29.9.26
Sotiris sem margem: Leitores dizem "Não" à continuidade no comando do Rio Ave SAD
28.9.26
Um fim de semana negativo
Mais um processo judicial contra a Rio Ave SAD: ultrapassa os 228 mil euros
Entrou recentemente mais uma ação judicial contra a Rio Ave Futebol Clube – Futebol SAD, desta vez no Juízo Central Cível do Porto.
De acordo com a informação disponível na plataforma de consulta processual, o processo foi interposto por Graham Heydon e apresenta um valor reclamado de 228.937,36 euros.
Trata-se de uma Ação de Processo Comum, tendo dado entrada no tribunal no passado dia 7 de setembro e sido distribuída no dia seguinte.
Para já, ficam apenas os factos conhecidos:
- Autor: Graham Heydon
- Réu: Rio Ave Futebol Clube – Futebol SAD
- Tribunal: Juízo Central Cível do Porto
- Tipo de processo: Ação de Processo Comum
- Valor reclamado: 228.937,36 €
24.9.26
Dois abandonos na SAD
1) Será injusto dizer que a equipa piorou desde a saída de Bruno Alves? Provavelmente sim, porque só quem está lá dentro sabe realmente qual era o seu papel. Mas todos se lembram que, quando chegou, isso coincidiu com uma melhoria da equipa principal. Quero acreditar que ele seria uma voz de comando e que os jogadores lhe teriam muito mais respeito (no sentido profissional, claro) do que ao treinador. Tenho para mim que Bruno Alves não só deixou o lugar em aberto como está a fazer falta.
2) Há quatro dias, foi noticiado que o novo diretor geral se demitiu. Estaria em funções há apenas 3 meses. Como a sua contratação nunca foi noticiada (estamos a falar do diretor geral da SAD e não de um qualquer colaborador), também não sabemos o que aconteceu. Coisa boa não foi, suspeito.
PS - Vítor Gomes é o que se mantém há mais tempo (e ainda bem que lá está), mas o lugar que desempenha continua a ser um mistério: "consultor técnico".Aqui ficam umas sugestões: 4 novas desculpas para Sotiris utilizar
Depois de mais um jogo a ouvir rigorosamente o mesmo disco pedido em cada conferência de imprensa pós-jogo, o verdadeiro problema de Sotiris Sylaidopoulos já nem é a falta de pontos: é a gritante falta de originalidade.
Entre o facto de alguns jogadores terem chegado há pouco tempo, a o calendário inicial do campeoanto ser difícil, ao "não sei o que se passou", a massa associativa já decorou o guião de cor. Ouvir as declarações no final dos jogos tornou-se um exercício tão previsível quanto desgastante.
Para ajudar o nosso comandante técnico a renovar o repertório e evitar que o auditório adormeça na próxima derrota ou empate, deixo aqui um conjunto de desculpas totalmente frescas, inovadoras e prontas a usar:
1. "O alinhamento planetário prejudicou a nossa transição defensiva"
"Toda a gente sabe que Mercúrio Retrógrado afeta desproporcionalmente as equipas que jogam em 4-2-1-3 perto da foz de um rio. A gravidade lunar esteve mais forte no segundo tempo, o que fez com que os nossos centrais parecessem ter chumbo nas chuteiras. Não é uma questão tática, é astrofísica pura."
2. "O cheiro a maresia estava demasiado intenso na grande área"
"Treinámos a semana toda com brisa de terra. Chegar ao jogo e ter um vento com salinização acima dos 12% alterou completamente a trajetória da bola e a capacidade pulmonar dos nossos avançados. É impossível finalizar com convicção quando a brisa marítima nos relembra a fragilidade da existência humana."
3. "O sorteio da moeda ao início do jogo retirou-nos o momento psicológico"
"Ganhámos a posse de bola no apito inicial, mas perdemos a Moeda. Escolher o campo errado nos primeiros 45 minutos abalou a estrutura emocional dos jogadores. A partir daí, entrar num jogo destes a perder na 'sorte ou azar' condiciona qualquer plano estratégico pré-elaborado."
4. "Fomos vítimas de um excesso de compreensão do plano tático"
"Os jogadores assimilaram tão bem a minha ideia de jogo que a aplicaram com uma precisão cirúrgica e milimétrica. O problema é que o futebol exige alguma imprevisibilidade e imperfeição. Ao sermos tão perfeitos a cumprir a teoria, tornamo-nos ridiculamente fáceis de anular na prática."
Fica a dica, Sotiris. Se é para continuar a perder pontos enquanto a maquilhagem da SAD tenta disfarçar a crise, ao menos que a comédia na sala de imprensa seja de primeira categoria. O público de Vila do Conde agradece a variedade.
23.9.26
Participe na sondagem: Sotiris tem condições para continuar a ser o treinador da Rio Ave SAD?
22.9.26
A posição do Reis do Ave quanto às próximas eleições do Rio Ave FC
Nos últimos dias fomos contactados, mais do que uma vez, por sócios interessados em divulgar os seus planos de candidatura às próximas eleições do Rio Ave FC.
De modo a tornar transparente a forma como iremos encarar todas as candidaturas que venham a surgir, divulgamos por este meio como pensamos tratar o assunto:
1. Noticiaremos a intenção de todos os sócios que pretendam lançar uma candidatura, desde que nos façam chegar essa intenção, acompanhada de uma breve explicação, do nome, foto e nº de sócio.
2. Quando houver candidaturas apresentadas oficialmente, daremos disso notícia com o máximo de informação possível.
3. O Reis do Ave não apoiará qualquer candidatura, mas cada um dos seus elementos, individualmente, poderá fazê-lo, usando para isso as nossas páginas.
4. Durante o período eleitoral, tentaremos fazer um acompanhamento equitativo das candidaturas que vierem a ser efetivadas.
21.9.26
Duas derrotas, duas análises diferentes aos jogos (no site do Rio Ave). E o que isso pode significar
A derrota nos Açores (4-0) vista pelo site do clube:
A derrota em Alverca (1-0), vista pelo mesmo canal:
Parece-me pelo que é dito e pelo que fica nas entrelinhas que há uma diferença clara na avaliação dos dois jogos. A análise ao jogo de Alverca, que nunca seria publicada sem ser aprovada pela gestão da SAD, implica - do meu ponto de vista - uma avaliação negativa do trabalho do treinador. O que significa, veremos.
Quando até os "da casa" acabam em tribunal
Mais um processo judicial deu entrada contra a Rio Ave SAD.
Desta vez, o caso tem um contorno particularmente curioso.
Mas há um aspeto que não deixa de ser irónico.
Estamos a falar de um jogador que pertence ao mesmo universo empresarial que controla a Rio Ave SAD. Um jogador que passou por Vila do Conde e que, alegadamente, entendeu que tinha razões para recorrer aos tribunais contra a Rio Ave SAD.
É difícil não olhar para esta situação e levantar uma sobrancelha.
Ao longo dos últimos meses temos assistido a uma sucessão de processos, reclamações de fornecedores, ações laborais e litígios diversos envolvendo a SAD.
Agora surge mais um.
E não é movido por um adversário, nem por um agente externo ao universo Marinakis.
É movido por alguém que faz parte dele.
Se os factos que sustentam a ação forem confirmados, a imagem que fica é preocupante. Porque uma organização pode discutir opções desportivas, estratégias de mercado ou modelos de gestão. O que não deveria discutir é o cumprimento das suas obrigações para com quem trabalha ou trabalhou para si.
Numa altura em que se fala constantemente de projetos, infraestruturas, visão estratégica e crescimento, continua a surgir uma pergunta simples:
Como é possível que uma estrutura que ambiciona crescer a nível internacional continue a aparecer nos tribunais com tanta regularidade?
Os processos judiciais não significam automaticamente que exista razão do lado de quem processa.
Mas quando se acumulam, deixam inevitavelmente uma questão no ar. E pelo o que me é dito, a Rio Ave SAD não tem tido muito sucesso nos tribunais.
Se até pessoas ligadas ao próprio universo Marinakis sentem necessidade de recorrer aos tribunais para defender os seus direitos, que mensagem é que isso transmite sobre a forma como a SAD gere as suas relações?
Rio Ave FC (Futsal) perde em jogo da segunda jornada
20.9.26
(derrota 1-0 em Alverca) A equipa bateu no fundo
Sobre o jogo há pouco para dizer: perdemos apenas por 1-0, quando se tivessem sido mais dois ou três ninguém se espantaria. Do nosso lado, pouco ou nada aconteceu e as estatísticas comprovam que não tivemos qualquer grande oportunidades (3.30 golos esperados para eles contra 0,29 para nós, um detalhe no mínimo embaraçoso). Jogadores com nota positiva na nossa equipa apenas o guarda-redes.
Portanto, mais do que falar do jogo, acho que é importante refletir sobre o que nos está a acontecer. As últimas exibições, sem qualquer sinal de melhoria (a segunda parte frente ao Amadora parece ter sido um caso à parte), mostram que a equipa bateu (mentalmente) no fundo.
Não sei se Sotiris está com a equipa, mas parece-me que a equipa não está com Sotiris. Porque não acredita nas suas capacidades ou porque não percebe as suas decisões. Ou as duas.
Na época passada tivemos seis derrotas consecutivas, mas depois vieram três vitórias. Resta-nos esperar que Nossa Senhora volte a Fátima para o segundo milagre.
19.9.26
Três semanas são suficientes para chegar à Grécia
O Rio Ave terminou hoje o seu último jogo antes da pausa do campeonato.
Infelizmente, terminou-o da mesma forma que tem terminado demasiados jogos nos últimos meses: sem convencer e sem vencer.
A boa notícia é que agora há três semanas sem futebol.
Três semanas.
Vinte e um dias.
Quinhentas e quatro horas.
Tempo mais do que suficiente para muita coisa.
Tempo suficiente para recuperar jogadores.
Tempo suficiente para trabalhar processos.
Tempo suficiente para corrigir erros.
E, quem sabe, tempo suficiente para alguém explicar ao treinador onde fica o aeroporto.
Porque, convenhamos, depois de mais uma exibição destas, a única coisa que parece verdadeiramente consolidada no Rio Ave é a capacidade de acumular justificações.
Há sempre uma explicação.
Há sempre um contexto.
Há sempre uma dificuldade.
Há sempre um grupo que precisa de mais tempo.
Há sempre uma ligação que precisa de ser reforçada.
Há sempre uma nova razão para acreditar que o melhor está para vir.
O problema é que os pontos insistem em não aparecer com a mesma frequência.
O mais extraordinário é que tudo isto acontece numa equipa que, pelo terceiro ano consecutivo, dispõe de um dos cinco maiores orçamentos da Liga Portugal.
Não estamos a falar de uma equipa acabada de subir de divisão.
Não estamos a falar de uma equipa construída à pressa.
Não estamos a falar de um projeto que começou ontem.
Estamos a falar de uma equipa que continua a apresentar futebol de fundo da tabela apesar de possuir recursos que deveriam permitir muito mais.
Mas talvez o problema seja meu.
Talvez eu ainda não tenha percebido a visão.
Talvez o objetivo nunca tenha sido vencer jogos.
Talvez o objetivo seja demonstrar que é possível investir como equipa de primeira metade da tabela e jogar como equipa que passa a época inteira a olhar para trás.
Se assim for, então o plano está a ser executado na perfeição.
Agora segue-se uma pausa de três semanas.
Uma pausa que servirá para muitas reflexões.
Dos adeptos.
Dos jogadores.
Da administração.
E talvez também do treinador.
Porque a distância entre Vila do Conde e Atenas ronda os 3.000 quilómetros.
Parece muito.
Mas, neste momento, continua a ser uma distância consideravelmente menor do que aquela que separa as expectativas criadas para este projeto dos resultados que ele tem produzido dentro de campo.
17.9.26
O que falta à nossa equipa?
No final do jogo, Sotiris prometeu que "esta equipa vai deixar os adeptos orgulhosos" porque "temos equipa e potencial para fazer mais".
Infelizmente começo a pensar que Sotiris é como aquele antigo primeiro ministro a quem chamavam de otimista irritante...
A equipa tem 34 jogadores. Há vários lesionados, mas temos um dos planteis mais vastos da primeira liga. Não faltam opções, até em excesso, em alguns casos.
Isto leva-me à primeira de duas respostas para a pergunta do título: desde que Marinakis pegou na SAD já vieram mais de 50 jogadores. Quantos realmente bons? Quem faz o scouting? Eu não sou...
A segunda questão está relacionada com o próprio treinador. Para que fique claro, não irei pedir, aconteça o que acontecer esta época, a demissão de Sotiris. Apenas porque não adianta, já que quem decide pouco se importa com os resultados desportivos do nosso clube. Mas há uma coisa que deve ser dita: no final, o que fez a diferença no Rio Ave-Amadora foi o treinador. Eles têm um bom treinador, nós temos alguém que continua apenas a tentar aprender a profissão.
A minha convicção: com este plantel e outro treinador não estaríamos nos lugares de descida, mesmo contando com algumas lesões (que todos os clubes têm) e com um início de campeonato duro.
16.9.26
Um episódio difícil de compreender
15.9.26
(3-3 frente ao Amadora) Deu para acordar do pesadelo a tempo
Acho que todos saimos dos Arcos envolvidos num turbilhão de emoções (igualmente para quem viu o jogo em direto, também se sofre no sofá).
Aqui ficam algumas ideias:
1) O Amadora foi melhor e mereceu ganhar (teve mais remates e mais oportunidades), mas sobretudo foi mais equipa ao longo do jogo. Nós só aparecemos, com grande pulmão e coração, nos 20 minutos finais, já com 10 e principalmente após o 3-3 de Blesa.
2) Sotiris fez uma revolução no plantel, mudando 3 dos 4 defesas e mexendo em todos os setores (entrararam cinco jogadores que nunca tinham sido titulares).Não me parece que tenha sido particularmente feliz nas escolhas (o extremo direito pura e simplesmente não existiu, o central colombiano não ganhou uma bola de cabeça e João Tomé confirmou as limitações há muito conhecidas - até houve, na bancada, quem tivesse saudades de Liavas...
3) Os melhores (ou menos maus) em campo foram os 'velhos', como Petrasso, Bezerra, Blesa. O jovem Miguel Patrício deixou-me sentimentos contraditórios: por um lado, vimos bons pormenores, por outro falta-lhe garra/ousadia para levar o jogo para a frente, ele que jogou a médio de construção - talvez por nervosismo. Sem Aguilera, Nascimento e Ryan (três lesionados para o mesmo lugar é obra!), poderá ter mais oportunidades.
4) Ennio contiunua a mostrar que é capaz do melhor e do pior; antevejo que Vítor Hugo se venha a estabelecer como titular;
5) Primeira parte frouxa, como é normal, a deixar o adversário chegar primeiro à bola e a ganharmos poucos duelos.
Em resumo: A situação, na tabela classificativa, continua complicada, e uma derrota no próximo jogo irá provavelmente deixar-nos, na pausa competitiva, em lugar de descida. De uma coisa o treinador não se pode queixar: da falta de jogadores. Irá queixar-se do excesso?
(Também não nos podemos queixar do mesmo árbitro que decidiu sempre contra nós em Barcelos; não estou a dizer que nos favoreceu, mas nos lances mais duvidosos (como o panalti) salvou-se o Rio Ave).
14.9.26
Empate na estreia
11.9.26
Rio Ave contrata o terceiro (quarto?) lateral direito - o que se passa?
Vroussai não fez a pré-época, mas já tem jogado (a lateral esquerdo ou até a extremo), João Tomé tem estado no banco e Liavas tem sido o titular. São três defesas direitos, a que se junta agora Zé Carlos (jogador livre, ex-Gil Vicente).
Sem uma explicação, isto não faz qualquer sentido - e não está em causa a qualidade do jogador, como é óbvio.
Primeiro, não se percebe o timing (porquê agora e não na janela de transferências?), depois o que vai fazer o treinador com tantos laterais direitos? Se Pedro Amaral está no plantel é para ser o substituto de Abbey. O que liberta Vroussai para voltar ao seu lugar.
Alguém que explique, que eu não percebo (até porque, certamente, haverá uma boa explicação)
10.9.26
A dois meses das eleições: porque não surgem candidaturas alternativas?
9.9.26
Futsal: tudo a postos para uma nova temporada
8.9.26
E o melhor jogador é...
Os Rioavistas ainda discutem se Ennio é melhor do que Miszta, mas parece-me evidente que estamos perante dois bons guarda-redes. São os melhores que já tivemos nas balizas? Claro que não. Ennio podia ser mais consistente na saída dos postes? Penso que sim.
Mas uma coisa que as estatísticas mostram é que ele é dos melhores da primeira liga. Não fosse a monumental exibição do guarda-redes do Arouca ontem e Ennio era o guarda-redes com mais defesas por jogo em todo o campeonato.
As estatísticas valem o que valem, mas lembro que Ennio é também o guarda-redes de uma das equipas que mais golos sofre. Ou seja, ele faz o que pode, mas não tem tido a ajuda necessária.






















