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11.8.26

A equipa respondeu e os adeptos também




(imagem do Rio Ave tirada depois do apito final)

No passado sábado escrevia neste espaço sobre a necessidade de os Arcos voltarem a sentir algo que, durante muitos anos, foi uma das imagens de marca do Rio Ave: a ligação entre a equipa e os seus adeptos.

Uma ligação feita de proximidade, de identificação e de apoio incondicional.

Menos de 24 horas depois, tive a oportunidade de assistir à deslocação do Rio Ave a Barcelos e saí do estádio com uma certeza: a equipa começou esta temporada com os seus adeptos ao lado.

É verdade que Barcelos fica relativamente perto de Vila do Conde. Estamos a falar de uma deslocação de cerca de 25 a 30 quilómetros, acessível para muitos sócios e adeptos. Mas quem acompanha regularmente o Rio Ave sabe que a distância, por si só, não explica aquilo que se viu no domingo.

Nas últimas cinco ou seis temporadas também marquei presença em praticamente todas as deslocações a Barcelos. E, honestamente, não me recordo de ver um apoio desta dimensão.

Não foi apenas uma questão de números.

Foi a forma como os adeptos apoiaram a equipa durante os 90 minutos.

As vozes ouviram-se praticamente durante todo o jogo. Houve cânticos, incentivos e uma energia que há muito tempo não via numa deslocação do Rio Ave. Mesmo nos momentos mais difíceis da partida, o apoio não desapareceu.

E isso merece ser destacado.

Temos passado os últimos anos a falar sobre o afastamento entre os adeptos e quem dirige o clube. Temos falado da perda de identidade, da quebra de ligação emocional e de tudo aquilo que se foi perdendo pelo caminho.

Mas uma coisa ficou demonstrada logo na primeira jornada desta temporada:

Os sócios e adeptos do Rio Ave fizeram a sua parte.

Agora cabe à equipa corresponder.

Porque se o apoio demonstrado em Barcelos servir de indicador, então o Rio Ave entrou nesta temporada com algo que nem sempre teve nos últimos anos:

A força dos seus adeptos atrás de si.

19.8.25

Se é verdade, deve merecer reflexão

Saí do Estádio, no domingo, com a perceção de ter presenciado algo que nunca tinha acontecido: um 'divórcio' entre a equipa e (uma parte d)os adeptos logo à primeira jornada. Talvez a palavra divórcio, que coloquei entre aspas, seja exagerada, mas quem esteve na bancada terá percebido isso. Até 'bocas' ao treinador se ouviram. E foi um empate (contra 10, ok).

No final tive a prova: 

Comparem a primeira foto (no final, frente aos adeptos) e a segunda, durante o jogo. Parece evidente que a esmagadora maioria saiu e, consciente ou inconscientemente, evitou aplaudir os jogadores. 

Se a minha perceção está certa, isso deve merecer reflexão, porque ninguém quer se torne realidade ou se agrave. O que importa perceber: é apenas por causa do resultado/exibição ou algo mais?

2.4.25

Convite à SAD e Clube: os sócios e adeptos "falaram"



Há uns dias, escrevi sobre uma efeméride: fez um ano que tivemos uma grande deslocação da massa adepta do Rio Ave ao Estádio do Bessa para apoiar a equipa. Na altura, a mobilização dos adeptos foi notável, criando um ambiente incrível No entanto, constatei que, atualmente, essa realidade mudou. Lancei a questão a todos o leitores: o que mudou?

A simples colocação desta pergunta gerou reações imediatas. Houve quem se mostrasse desconfortável com a reflexão e tentasse “contra-atacar” a questão (desconheço a razão que leva a negar o obvio ou atacar quem salienta uma evidência), mas o objetivo foi plenamente alcançado: provocar um debate e ouvir diretamente aqueles que fazem parte do clube. O retorno foi enorme e, entre as muitas respostas, destaco algumas que melhor sintetizam o sentimento geral dos adeptos.




O Que Dizem os Sócios?

  1. Falta de promoção das deslocações – Apesar de existir comunicação sobre os jogos, os adeptos sentem que a SAD/clube deixou de organizar grandes mobilizações, limitando-se a vender bilhetes sem grande esforço promocional.
  2. Comunicação pouco clara – Antigamente, a informação sobre deslocações era mais direta e antecipada. Agora, há menos clareza, e a claque remete muitos detalhes para mensagens privadas, dificultando o planeamento dos adeptos.
  3. Falta de interação entre SAD/Clube e adeptos – A comunicação do clube piorou significativamente, tornando-se menos frequente e pouco esclarecedora, o que gera insatisfação entre os adeptos.
  4. Horários e dias de jogo desajustados – O Rio Ave tem jogado frequentemente à noite e a meio da semana, o que dificulta a deslocação dos adeptos e reduz a presença nos estádios.


Este tipo de consulta de sócios e adeptos devia ser não só valorizada, mas também utilizada como base para a promoção de futuras iniciativas. Estar fechado dentro de quatro paredes ou recusar-se a ouvir o que vem de fora não permite evolução.

É essencial que o clube e a SAD saibam escutar as vozes dos seus adeptos e que façam uma introspecção: Estarão eles corretos? O que poderemos fazer para melhorar?







7.4.21

A relação do Rio Ave com os adeptos


Com a derrota caseira do último fim de semana agudizou-se um mal-estar entre os adeptos rioavistas. Ninguém gosta de ver o seu clube perder. A época tem registado resultados muito aquém das expectativas e com facilidade têm surgido dedos em riste apontados a diversos alvos, mas com preferência a jogadores e à Direcção. O Rio Ave tem uma forte presença nas redes sociais e sendo isso muito positivo, acaba por facilitar também a exposição a manifestações de desagrado de quem segue o clube. Cada moeda tem o seu reverso e é preciso saber viver com isso. Já anteriormente tinham surgido notas sobre censura nos comentários sobretudo no Facebook, situação que após a derrota com o Gil Vicente terá voltado a repetir-se.

A situação justificou inclusive uma tomada de posição do Provedor dos adeptos no site do clube no dia dia de ontem.

A forma como cada um se manifesta nas redes sociais é apenas sua responsabilidade. Acho que o clube faz muito bem em apagar um comentário quando acha que o limite da decência ou do bom-senso tenha sido ultrapassado. Já não entendo que apague um comentário quando o teor do mesmo não lhe agrade e, pelo que percebi, é disto que se trata. Como disse, há muitos proveitos a tirar da presença nas redes sociais, mas também há custos e um deles serão as manifestações de desagrado dos adeptos. Há que saber conviver com isso, por muito que nos custe ler coisas que não nos agradam. Não concordo com muita coisa que vejo nos comentários no Facebook do clube. mas tenho que perceber que há muitas sensibilidades distintas da minha e, regra geral, não as acho ofensivas da dignidade de ninguém.

Ter um clube onde só se espera que os adeptos batam palmas e aceitem sem crítica ou sem pensamento divergente tudo o que aconteça, é irreal. Estar num clube e desvalorizar quem o segue, quem o vive intensamente não faz sentido. Se o clube fosse uma SAD detida a 100% por uma pessoa que pagasse todas as contas e a quem fosse indiferente ter ou não adeptos, eu aceitaria. Não é o nosso caso. 

Na minha opinião, o clube comunica bem, tem um departamento que faz um trabalho digno, mas tem de aprender a viver com a diferença de opiniões. 

2.12.20

Mário Silva, sim ou não?

Foto: Ivan Del Val/Global Imagens

 Escrevo sem qualquer inside information sobre o que possam ser as ideias da Direcção quanto ao trabalho que Mário Silva tem feito. Sobre o que os adeptos pensam, parece-me que estamos conversados, a opinião não é positiva. 

Nas redes sociais as manifestações de desagrado não faltam. Há quem diga que a equipa só jogou bem enquanto ainda tinha as rotinas da época passada e que à medida que o treinador tenta impor o seu modelo a equipa piorou gradualmente. Há quem diga que não tem unhas para um plantel de muita qualidade, há quem diga que não controla os pesos pesados do balneário. 

Não estaremos a ser precipitados ao pedir a cabeça do treinador? 

A minha grande preocupação depois da eliminação da Liga Europa era saber até que ponto a moral da  equipa se ia aguentar em níveis elevados. Cair como caímos não nos desonra, mas deixa marcas porque o jogo, há que dizê-lo sem rodeios, esteve nas nossas mãos diversas vezes. O jogo que se seguiu â queda foi a recepção ao Benfica e os sinais não foram animadores. Mas se o Benfica não era talvez a melhor equipa para testar o estado de espirito do grupo, os jogos que se seguiram confirmaram os meus receios: a chama foi-se. 

Não sei até que ponto o treinador ou "o seu modelo de jogo" sejam responsáveis por esta quebra. O que sei é que um treinador tem de estar sempre do lado da solução e nunca do problema. 

Dito isto e sem certezas, repito a questão: Não estaremos a ser precipitados ao pedir a cabeça do treinador?