30.6.26

Talvez tenha passado despercebido: O Rio Ave transformou-se no quintal do Olympiacos?


Arrancou ontem oficialmente a nova pré-temporada da Rio Ave SAD. O treino de ontem deixou no ar um sentimento amargo: o da total falta de respeito pelos sócios.
No meio do plantel que se apresentou em campo, estava uma cara bem conhecida. Gustavo Mancha.



Para quem não se lembra, o jovem central brasileiro chegou a Vila do Conde a 2 de fevereiro, emprestado pelo Olympiacos. O seu contrato de cedência era claro e taxativo: terminava no final da época passada. Matematicamente e legalmente, Gustavo Mancha deixou de ser jogador do Rio Ave no fecho da temporada.



Isto acontece porque partilhamos o mesmo dono, Evangelos Marinakis. Mas há limites. Esta gestão "silenciosa" e sem dar cavaco a ninguém deixa uma certeza dolorosa: o Rio Ave está a ser tratado como o autêntico quintal das traseiras do Olympiacos.

Será que a direção se esqueceu de que o Rio Ave tem sócios? Será que acham que a nossa massa associativa não merece saber quem entra e quem sai do plantel? Hoje em dia já nem se dão ao trabalho de anunciar os jogadores que integram o arranque dos trabalhos, gerindo o clube como se fosse uma mera extensão de uma multinacional grega.

Gosto do Mancha e do seu rendimento em campo, mas o Rio Ave é uma instituição com mais de 87 anos e os seus sócios mereciam ser tido mais em conta.

Que a direção do clube/SAD se lembre de que o clube é de Vila do Conde, não de Piraeus.