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3.3.26

Segunda-feira às 20h15 a mais de 2h de distância: Porque não?



158 quilómetros de distância.

Cerca de duas horas de viagem entre Vila do Conde e Tondela.
O dobro se contarmos com a ida e o regresso.

E a Liga decidiu marcar o jogo para segunda-feira, às 20h15.

A pergunta impõe-se: quem, no seu perfeito juízo, faz uma marcação destas?

Qual foi o critério? Qual foi a lógica? Qual foi o argumento que sustentou esta decisão?

Não pode ser o período de descanso. Ambas as equipas jogaram no domingo anterior e nenhuma tem compromisso a meio da semana. Não há sobrecarga europeia e não há taças pelo meio...

E, curiosamente, nesta mesma jornada existe um Estoril–Casa Pia marcado para sábado às 20h30. Duas equipas separadas por cerca de 20 quilómetros. Um jogo regional, com deslocação simples, perfeitamente ajustado a um horário mais tardio. Não faria mais sentido ser esse o jogo agendado para segunda-feira?

Mas não.
O jogo de segunda-feira é aquele que obriga a adeptos a sair do trabalho, a fazer duas horas de estrada, a assistir ao jogo e a regressar a casa já pela madrugada dentro.

Na melhor das hipóteses, entre apito final, saída do estádio e viagem de regresso, os adeptos do Rio Ave estarão a chegar a Vila do Conde por volta da 1h30 ou 2h da manhã. Num dia de semana. Com trabalho no dia seguinte. Com filhos que têm escola. Com responsabilidades normais de quem vive fora da bolha do futebol profissional.

Que sentido faz isto?

Fala-se tanto em aproximar os adeptos do espetáculo, em valorizar quem vai ao estádio, em criar ambiente, em promover o produto. Mas depois tomam-se decisões destas, completamente desligadas da realidade de quem sustenta o futebol com presença, bilhete e paixão.

Os adeptos não são figurantes de grelha televisiva. Não são números numa folha de Excel. São pessoas reais, com horários reais, vidas reais e limites reais.

Mas parece que quem decide os horários não conhece essa realidade. Ou pior: conhece e não quer saber.

Perdoem-nos os senhores de gravata, mas quem toma decisões destas demonstra uma preocupante falta de sensibilidade. Porque o futebol pode ser negócio, pode ser televisão, pode ser marketing — mas sem adeptos não passa de um produto vazio.

E marcar um jogo destes para segunda-feira às 20h15 é mais um passo nessa direção.

6.1.25

3 dos últimos 4 jogos foram jogados a uma segunda feira depois das 20h15. Que sentido faz?



É difícil entender as decisões sobre os horários dos jogos do Rio Ave, assim como é difícil aceitar o silêncio dos nossos representantes perante esta situação. Hoje, o Rio Ave volta a jogar numa segunda-feira, às 20h15, fora de casa. Nos últimos quatro jogos, três foram realizados em plena segunda-feira, sempre depois das 20h da noite. (Um até começou às 20h45)

Qual é a lógica por detrás destas escolhas? Parece que a organização da competição insiste em desconsiderar os adeptos e a sua logística.

Estes horários são um desrespeito não só para quem quer apoiar a equipa presencialmente, mas também para quem acompanha pela televisão. Não é qualquer pessoa que, depois de um dia de trabalho, está disponível para assistir a um jogo na totalidade que começa tão tarde, sabendo que no dia seguinte há responsabilidades a cumprir e rotinas a serem cumpridas.

Não se trata apenas de mais um jogo. Trata-se de um padrão que prejudica a mobilização dos adeptos, afeta o entusiasmo e limita o apoio que a equipa pode ter em campo. O Rio Ave merece mais, os seus adeptos merecem respeito, e o mínimo que esperamos dos nossos representantes é que levantem a voz contra esta falta de consideração.

20.12.24

Horários Surreais: Quem é defende o interesse dos sócios?

No início desta semana, abordei o erro crasso que é marcar jogos para horários tão tardios, especialmente em dias de semana. Sete dias passados, vemos esta situação a repetir-se agora ainda é mais incompreensível.
O Rio Ave vai realizar um jogo numa segunda-feira, às 20:45, a quase quatro horas de distância de Vila do Conde. Pergunto mais uma vez: quem é o iluminado que decide estas aberrações?

Vejamos o impacto desta decisão. O jogo, previsto para terminar depois das 23 horas, implica que os adeptos do Rio Ave cheguem a casa, na melhor das hipóteses, às 03:30 da manhã. Isto, claro, assumindo que não há atrasos no regresso. E para quem trabalha no dia seguinte? Ou para as famílias que levam os mais jovens a assistir ao jogo? Estas situações simplesmente ignoram a realidade de quem acompanha o clube.

Por que motivo não se consideraram alternativas mais razoáveis? Domingo às 19h, por exemplo, teria sido uma solução ideal. Inserir o jogo entre os outros dois agendados para esse dia seria algo lógico, equilibrando os interesses de transmissão televisiva e dos adeptos. Ou até mesmo marcar o encontro para as 15h de Domingo, antes dos dois jogos do dia. Estas opções mostram que alternativas existem — o problema é a falta de vontade em colocá-las em prática.

A situação torna-se ainda mais revoltante quando analisamos o contexto. O nosso opositor, o Estrela da Amadora, não teve qualquer jogo a meio da semana que pudesse justificar este agendamento tardio. Então, qual é a desculpa para sujeitar os adeptos do Rio Ave a este sacrifício? Não existe justificação lógica ou razoável.

E é aqui que surge outra questão fundamental: onde estão os dirigentes do nosso clube? A direção do Rio Ave SAD, tem o dever de defender os interesses dos seus sócios e adeptos. Contudo, até agora, não se ouviu uma palavra por parte da direção sobre esta situação. Como é possível que se mantenham em silêncio perante algo que afeta diretamente quem acompanha o clube com tanto empenho?

Manifestar-se contra estas decisões é um ato de responsabilidade. Os dirigentes têm o dever de questionar quem marca estes horários e exigir alterações. Ignorar o impacto destas escolhas é, no mínimo, uma negligência para com a paixão e o esforço dos adeptos.

O futebol é feito para os adeptos. São eles que enchem os estádios, que fazem viagens intermináveis para apoiar a equipa e que continuam a acreditar, jogo após jogo, mesmo nos momentos mais difíceis. Decisões como esta ignoram essa realidade e tratam os adeptos como um fator secundário.

Nós, enquanto adeptos e associados, devíamos exigir mais da direção do nosso clube (que nos defendesse), mas a verdade é que umas castanhas e umas sandes de porco acabam por sarar tudo. Horários tardios em dias de semana, especialmente em deslocações longas, são um desrespeito claro para com todos os que vivem o futebol com paixão. E é por isso que esperava uma posição firme dos dirigentes do Rio Ave. Defender os interesses dos sócios não é apenas uma obrigação é uma forma de garantir que o clube continua a ser o que sempre foi: uma família apaixonada e unida em torno de um sonho comum.

Mas vou-me resignar e ficar agradecido pelas castanhas recebidas no São Martinho e pelo porco no espeto mais para o final da temporada.