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20.5.26

Por onde anda…? Episódio #5: Wakaso

 

Se houvesse um prémio para o jogador com mais quilómetros percorridos e mais duelos ganhos no relvado dos Arcos, o nome de Wakaso seria, sem dúvida, muitas vezes, nomeado. Hoje, o nosso guardanapo de café desenha o perfil de um médio que não conhecia a palavra "cansado" e que se tornou um símbolo de raça para a família rioavista.

O Destruidor de Jogo

Natural do Gana, Wakaso chegou a Portugal muito jovem (18 anos) para representar o Portimonense, mas foi no Rio Ave FC que atingiu a sua plenitude. Com uma capacidade física impressionante e um raio de ação que parecia cobrir o campo inteiro, Wakaso era o "tampão" que permitia aos criativos da equipa jogar com liberdade.

Entre 2013 e 2016 (com uma breve interrupção de meia época para rodar no Portimonense), Wakaso vestiu a camisola verde e branca em 114 jogos oficiais. Foi uma peça fundamental na estabilidade defensiva da equipa enquanto andou por cá. A sua entrega era tal que os adeptos rapidamente o adotaram como um dos seus.

Em Janeiro de 2016, a meio de uma época muito positiva, foi transferido para o Lorient, equipa que na altura ocupava o último lugar da Liga Francesa. A equipa francesa ainda viria a fugir dos lugares de despromoção direta não tendo evitado o lugar do playoff de despromoção e descido via essa via.

Regressou a Portugal na época seguinte onde representou o Vitória durante 4 temporadas tendo tido depois uma experiência no Chipre (Olympiakos Nicosia) antes de regressar novamente a Portugal para representar o Leixões.

E agora... por onde anda?

Hoje, com 34 anos, passou as últimas duas temporadas no Semen Padang (campeonato da Indonésia). 
Fica a memória de um guerreiro silencioso mas implacável, cuja presença no miolo do terreno dava uma segurança única a quem assistia aos jogos no Estádio dos Arcos.

6.5.26

Por onde anda…? Episódio #4: Filipe Augusto



Há jogadores que são o motor invisível de uma equipa. Aqueles que, com um posicionamento impecável e uma capacidade de passe que parece desenhada a régua e esquadro, dão o equilíbrio necessário para os outros brilharem. Hoje, o nosso guardanapo de café foca-se num dos médios mais influentes da história recente do Rio Ave FC: Filipe Augusto.

O Equilíbrio Vindo da Bahia

Natural de Itambé, Filipe Augusto chegou a Vila do Conde ainda muito jovem - 19 anos - , vindo do Bahia, e rapidamente se percebeu que estávamos perante um talento especial. Com um pé esquerdo de especial, tornou-se o "pêndulo" da equipa. Foi um dos pilares nas campanhas memoráveis que levaram o Rio Ave às finais das Taças e à estreia europeia.

A sua qualidade era tão evidente que despertou o interesse dos "grandes", levando-o a passagens pelo Valência (Espanha), Braga e Benfica. No entanto, foi sempre em Vila do Conde que Filipe Augusto pareceu encontrar o seu porto de abrigo, regressando em diferentes fases da carreira para reafirmar o seu estatuto de líder. No total, somou mais de 130 jogos de caravela ao peito (139), tornando-se um símbolo do clube na última década.

Despedida definitiva do Rio Ave

No final de 2020/2021, depois da terrível descida de divisão do Rio Ave, decidiu procurar novos horizontes e rumou à Arábia Saudita para jogar no Damac FC. Ficou por lá apenas uma temporada sendo que nas duas épocas seguintes jogou no Cuiabá, terminando a ligação ao clube brasileiro depois de mais uma descida de divisão (Cuiabá desceu da primeira divisão para a segunda). 

Em 2025 assinou pelo Qindgao Hainiu (clube chinês).


E agora... por onde anda?

Hoje tem 32 anos, e depois de uma experiência na China, assinou em Fevereiro por o Khorfakkan (equipa dos Emirados Arabes Unidos) onde joga com o Aylton Boa Morte (sobrinho do Boa Morte) que há umas temporadas jogava no Portimomense.



22.4.26

Por onde anda…? Episódio #3: Edimar



Se a ala esquerda do Estádio dos Arcos falasse, contaria histórias de cruzamentos teleguiados e de uma sobriedade defensiva que poucos conseguiram igualar. Hoje,  no terceiro episódio da rubrica Por onda anda...? vou falar de Edimar, o melhor lateral esquerdo que vi jogar no Rio Ave FC.

O Dono do Corredor Esquerdo

Edimar chegou a Vila do Conde na época 2013/2014, vindo do CFR Cluj, e rapidamente provou que a sua contratação era uma mais valia. Com uma técnica acima da média para um lateral e uma tranquilidade olímpica, Edimar foi peça fulcral na equipa que alcançou as históricas finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga na época 2013/14. Ficou por cá duas temporadas sendo que depois tem a primeira saída do Rio Ave. 
Após uma breve passagem pelo Chievo (Itália) e Córdoba (Espanha) - tudo numa época -, o "filho pródigo" regressou a casa em 2015/16 para mais uma temporada de alto nível. No total, foram praticamente 100 jogos de caravela ao peito (98), onde a sua classe e o seu pé esquerdo deixaram marca profunda.

O Regresso ao Brasil e a Longevidade

Diferente de muitos jogadores que perdem o rasto após saírem de Portugal, Edimar construiu uma carreira de enorme sucesso e longevidade no seu país natal. Passou por gigantes como o Cruzeiro, São Paulo e Vasco da Gama, provando que o nível que demonstrou nos Arcos não era obra do acaso

Foi uma figura também importante no projeto do Red Bull Bragantino (3 épocas), onde ajudou a equipa a estabilizar-se no topo do futebol brasileiro e a chegar a uma final da Copa Sul-Americana.

E agora... por onde anda?

Aos 39 anos (completará 40 no próximo mês), Edimar é um exemplo raro de longevidade no futebol profissional. Passou pelo CRB (Clube de Regatas Brasil) em 2023 e pelo Santo André em 2024 tendo estado sem jogar em 2025 (teoricamente tinha terminado a carreira). 
No entanto, este ano voltou aos relvados, para jogar no Forte FC, clube que joga atualmente a Serie D.

Partilho convosco o momento que melhor me lembro das suas passagens pelo Rio Ave.



De duas em duas semanas, voltamos para descobrir um novo rasto. Até lá, quem gostariam de ver aqui recordado?

8.4.26

Por onde anda…? Episódio #2: Ronan David



Quando falamos de avançados que passaram pelo Rio Ave FC, há nomes que evocam elegância e técnica apurada. Mas há outros que deixaram a sua marca pela força e pela presença imponente na área. Hoje, no segundo episódio da rubrica Por onda anda...? para traçar o rumo de um verdadeiro gigante que, durante várias épocas, vestiu a caravela ao peito: Ronan David.

O Avançado de 1,95m

Nasceu nas Minas Gerais, chegou a Portugal em 2015, ainda muito jovem, com um perfil físico invulgar: uns impressionantes 1,95m de altura. Depois de uma curta passagem pelo AD Sanjoanense (3º Liga) veio para Vila do Conde.

Entre 2015 e 2022, Ronan viveu uma relação de altos e baixos com o nosso clube. No total, foram mais de 81 jogos oficiais de caravela ao peito, somando cerca de 15 golos.

Na última temporada no Rio Ave, marcou 3 golos e 3 assistências. Uma dessas assistências, foi deveras importante para manter a equipa perto dos lugares de subida, num momento em que a equipa se arriscava a ficar longe dos lugares de subida já que na jornada anterior tinha perdido frente ao Nacional da Madeira e caso não vencesse o jogo frente ao Benfica ficaria longe dos lugares de subida. O golo foi marcado por Guga aos 94min com um trabalho exemplar de Ronan.




A Aventura no Oriente e a Nova Vida

Depois da subida de divisão, em Junho de 2022, Ronan decidiu abraçar um novo desafio na sua carreira e rumou ao Oriente, assinando pelo Seoul E-Land, da K League 2, na Coreia do Sul. 

Depois de uma época na capital sul-coreana, onde somou 7 golos e 3 ssistências, seguiu-se uma nova etapa na China onde marcou 12 golos e fez 2 assistências pelo Yanbian Longding. Na época seguinte Ronan voltou à Coreira do Sul e por lá continua. Veste as cores do Jeonnam Dragons (2ª divisão coreana), onde é uma peça importante no ataque da equipa (época passada marcou 11 golos e fez 4 assistências), que luta pela subida ao escalão principal do futebol sul-coreano.
Vai começar uma nova temporada brevemente.


De duas em duas semanas, voltamos para descobrir um novo rasto. Até lá, por onde acham que andam os vossos ídolos?

25.3.26

Por onde anda…? Episódio #1: Diego Lopes

 


Há jogadores que parecem desenhados para um clube. Quando pensamos no futebol de posse, técnico e esclarecido que o Rio Ave FC nos habituou na melhor década da sua história, é impossível não recordar aquele médio franzino, de toque refinado e visão de jogo privilegiada, que tratava a bola por "tu". Hoje, abrimos a rubrica com um nome que deixou saudades em Vila do Conde: Diego Lopes.


O Menino de Ouro de Vila do Conde

O Diego Lopes chegou a Portugal muito jovem para a formação do Benfica, mas foi no Rio Ave que se fez homem e jogador profissional. Entre 2012 e 2015, foi uma das figuras de proa de uma das eras mais bonitas do nosso clube, ajudando o Rio Ave a chegar a finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga, e estreando-se nas competições europeias.

Quem não se lembra da forma como ligava o jogo com uma facilidade tremenda? Depois de uma breve saída para a Turquia, Brasil e Grécia, voltou a casa em 2017/2018, permanecendo a janela de transferência de inverno de 2020/2021. No total, foram 201 jogos de caravela ao peito, tornando-se um dos estrangeiros com mais história no clube.

(António da Silva Campos, entregou a Diego Lopes uma camisola a simbolizar os seus 200 jogos de caravela ao peito dias antes da sua saída definitiva do clube )


A Aventura no Oriente

Em janeiro de 2021, com 27 anos, Diego foi vendido por 1,8 Milhões de euros e assinou pelos Lion City Sailors, de Singapura. Fez duas épocas e meia por lá, conquistando o campeonato e a Taça de Singapura, somando 31 golos (dados Zerozero)

Depois de Singapura, seguiu-se uma curta passagem pela Superliga Chinesa ao serviço do Qingdao Hainiu, onde continuou realizou apenas uma temporada.


E agora... por onde anda?

Aos 31 anos, Diego Lopes encontra-se atualmente sem clube. Depois de terminar a sua ligação ao clube chinês no final de 2024 não assinou por mais nenhum clube.

Para muitos rioavistas, o "camisola 10" foi uma das maiores promessas que passou pelo Rio Ave: aos 18/19 anos já era uma das peças fundamentais da equipa do Rio Ave e com 20 anos fez parte da equipa titular que foi ao final da Taça de Portugal e da Liga).

De duas em duas semanas, voltamos para descobrir um novo rasto. Até lá, por onde acham que andam os vossos ídolos?

18.3.26

Por onde anda…? A nova rubrica do Reis do Ave


Ao longo dos anos, muitos foram os jogadores que vestiram a camisola do Rio Ave FC. Alguns ficaram na história, outros passaram de forma mais discreta, mas todos fizeram parte do caminho do clube e deixaram, de uma forma ou de outra, a sua marca em Vila do Conde.

O futebol tem este lado curioso: os jogadores chegam, jogam, partem… e, com o passar do tempo, vamos perdendo o rasto. Por onde andam? Continuam a jogar? Seguiram outra profissão? Ficaram ligados ao futebol? São perguntas que muitas vezes surgem em conversas entre adeptos, sobretudo quando se recordam equipas de outras épocas.

É precisamente dessa curiosidade que nasce esta nova rubrica do blog: "Por onde anda…?".

De forma quinzenal, vou recuperar o nome de um jogador que passou pelo Rio Ave e tentar perceber o que foi feito da sua carreira depois de deixar Vila do Conde. Por que clubes passou, onde joga atualmente (ou se já terminou a carreira), e que caminho seguiu dentro ou fora do futebol.

Haverá nomes bem conhecidos, outros menos mediáticos, alguns que deixaram saudades e outros que muitos adeptos já nem se lembravam que tinham passado por cá. E é precisamente isso que torna o exercício interessante.

Fica agendado o pontapé de saída para a próxima quarta feira, dia 25 de Março.
De duas em duas semanas, às quartas feiras, vamos olhar para trás para perceber… por onde anda...?