Se houvesse um prémio para o jogador com mais quilómetros percorridos e mais duelos ganhos no relvado dos Arcos, o nome de Wakaso seria, sem dúvida, muitas vezes, nomeado. Hoje, o nosso guardanapo de café desenha o perfil de um médio que não conhecia a palavra "cansado" e que se tornou um símbolo de raça para a família rioavista.
O Destruidor de Jogo
Natural do Gana, Wakaso chegou a Portugal muito jovem (18 anos) para representar o Portimonense, mas foi no Rio Ave FC que atingiu a sua plenitude. Com uma capacidade física impressionante e um raio de ação que parecia cobrir o campo inteiro, Wakaso era o "tampão" que permitia aos criativos da equipa jogar com liberdade.
Entre 2013 e 2016 (com uma breve interrupção de meia época para rodar no Portimonense), Wakaso vestiu a camisola verde e branca em 114 jogos oficiais. Foi uma peça fundamental na estabilidade defensiva da equipa enquanto andou por cá. A sua entrega era tal que os adeptos rapidamente o adotaram como um dos seus.
Em Janeiro de 2016, a meio de uma época muito positiva, foi transferido para o Lorient, equipa que na altura ocupava o último lugar da Liga Francesa. A equipa francesa ainda viria a fugir dos lugares de despromoção direta não tendo evitado o lugar do playoff de despromoção e descido via essa via.
Regressou a Portugal na época seguinte onde representou o Vitória durante 4 temporadas tendo tido depois uma experiência no Chipre (Olympiakos Nicosia) antes de regressar novamente a Portugal para representar o Leixões.
E agora... por onde anda?
E agora... por onde anda?
Hoje, com 34 anos, passou as últimas duas temporadas no Semen Padang (campeonato da Indonésia).
Fica a memória de um guerreiro silencioso mas implacável, cuja presença no miolo do terreno dava uma segurança única a quem assistia aos jogos no Estádio dos Arcos.

