Primeira parte: A versão apática
Tal como já aconteceu tantas vezes esta época, o Rio Ave entrou mal no jogo. Sem intensidade, sem capacidade de impor o seu jogo e, acima de tudo, sem sinais de querer disputar o resultado. O Famalicão percebeu essa passividade e aproveitou para tomar conta do jogo, chegando ao golo ainda na primeira parte.
Era um Rio Ave previsível, lento e sem chama, como se a equipa ainda estivesse a acordar para o jogo enquanto o adversário já ia na fase de execução.
Segunda parte: O Rio Ave que queremos ver (Por um Bocado)
Mas eis que a equipa regressa dos balneários transformada. Como se tivesse sido ativado um interruptor (Petit?), o Rio Ave começou a pressionar alto, a jogar com velocidade e a procurar o empate. De repente, os jogadores pareciam querer jogar futebol, as combinações saíam com mais fluidez, e o adversário começou a sentir dificuldades.
A substituição que mudou tudo (para pior)
Aos 69 minutos, com a equipa por cima no jogo, Petit decidiu mexer. Tirou Olinho e colocou Bakoulas. E, num instante, tudo mudou… para pior.
A equipa perdeu o fio de jogo, desapareceu ofensivamente e pouco mais incomodou o Famalicão. Se antes parecia uma equipa viva e confiante, de repente passou a ser uma equipa perdida, sem rumo e sem capacidade de reação.
Foi um apagão completo. Como se aquele Rio Ave da primeira parte tivesse voltado.
Uma equipa esquizofrénica
O grande problema do Rio Ave não é falta de qualidade. É falta de identidade. Nunca se sabe qual das duas versões da equipa vai entrar em campo. Nunca se sabe se vamos ver um Rio Ave capaz de competir com qualquer equipa ou um Rio Ave amorfo, sem ambição e sem soluções.
Esta oscilação constante entre o muito bom e o muito mau faz com que a equipa não tenha consistência e, pior ainda, não suba na tabela classificativa.