25.4.21

1-1 com o Paços: podíamos e devíamos ter ganho.

Se o Paços vinha de 4 derrotas consecutivas tinha ainda assim a seu favor o desafogo de um lugar na tabela tão tranquilo que se calhar nunca o teria sonhado ao iniciar o campeonato. Mesmo que as coisas não estejam a correr bem ultimamente aos pacenses, poder jogar sem pressão é sempre uma vantagem. Já nós é o que sabemos: grandes ambições este ano, tudo a bater errado e o fundo da tabela muito perto. Miguel Cardoso não teve Mané nem Ronan de início e também abdicou de Geraldes e Pelé. Coentrão foi extremo direito, Gabrielzinho ficou com a esquerda e Pedro Amaral foi titular na defesa. Começámos de forma razoável, até fizemos um golo que foi anulado por fora de jogo e depois parecíamos ter o Paços mais ou menos controlado. O nosso estilo era o de sempre com Miguel Cardoso, muita posse, muito passe, mas a falhar o ataque à baliza adversária. O Paços foi despertando e chegou ao golo, não pelo seu jogo exuberante e perigoso, mas pela sua objectividade e tranquilidade, quando nós até já tínhamos falhado uma excelente oportunidade uns minutos antes. Parecia que ia ser a repetição de outros jogos com a bola a passar de pé pra pé, da esquerda para a direita num passo mastigado e fastidioso, mas sem criar perigo. E se até ao intervalo não fizemos nada de muito calor, as entradas de Geraldes e Brandão mexeram muito com o jogo. O ponta de lança pressionou muito a até ali sossegada defesa amarelo e o médio deu mais e melhores ideias e movimentos ao nosso jogo. Empatámos cedo por Coentrão e sempre deu a ideia de que íamos chegar à vitória mais minuto menos minuto. 

Dala acertou num poste e a bola ficou caprichosamente enrolada sobre a linha de golo; o Paços já não se esticava porque Tanque e Uilton já tinham saído sem forças e parecia contente em tentar segurar o empate. O jogo era nosso e preparavamo-nos para o ataque à vitória não fosse a expulsão de Ivo Pinto. Sobre isso já falei num outro texto. O que me fica é a ideia de que íamos ganhar. Tivemos a união que o Presidente pediu, falhou maior controlo emocional para não transformar uma falta ofensiva num vermelho directo por palavras. Foi uma desilusão não ganhar um jogo que era muito importante. As contas complicam-se, o nervosismo aumenta. Houve bons sinais no encontro de hoje, agora é preciso ir buscar a vitória no próximo jogo fora.