Mostrar mensagens com a etiqueta Tribunal Reis do Ave. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tribunal Reis do Ave. Mostrar todas as mensagens

26.5.19

Reis do Ave faz o balanço da época: entre o positivo, o 'minimamente aceitável' e o negativo

Carlos Francisco:
O objetivo proposto pelo presidente no início da época foram os 8 primeiros. Apesar de achar que tinhamos o 6º melhor plantel da liga atrás dos 3 'grandes', Braga e Vitória e de, a certa altura, José Gomes ter dito que iríamos ficar em 5º lugar, creio que com todas as mudanças no inicio da época, com 3 treinadores ao longo da época, as lesões, os cartões vermelhos que saíam com facilidade para nós, várias alterações novamente do plantel em janeiro, o sétimo lugar com 45 pontos, não sendo brilhante, é minimamente aceitável.

Gil Ribeiro Silva:
O balanço da época é negativo.  A equipa demorou tempo a ser formada e já não foi a tempo de um bom arranque e logo aí ficou arredada da Liga Europa. Nas Taças a participação foi muito tímida, ainda que atenuada na Taça de Portugal pelo facto de termos sido eliminados por um dos finalistas.
Já no que toca à Liga, foi uma época frustrante. O Rio Ave era a 5ª melhor equipa da Liga, mas só conseguiu ser 7º. Encontram-se justificações no assombroso número de lesões, nas trocas de treinador durante a época e até nas arbitragens, mas não deixa de ter sido uma época que ficou aquém das expectativas.

Gualter Macedo: 
Foi tudo fácil demais no início do campeonato, e mesmo antes da saída de José Gomes, já se percebia alguma crise dada a ausência de jogadores importantes. A equipa não se livrou de um grande susto, e a 7 jornadas do fim ainda não tínhamos garantida a manutenção. Os 12 jogos sem vencer, assustaram, e contribuíram bastante para que Daniel Ramos não conseguisse o objetivo de colocar a equipa na Europa. A troca inesperada de treinador e a saída de Vinícius, creio que comprometeram em muito, o que poderíamos ter feito esta época. O falhanço no ataque ao 5º lugar, a saída prematura da Taça da liga e da Taça de Portugal, foram de facto os aspetos mais negativos da época.  Foi uma época realmente atípica, depois do susto, destaca-se no positivo o facto de terminarmos num honroso 7º Lugar, o que dignifica toda a gente, e os treinadores responsáveis por esta época. 

João Paulo Meneses:
Escrevi várias vezes que tinhamos o melhor plantel dos últimos anos (ou, vá lá, um dos dois melhores). Daqui a algum tempo se confirmará que foi o mais caro de sempre. Atentendo a isso, ficar em 7º e falhar muito cedo as taças [maior falha, a Liga Europa, perante um adversário fraco], não é positivo (mesmo tendo em conta tudo o que aconteceu, desde lesões a arbitragens). Ou então, foi positivo e estamos é mal habituados...

Vítor Carvalho:
A época 2018/2019 foi uma época agridoce. Começou-se em grande criando a ilusão que facilmente se atingiria o lugar europeu. Mas ... Há sempre um mas (que não obrigatório). Inexplicavelmente teve uma quebra ainda antes da mudança do treinador. (não sei, sinceramente, se o míster José Gomes não tem saído a seu pedido para Inglaterra, se não iríamos assistir a uma chicotada psicológica). A abertura do mercado de inverno levou-nos o ponta de lança que estava a ser uma verdadeira revelação quer no Rio Ave quer no futebol português e trouxe-nos jogadores com muita qualidade mas para setores onde se estava já bem servido. Acresce que o novo treinador teve de se adaptar à equipa e esta àquele, o que veio aumentar o período menos positivo de que a equipa já se vinha ressentindo. (Havia, erradamente, quem já só se preocupava com a zona de descida). Contudo a parte final do campeonato foi em crescendo. No global a prestação foi positiva, havendo um período de alguma frustração , mas que não mancha a época no seu todo. De realçar, também pela positiva, o apoio de um grupo de associados (cerca de 50) que acompanharam a equipa nos jogos fora. A alma que colocavam no apoio, refletia-se nos jogadores, permitindo-nos trazer vitórias na qualidade de visitantes. Negativamente continua a saga dos lugares marcados. A confusão continua a ser grande, se não mais do que no passado em que não havia lugares marcados, nos jogos contra as equipas que trazem um grande número de apoiantes
(três que partem? foto: Rio Ave FC)


23.5.19

Reis do Ave em maioria contra saída de Daniel Ramos

Carlos Francisco:
Por mim ficava. Fez tantos pontos ou mais na segunda volta como os que por cá passaram com sucesso.  Começou mal, mas quando teve opções e com o tempo de trabalho com a equipa mostrou bons resultados e bom futebol contra adversários superiores e/ou diretos. Depois de ultrapassar uma fase má, ao não ser excluído nessa altura, dificilmente se entende tê-lo sido agora, porque difícil não é chegar de novo e mostrar pontos nos primeiros 2 ou 3 jogos; dificil é estar lá em baixo, piorar e com a força do trabalho e da mensagem ter liderança para dirigir e reerguer um grupo e orientá-lo para que fosse possível sustentadamente sair do fundo do poço.

Gil Ribeiro Silva:
Daniel Ramos não mostrou nos momentos mais complicados da época mão de feiticeiro para fazer um brilharete. Daniel chegou a meio da época, não participou nas escolhas do plantel no início do plantel, não tem culpa das lesões e quando voltou a ter toda a gente disponível arrancou para uma série de boas prestações e resultados. No entanto, fica a ideia que qualquer outro técnico também faria a equipa melhorar recebendo tamanha injecção de qualidade. Merecia o benefício da dúvida? Defendi a certo momento da época que não era o homem certo no lugar certo, mas acho que lhe devia ser dada oportunidade face ao bom final de época que nos proporcionou.

Gualter Macedo:
Mesmo sabendo hoje que Daniel Ramos não vai continuar no Rio Ave, talvez fique com a sensação de que este podia ter tido outra sorte. A ausência de jogadores importantes ora por lesão, ora por castigo, aquando da sua chegada, talvez tenha contribuído para essa falta de sorte. Mas acho também que Daniel demorou muito tempo a perceber como podia extrair o melhor dos jogadores disponíveis e a colocar esta equipa essencialmente a ganhar. Essa indefinição prolongada, principalmente no sistema de jogo (tivemos jogos muito maus, que também devem ter assustado o próprio), retiraram a Daniel alguma capacidade negocial no que toca à sua continuidade, bem como à perda de algum crédito para com a massa associativa (os tais 6 meses de ausência de vitórias em casa). Eu entendo a sua saída (em Vila do Conde os santos da casa nunca fizeram milagres), e também concordo com ela. Assim ninguém sai chamuscado, ele saiu de Chaves e o Chaves desceu, mas ao mesmo tempo colocou o Rio Ave no 7º lugar, que, não sendo o pretendido, é talvez o melhor que ele pode fazer dadas as circunstâncias. Mas também fico com a sensação de que tudo poderia ser diferente para melhor, caso a nova época fosse totalmente preparada pelo Daniel. Boa sorte Daniel, um dia talvez regresses e poderás confirmar o que digo…No futebol tudo é possível.

João Paulo Meneses:
Penso que DR demorou demasiado tempo a acertar no onze (havia lesionados, mas não justifica tudo), a tirar o melhor rendimento dos jogadores e a mostrar um futebol com qualidade (que se viu contra FC Porto e Benfica). E - principalmente - achei que foi bastante conservador ao longo da época (joga muito pelo seguro e, de uma forma geral, é mais defensivo do que aquilo que eu gostaria). Se a Direção decidisse renovar com Daniel Ramos, seria o meu treinador Mas em coerência com o que escrevi a seguir ao jogo com o Aves (agravado em Alvalade) entendo como correto procurar alguém com outro perfil.

Vítor Carvalho:
"O míster Daniel Ramos assumiu o cargo de treinador do Rio Ave FC com a missão de levar a equipa à Liga Europa. Entrou num momento em que a equipa já estava a passar um período menos positivo. Também viu a equipa ficar desfalcada do ponta de lança até aí titular indiscutível. A equipa passou por momentos de muitas dificuldades, mas acabou por conseguir atingir bons resultados e termina a época em excelente forma, intrometendo-se claramente, na definição do título de campeão da presente época. Entendo que, dadas as circunstâncias, o Daniel Ramos fez um bom trabalho e a sua continuidade para a próxima época devia ter sido assegurada."



5.11.18

Reis do Ave e os 10 anos de ASC como Presidente (o melhor e o pior)

[António Silva Campos foi eleito a 8 de novembro de 2008 e empossado no dia seguinte. Esta quinta-feira passam 10 anos. Ao longo desta semana relevamos, das mais variadas formas, este marco importante na nossa história]

Gil Ribeiro Silva:
O melhor - A estabilização e crescimento financeiro e desportivo. 
O Rio Ave passou a ser um clube apetecível para toda a gente: Cumpre com as suas obrigações, criou um projecto desportivo consistente e deixou o yo-yo do sobe e desce, é uma boa montra para quem deseja dar o salto para outros outros clubes com maiores ambições, participou em finais e começa a ser presença habitual nas competições internacionais de clubes.

O pior - O estádio e a falta de sócios\adeptos
Não há volta a dar, depois do salto qualitativo com os estádios do Euro 2004 o nosso estádio parece cada vez mais antiquado. As infraestruturas têm melhorado, mas não aquela onde joga a principal equipa do clube e a que mais pessoas recebe.
O que também não acompanhou o sucesso desportivo do clube foi o número de sócios\adeptos do Rio Ave. Há muito para fazer neste campo e não é fácil compreender como não tem sido possível capitalizar o excelente momento que o clube atravessa de há uns anos para cá.

Gualter Macedo:
O melhor - credibilidade e a recuperação financeira, já ninguém se lembra que em 2007 o clube estava na 2ª Liga com um passivo que o poderia levar à falênciaestabilizar o clube na 1ª liga, 10 anos é de facto obra e histórico, esta época vamos completar 25 presenças na 1ª liga. Disputar 3 finais de taças, e outras tantas meias finais, afastar o clube ano após ano da linha d´água, discutir lugares europeus, dar amplitude e transformar este clube num clube europeu, vender (jogadores) quase sempre bem. A profissionalização de alguns elementos e o recrutamento de gente que, sem serem propriamente do Rio Ave, trouxeram bastante qualidade em variadíssimas áreas. Renovação dos campos de treinos, todos se lembram que em 2007, dispúnhamos apenas de um campo de treinos partilhado por todas as equipas. Revelou-se um mestre na negociação pois construiu pontes e parcerias importantíssimas tais como a Gestifute, parceria que claramente alavancou o clube, afastando-o dos problemas financeiros.

O pior - Política de angariação de sócios, acho que o clube ainda não fez o necessário para trazer mais gente para dentro do clube, temos um longo caminho a percorrer, talvez as obras no estádio ajudem (necessita claramente de ter mais conforto). Camadas jovens: produzimos poucos talentos, também ainda não encontramos a fórmula ideal para poder ter ano após ano novos talentos na equipa principal. Ou seja neste momento compramos muito, mas muito mais do que promovemos. A liga revelação pode de facto ser a chave, mas a ausência de uma academia ajuda à dispersão dos nossos talentos por clubes satélites sem o devido retorno. Uma academia, é o futuro de qualquer clube profissional, dá raiz e amor à camisola aos jovens que nela crescerem, é portanto fundamental que possa ser concretizada nos próximos 2 anos. A Sede do Clube, é talvez, o grande calcanhar de Aquiles, por que razão não se fez nada ao longo de tantos anos, não entendo.

João Paulo Meneses:
O melhor - dez anos seguidos na primeira divisão? três finais? três participações na Liga Europa? Uma equipa que deixou de lutar pela manutenção? Sem margem para dúvidas, sim, tudo isto acompanhado pela estabilidade financeira (sem necessidade de SAD);

O pior - 10 anos sem mexer no Estádio, nomeadamente na bancada; pouco aproveitamento do grande investimento feito na formação. Menos importante, mas já agora: alguma falta de informação sobre as contas da SAD (e as transferências dos jogadores)

Vítor Carvalho:
O melhor - Estabilização na primeira liga. Crescimento nas infraestruturas desportivas.

O pior - Pouco, ou nenhum aproveitamento do investimento feito na formação. Pouca informação prestada aos sócios sobre as contas da SDUQ e a prestada contradiz, em parte, os dados apresentados anualmente pela gerência na Conservatória do Registo Comercial.

25.9.18

Reis do Ave e as obras: Cobertura ou Academia? E o que fazer com a sede?

1) Que obra é mais prioritária, se só houver dinheiro para fazer uma (e porquê): a cobertura da bancada poente ou a academia de formação?

Gil Ribeiro Silva: Academia para a formação. Apesar de não gostar de levar ocasionalmente com chuva, como sócio declaro-me capaz de aguentar mais uns tempos com essas condições se isso significar que se vai investir a sério na academia que pode ajudar a fortalecer uma formação capaz de fornecer talentos capazes de entrarem na equipa principal e sustentar financeiramente o clube.

Gualter Macedo: Penso que depois de melhoramentos significativos no estádio (exemplo, camarotes e zonas vip), é hora de centrarem os melhoramentos em torno da cobertura. É hora de resolver este problema que já se arrasta desde que este estádio foi construido. Os sócios de 2ª merecem mais conforto e merecem que olhem por eles, desta vez a sério.

João Paulo Meneses: a cobertura. Nesta altura o Rio Ave deve ser o Clube que pior trata os seus sócios e adeptos nos jogos em casa.

Vítor Carvalho: A obra mais prioritária é sem dúvida a que crie melhores condições de sobrevivência do clube para o futuro. Ambas são importantes. Se o futuro  passa por valorizar (eu entendo que sim) as camadas jovens, daí retirar  frutos e dividendos, a academia de formação deve prevalecer. No caso de  continuar a não se aproveitar os jovens da formação, a preterirem-se por  outros vindos de "fora", então aposte-se nas condições para os sócios. A  obra a realizar depende, assim, do que a gestão do clube pretende. Eu  apostaria na formação.
2) As obras na sede são para fazer ou devia vender-se o edifício e pagar outras obras importantes?

Gil Ribeiro Silva: Aceito a visão romântica de se ter a sede na Praça da República, mas não lhe vejo grande utilidade naquele local. Se a venda do edifício for capaz de financiar alguma obra importante, que se venda. O passado e a história são muito importantes, mas não podemos ficar presos a eles.

Gualter Macedo: A sede, tal como está, há tantos anos, é dinheiro morto. Eu sou da opinião que se deve vender e transportá-la para um novo edifício, a nascer junto ao estádio, com esse dinheiro e mais uma venda de um jogador importante, ou o dinheiro que vamos receber referente ao acordo com a MEO, pensariamos em contruir a academia.

João Paulo Meneses: se não há dinheiro para fazer cobertura e academia, venda-se a sede. A sede é cada vez mais no Estádio.

Vítor Carvalho: A sede é um "elefante" branco. A situação em que se encontra em nada dignifica o Rio Ave, nem Vila do Conde. Entendo que a sede devia ser  recuperada e aberta aos associados. Faz falta ao clube um espaço onde os  sócios possam se reunir e debater. O clube deixou de ter um espaço
realmente dos sócios, porque o Estádio não está preparado para isso, nem  é conveniente que seja usado para esse fim.

22.8.18

Reis do Ave pede (mais) reforços com qualidade

(A partir de agora vamos juntar as quatro vozes do Reis do Ave para nos pronunciarmos sobre os assuntos mais importantes/interessantes na vida do nosso Clube).

A pergunta hoje é: os reforços dão garantias ou até dia 31 ainda devem vir mais jogadores?


Gil Ribeiro Silva: Não tenho opinião completamente formada. A equipa foi muito alterada da época passada para esta, ainda não se conhece, não está entrosada, é muito jovem e o staff também é diferente. A vir alguém terá de ser alguém que entre de caras na equipa e reconhecidamente uma mais-valia.

Gualter Macedo: Acho que sim, no entanto e dado tantas ausências por lesão, um ponta de lança e um médio de construção seriam os meus ajustes!

João Paulo Meneses: Pelo menos em parte, não. Há uma certa frustração com os reforços. Há poucos jogadores que se perceba que façam realmente a diferença. São nossos jogadores, temos de trabalhar com todos, mas no ataque e no meio campo duas ou três entradas eram muito bem vindas.

Vítor Carvalho: Vieram jogadores com qualidade, mas ainda não atingiram os níveis elevados a que estávamos habituados.