Ontem noticiámos declarações públicas de Evangelos Marinakis, nas quais o próprio admitiu ter recebido propostas superiores a 30 milhões de euros pelos passes de André Luiz (20 M€) e Clayton (10 M€).
Estas informações foram rapidamente difundidas pelos meios de comunicação social portugueses, o que levou, já hoje, o Estrela da Amadora a pronunciar-se publicamente sobre o tema.
Em comunicado, o Estrela afirmou que irá “agir com firmeza, responsabilidade e absoluto respeito pelas instituições”, sublinhando, no entanto, que não deixará de “defender integralmente os seus direitos nem de exigir a transparência que o futebol português merece”.
Na minha opinião, apesar de compreender perfeitamente a posição do Estrela da Amadora, é importante lembrar que cabe ao clube que detém a maioria do passe de um jogador definir o valor da sua venda e as respetivas condições de pagamento. É legítimo que o Estrela se sinta prejudicado pelo facto de a SAD do Rio Ave não ter aceite a proposta financeiramente mais elevada, mas não consigo identificar, do ponto de vista legal, qualquer irregularidade no processo.
Já do ponto de vista de sócio do Rio Ave FC, a leitura é bastante diferente. Enquanto associado, lamento profundamente que o Rio Ave FC não tenha concretizado um negócio por valores significativamente mais elevados e, sobretudo, ouvir o próprio dono do clube assumir que optou por reforçar outra equipa do grupo, prejudicando de forma clara os interesses do Rio Ave.
Eis o comunicado do Estrela:
