15.4.26

Alexandrina Cruz(AC) partilha palco com Miguel Ribeiro(MR)

   Faz este mês, 8 meses que não escrevo no ReisdoAve, o motivo é simples: Saúde 

Agora que estou de facto mais livre de hospitais e de perigo, decidi voltar ao blog ReisdoAve, com pouca assiduidade ainda, mas um recomeço.

 E decidi voltar para escrever porque me parece que a nossa presidente está a ultrapassar o limite do bom senso ao querer  partilhar palco com o seu companheiro MR, num evento em que vai falar de gestão desportiva em nome do Rio Ave. O evento ocorrerá  na FEP Summit  a decorrer no salão nobre da Universidade do Porto.
 A participação de AC  está agendada para as 16:30 de amanhã.

 Como podem verificar nas fotos, o evento vai falar de sucesso financeiro. Ora, é aqui que eu acho que se deve criticar, nada contra o facto de o fazer com o seu companheiro(até acho giro e único penso, 2 presidentes de duas SAD´s que partilham presidência, palco, e casa) Mas, todos nós sabemos (sócios pelo menos)  que consecutivamente AC tem apresentado resultados negativos, foi assim como presidente da SDUQ e está a ser assim como presidente da SAD. 

 É verdade que o sucesso dos últimos anos no Rio Ave pertence ao período em que a gestão do clube estava nas mãos de Antonio da Silva Campos(ASC), MR e AC, foram de facto os anos de ouro do clube, honra lhes seja atribuída!

 Mas desde que MR, e ASC saíram do clube e com a chegada da Presidência de AC e do investidor, o clube nunca mais apresentou resultados positivos. Aliás AC tem o mérito de ser a 1ª mulher presidente de um clube profissional, mas tem o demérito de ser a 1ª mulher (ou homem) a vender uma SDUQ da 1º liga, com um prejuízo superior a 14 milhões de euros. Na minha opinião e na de muitos, existem motivos para pensarmos que pode ter existido gestão danosa, mas sem a possiblidade de se fazer a tal auditoria às contas da SDUQ nunca saberemos o que verdadeiramente se passou para atingirmos os valores de dividas que atingimos. O Cartaz de AC fala de estabilidade financeira... 

Por isso interrogo-me do que vão falar os 2 presidentes amanhã?

Dialogo imaginário/preparação para amanhã

A: AC explica aos alunos como se leva um clube á falência. e depois se vende por tuta e meia.

B: AC explica como se convence um investidor a nomea-la presidente?

C: MR explica como se gere um clube. de uma SAD estrangeira, com sucesso!

D: MR  explica á companheira de palco como se faz, e explica porque razão ela não aprende!

 PS: Hoje mesmo o Daniel publicou aqui mais um processo que nos foi movido por uma sociedade ligada ao futebol, reclamam cerca de  809 mil euros.

O vazio que o clube deixa, o Reis do Ave preenche



Há algo que devia fazer qualquer adepto parar por um momento e refletir.

Hoje, se um sócio ou simpatizante do Rio Ave quiser acompanhar a atualidade do clube — perceber o que se passa, conhecer dados, ler análises, descobrir curiosidades — onde é que vai? A resposta, cada vez mais evidente, é desconfortável: não é no site oficial do clube.

Basta uma visita ao site do Rio Ave para perceber isso mesmo. A informação é escassa, pouco atualizada, muitas vezes superficial. Falta contexto, falta profundidade, falta vontade. Falta, no fundo, vida. Ainda este fim‑de‑semana, a crónica de jogo demorou mais de 16 horas a ser publicada.

E depois há o outro lado.

um blog. Um espaço não oficial. Um espaço construído por adeptos. Um espaço onde, diariamente, surgem conteúdos sobre o clube: análises, dados, memória, atualidade, opinião. Um espaço onde o Rio Ave existe — de forma consistente, dedicada e, acima de tudo, apaixonada.

E aqui começa a verdadeira reflexão.

Como é possível que, em 2026, a principal fonte de informação regular sobre o Rio Ave não seja o próprio clube, mas sim um conjunto de cronistas que escreve por amor à camisola?

Pessoas que não recebem um euro. Que não têm benefícios. Que não têm acesso privilegiado. Que apenas têm algo que, pelos vistos, escasseia noutros lados: vontade.

São horas e horas investidas. Tempo pessoal sacrificado. Pesquisa, escrita, revisão, publicação. Tudo para garantir algo tão simples — mas tão essencial — como manter o clube “vivo” no espaço público.

E, ironicamente, fazem-no melhor do que quem tem essa responsabilidade institucional.

Este texto é, acima de tudo, uma chamada de atenção.

Porque um clube não vive só dentro de campo. Vive na sua comunicação, na sua proximidade com os adeptos, na forma como conta a sua própria história no dia-a-dia. E quando essa função é, na prática, assegurada por terceiros, algo está claramente desalinhado.

A questão que fica é simples:

O que seria do acompanhamento diário do Rio Ave sem o Reis do Ave? 

Fica a reflexão.

14.4.26

Novo processo judicial: Us11 reclama valor acima de 800 mil euros





Deu entrada um novo processo judicial contra o Rio Ave SAD, desta vez no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa. A ação foi interposta pela empresa Us11, Lda, no passado dia 28 de março de 2026,.

1. Us11- Lda - é uma empresa que representa jogadores de futebol.

  • Valor reclamado: 809 964,16 €


Mais um processo que se junta ao histórico recente da SAD nesta matéria, voltando a levantar questões sobre a sua gestão.

13.4.26

Resultados das equipas sub-15 e sub-19: uma derrota e uma vitória

 


Este fim-de-semana trouxe sensações distintas para os escalões de formação da Rio Ave SAD, com os sub-15 e os sub-19 em ação (os sub-17 não tiveram jogo).

Nos sub-15, a deslocação a Famalicão terminou da melhor forma, com uma vitória por 0-2. Theo Pires e Xavi Soares assinaram os golos que garantiram três pontos importantes. Com este triunfo, o Rio Ave dá um passo firme na luta pela manutenção, subindo ao segundo lugar deste grupo e ficando agora a sete pontos da linha de descida.

Já nos sub-19, o desafio era de maior exigência, com a receção ao líder Porto. A equipa do Rio Ave acabou por sair derrotada por 0-4. Ainda assim, nem tudo são más notícias: o Rio Ave mantém o terceiro lugar na fase de apuramento de campeão, beneficiando também da inesperada derrota do Benfica (2º classificado) nos Açores, frente ao Santa Clara, mantendo assim a igualdade pontual com o segundo classificado.


11.4.26

(Vitória 0-2 nos Açores) Tudo é mais fácil quando a Santa Clara joga por nós

 O Rio Ave conquistou mais uma vitória (0-2 nos Açores), num jogo em que não foi nem melhor nem pior do que o adversário, na minha opinião. 

Um jogo equilibrado, de fraca qualidade em termos globais, que Nikitsher desamarrou com um excelente golpe de cabeça, seguido de um autogolo.

As estatísticas dizem que houve 13 remates para eles e 4 para nós e, segundo o Sofascore, uma grande oportunidade para os casa e zero para nós (não concordo, na primeira parte Tamble teve uma grande oportunidade para marcar, a única). 

Em resumo, um jogo em que tudo nos correu bem e em que não foi preciso jogar bem para ganhar!

Manutenção quase garantida. 


                          (Santa Clara, claro)

9.4.26

As contas da reta final: a história e estatística dizem-nos que a manutenção está garantida



Estamos a chegar àquela fase da época em que o coração bate mais depressa e a calculadora não sai do bolso. Olho para a tabela e vejo o Rio Ave com 30 pontos. Faltam 6 jogos. A pergunta que todos fazemos é: chega ou não chega?

Fui escavar a história da nossa Liga desde 2018/19 (desde que inventaram este sistema de duas descidas e um play-off no 16.º lugar) e a matemática não mente. Deixe-me partilhar convosco o que nos espera nesta reta final.

1. O que a história nos ensinou

Nos últimos anos, a "linha de água" para o 15.º lugar (aquele que nos salva sem termos de ir ao sofrimento do play-off) tem sido uma montanha-russa. Já vimos equipas salvarem-se com 29 pontos (como o Estrela, no ano passado), mas também já vimos o Tondela ou o Marítimo precisarem de 35 para respirar.

A realidade é que, com os nossos 30 pontos, ainda não podemos encomendar as faixas da permanência. Estamos no caminho certo, mas falta o golpe final.


2. O "Número Mágico": As 3 Métricas

Para percebermos onde estamos, usei os dados das últimas 7 épocas e tracei três metas para nós:

  • A Média (32,7 pontos): É o valor médio de quem se salvou. Arredondando para os 33 pontos, falta-nos apenas uma vitória.

  • A Moda (33 pontos): Esta é a métrica da frequência. É o número que mais vezes garantiu o 15.º lugar na história recente. Se chegarmos aqui, estamos "na moda" da manutenção e salvos em quase 80% dos cenários.

  • A Garantia Histórica (35 pontos): Nos anos mais "caros" da Liga, ninguém desceu (nem foi a play-off) com 35. 


3. A nossa média: Dá para confiar?

Até agora, o Rio Ave tem feito uma média de 1,07 pontos por jogo. Se mantivermos esta cadência até ao fim, vamos acabar com 36 ou 37 pontos. Isto significa que, se mantivermos a média pontual, ficamos na Primeira Liga sem precisar de olhar para os resultados dos outros.


4. Olhar para trás 

O calendário que temos pela frente é o "espelho" do fim da nossa primeira volta. E se repetirmos o que fizemos contra estes mesmos seis adversários, o cenário é este:
  • Santa Clara: Empate (1 pt)

  • AFS: Vitória (3 pts)

  • Vitória SC: Derrota (0 pts)

  • Gil Vicente: Empate (1 pt)

  • Sporting: Derrota (0 pts)

  • Casa Pia: Vitória (3 pts)

Contas feitas: seriam mais 8 pontos conquistados. Fechávamos a época com 38 pontos.


Se repetirmos a dose da primeira volta, o play-off será apenas uma miragem para os outros.

8.4.26

Por onde anda…? Episódio #2: Ronan David



Quando falamos de avançados que passaram pelo Rio Ave FC, há nomes que evocam elegância e técnica apurada. Mas há outros que deixaram a sua marca pela força e pela presença imponente na área. Hoje, no segundo episódio da rubrica Por onda anda...? para traçar o rumo de um verdadeiro gigante que, durante várias épocas, vestiu a caravela ao peito: Ronan David.

O Avançado de 1,95m

Nasceu nas Minas Gerais, chegou a Portugal em 2015, ainda muito jovem, com um perfil físico invulgar: uns impressionantes 1,95m de altura. Depois de uma curta passagem pelo AD Sanjoanense (3º Liga) veio para Vila do Conde.

Entre 2015 e 2022, Ronan viveu uma relação de altos e baixos com o nosso clube. No total, foram mais de 81 jogos oficiais de caravela ao peito, somando cerca de 15 golos.

Na última temporada no Rio Ave, marcou 3 golos e 3 assistências. Uma dessas assistências, foi deveras importante para manter a equipa perto dos lugares de subida, num momento em que a equipa se arriscava a ficar longe dos lugares de subida já que na jornada anterior tinha perdido frente ao Nacional da Madeira e caso não vencesse o jogo frente ao Benfica ficaria longe dos lugares de subida. O golo foi marcado por Guga aos 94min com um trabalho exemplar de Ronan.




A Aventura no Oriente e a Nova Vida

Depois da subida de divisão, em Junho de 2022, Ronan decidiu abraçar um novo desafio na sua carreira e rumou ao Oriente, assinando pelo Seoul E-Land, da K League 2, na Coreia do Sul. 

Depois de uma época na capital sul-coreana, onde somou 7 golos e 3 ssistências, seguiu-se uma nova etapa na China onde marcou 12 golos e fez 2 assistências pelo Yanbian Longding. Na época seguinte Ronan voltou à Coreira do Sul e por lá continua. Veste as cores do Jeonnam Dragons (2ª divisão coreana), onde é uma peça importante no ataque da equipa (época passada marcou 11 golos e fez 4 assistências), que luta pela subida ao escalão principal do futebol sul-coreano.
Vai começar uma nova temporada brevemente.


De duas em duas semanas, voltamos para descobrir um novo rasto. Até lá, por onde acham que andam os vossos ídolos?

6.4.26

Fim de semana vitorioso: Sub-15, sub-17 e sub-19 vencem os seus jogos



Depois de um fim de semana nada positivo, eis que este fim de semana tivemos um fim de semana muito positivo na formação do Rio Ave.

Os sub 15 defrontaram o último classificado, SC Salgueiros, e venceram a partida por 1-2. Com esta vitória, afastam-se bastante dos lugares de descida (de recordar que lutam na seria da permanência).



Já os sub-17, conseguiram a segunda vitória consecutiva e desta vez frente ao Benfica, fora de portas.





Os sub-19 continuam a sua fantástica temporada, e derrotaram desta vez o Gil Vicente por 1-2 e mantêm a terceira posição do campeonato sendo que o empate do Sporting frente ao Benfica permitiu consolidar o terceiro lugar no nacional.




5.4.26

Presença de Jorge Brás na ausência da Presidente e/ou Presidente Adjunto



Representar um clube é muito mais do que aparecer em fotos.

Muito mais do que marcar presença em momentos mediáticos.
Representar é estar. E estar onde faz sentido.

A representatividade é, provavelmente, uma das funções mais importantes dentro de uma instituição como o Rio Ave. Porque quem representa o clube não o faz apenas por si — fá-lo em nome de todos.

No Sábado, o Rio Ave recebeu no Pavilhão de Desportos uma das maiores figuras atuais do futsal português: Jorge Brás, selecionador nacional.
Deslocou-se a Vila do Conde para assistir ao jogo entre o Rio Ave e o Ferreira do Zêzere.

Era, por isso, obrigatório mostrar presença, reconhecimento e respeito por quem representa a modalidade ao mais alto nível.

Mas não foi isso que aconteceu.

Nem a Presidente do Rio Ave FC, nem o Presidente Adjunto marcaram presença no pavilhão.
Não estiveram lá para assistir ao jogo.
Não estiveram lá para receber uma das figuras mais importantes do futsal nacional.
Não estiveram lá para representar o clube.

Minutos depois do final da partida, no entanto, no Estádio dos Arcos, no jogo da equipa da SAD, a realidade foi diferente.
A Presidente esteve presente.
E mais do que isso, recebeu com pompa e circunstância o Presidente da Liga, Reinaldo Teixeira.



E é aqui que a questão deixa de ser sobre agendas ou coincidências.

Passa a ser sobre prioridades.

Porque quando há disponibilidade para estar num lado… e ausência no outro, a mensagem que passa é clara.

O futsal pode não ter a visibilidade do futebol profissional.
Mas é Rio Ave FC.
E quem representa o clube deve representar todas as suas dimensões — não apenas as que dão mais palco.

No final, a representatividade não é medida pelas fotografias em eventos institucionais.
É medida pelas escolhas que se fazem.

Seniores femininas vencem Damaiense e saiem da zona de despromoção

 


Importante Vitória das seniores femininas frente a equipa do Damaiense (2-0), que permite a equipa do Rio Ave fugir da zona de despromoção a 3 jornadas do fim do campeonato. (mas ainda está na zona playoff)


Parabéns!

4.4.26

As prioridades falam por si

 


Não escrevo para agradar.

Nunca escrevi.

E não será agora que o vou começar a fazer.


Escrevo de forma livre, desamarrada, com base naquilo que penso e naquilo que acredito. E assim continuarei.


Hoje, a equipa de futsal do Rio Ave disputou os oitavos de final da Taça de Portugal no Pavilhão de Desportos, a escassos 50 metros do Estádio dos Arcos. Um jogo importante, num momento competitivo relevante para uma modalidade que continua sob a alçada direta do clube.


A presidente do Rio Ave FC foi uma ausência notória.


A figura máxima do clube, a responsável maior por todas as equipas que não estão sob a esfera da SAD, não marcou presença num jogo desta importância. Desconheço os motivos — e faço questão de o dizer — mas confesso que são difíceis de compreender quando olhamos para o contexto.


Vinte minutos depois do final desse mesmo jogo, a presidente encontrava-se na tribuna do Estádio dos Arcos, a assistir ao encontro da equipa de futebol profissional.


Ou seja, não esteve presente num momento decisivo de uma equipa do clube… mas esteve presente, pouco depois, num jogo da equipa que está sob a alçada da SAD.


Cada um tirará as suas conclusões.


Não está em causa apenas a presença física. Está em causa o sinal que se transmite. Está em causa a prioridade que se define. Está em causa aquilo que, com gestos simples, se valoriza… ou se desvaloriza.


Num clube como o Rio Ave, onde tantas vezes se fala de identidade, estes pequenos grandes detalhes contam. E contam muito.


Porque liderar um clube não é apenas aparecer nos momentos mais visíveis.

É também — e sobretudo — estar presente quando isso faz a diferença.

Quer se queira quer não, estás atitudes mandam uma mensagem para a equipa. 


(Derrota 1-2 com o Alverca) Um banho de realidade

O 'velho Rio Ave' voltou esta tarde: adormecido, sem entusiasmo, com muitos jogadores ainda de férias. Para agravar sofremos um golo aos cinco minutos, através de um frango de Ennio - ainda assim, um dos melhores em campo.

Derrota justa, perante um adversário que não tem melhores jogadores mas tem melhor equipa (e treinador...).

Quando foi preciso mexer no onze (0-2 ao intervalo), Sotiris não conseguiu trazer nada de novo. Pelo contrário, até deu para perceber porque é que Ryan ainda não foi titular. 

Na segunda parte, além do golo marcado (Blesa, mais uma vez), ainda tivemos duas ou três oportunidades para marcar (Bezerra tem um falhanço monumental, proporcional ao do nosso guarda redes no primeiro golo).

Mais uma vez: as escolhas para o banco de suplentes do Rio Ave são em muitos casos indecifráveis: como não há avançados, quando foi preciso substituir Spikic (nada deu ao jogo, mais uma vez), foi Vroussai para o seu lugar, ele que já tinha atingido o limite físico há muito.  

(Pohlmann, um jogador que nunca desilude e que mantém sempre o mesmo nível qualitativo jogo após jogo: ou seja, zero!)
 

2.4.26

Corremos o risco de perder 20Milhões?

Foto: IMAGO

Na semana passada assisti ao 3.º episódio da mesa redonda do canal de YouTube do Thrylos 7 International, onde três adeptos — um do Olympiakos, um do Nottingham Forest e um do Rio Ave — discutem o momento atual dos clubes pertencentes ao universo de Evangelos Marinakis.

Uma conversa interessante, que recomendo, mas que trouxe um detalhe que me ficou na cabeça.

Segundo Ari, adepto do Olympiakos, André Luiz não está lesionado. A sua ausência das convocatórias é, ao que tudo indica, uma opção técnica. E esse dado faz-nos recuar uns meses… e levantar algumas questões incómodas.

Recorde-se que André Luiz foi transferido para o Olympiakos por cerca de 6,5 milhões de euros, numa altura em que existiam propostas na ordem dos 15 milhões por parte de outros clubes. Dias depois da transferência, surgiram notícias que davam conta de possíveis bónus associados a objetivos — aparentemente acessíveis — que poderiam aumentar significativamente o valor do negócio.

Mas a realidade atual é outra:
André Luiz leva apenas 5 jogos no campeonato grego e não joga há cerca de um mês.

Se a sua ausência se deve, de facto, a opção do treinador, então a questão impõe-se:
até que ponto esses objetivos serão atingidos?
E mais importante ainda: não estará o Rio Ave a sair prejudicado neste negócio?

A dúvida adensa-se quando olhamos para o caso de Clayton.

O avançado brasileiro, que era uma das principais figuras da equipa, também saiu por valores considerados abaixo do potencial de mercado. O próprio Marinakis admitiu que existia a possibilidade de vender Clayton por mais de 10 milhões de euros para o mercado dos Emirados, mas acabou por sair para o Olympiakos por cerca de 5 milhões.

E o impacto na Grécia?
Reduzido. Muito reduzido.

Clayton soma, até ao momento, 5 jogos e apenas 87 minutos de utilização. Um registo que, tal como no caso de André Luiz, levanta dúvidas sobre o verdadeiro papel que ambos têm — ou terão — na equipa grega.

Perante este cenário, é legítimo questionar:
Menos de 20 Milhões do que Marinakis disse que podiamos ter feito.
terá o Rio Ave tomado as melhores decisões?

1.4.26

A metamorfose do Rio Ave. Duas explicações. Uma lógica, outra incompleta

Esta semana, no podcast Rioavíssimos, discutimos o momento atual do Rio Ave e o que falta acontecer até final do campeonato.

 

O assunto mais desenvolvido foi naturalmente a transformação da equipa, antes e depois do pseudo-despedimento de Sotiris.

Da minha parte, reforcei o que aqui escrevi sobre o facto de este Sotiris ser muito melhor do que o 'antigo', mas - como expliquei - isso não justifica completamente a metamorfose.

É que há outro fator a ter em conta: a equipa, desde Braga, e mesmo já no Dragão, mostra uma combatividade que antes não existia. Há outra alegria em campo, mais garra e esforço.

Isso deve-se apenas aos jogadores que entraram? Talvez, mas não acho que explique tudo (Petrasso, por exemplo, era muito mais combativo do que Mancha; já Bezerra dá mais luta do que AL). Algo mudou no balneário. E não sou dos que apontam o dedo a Clayton e André Luiz. 

Talvez um dia ainda venha a perceber o que realmente mudou. 

Oficial: Rio Ave lança modalidade de pesca desportiva para aproximar os sócios ao clube





O Rio Ave FC anunciou hoje a criação de uma nova modalidade no clube: pesca desportiva.

A decisão, segundo o comunicado divulgado, surge no âmbito de uma estratégia de “reforço da ligação à comunidade local”, tendo em conta a forte tradição marítima de Vila do Conde.

De acordo com a direção, esta nova modalidade pretende “aproximar os sócios do clube, diversificando a oferta desportiva e promovendo atividades que estejam alinhadas com a identidade da região”.

A secção de pesca desportiva irá funcionar numa fase inicial com treinos semanais na zona costeira de Vila do Conde, estando também prevista a participação em torneios locais e nacionais. O clube garante ainda que irá disponibilizar equipamentos oficiais da adidas sendo que está a estudar com o clube de Piréu possíveis fornecedores.

A direção acredita que esta iniciativa permitirá também “criar novos momentos de convívio entre sócios, adeptos e estrutura”, reforçando o sentimento de pertença ao clube.

Está igualmente prevista a criação de eventos especiais em dias de jogo, no Estádio dos Arcos, caso o tempo permita, onde os adeptos poderão experimentar a modalidade antes do início das partidas, numa tentativa de “integrar diferentes experiências num mesmo espaço”.

O lançamento oficial da modalidade está já marcado para este fim de semana, antes do jogo frente ao Alverca. 

Nas imediações do Estádio dos Arcos será montada uma estrutura com água, onde os adeptos poderão experimentar a pesca desportiva em ambiente controlado. Esta iniciativa surge no âmbito de uma parceria estabelecida com a Formar – Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar, entidade que irá disponibilizar todo o material necessário, bem como instrutores especializados para acompanhar os participantes ao longo da experiência. 

A ideia passa por proporcionar um primeiro contacto com a modalidade, num ambiente descontraído e acessível a todos os adeptos, reforçando a ligação entre o clube, a comunidade e as tradições locais.

Se chegaste até aqui a pensar em inscrever-te na nova secção de pesca do clube,

fica o aviso:
Feliz dia 1 de Abril 😄