21.1.26

Faz hoje um ano que a Rio Ave SAD contratou Naziru na distrital: que é feito do nigeriano?




Faz hoje exatamente um ano que o Rio Ave contratou Naziru, então com apenas 20 anos, proveniente do AR São Martinho, uma equipa distrital. Na altura, a notícia gerou bastante burburinho no meio futebolístico — não é todos os dias que um clube da Primeira Liga vai buscar um avançado a um campeonato distrital.

O contexto ajudava a alimentar a curiosidade. O jovem nigeriano tinha passado pela formação do Paços de Ferreira, onde apontou 17 golos, seguindo-se depois a mudança para o AR São Martinho. Na sua época de estreia ao serviço desse clube, somava 12 golos em 18 jogos quando o Rio Ave decidiu avançar para a sua contratação.

Tudo indicava que se tratava de uma aposta com algum critério, pelo menos do ponto de vista do potencial identificado. A narrativa construída foi clara: um jovem avançado com margem de progressão e que era acompanhado nas camadas jovens do Rio Ave.


No entanto, desde o momento em que assinou pela Rio Ave SAD, Naziru praticamente desapareceu.

Na temporada passada realizou apenas cinco jogos pelos sub-23. A sua estreia pela equipa principal aconteceu de forma quase simbólica: entrou aos 92 minutos frente ao Moreirense. Nesse momento, escreveu-se bastante sobre o jogador. O clube fez questão de promover a história, a imprensa acompanhou e Petit falou em conferência de imprensa sobre a carreira promissora do jovem.

A verdade é que, após esse minuto de utilização na equipa principal, Naziru não voltou a jogar até ao final da época — nem pela equipa sénior, nem sequer pelos sub-23.

Esta temporada, o cenário não melhorou. O jogador nunca integrou o plantel principal e soma apenas oito jogos pelos sub-23, sendo titular em apenas dois. No jogo de ontem, nem sequer fez parte do banco de suplentes.

Perante estes números, torna-se difícil compreender e justificar esta contratação. Se o jogador tem, de facto, o potencial que o clube fez questão de anunciar, porque não joga? Porque não é aposta regular, nem sequer num contexto de desenvolvimento como os sub-23?

E se não tem esse potencial, então impõe-se outra questão inevitável: terá sido um erro de casting?

Um ano depois, o balanço é inevitavelmente negativo. Não pela falta de qualidade comprovada — porque simplesmente nunca houve espaço para a demonstrar — mas pela ausência total de um plano claro para o jogador. Num clube que tantas vezes fala em valorização de ativos e aposta no talento jovem, o caso Naziru levanta mais dúvidas do que respostas.


E, neste momento, a maior delas continua por responder: por onde passa o futuro de Naziru?