Do meu ponto de vista, Vasco Seabra cometeu três erros neste jogo, o que explica, se não totalmente pelo menos em parte, a goleada.
1. Todo o sistema do Rio Ave assentou na saída de bola a partir do guarda redes e dos centrais, uma opção que não teve qualquer resultado prático (pelo contrário, só serviu para criar erros e irritar os adeptos, pela lentidão e falta de objetividade). Todos viram que não estava a resultar, Seabra não tinha um plano B.
2. A atacar fizémo-lo em 4-2-4, uma vez que Miguel Patrício esteve quase sempre alinhado com Blesa. Os dois homens do meio campo (mesmo com Nascimento em campo) pareceram sempre perdidos e sem contribuir para criar opções de jogo. Liavas bem na primeira parte.
3. Algumas das substituições foram incompreensíveis: o ponta de lança Tamble (o único que ganha duelos) foi o último entrar; antes dele ainda entrou o defesa direito (e já estávamos a perder). Patrício, por exemplo, ficou até aos 77 minutos em campo, sem que se visse capacidade de levar a equipa para a frente. Mas, verdade seja dita, quem entrou também não fez a diferença, tal a desmotivação geral.
O Famalicão jogou melhor e mereceu ganhar. Números exagerados. Seabra tem muito trabalho pela frente, tal como as duas vitórias anteriores já deixavam antever. A montante o problema é claro: com algumas exceções, falta de qualidade geral do plantel.
(créditos da foto: Lusa)

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