1) O que já tinha sido evidente frente ao FC Porto foi ontem ainda mais claro: o Rio Ave não pode jogar com quatro avançados, deixando apenas dois homens no meio campo, frente a equipas que metem muitos jogadores no setor intermediário. Ntoi e Nikitsher andaram perdidos, sempre que o Sporting encurtava a distância entre linhas (e fê-lo quase sempre na primeira parte, até Gonçalo Inácio aparecia perto do meio campo). Esta ideia de 4-2-4 pode funcionar com equipas que vêm defender a Vila do Conde, mas - a jogar assim frente aos mais fortes - vamos perder e, talvez, perder por muitos.
2) Sem Diogo Nascimento e Abbey, dois dos três jogadores em melhor forma neste arranque do campeonato, o Rio Ave entrou mais fraco. Se acrescentarmos o facto de Vroussai ser o defesa-esquerdo e Liavas o defesa direito, estavam reunidas as condições para as coisas não correrem bem. Acresce o facto - incompreensível para mim- de Spikic continuar a ter oportunidades, quando há extremos que nem um minuto jogaram. São assim tão maus?
3) Correu tudo bem ao Sporting, é a realidade: ao intervalo tinham três grandes oportunidades e quatro golos! Mas quando o adversário - nós! - temos zero oportunidades e o guarda-redes do Sporting faz zero defesas em todo o jogo não se pode esperar muito mais. A perder dois-zero, e sem reação da equipa, talvez se justificasse uma intervenção do banco ainda na primeira parte. Achei as substituições de Sotiris, ao longo do jogo, foram estranhas.
4) Outro problema já identificado anteriormente: o Rio Ave é uma equipa fofinha! Ao intervalo, duas faltas, contra 9 do Sporting. Porquê?
Quatro explicações, quatro golos. Uma noite para esquecer.
(melhor jogador 'do Rio Ave' em campo: Flávio Gonçalves😁😅😏😥)
