Daniel Silva 0
relatório e contas 2025/2026

Mais do dobro dos sócios, menos 28% de receitas de quotização (Relatório e Contas 2025/2026)



Esta sexta-feira, realiza-se a Assembleia Geral ordinária do Rio Ave FC, que terá como um dos pontos centrais a apresentação e votação do relatório e contas do clube.

Já temos acesso ao documento que será apresentado aos sócios e haverá certamente muito a analisar e a discutir nos próximos dias. Mas há um dado que merece ser destacado desde já: as receitas de quotização voltaram a cair, apesar de o número de sócios ter mais do que duplicado nos últimos três anos.

Os números são claros. Desde a época 2022/2023, a última antes da eleição de Alexandrina Cruz, as receitas provenientes das quotas diminuíram de forma significativa.

A evolução anual foi a seguinte:

  • 2022/2023 para 2023/2024: uma quebra de 10,20%.

  • 2023/2024 para 2024/2025: praticamente sem alteração.

  • 2024/2025 para 2025/2026: uma queda de 20,21%.


No balanço global, a comparação entre 2022/2023 e 2025/2026 revela uma grande redução nas receitas de quotização, correspondente a uma quebra de 28,29%.

É um dado que merece reflexão. Nos últimos três anos, o Rio Ave viu o número de sócios crescer de forma extraordinária, passando de cerca de 3.600 para mais de 8.000 associados. Seria expectável que um aumento desta dimensão tivesse um reflexo positivo nas receitas provenientes das quotas.

Mas os números mostram precisamente o contrário.

Como se explica que o clube tenha mais do dobro dos sócios e, simultaneamente, receba menos dinheiro em quotização? Quantos dos novos associados mantêm as quotas regularizadas? 

São perguntas legítimas e para as quais importa encontrar respostas. O número de sócios é um indicador relevante, mas, por si só, não garante maior participação na vida do clube nem um aumento efetivo das receitas.

Na próxima sexta-feira, os sócios terão oportunidade de analisar e votar as contas do clube. Seria importante que esta questão também merecesse uma explicação clara por parte da Direção.

Porque, se há motivo para celebrar o crescimento do número de associados, também deve haver disponibilidade para explicar por que razão esse crescimento ainda não se traduziu num aumento das receitas de quotização.


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