1.4.26

A metamorfose do Rio Ave. Duas explicações. Uma lógica, outra incompleta

Esta semana, no podcast Rioavíssimos, discutimos o momento atual do Rio Ave e o que falta acontecer até final do campeonato.

 

O assunto mais desenvolvido foi naturalmente a transformação da equipa, antes e depois do pseudo-despedimento de Sotiris.

Da minha parte, reforcei o que aqui escrevi sobre o facto de este Sotiris ser muito melhor do que o 'antigo', mas - como expliquei - isso não justifica completamente a metamorfose.

É que há outro fator a ter em conta: a equipa, desde Braga, e mesmo já no Dragão, mostra uma combatividade que antes não existia. Há outra alegria em campo, mais garra e esforço.

Isso deve-se apenas aos jogadores que entraram? Talvez, mas não acho que explique tudo (Petrasso, por exemplo, era muito mais combativo do que Mancha; já Bezerra dá mais luta do que AL). Algo mudou no balneário. E não sou dos que apontam o dedo a Clayton e André Luiz. 

Talvez um dia ainda venha a perceber o que realmente mudou. 

Oficial: Rio Ave lança modalidade de pesca desportiva para aproximar os sócios ao clube





O Rio Ave FC anunciou hoje a criação de uma nova modalidade no clube: pesca desportiva.

A decisão, segundo o comunicado divulgado, surge no âmbito de uma estratégia de “reforço da ligação à comunidade local”, tendo em conta a forte tradição marítima de Vila do Conde.

De acordo com a direção, esta nova modalidade pretende “aproximar os sócios do clube, diversificando a oferta desportiva e promovendo atividades que estejam alinhadas com a identidade da região”.

A secção de pesca desportiva irá funcionar numa fase inicial com treinos semanais na zona costeira de Vila do Conde, estando também prevista a participação em torneios locais e nacionais. O clube garante ainda que irá disponibilizar equipamentos oficiais da adidas sendo que está a estudar com o clube de Piréu possíveis fornecedores.

A direção acredita que esta iniciativa permitirá também “criar novos momentos de convívio entre sócios, adeptos e estrutura”, reforçando o sentimento de pertença ao clube.

Está igualmente prevista a criação de eventos especiais em dias de jogo, no Estádio dos Arcos, caso o tempo permita, onde os adeptos poderão experimentar a modalidade antes do início das partidas, numa tentativa de “integrar diferentes experiências num mesmo espaço”.

O lançamento oficial da modalidade está já marcado para este fim de semana, antes do jogo frente ao Alverca. 

Nas imediações do Estádio dos Arcos será montada uma estrutura com água, onde os adeptos poderão experimentar a pesca desportiva em ambiente controlado. Esta iniciativa surge no âmbito de uma parceria estabelecida com a Formar – Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar, entidade que irá disponibilizar todo o material necessário, bem como instrutores especializados para acompanhar os participantes ao longo da experiência. 

A ideia passa por proporcionar um primeiro contacto com a modalidade, num ambiente descontraído e acessível a todos os adeptos, reforçando a ligação entre o clube, a comunidade e as tradições locais.

Se chegaste até aqui a pensar em inscrever-te na nova secção de pesca do clube,

fica o aviso:
Feliz dia 1 de Abril 😄

31.3.26

Sábado jogamos para os oitavos da Taça: direção do Rio Ave devia iniciar já campanha de mobilização



O Rio Ave prepara-se para entrar em campo nos oitavos de final da Taça de Portugal de futsal frente ao Ferreira do Zêzere.

Olhando para a classificação do campeonato, as duas equipas estão bastante próximas: o Rio Ave ocupa o 5.º lugar com 29 pontos, enquanto o Ferreira do Zêzere surge logo atrás, no 6.º posto com 27 pontos. A diferença é mínima, e isso espelha bem o equilíbrio entre ambas ao longo da temporada.

Mas há um dado que não abona a nosso favor: nos dois confrontos já realizados para o campeonato, o Rio Ave saiu derrotado em ambos.

Se por um lado o Rio Ave tem demonstrado qualidade suficiente para se bater com equipas do seu nível e garantiu a presença nos lugares de acesso aos play-offs, por outro, tem revelado dificuldades precisamente contra alguns adversários diretos — e o Ferreira do Zêzere é um exemplo claro disso.

vai o Rio Ave conseguir inverter a tendência e superar o Ferreira do Zêzere?

Sábado, às 15h30, no pavilhão de desporto, decorrerá o jogo.

Antes do jogo da equipa principal de futebol.

Seria interessante o clube, iniciar desde já uma campanha para que o pavilhão de desportos estivesse cheio no próximo Sábado aproveitando o facto da equipa principal de futebol jogar a seguir ("convidando" as pessoas a irem antes ao pavilhão)

30.3.26

Fim de semana de derrotas para o Rio Ave nas várias frentes

 



Num fim de semana marcado pela paragem das competições devido aos compromissos internacionais, foram poucas as equipas do Rio Ave em ação. No entanto, aquelas que entraram em campo tiveram um desfecho comum: todas perderam.


A equipa de sub-15 somou a segunda derrota consecutiva, desta vez frente à Académica, por 1-2, num resultado que surpreende. O adversário era o último classificado e ainda não tinha vencido nesta fase, para além de o jogo ter sido disputado em nossa casa.

Recorde-se que o Rio Ave está inserido na série de manutenção do campeonato nacional e luta pela permanência. Com este resultado, a equipa desce ao 5.º lugar, ficando com 4 pontos de vantagem sobre o 8.º classificado, posição que já dá despromoção — atualmente ocupada pelo Académico de Santarém, que ainda tem menos um jogo.

Apesar do cenário não ser alarmante, estas duas derrotas consecutivas devem servir como um alerta sério para o que resta da fase.



Já os sub-23 regressaram às derrotas após oito jogos consecutivos sem perder, ao serem batidos pelo Estrela da Amadora.

Ainda assim, o impacto classificativo é reduzido: o Rio Ave mantém-se no 1.º lugar da chamada “série dos derrotados”, continuando a liderar o seu grupo.




No futsal, o Rio Ave saiu derrotado por 6-5 na deslocação ao Torreense, num jogo equilibrado e com muitos golos.

A equipa já tem garantido o apuramento para os play-offs de campeão, mas este resultado pode complicar a luta pelo 4.º lugar, posição estratégica que permitiria evitar, numa fase inicial, os três principais candidatos ao título: Benfica, Sporting e Braga.

Neste momento, o Rio Ave ocupa o 5.º lugar, o que ditaria um confronto com o Leões Porto Salvo — equipa que já vencemos por duas vezes esta temporada. Ainda assim, faltam disputar duas jornadas decisivas, frente ao Braga e ao Quinta dos Lombos, que poderão alterar este cenário.





25.3.26

Por onde anda…? Episódio #1: Diego Lopes

 


Há jogadores que parecem desenhados para um clube. Quando pensamos no futebol de posse, técnico e esclarecido que o Rio Ave FC nos habituou na melhor década da sua história, é impossível não recordar aquele médio franzino, de toque refinado e visão de jogo privilegiada, que tratava a bola por "tu". Hoje, abrimos a rubrica com um nome que deixou saudades em Vila do Conde: Diego Lopes.


O Menino de Ouro de Vila do Conde

O Diego Lopes chegou a Portugal muito jovem para a formação do Benfica, mas foi no Rio Ave que se fez homem e jogador profissional. Entre 2012 e 2015, foi uma das figuras de proa de uma das eras mais bonitas do nosso clube, ajudando o Rio Ave a chegar a finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga, e estreando-se nas competições europeias.

Quem não se lembra da forma como ligava o jogo com uma facilidade tremenda? Depois de uma breve saída para a Turquia, Brasil e Grécia, voltou a casa em 2017/2018, permanecendo a janela de transferência de inverno de 2020/2021. No total, foram 201 jogos de caravela ao peito, tornando-se um dos estrangeiros com mais história no clube.

(António da Silva Campos, entregou a Diego Lopes uma camisola a simbolizar os seus 200 jogos de caravela ao peito dias antes da sua saída definitiva do clube )


A Aventura no Oriente

Em janeiro de 2021, com 27 anos, Diego foi vendido por 1,8 Milhões de euros e assinou pelos Lion City Sailors, de Singapura. Fez duas épocas e meia por lá, conquistando o campeonato e a Taça de Singapura, somando 31 golos (dados Zerozero)

Depois de Singapura, seguiu-se uma curta passagem pela Superliga Chinesa ao serviço do Qingdao Hainiu, onde continuou realizou apenas uma temporada.


E agora... por onde anda?

Aos 31 anos, Diego Lopes encontra-se atualmente sem clube. Depois de terminar a sua ligação ao clube chinês no final de 2024 não assinou por mais nenhum clube.

Para muitos rioavistas, o "camisola 10" foi uma das maiores promessas que passou pelo Rio Ave: aos 18/19 anos já era uma das peças fundamentais da equipa do Rio Ave e com 20 anos fez parte da equipa titular que foi ao final da Taça de Portugal e da Liga).

De duas em duas semanas, voltamos para descobrir um novo rasto. Até lá, por onde acham que andam os vossos ídolos?

24.3.26

Plataformas destacam Vrousai no onze da jornada 27



Terminada a jornada 27 do campeonato, Vrousai foi um dos jogadores em maior destaque e isso refletiu-se nas avaliações das principais plataformas que analisam o rendimento individual dos atletas.

O jogador do Rio Ave foi incluído no onze da jornada em todas as plataformas mais conhecidas de análise estatística e desempenho, nomeadamente na B24 (Flashscore), GoalPoint e zerozero.







 

23.3.26

Sotiris II é muito melhor do que Sotiris I

No dia 11 de fevereiro fomos todos surpreendidos pela notícia de que a SAD procurava um novo treinador. Não pelo facto em si, mas pelo timing. O Rio Ave vinha de quatro derrotas seguidas e o jogo em Braga (3-0) não ajudou.

Pelo que então foi noticiado, por toda a comunicação social e também por nós, houve convites, que foram rejeitados. Quando perguntaram a Sotiris se seria o treinador na jornada seguinte ele disse que teriam de perguntar à administração.

Frente ao Moreirense e mesmo no Dragão, mais duas derrotas, mas notava-se qualquer coisa de diferente. Sotiris ficou, mas mudou. A seguir ao jogo com o FC Porto, chamei-lhe Sotiris II e perguntei: "Será que o novo Sotiris vai mostrar ao velho Sotiris como se faz?" 

Exatamente um mês depois, e com 10 pontos feitos em 12 possíveis é possível perceber que algumas coisas mudaram mesmo:

1) O sistema tático: antes o meio campo do Rio Ave andava perdido e manietado pelo maior número de adversários na zona. Ao tirar um central e meter mais um no meio campo, as coisas equilibraram-se. Ainda por cima a escolha foi muito acertada: Nikitscher, que antes não contava, é agora titular indiscutível.

2) Sotiris passou a chamar aqueles que são e estão melhores. Jogadores como Nikos (regressou à Grécia), Omar, Liavas ou Papakanellos desapareceram das opções. A minha dúvida continua a ser Pohlmann, porque acredito que Graça faria melhor.

3) Os reforços (sobretudo, Blesa, Bezerra ou Mancha) podem não ser tão talentosos como aqueles que vieram substituir, mas estão mais empenhados e nota-se mais compromisso na equipa. O guarda-redes é 10 vezes melhor do que Chamorro.

Há um outro fator que muitos referem: Clayton e André Luiz, nas últimas semanas, estavam com a cabeça fora dos Arcos. É provável e natural que seja verdade, mas deram muito à equipa enquanto cá estiveram. Não concordo com quem diz que estamos melhores sem eles.


(além disso, veio Bruno Alves. Coincidência ou também ajudou a trazer outra garra à equipa? Com ele, ainda não perdemos...) 

Seis anos depois, três vitórias seguidas



Começo por dizer que, pela primeira vez esta temporada, não vi o jogo do Rio Ave.

Por essa razão, torna-se difícil fazer uma análise detalhada sobre aquilo que se passou dentro de campo, avaliar opções, rendimento individual ou até a forma como a equipa se apresentou durante os 90 minutos.

Assim sendo, esta não será a habitual crónica de jogo.
Não será um texto sobre tática, nem sobre substituições, nem sobre quem jogou mais ou menos. Desta vez, faz mais sentido olhar para algo diferente. Algo que, numa época onde tantas vezes temos falado de números negativos, merece ser destacado.

Se ao longo da temporada fomos batendo recordes pela negativa — derrotas consecutivas, séries sem vencer, dificuldades ofensivas— então também é justo dar destaque quando acontece o contrário.

E o que aconteceu no jogo frente ao Estoril merece ser assinalado.

Com esta vitória, o Rio Ave alcançou três triunfos consecutivos no campeonato, algo que não acontecia há seis temporadas.
É preciso recuar à época 2019/2020 para encontrar a última vez que a equipa conseguiu somar três vitórias seguidas na Liga, numa série que na altura foi construída frente a Santa Clara, Boavista e Vitória de Guimarães.

Pode parecer um detalhe, pode parecer apenas um número, mas não é.
Numa época marcada por dúvidas, críticas, mudanças constantes no plantel e instabilidade em vários níveis do clube, conseguir três vitórias consecutivas é um sinal claro de que as coisas melhoraram.

Não significa que esteja tudo bem.
Não significa que os problemas desapareceram.
E muito menos significa que o futuro está garantido.

Mas significa que, depois de tanto tempo a falar de quedas, há finalmente um momento em que podemos falar de subida.
Depois de tantas jornadas a olhar para baixo, há pelo menos razões para olhar em frente com um pouco mais de confiança.

Esta época tem sido tudo menos normal.
Talvez por isso, quando aparece um sinal positivo, por pequeno que seja, também merece ser registado.

Porque se fomos rápidos a apontar os recordes negativos,
também devemos ser justos quando aparece um "recorde" positivo.

22.3.26

(1-2 no Estoril) E quem não salta é... Brabec

Já não tenho dúvidas: este Rio Ave está diferente daquele que jogava até janeiro. A chave está na mudanças de três centrais, com a colocação de mais um homem (Nikitsher) no meio campo. Há mais agressividade e isso mostra mais atitude da equipa. Os resultados positivos das últimas jornadas são principalmente resultado disso. Mesmo no ataque, sem AL e Clayton, os substitutos compensam em entrega o que lhes falta em qualidade técnica.

O jogo desta tarde no Estoril fica marcado pelo golo sofrido, em que Brabec e Pohlmann ficaram a olhar (ninguém salta!), e pelo golo de Brabec, de cabeça, também sem saltar. Ainda na primeira parte, Brabec protagoniza outro lance de golo, anulado por fora de jogo.


 

O guarda-redes Ennio é uma mais valia. 

Vitória justa, difícil, mas justa (o empate não seria uma surpresa, mas fomos melhores!)

Terceira vitória seguida... e Bruno Alves continua sem perder. Estes 10 pontos nem em sonhos!  

20.3.26

Lobato está de volta

Rafael Lobato,  o jovem brasileiro que chegou no início da temporada e que deixou alguma 'água na boca' (pelo que se pôde ver no Youtube) ainda não se estreou pela equipa principal, mas esta semana voltou a jogar pelos sub23 - pelos vistos esteve lesionado.

Foi suplente, entrou com a equipa a perder (o Gil Vicente chegou a estar a ganhar por 2-0) e fez a diferença. Marcou o primeiro e fez a jogada (muito boa) para o terceiro (2-3 final). O resumo do jogo aqui.

 

O facto de ter sido suplente diz-nos que certamente precisa de ganhar ritmo competitivo. Mas os sinais deixados no jogo dos sub23 fazem pensar que ainda o vamos ver na primeira equipa até final da época. 

 

19.3.26

Sábado pode confirmar presença do Rio Ave FC (futsal) nos play off do campeonato nacional





O próximo sábado pode trazer um momento importante na temporada do futsal do Rio Ave FC. O Rio Ave recebe o Leões de Porto Salvo, num jogo que poderá confirmar matematicamente o apuramento para os Play Off ("final 8") do campeoanto nacional, objetivo que, a concretizar-se, marcará o regresso do clube aos lugares cimeiros da modalidade.

Para que isso aconteça, o Rio Ave terá, antes de mais, de fazer a sua parte e vencer a formação de Porto Salvo, equipa que já derrotou na primeira volta por 2-5, fora de casa. Para além disso, será necessário que o Elétrico saia derrotado do confronto com o Benfica e que o Quinta dos Lombos não vença o seu jogo frente ao Fundão.

Se este cenário se confirmar, o Rio Ave garante desde já presença entre os oito primeiros classificados e, consequentemente, o acesso ao playoff que decide o campeão nacional.

Apesar de não poder ser considerado uma surpresa — no início da época já tinha escrito que o orçamento apresentado pelo clube justificava plenamente a luta por este objetivo — a verdade é que não deixa de ser um sinal muito positivo. Há já várias temporadas que o futsal rioavista não conseguia garantir um lugar entre os oito melhores do país, e esse facto, por si só, demonstra que a equipa tem estado à altura das expectativas.

Será, por isso, um jogo com peso, com responsabilidade e com muito em disputa.
Mais do que três pontos, está em causa a confirmação de uma época competitiva e o regresso do Rio Ave a um patamar que durante anos foi o seu lugar natural.

O encontro está marcado para sábado, às 21h.
Eu estarei lá.

18.3.26

Por onde anda…? A nova rubrica do Reis do Ave


Ao longo dos anos, muitos foram os jogadores que vestiram a camisola do Rio Ave FC. Alguns ficaram na história, outros passaram de forma mais discreta, mas todos fizeram parte do caminho do clube e deixaram, de uma forma ou de outra, a sua marca em Vila do Conde.

O futebol tem este lado curioso: os jogadores chegam, jogam, partem… e, com o passar do tempo, vamos perdendo o rasto. Por onde andam? Continuam a jogar? Seguiram outra profissão? Ficaram ligados ao futebol? São perguntas que muitas vezes surgem em conversas entre adeptos, sobretudo quando se recordam equipas de outras épocas.

É precisamente dessa curiosidade que nasce esta nova rubrica do blog: "Por onde anda…?".

De forma quinzenal, vou recuperar o nome de um jogador que passou pelo Rio Ave e tentar perceber o que foi feito da sua carreira depois de deixar Vila do Conde. Por que clubes passou, onde joga atualmente (ou se já terminou a carreira), e que caminho seguiu dentro ou fora do futebol.

Haverá nomes bem conhecidos, outros menos mediáticos, alguns que deixaram saudades e outros que muitos adeptos já nem se lembravam que tinham passado por cá. E é precisamente isso que torna o exercício interessante.

Fica agendado o pontapé de saída para a próxima quarta feira, dia 25 de Março.
De duas em duas semanas, às quartas feiras, vamos olhar para trás para perceber… por onde anda...?

17.3.26

Mudar a lei para proteger o jogador português

Tal como acontece nas competições da UEFA, em que tem de haver pelo menos 8 “jogadores formados localmente” num plantel de 25 jogadores (sendo 4 formados no próprio clube e 4 formados no mesmo país) ou na Premier League, em que tem de haver um mínimo de 8 “homegrown players”, defendo que o campeonato português deveria ter uma regra que protegesse o jogador nacional.

O caso do Rio Ave em 2025/26 vai ficar como uma referência, incómoda para nós, na minha opinião, tal como demonstra este apanhado do Goalpoint, até ao momento:




15.3.26

(2-1 ao Amadora) Com Brabec é uma Bleza!

Vitória clara do Rio Ave, que peca por escassa. No mínimo, 3-1, face às oportunidades desperdiçadas. Grande primeira parte, a melhor deste campeonato, talvez. Acabámos o jogo a tremer um pouco, sem necessidade. 

Grandes exibições de Brabec (que classe!), Blesa (dois golos) e Nikitsher. Vroussai também em bom plano, tal como o guarda-redes.

Pohlmann continua a somar minutos desperdiçados, num jogo em que esteve alheado e, tendo sido o primeiro a sair, já foi tarde. Para azar, o seu substituto (Ryan) viu o amarelo pouco depois de entrar  e ficou logo condicionado.

Além dos jogadores que estão melhorar de rendimento, nota-se mais atitude. Até Liavas ganhou três bolas nos poucos minutos em que esteve em campo!

Terceiro jogo a pontuar; Bruno Alves ainda não perdeu...


 

 

Vitória frente ao Estrela: mais uma vez o Bleza

 


O Rio Ave entrou em campo hoje com uma postura que há muito não se via.

Foi, sem sombra de dúvida, um dos melhores períodos de futebol da equipa neste campeonato.


Desde o primeiro apito, a pressão alta asfixiou o adversário. O Rio Ave assumiu o comando, ditou o ritmo e transformou o domínio em oportunidades claras. Foi com toda a naturalidade que Bleza abriu o marcador. O avançado esteve ainda na primeira parte a centímetros de um segundo golo com um remate estrondoso que fez estremecer a barra.


A segunda parte começou como o segundo golo do Rio Ave. Logo nos instantes iniciais, Bleza bisou, colocando o Rio Ave numa vantagem confortável. Ainda dispôs de uma oportunidade clara para fazer o 3-0 mas falhou isolado à frente do guarda redes. Parecia o desfecho perfeito, mas…

A partir dos 55 minutos, a equipa "adormeceu". O Estrela, que até então parecia entregue, sentiu a passividade do Rio Ave e tomou conta da partida durante uns longos 20 a 25 minutos. As substituições do treinador acabaram por não ter o impacto imediato esperado, forçando a equipa a sofrer mais do que o necessário após uma exibição que prometia ser tranquila.


No final, ficam os três pontos e a memória de uma primeira parte muito boa. 


Homem do Jogo: Bleza

Destaque para: Brabec