18.8.26

Esperar pelo fim do mercado: um risco que o Rio Ave continua a correr




O Rio Ave anunciou os seus dois primeiros reforços ainda nas primeiras semanas de julho. Na altura, escrevi que era positivo ver a equipa manter uma base sólida da temporada passada, mas também referi que esperava mais movimentações no mercado.

Continuo convencido de que esses reforços vão chegar. O problema é que tudo indica que voltarão a chegar no modelo habitual, um modelo ao qual já me habituei, mas que continua sem me agradar.

A janela de transferências entra agora na sua reta final e é bem possível que o plantel só fique fechado perto do encerramento do mercado. Como tem acontecido noutras épocas, muitos dos jogadores poderão surgir já nas últimas semanas, provavelmente oriundos do universo Marinakis.

Entretanto, continuam por preencher posições que parecem evidentes. O Rio Ave necessita de um defesa-esquerdo, de outro defesa-direito e de um médio ofensivo capaz de acrescentar criatividade à equipa.

O que me preocupa não é apenas a origem dos reforços. É sobretudo o timing.

Se os novos jogadores chegarem apenas no final do mercado, será necessário algum tempo para se integrarem, conhecerem os colegas, assimilarem as ideias do treinador e atingirem o melhor nível competitivo. Se contabilizarmos duas semanas depois do fecho do mercado, nessa altura, o Rio Ave já terá disputado cerca de seis jornadas do campeonato, praticamente 17% da competição.

E muitas épocas decidem-se precisamente nos detalhes.

Os pontos perdidos em agosto valem exatamente o mesmo que os conquistados em abril. Por isso, adiar a resolução de lacunas que já são conhecidas pode acabar por ter um custo elevado mais à frente.

Espero estar enganado. Mas gostava de ver o Rio Ave atacar estas necessidades mais cedo, em vez de voltar a esperar pelos últimos dias de mercado para completar um plantel que já devia estar mais próximo da sua versão final.

Quem também não deve gostar desta espera é Sotiris.