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2.6.14

O regresso ao 4-3-3

Nuno na primeira temporada usou preferencialmente o 4-2-3-1, mas na segunda época já recorreu a vários sistemas táticos, em função também dos adversários.
(basicamente, segundo os especialistas, a diferença entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3 é o posicionamento dos dois pivôs de meio campo, mais recuados, enquanto no 4-3-3, há um trinco mas os outros dois médios ou acem mais para os lados ou estão mais adiantados).
Com Pedro Martins deverá haver um regresso ao 4-3-3, o seu sistema tático preferido (quer em casa quer fora). E digo regresso, porque também era o sistema ideal para Carlos Brito.

10.2.14

Da entrevista de Nuno, ontem ao Jogo

É sempre um acontecimento quando o nosso míster dá uma entrevista.
Ontem havia uma de duas páginas a O Jogo.
Algumas notas:
- só decide o seu futuro com a época acabada (o contrato acaba no final da época);
- reconhece que os «nossos avançados deviam ter mais golos»;
- Salin saiu da baliza por «decisão técnica»;
- sobre os golos que Del Valle está  a fazer no Paços:  «tem também a ver com o modelo de jogo»;
- fala sobre os vários modelos de jogo, da evolução do 4x2x3x1 para o 4x4x2, dos cinco jogos em casa e do modelo-base, com o duplo pivô no meio campo, com dois alas e um médio-ofensivo e um avançado;
- sobre o seu trabalho: «não quero ser falso modesto (...) Somos competentes e trabalhamos muito no estudo do jogo e na evolução do jogador».
- finalmente o assunto que é título: «A 1ª Liga será sempre prioridade».

(um comentário, apenas: quem deixou Tarantini e Ukra no banco em Setúbal não me parece que esteja a por o campeonato em primeiro lugar; eu elogiei essa opção, mas também disse que a minha opção seria uma final e não a 1ª Liga. A manutenção está a duas vitórias).

12.1.14

(Marítimo 15j) Empate justo, vários acertos necessários

O Rio Ave não jogou bem, sem jogar mal.
O Marítimo foi dominado em termos de espaço e posse de bola mas conseguiu o que mais queria - pontuar.
Nuno mexeu na equipa, voltou a apresentar dois pontas de lança (Hassan e Sandro Lima), o que significou um desinvestimento no meio campo (apenas Tarantini e Luís Gustavo - e estiveram bem).
Braga voltou a ser extremo, mas não correspondeu.
O Rio Ave teve quatro lances de perigo em todo o jogo, mas só no final é que se viu dinamismo - com a entrada de Joeano e Ruben Ribeiro.
Na primeira parte, apesar de dominado, o Marítimo teve o único lance de golo - uma bola ao poste (com o Rio Ave a falhar os dois lances que lhe permitiriam chegar à frente).
Nuno, como sempre acontece quando não está a perder, não mexeu ao intervalo - e a equipa continuou desinspirada. Só Tarantini ia aparecendo com perigo, sendo que Ukra continua uns furos abaixo do que se espera.
No final tudo se transformou: Joeano quase marca (fez tudo bem, mas a defesa de José Sá é do 'outro mundo', na resposta Marcelo deixa Heldon fugir e marcar o 1-0 e logo a seguir Tarantini assiste Joeano que não falha).
Empate justo?
Acho que sim, embora só o Rio Ave merecesse ganhar - nesse ponto estou de acordo com  Nuno.
A opção por dois pontas de lança não funcionou, o Rio Ave precisa de um extremo-esquerdo a sério (Pedro Santos?) e Ruben Ribeiro, nos poucos minutos, deu boas indicações. Nuno, nota 1.

(há um lance na área do Marítimo, com a bola a ir ao braço de um dos seus jogadores; já vi marcarem penalties por menos,mas não contesto a decisão de Jorge Sousa, que só pecou em alguns amarelos um pouco disparatados)

PS - a equipa termina a primeira volta com 18 pontos, menos um do que o limite definido por Nuno e com apenas uma vitória em casa (cinco no total, contra sete derrotas). Um pouco abaixo das expetativas? Sim, mas o balanço, em termos de campeonato, não é negativo.

21.12.13

Sistema tático frente ao FC Porto - Nuno fala em erro (ATUAL.)

Afinal foi mais do que isto.
«Nuno Espírito Santo, treinador do Rio Ave, reconheceu esta sexta-feira que errou ao montar a equipa para defrontar o FC Porto, na última jornada (derrota por 3-1), algo que não se repetirá diante do Paços de Ferreira, adversário de sábado (16 horas). "Aquele sistema tático não corresponde à nossa maneira de jogar, mas pensei que fosse a melhor solução para esse jogo e até estou satisfeito com a prestação dos jogadores, que estiveram dentro do que se pedia no sistema montado", referiu o técnico na conferência de imprensa de lançamento do jogo em Paços de Ferreira».

(o erro, parece-me, não foi a opção por Edimar. Pelo contrário. Braga a ponta de lança ou um meio campo sem fogo são problemas maiores)

ATualizo após o jogo com o Paços de Ferreira (21/12/13): está esclarecido; o que Nuno considerou um erro foi ter jogado sem ponta de lança frente ao FC Porto 

20.12.13

Edimar volta a defesa esquerdo (Nuno)

Nuno disse hoje na conferência de imprensa que Edimar não será extremo amanhã em Paços e que voltará ao esquema habitual.
O nosso treinador justificou a opção por causa do jogo com o FC Porto, situação que não se aplica ao jogo de amanhã.

(Ou seja, Braga a extremo-esquerdo? Edimar! Edimar! Edimar! Edimar! Edimar!)

28.11.13

Nuno: fazer o que ainda não foi feito

Nuno já mudou todos os jogadores que era possível e desejável mudar (excluo a defesa, Tarantini e Ukra), já trocou posições no terreno, só lhe falta fazer uma coisa para contrariar este 'fatalismo' das derrotas caseiras: mudar o sistema tático. O míster já afastou essa hipótese, mas - sinceramente - não vejo razão para essa irredutibilidade.
Estará o Rio Ave refém de um sistema tático?
Como podemos dizer que que não, sem o termos experimentado?
Estaremos em condições de recusar esse cenário?
Não deve o míster tentar tudo o que está ao seu alcance para inverter uma realidade que - ainda por cima - parece não ter antídotos?
Não sei se com o Benfica (o jogo tem determinadas características que o distinguem dos outros) se com outro adversário, mas Nuno deveria fazer o que ainda não fez...

22.11.13

Nuno afasta qualquer mudança no sistema tático

Eu bem tentei...
mas Nuno é claro: «Nuno Espírito Santo recordou esta sexta-feira que em tempos mais distantes era difícil qualquer adversário vencer em Vila do Conde e por isso apelou "à história do Rio Ave para inverter a recente situação", considerando o jogo de domingo "ideal para mudar a tendência negativa dos jogos em casa". O técnico adiantou ainda na conferência de imprensa para o lançamento do embate nos “Arcos”: “Temos de mudar comportamentos nos jogos em casa, mas nunca se irá mudar o sistema de jogo”.

PS - percebi bem? apelou à história?

18.11.13

E se o treino à porta-fechada serviu para...

... treinar um novo esquema com Hassan e Joeano?
Não são incompatíveis e - de certa forma - seria um desperdício ter um deles no banco.E há duas opções: um 4-4-2, que apesar de tudo seria surpreendente para os hábitos de Nuno; ou Ukra num lado, Hassan e/ou Joeano mais descaído na esquerda.
(também há o cenário de Joeano não estar em forma para fazer 90 minutos)


19.9.13

Um só sistema tático (Alvalade)

Brito tinha um só fato (tático) que servia para todas as ocasiões: para sermos goleados na Luz ou no Dragão, para recebermos o Sousense ou para irmos ganhar a Olhão.
Muitas vezes o critiquei aqui, porque penso que apenas equipas muito fortes (até o Real o fez frente ao Barcelona...) se podem dar ao luxo de não mexer no sistema tático em função do adversário.
Nuno, depois de numa fase inicial da época passada ter ensaiado vários sistemas, estabilizou no 4-2-3-1. Há muitos jogos que é este o esquema do Rio Ave.
Mas servirá para qualquer cenário? Em coerência, penso que não.
Vem isto a propósito do jogo em Alvalade, sábado.
Lembram-se como ganhámos lá na época passada? Com Esmael e Del Valle no ataque.
Nuno irá surpreender com um 4-4-2?
Pouco provável, até porque não tem Ronny (e, se não estou enganado, a única vez que o experimentou na pré-época foi precisamente com Ronny).

8.8.13

Do empate a zero em Ribeirão

Das partes distintas, com dois onzes e, pelo que se lê, dois sistemas táticos. Ao habitual 4-2-3-1 da primeira, seguiu-se um 4-4-2, mais adaptado a Hassan com Ronny.
Ainda assim, continua a "fome" de golos.
Outras notas:
- Roderick jogou a trinco, à frente da defesa, e Vilas Boas a central. Talvez se possam tirar ilações...
- sem Sandro Lima (ainda a recuperar da lesão), Rafa Miranda foi a opção de ataque na primeira parte.
- Renato santos voltou a merecer a confiança de Nuno, ao lado de Del Valle;
- Tiago Pinto e Edimar foram os centrais; André Dias não jogou;
- Salin fez os 90 minutos
- luis Gustavo foi o 10 na equipa da primeira parte, na da segunda foi Diego Lopes.
- na segunda parte jogaram na mesma equipa Ukra, Ronny, Hassan e Braga. É fogo!
(Em suma, tirando Roderick e Vilas Boas, tudo parece no seu lugar e a equipa estabilizada)

3.4.13

(TdL FC porto) Marcelo a defesa-esquerdo

RIO AVE FC: Oblak, Lionn, Vilas Boas, Nivaldo e Marcelo;  Tarantini, Braga, Filipe Augusto; Ukra, Hassan, Bebé.
Rio Ave no tal 4-2-3-1 de que Nuno fala.

Que esquema tático para logo?

O Rio Ave é capaz de ser a equipa que mais variações táticas apresentou ao longo da época  - e não sou eu que vou dizer que é mau ou bom. É apenas uma constatação*.
Dois exemplos: do 4-4-2 do Dragão há mês e meio ao 5-2-3 da Luz, houve ainda o 4-2-3-1 das jornadas anteriores.
Como será logo?
Depois do que Nuno disse ontem, é provável que o Rio Ave volte ao 4-2-3-1.
Eu, que não percebo nada, tenho dúvidas de que seja o melhor esquema para contrariar o forte meio campo do FC Porto. Eu, que não percebo nada, apostaria novamente num 4-4-2, com Vilas Boas, Tarantini, Filipe Augusto e Braga. Um meio campo combativo, agressivo, a não deixar Moutinho e Fernando saírem com a bola.

PS - o esquema tático deve ser um fato que se adapta à medida das necessidades da própria equipa mas também do adversário; nesse aspeto gosto mais dos treinadores que mudam do que daqueles que jogam sempre com o mesmo esquema.

2.4.13

Nuno e o esquema tático do Rio Ave

«Frente ao Benfica, o esquema com três centrais fez parte da estratégia na análise que fizemos para o bloqueio do jogo exterior do Benfica. Iria permitir que o ala não tivesse de acompanhar o lateral do Benfica. Não significa que não tenha resultado, porque tivemos bastantes ocasiões para fazer um bom resultado. Claro que a partir de certo momento não resultou. Não nos arrependemos. Não significa que possamos repetir. Mas o nosso modelo base é o 4-2-3-1 e no Dragão vamos jogar com quatro defesas».

(ou seja, Oblak, Lionn, Nivaldo, Marcelo e André Costa; Filipe Augusto/Vilas Boas, Tarantini; Braga, Ukra, Bebé; Hassan? A colocação de André Costa a defesa esquerdo tem - parece-me - uma vantagem: não descaracteriza a equipa, coisa que aconteceria se, por exemplo, Nivaldo fosse desfesa-esquerdo e Vilas Boas central)

31.3.13

Um (meio...) elogio para Nuno

Hoje, que é dia de bater em Nuno, gostava de deixar um elogio pelo arrojo tático e pela transformação da equipa.
Resultou pessimamente? Sem duvida! Mas não apenas pela própria mudança, também por outros fatores.
Já o critiquei por ter demorado a mexer na equipa, mas não o critico por ter tentado fazer diferente. Pelo contrário.
Hoje seria fácil arrasá-lo por ter aparecido com cinco defesas e apenas dois médios - ainda por cima recuados - no jogo, mas parece-me injusto.

PS - outra coisa diferente é se a equipa teve ou não possibilidade (tempo...) para treinar este esquema, de modo a ganhar rotinas. Não sei, não posso dizer, mas depreendo que sim.

30.3.13

(24j Benfica) Derrota por... 6-1 (ATUAL.)

O pior resultado dos últimos anos, a maior goleada deste campeonato.
Como se explica este resultado?
É uma soma, penso, destes fatores: azelhice gigantesca da nossa defesa (que falha em vários golos), eficácia brutal do Benfica (que marca seis golos em sete ou oito oportunidades) e uma má arbitragem (além do pénalti não assinalado na primeira parte houve uma chuva de cartões e dois jogadores nossos expulsos).
Nuno arriscou no sistema táctico e não podia ter corrido pior. Tão cedo não se vai esquecer do 5-2-3. A única coisa positiva aconteceu no nosso ataque: apareceu mas desinibido do que o costume, mais solto, mais atrevido. Nota 1 para Nuno.
ATUALizo a 30/3: Uma coisa que não entendi e para que não haja mal entendidos escrevi-o ao intervalo: o Rio Ave já estava a perder por 2-0 aos 15 mas a primeira substituição fez-se apenas ao intervalo (ou seja, continuámos com cinco defesas durante 45 minutos). No final do jogo Nuno disse que «O primeiro golo que sofremos foi numatentativa nossa de sair com a bola pelas zonas laterais; o segundo foi numa bola parada, A partir desse momento assumimos que era um erro manter os três centrais». A partir desse momento?

Benfica: Nuno surpreende com cinco defesas (atualizado)

Além de Lionn e Edimar, o Rio Ave joga ainda com Marcelo, Rodriguez e Nivaldo. Três centrais? No meio campo apenas Wires e Tarantini?
Grande surpresa, sem duvida.

Confirma-se: pela primeira vez o Rio Ave apresenta-se com três centrais. Mais dois médios defensivos. E três avançados (Bebe, Ukra e Hassan).
Insólito, no mínimo.
Veremos como corre.

PS - Rafael Miranda esta no banco. Kiki não.

18.3.13

(23j Moreirense) O comentário ao jogo de ontem

Não me lembro de, por opção, ter retardado tanto o comentário ao jogo. Preferia não ter de escrever, mas penso ser uma falta de respeito para com os nossos leitores.
Assim, e acrescentando que apenas me refiro ao jogo de ontem, aqui vai:
- o Rio Ave entrou a perder, com o esquema tático desenhado por Nuno (uma espécie de 4-4-2 tosco]. Braga não era nem segundo avançado nem ponta de lança; Ukra estava na direita, isolado, Diego Lopes não seria titular no Benfica B (independentemente de poder vir a evoluir muito).
- Nos primeiros 45 minutos, o Rio Ave teve três lances na área e apenas um podia ter dado golo. É muito pouco. A equipa esteve apática, desinspirada e, apesar da candidatura ao 5º lugar, pareceu desmotivada.
- No segundo período não estivemos melhor: as substituições de Nuno em nada resultaram e parece ter-se abatido um desânimo quase geral. Um ou dois lances de perigo é muito pouco.
A Nuno, neste jogo, dou nota zero - não foi capaz de montar uma equipa com ambição, não encontrou soluções ao longo do jogo e penso que é de questionar o facto de termos ficado sem dois pontas de lança (Tomás e Esmael) sendo previsível a convocatória de Hassan para o campeonato sub20 africano. Falta de planeamento? [nota: não questiono o empréstimo de Esmael, que agora seria fácil de fazer, mas quase de um momento para o outro termos ficado sem alternativas - e sem ter havido lesões].
Também critico Nuno pela incapacidade de, semana após semana, construir uma equipa que ganhe jogos em casa.
Resultado justo?
O Moreirense foi mais competente, fez o que o seu treinador pediu e marcou um golo. Nós fomos incompetentes, por isso...
(muitas vezes no futebol confunde-se querer com atitude; se fosse por querer, eu e muitos Rioavistas eram titulares; atitude é mais do que isso; e isso faltou a quase todos. Tarantini disso não pode ser acusado)

PS - insisto: não misturo uma análise mais global da época com este jogo ou com um jogo em concreto.

12.3.13

Sem Hassan...

...o que irá fazer Nuno?
No Dragão jogámos em 4-4-2 (Hassan castigado), mas talvez não seja a melhor forma de ganhar ao Moreirense.
Pela lógica, precisamos de um ponta de lança - e a dúvida é quem será?
No início da época tínhamos três jogadores com características para o lugar (Tomás, Esmael e Hassan) e neste preciso momento nenhum.
Del Valle?
É o mais provável, mas reconheçamos que as várias tentativas feitas até hoje não têm resultado.
Bebé poderia ser outra hipótese, mas não me parece que tenha qualidades para ser um jogador de área.
Ainda vamos acabar no 4-4-2, com Braga e Diego Lopes a entrar entre os extremos.

3.3.13

(21ªj Estoril) Mais uma derrota em casa (o pior jogo em casa)

... que se explica da seguinte forma:
- a equipa entrou sem ânimo e relaxada (só Tarantini mostrava alguma agressividade);
- no meio campo continua a faltar alguém que pegue na bola a partir da defesa e faça a transição para o ataque. Tarantini fez isso algumas vezes e foram as únicas. A bola não chegou aos extremos e Hassan teve uma única oportunidade de golo;
- Nuno ainda meteu Diego Lopes ao intervalo, tirando Bebé e deslocando Braga para a esquerda, mas Diego Lopes - sem ser mau jogador - não é o jogador de que o Rio Ave necessita.
- o Rio Ave não criou perigo, não foi persistente, não mostrou qualidades;
- O Estoril também não?
É verdade, mas marcou no único remate à baliza, indefensável tal a qualidade do gesto de Licá, e complementou com um penalti, mais um, por demais evidente.
O Rio Ave teve duas, no máximo três, oportunidades de golo e não marcou; o Estoril teve uma e marcou dois!
Resultado justo?
Talvez o empate se ajustasse mais, devido à nulidade geral dos dois ataques, mas o Rio Ave não mostrou argumentos e surpreendeu pela negativa.
A Nuno dou nota 1. Não sei o que se passou com Lionn (nem suplente foi) e não e emito juizo por isso. A nota deve-se ao facto de não ter conseguido que a equipa jogasse futebol. Faltou garra, faltou quase tudo. Também não percebi muito bem as substituições, desde a saída precoce de Bebé à entrada de Del Valle para extremo, com Tope no banco [caro Nuno: agora é tarde, mas quanto mais tempo passa, mais evidente se torna que um jogador com as características de Vítor Gomes faz falta].
Um dia para esquecer, naquele que terá sido o pior jogo que vi do Rio Ave esta época, em Vila do Conde.

PS _ jogo menos bom? Jogo MAU!

24.2.13

(20j FC Porto) Orgulho, sem vitórias morais

Já houve jogos que o Rio Ave ganhou a que torci o nariz e já houve jogos que perdemos, seja injustamente (Benfica ou Olhanense) ou em que, mesmo assim, fizemos um bom jogo - o de ontem no Dragão foi um deles!
Saí do Dragão orgulhoso e reparei que aqueles que no início da partida olhavam de lado para o meu cachecol, o faziam de outra forma no final. Com respeito.
O FC Porto foi melhor porque é melhor. Tem melhores jogadores, que desequilibram, que colocam a bola com mais precisão e fazem mais vezes a diferença (sejamos francos, além de Edimar - por causa das lesões no FC Porto - quantos jogadores nossos seriam titulares no FC Porto?)
Mas o Rio Ave - sem ter feito um jogo perfeito - fez um excelente jogo.
Nuno começou por surpreender - e bem - ao apostar num 4-4-2, compactando o meio campo, Se Braga e Filipe Augusto não estiveram tão bem como seria de desejar a tentar travar as iniciativas do adversário, a falha não pode ser apontada ao míster!
Onde o Rio Ave falhou - do meu ponto de vista - foi em não ter conseguido ser mais agressivo no meio campo, quando o Porto organizava o seu (previsível, diga-se) jogo - passa sempre por João Moutinho e/ou Fernando. Quando Tarantini impunha a sua agressividade, a equipa subia de rendimento e obrigava o FC Porto a perder a bola. Mas é impossível fazê-o durante 90 minutos, e aí esperava-se mais de Braga e Filipe Augusto.
A outra lacuna - estrutural - do Rio Ave, a organização do ataque apoiado, foi menos visível, porque a ideia era meter a bola nos extremos. Ainda assim, tivemos alguns sobressaltos quando tentámos sair com pequeno passe, a partir de Oblak.
A Nuno - que dou nota 4 - só aponto uma falha: a opção por Tope (a ponta de lança!) foi corajosa, mas completamente ineficaz. Eu estava à espera que lançasse Del Valle que, pelas suas características de gazua, poderia ter desequibrado. A esta hora Nuno estará provavelmente 'arrependido' mas a intenção era boa. A sua previsão, aliás, não andou muito longe...
Em resumo: derrota justa (tivemos um golo em três lances de algum perigo), numa exibição de qualidade. Arbitragem de Soares Dias sem influência no resultado (os dois penalties existem) mas, como quase sempre em casa dos grandes, inclinada (na avaliação dos livres, sobretudo). Bem no lance do golo do Rio Ave, Braga parte de situação regular.
(aqui o momento em que Filipe Augusto pisa Izmailov)
PS - confirma-se: entre os 35' e os 45' tudo nos acontece; e voltámos a sofrer um golo nos descontos da primeira parte