5.1.21

A Culpa: Guarda-redes e Centrais

Guarda-redes:

Pawel por ter dado 1 ou 2 frangos em quase 50 jogos pelo Rio Ave FC não faz dele fraco e não é por aí o problema.
O problema está no suplente Léo Vieira que era suplente no Brasil não sendo propriamente um jovem. É bom? É mau? Ninguém sabe muito bem e isso não transmite confiança, pelo menos para fora...
Magrão é o terceiro guarda-redes... Sabiam? Vitor o 4º!

Centrais:
Os 2 centrais titulares estão mal. Bore está péssimo: apático, desconcentrado, desmotivado, com falhas posicionais constantes, faltas e cartões desnecessários.
Contudo Aderllan, que até agora tinha tido a sorte de os seus erros não terem dado muitos golos também não tem estado melhor, apesar de pelo menos correr mais e tentar andar tipo bombeiro a apagar os fogos dos outros, esquece-se que também ele deixa a casa a arder... Deu 1 ao Benfica e 2 ao Paços, mas já desde as pré-eliminatórias da Liga Europa que anda a fazer passes de rotura para quem não tem a Caravela na camisola. E mais grave para alguém tão experiente é andar a deixar adversários em jogo estando completamente fora da linha de 4 quando a linha é controlada por Bore ou por Ivo.

E diga-se... se já o ano passado o guarda-redes foi um dos melhores do Rio Ave FC, foi porque em muitas ocasiões conseguiu tapar erros dos defesas.

Em relação aos outros centrais... ora bem... que centrais? Monte este ano fez mais minutos a lateral fosse esquerdo ou direito do que a central e o ano passado foi lateral direito - e bem, atenção...
Nando... um gajo que veio da Nova Zelândia mas que podia ser o primo da minha mulher que mora ali em Árvore... Nandos há em todo o lado. "Bianchis" é que se calhar não... Um capricho de alguém...?

4.1.21

A Culpa

Há muitos anos que não se via um início de época tão mau. Creio até que seja o pior primeiro terço de campeonato desde que ASC é presidente.
A culpa não deve morrer solteira, nem o treinador que saiu deve morrer casado com a culpa. Teve-a, mas não em exclusivo.

A isto se devem vários factores.

1- Responsabilidade dos jogadores:
- falta de empenho;
- falta de concentração;
- falta de ambição;
- erros individuais naqueles que têm capacidade para não os cometer (a falta de qualidade de alguns não é culpa deles).

2- Responsabilidade do treinador (Refiro-me a Mário Silva):
- falta de coragem;
- apatia no banco;
- falta de liderança;
- mau aproveitamento de alguns jogadores que o plantel dispõe.

3- Responsabilidade da direção:
- má escolha do treinador e falta de coragem para reconhecer o erro mais cedo;
- plantel desequilibrado e acima de tudo escasso à excepção do meio-campo;
- má comunicação e má interligação com os sócios numa fase em que era necessário outro tipo de aproximação dadas as circunstâncias;
- mania das grandezas, prepotência e sobranceria  por parte de alguns elementos do staff e/ou elementos diretivos.

4- Responsabilidade dos sócios:
- apatia, silêncio e conivência enquanto se foi ganhando nas últimas duas épocas principalmente. 

Nos próximos dias tentarei explorar cada um dos assuntos em textos separados.

Faleceu o sócio número 1 do Rio Ave

Foto: rioavefc.pt

Lamenta-se hoje a perda do sócio número 1 do Rio Ave, João da Silva Ribeiro Pontes, associado desde 1939. Ficamos hoje muito mais pobres. Sentidos pêsames à família. A triste notícia chegou-nos através do Paulo Vidal, uma vez que o clube à hora a que escrevo ainda não será conhecedor da perda do seu mais antigo sócio e ainda não a comunicou em nenhuma das plataformas do clube. Podemos recordar neste texto do site do clube algumas das suas estórias da ligação ao Rio Ave.

Comunicar, outra falha de ontem

Foto: record.pt
Quem manda lá saberá porque quer que as coisas sejam desta ou daquela forma. No entanto, não comunicar quando até se tem um departamento só para isso e muitos canais para o fazer, não me parece adequado. 

Vem isto a propósito de não termos tido guarda-redes suplente e nós, adeptos e sócios do clube, não sabemos porquê. Nem isso, nem porque continua Coentrão ausente ou Filipe Augusto ausente ou Diego ausente. Dá sempre lugar a especulações ainda por cima num momento difícil da equipa. É para esconder o jogo dos adversários? Para proteger os atletas? 

A situação é má.

 Não adianta tapar o sol com a peneira. É preciso é consertar a peneira, porque passa tudo.

Ironia das ironias: o único jogador que não tinha um suplente directo no banco foi o melhor de todos. E, coitado, sofreu dois golos sem poder fazer mais. Pronto, já falamos da única coisa positiva de ontem. 

Agora o resto: uma equipa que está tão visivelmente fragilizada, não pode ser tão desunida. Mas nós fomos e não percebemos que não podemos ter o elástico tão esticado porque a elasticidade já se foi. 

Coisas para mudar, tomar nota: 

- convencer o Aderllan a não pintar o cabelo. Com o cabelo assim pintado chama demasiado a atenção. Atrai os jogadores do adversário como uma lâmpada acesa numa noite de Verão atrai os mosquitos.

- lembrar ao Aderllan que não é o número 10, o médio criativo da equipa. 

- instalar um dispositivo no equipamento do Pelé pra lhe dar um choque se ele não soltar a bola ao fim de 3 segundos. Com tanta indecisão em decidir a parte estica-se e depois não encolhe. 

- arranjar nova equipa para o Pedro Amaral. A nossa B ou outra que não tenha "Rio Ave" no nome. Amaral ainda não tem calibre pra nós, não sei se alguma vez terá, infelizmente. Não é desprimor, é o que é, eu também gostava de ser melhor em muitas coisas.

- dar 2 cafés ao André Pereira antes dos jogos para o espevitar. E depois mostrar-lhe vezes sem conta o vídeo da jogada da segunda parte em que pressionou um adversário e ganhou uma bola.

- convencer toda a equipa que se pode jogar mais para a frente e mais rápido, mais próxima e em em bloco, em vez de passar o tempo em passes para o lado e para trás até chegar ao guarda-redes.

- mostrar à equipa os jogos de futebol que passam na RTP Memória em que nos pontapés de baliza e com um único pontapé se punha logo a bola no meio-campo do adversário.

Por agora é isto.

Pedro Cunha tem matéria para dar a volta ao texto. Defendo que tem que fazer descansar uma série de elementos para os recuperar anímicamente, gostem eles ou não. Insistir em elementos jogadores desgastados não é bom para a equipa nem para os jogadores. Outros farão pior? O que é pior do que não ganhar?



O treinador não teve uma estreia de sonho, na sua cadeira de sonho. A azia que confessou no fim jogo é a de todos nós. Daqui para a frente só pode ser melhor. Que não perca a ilusão nem lhe falte energia para dar a volta à situação actual. 


3.1.21

Derrota 2-0 em Paços

Nada a dizer, Paços justo vencedor. 

Foi um desempenho vergonhoso de uma equipa quebrada, sem entreajuda, mortiça e sem atitude até aos 80 minutos de jogo. Erros infantis ditaram a nossa derrota.
Pedro Cunha tem muito trabalho para fazer, sobretudo no campo da moral. Os seus primeiros utensílios de trabalho  deverão ser uma vassoura e uma pá, um lápis e um estirador: os 2 primeiros para limpar da equipa elementos que não estão a render, os restantes para desenhar um quadro mais harmonioso. Quem não está bem precisa de banco para se recuperar e não comprometer ainda mais o que já não está nada, nada fácil.

Melhor em campo: Kieszek. 

Primeiro 11de Pedro Cunha mantém André Pereira a titular

A informação foi obtida via SofaScore. André Pereira, muito criticado no último jogo mantém titularidade. Diego Lopes nem no banco se senta e Geraldes recupera a titularidade. 
No banco está Said (quem se lembrava que o avançado ainda era dos nossos quadros?) e também Diogo Teixeira. Monte também regressa. 
No banco não consta nenhum guarda-redes, acredito que por lapso da aplicação.

Expectativa

Pedro Cunha não tem varinha mágica e por isso não vai mudar o rumo dos acontecimentos de um momento para o outro. Mas tem a sua própria ideia de jogo e pode já hoje deixar uma mensagem. Esse sinal pode chegar na forma da equipa escolhida para começar o encontro.

Quanto a isso, mais uma vez, os 3 diários desportivos voltam a apresentar 3 soluções distintas. Quem acertará? 
Seja como for, confesso-me expectante. O discurso de Pedro Cunha agradou-me é deixou-me animado. Pode não correr bem hoje, mas hoje é apenas o primeiro passo. Não espero uma revolução, mas já espero um "toquezinho" nas escolhas. 

2.1.21

A cadeira de sonho de Pedro Cunha

Foi a primeira vez de Pedro Cunha numa antevisão de jogo como treinador principal. 
Gostei, gostei muito. Assertivo, directo, tranquilo, muito confiante. Passando pela ligação como adepto, pelo papel de treinador de formação no clube até à mensagem de que se preparou para o desafio porque é treinador de futebol e entende que não há treinadores de primeira ou de segunda.

Pedro Cunha não teve perguntas sobre o mercado e garantiu confiar muito nos atletas que tem. Começa amanhã a prestar provas e sim, acredito que tal como referiu o treinador, vai ter com ele Vila do Conde em peso quando pisar o relvado da Mata Real.

O vídeo está disponível aqui. 

Novo treinador, novas escolhas?

O novo treinador não tem em Paços de Ferreira um primeiro desafio fácil. A equipa precisa de se reencontrar com a sua melhor forma e de recuperar moral. Vamos ver se escolhe mudar a equipa inicial ou se continua na mesma linha de Mário Silva nos alinhamentos. Vamos também ver que atletas terá disponíveis ou se mais uma vez não teremos um banco de suplentes completo. O seu conhecimento dos atletas da equipa B alterará alguma coisa?

Um dos pontos de desagrado entre os vários que os rioavistas têm apontado está no desempenho da dupla de centrais. 

Acho que Borekovic está muito afectado ainda pelo que aconteceu no jogo com o Milan. O golpe foi duro, devia servir de lastro ao atleta no seu processo de crescimento, mas julgo que não tem sido fácil para o valoroso central ultrapassar o episódio.

Aderllan tem uma rodagem e experiência muito maiores que o seu colega, mas não estará também nos seus melhores dias. 

Seja cansaço, seja apenas a moral em baixo, seja a falta de concorrência, parece factual que também dois dos mais regulares e importantes jogadores da época passada não estão a corresponder. Faltará ver se haverá já alternativas para os seus lugares e se as houver, se o treinador recém chegado prefere dar-lhes um voto de confiança. Eu faria descansar um deles se tal for possível.

1.1.21

A equipa de PCunha: Homens da casa e a surpresa Quim

Uma equipa de profundos conhecedores do Rio Ave compõe a equipa técnica de Pedro Cunha. Com excepção do treinador principal e de Quim, a surpresa para treinador de guarda-redes, Gama, Mateus e Zé Gomes já eram treinadores do clube e foram também atletas. 
Falta agora saber que em serão as escolhas para os cargos que todos eles ocupavam anteriormente na estrutura do futebol do clube. 
Boa sorte a todos. A sorte deles será a nossa. 

31.12.20

Tempo de Pedro Cunha

foto: Rio Ave FC

Não é propriamente claro o tempo que Pedro Cunha será o treinador principal do Rio Ave. Para já é interino, o que costuma significar que é um posto a prazo, de transição até se encontrar uma solução "definitiva".

Pedro Cunha tem quase uma década de ligação ao Rio Ave sempre ligado às camadas de formação, tendo esta época assumido a equipa B. Tem 54 anos e frequenta o curso de nível IV da UEFA que começou este mês, curiosamente o mesmo curso que o treinador cessante frequenta.

O seu nome foi referido por muitos entre a comunidade rioavista nas redes sociais como uma boa solução. Reconheço a Pedro Cunha muitos méritos no excelente trabalho feito nas camadas jovens, ainda que esse trabalho não tenha tido uma expressão muito grande no número de jovens que chegou à equipa principal. Mas essa decisão não passava por PC, como é óbvio. 

Em Maio de 2019 confessava na 10ª tertúlia rioavista a sua ambição de ser profissional de futebol, de chegar a treinador principal de uma equipa profissional, admitindo que já recebera contactos. Na altura,  faltava-lhe ainda o nível mais alto do curso de treinadores, o tal que agora frequenta. O desejo parece agora cumprir-se, pelo menos parcialmente.

Pedro Cunha merece a sua oportunidade. Entre um desconhecido e um homem com conhecimento profundo da casa, prefiro Pedro Cunha mil vezes. Não seria a minha escolha óbvia, porque também eu na vertigem de achar que o Rio Ave já não é clube para experiências, queria um treinador de perfil consolidado e com mais provas dadas a um nível competitivo que Pedro Cunha não tem. Mas enquanto for o treinador principal, tem a minha confiança e apoio até deixar de os merecer. 

30.12.20

É oficial: Mário Silva já não é o treinador do Rio Ave.

Pedro Cunha assume, para já, interinamente o cargo.



Tudo aqui:

Mário Silva de saída

Está na capa d' O Jogo de hoje. 


Como sucessor é apontado o nome de Miguel Cardoso como estando bem colocado.

Versão diferente tem o Record que diz que o treinador mereceu voto de confiança e que terá exame em Paços de Ferreira.

Vamos esperar pela versão oficial do clube.

29.12.20

O que havia ontem de diferente no banco do Rio Ave?

Lembram-se da última vitória em casa? Claro que se lembram, não sejam más línguas. Foi para a Taça e ganhámos 2-1 ao Famalicão e foi a 12 de Dezembro. O que havia de diferente no banco? Certo, Estavam mais jogadores que ontem. Mais? Sim, não eram os mesmos jogadores. Mais? Isso! Estava lá o presidente e ontem não esteve. 

Ou seja, faltou o amuleto. 

foto: A Bola
Não é fácil avaliar o impacto que a presença do presidente possa ter no banco. Mas resultou da última vez e como se costuma dizer "em banco que ganha não se mexe"!

Rescaldo da derrota contra o Marítimo

Percorre-se as redes sociais rioavistas e é só sangue por todo lado. A guilhotina virtual já cortou a cabeça do treinador, de meia equipa, do director desportivo, da Direcção. É assim que nós somos, tão frustrados estamos com o desmoronar de uma ilusão, de um sonho. 

Mas no meio de tanto pessimismo, há que ter alguma razoabilidade e perceber que nem tudo é mau. É certo que Mário Silva continua (pelo menos à hora em que escrevo este texto) a ser o nosso treinador, mas vejamos: este ano já não voltamos a ver este Rio Ave jogar. Isso é bom. Também percebemos que André Pereira deve ser uma excelente pessoa e por isso é que foi titular no Rio Ave, porque para futebolista não parece ter muito jeito e isso é bom porque o mundo precisa de boas pessoas. Também é bom perceber que Pedro Amaral só pode melhorar no futuro, porque não é possível fazer pior do que tem vindo a fazer. Também é bom terem-nos poupado a ver este jogo ao vivo, tão mau estava o tempo.

O problema é termos expectativas, se não as tivéssemos, a derrota não doía tanto. De quem é a responsabilidade? Da Direcção porque tem trabalhado muito bem. E da má época? Aí se calhar de toda a estrutura do futebol profissional, da Direcção, à equipa técnica, aos jogadores. De uns por abordarem tarde o mercado ou não terem trazido mais-valias a sectores que ficaram mais débeis pelas saídas, de outros por não estarem a saber conduzir e motivar um grupo, dos demais por não estarem a corresponder.

O mais natural é pedir-se sempre a cabeça do treinador, porque entre despedir uma pessoa e despedir um grupo delas é sempre mais fácil despedir só uma. É solução? Depende de quem venha. Luis Castro revolucionou o Rio Ave quando veio substituir Capucho. 

foto: A Bola

Eu não desejo o mal a Mário Silva. O meu desejo é que se revelasse como uma excelente aposta e continuasse na senda dos bons resultados de outros técnicos. Neste momento, porém, não parece que esteja preparado para o conseguir. Quem será o senhor que se segue?

28.12.20

André Pereira e Tarantini titulares

Ou seja, nenhum do jornais adivinhou. 
Filipe Augusto que nem no banco está é substituído por Tarantini. Geraldes perde lugar para André Pereira.

Curioso notar que no banco não há nenhum defesa. 

3 diários, 3 onzes

Há quase para todos os gostos, desde o regresso de Coentrão à extrema ofensiva, passando pela titularidade de Jambor até ao mesmo 11 dos últimos jogos. Os 3 desportivos diários apostam cada um na sua equipa inicial, vamos ver se algum deles está sincronizado com o pensamento de Mário Silva.
A Bola:


O Jogo:

Record:

27.12.20

A falta que um líder faz

 Uma coisa que me parece que tem faltado recentemente ao Rio Ave é liderança em campo. Não há uma figura que consiga exercer o inequívoco papel de líder. Essa figura existe no plantel, essa figura é a do capitão Tarantini. 

foto: record.pt


Tarantini não é um jovem e é, até certo ponto, compreensível que a sua utilização seja mais intermitente que noutros tempos. É também saudável que se possa assistir à afirmação de novas figuras dentro do balneário que possam ser a voz de comando dentro das 4 linhas. No entanto, tal aos olhos de quem está na bancada (leia-se "sofá" por estes tempos) não tem sucedido. Mais: não vi ninguém fazer melhor que o capitão a jogar.

Tarantini tem na Liga 7 presenças esta temporada, 4 como titular. A última vez que foi titular foi na derrota caseira com o Benfica a 18 de Novembro. A última vez que jogou para a Liga foi a 6 de Novembro no jogo fora com a B Sad.

Não sei o que pensa Mário Silva quanto ao onze para o jogo de amanhã; já eu penso que o regresso de Tarantini seria uma boa notícia.


23.12.20

Nem com Rennie

Ponto prévio: tenho por hábito tentar não escrever nada sobre os jogos quando nos correm mal. A emoção comanda os dedos e o fel é o combustível a alimentar o cérebro. Por isso ontem, no final do jogo, fui muito cáustico. 

Hoje, já dormido, fígado lavado em Rennie e mais sossegado queria dizer algo menos negativo. Não consigo.

Admitirei que o resultado foi pesado, como simpaticamente Carvalhal referiu após o jogo. Mas só isso. E por falar do nosso ex-treinador, foi esclarecedor na análise que fez do jogo. Sabe bem ouvir Carvalhal falar e explicar passo a passo os momentos do jogo. Até nisso deixa saudades. Mário Silva: o discurso do nosso actual treinador não é mau. Pelo menos não é negativo, não se escusa nem escuda com argumentos patetas, nota-se que ele tem fé na reviravolta. Qual é então o problema de Mário Silva? Golos. Os que sofremos a mais e os que marcamos a menos. Ter uma equipa com tanta preocupação defensiva não tem sido suficiente. Ok, 6 golos sofridos, mais de metade, foram com Braga e Benfica, duas das melhores equipas da Liga. Mas isso não justifica tudo. Ao Braga e ao Benfica nem chegamos a incomodar. A outras equipas não conseguimos fazer a diferença e vencer. É porque nos respeitam muito e têm mais, cautelas defensivas ou porque deixaram de nos temer? 
Parece que as distâncias para as melhores equipas da Liga aumenta enquanto que diminui para as menos fortes. Não será a hora de repensar as escolhas e mudar a agulha para uma equipa mais ofensiva, menos medrosa e com mais atitude? Um detalhe do jogo de ontem: 12 faltas do Rio Ave, 24 do Braga. Tenrinhos ou não? De que adianta acenar a bandeira que temos um jogador que é recordista dos passes certos se não são em progressão ofensiva, ou é para o lado ou para trás? 

Tudo isto são apenas opiniões irrelevantes de um treinador de bancada, eu sei. Mas não me parecem perguntas ilegítimas. Vale a pena ter Geraldes a jogar numa ala quando ele rende é no meio? Vale a pena desperdiçar o talento de Dala tendo-o entalado entre centrais e à espera que a bola lhe chegue? Vale a pena ter dois médios de contenção sempre? E como estas, outras questões. 

Bom Natal rioavistas. Muita saúde para todos. 

22.12.20

Derrota contundente com o Braga.

Mas que fraquinho. Que fraquinho!
Futebolzinho de trazer por casa, entretidinho para embalar bebés. E que coisinha terna e tenra foi hoje o Rio Ave! 

O Braga andou a brincar connosco, lá está, a adormecer-nos para nos castigar quando lhes apeteceu. O Braga é melhor? É, mas nem precisou de fazer grande exibição porque nós também somos fraquinhos, macios como algodão. Para uma equipa com tanta tracção atrás defendemos muito mal. 

De toda a equipa só Mané se salva.