9.6.26

O que significa a saída de Lina Souloukou?

No final da passada semana a nossa administradora executiva, e braço-direito de Marinakis, Lina Souloukou, demitiu-se do lugar que desempenhava no Nottingham Forest, onde era a verdadeira presidente executiva. Há muitas especulações, nem todas benévolas, sobre os motivos da saída, mas o facto é que já não manda.

E no Rio Ave? O texto que publicou apenas dizia que "It has been an honor to serve as the Chief Executive of Nottingham Forest. I have enjoyed my time here enormously and feel that we have made incredible progress under the ownership of Evangelos Marinakis," sem fazer referência à nossa SAD.

Como sempre, ninguém nos explica nada e, no site do Rio Ave, Lina continua a aparecer como 'Vogal e Administradora Executiva'. Mas isso não quer dizer nada. Pode ser apenas inércia (desleixo).

Parece-me que, havendo razões suficientemente válidas para deixar Nottingham, seria surpreendente se ficasse apenas com o Rio Ave.

A ser assim, lamento.

Como é público, sou contra a SAD, mas - já que existe - quero que tenha sucesso e que tudo corra pelo melhor. Uma demissão (ainda por cima com o peso desta, alguém que fala várias vezes ao dia com o dono) tem sempre perturbações. E obriga a eventuais reajustes internos. Se Lina saiu, alguém tem de entrar para o seu lugar.

Recordo que, pelos estatutos da SAD publicados oficialmente, Alexandrina Cruz não é administradora delegada, pelo que, a ser assim, a SAD ficará agora nas mãos da enigmática Anna Rabuano, que continua a apresentar-se apenas como administradora financeira da Roma (onde conheceu Lina) e não teve tempo sequer para atualizar o seu LinkedIn.