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20.11.14

Curiosa revelação de Nuno

Nuno Espírito Santo dá à revista Sábado de hoje a primeira entrevista desde que foi para Valência.
Entre as muitas coisas que diz (é uma excelente entrevista), fala do famoso telefonema que fez 'em direto' depois da meia final com o Braga.

«Sim, lembrei-me do que [Jorge Mendes] fez  para me levar para a Corunha e para convencer o presidente do Rio Ave a acreditar em mim. Só assim foi possível estar aqui (...) Era a pessoa que eu queria que me visse naquela altura.

14.11.14

Rio Ave de Pedro Martins melhor do que o de Nuno

É um tema que tem sido evitado: comparar o Rio Ave desta época com o mesmo Rio Ave treinado por Nuno.
E acho que é tempo de dizer que o Rio Ave de Pedro Martins, com 21 jogos disputados, tem mais qualidade do que aquele que Nuno nos dava.
A equipa marca mais golos, tem feito melhores exibições e, sobretudo, apresenta-se em campo com grande personalidade e um 'fio' de jogo muito agradável.
Toda a gente sabe que fiquei fã de Nuno, mas também o disse na altura: não era pela qualidade do futebol do Rio Ave, mas pela mentalidade revolucionária que trouxe à equipa e ao Clube.
Com Pedro Martins, a equipa não perdeu ambição mas faz conciliar essa subida de nível com mais qualidade (com mais futebol).
PS - dirão alguns que não é justo comparar duas épocas diferentes, até porque agora há Liga Europa e os jogadores não são exatamente os mesmos. Mas e se a Liga Europa nos estivesse a correr muito mal, com cabazadas e más exibições?

27.6.14

Seis da formação - um recorde?

Depois do que aconteceu na época passada, em que ninguém se 'aproveitou' da equipa de juniores, o erro foi agora corrigido - e da melhor maneira: há seis jogadores da formação em estágio: Carlos Alves, Murilo, Silvério, Monte, Abalo e Ernest (acredito, até, que seja um recorde a nível nacional).
Muito provavelmente não haverá lugar para os seis no plantel desta época, mas, para começar, é bom que Pedro os veja e que se crie uma ligação com o míster.

PS - olhando para o que aconteceu na época passada, estou certo que teria feito muito mais sentido ter chamado Igor em janeiro do que Joeano e Velikonja (e não quero por em causa o valor destes jogadores; apenas dizer que se houve área em que Nuno falhou foi na aposta em jovens jogadores)

13.6.14

Nuno no Valência (ATUAL.)

Estava eu a dizer que chegámos a meados de junho e Nuno não tinha clube e eis que surge a notícia, aliás já várias vezes avançada: vai ser o treinador do Valência!
(continuaremos aqui no Reis do Ave a acompanhar a carreira de um treinador que, tendo 'nascido' em Vila do Conde, virá a ser dos melhores!)

22.5.14

Estaremos à altura da herança de Nuno?

Está nos nossos planos fazer a escolha do melhor treinador do Rio Ave, à semelhança do que fizemos com o melhor jogador.
Antecipo-me desde já e digo-vos que para mim Nuno é o melhor treinador da história do Rio Ave.
E não é tanto pelas questões desportivas que o afirmo (explicarei este ponto de vista depois), mas pela 'lição' que Nuno deixa, sobretudo nesta segunda temporada.
Nuno trouxe uma nova mentalidade, acompanhada por um novo tipo de discurso, que elevou muito o Clube, face ao que acontecia antes.
Nuno será sempre, para nós, entre outras coisas, o homem da 'convicção absurda de que podemos ganhar todos os jogos'.
Com Nuno houve uma transformação, crescemos, evoluímos! *
E é também por isso que Nuno virá a ser um dos melhores treinadores de sempre do futebol português (nunca esqueceremos que foi aqui que se estreou e que foi aqui o seu 'estágio'; a minha admiração por ele tem vindo sempre a crescer).
Estaremos à altura da herança, pesada, que nos deixa?
Conseguiremos consolidar essa evolução?
Que Pedro Martins esteja à altura, são os meus votos.

* Nuno poderia ter tentado tudo isto mas se o Clube não lhe desse suporte (jogadores, infraestruturas, etc.), pouco ou mesmo nada teria conseguido. É, pois, justo reconhecer que Nuno encontrou um Rio Ave muito diferente daquele que existia, por exemplo, há 10 anos e que lhe permitiu ter (pelo menos parte) do sucesso que conseguiu.

20.5.14

Ideias de Nuno

- a rotação no plantel foi reflexo da aposta nas competições para lá da Liga;
- hoje Nuno considera-se uma pessoa diferente da que quando chegou a Vila do Conde, sempre em evolução e a melhorar.
- de uma época para outra sentiu que era possível fazer mais. Não assumiu para fora que queria a Liga Europa, mas sempre acreditou e transmitiu isso ao plantel;
- a grande vitória da sua equipa técnica foi fazer acreditar que é possível, no Rio Ave, ganhar tudo;
- as derrotas não podem nunca ser levadas de forma leviana;
- não consegue ainda hoje explicar alguns dos resultados em casa;
- sobre os poucos golos marcados Nuno fala de algumas deficiencias individuais;
- Hassan não fez muitos golos, mas evoluiu imenso como jogador e avançado e que os golos vão surgir com naturalidade em 2014/2015;
- não olha para trás com magoa sobre o trabalho dos avançados;
- não sentiu ingratidão pelos protestos dos adeptos;
- nunca se sentiu distante dos adeptos; tentou conquistar respeito e admiração da massa associativa e nunca se sentiu desrespeitado;
- contente com a massa adepta que soube entender os vários momentos da equipa;
Nuno sobre Pedro Martins:
- grande treinador, pessoa que Nuno admira;
- sério e trabalhador;
-disponibilizou-se para falar com o seu substituto se as partes envolvidas assim o entenderem;
- Pedro Martins vai encontrar um bom clube e boas pessoas para trabalhar;
- não sente a nostalgia de voltar ao Rio Ave, mas terá carinho eterno pelo clube. Voltará um dia, não sabe quando, porque sabe que as portas do clube ficaram abertas;
- sente-se bem com o trabalho que fez, tendo consciência que era possível fazer mais.
- " um título não nos ficava mal "
- agradeceu a vilacondenses, Direcção e um voto muito especial a Mário Almeida;

10.5.14

De acordo com Nuno

"É óbvio que poderíamos ter mais pontos no campeonato, se não tivéssemos de fazer gestão para as provas das Taças. Mas não nos arrependemos de nada"

27.4.14

Nuno explica segredo

Uma breve notícia de O Jogo de sexta-feira conta o que disse Nuno no recente Congresso do Futebol no ISMAI. «Da primeira para a segunda temporada quisemos jogadores que enfrentassem a mentalidade ganhadora e desafiassem os limites, tal como o fazia quem já estava no grupo». Fica também a saber-se que Nuno se «considera muito otimista», sentimento que procura transmitir constantemente aos jogadores.

23.4.14

É o mesmo Nuno?

Uma análise mais cuidada pode e deve ser feita com outro cuidado, mas parece-me claro que este Nuno que agora treina o Rio Ave não é exatamente o mesmo que chegou a Vila do Conde em junho de 2012.
Onde antes havia um Nuno inflexível (o processo, o sistema, a identidade), cheia de ideias pré-concebidas (os treinos à porta fechada, as entrevistas), distante, temos agora um treinador com vários sistemas táticos, com abertura à mudança, mais próximo dos adeptos que vários jogadores. Um treinador muito mais confiante, com mais recursos, que soube gerir o plantel e mesmo algumas 'crises' sem turbulência.
Acredito que o processo de crescimento de Nuno não está completo e por isso acho que não deveria ir já para um 'grande', mas não tenho dúvidas - nesta altura - que tem todas as condições para treinar qualquer grande equipa. Portuguesa e estrangeira.
Aliás: quanto mais vejo Nuno, mais acho que está ali um treinador 'à Pinto da Costa', pelo perfil, pela personalidade e pela ambição. (é um elogio, apesar de nada me ligar ao azul e branco)

PS - Várias vezes critiquei Nuno neste blogue; mas também vários elogios. Tenho orgulho deste, com data de fevereiro.

17.4.14

Nuno ontem

- «Nós temos a convicção absurda de que conseguimos ganhar todos os jogos». O gigante elogio de Fernando Alves.
-«Vamos festejar, amanhã é folga, e na sexta-feira começaremos a pensar nas finais. Sinto-me muito orgulhoso, é um prazer enorme trabalhar com estes jogadores. Isto é a concretização de muitas horas de trabalho»
- «Isto é o reflexo do nosso trabalho. Abdicámos de muito para este jogo, em muitos compromissos do campeonato. Temos consciência disso. O trabalho tem sido fantástico»
(foto: Record)
- O telefonema em direto, que identificam ser para Jorge Mendes: «é para ti e por ti»


Mais imagens video de ontem

Algumas notas:
- Vejam quem está (pelo menos naquele momento) a dar as 'instruções' no grupo;
- Que cena a do Braga, perante a incompreensão geral, a começar pela do nosso diretor-geral
- falta nas imagens finais Nuno:
Já o disse, para além de António Silva Campos, Nuno é um dos grandes triunfadores da noite. A sua estratégia - desenhada há muito - para chegar ao Jamor concretizou-se e conseguiu impor o Rio Ave ao Braga que era, teoricamente, mais forte

8.4.14

E se Nuno tem usado a 'equipa B'

Imaginemos que Nuno tinha em campo Ederson, Lionn, Vilas Boas, Roderick e Tiago Pinto. Luís Gustavo, Tarantini e Diego Lopes. Renato Santos, Joeano e Pedro Santos (Ederson, Tarantini e Diego por causa do amarelo, para 'descansarem' frente ao Olhanense).
Teria sido pior?
Não acredito
Mas se o Rio Ave tivesse perdido por 4-0 a esta altura as criticas a Nuno seriam estas: jogou com suplentes, favoreceu o Benfica, entrou derrotado.
Não é fácil a vida de míster...

Ainda a derrota de ontem

O Rio Ave não atacou (um remate à baliza e um cruzamento) nem defendeu (os dois primeiros lances são falhas claras da defesa).
Faltou agressividade, concentração, rapidez. Faltou, mesmo, alguma entrega (no sentido de 'dar o litro').
Faltou tudo.
O pior jogo dos últimos tempos, que embaraça a imagem do Clube.
Uma exibição miserável, que apenas se pode explicar pelo facto de os jogadores estarem com a cabeça na meia final da Taça de Portugal.
Espero que no sábado, frente ao Olhanense, e novamente com a 'equipa B', o Rio Ave dê outra imagem, até porque já mostrou que, mesmo com as taças pelo meio, consegue fazer bons jogos.
Qual é a responsabilidade de Nuno?
Sinceramente, acho o menos culpado.
Usou o 'melhor' onze, não poupou ninguém e, sem a colaboração dos jogadores pouco mais poderia ter feito. Apenas acho que deveria ter outros recursos táticos para jogos em que o modelo do Rio Ave não resulta, e frente ao Benfica a história da posse de bola é muito dificil.
Nuno diz que «Jogámos aqui como costumamos jogar nos outros jogos. É este o modelo de jogo que queremos, com a intenção de ter a bola, mesmo sabendo que aqui não é fácil», mas isto não é bom. É como se um aluno estudasse sempre da mesma forma para todos os exames, mas nuns tirasse boas notas e noutros más. Matemática não é História, da mesma forma que Inglês não é Fisico-Quimica. Teria sido possivel surpreender o Benfica? Nota 1 para Nuno.

6.4.14

Nuno divulga o onze para amanhã na conferência de imprensa!

Ederson, Lionn, Marcelo, Rodriguez e Edimar; Filipe Augusto, Tarantini e Diego Lopes; Ukra, Hassan e a novidade Pedro Santos.
Braga no banco.
Foi a primeira vez que Nuno o fez (e também avançou com o onze do Benfica - são os mind games?...)

Da convocatória para a Luz, vão 20 e a novidade é André Vilas Boas ficar de fora por opção. Com ele ficam os três lesionados (Nuno Lopes, Ronny e Krituchk), mais Julio Alves e, Sandro Lima.


Guarda-redes: Ventura e Ederson
Defesas: Rodriguez, Lionn, Tiago Pinto, Roderick, Edimar e Marcelo
Médios: Luís Gustavo, Filipe Augusto, Tarantini, Diego e Ruben Ribeiro
Avançados: Hassan, Braga, Ukra, Velikonja, Pedro Santos, Joeano e Renato Santos

31.3.14

Nuno volta aos 42 pontos

No final do jogo no Estoril, Nuno voltou a falar em 42 pontos, «suficientes para chegar à Europa».
O Rio Ave tem 31 - precisa de fazer 11 em 15 possíveis. Impossível?
Impossível não é. E a verdade é que já estivemos mais longe.

PS - tão ou mais dificil do que fazer 42 pontos será ultrapassar as quatro equipas que estão à nossa frente (Guimarães, Académica, Braga e Nacional - o Nacional tem 38, faltam apenas 4 para lá chegar pelas contas de Nuno)

27.3.14

Nuno e Paixão fizeram as pazes

Foi uma das coisas boas de ontem em Braga, o abraço entre Nuno e Jorge Paixão.
É certo que Nuno disse ontem na sala de imprensa que nunca houve desavenças entre ele e o Paixão, mas o abraço 'normaliza' um ambiente que estava mais pesado.

22.3.14

Unanimidade nos jornais desportivos!

Não é facil os tres diários desportivos mostrarem a mesma opinião sobre o mesmo jogo. Mas isso acontece hoje com Bola, Record e Jogo. Os três fazem a  MESMA análise à arbitragem, criticando a arbitragem de Rui Silva, quer no lance do penalti quer no golo anulado.

PS 1 - pelos vistos terá havido problemas entre Miguel Ribeiro e Jorge Paixão, que acusou o nosso diretor-geral de o ter maltratado. O Record diz que no final do jogo Salvador tentou convencer ASC a sensibilizar Miguel Ribeiro para um pedido de desculpas a Jorge Paixão. Não sei o que se passou, não posso emitir opinião.

PS  2 - Na flash interview Ruben Micael disse isto: «no primeiro jogo, eles foram uma vez à nossa baliza e marcaram um golo. No segundo jogo fomos aqui bem gamados». Nuno reagiu bem: «Incomodou-me, no final, ver o Rúben Micael [jogador do Braga], que julgo que jogou comigo no FC Porto, dirigir-se ao Rio Ave usando a expressão `eles´. Não gosto de responder a essas declarações, mas seria bom que todos tivessem mais respeito por uma instituição com história como é o Rio Ave»

Sabem o que fica deste jogo: a evidência que temos equipa para ultrapassar o Braga e estar na final da Taça de Portugal. Que toda  a equipa do Rio Ave se convença disso!

16.3.14

Nuno bem no final: empate seria justo

«Do que tenho visto ultimamente, raramente algum treinador tem a capacidade de analisar o que a outra equipa produz. Raramente se reconhece justiça aos resultados. Não consigo, neste momento dizer que a vitória é justa, mas atribuo esta vitória ao trabalho. A reação do Gil Vicente em desvantagem foi ótima. Se hoje estivéssemos a falar de um empate não seria nada absurdo».
Contraditório com isto: «"Vitória totalmente justa»? Sim, se Nuno tivesse dito isso, assim, mas se lerem a própria notícia não é isso que o míster diz..

15.3.14

(23j Gil Vicente) Um pouco de sorte não faz mal a ninguém; empate seria mais justo (Atualizado)

A primeira parte do Rio Ave, muito à custa de Ruben Ribeiro, foi boa. Tivemos várias oportunidades, não deixámos o Gil Vicente jogar com uma pressão forte na linha do meio campo e até podíamos ter marcado mais um golo (ainda que a melhor oportunidade, e única, penso, tenha sido dos da casa - de baliza aberta).
Na segunda parte o Rio Ave caiu. Ruben Ribeiro saiu demasiado cedo (por causa do amarelo? por cansaço? ATUALizo: pelos vistos sim)  e Diego Lopes tem características muito diferentes - não é um desequilibrador.
O Gil Vicente empatou de penalti (Tarantini dá um pequeno toque, provavelmente desnecessário) e foi mais perigoso e o Rio Ave desempatou de penalti (há bola na mão do gilista, dentro ou fora fica a dúvida) a dois minutos do fim. Só por isso falo em forte. O empate teria sido mais justo.
Houve dois penalties, mas o mais flagrante não foi assinalado: ainda na primeira parte, a nosso favor, quando um defesa do Gil (Danielson?) trucidou Hassan quando este ia cabecear. Este foi dos três o mais evidente. E Jorge Sousa, que fez uma arbitragem com erros, não assinalou.
Nuno surpreendeu com Rúben Ribeiro - e ganhou a aposta; já tenho mais duvidas quanto à saída do jogador aos 50 minutos de jogo. Nota 3 para Nuno.

PS - por falar em Nuno, já com a equipa a caminho do balneário, o treinador esteve largos instantes junto à dos cerca de 100 adeptos que estavam atrás da baliza (incluindo a claque), agradecendo o apoio. Um gesto que caiu bem. E nota muito positiva para a claque (a velhinha) que nunca se cansou de apoiar aos longo dos 90 minutos (abafando os adeptos gilistas).

11.3.14

42 pontos

Nuno disse no final que o Rio Ave persegue a marca dos 42 pontos da época passada.
Ouvi e fiquei admirado.
Nuno não é 'espalha-brasas' nem o tenho na conta de mandar 'bocas'; às vezes até o acho 'cinzento' demais, o que pode ser um elogio.
Por isso, quando falou em 42 pontos, quase parava.
Aos 24 atuais, seria preciso juntar mais 18.
Faltam 8 jornadas, o que dá 24.
Eu não acredito - ainda por cima, em 8, temos cinco jogos fora e três em casa (mas isto pouco quer dizer).
Façamos 30 e já não se fala mais no assunto.