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13.4.15

Ainda o que aconteceu esta época no Rio Ave; a opinião de Eskerda - só um cego é que...

Reproduzo, sem comentários:
«Em relação ao que se está a passar no Rio Ave este ano, alguma vez sentiste que a saída de um treinador fosse mexer com tanta coisa num clube?
Sempre que um treinador tem muito peso na equipa e [na] comissão [nas decisões da Direção] acontece isso, e no caso do Rio Ave isso já era esperado, só um cego é que não enxergava»

25.10.14

Futsal: Direção em peso nos Olivais!

Apoio institucional não vai faltar aos sete jogadores que neste momento viajam para Lisboa, onde às 18h jogam com o Olivais.
A Direção em peso acompanha a equipa, num gesto que merece o nosso aplauso.
(São apenas sete, mas "Rato", o guarda-redes aceitou continuar, pelo menos este jogo)

PS - «O presidente do Rio Ave está "muito triste" e tem noção do que aconteceu: "É o preço de um treinador formar a equipa, fui sempre contra isso". "É uma atitude muito negativa, fiquei muito triste porque quando aceitei a demissão do treinador, nunca pensei que isto acontecesse" [a saída dos jogadores do Caxinas], confessou o dirigente no aeroporto, antes da partida da equipa de futebol para a Roménia, onde irá jogar para a Liga Europa. Silva Campos admitiu que agora o futsal do Rio Ave atravessa uma situação complicada: "Nunca me passou pela cabeça que estava tudo combinado. Ficamos numa situação muito frágil, agora é que vamos ter uma equipa muito frágil como ele (Raúl Moreira) disse"»

22.10.14

Algumas notas sobre a saída de Raul Moreira

Eis um texto que não gostava de escrever (mas prometido).
Por várias razões: porque gosto muito de futsal (e isto não faz bem à modalidade no Clube), porque admiro o que Raul Moreira fez no Rio Ave e porque, escrevendo, é sinal de que alguma coisa está muito mal.
Mas agora que o facto está consumado, eis algumas coisas que me passam pela cabeça:
- a saída era inevitável desde a entrevista (Raul pensou bem no que disse, mas a situação tornou-se intolerável);
- Como ele próprio confirma, Raul Moreira não sai pelos (maus) resultados desportivos, mas, com as limitações da equipa, acredito que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria, mesmo sem entrevista;
- a entrevista de Pedro Soares, em nome da Direção, veio um pouco tarde mas clarificou a situação; Raul Moreira ficou sem 'espaço' para continuar;
- Como estava não podia continuar. Aliás, quanto mais tarde pior, como aqui escrevi, já adivinhando a saída dos jogadores do Caxinas. Espero que ainda seja possível contratar uma 'equipa' nova;
- Lamento profundamente a saída dos seis jogadores do Caxinas. Percebo que queiram seguir o mestre, mas eles também têm de aceitar que os Rioavistas os critiquem. Do meu ponto de vista, o que fizeram foi muito feio, e mais não digo (pelo menos por agora).
Ainda a quente, olho para trás e vejo que as dúvidas sobre o protocolo com o Caxinas faziam sentido (embora a ideia fosse positiva).


Raul Moreira deixa comando técnico do Rio AVe

(noticia em atualização face aos multiplos desenvolvimentos que lhe estão associados: saída e entrada de jogadores, adiamento da proxima jornada, novo treinador).
Tanto quanto é possível saber nesta altura vao sair seis jogadores,  os que estavam ligados ao Caxinas.
Em breve virá um novo treinador, novos jogadores e o jogo com o Olivais será adiado.
(Reservo o meu comentário  para mais tarde)

22.9.14

Cinco do Rio Ave na seleção de futsal sub21!

Nunca visto.
E até difícil de ultrapassar ou, se calhar, de repetir:
Rafa, Marafona (capitão), Tiaguinho, Bruno Moreira e o recém-chegado André Silva.
Estes cinco atletas integram a seleção de futsal sub21, que vai fazer esta semana dois jogos na Eslovénia.
(a convocatória tem 5 atletas do Rio Ave, 3 do Sporting, 3 do Belenenses, 2 do Braga e 1 Burinhosa!)

Um orgulho para o Rio Ave, mas - é preciso admiti-lo - sobretudo para o Caxinas, onde os cinco atletas fizeram a formação.


12.9.14

Ainda (d)a entrevista a Raul Moreira

Algumas notas sobre as respostas que Raul Moreira nos enviou ontem:
1) Pessoalmente, gostaria de ter publicado outro tipo de respostas, mais positivas, mais motivadoras, mas a liberdade de expressão é um valor inquestionável neste espaço; se é assim que Raul Moreira pensa e se sente, limitamo-nos a reproduzir o que nos disse;
2) Quem conhece o Raul sabe que ele não reagiu a quente; pensou o que disse e o que quis dizer; as significativas ondas de choque que se fizeram sentir não foram, por isso, surpresa (é o texto mais visto dos últimos meses neste blogue, por exemplo);
3) Raul terá pretendido alertar os Rioavistas para o cenário em que as coisas não vão correr (tão) bem, como temos estado habituados; mas, é o reverso da questão, também não deixará de ser acusado de, 48 horas antes do primeiro jogo, poder ter contribuído para isso;
4) Uma nota final: podem eventualmente acusar Raul Moreira de muita coisa, mas não de que não valorizou o Clube nos anos em que é treinador. Provavelmente os resultados que conseguiu nunca se voltarão a repetir; eu não esqueço isso.
Agora vamos ganhar a Cascais!

11.9.14

Raul Moreira: «somos das equipas mais débeis do campeonato»

Como tem acontecido em anos anteriores (exemplos aqui e aqui), o Reis do Ave enviou um conjunto de perguntas a Raul Moreira, antes do início do campeonato.
Eis as respostas, acabadas de chegar, e aqui publicadas na íntegra.
Uma entrevista que deve ser lida com toda a atenção, do meu ponto de vista.

28.5.14

Futsal ou um ponta de lança?

Os 100 mil euros do futsal davam para comprar um bom ponta de lança - que tanta falta nos tem feito.
Mas com 100 mil euros ganhamos uma equipa de futsal que compete na primeira divisão e tem conseguido, nas duas últimas épocas, o apuramento para o playoff.
Há muitos Rioavistas que não gostam de/do futsal e que preferiam que esse dinheiro fosse gasto, por exemplo, no futebol.
Eu acho importante ter uma equipa de futsal - sem futsal, e imaginando um daqueles meses em que o campeonato de futebol pára, corremos o risco de ver futebol em Vila do Conde uma vez por mês!
O futsal ajuda a criar identidade Rioavista, ajuda a sermos um clube maior e melhor.
Na nossa tertúlia,  não ficou absolutamente claro que vá continuar a haver futsal na próxima época (ou percebi mal?). Espero que Pedro Soares e Raul Moreira possam ser mais claros na entrevista, logo, na Linear, a partir das 18horas.

PS - Futsal com Raul Moreira? Para mim é perfeitamente óbvio. É o treinador que melhores resultados conseguiu no Rio Ave e, mesmo que a época que acabou não tenha sido das mais felizes, o treinador merece toda a confiança.

30.4.14

"75 anos-75 fotos" (95): a primeira de 1997-98 (ATUALizado) Olhó Raul Moreira!

Em cima: Sérgio - Marcos - Peu - Martins - Tó Luís - Ivo - Camberra - Paulo Lima Pereira - Tiago;
A meio: Laranjeira - Sérgio China - Luís Coentrão - prof. Vítor Frade - Carlos Brito - Lúcio Pereira -Gama - Nenad - Helinho;
Em baixo: Niquinha - Nelo - Baíca - Raul - Nito - Emanuel - Quinzinho - Quim Cunha.

O Rui Malheiro, arqueólogo de serviço a esta foto, lembra que o Dibo demorou a chegar das férias (para não variar...); o Marquinhos ainda não tinha chegado, mas já estava contratado.

31.12.13

Futsal: uma espécie de balanço

Estava a pensar fazer um balanço da difícil época da equipa de futsal, até ouvir Raul Moreira, sexta-feira passada na Linear.
O que disse o Raul? Algumas ideias:
- "Depois do que fizemos na temporada passada toda gente está um bocadinho frustrada com esta campanha, mas temos que ser realistas pois as condições não são as mesmas, os atletas não são os mesmos, mas estamos dentro dos objectivos acordados entre a direcção e a equipa técnica";
- "quem observa os nossos jogos vê que temos um défice na finalização, mas a ansiedade é muita e existe falta de confiança em alguns jogadores";
- "as oscilações de dois ou três jogadores é que nos está a prender, os casos de Coelho, Vítor Hugo e Fábio Lima. (...) o regresso de Cardinal ao Rio Ave é pura especulação"
- "temos carências, sem mexer no orçamento vamos reforçar o ataque". "o reforço do plantel vai depender de saídas, mas o primeiro reforço (Brasileiro) deverá chegar antes do jogo com o Benfica. O jogador vai chegar de uma equipa da primeira divisão"

Ou seja, 
- tirando o facto de Raul dizer que esta época «os jogadores não são os mesmos» (porque 'apenas' falta Cardinal, embora alguns dos que continuaram realmente não pareçam os mesmos...), é muito lúcida e corajosa a análise do Raul;
- Ficou claro que, desportivamente, 'Preto' não trouxe qualquer mais-valia à equipa. A procura de soluções é por isso bem-vinda. (por falar em reforços: Emerson também não confirmou as expetativas que dele tínhamos)

3.12.13

(13j Futsal) Ainda o jogo de sábado. Bom? Mau?

Fiquei surpreendido com o que ouvi Raul Moreira dizer na Linear: que foi o pior jogo do ano!
Se Raul o diz, quem sou eu para contrariar?
O Raul falou na fraca exibição da equipa adversária, que eu também referi, mas não valoriza a exibição da sua equipa.
Resta admirar o seu nível de exigência.

PS - sábado começa a segunda volta; ainda aqui se fará um balanço, até lá

15.11.13

Futsal: ainda as exibições da equipa

Conversei com Raul Moreira, sobre o jogo de sábado, o momento da equipa e o próprio texto que escrevi.
Como é público, sou fã do Raul e mais uma vez ele não me desiludiu: com grande serenidade e discernimento, deixou-me algumas ideias que tenho todo o gosto em partilhar com os nossos leitores:
- para começar sugere que se recorde o aqui nos disse na entrevista que publicamos na pré-época:
Marcar menos e sofrer também menos golos e Precisamos é de estabilizar e não sonhar.
-  Quanto ao "fator-Cardinal" e à sua importância, aqui ficam estes números:
Época passada
Sem Cardinal : 19 pontos em 14 jogos (1.35 por jogo)
Com Cardinal : 36 Pontos em 12 jogos (3 por jogo)
Esta época
12 pontos em 10 jogos (1.2 por jogo), mas num plantel curto e limitado, com lesões, o objetivo é igualar a média de pontos por jogo para 1.35;
- Os maus passes, os golos falhados de formas incríveis e erros infantis devem-se à ansiedade tremenda que cai nos ombros dos mais velhos (nomeadamente o Formiga e o Israel). Uma coisa é jogarmos tranquilos sem necessidade de pontuarmos para que os objetivos sejam cumpridos (como no ano passado), e outra é irmos para os jogos sabendo que é fundamental e imperioso ganhar. Todos nessa situação abanam. Mas o Raul faz questão de dizer que que se há alguém a quem não pode exigir mais é a estes dois jogadores, pois mesmo com as coisas a correr mal, sacrificam-se e expõem-se, enquanto os mais novos, muitas vezes por caráter e personalidade, "escondem-se".
- Finalmente: o Raul insiste que recusa passar a jogar como quase todas as equipas fazem, com linhas baixas, no aproveitamento dos erros do adversário, jogando em transição permanente. Se calhar poderíamos ter mais alguns pontos, ou não! Mas o Raul quer fazer um caminho sem receios e sem cobardias.

12.11.13

Futsal: «esqueçam a época passada»

Ouvi ontem Raul Moreira na Linear, em declarações recolhidas após o jogo com o Póvoa Futsal.
O nosso treinador estava um pouco zangado com a pergunta, centrada nos erros da equipa e com a qualidade geral das últimas exibições.
Raul centra os seus argumentos no facto de ser importante não comparar com a época passada, lembrando que o que está a acontecer nesta altura é o normal do futsal do Rio Ave, que tem descido de divisão, depois da subida. O míster disse também esperar chegar ao final de março com o rio Ave entre o 5º e o 6º lugar.
E isso foi o que gostei mais de ouvir.
Ninguém está à espera de ver Cardinal na quadra e sabe-se que sem Cardinal qualquer equipa é (muito) mais fraca.
Mas - respeitando as opiniões de Raul Moreira, de quem sou admirador - há duas coisas que me parecem claras:
- a equipa falha mais passes, a ponto de parecer que jogadores como Israel ou Formiga desaprenderam;
- a equipa está mais lenta, reage mais devagar, parece 'desanimada', o que se reflete nos duelos individuais e na falta de inspiração quando é preciso decidir; só quando está a perder ou se vê em perigo é que acorda!
Caro Raul: isto só tem a ver com Cardinal, se for psicológico. E se for psicológico, então não será mais do que uma pseudo-crise, como tu lhe chamaste?


13.10.13

(6j Futsal) Ainda o empate de ontem (ATUALizadox2)

Em complemento a isto, aqui ficam mais algumas notas:
- nenhum jogador da Académica seria titular no Rio Ave, para se perceber que temos melhores jogadores e que não foi o adversário que foi superior (embora seja uma equipa com algumas qualidades, mas muitas limitações técnicas); ATUALizo a 14/10: chamaram-me a atenção para o facto de haver dois jogadores na Académica de muita qualidade, os brasileiros Eskerda e Jander. O primeiro jogou na Rússia na época passada. E eu aceito o reparo, porque basicamente conheço os jogadores do Rio Ave. Mas insisto que, pelo que vi no sábado, nenhum jogador da Académica se destacou ou impressionou.
- outra coisa, ligeiramente diferente, é se o cinco-base do Rio Ave (Vítor Hugo, Israel, Coelho, Formiga e Fábio Lima)  está em condições, neste momento, de o ser. Eu, que não treino a equipa e só vi quatro dos seis jogos, acho que Coelho, por exemplo, esteve muito abaixo do que se pode exigir, que Israel também não esteve bem e que até Formiga - o melhor jogador da equipa, do meu ponto de vista, ao lado de Vítor Hugo - falhou golos e passes que não costuma falhar.
- é fácil dizer que a equipa atravessa uma crise (psicológica) de confiança, mas (ainda?) não tenho a certeza de que assim seja. Certo é que a equipa revelou sintomas que podem apontar para essa crise, sobretudo na primeira parte: chegou por sistema mais tarde à bola do que o adversário, falhou demasiados passes (e várias combinações de ataque), alguns jogadores evitavam rematar à baliza e não houve criatividade para resolver os problemas. ATUALizo: no final do jogo, Raul Moreira confirmou isso, que há uma crise de confiança na equipa, que os jogadores estão com medo de arriscar.
- o melhor jogador em campo foi o jovem Tiaguinho. Por ter marcado o golo? Não apenas. Sobretudo porque foi o que mais vezes tentou rematar, não sentindo o 'receio' que alguns colegas, muito mais experientes, estavam a demonstrar.
- Raul Moreira usou apenas oito jogadores (os cinco, mais Tiaguinho, Emerson [com dores num joelho, pareceu] e Renato Pontes), o que me leva a pensar que não vê - não viu - nos restantes verdadeiras alternativas para 'ganhar o jogo'.
- se a minha memória não me atraiçoa, é a primeira vez que Raul Moreira enfrenta uma crise (pelo menos de resultados) desde que orienta o Rio Ave nestes últimos anos. A equipa sente-se órfã de Cardinal? Os jogadores não acreditam em si próprios? Tem a palavra o míster, que vai ter de liderar a recuperação.
PS - lá estava, na bancada, com a mulher o nosso amigo Rioavista Joaquim Vareiro, antes de partir para o mar.

7.9.13

Entrevista a Raul Moreira/13 (5): o protocolo com o Caxinas

5) O que te parece o protocolo com o Caxinas? Estando tu ligado às duas instituições, como reages aos que têm dúvidas sobre os eventuais riscos para o Rio Ave?
Raul: «Sou suspeito para falar, porque sou o "pai" deste projecto. O outro "Pai", infelizmente, já não está entre nós (Rui Barros).
As Caxinas são uma formação de excelência, o melhor que há no nosso país. São a referência do bem formar, com qualidade e exigência, preparando os miúdos não para a competição mas sim para a alta competição. São os mais altos responsáveis da modalidade em Portugal que o dizem, publicamente, a alto e bom som. Isso é incontornável e indesmentível.
Tal como o Ginásio no Voleibol e na Ginástica, o Fluvial no Remo e na Canoagem ou o Clube José Régio no basquetebol, as Caxinas são o clube de Futsal em Vila do Conde.
Digo isto porque, tal como o Rio Ave no futebol, uma modalidade terá afirmação num clube se tiver uma grande base de recrutamento (escalões de formação), para que seja possível num espaço de 8/10 anos (mínimo de tempo necessário para podermos ver "frutos" de um bom projecto de formação) poder começar a "colher" e a tirar dividendos do investimento e da aposta feita.
Nas Caxinas isso é a realidade nua e crua!
O projecto foi ímpar e apenas é igualado, agora, por um Gigante do Desporto Nacional e Internacional, o Sporting Clube de Portugal, que é apenas e só o clube com mais títulos Nacionais e Internacionais no Mundo, no conjunto das varias modalidades.
Isto chegava para demonstrar o tamanho deste projecto e a sua importância no panorama Nacional da modalidade. Só que é importante e obrigatório lembrar que o Sporting, clube que nos dois últimos anos dividiu connosco, os 4 títulos Nacionais de Formação, tem um orçamento geral para o Futsal de "apenas" um milhão e cem mil euros, contando diariamente com mais de 130 colaboradores para a formação do Futsal.
Para além disto, e como é lógico, tem um campo de recrutamento 10 vezes maior que o nosso, uma procura dos miúdos para representar o clube sem igual e um poder negocial, de infraestruturas e de logística sem comparação
Para além de tudo isto, na ultima Final-Four de Juniores, o tempo de presença no clube dos nossos atletas era em média de 6 anos, ao contrário do deles que se cifrava em 2,5 anos. Elucidativo!
Mediante tudo isto, era impossível não haver no Rio Ave FC alguém com sensibilidade, em virtude da impossibilidade por questões logísticas e estruturais para ter uma boa formação, para perceber que o caminho só podia ser este.
Juntar o potencial dos dois clubes e partir para um projecto de união, com cabeça, tronco e membros procurando a curto prazo demonstrar a tudo e a todos que só não se forma bem quando não se quer ou não se sabe, porque Vila do Conde não é só uma terra de Desportistas, e uma terra de Desportistas Campeões.
Por isso, era impossível esta situação, óbvia e evidente, passar despercebida a uma pessoa perspicaz e inteligente como o actual Presidente do Rio Ave FC.
Este acordo poderia e deveria ter sido feito já há bastantes anos, mas apenas esta Direcção do Rio Ave FC, na pessoa do Presidente e do Prof. Pedro Soares, tiveram a sensibilidade, o respeito e a cordialidade de dar valor quem o tem e a quem o merece.
Os grandes clubes nunca deverão querer a subserviência e o oportunismo, mas sim o respeito e a igualdade entre todos.
Ninguém é mais do que ninguém, pode é ser bem diferente!
Riscos para o Rio Ave, não vejo, não descortino nenhum mas o tempo assim o dirá!
Espero, sim, é que o Rio Ave alcance rapidamente os seus objectivos, em todas as modalidades e escalões, com a ajuda de todos os que verdadeiramente gostam do Clube.
As pessoas passam e o Clube fica.
Apoiem o Rio Ave FC, pelo Rio Ave FC!
(Se me permites e porque já falei em nomes de pessoas que têm feito bem ao Rio Ave, às Caxinas, ao desporto de Vila do Conde, e por inerência à própria Cidade, queria finalizar agradecendo publicamente a dois nomes incontornáveis de Vila do Conde, um bem presente e mediático, o Caxineiro Fábio Coentrão e o outro eterno e inigualável, Eng. Mario Almeida.
Ao Caxineiro pela ajuda importantíssima que tem dada de há uns anos para cá,em termos logísticos, à associação das Caxinas. Muito obrigado em nome de todos os miúdos, por continuares a ser genuíno e o mesmo de sempre.
Ao eterno Presidente, por demonstrar, com atos e não com meras palavras, ser ao longo de todos estes anos o adepto mais "fanático" e o dirigente mais importante na afirmação do Rio Ave FC como um Clube Nacional. Pela disponibilidade inigualável ao longo de todos estes anos em ajudar as associações e clubes de Vila do Conde, dando valor e condições a quem trabalha por amor à causa, transformando a Nossa magnifica cidade uma referencia Nacional a todos os níveis.
Como formador desportivo, técnico e dirigente associativo, espero que os próximos autarcas Vilacondenses sigam o exemplo, nas ajudas às instituições Desportivas e Culturais da nosso cidade, tal como ele o fez ao longo de todos estes anos)

Entrevista a Raul Moreira/13 (4): a integração dos jovens do Caxinas «espetacular»

4) Como está a ser feita a integração dos jovens do Caxinas? O que esperas em concreto deles (o que podem dar já nesta época ao Rio Ave)?

Raul: «A integração tem sido espectacular, não só devido à tremenda qualidade e dedicação deles, mas principalmente pela ajuda de todos os colegas mais velhos. Parece que cá estão há uns anos... É importante referir que 4 dos 5 miúdos são Juniores, precisam de passar por um bom período de maturação entre os melhores, mas afirmo, sem qualquer problema, que serão, sem duvida, a muito curto prazo o futuro do nosso Clube.
Espero que sejam iguais a eles próprios.
Estão habituados a ganhar desde muito novos e isso faz toda a diferença. Têm genes de campeões, pois ganharam tudo que tinham a ganhar nos escalões de formação, embora devam por isso de lado, porque agora nada disso mais interessa.
Para triunfarem ao mais alto nível, precisam apenas de ser sérios e responsáveis na tarefa, porque são, sem duvida, de uma qualidade muito acima a media para a idade.
Este ano serão, com certeza, muito útei,s pois se não fosse assim não estavam neste plantel, embora não vá nunca prejudicá-los "queimando" e saltando etapas de maturação»

Entrevista a Raul Moreira/13 (3) Precisamos é de estabilizar e não sonhar.

3) Lutar para não descer, lutar pelos oito primeiros ou, como, neste caso, eu gostaria, pelos cinco primeiros?

Raul: «É fundamental que quem gosta verdadeiramente do futsal Rio Ave FC, tenha noção da realidade. Uma época como a passada é muito difícil de repetir, nomeadamente, com as restrições económicas que temos, obrigatoriamente, de ser sujeitos. Não tenho nenhuma duvida que o Clube merece ocupar os lugares que ocupou durante grande parte da época passada mas uma coisa é querer, outra é ambicionar e outra, a mais difícil, é conquistar.
É preciso que seja dito que, o Rio Ave nunca foi um clube "afirmado" na primeira divisão de Futsal, o historial isso indica. Quando regressei há duas épocas a esta casa, tive o prazer de conhecer uma das pessoas mais ambiciosas que conheço. Alguém que, indiscutivelmente, irá ficar marcado na história do Rio Ave FC para sempre, devido à sua dinâmica, ao seu espírito de conquista e à sua vontade férrea de fazer todos os dias mais e melhor pelo Clube, António da Silva Campos.
O projecto traçado, por ele e aceite por mim, para o Futsal nos dois anos seguintes, era simples, directo e conciso: subida e manutenção na primeira divisão, algo histórico que nunca tinha sido conseguido.
Para além de termos suplantado, e muito,os objectivos sou, tal como o Presidente, bem realista e comedido.
O que o Presidente me exigiu para as duas próximas épocas é apenas e só a consolidação do Clube na primeira divisão, tal como ele já conseguiu com o futebol de 11, e a aposta clara e inequívoca em jovens valores, se possível da nossa formação. Somos a terceira equipa com menos presenças no escalão maior (Póvoa e Cascais têm menos), precisamos é de estabilizar e não sonhar. Temos de ser sérios e realistas sem perder a nossa imensa ambição.
Tudo leva o seu tempo, sem loucuras e sem saltarmos patamares de consolidação e aprendizagem entre os melhores.
Por isso, e para que não haja qualquer dúvida, iremos tentar o melhor possível, jogo a jogo, com uma fase inicial de campeonato muito complicada e desgastante. Não há milagres, há trabalho, dedicação e muito espírito de conquista, tal como no ano transacto, mas não podemos lutar de igual para igual com equipas com orçamentos e condições muito mais favoráveis. A manutenção será assegurada com certeza, tendo desde o inicio em mente que o Play-Off, salvo azares maiores, será com certeza o nosso grande e único objectivo. Depende do que fizermos no exigente primeiro terço, para podermos aquilatar um lugar mais prestigiaste e honroso, de acordo com os pergaminhos do Clube
».

6.9.13

Entrevista a Raul Moreira/13 (2) O papel dos (poucos) reforços

2) Para surpresa de muita gente (incluindo minha) o Rio Ave conseguiu manter todos os titulares da época passada, exceto Cardinal; das contratações, há algum marcador de golos? Como avalias os reforços?

Raul:«Essa surpresa é obvia e lógica. A aposta do Rio Ave FC para esta época foi manter os principais obreiros da época inigualável que fizemos, e, por isso, a impossibilidade de contratarmos mais dois jogadores de estatuto que bem precisávamos. Eles mereciam ser valorizados e reconhecidos por tudo que fizeram e daí a nossa preocupação em mantê-los connosco. Temos de ser gratos e sérios com quem nos faz bem. Preferirmos manter quem deu alegria, orgulho e visibilidade ao Clube, sabendo que isso será com certeza a manutenção da base de um grande grupo.
Preferimos manter o conhecido do que apostar no desconhecido!
Irei aqui falar pela última vez do Cardinal, (pois já não esta cá e quem esta cá é que deve ser valorizado e acarinhado), alguém que deixou marcas eternas no Rio Ave FC.
Quando se deixa de ter nos seus quadros um dos melhores goleadores do Mundo, é impossível que não se fale dele, mas é bom que desçamos à terra o mais célere possível.
A presença do Cardinal no Rio Ave FC foi possível devido a um conjunto de factores imprevisíveis que, felizmente para nós, nos ajudaram e projectaram imenso, não só a nível local, mas principalmente a um nível Nacional e Internacional.
Ter o Cardinal no Futsal é igual a ter, por exemplo, o Cardozo ou Jackson Martinez no Futebol de 11, por isso vamos esquecer o Cardinal e viver com a realidade, tentando sempre dignificar e enaltecer as cores do clube.
Os golos terão de acontecer naturalmente, com o contributo de todos. Teremos de ser fortes e unidos para ultrapassar esse possível estigma.
Marcar golos, todos terão que o fazer, para podermos cumprir os nosso objectivos
.
Os reforços irão consolidar aquilo que pretendo para a equipa: raça, atitude e espírito de conquista. O Emerson, um atleta de uma entrega ao jogo notável, com muito traquejo de primeira divisão e com um espírito de grupo muito acima da média. O Teixeira é um rapaz que pretendo que, esta época, se afirme nas "minhas" mãos porque é uma promessa adiada, com um talento muito grande. O Rui "Babas" ira tentar ser a sombra do Vítor. Os miúdos, à excepção do Marafona, ainda são Juniores e precisarão do seu tempo de ambientação a uma realidade diferente e mais exigente. No entanto, tenho a certeza que serão o futuro muito próximo deste clube.

Entrevista a Raul Moreira/13 (1) Marcar menos e sofrer também menos golos

As respostas do mister antes da estreia:

1) De uma forma geral, que diferenças entre a equipa da época passada e a desta? O plantel é curto?
A resposta a esta questão é bastante "sui-generis" e pode causar confusão aos mais "desatentos", porque os atletas-base irão ser muito idênticos mas o modelo de jogo e a forma como temos de abordar todas as partidas será bem diferente em função das limitações que temos com a saída do pivô de referencia que tínhamos na época transacta.
Ofensivamente iremos, obviamente, estar mais débeis, com menos poder de finalização,logo, teremos de ser uma equipa mais compacta, mais humilde, mais realista, obrigatoriamente mais solidária e, espero eu, com maior poder defensivo, de forma a que possamos vincar nessa solidez defensiva, a imagem e a força deste grupo.
Será curto se tivermos lesões e castigos sucessivos, mas as contingências económicas a isso obrigam. Temos a lesão do Marafona desde o inicio de época o que nos tira um pouco desse rigor defensivo, mas com o espírito solidário dos outros iremos com certeza dar a volta a essas possíveis adversidades.