17.3.23

Sta Clara: um jogo que só podia resultar em vitória do Rio Ave.

Rioavistas, ao intervalo do jogo de hoje até fui à To Good to Go pra ver se estavam lá (e a que preço) as oportunidades de golo que desperdicámos na primeira parte. Tanta bolinha boa a pedir para a empurrarem para o fundo da baliza do Sta. Clara e toda a ser desperdiçada não pode ser. E até um penalty desaproveitado! Deverá ter sido a primeira parte mais dominadora de toda a temporada e, ironicamente, aproveitamento zero. De uma possível vantagem gorda a um empate tristonho. Globalmente tristonha foi também a equipa do Sta Clara, apesar de alguns fogachos a disfarçar a falta de moral que se nota. Mas isso não é problema nosso, deveríamos ter aproveitado para chegar ao intervalo na frente e bem confortáveis.
E bom, a vantagem acabou por chegar de uma forma improvável. André Pereira que tinha desperdiçado o penalty, ganhou uma bola na grande área do adversário, tenta cruzar para Boateng, escorrega e faz um improvável mas perfeito chapelão ao redes açoriano o que, impotente, ainda vê um colega de equipa empurrar a bola para golo. Visto em super slow motion numa sala escura, pipocas no regaço e palhinha na boca a sugar um refrigerante quase parece cena saída de um filme de aventuras de Hollywood. 
O Sta. Clara ainda pareceu querer reagir, mas Leonardo Ruiz entrou e 2 toques depois acabou de vez com qualquer tentiva de reação da equipa da casa.

Foi a nossa vitória mais tranquila. Foi contra um adversário mais débil, mas foi uma vitória. Fomos muito melhores, fomos competentes, soubemos não complicar a tarefa apesar de termos sido perdulários na primeira parte. Parabéns a todos. Já não implico tanto com Luis Freire, com os penteados de Aderllan e já quase nem me lembro que Pedro Amaral jogou no Rio Ave. São tempos felizes. 

Não sei se esta vitória nos assegura a permanência, mas que nos deixa muito seguros, deixa. O próximo jogo é contra o Benfica e será, teoricamente, o mais complicado para tentar pontuar até ao fim da época. Todos os restantes adversários estão bem dentro das nossas possibilidades de vitória. Espero que a equipa se convença que ainda tem poucos pontos e cresça ainda mais até que se lavem os cestos. 

12.3.23

Gil Vicente: vitória arrancada a ferros com tudo contra nós.

Foi mesmo tudo contra nós: o árbitro (que não sabe pra mais, coitado, e devia mudar de profissão) e até os nossos jogadores. É Paulo Vítor, apeteceu-me rapar-te o cabelo e arrancar-te as orelhas quando cometeste penalty. Mas já lá vamos. Primeira parte perfeita: super eficientes, calmos, concentrados, objectivos. Curiosamente os dois golos foram marcados pelos dois laterais e no segundo até com assistência de um para outro. Não podia pedir mais nada da primeira parte. O Gil Vicente parecia uma equipa do Miguel Cardoso, muita bola, muito domínio, movimentos interessantes, mas depois de tudo bem espremido via-se que era uma laranja seca. Começámos a segunda parte a quase fazer o 3-0 e depois veio o pesadelo com a expulsão de Amine. Inevitavelmente veio-me à memória o jogo de Barcelos. A diferença é que na primeira volta quando Guga foi expulso o Gil já tinha reduzido para 1-2. Não consigo perceber a expulsão do Amine, não consigo. Acho que falta bom senso ao futebol, falta imenso bom senso. Com isto ficamos encolhidos no nosso meio-campo e pouco tardou o golo dos barcelenses, ainda por cima um autogolo de Fábio Ronaldo, ele que foi o grande obreiro da nossa vantagem. Depois faltou coragem ao árbitro para expulsar um jogador do Gil Vicente numa falta sobre Costinha. Provavelmente gastou-a toda pra expulsar Amine. Entretanto o tempo ia passando e o sufoco não aliviava. Não me cabia um feijão... Quando vi Paulo Vítor entrar achei que era uma boa decisão: "ele há-de pegar na bola e vai correr por ali fora até se encostar à linha de fundo do nosso ataque e vai ganhar umas faltas" . Na verdade ele conquistou foi uma falta que deu penalty para o Gil Vicente. É falta, penalty, nada a dizer. Se alguma das pragas que roguei ao Paulo Vítor pegar o pobre rapaz está tramado. Mas enquanto se rogam pragas também se acendem velas a santinhos. O altar que tenho a São Jhonatan tinha uma vela a arder que fazia inveja a qualquer Santo. Foi o que nos valeu! Uma defesa, uma vitória, 3 pontos.
Era preciso vencer. Vencemos. O lugar de playoff ficará, na pior das hipóteses, a 11 pontos. É uma boa vantagem. Parabéns à equipa. Ir aos Açores vencer é a próxima prioridade.

5.3.23

Derrota por 2-0 em Braga

Pois é malta. Meteu-me um bocado de impressão o excesso de velocidade com que o Braga jogou em toda a primeira parte. Nós até demos o primeiro sinal de perigo, quisemos meter aqui e ali o pescoço de fora pra ver se escorraçávamos os adversários pra longe da nossa área, mas o que fica na memória foi um garrote apertado que nos obrigou a defender muito, quase sempre bem. Mas a persistência dos da casa lá acabou por descobrir uma brecha para meter a bola no fundo da nossa baliza. Podia ser diferente? Podia, mas não é sempre demérito nosso quando as coisas não correm bem.
A segunda parte não teve um Braga tão rápido, mas continuou a ter nos da casa os dominadores. Nós voltamos a não ser coitadinhos, fomos mostrando as unhas quando pudemos, só que voltamos a não saber marcar golos e tivemos uma boa oportunidade para empatar. Quando o Braga fez 2-0 foi demais evidente que na cabeça dos nossos jogadores a partida tinha acabado.

A derrota foi adequada ao jogo. Não temos a qualidade de outros tempos e a jogar contra equipas mais fortes e muito empenhadas no jogo não é fácil conseguir mais. 

26.2.23

Chaves: a vitória desejada.

Não foi a vitória com a melhor exibição do mundo, mas foi a vitória da única equipa que teve oportunidades para marcar e que concretizou uma delas, uma bela bela jogada, por sinal, com assistência perfeita de André Pereira, para desvio oportuno de Fábio Ronaldo. O Chaves pareceu muitas vezes ter mais vontade do que nós, movimentava-se bem, não nos deixava jogar, os seus jogadores pareciam amiúde mais rápidos e mais esclarecidos do que os nossos. Mas a verdade é que, desse maior domínio e maior azáfama transmontanas, não resultava perigo de maior para a nossa defesa. Nesse aspecto estivemos impecáveis, muito coesos e solidários. 
Na memória dos adeptos perdurava a exibição do Dragão e havia a esperança de que se repetiria hoje. O desejo é sempre legítimo, mas nem sempre concretizável. Por outro lado, não haverá ninguém contente pelo bom jogo e derrota do Dragão e infeliz pelo jogo menos vistoso de hoje mas com vitória. 
Era importante vencer e vencemos. Vencemos com 3 boas oportunidades e aproveitando uma, contra o Chaves que não teve nenhuma oportunidade mas leva mais de 60% de posse de bola. Se assim garantirmos mais 4 vitórias, venham elas.
Eu estou contente com desfecho. 

18.2.23

Porto: uma derrota enganadora da melhor equipa no jogo, mas que não soube finalizar.

Foi claramente a melhor exibição global da época. Lamentavelmente não deu pontos. Fomos a melhor equipa do jogo e devíamos no mínimo pontuar. Pecamos demasiado a finalizar e o adversário foi eficaz.

As coisas são o que são e o que conta é o que se faz com o que fica. Esta atitude e qualidade demonstradas hoje são para manter. Com elas o resto da época vai ser tranquila. Fazer deste um jogo sem continuação não fará sentido. 

Hoje por hoje grande aplauso à equipa.

P. S. : bonita a recordação de Atsu pelos dois clubes que representou em Portugal.

Atsu, o adeus a um Rei

As notícias eram contraditórias sobre o estado de saúde de Atsu, mas infelizmente o pior cenário confirmou-se. O nome de Atsu juntou-se aos milhares de vítimas mortais do recente terramoto na Turquia.
Atsu passou pelo Rio Ave FC em 2011/2012 por empréstimo do FC Porto e foi eleito aqui pelo blogue como o melhor jogador da época. Foi o Rei do Ave, sucedendo a João Tomás que por sua conta sucedera a Gaspar.
Era um jogador veloz, decidido, muito perigoso no um contra um, um desequilibrador que deixou uma marca muito positiva e saudades entre os adeptos. Para a Liga somou 31 jogos 6 assistências e 6 golos. 

Christian Atsu faleceu com 31 anos mas será para sempre um dos nossos. 

13.2.23

Estoril: vitória cai que nem ginjas!

Rioavistas, eu me confesso: que bela surpresa tive! Sou daquelas pessoas positivas que saiu de casa a pensar que íamos jogar mal e que não íamos ganhar. Bom,  e se não me enganei quanto ao jogar mal, ganhar e por 2-0 foi uma bela surpresa! E olhem que a equipa na primeira parte até queria que a minha premonição fosse 100% correcta. Estou agora aqui a pensar e é-me muito complicado escolher a pior jogada da primeira metade. Acho que o Estoril devia ter tentado forçar que o jogo acabasse ao intervalo por falta de comparência nossa. Além de poderem chegar a casa mais cedo, tinham vencido. Não sei o que o Freire disse durante o intervalo aos moços, mas resultou. Com  40 segundos na segunda parte já tinham jogado mais que em todos os primeiros 45 minutos. Não estou a defender os jogadores, tenho de reconhecer que era difícil fazer pior, mas há que ser justo e dizer que já estavam a jogar melhor, isto não pode ser só dizer mal, também há que dar moral. Se calhar foi uma jogada de poker da nossa equipa: bluff na primeira parte e K.O. ao opositor na segunda sem que ele percebesse que tinha sido enganado, nem de onde veio o golpe que o derrubou. Bem, na verdade foram 2 golpes e vieram do banco que foi de onde começaram o André Pereira e o João Graça.
Não há, estou certo disso, rioavista que hoje esteja descontente. Ganhar com grandes exibições é por esta hora paleio dos líricos, dos treinadores de bancada. Penalty quando entra é sempre bem batido e vitória quando é nossa cai sempre que nem ginjas.

6.2.23

Sporting: Derrota é castigo demasiado

Rioavistas, o que me fica do jogo de hoje:
1 - jogo pouco interessante;
2 - Muito equilíbrio, mais posse para o Sporting mas sem causar perigo.
3 - melhores as defesas que os ataques.
4 - É fácil dizer que o Sporting esteve a um nível "vulgar", no entanto muita dessa vulgaridade é mérito nosso porque nunca os deixámos jogar como queriam e estivemos muito concentrados.
5 - Não fomos muito arrojados no ataque fruto de não nos querermos expor muito. Talvez um pouco mais de ousadia nos desse outro resultado, mas isso agora é fácil de dizer.
6 - foi um jogo com duas oportunidades, uma para cada lado e ganhou quem aproveitou a que teve. Pena não termos sido nós a capitalizar.
7 - A equipa não me merece reparos, tivemos apenas um erro comprometedor em todo o jogo. Contra o Estoril, porém, é preciso ser bem mais fortes a construir e a finalizar.

20 mil... textos!

Interrompo a  minha  (autoproposta) 'licença sabática' para escrever este que é o texto 20,000!

São 20,000 textos neste Reis do Ave (desde agosto de 2006), que é, ele próprio, o sucessor de outros projetos, um dos quais, o primeiro ou um dos primeiros, criado por mim em 2003, chamado rioave.blogspot.com.

Gostava de dizer duas coisas:

- O Rio Ave FC é hoje um Clube muito melhor do que há 20,000 textos atrás [a primeira vez que ASC falou em jogarmos na Europa eu não o levei a sério e disso já me arrependi muitas vezes];

- Em novembro de 2023 haverá eleições e deixarei as funções que, com mais ou menos capacidade e/ou dificuldade, atualmente exerço; a minha intenção é voltar a escrever;

Saudações Rioavistas e uma vitória logo!

(28 de agosto de 2014, o meu dia mais feliz como Rioavista)



30.1.23

Sobre a derrota com o Vizela: sou Jhonatan

... mas não quero deixar de dar um conselho ao nosso guarda-redes. Na minha irrelevante opinião, Jhonatan é, hoje por hoje, o melhor jogador do Rio Ave. Tem sido crucial em jogos em que só nos mantivemos a respirar porque Jhonatan fez defesas incríveis. Houve momentos em que eu já via a bola no fundo da nossa baliza e aparecia São Jhonatan. Jhonatan é um bom guarda-redes. Vai ser ainda melhor quando for mais expedito e tomar melhores decisões quando joga com os pés. É uma questão de treino? Se calhar, espero é que ele faça uma análise muito fria e cresça. Estou com ele.
Sobre o jogo: pouco vi em directo. Fui hoje rever e nem sei como consegui, não costumo ter estômago para ver jogos em que já sei o resultado, muito menos ainda quando sei que perdemos. Hoje consegui, abençoado Rennie. Ver jogos do Rio Ave por estes dias é um exercício de coragem. Um gajo vai sempre cheio de ilusão, quando se vê aquelas camisolas a entrar em campo estremece de emoção, esquentas mãos a aplaudir e exercita a garganta com nome do Rio Ave numa espécie de mini-treino para o gritos de golo que espera ver marcados. Mas é mesmo só ilusão. São mais emocionantes os vídeos dos gatinhos às cambalhotas que a minha filha de 3 anos vê no YouTube. Acho que alguns dos nossos jogos me dão maiores desilusões do que algumas paixonetas fracassadas na adolescência. Pelo menos na adolescência as namoradas novas costumavam ser questão de dias. Já no que toca ao futebol, um gajo é sempre do mesmo clube. Sempre. Um gajo sofre sempre pelo mesmo emblema. Diz mal mal do clube, do presidente, do treinador, do tosco do avançado, mas chega o fim de semana e um gajo está lá. Ou se não está espreita a TV. Ou ouve a rádio. E fica sempre com azia quando corre mal. Acho que é por isso que em adultos temos hipertensão, já não conseguimos mudar e ir em busca de novas paixões, de um novo clube.

Não sei se Luís Freire já reviu o jogo ou não. Mas espero que sim. Se ainda for nosso treinador no próximo jogo espero que sim. E espero que se revolte e que o seu grito de revolta consiga unir tudo em volta dele. Se a sua voz não se ouve no seu timbre normal, se de facto ele não está contente nem com os resultados nem com o futebol que a equipa pratica, que grite. É preciso que o sangue corra com mais vigor entre quem nos representa. Se não for assim, que saia Freire e que quem não está cá de corpo é alma que peça também contas e procure outras paragens. 

22.1.23

17j Famalicão: um ponto é um ponto.

Está o adepto de futebol sossegado a jantar cedo para ver o Rio Ave tranquilo quando recebe a notificação de uma app de desporto com a indicação que os onze iniciais estão disponíveis. Quando vê o nome de André Pereira na equipa inicial o adepto sente um arrepio. Há gripes que não dão arrepios tão fortes. André Pereira é o jogador que faz qualquer adepto sentir que podia ter sido futebolista. Quando depois da dispensa das captações nas camadas jovens a mãe do adepto pretende acabar com a choraminguice e dar um banho de realidade ao filho, diz-lhe com voz séria pra se agarrar aos livros porque não tem jeito para a bola. O adepto engole em seco, enxuga as lágrimas e lá segue o conselho. Faz o secundário, termina a licenciatura, faz uma especialização, tira um mestrado e depois o doutoramento. Já com mais de 40 anos o adepto esqueceu os sonhos de criança, acha mesmo que está contente com a vida que tem, até que conhece André Pereira. Depois disso, durante os almoços de domingo em casa da mãe não consegue deixar de pensar e sentir que a mãe lhe mentiu. O mais certo é ela gostar mais dos outros filhos, esses que sim, comprovadamente não tinham jeitinho nenhum para o futebol. 

Bem, tudo isto para dizer o quê? O ralhete depois da derrota caseira com o Paços deve ter sido sério, tão sério que foi preciso recorrer a André Pereira, porque qualquer equipa que jogue com André Pereira de início arrisca-se a perder. Não foi, porém, o caso. Mas também não deu pra relaxamento: entre unhas roídas e cigarros fumados está um cinzeiro cheio e cá em casa ninguém fuma e unhas já não há pra roer desde a semana passada. A velinha que acendemos a São Jhonatan fez efeito. O cheiro a baunilha é algo enjoativo, mas se continuar a resultar não há vela que não venha parar aqui à sala de casa. Mas sendo honesto com os rapazes e depois da azia com que estava na semana passada, tenho de dizer que hoje não tenho vontade de apertar o pescoço a nenhum deles. Nem ao André Pereira. O André vai ter de se habituar ao facto de já não termos o Pedro Amaral no clube. Ter um saco de pancada no clube dá sempre jeito. O adepto precisa de catarse. Se ele (André Pereira) não servir para jogar à bola, servirá para a malta se livrar do stress, estará a prestar um bom serviço à saúde mental dos rioavistas. Adiante. 

Resumindo: foi melhor a atitude, foi melhor a entrega, a concentração e foi um ponto somado Já nos vi jogar melhor e espero que se lembrem bem disso para que o próximo jogo seja ainda melhor e mais pontuado.

Nota final: não percebi o recado do Jhonatan quando foi à flash interview receber o prémio de melhor em campo. Há gente que se anda a portar mal?

14.1.23

Jornada 16 e derrota com o Pacos: serão estas as duas piores equipas da Liga?

Vamos lá bater nos moços, que assim caídos ainda é mais fácil (e hoje merecem porque até se meteram a jeito).

Mas que fraquinho, fraquinho. O jogo de hoje foi o quê? Algum frete que tiveram de fazer? Foram duas horinhas ao estádio queimar tempo até à hora de jantar? Apesar de muita boa vontade que se tenha, depois de ver o jogo só me ocorre dizer que assinamos os papéis para a descida. Perder com o Paços que é mesmo fraco só pode ter esse significado. É certo que ainda não tomei as pastilhas e a azia corrói todas as entranhas, mas foi um rombo na caravela, com ou sem cruz nas velas. Cruz é ter de ver um jogo assim. Não será má ideia enfiar já os coletes salva-vidas. Perder acontece. Perder sem mostrar nada é que não pode ser. Não sei o que terá feito o nosso presidente no final do jogo, mas eu desceria ao balneário e berraria tanto nas orelhas de todos que ou ficavam surdos ou se cobriam de vergonha. Ao nosso odiado treinador nem sei o que fazia. Andar a ler notícias durante a semana sobre ter suplantado o registo de Carlos Carvalhal fez muito mal a todos.
Faço votos que esta derrota deixe todos em alerta. É imperativo ganhar os próximos dois jogos e esquecer que este jogo aconteceu. Se assim não for... 

24.12.22

14j, Marítimo: Empate justo

 Um pontinho, dois pontinhos, 3 pontinhos a voar, um é meu, outro é teu, o outro fica para o VAR.


Malta, eu acho que não merecíamos ganhar. Ficámos todos assanhados com o golo do Ruiz mesmo quando os últimos grãos de areia desciam da ampulheta, mas no fim de contas não valeu. Bolas! O Freire até se esbardalhou no relvado enquanto corria para os jogadores para festejar a vitória, mas tudo o que ganhou deve ter sido uma marca de relva nas calças.


Foi pena o vento ter estragado a partida. Não estamos habituados a ele e não o  soubemos nem contrariar na primeira parte, nem aproveitar na segunda. O Marítimo habituado que está às rajadas fortes no aeroporto insular dançou um bailinho mais adequado que o nosso, sobretudo na primeira parte quando mais nos bateram à porta do golo e até na trave se esbarraram antes de nos marcarem. Vá lá que Aderllan deu com o caminho certo para o fundo da baliza mesmo antes do intervalo. Justo? Aceitava-se, mas não sabia bolo de mel. Chegou fora do tempo, diria, devíamos ter marcado no primeiro quarto de hora que foi quando tivemos ascendente antes de o Marítimo tomar conta do jogo. 


Para vésperas de Natal e último jogo do ano seria de esperar um pouco mais. Mas antes uma rabanada nas mãos do que dois bolos-rei a voar! Bom Natal, rioavista. E até 2023! 



6.11.22

12j - Boavista: Uma vitória que nos eleva.

Caros admiradores da camisola listada verticalmente de verde e branco, indefectíveis rioavistas, vila-condenses em geral.


Antes de tudo o mais, não devemos deixar que a euforia da vitória nos retire o discernimento de desejar melhores dias a um conterrâneo que hoje está num mau dia: Salvador Agra, não estamos contigo, mas também não te desejamos mal. Abraço sentido de quem gosta de te ver perder conta o Rio Ave.

Foto: Facebook do Rio Ave Futebol Clube

Agora parabéns aos nossos jogadores pela vitória, especialmente ao Boateng pelo golo do 1-0 final e ao Jhonatan pelas defesas mais fotogénicas da jornada. Menção honrosa para o Paulo Vítor pela saída em maca mais original que me recordo de ver.


Parabéns também a Luís Freirke, mais que não seja porque são mais os jogos a pontuar do que as derrotas. Já agora, um agradecimento aquele moço do Boavista que conseguiu falhar um golo de baliza aberta já perto do fim.


Já devem ter percebido que pelo enchimento de chouriços que vai neste texto o jogo não me agradou particularmente. Bom, mas também vos digo que já nos vi jogar pior e perder e jogar melhor e ganhar. É futebol. De uma coisa não nos podemos queixar: inconsistência. Tal como é costume nos jogos em que estamos em vantagem, tivemos de sofrer até ao fim. É uma característica nossa, um ominoso sinal, uma espécie de provação a que temos de nos submeter pra provamos o nosso rioavismo.


 Saí do estádio satisfeito, apesar de tudo. Hoje por hoje, vejo-nos ir a Arouca e ganhar. Sofrendo e gemendo, mas somando mais 3 pontos. 

24.10.22

10j - Portimonense: vitória importante.

 

Boateng, o homem do golo da vitória. 
Foto Facebook do Rio Ave. 

Na verdade, rioavistas, vocês que passam por aqui uma vez por semana (se a malta vir os jogos e falar deles, que nem sempre vê, porque senão nao vem cá ninguém) sabem que a simpatia que eu nutro pelo treinador é proporcional à alegria que sinto quando dou uma martelada nos dedos. Hoje, há poucos minutos, logo após o fim do jogo, alertavam-me para a injustiça das apreciações que às vezes faço do treinador. A razão é deveras simples: por que me queixo que jogámos mal quando já temos 12 pontos? O reparo deixou-me pensativo. É verdade que temos 12 pontos, mas também acho que jogamos mal. Se jogassemos bem, já devíamos ter o dobro, arricavamo-nos a ser campeões nacionais e isto de se ter em Portugal um clube campeão com um estádio de uma só bancada fica tudo menos bem e iria abalar as fundações do futebol em si. Brevemente íamos ter nações a organizar campeonatos da Europa e do Mundo em estádios só com o chamado "peão" e associações de adeptos e ONGs a reclamar que bancadas com lugares marcados condicionam a livre circulação das pessoas. O mundo está assim.

Ora bem, eu acho que hoje não jogámos muito. Também acho que o treinador não viu bem a coisa quando afirma que 11 para 11 o jogo estava encaixado e equilibrado. Acho que estávamos, mais uma vez, a ser previsíveis e a contar minutos até ver o pobre do Jhonatan a sofrer um golo. E pobre nem é adjectivo pra ele que é um rico guarda-redes e que hoje voltou a valer-nos e muito. A expulsão do jogador do Portimonense fez toda a diferença a nosso favor. A partir daí há até alguma ironia no jogo: soubemos capitalizar a vantagem numérica, mas desperdiçámos a oportunidade, duas até, de arrumar com o jogo antes de metade da segunda parte. E se até ao momento do segundo desperdício fizemos um jogo muito bom, fazendo a bola circular e ocupando sempre o meio-campo do Portimonense, daí em diante passámos até a desperdiçar a posse de bola e sujeitámo-nos a jogar mais encolhidos e a ver os algarvios quase marcar.

No fim conta a vitória, no fim foi mais um passo em frente, mas no fim não posso deixar de continuar a achar que se joga pouco. É mau feitio, eu sei. No dia em que jogarmos bem e perdermos eu vou estar aqui a dizer que tenho de saudades de jogar mal e ganhar. 

2.10.22

Sta Clara: vitória importante, mas em serviços mínimos.

 


Rapaziada, pra vos ser sincero, chegou o intervalo e eu estava com a sensação que quase nem tinha visto o Rio Ave a jogar. Claro que não é literalmente assim, até marcámos um golo por Boateng!, mas fora isso senti que tinha estado praticamente a olhar para o vazio. Um gajo vem para o jogo equipado a rigor, está sentado na bancada e não fosse a feijoada do almoço até admitiria que conseguia ser titular desta equipa sem precisar de treinar durante a semana. As melhores queixinhas que podemos fazer são estas, de barriga cheia, em vantagem no marcador. Mas as mudanças do Freire, obrigatórias e unicamente por decisão sua, não nos trouxeram um Rio Ave entusiasmante e que pudesse reclamar vantagem maior. Falta entrusamento a Samaris, Graça até não esteve mal, mas o global não foi o que esperava. 


A segunda parte chegou-nos tão morna e desinteressante como tinha acabado a primeira, mas com Nóbrega no lugar de Patrick William. O Sta Clara mais pressionante mas inconsequente, o Rio Ave acomodado e a parecer não ter vontade de mandar no jogo. Entretanto Boateng sai por lesão, Samaris por exaustão e sai também do jogo um açoriano por expulsão. Espera-se sempre um jogo mais fácil e aberto quando se tem mais um em campo. Nada disso aconteceu com o Rio Ave deste domingo. Hoje foi daqueles jogos em que o treinador não apareceu e a malta só faz o mínimo. E cheirou a Barcelos instantes finais.


Tudo resumido, 3 pontos ganhos que é afinal o que conta.


20.9.22

7ªj: O empate em Barcelos consegue ser positivo e negativo.

foto: facebook Rio Ave FC

Vamos lá falar de Barcelos em poucas penadas que o texto já vem atrasado, mas não pôde vir mais cedo.

Quando vi a equipa inicial, achei que o treinador tinha tido uma epifania qualquer nos dias anteriores. As mudanças foram muitas e pareciam dar à equipa um ar de jogo diferente. Íamos ter um 10 puro em Baeza e Paulo Victor ia poder mostrar de início o potencial que tem trazido vindo do banco. Pantalon saía da equipa, Nóbrega igual, Amaral encostava nos centrais, Ronaldo sentava no banco e Boateng faria dupla com Aziz. 

A minha opinião é que não funcionou, só tirou rotinas à equipa e a deixou desconectada, desorientada e perdida em campo. Freire terá visto algo nos treinos que não funcionou no jogo em termos de futebol praticado. Paulo Vitor não conseguiu desequilíbrios no ataque, Amaral não conseguiu dar apoios no flanco, Baeza não tinha entrosamento, Boateng não conseguiu dar um ar da sua graça. Na defesa Josué
e estreou-se bem, mas amarrar Amaral junto dos centrais não me parece nada  bem. Abdicar de dois dos centrais titulares contra o Braga parece-me demasiado e um pouco injusto para Pantalon, o nosso central com mais perfil de central clássico. Lesões? Cansaço? Proteger os jogadores depois de um jogo menos bom? 

Achei assim que foi o nosso jogo mais aborrecido. E no entanto esfreguei as mãos quando nos conseguimos adiantar até aos 0-2. Um dia menos bom é normal, ganhar num dia menos bom é menos comum. A vantagem era deliciosa, mas não deu pra segurar. Lesões, expulsões, uma reacção musculada dos barcelenses que, apesar de terem mais domínio, também não foram nenhuma estrela resplandecente, acabou por resultar no empate. Ao 0-2 nunca acreditei que não ganharíamos, mas a equipa não esteve tão  bem como já foi capaz de ser noutros jogos. É pena.

Portanto, pontuar é bom porque as circunstâncias estiveram contra nós, mas depois do 0-2 há sabor a fel na boca. 

12.9.22

6j, Braga: reacção chegou tarde.

Foto: Facebook do Rio Ave

Ora bem rapaziada, hoje perdemos por 4 motivos:
- o Braga é uma boa equipa
- marcou mais golos que nós
- não aparecemos na primeira parte
- devíamos ter jogado com 11 Jonhatans.

É mesmo assim. 11 Jonhatans e era vitória certa. Foram várias as vezes que parecia o homem aranha a parar os remates do Braga. Não fosse por ele e não havia jogo até ao fim. E houve também porque depois de nos livrarmos de um medo paralisante de jogar melhor o Braga achou que estava feito, que podiam comer umas tibias no relvado e enquanto lambia dedos nós metemos 2 golos. Não chega, não vale de nada, mas é mais um sinal de que este Rio Ave vai até ao fim como se pede, como se exige. O Braga é melhor que nós. É, não vale a pena andar aqui com coisinhas. O Braga fez muitas vezes gato sapato da nossa equipa, mas Johnatan foi imenso.

Não tenho muito a dizer de Luís Freire. Apostou numa equipa que está sólida, mudou na segunda parte de esquema, de alguns jogadores (aqui é sempre discutível se as trocas foram as ideais, mas quem pode adivinhar?) e a equipa deu sinais que estava viva e não saiu vergada por uma derrota que parecia que poderia vir a ser muito pesada e até muito mais desmotivadora. Assim não saímos envergonhados e os moços não vão ter pesadelos esta noite. Nem eu. Eu, de resto, já só penso em ir a Barcelos depenar um galo. 

6.9.22

Este Chaves não é o Porto! Empate justo.

A equipa lutou, mas jogou pouco, muito menos do que com o Porto.


Antes do jogo, percebíamos ou antevia-se que este Chaves não iria ser o Porto, que iria ser uma equipa de bloco mais baixo e dar a posse de bola ao Rio Ave, e de facto assim o foi, um Chaves muito fechado a jogar apenas no erro sempre muito distante da nossa baliza. Tiveram uma oportunidade e marcaram um golo, no único erro do Guga e da nossa defesa. Eu diria que a nossa 1ª parte foi igual á do jogo com o Vizela, onde dominamos, mas fomos pouco intensos, com alguma lentidão a circular a bola e apenas criamos perigo em 2 lances de bola parada.

O Chaves marcou como disse no único erro da nossa equipa, e até ao final da 1ª parte não dispôs de mais ocasiões de golo, com o reinício, o jogo mudou por completo, o treinador do Rio Ave traz a equipa mais atrevida, faz alterações, coloca mais gente na frente, por momentos estivemos a jogar numa espécie de 3-4-3, e como é óbvio o jogo partiu-se numa especie de bola cá, bola lá. O Chaves sempre em contra-ataque podia ter feito o 2-0 (teve 3 grandes oportunidades para o fazer), mas não o fez, e o mérito é todo da nossa equipa que nunca desistiu, conseguindo assim chegar ao golo(limpo) por intermedio de Ruis que acabara de entrar.

No melhor esteve o nosso guarda redes Jhonatan, que evitou pelo menos 2 golos com excelentes intervenções, e no pior esteve Guga, hoje não era o dia dele, a equipa sofreu mais do que devia estando a perder um largo período do jogo por causa desse tal erro individual.

Nelson Monte e Paulo Vítor GR do Chaves: Pareceram-me ressabiados…posso até estar enganado, mas achei-os sempre maldispostos com os nossos. O Nelson devia ter sido expulso já o jogo estava empatado numa entrada violentíssima (mais uma vez o var não viu!!!) sobre Paulo Vítor (rio ave).

O treinador disse: Que foi um jogo difícil, que tivemos uma 1ª parte onde fomos pouco incisivos, estávamos lentos com a bola, cometemos um erro e terminamos a perder. Na 2ª entramos mais fortes, fizemos alterações para mudar o resultado, conseguimos o empate, mas queríamos a vitoria. Arriscamos com mais gente na frente, fomos muito mais competitivos. Falou ainda no calendário complicado dando a última palavra para os adeptos, que numa 2ª feira ás 21:15  vieram apoiar-nos.

5.9.22

5j, Chaves: Empate chegou pela crença

 Rioavistas, tiro o chapéu aos rapazes. A maior parte do jogo faltou-nos criatividade e sal. A primeira parte foi tão murchinha que quase meteu dó. As expectativas que a vitória da jornada anterior deixaram desvaneciam todas pelas águas de Setembro que parecem fechar este Verão (é, se fosse no Brasil era Março, mestre Jobim). 

O Chaves foi globalmente melhor, não é tragédia, não é vergonha e isso por si só não vale a vitória. Portanto, eles podem ficar com mais oportunidades, que nós aceitamos ficar com 1 ponto. É é aqui que tiro o chapéu aos moços. Acho que perceberam que não era a noite mais inspirada, mas não deixaram de tentar. E entre ressaltos e escorregões, lá chegou o Ruiz a meter a bola na baliza do Chaves quando o relógio já esgotava o tempo regulamentar. Diga-se que Ruiz é o primeiro reforço a dar um golo ao clube este ano.


Não estou muito contente com o resultado, mas estou satisfeito e não acho isso mau de todo. 

2.9.22

É com estes 27que vamos! (Atualizado)

A equipa (oficial) atualizada aqui

A lista de entradas e saídas aqui.

(Notas: a arrumação dos nomes dos 4 5 extremos foi um pouco 'ao calhas', Ukra não será necessariamente o substituto de Fábio Ronaldo. Paulo Vítor pode jogar a ala esquerdo, no lugar de Pedro Amaral; e ainda não é clara a 'hierarquia' entre os cinco centrais; quanto a Ventura, está no plantel mas ainda não alinhou pela equipa principal para perceber qual é o seu posicionamento ideal; 9 8 avançados)