Acho que todos saimos dos Arcos envolvidos num turbilhão de emoções (igualmente para quem viu o jogo em direto, também se sofre no sofá).
Aqui ficam algumas ideias:
1) O Amadora foi melhor e mereceu ganhar (teve mais remates e mais oportunidades), mas sobretudo foi mais equipa ao longo do jogo. Nós só aparecemos, com grande pulmão e coração, nos 20 minutos finais, já com 10 e principalmente após o 3-3 de Blesa.
2) Sotiris fez uma revolução no plantel, mudando 3 dos 4 defesas e mexendo em todos os setores (entrararam cinco jogadores que nunca tinham sido titulares).Não me parece que tenha sido particularmente feliz nas escolhas (o extremo direito pura e simplesmente não existiu, o central colombiano não ganhou uma bola de cabeça e João Tomé confirmou as limitações há muito conhecidas - até houve, na bancada, quem tivesse saudades de Liavas...
4) Os melhores (ou menos maus) em campo foram os 'velhos', como Petrasso, Bezerra, Blesa. O jovem Miguel Patrício deixou-me sentimentos contraditórios: por um lado, vimos bons pormenores, por outro falta-lhe garra/ousadia para levar o jogo para a frente, ele que jogou a médio de construção - talvez por nervosismo. Sem Aguilera, Nascimento e Ryan (três lesionados para o mesmo lugar é obra!), poderá ter mais oportunidades.
5) Ennio contiunua a mostrar que é capaz do melhor e do pior; antevejo que Vítor Hugo se venha a estabelecer como titular;
6) Primeira parte frouxa, como é normal, a deixar o adversário chegar primeiro à bola e a ganharmos poucos duelos.
Em resumo: A situação, na tabela classificativa, continua complicada, e uma derrota no próximo jogo irá provavelmente deixar-nos, na pausa competitiva, em lugar de descida. De uma coisa o treinador não se pode queixar: da falta de jogadores. Irá queixar-se do excesso?
(Também não nos podemos queixar do mesmo árbitro que decidiu sempre contra nós em Barcelos; não estou a dizer que nos favoreceu, mas nos lances mais duvidosos (como o panalti) salvou-se o Rio Ave).

