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27.5.25

Luís Freire falou e ouvimos pela primeira vez da sua boca o modus operandis da SAD do Rio Ave

(foto retirada do site do Rio Ave aquando a última renovação)


Luís Freire esteve presente na Conferência Bola Branca, da Rádio Renascença e abordou a entrada da SAD no Rio Ave, analisando as diferenças face ao que vivia antes em Vila do Conde. 
Embora o mesmo não coloque um tom claro de desagrado, é fácil entender que não gostou das alterações e, assim, constatar a sua insatisfação.
Afinal quem é que gosta de ser treinador e pouco ou nada ter a dizer sobre a construção do plantel?
 
Freire frisa (de forma clara), que o investidor "está no estrangeiro" (é bem diferente dizer que é um investidor que é estrangeiro). Aliás, antes diz que antes havia uma equipa constituída pelo Presidente, pelo Diretor Geral, Diretor Desportivo e treinador. Depreendo portanto (e o feedback que tenho também é esse), é que não há ninguém da SAD com poder de decisão (Alexandrina e Henrique Maia são elementos da SAD apenas no papel, porque assim tem de ser) próximo da equipa, no dia a dia.
Deixa também claro que o objetivo prioritário da SAD é a valorização de jogadores para transferir em detrimento do objetivo desportivo ("fazer a melhor classificação possível").


Deixo de seguida as principais afirmações de Freire e em baixo o link direto para a entrevista:


"Com a passagem para a SAD, entra um investidor que está no estrangeiro e mete-se um projeto mais amplo onde o treinador deixa de ter tanta influência. Os jogadores são escolhidos pelo scouting, por serem jovens (sem interferência do treinador) com o propósito de serem vendidos como ativos. O papel do treinador é potenciar e desenvolver esses jogadores"

"Num clube, a política é sempre da direção mas o treinador tem sempre a possibilidade de sugerir de ter o seu cunho. Numa SAD já é mais difícil e principalmente numa SAD estrangeira como esta, como a do Rio Ave ainda é mais difícil"

"Foram quase 20 jogadores estrangeiros que entraram e saíram todos os que estavam."

"O projeto pode mudar mas está assente muito em jogadores identificados pelo Scout e o treinador tem de desenvolver e potenciar esses jovens na tentativa de ficar o mais bem classificado possível mas vender ativos que são gerados pelo projeto.

"Houve uma vontade de eu continuar o meu trabalho mas depois queria tal perfil de jogador mas o projeto não te conseguiu satisfazer porque não é essa a intenção do projeto. O que o projeto quer é contratar pelo potencial para vender. Temos de ser inteligentes."

"O projeto não te permite ter determinado tipo de jogador consoante as tuas necessidades. Não é esse intuito. O projeto é contratar pela valia e potencial do jogador para desenvolvê-lo... Tens de te adaptar aquilo que tens para tirar o melhor partido do grupo." 


17.2.25

A coerência obriga-me a perguntar: estamos realmente melhores?



Ontem, após mais um jogo do Rio Ave, senti que era o momento certo para escrever sobre Petit. O técnico chegou a Vila do Conde para substituir Luís Freire e, ao fim de 15 jogos no comando da equipa (12 para o campeonato e 3 para a Taça de Portugal), já é possível fazer um balanço mais concreto do seu desempenho.

Na Taça de Portugal, os resultados foram positivos: três vitórias em três jogos, ainda que uma delas tenha sido decidida apenas nas grandes penalidades. Já no campeonato, o registo é mais modesto – em 12 jogos, Petit conquistou 3 vitórias, 5 empates e 4 derrotas.

A título de curiosidade, decidi comparar estes números com os do seu antecessor, Luís Freire. Antes de sair, Freire realizou 10 jogos na Liga, conseguindo 2 vitórias, 3 empates e 5 derrotas. Se retirarmos os dois jogos mais recentes de Petit para termos uma base comparativa igual, o atual treinador do Rio Ave apresenta apenas mais uma vitória que Freire nesse período. Uma diferença mínima.

Quando Petit assumiu o comando técnico, viu-se uma equipa com mais vontade e intensidade, muito por força da alteração do sistema tático, que levou a equipa a ser mais ofensiva. Contudo, à medida que as jornadas foram passando a coisa perdeu um pouco de furor quando se esperava que a qualidade de jogo fosse superior à que temos visto.

Seria incoerente não apontar esta crítica neste momento, ainda para mais quando faltam apenas quatro jornadas para que Petit complete uma volta inteira como treinador do Rio Ave. Até agora, a sorte esteve, em alguns momentos, do lado de Petit, algo que Luís Freire nem sempre teve. Mas sorte não pode ser plano de jogo.

Se nos próximos tempos a equipa não demonstrar uma evolução clara na qualidade de futebol praticado, é legítimo questionar se Petit merece continuar para além de junho. E, se nada mudar até lá, não me surpreenderia que a direção optasse por não renovar o seu vínculo.

21.1.25

Fim da Invencibilidade do Rio Ave em Casa: 20 Jogos Depois





A longa invencibilidade do Rio Ave no Estádio dos Arcos chegou ao fim. No passado sábado, o Rio Ave sofreu uma derrota em casa, quebrando uma série impressionante de 20 jogos consecutivos sem perder no seu terreno.

A última derrota em casa datava de 29 de outubro de 2023, quando o Rio Ave perdeu por 3-4 frente ao Farense, num jogo em que estava a vencer aos 88 minutos, mas acabou por ceder nos instantes finais. Essa partida foi referente à 9.ª jornada da temporada 2023/2024.

Desde então, a equipa acumulou um registo de 9 vitórias e 11 empates no seu reduto, um feito que reflete a consistência e a força do Rio Ave em casa. Durante este período, dois treinadores estiveram à frente da equipa: Luís Freire, que orientou 16 jogos desta sequência (7 vitórias e 10 empates), e Petit, que assumiu o comando nos últimos 3 jogos antes do fim desta invencibilidade (2 vitórias e 1 empate).

Este registo demonstra o quão difícil é para qualquer equipa sair de Vila do Conde com um resultado positivo. Apesar da derrota recente, o percurso de 20 jogos invictos em casa é algo que o Rio Ave se deve orgulhar.

26.12.24

Luís Freire: O valor atual do treinador português




Luís Freire foi, durante o tempo em que esteve no comando técnico do Rio Ave FC, um treinador amplamente elogiado por parte da imprensa nacional. Desde o início, a sua imagem foi associada a um treinador promissor, com potencial para dar o "salto" para clubes de maior dimensão no panorama futebolístico português. No entanto, agora que passou cerca de um mês e meio desde a sua saída do clube, é tempo de refletir sobre essa narrativa e sobre o verdadeiro impacto de Freire na sua passagem pelo Rio Ave.

Sempre houve uma ideia propagada de que Luís Freire tinha mercado e que, inevitavelmente, acabaria por ser escolhido por uma equipa de um patamar superior. Essa ideia foi alimentada por artigos, análises e comentários que o colocavam num patamar que, sinceramente, nunca achei que correspondesse à realidade. É certo que Freire alcançou alguns objetivos, como a subida de divisão do Rio Ave, mas isso não deve ser o único critério para avaliar o seu verdadeiro impacto e o seu potencial como treinador.

A realidade mostrou-se muito diferente da perceção criada. No início desta época, várias equipas em Portugal, consideradas de um patamar superior ao Rio Ave, mudaram de treinador. Sporting, Benfica, Porto, Braga, Vitória de Guimarães foram alguns desses clubes. No entanto, Luís Freire não foi apontado a nenhum desses clubes. Nem mesmo após a saída do Rio Ave, quando a sua disponibilidade poderia ser um fator facilitador, foi ele a escolha de clubes como Sporting, Vitória ou Famalicão, que tomaram decisões quanto aos seus treinadores já com Freire sem vínculo contratual.

Essa ausência de convites é reveladora. Mostra que, apesar de ter uma boa imagem junto da imprensa, Luís Freire não teve o mesmo impacto entre presidentes e administradores de clubes.
Luís Freire pode ter tido mérito em várias etapas da sua carreira e poderá no futuro vir a ser eleito o melhor treinador do mundo mas a ausência de interesse real por parte dos clubes considerados maiores neste momento é um claro sinal de que a narrativa em torno da sua capacidade e do seu potencial foi, talvez, sobrevalorizada.

29.11.24

Para já, a grande diferença entre Luís Freire e Petit




O início da era Petit no Rio Ave tem sido promissor em termos de resultados. Em dois jogos, duas vitórias: uma para o campeonato e outra na Taça de Portugal, ainda que esta última tenha sido conquistada após desempate por grandes penalidades. Independentemente da forma, o essencial foi alcançado – vitórias que trazem estabilidade e confiança. Objetivos cumpridos, sem dúvida.

Mas, na conferência de imprensa de hoje, Petit demonstrou algo que, para muitos adeptos, pode ser mais significativo do que os resultados iniciais: honestidade. Ao afirmar que os "resultados foram melhores do que as exibições", Petit deixou claro que está consciente das limitações atuais da equipa e não pretende mascarar os problemas evidentes.

Esta atitude marca uma diferença notória em relação ao passado recente. Esta é a grande diferença. Sob o comando de Luís Freire, muitas vezes fomos confrontados com argumentos que não refletiam aquilo que víamos em campo. Freire parecia tentar justificar o injustificável, criando uma distância crescente entre o discurso e a realidade. Com Petit, pelo menos por agora, há uma postura mais direta e desarmante, sem rodeios ou desculpas desnecessárias.

Petit não nos atira areia para os olhos. Reconhece que a equipa ainda está longe do que pode e deve apresentar, mas também compreende que o momento exige resultados imediatos. Esta transparência é revigorante e permite aos adeptos terem uma relação de maior confiança com o treinador.

Apesar das vitórias, Petit precisa de tempo. Tempo para implementar as suas ideias e moldar o Rio Ave à sua visão. Talvez, lá para meados de janeiro, possamos exigir mais, nomeadamente em termos exibicionais. Por enquanto, o mais importante é garantir pontos e continuar a construir uma base sólida.

Amanhã, o Rio Ave enfrenta o Moreirense, uma equipa moralizada pela vitória frente ao FC Porto na Taça de Portugal. Será um jogo complicado, mas a vitória é essencial para manter a dinâmica positiva e cimentar a confiança no trabalho que está a ser desenvolvido.

Estarei nas bancadas, como sempre, a apoiar o nosso clube e a esperar mais um triunfo. Que Petit continue a somar resultados e, sobretudo, que mantenha esta postura honesta, que tão bem reflete aquilo que todos nós desejamos: uma liderança que enfrenta a realidade com coragem e transparência.

9.11.24

Petit consegue fazer o que Freire não fez durante 20 meses

 



Não foi sempre bonito mas Petit conseguiu fazer num jogo o que Freire não fazia há 1 ano e 8 meses.


Para além disso, hoje vimos uma equipa com vontade de construir mais rápido e o jogo não ser tão pachorrento.


Fica a ideia que Freire só foi despedido por teimosia: quisesse ele admitir que o seu sistema tático tinha de ser alterado ou então adaptado ao que cada jogo pedia e l Rio Ave já teria tido mais vitórias ou no mínimo ficado mais próximo disso. 


20 min mostraram que Fábio Ronaldo pode render muito mais à frente do que na posição que tinha vindo  a jogar com Freire.

Mistza voltou a demonstrar que independentemente do que levou à sua promoção, merece e tem qualidade para ser titular.


Nota final: foi tornado público que o Rio Ave está neste momento impedido de inscrever jogadores em 3 janelas de transferência. O clube não tendo ainda prestado qualquer esclarecimento é importante a comunicação questionar Alexandrina Cruz (que estava na bancada) ou no limite Petit (o que tem menos responsabilidade de responder.




4.11.24

Falta oficialização mas Freire já não orientou a equipa no treino de hoje. Quem está de saída? Quem assume? Gama fica?



O Rio Ave enfrenta já este sábado o Boavista no Estádio do Bessa, num encontro importante para o campeonato. É um jogo crucial contra uma equipa que luta pela manutenção, enfrentando também dificuldades financeiras que os impediram de reforçar o plantel.

Estamos a viver dentro no nosso clube uma fase de transição após o afastamento de Luís Freire do comando técnico, ainda que oficialmente a desvinculação não tenha sido consumada.

A situação levanta algumas questões: quem orientou a equipa no treino de hoje à tarde? Posso garantir que Freire já não orientou o treino desta tarde apesar da sua saída não é oficial? Será um dos adjuntos a tomar as rédeas? E quanto a Gama que acompanhou Freire durante o seu percurso — permanecerá ele na estrutura técnica ou estará também de saída?

Para além disso, tenho as minhas dúvidas quanto ao timing do despedimento de Freire. Com o campeonato a parar por duas semanas após o jogo com o Boavista, esta seria uma excelente oportunidade para a equipa técnica se adaptar e implementar uma nova metodologia de trabalho. Será que este foi o melhor timing para tomar a decisão?

O momento escolhido para o despedimento de Freire, na minha opinião, levanta questões legítimas. Por um lado, a decisão pecou por ser tardia, com muitos a defenderem que esta mudança deveria ter sido feita já há algum tempo, num esforço para evitar que o Rio Ave se visse enredado numa série de empates e exibições aquém do esperado. No entanto, o facto de o campeonato estar prestes a entrar numa pausa faz questionar a lógica desta transição nesta semana específica.

A saída de Freire, se fosse inevitável, poderia talvez ter sido prolongada por mais uma semana, permitindo que a equipa continuasse a preparar-se para o jogo contra o Boavista sem distrações ou mudanças na liderança. Com a pausa para os compromissos internacionais e a Taça de Portugal, haveria então uma janela ideal para que o novo técnico chegasse e tivesse tempo para se adaptar, integrar-se e conhecer melhor o grupo. Esta fase de pausa é geralmente crucial para os ajustes e seria uma oportunidade ideal para uma transição tranquila e ponderada.

Enquanto se aguarda a oficialização do novo comando técnico o tempo corre. A direção terá agora a responsabilidade de garantir uma transição rápida e eficaz, de forma a tornar esta mudança o mais “pacifica” possível.

Esta pausa no campeonato pode representar uma excelente oportunidade de reorganização, mas o impacto do timing desta decisão no jogo de sábado poderá ter repercussões (sejam elas positivas ou negativas). Que o próximo passo seja dado com convicção e que traga ao Rio Ave a estabilidade que a nossa equipa e adeptos tanto anseiam.

3.11.24

O Fim da Era Luís Freire no Rio Ave FC: Um Olhar Sobre as Estatísticas






A ligação de Freire ao Rio Ave terminou, deixando para trás números que espelham um percurso marcado por altos e baixos, onde a estabilidade e o crescimento se viram, muitas vezes, manchados por desempenhos inconsistentes.

Ao longo de 129 jogos no comando do Rio Ave FC, Luís Freire alcançou um total de 36,43% de vitórias, o que, em teoria, representa uma prestação mediana, mas que esconde desafios e dificuldades sobretudo na primeira liga. Com um registo de apenas 13,95% de vitórias na primeira liga, o técnico viu as suas aspirações e ambições para o escalão máximo frequentemente ofuscadas por resultados aquém do esperado.

Os empates foram, talvez, o reflexo mais evidente das dificuldades do treinador em consolidar um Rio Ave competitivo na Primeira Liga. Freire registou 64,35% de empates neste escalão. Este fator contribuiu para a sensação de estagnação e falta de progressão que levou, em última instância, ao fim da sua passagem pelo clube.

No que toca aos golos, a balança também pendeu desfavoravelmente. Na primeira liga, o Rio Ave sob o comando de Freire marcou 82 golos e sofreu 106 golos. Já na segunda liga, a história foi um pouco diferente: a equipa marcou 52 golos e sofreu 31, números que ajudaram o Rio Ave a regressar ao principal escalão, mas que, infelizmente, não foram replicados com o mesmo sucesso na Primeira Liga.

A fase final da sua passagem pelo Rio Ave foi também marcada por críticas da massa associativa e pela crescente pressão sobre a administração, que acabou por ver nesta separação uma solução inevitável.

A saída de Luís Freire encerra assim um ciclo de mais de três anos de trabalho, deixando para trás a memória de uma subida de divisão, mas também a de uma primeira liga onde os resultados ficaram aquém do desejado (principalmente este ano).

Hoje, despede-se um treinador que deu o seu contributo para o clube, mas que encontrou obstáculos maiores do que as suas soluções.

Podes consultar aqui uma infografia que permite aferir a relação dos objetivos delineados pela SAD para esta época, com os objetivos de Freire e posição atual da equipa.

Luís Freire despedido (ATUAL.)


Luís Freire terá sido despedido. ("depois de ter chegado a acordo com o emblema de Vila do Conde para a rescisão do contrato.")

O técnico português deixa assim o Rio Ave depois de 129 encontros realizados sendo que esta temporada em 10 jogos para o campeonato conseguiu apenas 2 vitórias. 

Recorda aqui as suas estatísticas no clube

Atualizado: "A SAD vilacondense já está em campo para encontrar substituto para Luís Freire e, sabe A BOLA. Petit está na linha da frente. Daniel Sousa, que deixou o SC Braga após quatro jogos no arranque desta temporada, entrou na lista de desejos, mas, segundo apurámos, não será concretizável, dado ter outros projetos desportivos no horizonte. Petit, livre desde que deixou o Cuiabá, do Brasil, surge como a solução mais forte, neste momento, e estará mesmo em negociação adiantadas."

Ler notícia aqui

 

Mais de 3horas depois de a notícia ter sido avançada por vários meios de comunicação, Rio Ave ainda não oficializou a saída de Luís Freire.

A classificação no momento da saída:


Podes consultar aqui uma infografia que permite aferir a relação dos objetivos delineados pela SAD para esta época, com os objetivos de Freire e posição atual da equipa.


ATUALIZADO 5 de Novembro: É OFICIAL! Luís Freire despedido!


30.10.24

Um ano sem conhecer o sabor da derrota nos arcos



Ser isento, sem qualquer tipo de amarras, é isto mesmo. Mesmo não gostando do trabalho realizado pelo técnico português, é meu dever assinalar também os seus feitos.

O Rio Ave está há um ano sem conhecer o sabor da derrota nos arcos.

A última derrota foi frente ao SC Farense por 3-4 a 29 de Outubro de 2023. Desde então, somamos 7 vitórias e 9 empates no Estádio dos Arcos.


29.10.24

Miszta joga a pedido da SAD

No final do Jogo, Luis Freire afirmou  que foi uma escolha sua a substituição do guarda redes.

Mas não foi, o Reis do Ave, através de fontes próximas do clube, está em condições de afirmar que houve desentendimento quanto ao facto de Miszta jogar em detrimento de Jhonantan.

Ao que se sabe, a  SAD FORÇOU Luis Freire a jogar com Miszta,  apurei este episódio de 2 fontes diferentes. O episódio, inclusivé, fez com que Jhonatan se recusasse  a ir a Lisboa, sendo mais tarde convencido a inverter a sua posição por elementos da direção do clube (não SAD). 

Parece-me que estão abertas as portas a um mau ambiente entre treinador e SAD, é um precedente grave, pois a ser verdade, e não tenho dúvidas nas minhas fontes,  esta situação retira poder ao treinador, deixa o treinador isolado, sendo mesmo obrigado a "mentir", quando afirma que foi uma opção dele. Isto é, repito, muito grave, pois não existe neste momento ninguém (Presidente da SAD ou director Geral) que venha dar a cara para defender o treinador. 

Esta situação apenas vem confirmar aquilo que sempre suspeitei: Luis freire é um treinador de ideias amarradas à administração da SAD, amarrado à política de contratações e não é um treinador livre com ideias próprias, sendo que, pelo episódio presente, fica evidente que este não consegue evitar a interferência da SAD no balneário. 

É fácil apontar alguns factos que consubstanciam este meu raciocínio, isso está patente nas políticas de contratações e nas estatísticas. E por isso é fácil apontar alguns factos:

Nos últimos 5 jogos temos 2 pontos, não ganhamos nenhum jogo, começamos a introduzir reforços, curiosamente a qualidade de jogo PIOROU  e parece haver uma correlação entre as apostas de Freire nos jogadores contratados mais valiosos, que parecem claramente ser a pedido da SAD, pois na minha opinião alguns jogadores têm APENAS potencial e não são capazes de serem titulares ou dar dores de cabeça (das boas) ao Treinador. 
    Plantel avaliado em 31.7 milhões de euros, temos 29 jogadores, dos maiores planteis, 69% (20) são estrangeiros e a média de idades é de 25,5 anos.

    (fotos extraídas dos Sites Transfermarkt e Maisfutebol.) 


    Os jogadores mais utilizados têm todos mais de 21 anos, os que têm menos de 21 (são 5 jogadores), não jogam. Ou não lhes são dadas oportunidades. Ou seja, para Freire apenas contam 24 jogadores!!! Os jogadores mais utilizados sãos os que têm mais experiência, como fica provado nas imagens




O onze habitual que é, em regra, jogado por apenas 15 jogadores, tem a 3ª maior média de idades, 26,6, da nossa liga, ou seja não há duvidas que Freire prefere a experiência -eu também preferiria. A SAD, alegadamente, na minha opinião, preferirá os que valem mais milhões e com mais potencial.. Pergunto onde é que fica autonomia do treinador e onde é que fica a capacidade do TREINADOR poder competir com os melhores segundo as SUAS IDEIAS?

 
Ps: Para mim fica evidente que esta derrota na LUZ, para além de ser uma derrota da equipa, e do Treinador, é-o também da SAD, mas, pelo que se disse e se escreveu, até parece que foi só treinador, e da equipa. A SAD está a dar mostras de inexperiência, principalmente no nosso campeonato. Porque a meu ver, 1º investe-se desportivamente e assegura-se a tabela classificativa, e depois investe-se no potencial!

4.10.24

100 jogos de Freire no primeiro escalão sendo 76 realizados pelo Rio Ave. As suas estatísticas na Primeira Liga





O treinador Luís Freire completou hoje o marco dos 100 jogos no principal escalão do futebol português, dos quais 76 foram ao comando do Rio Ave.

Freire, no Rio Ave, conta com 18 vitórias, 31 empates e 27 derrotas, o que se traduz aproximadamente em 23% de vitórias, 42% de empates e 35% de derrotas.
Os restantes jogos foram orientados no nacional, 24 jogos, com 5 vitórias, 6 empates e 13 derrotas, o que se traduz aproximadamente em 20% de vitórias, 25% de empates e 55% de derrotas.

Com uma percentagem de vitórias relativamente baixa e um número considerável de empates, pode-se fazer duas análise: que Freire tem conseguido manter as suas equipas equilibradas em várias circunstâncias, evitando muitas derrotas, ou que as equipas de Freire têm muita dificuldade em vencer partidas.

E muitos dos empates e derrotas, Freire costuma destacar nas suas conferências de imprensa que a equipa luta sempre até ao final pela vitória. Contudo, o impacto desta tendência de não converter jogos em vitórias tem levado que seja muito criticado. Se Freire quiser mudar esta imagem que tem junto dos adeptos do Rio Ave, é essencial que aumente a percentagem de Vitórias.

Match Point para Freire? Eis a receita para se salvar!



Compreendo e até me junto às críticas feitas a Luís Freire. Reconheço que, após tanto tempo à frente do Rio Ave, há uma fadiga natural em relação à sua abordagem, sobretudo quando os resultados ou a qualidade de jogo não correspondem às expectativas. No entanto, o facto de achar que o tempo de Freire já terminou, não me impede de acreditar que está nas mãos do próprio Luís Freire fazer desaparecer estas críticas e segurar o seu lugar. Ele tem à sua disposição um plantel de qualidade, com boas opções, e trabalha em condições que muitos treinadores gostariam de ter. Para superar este momento e reconquistar os adeptos, basta ele abdicar de algumas das suas crenças e adaptar-se à realidade atual do clube. 
Aqui ficam alguns pontos fundamentais:

1) Desfazer o esquema de jogo que utiliza há mais de três anos
Não estou a dizer que deve abandonar completamente este modelo, pois pode ser útil em determinados momentos do jogo ou ao longo da época. Mas manter-se fiel a uma só fórmula, seja contra quem for, torna a equipa previsível e mais fácil de contrariar. Os adversários sabem exatamente o que esperar e como explorar as fragilidades.


2) Colocar os jogadores a jogarem nas suas posições naturais
Isto é algo que tem sido recorrente com Luís Freire: ele adapta os jogadores ao seu sistema, e não o sistema aos jogadores. Quando tens um plantel com a qualidade e versatilidade do Rio Ave, esta abordagem faz com que talentos sejam desperdiçados ou subaproveitados. Um treinador deve ser capaz de tirar o máximo dos seus jogadores, e para isso é fundamental colocá-los nas posições onde podem fazer a diferença.


3) Ser fiel aos jogadores não significa ignorar o rendimento atual
Freire tem sido leal a certos jogadores que foram importantes em épocas passadas, mas o tempo muda, e com ele o plantel também. É preciso reconhecer quem está em melhor forma, quem pode acrescentar mais à equipa no momento atual. Ser casmurro e insistir nos mesmos nomes, só porque no passado eram essenciais, é ignorar a evolução do plantel e a dinâmica da equipa.


4) Assumir a iniciativa de jogo desde o primeiro minuto e mantê-la até ao fim
Uma das grandes frustrações dos adeptos é ver o Rio Ave acomodar-se com um empate ou, pior ainda, marcar um golo e recuar imediatamente no terreno, abrindo espaço para o adversário crescer no jogo. Esta postura de "defender o resultado" tem prejudicado a equipa. O Rio Ave tem de querer mandar no jogo, do primeiro ao último minuto, independentemente do resultado.

Luís Freire tem tudo para dar a volta a esta situação. Mas, para isso, precisa de ser mais flexível, mais ousado e, sobretudo, mais adaptável. Deixar para trás as suas ideias fixas, apostar nas reais mais-valias do plantel e transformar o Rio Ave numa equipa que impõe o seu jogo em qualquer contexto é o caminho para dissipar todas as críticas. Mister, está nas suas mãos.
Hoje, acredito que tem o seu Match-Point aos olhos da administração da SAD (os executivos).