1. Entre o final de janeiro e o início de fevereiro o Rio Ave perdeu quatro dos seus cinco melhores jogadores: Clayton e André Luiz forem para Atenas, Miszta e Aguilera lesionaram-se. Não é qualquer equipa que leva um choque desses e o Rio Ave andou a penar durante seis jornadas, somando zero pontos. Dos quatro, apenas Miszta regressou, mas por coincidência foi o único que foi muito bem substituído.
2. Falei em cinco ‘melhores jogadores’ mas já referi quatro. Vroussai foi para mim o melhor elemento em toda a época. Pode não ser um fora de série, mas consegue conciliar técnica com uma atitude incrível, daqueles que só desistem quando não têm mais para dar -e eis como se prova que nada move o adepto contra o facto de os jogadores serem gregos ou troianos, desde que sejam bons jogadores.
3. Além dos cinco, há mais três jogadores que se destacaram como elementos de qualidade e que poderiam ter ajudado o Rio Ave a conseguir uma classificação nos oito primeiros lugares: Blesa (esse jogador-mistério que chegou, viu e venceu, mas – vou ser franco – ainda não me convenceu) e do guarda-redes Enio. Falta referir o central Brabec, um jogador top, antigo internacional pelo seu país, que – não fosse alguma incapacidade de lutar no jogo aéreo – e seria um dos melhores centrais do campeonato português.
4. Temos, portanto, Miszta, Ennio, Vroussai, Aguilera, Blesa e Brabec.
5. A estes podemos juntar alguns jogadores com valor, com alguma qualidade, mas que nunca fizeram realmente a diferença. Refiro-me a Ntoi, a Abbey ou a Nikitsher. Mesmo Bezerra, entrou bem nas primeiras jornadas, mas não confirmou depois o que dele se esperava.
6. Mas são 10. São um ponto de partida. Venham alguns reforços.

