5.4.26

Presença de Jorge Brás na ausência da Presidente e/ou Presidente Adjunto



Representar um clube é muito mais do que aparecer em fotos.

Muito mais do que marcar presença em momentos mediáticos.
Representar é estar. E estar onde faz sentido.

A representatividade é, provavelmente, uma das funções mais importantes dentro de uma instituição como o Rio Ave. Porque quem representa o clube não o faz apenas por si — fá-lo em nome de todos.

No Sábado, o Rio Ave recebeu no Pavilhão de Desportos uma das maiores figuras atuais do futsal português: Jorge Brás, selecionador nacional.
Deslocou-se a Vila do Conde para assistir ao jogo entre o Rio Ave e o Ferreira do Zêzere.

Era, por isso, obrigatório mostrar presença, reconhecimento e respeito por quem representa a modalidade ao mais alto nível.

Mas não foi isso que aconteceu.

Nem a Presidente do Rio Ave FC, nem o Presidente Adjunto marcaram presença no pavilhão.
Não estiveram lá para assistir ao jogo.
Não estiveram lá para receber uma das figuras mais importantes do futsal nacional.
Não estiveram lá para representar o clube.

Minutos depois do final da partida, no entanto, no Estádio dos Arcos, no jogo da equipa da SAD, a realidade foi diferente.
A Presidente esteve presente.
E mais do que isso, recebeu com pompa e circunstância o Presidente da Liga, Reinaldo Teixeira.



E é aqui que a questão deixa de ser sobre agendas ou coincidências.

Passa a ser sobre prioridades.

Porque quando há disponibilidade para estar num lado… e ausência no outro, a mensagem que passa é clara.

O futsal pode não ter a visibilidade do futebol profissional.
Mas é Rio Ave FC.
E quem representa o clube deve representar todas as suas dimensões — não apenas as que dão mais palco.

No final, a representatividade não é medida pelas fotografias em eventos institucionais.
É medida pelas escolhas que se fazem.