a realidade atual é outra:
André Luiz leva apenas 5 jogos no campeonato grego e não joga há cerca de um mês.

Se a sua ausência se deve, de facto, a opção do treinador, então a questão impõe-se:
até que ponto esses objetivos serão atingidos?
E mais importante ainda: não estará o Rio Ave a sair prejudicado neste negócio?

A dúvida adensa-se quando olhamos para o caso de Clayton.

O avançado brasileiro, que era uma das principais figuras da equipa, também saiu por valores considerados abaixo do potencial de mercado. O próprio Marinakis admitiu que existia a possibilidade de vender Clayton por mais de 10 milhões de euros para o mercado dos Emirados, mas acabou por sair para o Olympiakos por cerca de 5 milhões.

E o impacto na Grécia?
Reduzido. Muito reduzido.

Clayton soma, até ao momento, 5 jogos e apenas 87 minutos de utilização. Um registo que, tal como no caso de André Luiz, levanta dúvidas sobre o verdadeiro papel que ambos têm — ou terão — na equipa grega.

Perante este cenário, é legítimo questionar:
Menos de 20 Milhões do que Marinakis disse que podiamos ter feito.
terá o Rio Ave tomado as melhores decisões?

1.4.26

A metamorfose do Rio Ave. Duas explicações. Uma lógica, outra incompleta

Esta semana, no podcast Rioavíssimos, discutimos o momento atual do Rio Ave e o que falta acontecer até final do campeonato.

 

O assunto mais desenvolvido foi naturalmente a transformação da equipa, antes e depois do pseudo-despedimento de Sotiris.

Da minha parte, reforcei o que aqui escrevi sobre o facto de este Sotiris ser muito melhor do que o 'antigo', mas - como expliquei - isso não justifica completamente a metamorfose.

É que há outro fator a ter em conta: a equipa, desde Braga, e mesmo já no Dragão, mostra uma combatividade que antes não existia. Há outra alegria em campo, mais garra e esforço.

Isso deve-se apenas aos jogadores que entraram? Talvez, mas não acho que explique tudo (Petrasso, por exemplo, era muito mais combativo do que Mancha; já Bezerra dá mais luta do que AL). Algo mudou no balneário. E não sou dos que apontam o dedo a Clayton e André Luiz. 

Talvez um dia ainda venha a perceber o que realmente mudou. 

Oficial: Rio Ave lança modalidade de pesca desportiva para aproximar os sócios ao clube





O Rio Ave FC anunciou hoje a criação de uma nova modalidade no clube: pesca desportiva.

A decisão, segundo o comunicado divulgado, surge no âmbito de uma estratégia de “reforço da ligação à comunidade local”, tendo em conta a forte tradição marítima de Vila do Conde.

De acordo com a direção, esta nova modalidade pretende “aproximar os sócios do clube, diversificando a oferta desportiva e promovendo atividades que estejam alinhadas com a identidade da região”.

A secção de pesca desportiva irá funcionar numa fase inicial com treinos semanais na zona costeira de Vila do Conde, estando também prevista a participação em torneios locais e nacionais. O clube garante ainda que irá disponibilizar equipamentos oficiais da adidas sendo que está a estudar com o clube de Piréu possíveis fornecedores.

A direção acredita que esta iniciativa permitirá também “criar novos momentos de convívio entre sócios, adeptos e estrutura”, reforçando o sentimento de pertença ao clube.

Está igualmente prevista a criação de eventos especiais em dias de jogo, no Estádio dos Arcos, caso o tempo permita, onde os adeptos poderão experimentar a modalidade antes do início das partidas, numa tentativa de “integrar diferentes experiências num mesmo espaço”.

O lançamento oficial da modalidade está já marcado para este fim de semana, antes do jogo frente ao Alverca. 

Nas imediações do Estádio dos Arcos será montada uma estrutura com água, onde os adeptos poderão experimentar a pesca desportiva em ambiente controlado. Esta iniciativa surge no âmbito de uma parceria estabelecida com a Formar – Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar, entidade que irá disponibilizar todo o material necessário, bem como instrutores especializados para acompanhar os participantes ao longo da experiência. 

A ideia passa por proporcionar um primeiro contacto com a modalidade, num ambiente descontraído e acessível a todos os adeptos, reforçando a ligação entre o clube, a comunidade e as tradições locais.

Se chegaste até aqui a pensar em inscrever-te na nova secção de pesca do clube,

fica o aviso:
Feliz dia 1 de Abril 😄

31.3.26

Sábado jogamos para os oitavos da Taça: direção do Rio Ave devia iniciar já campanha de mobilização



O Rio Ave prepara-se para entrar em campo nos oitavos de final da Taça de Portugal de futsal frente ao Ferreira do Zêzere.

Olhando para a classificação do campeonato, as duas equipas estão bastante próximas: o Rio Ave ocupa o 5.º lugar com 29 pontos, enquanto o Ferreira do Zêzere surge logo atrás, no 6.º posto com 27 pontos. A diferença é mínima, e isso espelha bem o equilíbrio entre ambas ao longo da temporada.

Mas há um dado que não abona a nosso favor: nos dois confrontos já realizados para o campeonato, o Rio Ave saiu derrotado em ambos.

Se por um lado o Rio Ave tem demonstrado qualidade suficiente para se bater com equipas do seu nível e garantiu a presença nos lugares de acesso aos play-offs, por outro, tem revelado dificuldades precisamente contra alguns adversários diretos — e o Ferreira do Zêzere é um exemplo claro disso.

vai o Rio Ave conseguir inverter a tendência e superar o Ferreira do Zêzere?

Sábado, às 15h30, no pavilhão de desporto, decorrerá o jogo.

Antes do jogo da equipa principal de futebol.

Seria interessante o clube, iniciar desde já uma campanha para que o pavilhão de desportos estivesse cheio no próximo Sábado aproveitando o facto da equipa principal de futebol jogar a seguir ("convidando" as pessoas a irem antes ao pavilhão)

30.3.26

Fim de semana de derrotas para o Rio Ave nas várias frentes

 



Num fim de semana marcado pela paragem das competições devido aos compromissos internacionais, foram poucas as equipas do Rio Ave em ação. No entanto, aquelas que entraram em campo tiveram um desfecho comum: todas perderam.


A equipa de sub-15 somou a segunda derrota consecutiva, desta vez frente à Académica, por 1-2, num resultado que surpreende. O adversário era o último classificado e ainda não tinha vencido nesta fase, para além de o jogo ter sido disputado em nossa casa.

Recorde-se que o Rio Ave está inserido na série de manutenção do campeonato nacional e luta pela permanência. Com este resultado, a equipa desce ao 5.º lugar, ficando com 4 pontos de vantagem sobre o 8.º classificado, posição que já dá despromoção — atualmente ocupada pelo Académico de Santarém, que ainda tem menos um jogo.

Apesar do cenário não ser alarmante, estas duas derrotas consecutivas devem servir como um alerta sério para o que resta da fase.



Já os sub-23 regressaram às derrotas após oito jogos consecutivos sem perder, ao serem batidos pelo Estrela da Amadora.

Ainda assim, o impacto classificativo é reduzido: o Rio Ave mantém-se no 1.º lugar da chamada “série dos derrotados”, continuando a liderar o seu grupo.




No futsal, o Rio Ave saiu derrotado por 6-5 na deslocação ao Torreense, num jogo equilibrado e com muitos golos.

A equipa já tem garantido o apuramento para os play-offs de campeão, mas este resultado pode complicar a luta pelo 4.º lugar, posição estratégica que permitiria evitar, numa fase inicial, os três principais candidatos ao título: Benfica, Sporting e Braga.

Neste momento, o Rio Ave ocupa o 5.º lugar, o que ditaria um confronto com o Leões Porto Salvo — equipa que já vencemos por duas vezes esta temporada. Ainda assim, faltam disputar duas jornadas decisivas, frente ao Braga e ao Quinta dos Lombos, que poderão alterar este cenário.





25.3.26

Por onde anda…? Episódio #1: Diego Lopes

 


Há jogadores que parecem desenhados para um clube. Quando pensamos no futebol de posse, técnico e esclarecido que o Rio Ave FC nos habituou na melhor década da sua história, é impossível não recordar aquele médio franzino, de toque refinado e visão de jogo privilegiada, que tratava a bola por "tu". Hoje, abrimos a rubrica com um nome que deixou saudades em Vila do Conde: Diego Lopes.


O Menino de Ouro de Vila do Conde

O Diego Lopes chegou a Portugal muito jovem para a formação do Benfica, mas foi no Rio Ave que se fez homem e jogador profissional. Entre 2012 e 2015, foi uma das figuras de proa de uma das eras mais bonitas do nosso clube, ajudando o Rio Ave a chegar a finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga, e estreando-se nas competições europeias.

Quem não se lembra da forma como ligava o jogo com uma facilidade tremenda? Depois de uma breve saída para a Turquia, Brasil e Grécia, voltou a casa em 2017/2018, permanecendo a janela de transferência de inverno de 2020/2021. No total, foram 201 jogos de caravela ao peito, tornando-se um dos estrangeiros com mais história no clube.

(António da Silva Campos, entregou a Diego Lopes uma camisola a simbolizar os seus 200 jogos de caravela ao peito dias antes da sua saída definitiva do clube )


A Aventura no Oriente

Em janeiro de 2021, com 27 anos, Diego foi vendido por 1,8 Milhões de euros e assinou pelos Lion City Sailors, de Singapura. Fez duas épocas e meia por lá, conquistando o campeonato e a Taça de Singapura, somando 31 golos (dados Zerozero)

Depois de Singapura, seguiu-se uma curta passagem pela Superliga Chinesa ao serviço do Qingdao Hainiu, onde continuou realizou apenas uma temporada.


E agora... por onde anda?

Aos 31 anos, Diego Lopes encontra-se atualmente sem clube. Depois de terminar a sua ligação ao clube chinês no final de 2024 não assinou por mais nenhum clube.

Para muitos rioavistas, o "camisola 10" foi uma das maiores promessas que passou pelo Rio Ave: aos 18/19 anos já era uma das peças fundamentais da equipa do Rio Ave e com 20 anos fez parte da equipa titular que foi ao final da Taça de Portugal e da Liga).

De duas em duas semanas, voltamos para descobrir um novo rasto. Até lá, por onde acham que andam os vossos ídolos?

24.3.26

Plataformas destacam Vrousai no onze da jornada 27



Terminada a jornada 27 do campeonato, Vrousai foi um dos jogadores em maior destaque e isso refletiu-se nas avaliações das principais plataformas que analisam o rendimento individual dos atletas.

O jogador do Rio Ave foi incluído no onze da jornada em todas as plataformas mais conhecidas de análise estatística e desempenho, nomeadamente na B24 (Flashscore), GoalPoint e zerozero.







 

23.3.26

Sotiris II é muito melhor do que Sotiris I

No dia 11 de fevereiro fomos todos surpreendidos pela notícia de que a SAD procurava um novo treinador. Não pelo facto em si, mas pelo timing. O Rio Ave vinha de quatro derrotas seguidas e o jogo em Braga (3-0) não ajudou.

Pelo que então foi noticiado, por toda a comunicação social e também por nós, houve convites, que foram rejeitados. Quando perguntaram a Sotiris se seria o treinador na jornada seguinte ele disse que teriam de perguntar à administração.

Frente ao Moreirense e mesmo no Dragão, mais duas derrotas, mas notava-se qualquer coisa de diferente. Sotiris ficou, mas mudou. A seguir ao jogo com o FC Porto, chamei-lhe Sotiris II e perguntei: "Será que o novo Sotiris vai mostrar ao velho Sotiris como se faz?" 

Exatamente um mês depois, e com 10 pontos feitos em 12 possíveis é possível perceber que algumas coisas mudaram mesmo:

1) O sistema tático: antes o meio campo do Rio Ave andava perdido e manietado pelo maior número de adversários na zona. Ao tirar um central e meter mais um no meio campo, as coisas equilibraram-se. Ainda por cima a escolha foi muito acertada: Nikitscher, que antes não contava, é agora titular indiscutível.

2) Sotiris passou a chamar aqueles que são e estão melhores. Jogadores como Nikos (regressou à Grécia), Omar, Liavas ou Papakanellos desapareceram das opções. A minha dúvida continua a ser Pohlmann, porque acredito que Graça faria melhor.

3) Os reforços (sobretudo, Blesa, Bezerra ou Mancha) podem não ser tão talentosos como aqueles que vieram substituir, mas estão mais empenhados e nota-se mais compromisso na equipa. O guarda-redes é 10 vezes melhor do que Chamorro.

Há um outro fator que muitos referem: Clayton e André Luiz, nas últimas semanas, estavam com a cabeça fora dos Arcos. É provável e natural que seja verdade, mas deram muito à equipa enquanto cá estiveram. Não concordo com quem diz que estamos melhores sem eles.


(além disso, veio Bruno Alves. Coincidência ou também ajudou a trazer outra garra à equipa? Com ele, ainda não perdemos...) 

Seis anos depois, três vitórias seguidas



Começo por dizer que, pela primeira vez esta temporada, não vi o jogo do Rio Ave.

Por essa razão, torna-se difícil fazer uma análise detalhada sobre aquilo que se passou dentro de campo, avaliar opções, rendimento individual ou até a forma como a equipa se apresentou durante os 90 minutos.

Assim sendo, esta não será a habitual crónica de jogo.
Não será um texto sobre tática, nem sobre substituições, nem sobre quem jogou mais ou menos. Desta vez, faz mais sentido olhar para algo diferente. Algo que, numa época onde tantas vezes temos falado de números negativos, merece ser destacado.

Se ao longo da temporada fomos batendo recordes pela negativa — derrotas consecutivas, séries sem vencer, dificuldades ofensivas— então também é justo dar destaque quando acontece o contrário.

E o que aconteceu no jogo frente ao Estoril merece ser assinalado.

Com esta vitória, o Rio Ave alcançou três triunfos consecutivos no campeonato, algo que não acontecia há seis temporadas.
É preciso recuar à época 2019/2020 para encontrar a última vez que a equipa conseguiu somar três vitórias seguidas na Liga, numa série que na altura foi construída frente a Santa Clara, Boavista e Vitória de Guimarães.

Pode parecer um detalhe, pode parecer apenas um número, mas não é.
Numa época marcada por dúvidas, críticas, mudanças constantes no plantel e instabilidade em vários níveis do clube, conseguir três vitórias consecutivas é um sinal claro de que as coisas melhoraram.

Não significa que esteja tudo bem.
Não significa que os problemas desapareceram.
E muito menos significa que o futuro está garantido.

Mas significa que, depois de tanto tempo a falar de quedas, há finalmente um momento em que podemos falar de subida.
Depois de tantas jornadas a olhar para baixo, há pelo menos razões para olhar em frente com um pouco mais de confiança.

Esta época tem sido tudo menos normal.
Talvez por isso, quando aparece um sinal positivo, por pequeno que seja, também merece ser registado.

Porque se fomos rápidos a apontar os recordes negativos,
também devemos ser justos quando aparece um "recorde" positivo.