Á cerca do comentário Pedro Marques Lopes ao jornal Record desta segunda feira.
(comentário do jornal record do dia 23/02)
A liberdade de expressão é das coisas mais importantes na nossa sociedade no entanto é fascinante observar a autoridade moral deste indivíduo.
Diz ele que o meu clube é isto ou aquilo? É tocante. Vindo de alguém que elevou o conceito de "comentador isento" a um novo patamar.
Para quem não conhece o seu currículo, o Pedro é um verdadeiro artista da sobrevivência. Já foi escrito que foi acólito número um de Passos Coelho, mas a sua bússola ideológica deu uma volta de 180 graus mais rápida que uma jogada do Quaresma. De repente, sem se perceber bem o porquê, o PSD estava "seco" e o PS de Sócrates — sim, esse paladino da transparência — passou a ser o seu "novo destino de elogios". Aliás, Sócrates gostava tanto dele que até usou os seus artigos para atacar juízes. Que honra, não é? Quem não se lembra do pseudónimo "Miguel Abrantes"?
Ele fala do meu clube, mas esquece-se que a sua carreira é uma autêntica Casa da Sorte. Administrador aqui, empresário de postos de gasolina ali, comentador em todo o lado... é o sonho americano, mas com sotaque da Foz e o conforto do sistema português. O Pedro é muito critico do modelo de gestão da SAD do Rio Ave (e com alguma razão), mas pelo vistos é dos primeiros a entrar no avião do seu clube para ir ver a bola lá fora - com viagem, comida e estadia paga - (por ser a figura que é), à custa dos seus associados e acionistas. Ainda em 2024, aceitou novo convite (continuidade) para o Conselho Superior de uma direção cuja falta de idoneidade já era, à data, um facto público e notório.
É preciso ter um desplante monumental para atirar pedras quando se vive, aparentemente pelo o que é noticiado, num palácio de vidro construído com favores, viagens de borla e amizades de conveniência política.
Parece-me que o Pedro Marques Lopes não é um comentador, é um prestador de serviços de opinião. Hoje ataca o meu clube, amanhã. talvez, elogie quem lhe der palco (ou um lugar na comitiva). No fundo, ele é como aqueles bilhetes de lotaria que ele administrava: muita parra, pouca uva, e a probabilidade de sair algo de jeito é quase nula.
