Faço este balanço ainda antes de se conhecerem os programas dos eventuais candidatos, apenas porque penso ser o momento para analisar o mandato da presidente. Alexandrina Cruz lançou ontem a sua recandidatura nas redes sociais, mas ainda sem 'programa'.
Neste contexto, o balanço não se pode limitar a presidente do Rio Ave FC, uma vez que, nessa qualidade, chegou a presidente da SAD. Mas é evidente que seria absurdo responsabilizá-las por todas as decisões da SAD, sobretudo desportivas e, mais concretamente, aquelas que envolvem os negócios da compra e venda de jogadores. Acredito/imagino que nada teve a ver com a venda de Clayton e André Luiz ao Olympiakos e que até não terá gostado. Não é fácil este equilíbrio, mas vou tentar ser o mais honesto possível, comigo e com ela.
Acrescento também que, embora muito importantes, não tenho em conta acontecimentos anteriores à sua eleição há 3 anos, seja a situação de pré-falência a que o Clube chegou ou a procura de uma solução para a SAD.
Aspetos positivos:
- crescimento da capacidade financeira do Clube;
- aumento do património do Clube;
Aspetos negativos:
- acumulação das duas presidências, com o consequente silêncio público da presidente do Clube perante decisões controversas da SAD [nota: não defendo crises, ruturas ou mesmo polémicas, mas AC foi eleita pelos sócios do Rio Ave FC para defender os seus interesses; acredito que há um caminho entre as ruturas e a subserviência];
- perda de identidade do Clube e de apoio em Vila do Conde (todos sabemos que o espetacular aumento de sócios, que já são mais de 8000, não corresponde a por exemplo mais sócios no estádio, nem sequer a um aumento das receitas de quotização); os números dizem que tivemos mais gente no estádio em 22/23 e 23/24 do que em 24/25 ou 25/26.
- política de comunicação que aposta sistematicamente no silêncio e na falta de informação (apenas um exemplo, entre muitos: até há uma semana, no site, Lina Souloukou ainda era administradora executiva...). Por falar nisso, a nova atualização da governação da SAD dá AC como presidente do CA mas não como administradora executiva, cargo unicamente desempenhado por Rabuano. Pesoalmente saúdo essa clarificação.
- incapacidade para, aproveitando as obras na bancada poente, melhorar as condições para os sócios (não ter feito uma cobertura que impeça a entrada de chuva e do vento foi uma oportunidade perdida)
- a solução para a SAD e a forma como esta foi apresentada aos sócios (entre a espada e a parede, sendo que, na campanha eleitoral que a levou a presidente, o tema não esteve presente).
Espero para ver as ideias que traz para um segundo mandato, mas o balanço que faço do primeiro é negativo.

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