25.2.20

Vitor, o 96

O Rio Ave tem quatro guarda-redes inscritos na Liga.
Além de Kieszek, Paulo Vítor e Carlos Alves, surge Vitor Luiz, um brasileiro de 24 anos (feitos o mês passado), que tem sido suplente nos sub23.
Victor veio para Vila do Conde na época passada e fez 9 jogos pela equipa B e um pelos sub23. Nunca o vi jogar, não tenho opinião.
Segundo esta notícia, assinou por uma época, com opção, que terá sido ativada.
Esta época ainda não jogou.

PS - por falar em jogadores dos sub23 inscritos na Liga de Clubes. Do ataque estão Jaime, Schutte, Namora e Leandro. Falta um... 

24.2.20

Gabriel (e outros emprestados)

Se não me falha nada, o Rio Ave tem nesta altura seis jogadores emprestados (da equipa principal, porque há alguns dos sub23).
Dos seis, o único que estou a seguir com real atenção é Gabriel.
Por várias razões: a começar pelo investimento que o Clube fez nele mas sobretudo porque acho que (é o único que) tem talento para voltar - já sabem, tenho todo o gosto em reconhecer que me enganei que afinal havia outros...
Gabriel tem sido titular no Moreirense (quatro jogos, mas só num fez 90 minutos), marcou no jogo de estreia e ontem fez as duas assistências que deram os dois golos.
Gabriel, no fim desta época, ainda tem mais duas de contrato, o suficiente para explodir!


Joca (emprestado ao Leixões)
Gabriel (emprestado ao Moreirense)
Ronan (emprestado Tondela)

Buatu (1 ano; Aves; Aves tem opção de compra)
Murilo (Paços)
Said (Lokeren +3); só fez 4 jogos até agora


23.2.20

O que fica da vitória em Tondela (ATUAL.)

Algumas coisas, em complemento ao que foi escrito logo após o jogo.

1) Al Musrati é um bom jogador, mas Filipe Augusto é melhor. Musrati é como Petrovic, mais posicional, com excelente visão de jogo, mas cria menos dinâmicas e não está 'em todo o lado'. Filipe Augusto é um polvo! Um jogo menos intenso da nossa equipa pode ser, pelo menos em parte, explicado pela ausência de Filipe Augusto. Lesionado? O site do nosso Clube entende que não merecemos essa informação... [ATUALizado a 24/2: o treinador referiu que tem um torcicolo]

2) Poderia ter Carvalhal metido Dala quando tirou Piazon (e meteu Mané)? Penso que a pergunta não é parva, mas a resposta não é fácil.

3) Há variações táticas na equipa, mas Carvalhal tem um onze perfeitamente definido. A exceção é o lado direito da defesa. Gostava de ouvir a explicação do míster.

4) Treinador do Tondela a tentar enganar os adeptos locais, depois de um jogo em que o Rio Ave foi claramente melhor e teve muito mais ataques: "O futebol foi cruel connosco. Não há justiça no futebol, é quem marca mais golos. Vamos com a sensação de que merecíamos mais, mas nos últimos minutos não podemos permitir que nos escapem os três pontos desta maneira."

5) ... e ficam os 400 jogos de Tarantini de caravela ao peito. Não vai ser fácil, nas próximas décadas, igualar este feito. Todos os Rioavistas deveriam ter em casa uma camisola com o nome de Tarantini. No futuro vai valer!

22.2.20

(1-2 em Tondela) Dala não deixou Manuel Mota ser protagonista

Embora a vitória tenha sido pela margem mínima, o Rio Ave criou oportunidades suficientes para ganhar por mais. Só Taremi teve três lances de golo.
Felizmente Dala estava inspirado e não desperdiçou as duas oportunidades que teve, trazendo justiça e, sobretudo, não deixando que Manuel Mota, o árbitro, fosse o protagonista.
Na primeira parte, braço na área do Tondela não deu grande penalidade; na segunda, lance muito duvidoso (Al Musrati pisa adversário, mas primeiro corta a bola) resultou no penalti que deu o golo do Tondela.
São critérios, mas hoje claramente desfavoráveis para nós (André Vilas Boas viu vermelho no banco; o primeiro da sua carreira como diretor desportivo?). Não admira, Mota é um árbitro fraco, que segue o jogo sempre no meio campo, longe das jogadas.
Sem Filipe Augusto (lesionado? estava na bancada) o Rio Ave surgiu hoje menos impetuoso, mas - insisto - a fazer o suficiente para marcar. Mas os golos só apareceram quando Dala entrou.
Dala voltou a dizer a Carvalhal que tem de ser titular!
Melhor em campo: Dala, embora seja justo destacar Matheus Reis e Nuno Santos.
PS - Diogo Figueiras foi suplente, Monte foi o defesa direito. Monte foi empenhado mas não esteve inspirado nos cruzamentos e não fez melhor do que Figueiras. Prá semana é Figueiras titular e Monte suplente?

(sub23, 3-1 ao Braga) Show de Bruninho

1ª jornada da fase final, vitória por 3-1 ao Braga.
O jogo foi quase sempre dominado pelo Rio Ave, que fez uma primeira parte demolidora.
Destaque para Bruninho: fez dois golos, à ponta de lança, e é ele quem remata de fora da área (a sua grande valia) para defesa do guarda-redes adversário no primeiro golo de Costinha.
Acredito que a Direção esteja atenta a este jogador para lhe proporcionar condições de aparecer na primeira equipa na próxima época.
Se o destaque é, justamente, Bruninho, quero aqui referir o golo de Costinha. Porque, mais uma vez, Costinha surge a marcar na pequena área adversária.
Não há muitos defesas direitos no futebol português com esta capacidade!

21.2.20

Pés no Chão


Depois de termos perdido uma oportunidade flagrante de ganharmos ao Sporting, num jogo onde sem dúvida nenhuma, o grande fomos nós, é necessário não entrar em euforias e perceber que 3 pontos contra o SCP valeriam tanto como 3 pontos que necessitamos de conquistar em Tondela.
Ou seja, o facto de estarmos a crescer, não pode ser motivo para embandeirar em arco pois na verdade os outros também estão.
Podia mencionar o Braga e continuar a falar no Sporting mas neste momento parece-me muito mais realista perceber que há duas equipas a lutar pelo título (Porto e Benfica), duas a lutar pelo 3º lugar (Braga e Sporting) e três a lutar pelo último lugar de acesso à Liga Europa: Rio Ave FC, Famalicão e Vitória. E se um destes 3 poderá ser um outsider a ficar em 4º lugar, também não poderemos pôr de parte o Santa Clara na mesma situação de outsider mas para a luta pelo 5º.
Se é verdade que estamos bem, não podemos deixar de pensar que o Vitória também está a crescer apesar de ter perdido Tapsoba. O substituo que já lá tinham é nem mais nem menos que Frederico Venâncio. O Famalicão está a perder fulgor é verdade, mas a margem que traz da primeira volta é uma importante almofada e o facto de não estar tão bem não quer dizer que esteja mal. Além disso também se reforçou.
Posto isto, se no início da época considerava o Vitória o principal candidato ao 5º lugar à nossa frente, após as mexidas do mercado de Inverno (com Musrati e Dala e sem saídas de titulares), neste momento considero que somos os principais favoritos a esse lugar juntamente com eles,  deixando o Famalicão ligeiramente abaixo e lá está, o Santa Clara (porque se reforçou cirurgicamente) ou até o Boavista (porque tem um grande treinador) num terceiro plano como outsiders.
Contudo, volto a afirmar, na minha opinião, mesmo ficando em oitavo, se fizermos 51 pontos não devemos considerar uma época falhada.
Como tal, os pontos que deixamos fugir em casa no domingo temos de ir buscar a Tondela sem falta.

Seis jogos, a grande mudança

Há um Rio Ave antes e depois da última derrota (frente ao Benfica, para a Taça de Portugal, embora esse jogo a nossa equipa tenha mostrado qualidade).

O Rio Ave é a equipa menos batida nas últimas seis jornadas e tem o segundo melhor ataque.

Antes o Rio Ave tinha alguns bons momentos, mas globalmente as exibições eram desinspiradas e frouxas.
Sinal disso, não apenas os resultados (quando ganhávamos era por 1-0...) mas as exibições individuais raramente passavam do sofrível.

Um sinónimo da mudança é Diogo Lopes.
Tem marcado (três golos nos últimos jogos cinco jogos), tem sido decisivo e tem brilhado (mesmo deslocado da sua posição. Ou por causa disso?)

Outros jogadores como Aderllan, Tarantini, Nuno Santos e Piazon também simbolizam bem este excelente momento de forma, que pode, inclusivamente melhorar. Na defesa ainda há espaço para crescer e Filipe Augusto ainda não atingiu o pico. Mesmo Taremi ainda vai brilhar mais intensamente.
(foto: Facebook Rio Ave)



20.2.20

ASC: castigado... e teimoso!

Há dois meses viviamos todos o sobressalto da eliminação da Taça da Liga.
Carvalhal disse o que disse.
ASC disse que o disse e o Conselho de Disciplina acaba de suspender o Presidente por 30 dias, tendo-o multado em 1.836 euros, devido a críticas à arbitragem do jogo com o Gil Vicente.

Mas dois meses depois o que aconteceu é merecedor de reflexão (e de espanto!):
1) A equipa está melhor do que nunca, joga finalmente um futebol alegre e com atitude e está a ganhar jogos como ainda não o tinha feito. Há quem ache coincidência (ou seja, a equipa iria melhorar em qualquer cenário, mais cedo ou mais tarde) e há quem ache que estas melhorias se devem precisamente ao que se passou (ou seja, que os próprios jogadores quiseram mostrar a Carvalhal que ele deveria ficar). Não estou por dentro, não sei, mas sei uma coisa: para quem, como eu, pensava que a equipa se iria ressentir negativamente da instabilidade é uma excelente surpresa!

2) ASC é, até ver, o grande 'vencedor' deste processo: podia ter facilitado a saída de Carvalhal e o Rio Ave recebia algumas centenas de milhar, mas foi teimoso e quis manter o treinador. Contra a opinião de alguns. A sua teimosia deu resultados. Outro teria pensado assim: entre o cenário hipotérico de ter mandar o treinador embora e ter de o indemnizar, mais vale aproveitar o convite do Bragantino e ainda ganhar algum.
ASC pensou diferente, foi teimoso e fez muito bem!

18.2.20

Racismo

Em março de 2017 o Rio Ave foi multado em 536 euros por "cânticos de cariz racista dirigidos pelos seus adeptos contra Renato Sanches, na altura jogador do Benfica, no encontro disputado em abril de 2016.
A propósito do que se passou com Marega, este caso tem vindo a ser citado e o nome do Rio Ave associado.
É pena, mas é a realidade. Não há como fugir, temos de assumir as responsabilidades e aprender com os erros. Penso que isso se conseguiu.
Aliás, segundo julgo saber, o Rio Ave tratou este caso exemplarmente, uma vez que o próprio Conselho de Disciplina reconheceu que o Clube vilacondense fez uma "confissão integral e sem reservas" - ao contrário, penso, do que está a acontecer com vários dirigentes do Guimarães, que dão uma no cravo e outra na ferradura.

Duas notas mais:
- pessoalmente repudio qualquer forma de racismo e acho que Marega fez bem em sair, para chamar a atenção. Lamentável o comportamento da equipa de arbitragem (não só do árbitro, mas dos restantes elementos), que alega que nada ouviu, quando hoje é público que os insultos começaram muito antes;
- a forma como Luis Godinho e seus colegas trataram este caso mostra a hipocrisia que existe nestes casos: há mais situações, mas ninguém faz nada até ao momento em que não pode deixar de atuar. Daí o mérito do ato de Marega.

17.2.20

Agora, sim, Carvalhal tem dor de cabeça para escolher os onze

Depois da exibição de Al Musrati, ficamos com a certeza de que temos mais uma opção válida para aquele lugar.
É verdade que parece ser um jogador com características diferentes de Tarantini (bastante mais posicional), mas dá todas as garantias.
Sobre Dala não vale a penas falar. É provavelmente dos jogadores mais queridos da massa associativa e um jogador acima da média.
Ou seja, os dois reforços de janeiro vieram claramente enriquecer a equipa.
A estes ainda se junta Lucas Piazon que despontou já em janeiro (frente ao Marítimo) e, ainda por cima, se tem mostrado goleador!
Ou seja, não só há opções de qualidade no banco como Carvalhal tem pela primeira vez de pensar no onze (até agora eram basicamente os mesmos...).
(foto: Facebook Rio Ave FC)

PS - Nadjack treina no relvado há duas semanas. Mais algum tempo e estará a cem por cento. Acho que merece uma oportunidade, para tentar mostrar se faz melhor do que Diogo Figueiras, um jogador que melhorou bastante face a alguns jogos da primeira volta (só podia), mas que - é a minha opinião - continua a não se afirmar nos momentos decisivos, sobretudo de ataque, talvez por falta de confiança.

16.2.20

O que fica do empate (derrota...) frente ao Sporting

1) Muitos adeptos ficaram com a sensação de derrota no final do jogo. Alguns jogadores também...
2) Carvalhal reconhece que se atrasou a mexer na equipa. "Pressenti que íamos sentir o golo. Ia entrar o Nélson Monte. Porque pressenti? Porque estou a ver o jogo e o comportamento dos jogadores e pressenti que íamos sofrer o golo por ali. Não fui a tempo, foi uma questão de 30 segundos se calhar" (manter uma linha de dois pivôs defensivos perante um adversário com menos um e apenas um central foi má opção, parece-me; além disso, estava à vista que DFigueiras não podia mais; tem 'culpas' no golo adversário);
3) Carvalhal continua sem assumir a luta pela Europa. («Liga Europa? Não assumimos candidatura nenhuma. O nosso lema é disputar jogo a jogo. Sofremos uma grande transformação no plantel, foi feito um trabalho de base e dissemos logo que o objetivo seria sempre jogo a jogo para ganhar sempre. Tem sido essa postura ousada desde o início. Temos feito grandes jogos. Penso mais no caminho do que no destino.») Discordo mas respeito. Mas dizer que "estamos cá para animar o campeonato" é poucachinho...
4) Escrevi no final do jogo que foi o pior Sporting de que me lembro nos Arcos. Silas: 'foi o pior jogo desde que cá estou'. Como não aproveitámos?
5) Penalti por marcar a favor do Rio Ave (braço de Luis Neto). Falha grave do árbitro e do VAR que não pediu análise.(no Estádio não me apercebi e só esta manhã fui ver o lance)

15.2.20

(1-1 com o Sporting) Para mim foi uma derrota

Conquistámos um ponto, mas saí do Estádio com a sensação de que perdemos o jogo.
Perante o Sporting mais fraco de sempre nos Arcos, fomos melhores, criámos oportunidades, mas na segunda parte como que adormecemos. Principalmente depois de Coates ser expulso, a equipa ficou receosa e Carvalhal não atuou no banco.
O Sporting empatou (com Borevkovic, o elemento mais intranquilo da equipa) e nos minutos finais só houve emoção, sem razão.
Empate muito injusto, mas que penaliza quem pareceu demasiado confiante (repito, na segunda parte, porque na primeira nada a há a pontar).
Melhores em campo: Al Musrati (para jogo de estreia esteve muito bem e vê-se que tem qualidade; precisa de melhorar no passe em profundidade) e Filipe Augusto (o mais determinado da equipa).
PS - os nossos adeptos criticaram o árbitro e Carvalhal até viu um amarelo. Mas, mesmo que tenha havido algum erro (não tenho opinião no lance do amarelo por alegada simulação de Taremi), não foi pelo árbitro. Bem assinalado o penalti de Borevkovic sobre Bolasie

14.2.20

"Eu tinha medo era de jogar neste campo contra estes gajos, são loucos, aqui ninguém ganha’"


Álvaro Costa fala (entre outros assuntos) da sua ligação ao Rio Ave:

"(...) E fui dos poucos que pode dizer ‘eu vi o José Mourinho a jogar’.
MF – No Rio Ave.
AC – Sim, aconteceu mesmo. Não jogava nada, ah ah ah. Isso foi no princípio dos anos 80, o Rio Ave ficou em quinto na primeira divisão. A equipa entrava em campo sempre atrás de um rapaz surdo mudo, que transportava uma tabuleta que dizia qual era o jogo do dia. E entrava de forma oblíqua, pela bandeirola de canto. Só o Brito, o Baltemar Brito, não o fazia. Por superstição, suponho. Eu via os jogos no meio dos índios, dos insurretos. Em alguns jogos o Rio Ave diminuía o tamanho do campo, acrescentava uma areia dura nas linhas. No final dos anos 70 há um Rio Ave-Benfica antes de um Bayern-Benfica. O jogo de espionagem do Bayern é esse no Campo da Avenida e o Rio Ave ganhou 1-0, golo do Pires. Lembro-me de ter ficado perto do alemão e de o ouvir a falar aos jornalistas no fim. ‘Medo do Benfica? Eu tinha medo era de jogar neste campo contra estes gajos, são loucos, aqui ninguém ganha’. Havia uma pressão gigante, a atmosfera era de futebol argentino. Ir ao futebol era uma experiência circense, cheio de figuras típicas. Cheguei a ver jogos com adeptos em cima da linha lateral. E jogava-se. A micro-Bombonera.


(foto retirada do trabalho da Globalnews)

13.2.20

Já não há dúvidas, o Rio Ave vai lutar pelo apuramento europeu

Ainda não é oficial, porque Carvalhal vai ter de se pronunciar sobre o assunto, mas nesta altura já não restam dúvidas de que a equipa tem a Europa como ambição.
Depois de Matheus Reis e de Nuno Santos, agora é a vez de Filipe Augusto assumir o objetivo (em entrevista a O Jogo), isto quando já é certo que o 5º lugar dá acesso.

(nesta mesma entrevista Filipe Augusto revela que o seu maior objetivo é jogar pela seleção brasileira)


12.2.20

Futsal: é preciso ganhar os dois jogos que faltam

Ganhar seria muito melhor, mas o empate frente ao Caxinas deixou-nos no segundo lugar, a duas jornadas do fim. O mal menor.
O Rio Ave depende de si, mas tem o Boavista a apenas dois pontos (perdemos e empatámos com eles...). Ou seja, temos de vencer os dois jogos que faltam para assegurar a entrada na fase que vai escolher as equipas que sobem de divisão.

Duas contratações de última hora (Dinis e Denisson, que já se estrearam) parecem mostrar uma aposta ainda mais clara na subida de divisão.
(foto: Facebook Rio Ave FC)

PS - ausente de Vila do Conde, tentei acompanhar o desenvolvimento do jogo pelo canal adequado, o Facebook do nosso Clube. Desesperei. Apenas às 20h43 o Rio Ave colocou informação online...

11.2.20

Discurso: à Carvalhal ou à Nuno Santos


Vitória nas Aves tão clara e justa que nem há nada a dizer.
Com esta vitória temos a possibilidade de na próxima jornada chegar ao terceiro lugar, visto que jogamos contra quem lá está e o outro que está lá também, joga contra o primeiro.

E aqui há algo interessante para discutir: a maior parte dos adeptos querem um objectivo definido para um lugar: o 5º (que poderá amanhã ficar definido que dá acesso a uma prova europeia se o Porto for com o Benfica à final da Taça de Portugal).

Se por um lado, o treinador do Rio Ave FC não quer ouvir falar na Europa nem nos lugares que dão acesso e quer objectivos por pontos: os 25+25 (quer na segunda volta fazer no mínimo o que fez na primeira), não deixa de ser curioso que um jogador titular, Nuno Santos, venha esta semana falar mesmo antes do jogo do Aves afirmando que quer lutar pelo 3º ou 4º lugar.

Em que ficamos?

Apesar de perceber a ambição dos jogadores e a fome dos adeptos, racionalmente identifico-me mais com a “teoria” de Carvalhal.

Como já escrevi mais que uma vez, creio que o objectivo do Rio Ave FC devem ser os 51 pontos, pois foi a maior pontuação conseguida nos últimos 10 anos (mesmo quando eram 16 equipas a média de pontos não daria para os 51 num campeonato a 18). E com 51 pontos para mim o objectivo estaria conseguido dessem eles para o 3º ou para o 8º lugar.
E acho que deve ser esse o objectivo porque na minha óptica para amanhã sermos melhor que os outros, temos primeiro de hoje ser melhores do que aquilo que nós próprios éramos ontem.

Nos últimos 10 anos estamos cheios de casos de equipas que fazem uma época brutal e depois desaparecem: seja no campeonato como Arouca, Nacional, Paços (que até terminou em 3º), por exemplo; ou até terem ganho uma Taça como a Académica ou o Aves (que deve descer este ano).

Ou seja, parece-me muito mais razoável que o objectivo para os próximos 5 anos seja sempre fazer igual ou melhor do que aquilo que melhor conseguimos nos últimos 10 anos, que são os 51 pontos (curiosamente é o equivalente a metade dos pontos em disputa na Liga e a uma média de 1,5 pontos por jogo). Depois, nos próximos 5, subir paulatinamente para os 55 como objectivo. Parece-me mais sensato do que andar uma ou duas épocas iludidos e depois acordarmos como um Arouca, uma Académica ou um Nacional, por aí perdidos.

Prefiro um crescimento sustentado, passo a passo, em que se houver uma queda seja de um degrau, do que andar aos saltos no trampolim e depois de eventualmente quase chegar ao céu, bater com estrondo no chão.
Creio que isto não retira ambição ao Clube, apenas torna essa mesma ambição mais controlada.
A queda brutal numa época apenas, pode fazer regredir o crescimento em 5 ou 6 anos.
No fundo, é preferível ter um euro de lucro quase certo, do que arriscar ter 2 podendo perder 5.

PS: o que se andaria a dizer se um jogador do Rio Ave num jogo contra um grande, tivesse um dia como o central do Aves em que fez 2 penalties e 1 auto-golo… (fica para reflexão).

Tarantini de fora. E agora?

Sem Tarantini, parece-me que Carvalhal tem duas opções, uma mais conservadora e outra mais atrevida.
A conservadora é meter Al Musrati no onze, como a imprensa tem vindo a sugerir.
Vejo, contudo, uma dificuldade.
Se não estou enganado, o jogador é mais '6' do que '8', joga mais posicionalmente do que área-a-área (como Tarantini, que tanto está a ajudar na defesa como aparece na área adversária).
Com Al Musrati, jogariamos com um duplo pivô defensivo. É mais seguro e cauteloso.
(foto: Facebook Rio Ave FC)

O outro cenário é - parece-me - mais ambicioso: Piazon no lugar de Tarantini, Diego no seu lugar tradicional e a frente de ataque com Nuno Santos, Mané e Taremi (Dala está emprestado pelo Sporting, não pode jogar). A desvantagem que vejo neste sistema é que implicaria uma dupla alteração (o recuo de Piazon e a deslocação de Diego Lopes face aos últimos jogos; Atualizo a 12/2: Diego Lopes é o melhor artilheiro da equipa neste melhor ciclo da temporada de Carlos Carvalhal no campeonato: quatro vitórias e um empate. Nos últimos cinco jogos, o número dez do Rio Ave apontou três golos em outros tantos desafios que terminaram com a conquista dos três pontos: Boavista (2-0), V. Guimarães (2-1) e Aves (4-0). Marcaria da mesma forma na posição habitual ou é resultado da mudança?).


10.2.20

O que fica da vitória nas Aves

- Dala foi suplente.Carvalhal preferiu manter a estrutura que vem das últimas jornadas. Quando entrou desequilibrou (o lance que dá o segundo penalti não é para qualquer um).
- Por falar em estrutura, Diego Lopes tem aparecido colado à linha oposta à de Nuno Santos. Mas a equipa quase só joga pelo lado de Nuno Santos. Acho que Diego fica um pouco perdido naquela 'indefinição';
Nuno Santos, o melhor ou um dos melhores em campo!
- A Direção ainda não apresentou a proposta de renovação a Tarantini? Até em termos de sinal para o trupo de trabalho seria importante!
- Golo de canto! Filipe Augusto na marcação, Tarantini ao primeiro poste.
- Por falar em Filipe Augusto: não viu amarelo e pode jogar frente ao Sporting, ao contrário de Tarantini.
- Al Musrati fez os primeiros minutos. De adaptação.
- Concordo com a análise feita por Carvalhal no final: "este foi um dos jogos em que nos exibimos mais minutos a um grande nível." A equipa atravessa o seu melhor momento e não apenas em termos de resultados. Sente-se muita confiança, os jogadores já não receiam pegar na bola e decidir, vem aí uma segunda volta que promete!


9.2.20

(0-4 ao Aves). Muito bom jogo da nossa equipa

Primeira parte de grande qualidade e intensidade por parte do Rio Ave.
Várias oportunidades, apenas um golo.
No recomeço, o Aves entra melhor, cria perigo nos primeiros minutos, mas num contra-ataque marcamos o 0-2 de autogolo.
A partir daí só deu Rio Ave.
0-4 é um resultado que se ajusta, mas mais um golo não seria escandaloso.
(o mesmo jogador do Aves cometeu as duas grandes penalidades e fez o autgolo!).
Pela intensidade mostrada ao longo de toda a partida, talvez tenha sido o melhor jogo do Rio Ave esta época.

Melhores em campo: Tarantini e Nuno Santos (merecia um golo!)
Exibições desinspiradas de Piazon e de DFigueiras (a defender não esteve mal, mas a atacar...)

E estamos em 5º lugar!

7.2.20

A relação com o Sporting, depois de Dala e Taremi

Na entrevista que dá hoje ao Record, o presidente do Sporting é confrontado com esta pergunta: Está arrependido de emprestar Dala ao Rio Ave, que não facilitou no negócio por Taremi?
Eis a resposta de Varandas:
(clicar para aumentar)

(parece claro que na negociação por Taremi ASC foi intransigente com o Sporting e fez muito bem. )

Aproveito o espaço para dar conta que um dos mais talentosos e injustiçados jogadores que passaram pela formação do nosso Clube, Abalo, está a jogar desde dezembro no Lusitano de Évora. Impôs-se rapidamente no onze e é o patrão da equipa.

6.2.20

Reforço para a segunda volta? Nuno Santos!

Nas últimas jornada foi possível assistir a uma melhoria de rendimento de vários jogadores, com destaque para Diego Lopes. Tarantini também parece estar no melhor momento da época e Piazon apareceu muito bem.
A equipa, em termos gerais, parece caminhar para atingir nesta segunda volta um pico de forma.
Mas há um jogador que tarda em aparecer.
Um jogador que, estando bem, faz a diferença como poucos neste plantel.
Falo de Nuno Santos.
Quero acreditar que também ele vai melhorar e que será o grande reforço para a segunda volta.

PS 1- outro jogador que, esta época, ainda não mostrou o que pode e sabe é Mané. A diferença é que Mané tem sido suplente e Nuno Santos titular. A suplente é mais difícil  chegar ao topo.
PS 2 - Na semana passada escrevi sobre o cenário de Nadjack regressar. Pelos vistos já está a treinar com a equipa, ainda que com limitações. Vai precisar de um mês para estar a 100 por cento. Conseguirá ainda ser titular esta época?

5.2.20

Ainda sobre o tema do clube grande, sem os adeptos que merece!

Após Pedro Martins colocar o dedo na ferida, acredito que e apesar deste problema ser sobejamente conhecido de todos os adeptos, e dirigentes nada ficará como dantes, isto porque me parece evidente que Pedro Martins amplificou este problema á escala nacional, e nós voltamos á carga, com a tal crítica “Construtiva”, pois o que queremos é mais gente no estádio!

Falemos então dos problemas identificados:
 
1.       Pouco público nos jogos.
a.       O estádio é muito frio e ventoso, a bancada não é toda coberta,  os adeptos ficam longe, muito longe do relvado, eu acho que é muito grande para a nossa realidade. Temos poucos sócios(6k, dizem)e a sua dispersão faz com que pareça que o estádio está vazio. O estacionamento é muito pobre, poucos lugares para estacionar, no dia dos jogos não existem transportes públicos gratuitos para o estádio.
b.       A hora e dia dos jogos, sendo o nosso clube composto por uma franja de cerca de 50% de adeptos das Caxinas(dizem, não disponho destes dados oficiais, ora está aqui, outra coisa que podíamos saber através de um simples gráfico por freguesias, e locais e que o site do clube deveria disponibilizar), como muitos trabalham no mar, fazer jogos á sexta, ou segunda, ou até mesmo ao sábado de manhã, elimina logo 50% de adeptos do estádio. O futebol é um desporto de Inverno eu sei, há a chuva e o frio, mas esta sempre retirou muita gente, veja-se o caso do FCP que tem todas as condições, e nos quartos de final da taça de Portugal com Varzim teve uma casa com cerca de 9 mil espectadores, aqui podemos sempre culpar a chuva, mas essencialmente foi a hora do jogo que retirou grande parte dos associados do FCP de irem ao jogo.
c.       Jogos na Sportv. Muitos adeptos preferem ver na TV a serem sócios, dado que na sua maioria têm também o chamado 2º clube(Benfica , Porto, Sporting).  O custo de ser sócio, somando o lugar anual, é muito próximo de 50% de uma assinatura da sportv, onde podem assistir a todos os jogos do seu 2ª clube.
2.       Poucos sócios
a.       Não acredito que tenhamos 6.000 sócios pagantes, se assim fosse teríamos a nossa bancada  com 70% de ocupação nos jogos em que todos estivessem presentes. Facilmente constatamos, que a nossa (agora única)bancada está sempre abaixo dos 40%.
b.       Todos sabemos que mora muita gente no conselho de Vila do Conde e até em Vila do Conde cidade que não são da terra, Vila do Conde  com 23.000 e o seu conselho com 73.000  é um grande dormitório do Porto. Muitos habitantes destes 73.000 não são de Vila do Conde, mas a sua maioria, são, logo podemos crescer muito tanto na cidade como no conselho.
c.       Ser sócio é caro para muita gente, ser sócio e não levar com chuva é ainda mais caro, e ser sócio com a sua mulher e 2 filhos, é ainda mais caro(sendo que os filhos apenas pagam quando tem mais de 12 anos, e também convém dizer que o Rio Ave até não esta na lista dos que cobram mais aos sócios).
 
3.       Eis algumas soluções:
a.       Criação de escolinhas de futebol do Rio Ave em todas as freguesias onde exista um sintético, utilizando parcerias com as juntas de freguesia e ou clubes locais.
                                                               i.      Esta medida faz com que as crianças se identifiquem com o clube, mais tarde de certeza que terão amor ao clube! Os resultados, poderão demorar talvez 2 décadas, mas se nunca começarmos nunca vamos colher os seus  frutos!
                                                             ii.      Choca-me muito que o talento venha de fora( desde o Fábio, que não temos um Caxineiro na equipa)  e que contratem ainda jogadores juniores ao estrangeiro, porque não aproveitar o talento do nosso conselho, esta medida vai alargar em muito a captação de talentos locais, e não estrangeiros. Quanto custa uma escola deste género por ano? vamos atribuir um valor de 3  mil euros por mês, se tivermos 15 escolas, estamos a falar de 45.000€ de investimento, num orçamento de 8 milhões, seria um investimento em formação além portas(fora da academia, mas no nosso conselho), escolas que terão 2 objetivos, captar talentos, e SÓCIOS do FUTURO…
b.       Oferta de um cartão de sócio a todos os Vilacondenses, temos que decidir se queremos receitas das tv’s e da bilheteira, ou quase apenas da tv...a escolha parece-me obvia, a tv ganha sempre… logo, a nossa bilheteira proveniente de sócios é muito pequena, o que ganhamos com a cotização não chega a 5%(dizem, corrijam-me se tiver enganado) dos nossos custos, por isso eu penso que ser sócio tem que passar a ser uma coisa quase gratuita, e em alguns jogos gratuita, perdemos para qualquer cinema, ou um qualquer desporto de pavilhão, uma boa paria, num dia de calor, ou ainda um qualquer centro comercial…
                                                               i.      Por isso proponho que os Vilacondenses passem a ter um cartão de sócio gratuito, vamos fazer sócios á sua nascença (nome da campanha " Eu nasci Rio Ave), ou comprovando que vive em Vila do Conde(claro que cada um teria que aceitar o cartão, nada seria forçado) um cartão que acima de tudo daria os tais descontos, e acesso a jogos, 2  gratuitos por ano,  para verem os outros jogos teriam que pagar 3€ por cada jogo,  8€  Guimarães ou Braga, e 12€ caso seja Porto Benfica ou Sporting. Sendo que seria sempre gratuito para as crianças.
c.       Manteríamos as outras formas de ser sócio e o sócio anual, sem necessidade de pagar bilhetes complementares revendo a tabela de preços se for necessário.
d.       Criar um parque de estacionamento para utilizador pagador, quem fosse sócio anual por exemplo deveria ter o beneficio de poder estacionar em parque próximo do estádio. Mas a falta de estacionamento é um problema que também necessita resolução, pensar em melhorar as condições das bancadas sem pensa no estacionamento é não pensar no problema como um todo.
e.       Fazer com que as lojas tenham capacidade  para tirar as fotos caso as pessoas não disponham de fotografia. Todos sabem que muitas das vezes não se faz um sócio por causa da burocracia( de uma fotografia).
f.        Criar o camião multimédia RIO AVE FC( com ecrã multimédia grande nas laterais) , levar este camião a todo o conselho com as novidades do clube,  sendo que este camião seria também uma espécie loja ambulante com tudo o que ela pode esclarecer, em conjunto com publicidade, nas redes sociais sobre a passagem do camião e também publicidade na rádio local.
g.   Melhorar o estádio, as tais obras prometidas que nunca mais começam...colocar o público mais próximos dos jogadores é essencial, mas também criar mais lugares abrigados da chuva...
h.  Mediante o número de sócios por cada freguesia e cidade, colocar autocarros gratuitos para o estádio em dia de jogos, fazer o trajeto contrário quando o jogo acabar. Solicitar protocolo com a Metro do Porto, e permitir gratuitidade parcial, uma espécie de passe Metro RAFC, aos sócios que vivam nas nossas freguesias

Assim sendo aqui ficam algumas ideias que nem sei se serão exequíveis, no entanto se uma for implementada, já ficarei contente!

Por um Rio Ave maior, e melhor!
 

"Vila do Conde e o Rio Ave" (o problema é ser mais Agonia do que Trofa Saúde...)

Todos os vilacondenses conhecem a história: Manuel Agonia construiu, com 80 milhões de euros, o maior e mais moderno hospital privado do país e sentou-se à espera dos clientes. Os clientes não apareceram, o negócio entrou em rotura e teve de o vender.
O que fez imediatamente o comprador: iniciou uma agressiva campanha de angariação de clientes (oferecendo literalmente consultas, incluindo de especialidade), colocou um autocarro gratuíto, criou uma aplicação para facilitar marcações, fez mais convenções, criou mais e melhor oferta (diversas especialidades), etc.

A comparação, parece-me, diz muito sobre o tal divórcio entre o Clube e o concelho de Vila do Conde.
Partilho de muitas das críticas que foram feitas, nestas semanas, e aqui republicadas, dirigidas a nós próprios. Podiamos e deviamos fazer mais.

Mas - por muito injusto que possa parecer - é ao Clube que compete chamar os adeptos e sócios, é o Clube que tem de ser o agente ativo desta relação. Enquanto não o for continuaremos como estamos. Os bons resultados são muito importantes, mas não são suficientes, como se percebe (veja-se, como mero exemplo, o que se passa com o Tirsense).

E - é a minha opinião - ao longo destes anos, a Direção não tem feito tudo o que pode e deve para chamar os adeptos. Ou seja, o Rio Ave tem sido muito mais Agonia do que Trofa Saúde!





4.2.20

Patinho Feio II



(A continuação de:

Um argumento para denegrir e mandar abaixo o jogador em causa é: não presta para nada porque não vingou no Braga, Valência ou Benfica…
Não sendo totalmente verdade (até porque em Braga não sendo indiscutível, jogou com regularidade, tal como na primeira volta da segunda época que fez no Benfica), também não é comparável. A qualidade média destas equipas não é da dimensão do Rio Ave FC - gostava muito que fosse, mas não é.

Mais: nos últimos 8 anos que jogador do Rio Ave (emprestados não contam) vingou mais que F. Augusto num nível de competitividade superior? Ederson de caras e...
Krovinovic? Tiago Pinto? Edimar? Boateng? Marvin? Novais? Talvez tenham vingado a um nível semelhante a FA.

Os outros que saíram e que eram os idolatrados (e que muitos desejavam o seu regresso) vingaram? Onde andam Marcelo, Roderick, Ruben Ribeiro, Pelé, Hassan... Saíram todos para clubes objectivos superiores e desses, nenhum deles vingou em contexto superior. Nenhum foi titular nessas equipas.

Nem vou falar de Cássio, Lionn, Guedes ou Ukra por exemplo, que também não foram para melhor quando saíram do Rio Ave FC, mas que aqui tal como os acima citados foram muito importantes e jogadores indiscutíveis. 

Sem ser Ederson, dos jogadores não emprestados, não houve um (que me lembre, mas posso estar errado), que tivesse feito claramente mais que FA quando competiram num contexto superior.
Portanto, aquilo que é a nossa realidade não é a realidade de quem luta por ser campeão e de quem joga a Liga dos Campeões ou de quem tem orçamentos de 30Milhões.

Outra questão:
Tirando os clubes do 4 primeiros lugares, FA ficaria no banco de mais alguma equipa na Liga NOS?

Se começassem a dar mais valor a quem corre por si e pelos brinca-na-areia e menos valor e palminhas a pseudo-craques quando fazem um túnel que não dá em nada...
Se criticassem quem não arrisca nem assume o jogo quando nós precisamos, se calhar tínhamos mais uns pontinhos  na tabela.

O homem corre como um animal, tapa os buracos dos laterais e ainda tem de ir pressionar à frente porque os extremos e os ditos “criativos” não estão para isso.
Não amua e ainda tem de ser ele a assumir o jogo, transportar, criar, e fazer jogar, porque os criativos, coitadinhos, não estão inspirados e não se pode dar na cabeça dos meninos… porque… coitadinhos, ainda ficam de trombas.

Não correm, não jogam, não compensam, não criam… mas, a qualquer momento podem decidir o jogo por isso não se pode dizer mal dos meninos.

Mas do maluquinho que anda de um lado para o outro, que corre por ele, pelos outros e pela equipa e que erra um passe porque tem-nos no sítio para arriscar (apesar de cansado porque fez os jogos todos sempre que esteve disponível), a esse pode-se chamar de tudo e assobiar à força toda.

Claro que quem arrisca tem maior probabilidade de errar. Bem sei que há aqueles que não falham um passe… mas também se não passam ou passam sem risco para trás fica mais fácil.

E para ganhar é preciso arriscar. Se o Rio Ave deixou de ser a equipa do pontinho, foi porque teve jogadores com categoria para assumir o risco e F. Augusto para muito disso contribuiu. 
E gostem ou não, F. Augusto está e estará na história do Rio Ave FC.

PS: No jogo das Aves Tarantini e F Augusto estão em risco. Não adianta nada poupar a pensar no Sporting se não ganharmos ao Desportivo das Aves. Espero que joguem os 2. E se um, ou outro ou os 2 virem amarelo porque tentamos ganhar, então, que assim seja. A seguir, logo se vê.

"Vila do Conde e o Rio Ave": o que (não) diz o Clube

Desde o momento em que Pedro Martins fez algumas observações entre o divórcio de Vila do Conde face ao seu principal Clube que procurámos dinamizar a discussão, recolhendo as mais diversas opiniões.
Nuns casos tivemos sucesso, noutros não.
Foi o que aconteceu com o pedido de depoimento feito há quase duas semanas ao diretor de Marketing do Rio Ave FC, no sentido de nos dizerem "o que pode ser feito para aproximar Vila do Conde do Rio Ave FC."
Não obtivemos qualquer resposta, mas entretanto, coincidência ao não, o Clube publicou no site um texto em que diz:
"O ano de 2020 começa já com mais um passo largo na modernização da sua gestão de associado. Estamos a implementar o CRM (Customer Relationship Management), uma plataforma que nos irá ajudar a estar mais perto de todos os sócios e adeptos do Clube, sendo que o foco principal está em conhecer ao pormenor cada adepto e segmentar a informação segundo critérios diferenciadores e pontos em comum a todos. Com a implementação de um sistema de CRM, é possível criar tarefas e rotinas de uma forma automatizada e mais eficaz. Vai, também, permitir ter o conhecimento das necessidades e expectativas dos adeptos, baseado nas informações recolhidas.No essencial, o CRM ajudar-nos-á a aumentar a qualidade de serviço prestada ao sócio. Estamos a trabalhar, diariamente, para tornar o Rio Ave FC cada vez mais progressista, modernizado, preparado para as exigências de um século cada vez mais tecnológico e para um público exigente e informado. O futuro será feito da mesma vontade de crescimento e solidificação dos nossos valores de excelência, certos de que estaremos cada vez mais próximos de si."

PS - No email enviado ao Rio Ave manifestavamos a ideia de realizar uma sessão pública com o objetivo de discutir o assunto (com o envolvimento do Clube, claro). O assunto, da nossa parte, fica encerrado com a publicação de um último texto, esta semana.

3.2.20

O Patinho Feio


Nos últimos jogos têm-se ouvido muitas críticas a alguns jogadores do Rio Ave FC vindas dos seus próprios adeptos.
Uns falam e outros vão atrás. Basta um ou outro momento menos bom para que, os patinhos feios, sejam trucidados.
Todos os anos há 3 ou 4 perseguidos e por norma, desses há um Cristo-mor.
Se o ano passado era Fábio Coentrão, este ano o principal é F. Augusto.

Não deixa de ser curioso que essa grande falange anti F. Augusto ache que, alguns dos 5 treinadores com melhores resultados na história do Rio Ave FC, sejam uma cambada de burros que não percebem nada de futebol.

É que com todos eles, todos, F. Augusto foi titular. Nenhum deles prescindiu de F. Augusto.
Foi, veio, foi, veio, voltou a ir e voltou a vir… ganhou sempre o lugar. Esteve quase sempre nos momentos históricos do clube.

Portanto, eu não sei, mas... se calhar é melhor começar a trazer treinadores que percebam alguma coisa de bola, não? Então, será que nenhum deles percebe que o homem não joga nada? Todos eles o põe a titular sendo ele uma valente nódoa?

Enfim… Mais uma para percebermos melhor o que Pedro Martins quis dizer…
Quando o jogador mais completo do clube é massacrado com críticas, como é que o clube vai crescer?

(Continua...)

Pode Dala não ser titular?

Frente ao Famalicão Dala foi suplente.
Entrou ao intervalo e fez a diferença (Roderick ainda deve estar confuso com o lance...).
Acredito que seja titular a partir daqui.
(Taremi de um lado, Nuno Santos ou Mané do outro e... Dala a ponta de lança. Tem alguém de sair, entre Diego, Piazon e Tarantini. Eu acho que, neste contexto em concreto, poderia ser Piazon, mas compreendo outras opções).
(foto: Facebook Rio Ave FC)

PS - com o mal dos outros podemos nós bem, mas custa-me a compreender que o Sporting continue a dispensar Dala. Eles lá sabem, nós agradecemos. Mas com Taremi, Nuno Santos/Mané e Dala em forma, só três equipas em Portugal têm melhor ataque. E nenhuma delas é o Sporting...

2.2.20

Assumir a luta pelo 5º lugar

Esta história dos objetivos para esta época já deu várias voltas.
Recorde-se que Carvalhal recusou o cenário desde o início e mais tarde o Presidente veio dar-lhe razão.
Na semana passada, perspetivando o jogo com o Famalicão (numa entrevista a um site brasileiro), Matheus Reis afirmou: "será mais um jogo direto nessa nossa briga para entrar na zona de classificação da Liga Europa. Estamos concentrados e focados. Sabemos da importância do duelo com o Famalicão por ser uma partida dentro de casa"

Ou seja, o objetivo parece existir internamente.
E bem, acho eu:
- porque a nossa equipa ficou mais forte depois dos acertos de janeiro (o Guimarães perdeu Tapsoba, por exemplo);
- há finalmente elementos a subir de rendimento e a prometer uma segunda volta mais forte (Tarantini ou Diego Lopes, por exemplo);
- dos dois jogos que vi com o Famalicão, não fomos inferiores; o Guimarães não está bem.
- a equipa no seu global parece ter ultrapassado (de uma forma que eu não imaginava poder acontecer tão cedo) a crise provocada pela eliminação da Taça da Liga;

Derrotado é quem desiste e não quem luta pelo objetivo.
Vamos lá assumir esse objetivo de uma vez por todas? [só se me escapou alguma coisa, entretanto...]

PS - até CC já fala no assunto, sem o assumir diretamente.
(Foto: Facebook Rio Ave FC)

1.2.20

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Desde o início da época e mesmo quando o Famalicão abriu uma diferença pontual significativa para o Rio Ave FC nunca cheguei a acreditar que eram realmente melhores que nós.
A verdade é que no jogo de ontem, no final da primeira parte estava conformado e o meu pensamento era: “Estes gajos andaram sempre lá em cima, às vezes tiveram sorte, noutras foram ajudados, mas a verdade é que na hora da verdade, são mesmo melhor que nós.”
E a verdade é que eles fazem uma grande primeira parte e nós entramos de uma forma que nem consigo qualificar. Vergonhoso.
Com defesa insegura, meio-campo perdido e ataque pouco agressivo.
Erros infantis: F. Augusto tem os piores 45 minutos da época é verdade, mas tivemos sorte de só lhe ter acontecido a ele as jogadas em que perdeu a bola darem golo. Porque se somarmos as jogadas em que Tarantini, Diego, Matheus, A. Santos e Figueiras erraram de igual modo e o Famalicão falhou, estaríamos a falar de um massacre do género 4-0 ao intervalo… e era justo.

Ao intervalo Carvalhal mexeu, mexeu bem. Arriscou e saiu bem (como poderia ter saído mal). Mas fez bem: preferia perder por 5 e saber que se tentou chegar ao empate e à vitória do que perder por um ou por 2 sem nada para isso ter feito.

E na segunda parte F. Augusto subiu muito de rendimento. Diego começou a correr, o que, só por acaso, ajuda imenso… diga-se. Tarantini, apesar das dificuldades técnicas que são evidentes e que todos já sabemos há muitos anos, mantém uma capacidade de leitura de jogo e de compromisso que o seguram como titular indiscutível e que desta vez, após Mané ter desfeito a defesa adversária, culminou num golo do Capitão que bem o mereceu. A defesa apresentou-se mais subida, menos nervosa e mais agressiva e no ataque Gelson Dala tornou-nos muito mais rápidos, mais intensos, marcando até um dos golos.

Podíamos ter chegado à vitória, mas a verdade é que com as oportunidades que eles tiveram na primeira parte, o empate acaba até por não ser mau.

Discute-se muito o melhor em campo. Na primeira parte sem dúvida que Artur Soares Dias conseguiu enervar os jogadores do Rio Ave FC a marcar faltinhas em toquinhos contra nós e a deixar jogar quando carregavam nos nossos jogadores. Enervou F. Augusto, enervou Figueiras, o próprio Tarantini foi lá reclamar e isso arrastou-se à equipa toda.

Para mim o momento-chave foi o intervalo e Carvalhal, do lado do Rio Ave FC, foi o homem do jogo. Pela forma como recuperou uma equipa desfeita, desanimada e derrotada, para uma equipa aguerrida, ambiciosa e a lutar por um resultado que parecia sem retorno.
Dentro do campo o nosso guarda-redes, apesar de ter tido também alguns momentos de intranquilidade que não são habituais na primeira parte, não teve responsabilidade nos golos e manteve-nos com um resultado que nos permitiu ainda lutar pelo jogo. Apesar de ter passado despercebido na segunda parte, fruto da grande segunda parte da equipa, sempre que foi chamado respondeu como nos tem habituado: com segurança.
Estamos na luta.
PS1: Nuno Santos (nem tanto), Piazon e Taremi passaram despercebidos. Completamente ao lado do jogo. E nestes jogos, contra adversários directos é que quem é craque tem de aparecer.

PS2: Carvalhal só fez 2 substituições. Há claramente um desequilíbrio no plantel em relação ao meio-campo e Al Musrati continua a ser pouco, embora claro que é melhor chegar 1 que nenhum. Tarantini estava morto e não havia um "8" no banco. Nem há no plantel enquanto Jambor estiver lesionado.

Como ficou a equipa depois dos acertos

Ficou melhor, sem dúvida.
Entraram dois jogadores (um deles indiscutível) e não saiu nenhum titular.

Miguel Rodrigues (rescisão)
Dala (emp. Sporting
até final da época)
Joca (emprestado ao Leixões)
Al Musrati (emp.
Guimarães,
até final época)
Gabriel (emprestado ao Moreirense)

Ronan (emprestado Tondela)


Com Dala a equipa fica mais forte. E, mantendo-se Taremi (*), ficamos com uma frente de ataque bastante forte, incluindo opções no banco.

Os jogadores que sairam nunca se impuseram no onze e precisavam de mostrar o seu valor - o caso de Gabriel é exemplar.
O plantel ficou com 25 jogadores. (mas Jambor será uma carta fora). Ir aos sub23 será sempre uma hipótese.

Outras notas:
- se Nadjack regressar entretanto haverá quatro defesas direitos. Mesmo com Costinha nos sub23, haverá gente a mais. Falta saber quando regressa Nadjack
- Vitó devia ter saído (caso fosse possível, desconheço). Acredito que não jogará mais esta época.

(*) O Record diz hoje que o Rio Ave pedia 3,5 milhões por 30% do passe de Taremi. Seria um grande negócio. O Sporting não quis.