A saída do (até) agora diretor geral da SAD Marco Aurélio Carvalho (MAC) merece-me estes comentários:
1. Ainda é cedo para se poder fazer uma avaliação racional e fria dos mandatos de António Silva Campos, mas a contratação de MAC foi claramente uma mais-valia, trazendo uma dimensão de profissionalização ao clube. Éramos amadores (sei bem do que falo...), passámos para outro patamar.
2. Quando Miguel Ribeiro deixou o lugar de diretor geral, Campos promoveu MAC a um lugar que, na verdade, funcionava sobretudo como braço-direito do Presidente. MAC era uma sombra de Campos. Se foi um bom ou mau diretor geral não sei, sei que foi uma experiência enriquecedora para o seu currículo. (não há muitos profissionais no futebol português com o currículo do Marco). A escolha para a FPF é prova disso. E, já agora, também sei que suceder a Miguel Ribeiro seria sempre uma tarefa difícil e isso talvez explique diversos comentários negativos que se leram nos últimos anos.
3. Com a chegada da SAD, as tarefas de MAC complicaram-se. Como é que sei isto? Sei que o funcionamento da SAD (Atenas-Londres-Vila do Conde) e a ausência de um verdadeiro interlocutor cá e lá só podia dar confusão. Como se sabe, após ter comprado a SAD, Marinakis quis fazer o mínimo de alterações, mas estas começam a surgir aos poucos e vão surgir, para o bem e para o mal, cada vez mais. Se os meus argumentos estiveram certos, aposto que tão cedo não teremos um substituto.
Em resumo, estes 11 anos de MAC no Rio Ave podem ser divididos em três fases: a primeira, claramente positiva; a segunda, sob o fantasma de Miguel Ribeiro, foi a ajuda que Campos precisava e a terceira condenada ao infortúnio, face à forma como a SAD se tem vindo a organizar.