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14.11.18

Rui Malheiro e o momento do Rio Ave: melhorar a defesa

O Vilacondense desta semana ouve Rui Malheiro sobre o momento do nosso Clube.
(subscrevo integralmente o que diz, nomeadamente na afinação que a defesa precisa)

20.2.17

"A proposta de jogo mais arrojada do campeonato" (Rui Malheiro)

Ontem no Record, com grandes elogios para o Rio Ave:
(clicar para aumentar)

4.9.15

O melhor plantel de sempre? Responde Rui Malheiro

Acho que o plantel que começou a época oficial, ainda com o Filipe Augusto e o Hassan, talvez fosse o nosso melhor plantel de sempre em termos qualitativos. 
Perdemos os nossos dois melhores jogadores em duas zonas decisivas, juntando ainda a lesão do Marcelo, o que destrói a espinha dorsal. 
Mesmo assim, estão criadas condições para uma época em que, através da Liga ou da Taça, devemos lutar por um lugar europeu, mas a estabilidade exibicional de jogadores como o Heldon (grande reforço), o Bressan, o Ukra ou o Zeegelaar, o não ter medo em apostar no melhor central excluindo o Marcelo (Nelson Monte), a explosão do miúdo croata, do Kayembe (boa ideia explorar diagonais da direita para o meio) e do João Novais (muito talentoso), o Zé Paulo - era tão craque nos sub-20 do Corinthians - decidir apenas jogar futebol, e o aumentar da qualidade - e quantidade - definidora do Guedes e do Yazalde em zonas de finalização serão cruciais.

18.7.14

Rui Malheiro analisa os suecos

«Mesmo estando longe de ser a grande equipa da década de 1980, que venceu nesse período duas Taças UEFA, como também perdeu a hegemonia que lhe pertenceu como habitual vencedor do campeonato sueco – só venceu um campeonato (2007) na última década e meia -, o Gotemburgo era um adversário a evitar para a estreia europeia do Rio Ave. O principal motivo prende-se com o facto de já estar a meio da temporada, já que o campeonato sueco iniciou-se em março e a equipa apresenta rotinas e processos assimilados, como também uma dimensão física, que é impossível que o Rio Ave, ainda em pré-época, ter. Apesar do aparentemente modesto 6.º lugar, o Gotemburgo apenas perdeu por 1 vez – em casa –, justificando-se a classificação pelo elevado número de empates – 8 – a maior parte deles alcançados como visitante (6). A nível europeu, já eliminou o modesto Fola Esch (0-0 em casa; 2-0 fora) e ontem colocou-se como pé e meio na próxima eliminatória, ao vencer, na Hungria, o Györ por 3-0, comprovando capacidade para surpreender fora de casa, ao tirar partido da velocidade e mobilidade das suas unidades mais adiantadas, perigosas no contragolpe.
Do ponto de vista tático, o Gotemburgo costuma apresentar-se num 4x4x2. Explora muito o jogo exterior, sobretudo a partir dos alas/extremos, já que Lasse Vibe, dinamarquês de 27 anos, é extremamente acutilante a explorar diagonais (ambidestro à direita), enquanto Sam Larsson, 21 anos, uma das maiores promessas do futebol sueco, tanto procura a largura e a profundidade, realizando assistências para situações de finalização, como busca as diagonais (destro à esquerda), promovendo desequilíbrios no um para um e/ou procurando o remate. Na frente, o sul-africano Mahlangu, jogador elétrico e veloz, muito acutilante a explorar transições ofensivas, costuma desempenhar o papel de falso avançado (em momento ofensivo) ou terceiro médio-centro (baixa em momento defensivo), no apoio a um de dois avançados: o sueco Söder ou o senegalês Mané, avançado pesado mas muito veloz, nenhum deles com características da velha referência sueca de pontas-de-lança altos e toscos. Na baliza, Alvbage começou a temporada como titular, mas o jovem Sandberg tem vindo a conquistar espaço. No setor defensivo, Bjärsmyr, jogador que creio ter sido orientado por Nuno Espírito Santo no Panathinaikos, forma dupla de centrais com o veterano islandês Jónsson ou com o veterano norueguês Waehler (38 anos!), enquanto Johansson, internacional sueco, à direita, e o jovem e promissor Augustinsson, à esquerda, são os laterais. 
As limitações a nível da velocidade e agilidade dos defesas-centrais, como também a propensão ofensiva dos laterais, serão fatores que a equipa técnica orientada por Pedro Martins, depois de estudar detalhadamente o adversário, irão explorar. Na zona central do meio-campo, o maior destaque vai para Jakob Johansson, 24 anos, um jogador que atravessa um excelente período na sua carreira e poderá rumar a um campeonato mais competitivo. Extremamente robusto, é nuclear do ponto de vista defensivo, ao efetuar inúmeras recuperações, mas também se solta bem para o ataque e gosta de aparecer em zonas de finalização. Ao seu lado, mais fixo, costuma atuar Gustav Svensson, 27 anos, um jogador que prometia imenso, mas falhou nas aventuras pelo futebol turco e ucraniano, optando por regressar à casa de partida». (obrigado Rui)
- o Gotemburgo joga domingo às duas da tarde em casa; Pedro Martins vai observar o jogo?

PS - Não há ligações diretas para Gotemburgo; se o Rio Ave não optar pelo charter, a ligação mais obvia é via Frankfurt;

7.5.14

Contributos para a história

(obrigado Rui Malheiro)

28.6.13

Wakaso (bem) visto por Rui Malheiro

Aqui fica a opinião que Rui Malheiro nos enviou sobre Wakaso, a partir de um conjunto de quatro jogos televistos do Portimonense

«Joga habitualmente a 6. Pode ser o único médio-defensivo como pode jogar com outro médio-defensivo ao lado (o que agora se define como duplo-pivô, expressão que não aprecio muito). Isso permite-lhe aparecer mais em jogo do ponto de vista ofensivo, pois está mais protegido.
Defensivamente: combina força e disponibilidade física (não se cansa e ocupa muitos espaços); gosta muito do choque (algo excessivo, mas não tem medo de colocar o pé); boa antecipação (rápido e agressivo a atacar a bola); bom desarme (ainda assim, pode melhorar o tempo de entrada - durinho!). Pelo ar, sentiu-se confortável, mas os adversários também eram mais baixos. A nível posicional, compensações interessantes (ao centro e nas laterais) para um jogador africano. Alguma tendência por defender com referência individual (admito que fosse opção do técnico): não deixa o adversário jogar, mas se ele abre na ala, vai atrás e, em alguns lances, abria espaço ao centro (a culpa não era só dele, claro, tinha que haver uma compensação de um dos médios-centro).
Ofensivamente: gosta de assumir jogo; baixa para o pegar ou cria linha de passe - preocupa-se quando a bola sai dos centrais em colocar-se de costas e fugir do espaço de pressão para criar a tal linha. Arrisca um bocadinho no 1x1: "safa-se" bem, porque é forte, tem agilidade interessante para o físico que tem e tecnicamente é interessante (vai crescer), mas faz coisas típicas de jogador africano: tenta dribles na pequena área ou à entrada da área. Como disse, não se sai mal, mas não convém abusar na Liga. Faz ações de penetração com e sem bola entre a 2ª e a 3ª fase - movimentos interessantes: procura remates de fora da área (um bocado excitado!) ou passes de ruptura (razoável). Na 2ª fase, quando recebe a bola, óptimo passe: joga, muitas vezes, curto; mas o que gosta mais de fazer é variar para o flanco. Nem sempre acerta, mas acerta muitas vezes, o que significa que varia bem o centro de jogo e é importante a procurar dar largura ao jogo ofensivo da equipa ou a lançar transições: a primeira mais pelos laterais, a segunda mais pelos alas. é destro.
Em resumo: bom reforço. Na minha opinião, bem melhor do que o Soares e ainda com margem para progredir e para valer um belo negócio futuro. Em relação aos nossos adeptos: tem tudo para ser adorado ou detestado. depende da forma como entrar na equipa mas acredito que possa vir a ser coqueluche. Espero que tenham paciência. Atendendo à saída do Wíres, procurava mais uma solução para o lugar. É bom ter concorrência para crescer. De preferência: um jogador mais velho.
Obrigado Rui, por este retrato completíssimo de Wakaso.

2.5.13

Ainda o Rio Ave de 81/82 (Mourinhos e não só)

"Brutal" trabalho de Rui Malheiro, que qualquer Rioavista deveria ler sobre a época 81/82. E mais não digo, para não estragar o prazer que todos teremos em evocar esse tempo,

25.4.13

As piores contratações da história do Rio Ave (2)

A opinião de Rui Malheiro:

«Vou restringir-me apenas ao período em que jogamos na 1ª Divisão, até porque a diferença de patamares conta e muito para estas coisas.
1) Biro-Biro. Típica contratação por engano da década de 80. Era sósia da “estrela” do Corinthians e apresentou-se como ex-Atlético Mineiro. Na verdade, vinha do futebol venezuelano. O capitão Duarte está muito mais habilitado do que eu para tecer comentários técnicos, mas limito-me à frase que proferiu na apresentação: «Eu jogo com os dois pés... se não jogasse, eu caía». Zero minutos em jogos oficiais. Ainda fez uma perninha em jogos de pré-época e nas reservas.
2) Rubens Rubão. «O Rio Ave vai ser o trampolim para chegar à Selecção brasileira», disse aos microfones da então Rádio Vila do Conde. Vinha para resolver os problemas do/no ataque do Rio Ave, mas só fez 35 minutos na Liga (derrota em Coimbra). Era demasiado mau. Na época seguinte, a do Rio Ave mais brasileiro de sempre, só treinou.
3) Eufémio Raul Cabral e Faustino Alonso. Tinham sido convocados para o Mundial 1986, mas não efectuaram qualquer minuto no México. A chegada de dois internacionais alimentou o nosso Verão e a curiosidade era imensa: recordo-me de ir ver um dos primeiros treinos. A lenda diz que os jogadores não eram os mesmos. É mentira: eram eles. Cabral fez uma boa carreira em Espanha, com passagens por Burgos, Valencia, Racing Santander, Almería e Hércules. Chegou a Vila do Conde, em fim de carreira, sem condição física. Fez os dois primeiros jogos da temporada, nunca mais jogou e abandonou o futebol. Faustino Alonso vinha rotulado de goleador dos paraguaios do Sol de América. A falta de qualidade técnica era evidente, as deficiências na definição dos lances também. Para a história, fica o golo marcado ao Sporting (fez o 2-2 nos Arcos) – o único em 7 jogos – e, sobretudo, o festejo, em que deu praticamente uma volta ao estádio.
4) Dema e Roberto Coração de Leão. À semelhança do que acontecera na época anterior com os paraguaios (86/87), a chegada de dois internacionais brasileiros, no meio de um pacote vastíssimo, suscitou enorme curiosidade. No meu caso, mais ainda. O Dema foi considerado, em 1983 e 1985, o melhor «volante» (médio defensivo/centro) do Campeonato Brasileiro pelo Santos, onde, ainda hoje, é uma referência. Chegou a Vila do Conde em condições físicas muito deficientes, algo que já foi visível na pré-época. Fez um jogo em Chaves – derrota 0-4 – e regressou, pouco depois, ao Brasil. Roberto Coração de Leão chegou um pouco mais tarde, mas vinha para ser o goleador do Rio Ave 1987/88. Era (e ainda é) considerado um dos maiores ídolos da história do Sport Recife, de onde saiu para o Internacional de Porto Alegre. Já estava na fase descendente da carreira quando chegou a Vila do Conde. Recordo-me do dia da sua apresentação em que parecia claro o seu excesso de peso, como também de uma revista Placar que elogiava a sua capacidade goleadora. Os seus 15 jogos foram muito fracos, mas, ainda assim, marcou 3 golos que valeram 5 pontos. Não menos importante, um deles foi contra o Varzim (em casa), até porque na Póvoa foi expulso, o que deixa entender que, mesmo fora de forma, percebia quanto valia um derby.
5) Frank Michael Sheridan. Chegou a Vila do Conde, como um médio com experiência na First Division (actual Premier League). Nunca lá jogou. Foi uma promessa do Derby County, então na Second Division, mas a carreira tinha entrado em eclipse: tinha andado pelo Torquay, da 4ª Divisão, e pelo Teignmouth, dos Regionais. Ainda fez 13 jogos (só ganhamos 3), mas nunca me pareceu ter qualidade. Até que um dia desapareceu...
Por fim, num binómio preço/qualidade, o André Jacaré. Ainda assim, o rendimento acabou por ser superior a qualquer um dos anteriores.»

31.1.13

A chegada de Dibo ao Rio Ave

O meu gosto pela arqueologia dos factos relacionados com a história do Rio Ave e o contacto com Rui Malheiro permitiram descobrir alguns factos relacionados com mais mítico dos jogadores que vestiram a nossa camisola, Dibo!
Rui Malheiro revela alguns detalhes no mínimo curiosos, a partir desta conversa.

24.1.13

Afinal Mourinho fez um jogo pelo Rio Ave


Em complemento a isto e sobretudo a isto, recebemos de Rui Malheiro esta importante informação:
«escrevo-lhe no sentido de corrigir uma informação do seu blogue por me parecer relevante, até pelo trabalho de ontem da Grande Área sobre o Rio Ave 81/82: o José Mourinho fez um jogo oficial pelo Rio Ave. a 19 de dezembro de 1981, foi suplente utilizado (substituiu, aos 98 minutos, o Eusébio Patriota) no jogo Salgueiros - Rio Ave para a Taça de Portugal. Vitória do Rio Ave por 2-1, após prolongamento, com golo do Mário Reis, de livre directo, curiosamente o outro suplente utilizado nessa partida. É o único jogo oficial que realizou ao serviço de uma equipa da 1ª divisão. A sua informação em relação ao jogo do Belenenses está correcta: suplente não utilizado em Belém. Por fim, para além dos jogos de reservas à quarta-feira, o Mourinho, então José Mário, fez mais um jogo pela equipa principal do Rio Ave: foi suplente utilizado na vitória (1-0) sobre o Famalicão em jogo a contar para as meias-finais do Torneio Internacional da Páscoa na Póvoa de Varzim. Rendeu o Cabumba aos 81 minutos. O Rio Ave venceu a competição: 3-1, no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, frente ao Varzim. golos do capitão Duarte, Pires e Paquito»
Resta agradecer a Rui Malheiro esta relevante informação.