13.11.19

Objetivos para esta época: ASC arrefece

O Preisdente surpreendeu na Assembleia Geral de junho, ao anunciar que o objetivo da equipa era lutar pelo 5º lugar.
A seguir o treinador arrefeceu os ânimos, recusando assumir (pelo menos externamente) esse  objetivo, o que nos levou a constatar que o Presidente e o treinador falavam a duas vozes.
Nos últimos dias, ASC 'desempatou', associando-se à versão do treinador: "O trabalho projetado está a ser desenvolvido. A fasquia é estar sempre na parte de cima na tabela, para lutar por objetivos», acrescentou o dirigente, entendendo que «fazer pressão» sobre a equipa «não é o mais correto. Na gíria, dizemos que quando a pressão é alta a bola queima. Não queremos isso. Queremos que jogadores e equipa técnica estejam tranquilos".

O meu comentário: haverá alguma explicação para o recuo do Presidente (o primeiro a lançar essa 'pressão'), mas o que interessa é como as coisas acabam.
Pessoalmente não concordo.
As grandes equipas trabalham sobre pressão e o plantel tem muitos jogadores experientes que deveriam estar habituados a essa mesma pressão.

12.11.19

Alguém se lembra do avançado João Pedro?

Jogou em Vila do Conde nas épocas 95/96 e 96/97.
26 jogos no total, 1 golo, em março de 1996, frente ao Aves (fonte zerozero)
Ei-lo, nesta foto relativa à época 96/97, em cima, terceiro a contar da esquerda para a direita, entre Paulo Lima Pereira e Martins.

(sim, é o treinador do Famalicão, cujo adjunto, Rifa, jogou também nessa equipa de 95/96, o ano do 'milagre' da manutenção, com Carlos Brito a substituir Calisto)

11.11.19

Bruno Moreira

E os golos, Bruno?
3 golos tem Bruno Moreira.
Muito pouco.
São 269 minutos para marcar um golo. Contra 98 de Taremi.
Bruno lidera a tabela das grandes oportunidades falhadas.
Números que não são surpreendentes.
Mas com Taremi em dificuldades físicas há dois meses, os golos são menos prováveis.

10.11.19

Vitória sem efeito Tarantini...

Depois da vitória, é evidente que todos ficamos contentes (cheirava já a preocupação). No entanto, o jogo em geral foi fraco, muito igual aos últimos jogos; neste tivemos 25’ iniciais muito fortes, mas não marcamos, marcamos, isso sim, quando o adversário estava no seu melhor. A equipa realmente, e após esses 25’ bons, foi perdendo aos poucos intensidade, deixando o adversário jogar no nosso campo. O treinador no final do jogo fala em “tema recorrente” e ainda justifica essa incapacidade pela ansiedade de ter que ganhar o jogo. Entendo que o treinador mencione as questões relacionadas com a parte psicológica e que o fator “ganhar” se sobreponha, mas não entendo algumas outras coisas, e hoje em vez de as apontar vou aqui deixá-las em forma de perguntas?

- Porque razão continuamos a dar oportunidades a Diogo Figueiras?
- Porque razão é que ninguém vê que Tarantini já não é o mesmo?
- Já pensamos em mercado para cobrirmos estas duas posições?
- Mehdi: porque razão entra a 10 min do fim, e no 1º “pique”, manca e reduz claramente a intensidade? Eu confirmei-o na tv… O que se passa com Medhi, está ou não está lesionado? Se não está, porque não joga?  Ou melhor porque joga ele com tão pouca intensidade? Não entendo...

Se o efeito Tarantini é importante na equipa, quando este está bem,  já o do Diogo quanto a mim o único efeito que tem é criar “insegurança” na equipa, admitindo que seja bom jogador. Na minha opinião pelo que está a fazer tem que sair da equipa... ele não está bem... Sou só eu que vê isto? Porque não se dá uma unica oportunidade a Costinha? Porque razão o treinador não fala em Costinha?
Ambos (Tarantini e Diogo) até começaram bem nos tais 25 minutos iniciais, mas depois, até à substituição de Tarantini, o adversário só não marcou porque não calhou. Eu e o João Paulo fixamos o nosso olhar no Tarantini e percebemos como o jogador não tem a intensidade de outrora, no momento da perda, não desce, e quando a equipa sai em transição ofensiva, ele não acompanha…e assim fica tudo mais difícil, mesmo sabendo nós que havia muita ansiedade na equipa… estávamos a jogar com menos um, e quando Diogo falhava, com menos 2. No caso do Diogo as asneiras foram tantas (mais na 2ª parte), que ficamos completamente mancos pelo lado direito…Na bancada todos achávamos que Diogo iria sair, mas não saiu,  ficou o jogo inteiro… Não entendo… Ou melhor eu agora entendo porque razão CC coloca lá (naquela posição) muitas vezes um “Monte” de jogadores  que nada resolvem, pois, a qualquer um deles falta qualidade, e muita. Gostava mesmo de perceber se essa qualidade também falta a Costinha...

Notas finais:
Ainda bem que temos Mané em grande forma... foi muito importante na vitória.

Filipe vê lá se treinas outra forma de marcar penalties...é o 2º que falhas assim...

Falta de sorte para Jambor, votos de rápidas melhoras, e que não seja nada de grave.

9.11.19

(1-0 ao Setúbal). Justo mas...

Boa primeira parte (sobretudo boa primeira metade da primeira parte), com Mané muito dinâmico.
Na segunda parte, o Setúbal cresceu e nalguns momentos trememos. Eles têm a melhor oportunidade (em jogo corrido) e Kieszek também disse presente.
CC mexeu no onze (ainda que, em parte, forçado, por lesões) e as coisas equilibraram-se.
Filipe Augusto falhou uma grande penalidade.
Faltou clarividência e concentração na segunda metade, mas o resultado é justo.
Mané o melhor em campo.

PS - mais uma vez o digo: há nos sub23 quem faça mais melhor do que alguns dos titulares e suplentes.

8.11.19

Sobre a revista Rio Ave Magazine

O Rio Ave decidiu lançar mais um número da sua revista (o nº21), desta vez dedicado a três épocas: 16/17, 17/18 e 18/19.
Poder-se-ia discutir se a revista, em tempos de Internet, ainda faz sentido, e eu digo que sim.
Sobretudo se ela for uma fonte de informação sobre o que se passou em cada uma das épocas.
E aqui deixo um reparo: era importante, para memória futura, que os jogadores das várias equipas estivessem identificados.
Quando se fizer o livro dos 100 anos poderia dar muito jeito.

7.11.19

A falta de eficácia

No final do jogo de Alvalade, quando pediram a Tarantini para falar do jogo e do momento menos bom da equipa, o capitão disse que "temos, sim, de olhar para a falta de eficácia que temos tido nos últimos jogos. Vamos continuar a trabalhar para que outros resultados apareçam"

Imagino que Tarantini saiba muito melhor do que eu o que se passa (até porque essa também é a opinião de Carvalhal), mas não me parece que o problema se limite ou passe essencialmente por aí.
Há vários jogos para cá que se percebe uma crise de confiança, que se reflete numa certa apatia e na desinspiração individual de vários jogadores *.

Como dar a volta?
A equipa tem de perceber que tem qualidade para fazer mais e melhor.
E que o primeiro passo é acreditar realmente nisso.
O resto aparece depois.
Nalguns jogos há azar, noutros sorte.
Mas no final ninguém é campeão por sorte ou desce de divisão por azar.

* por mim, em certos casos, mais valia ir aos sub23 buscar miudos supermotivados do que apostar em alguns que teimam em não 'desenvolver'...

6.11.19

(da AG, última...) O que ASC disse (par)a Carlos Carvalhal... e antecessores

No final da Assembleia, após a intervenção de um associado, o Presidente Campos foi sincero: a Direção quer muito que os treinadores apostem em jogadores da formação, mas estes querem obter resultados (imediatos) e evitam correr riscos com jogadores menos experientes. "Não é por falta de pressão da Direção" (junto dos treinadores), disse o Presidente. "É preciso coragem", acrescentou, coragem que tem faltado aos vários treinadores.
Já todos sabíamos que é assim. Carvalhal não está a fazer nem melhor nem pior do que os seus antecessores (mas é incompreensível como Costinha não merece uma oportunidade!).

Sei que dizer isto não é 'politicamente correto', mas, se fosse eu a mandar (felizmente para todos, não sou...), repensaria o investimento na formação, no sentido de o reduzir, porque tem sido muito dinheiro deitado fora e nada nos garante que não continue a ser assim nos próximos anos. "Há de chegar o momento", disse Campos, reconhecendo que "não podemos entrar em conflito com os treinadores".
O Presidente não faz o onze nem escolhe os convocados. Mas se os treinadores não querem colaborar, faz sentido gastar o que se gasta com jogadores que depois não têm hipótese de se mostrar?
"Vamos acreditar que os resultados [da formação] vão aparecer no curto prazo", rematou ASC.

5.11.19

(da AG) Obras

Informações dadas pelo Presidente:

Academia:
As obras estão atrasadas, por culpa do construtor, mas o Clube está a tentar recuperar, tendo lançado a segunda fase. A primeira fase deveria estar pronta em dezembro, sendo que existem penalizações previstas.
(foto: Facebook Rio Ave FC)

Sede: 
"Já poderia estar pronta", mas existem prioridades. "Não pára mais, mas não quero prometer datas". A chuva não tem deixado andar como se queria. "Aquele edifício será para os sócios", nomeadamente o 1º e 2º andares (museu do Clube); o r/c será para alugar;

Bancada:
A obra deverá arrancar, tal como foi anunciado, na próxima época, depois da Academia estar pronta. Será uma bancada mais próxima das linhas de jogo. Os estudos de preparação vão arrancar esta época. O Presidente disse ainda que a bancada poderá ter 3500 lugares mais camarotes e que os sócios poderão escolher em qual bancada preferem estar.
[a minha opinião: discordo, vai fragilizar, porque divide, o apoio à equipa e pode aumentar a confusão com os adeptos adversários]

Sobre as obras ainda: o sócio Manuel Quintela interveio para criticar a proposta feita repetidamente pelo JVC para criação de uma comissão de acompanhamento, constituída por sócios do Clube. O Presidente secundou a ideia de que criar a comissão seria um atestado de incompetência à Direção. 

4.11.19

(da AG de ontem) Sobre a renumeração

O processo de renumeração, iniciado em julho, foi um dos protagonistas da AG de ontem.
Primeiro foi ASC a dizer que o processo está fechado mas que "é preciso respeitar os períodos necessários".
Mas o nosso Presidente também reconheceu que "está tudo informatizado, é cada vez mais fácil".
Ficou a saber-se que estes quase quatro meses se devem ao facto da Direção ter contactado sócios que deixaram de o ser, para regressarem, com um respetivo plano de pagamentos.
Nas duas intervenções feitas por associados, a questão também foi abordada.
ASC revelou que haverá cartões personalizados com cores para homens, mulheres e crianças (para atenuar a fraude na troca de cartões), sócios com 25 anos e 50, e que, por sugestão de um associado, será dado um período para trocar a fotografia do cartão (duas semanas?).

Algumas notas pessoais:
Continuo a pensar que é muito tempo ("está tudo informatizado, é cada vez mais fácil"), mas não é isso que mais critico, antes a falta de informação. No site foi publicada uma única notícia e nada mais foi dito desde então. Se o objetivo era recuperar sócios antigos, alguns dos quais de difícil contacto, até nisso a comunicação do Clube, com a respetivas redes sociais, poderia ajudar. 11 anos depois, o Clube mudou muito e bem, mas a esse nível da informação aos sócios as mudanças não acompanharam a evolução.


PS - Foi revelado na AG que foram vendidos 1777 lugares anuais, que as quotas valem 212 mil euros por ano no orçamento e que em finais de junho havia 5985 sócios (mais 300 do que no ano anterior). Foi em 2011 que se lançou a campanha dos 6000 sócios. Agora, com a renumeração, é normal que este valor baixe um pouco.

3.11.19

(AG) Rio Ave SDUQ fecha com lucros de 1,9 milhões

O Clube voltou a ter resultados positivos (17 mil euros) em 2017/18, mas é a SDUQ que se destaca - a ponto de um sócio ter classificado a nossa SDUQ como a melhor de Portugal.
Lucros finais de 1,9 milhões de euros, em resultado, essencialmente, de 12 milhões de euros de vendas de direitos desportivos de jogadores (valor bruto, nalguns casos a ser pagos em prestações).
Para além dos 5 milhões de Léo Jardim, há dois valores que se destacam: o Rio Ave fez um milhão de euros com as saídas de dois jogadores emprestados (Vinicius e Schmidt) e 750 mil euros com a 'transferência' de José Gomes a meio da época.
É obra!


2.11.19

(derrota por 2-0 na Luz). Tudo se resume à 'lei do mais forte'?

Ok, perdemos 2-0 frente ao campeão, não foi mau, não fomos goleados, sábado há mais...

Se ficam satisfeitos com esta leitura do jogo, ok, ficamos por aqui.
É como no tempo de Carlos Brito.

Eu, infelizmente, não me satisfaço com perder por poucos.
E, assim, o Rio Ave desta noite na Luz voltou a desiludir.

A segunda parte foi muito, muito fraca.

Aliás, todo o nosso jogo foi mau, tirando os primeiros minutos, tendo Carvalhal falhado as várias apostas (em Monte, em Gabriel [há nos sub23 quem faça melhor], em Tarantini no lugar de Diego, etc.) Até Taremi passou ao lado. Só Jambor ao lado de Filipe Augusto parece ter escapado.

Uma noite completamente desinspirada que, espero, seja revertida já no sábado, frente ao Setúbal.

Três jogadores com nota positiva: Kieszek, Filipe Augusto e Nuno Santos (bola no poste na primeira parte, único elemento perigoso no ataque, única oportunidade em 90 minutos).

O crédito de Carvalhal


No final da época passada quando a direcção do RAFC decidiu despedir Daniel Ramos, referi que só se compreendia essa decisão se chegasse um treinador com experiência, nome e carreira que justificassem a saída de um treinador que fez uma das melhores voltas da história do clube.

Quando surgiu o nome de Carvalhal compreendi, aceitei e apoiei.
Carvalhal é o meu treinador, tal como foi Daniel Ramos e como foi Nuno Capucho.

O que Carvalhal tem que estes não tinham são duas coisas:
1ª - Crédito: a carreira de Carvalhal é mais longa do que a de Capucho e mais mediática comparando com Daniel Ramos. Carvalhal subiu o Leixões e foi com uma equipa do terceiro escalão à final da Taça de Portugal. Passou com eles algumas pré-eliminatórias da Taça UEFA; com o Setúbal ganhou uma Taça da Liga. Fez furor e teve relativo sucesso em Inglaterra. Os outros 2 não.

2ª - É neutro: isto é, nem veio do Varzim nem é de Vila do Conde. E quer se goste quer não, isto, infelizmente ainda acontece. A estupidez de se insultar ou querer o insucesso de um treinador, apenas e só porque veio do maior rival histórico ou a de se desejar o insucesso por não se querer ver um "homem da casa" triunfar, só porque isso causa prurido ou até raiva em alguns, ainda existe...

Posto isto, Capucho com as mesmas 10 jornadas tinha 11 pontos. Carvalhal tem 12 pontos. Daniel Ramos fez nos primeiros 10 jogos da 2ª volta do ano passado 12 pontos: tantos quantos Carvalhal tem agora. (Cortei os 2 primeiros jogos de Daniel Ramos - os últimos 2 da primeira volta- porque digamos que foi a pré-época que não teve, ao contrário daquilo tiveram os outros 2 que estão em comparação).

Assim sendo, defendo, tal como defendi dos outros 2 (tendo acontecido com um até ao final da época e não com outro), a continuidade de Carlos Carvalhal.
Reforço: Carvalhal é o meu treinador.

O que me custa a compreender é a dualidade de critérios que vejo nas bancadas, nos comentários e nas análises que são feitas. Não vejo ponta de sinal de críticas a Carvalhal e ainda bem. Mas para quem agora se cala pergunto:
Porque é que uns são mais que outros?
Porque é que se exige mais a uns que a outros?
Porque é que Capucho foi assassinado para o futebol?
Porque é que Daniel Ramos foi tão tão tão criticado e injuriado?
Porque é que com Carvalhal está tudo bem? 
Há coisas que me custam a entrar...

Sem Luz


O Rio Ave está numa má fase.
Em 6 jogos ganhamos 1 - o único contra uma equipa que não era do primeiro escalão, mas também o único que se perdêssemos não tinha retorno porque era a eliminar. Na Liga NOS, em 12 pontos fizemos 2. Pelo meio Taça da Liga com empate em Portimão.

Hoje na Luz entramos bem, com uma posse de bola que não sendo inerte também não era muito perigosa para o adversário. Contudo, enquanto a tínhamos eles não criavam perigo.

A tendência com o passar do tempo mudou, eles marcaram de bola parada (já fizeram 6 ou 7 golos de canto e mais do que avisados também levamos com um) e a partir daí mandaram no jogo, algo que na segunda parte foi ainda mais evidente.
A única situação de perigo iminente no jogo que tivemos foi o remate do Nuno Santos ao poste e antes disso uma boa jogada colectiva que termina com um remate de Tarantini para as nuvens quando ali se exigia mais competência técnica e concentração.
Na segunda parte, ofensivamente fomos inúteis. Há quem goste muito de Ronan... mas eu não vejo ali quase nada...

Não me preocupa perder um jogo, ainda para mais perder na Luz. O que me preocupa é em 12 pontos ter feito 2. Isto numa altura em que o Vitória parece estar a encarreirar e o Famalicão não aparenta estar a perder fulgor.

Em relação ao jogo surpreendeu-me a aposta em Gabriel - o jogo acabou e continuo sem perceber a decisão.
Surpreendeu também a inclusão de Jambor, mas aqui eu percebo e já tinha escrito sobre isso anteriormente. Jambor não pode jogar ou só com Tarantini ou só com Filipe Augusto, sendo o 3º médio Diego. Jambor, para jogar tem de ser com Tarantini e Filipe Augusto: os 3 em simultâneo. E isto até resultou inicialmente. Já aconteceu na 2ª parte com o FCPorto e também não me pareceu mal.
Se o melhor para equipa é estes 3 em simultâneo, sendo para isso necessário tirar um virtuoso... então que se aposte continuamente naquilo que é o melhor para a equipa sacrificando um ou outro jogador.

Sábado isto tem de dar a volta contra o Setúbal, sob pena de nos arrastarmos para uma situação semelhante à da época passada.
E para isso temos de entrar bem, fortes, concentrados e motivados. Jogadores, treinadores e adeptos.

1.11.19

A impressionante estatística de Taremi - quem o imita?

(foto: Facebook Rio Ave FC)

"Taremi reforçou o estatuto de artilheiro mais eficaz da I Liga. Em quatro remates e quatro grandes oportunidades marcou... quatro golos, num total de 338 minutos"

PS - pronto para amanhã na Luz?

31.10.19

O que o jogo de ontem nos diz para sábado

Faltam dois dias para o jogo na Luz, importa mais falar do que correu bem ontem.

E a principal nota é que, à sexta tentativa, Carvalhal parece ter encontrado um defesa direito.
Ou seja, não é nenhum dos quatro laterais [embora Nadjack esteja fora] nem Monte, mas Mané.
Sinceramente gostei bastante da sua exibição.
Não sei se o jogador gosta daquela posição (muito desgastante, sendo que defender é bastante diferente de atacar), mas fez vários desarmes com sucesso e não virou a cara à luta.
Colocar Mané a defesa direito na Luz será ousado (até porque na verdade é um falso lateral direito), mas, do meu ponto de vista, se não formos à Luz para defender, não é de excluir esta hipótese.
(foto: Facebook Rio Ave FC)

Jambor ou Filipe Augusto?
Dois jogadores muito diferentes, apesar de jogarem na mesma posição.
Filipe Augusto é um polvo, joga em todo o lado, é um dos dois melhores elementos do plantel.
Mas está claramente desinspirado.
Jambor é muito mais cerebral, mais lento, mas tem melhor passe.
Filipe Augusto é o titular, mas - a jogar assim - Jambor não deve ser descartado.

Taremi?
Até com uma perna às costas, Taremi é titular induscutível. 

PS - 20 cantos a nosso favor e nada. Quantos mais são precisos até que alguma coisa mude na forma de os marcar?

30.10.19

(1-1 com o Moreirense) Mas que primeira parte é esta????

Antes do Moreirense marcar já Kieszek tinha feito três grandes defesas.
Foi uma primeira parte por parte da nossa equipa em que faltou inspiração, acerto, confiança, ambição. Tudo!
Muitos passes falhados, alguma lentidão na organização, falta de ideias.
Ao intervalo Carvalhal podia ter tirado 7 ou 8 jogadores, mas ´só' tirou dois.
As entradas de Taremi e Jambor (Filipe Augusto está uma sombra do que pode e sabe) deram resultado (Mané jogou como falso lateral direito e fez bons desarmes) e o Rio Ave empatou.
A nossa equipa continuou a tentar mas foi a vez do guarda redes adversário, por três vezes, negar o golo.
Faltou acerto, mas pelo menos não faltou luta.
O empate aceita-se (pelas duas partes distintas), mas o Rio Ave foi, apesar de tudo, mais perigoso e quis muito mais ganhar (lamentável antijogo do Moreirense quase desde o 1º minuto).
Melhor em campo: Kieszek.

Em resumo: não sei o que vai Carvalhal dizer na conferência de imprensa, mas há qualquer coisa menos bem nesta equipa. Falta confiança e parece também faltar ambição aos jogadores.

P S - como se explica que estivessem adeptos do Moreirense na bancada reservada aos sócios do Rio Ave? Alguém que explique por favor, porque se lá estavam é porque tinham bilhetes para isso.

29.10.19

(sub23, vitória 0-1 em Guimarães). Dez golos falhados...

O leitor, se não viu o jogo, ficará na dúvida, mas a verdade é que o Rio Ave falhou tantos golos que, pessoalmente, perdi a conta.
Só Schutte mandou três bolas aos ferros!
Mérito também do guarda-redes adversário, que fez algumas boas defesas, tal como, aliás, Carlos Alves, por duas ou três vezes na primeira parte.
Junio e Joca (além de Vitó) estiveram no onze. Joca não fez a diferença, Junio cumpriu bem a função quer a defender quer a atacar e foi dos melhores.
Diogo Teixeira entrou e marcou.
(o que se passa com Damien Furtado que, nos 20 minutos que esteve em campo, não acertou uma?)
PS - Rio Ave muito melhor do que o Guimarães mas é preciso ver que o adversário, tendo equipa B, faz desta a equipa de evolução depois dos sub19. Já a nossa equipa é um misto de pós-sub19, equipa B e até equipa principal.

SAD: estar atento

Artigo muito interessante.
Dos clubes da primeira liga, apenas os três 'grandes' têm maioria na SAD, mais o Marítimo (Madeira...), Moreirense (fator-presidente) e Setúbal, porque ninguém quer o capital da SAD
(in O Jogo de 27/10//19)

28.10.19

Taça de Portugal, Alverca , -e não é que seria o Sporting!

Foto:(Rio Ave FC)
SORTEIO DA TAÇA DE PORTUGAL
O Alverca que derrotou o Sporting na última eliminatória da Taça de Portugal será o nosso adversário na  4ª eliminatória, desta vez jogamos em casa o que é bom, mas já estamos avisados este Alverca vai ser difícil e não vai facilitar, termos que estar muito bem e jogar com os melhores se quisermos continuar em prova. Este ano podemos de facto chegar longe se continuarmos ter a sorte no sorteio, pois no mínimo mais 2 clubes da 1ª liga vão ficar de fora nesta fase!
O jogo do Rio Ave será a 24 de Novembro, mas ainda não tem hora marcada. Já os outros jogos estão agendados para o fim de semana de 23/24 de novembro.

Resultado completo do sorteio:

FC Porto (L) – Vitória de Setúbal (L)
SC Braga (L) – Gil Vicente (L)
Vizela (CP) – Benfica (L)
Pedras Salgadas (CP) – Canelas 2010 (CP)
Varzim (L2) – Loures (CP)
Leixões (L2) – Santa Clara (L)
Anadia (CP) – Beira-Mar (CP)
Sertanense (CP) – Farense (L2)
Paços de Ferreira (L) – Sanjoanense (CP)
Famalicão (L) – Académica (L2)
Ac. Viseu (L2) – Feirense (L2)
Moreirense (L) – Mafra (L2)
Sp. Espinho (CP) – Arouca (CP)
Sintra Football (CP) – Marinhense (CP)
Rio Ave (L) – Alverca (CP)
Chaves (L2) – Belenenses (L)

Moveis de Porcelana, 0-0

Foto(Rio ave FC)
Retive da antevisão do nosso treinador ao jogo do Paços  de que iriamos ter um Rio Ave muito Forte, e não iriamos abdicar da nossa identidade...
Fui a Paços de Ferreia com + 2  reis” cheios de entusiasmo, e depois de passar 3 semanas sem ver o Rio Ave jogar(não vi o jogo da taça)…  Ver ao  vivo, ao lado da claque e atrás da baliza é outra coisa, mas, sinceramente não gostei, achei que o Paços foi sempre mais equipa do que nós, podiam ter marcado por varias vezes, achei até que tivemos muita sorte em alguns lances, embora também em alguns períodos percebeu-se a superioridade do Rio Ave. Já na televisão, e depois de rever o jogo na totalidade, (ás vezes dá-me para isto), percebi que afinal o jogo da nossa equipa não foi assim tão mau, contudo a finalização foi muito fraca, ambas as equipas tiveram medo de partir a loiça de porcelana do 0-0, jogaram em demasia no erro do adversário, para eles (treinadores) quem marcasse ganhava o jogo, foi sempre essa a sensação com que fiquei.Se por um lado se entende essa atitude por parte do Paços, que jogaram unicamente na exploração das costas do Rio Ave(contra ataque previsível, conhecendo o PEPA, e que quase dava resultado)eles temeram-nos, e usaram o risco zero, que lhes garantia pelo menos o "pontinho", por outro, este Rio Ave tinha que ter maior capacidade ofensiva, a pressão alta era fraca, raramente ganhamos a bola em zonas altas para depois conseguirmos finalizar, e o nosso bloco esteve demasiadas vezes baixo(estranho). Pior do que tudo  isto, pela primeira vez esta época vi “pontapé” para a frente, em desespero, principalmente na 1ª parte, como arma tática do nosso 1º momento de jogo, não contei as vezes, mas eu e o JPM reclamamos com esta situação pelo menos 3 vezes, resultado disto foi que passamos a entregar a bola ao adversário com muita facilidade, dai o equilíbrio estatístico na posse de bola, o que não é normal na nossa equipa. Pareceu-me que CC queria atacar a profundidade como estratégia para este jogo, que foi confundida com pontapé para a frente... a qualidade dos nossos passes em profundidade deixou muito a  desejar, a bola apenas entrou uma única vez na 1ª parte nessas condições e foi de facto quando obtivemos a melhor oportunidade para marcar.
Sem querer ser muito exaustivo, porque já muito se falou deste empate, apenas quero deixar a minha ideia, pareceu-me que sem o querer CC  alterou a nossa “Identidade” em função do adversário, e "comprou para este jogo os mesmos móveis de porcelana do Pepa", o que claramente limitou o nosso jogo, passamos a jogar como eles, e não o seu contrário. Neste jogo a equipa só ficou melhor, quando "colocamos os nossos moveis de “madeira” no sitio certo", na 2ª parte melhoramos bastante, mas não o suficiente para finalizar bem.
Foi pena que numa das últimas jogadas do encontro, não tenhamos faturado, seria obviamente tudo diferente, mas esta coisa de mudar a identidade seria sempre criticável, porque não gostei…acho que tememos o adversário em demasia e isso pode constatar-se  muito bem na TV, olhando atentamente  o posicionamento da equipa. Jogou encolhida em muitos momentos do jogo e sem qualquer capacidade de pressão em zonas altas do terreno, para além da dificuldade que a equipa teve  na ligação do seu jogo ofensivo, a bola não chegava aos decisores, e todos sabemos que Taremi não rende nada de costas para a Baliza... Enfim, quais as razões para isto? Dá outro post…pois neste especto, acho que os jogadores que estiveram bastante abaixo do exigível, tiveram 90% de responsabilidade.

Nota Final: Mister não tenha medo de abusar da nossa identidade, o mister já provou que ela é boa, constatamos é que por vezes esta não resulta.Acho que adianta perceber porquê que de vez em quando não resulta:
 
Temos posições ocupadas  com "moveis de porcelana"... e isso não é bom, traz sempre muita insegurança á equipa, torna-a bastante mais frágil,  talvez também alguns elementos da nossa equipa estejam abaixo do exigível (a paragem também pode explicar a falta de ritmo)... a questão é saber se temos outros em melhor nível...
 
Sorte para quarta feira!

Algumas ideias sobre o plantel

O Rio Ave não está - nesta fase - tão forte como todos gostariamos (e até falo mais em termos exibicionais do que de resultados) e ontem, a propósito do que disse Taremi, apontei aqui alguns dos motivos.
Mas há algo que deve ser acrescentado, sem prejuízo de um balanço mais definitivo daqui a algumas jornadas: o valor coletivo do plantel.
É verdade que há alguns jogadores que não estão a render o que sabem e podem mas, sejamos honestos, isso acontece em algum momento com todos os jogadores.
O problema é que o plantel parece não dar garantias em termos de alternativas a esses jogadores.
É como se tivessemos um bom onze, mas um banco com poucos recursos.
Além de Mané, quantos jogadores vemos que possam entrar e fazer a diferença?
Conseguirá Carvalhal potenciar melhor os jogadores disponíveis?


27.10.19

"Apenas falta mais confiança" (Taremi)

Mehdi Taremi dá hoje uma entrevista de duas páginas a O Jogo.
Uma análise interessante sobre a equipa e o Clube:
"O Rio Ave está entre as quatro ou cinco melhores [equipas portuguesas]. A verdade é que temos uma boa equipa, um bom treinador e excelentes condições. Penso que apenas falta mais confiança para estar num nível mais alto".

Numa frase, Taremi diz muito.
O Rio Ave tem jogadores de qualidade que estão a render menos do que se esperava. Nomes? Nuno Santos ou Diego Lopes, por exemplo. Filipe Augusto, Tarantini, Bruno Moreira e o próprio Taremi não estiveram ao seu nível em Paços de Ferreira.
Este não é o único 'problema' da equipa nesta altura (alguma instabilidade tática e o subrendimento de pelo três dos seis reforços também não ajudam), mas acredito que talvez seja o principal.

26.10.19

(0-0 em Paços de Ferreira) E não foi mau de todo...

Paços mais perigoso, acutilante e pressionante, Rio Ave mais desinspirado.
Primeira parte fraca da nossa equipa (primeiro ataque aos 8 minutos, primeira oportunidade aos 25m...).
Na segunda houve mais acerto e equilibrámos, mas sem dominar.
Nuno Santos teve o melhor lance do jogo, mas...
O empate é bom para nós, porque o Paços foi a equipa que mais fez para vencer.

Dito isto, alguma coisa está menos bem na nossa equipa.
Matheus fez muita falta (que diferença...) e continuamos mancos no lado direito (para que não haja dúvidas: para mim, a opção de Monte a lateral fragiliza a equipa).
Diego Lopes raramente veio buscar jogo para fazer a ligação entre setores. O Rio Ave procurava futebol direto (vertical) para o ataque, mas raramente corria bem.
Tarantini não conseguia, através dos passes, colar a equipa.
No ataque, desinspiração total (incluindo Taremi, que se voltou a lesionar), raramente a bola chegou a Bruno Moreira e quando chegou...
Melhor em campo: Aderllan, exibição irrepreensível.

Os três últimos jogos da nossa equipa, embora para competições diferentes, mostraram um Rio Ave mais frágil do que se espera.

25.10.19

(sub23: Rio Ave ,1 - Leixões, 1)

Só vi a última metade da segunda parte; falo por isso do que vi:
1) O Rio Ave fez mais do que suficiente para ganhar, perante uma equipa satisfeita com o empate e que na parte final raramente apareceu no ataque;
2) Apesar disso, há alguma falta de intensidade no futebol Rioavista; há vontade mas as pernas nem sempre respondem com aquela garra que caracteriza as equipas de Pedro Cunha;
3) Nuno Namora jogou a central e deu conta do recado.
(os manos jogaram juntos, há muito que não os via)

24.10.19

O efeito Taremi

Mehdi chegou ao Rio Ave e o seu efeito foi o de um furacão. A certo momento parecia que o Rio Ave se resumia a ser um “Mehdi + 10” tal a dependência que a equipa parecia ter do futebol prático e objectivo do avançado iraniano. Uma lesão veio serenar um pouco a euforia e reorganizar o colectivo dentro de campo.

Mas afinal, em termos práticos, qual a contribuição de Mehdi para estes 11 jogos do Rio Ave de 2019/2020?

Jogos: 7 (2 da Taça da Liga, 4 da Liga, 1 da Taça de Portugal; 4 fora e 3 em casa). Vencemos 4, empatámos 1 e perdemos 2;
Titular 3 vezes (2 Liga, 1 Taça da Liga);

Substituído na Liga contra o Aves;

4 vezes suplente utilizado (1 Taça da Liga, 2 vezes na Liga, 1 Taça de Portugal). Quando entrou estávamos a perder 2 jogos, a empatar 1 e a vencer 1. No final desses jogos perdemos 2 e vencemos 2. Foi em Condeixa que entrou com o jogo empatado, sendo que acabámos por vencer. No entanto só marcou 1 golo no encontro que já vencíamos (Oliveirense, Taça da Liga). Ainda assim não só o balanço de pontos é positivo, mas também o de golos. Depois de entrar em campo o Rio Ave marcou 3 golos e sofreu apenas 1;

Golos: 4 (1 Taça da Liga, 3 Liga);

Marcámos 12 golos enquanto esteve em campo nos 7 jogos em que participou. Nesses 7 encontros fizemos 16 golos no total (temos 23 marcados no total das 3 competições). Nunca marcámos golos depois de Mehdi ser substituído;

Com ele em campo sofremos 4 golos num total de 7 golos sofridos nas 7 partidas em que jogou (no total das 3 competições são 13 sofridos). Antes entrar como suplente utilizado sofremos 2 golos e depois de sair como titular substituído sofremos 1 golo.

23.10.19

Matheus Reis (e Pedro Amaral)

Quantos apostariam no início da época que Matheus Reis seria um dos indiscutíveis de CC?
De tal forma assim é que é um dos 20 jogadores de todo o campeonato com mais minutos (Filipe Augusto e Kieszek são os outros representantes do Rio Ave).
E a verdade é que Matheus secou um dos reforços, Pedro Amaral, que basicamente ainda não teve a sua chance.
Essa oportunidade pode estar mais perto: Matheus é um dos jogadores da Liga com mais amarelos (4), mais a expulsão na Taça.

(resta acrescentar que Matheus terminou a época passada na bancada, para onde foi remetido por Daniel Ramos: Afonso Figueiredo e Coentrão foram os titulares e nos últimos três jogos Matheus nem convocado foi).

22.10.19

Porque faz sentido falar agora de eleições

Em novembro do próximo ano teremos eleições.
Falta muito, eu sei, mas há duas razões que me levam a falar agora do assunto.
1) Os estatutos dizem que um sócio pode votar após um ano de quotas pagas. Espero que não esteja em preparação uma entrada massiva de sócios apenas para apoiar um determinado candidato, porque isso desvirtua a (minha) ideia de eleições. O Rio Ave tem mais de 4000 sócios, mas sabe-se que não votam mais de 200 ou 300 nas eleições. Vamos ficar atentos.
2) A nova bancada será a obra mais estrutural desde a construção do Estádio. Mas imaginemos que aparece um candidato a propor (explicando como) um estádio novo. Daqui a um ano será tarde. Falar agora seria mais sensato.


21.10.19

Diogo Figueiras

Dos seis reforços, há um que não aparece - mesmo neste jogo da Taça de Portugal (dos seis só falharam Kieszek e Aderllan, mas por opção do míster, que quis dar lugar a outros).
O outro que não esteve na Taça foi Diogo Figueiras, percebendo-se hoje que a titularidade frente ao Tondela foi um erro, com consequências, até, para o próprio jogador.
Em Condeixa, quando se admitia que fosse um jogo bom para Figueiras regressar, Carvalhal  optou por não apresentar lateral, pondo Mané a fazer a linha (honestamente, não me parece ter sido uma opção vencedora).
O que se passa com Figueiras, que nem no banco esteve, em Condeixa?

PS - curioso é que não joga Figueiras nem Costinha.

20.10.19

O difícil trabalho de Pedro Cunha

Basta estar na bancada para perceber que para muitos adeptos Pedro Cunha não está no top da popularidade.
Respeito, mas, sinceramente, não percebo.
E tenho dificuldades em aceitar.
Não quero falar do passado, porque há milhares de treinadores que saíram dos seus clubes depois de terem feito coisas brilhantes (basta um mau início de época...), falo por isso do presente.
Tenho para mim que esta é a época mais difícil de sempre desde que Pedro Cunha é nosso treinador, mais difícil ainda do que liderar a equipa na distrital da AFPorto (onde se sabia que não podiamos subir de divisão).
O problema da equipa, como se viu mais uma vez na primeira parte do último jogo, não é de falta de qualidade no plantel mas provavelmente de falta de 'ambição' dos jogadores.
Quantos acreditam que podem chegar realmente à primeira equipa do Rio Ave?
Ainda mais significativo, depois do que aconteceu este verão com as não-saídas de Jaime, Tiago Pinto, Schutte, Leandro, entre outros: quantos acreditam realmente que podem vir a fazer uma carreira profissional [ou seja, falo de crise de autoconfiança de vários jogadores]?
Um exemplo: Carlos Alves foi considerado o segundo melhor guarda-redes da Liga Revelação e (a menos que me escape alguma coisa) não arranjou um clube da segunda liga ou do Campeonato de Portugal, ele que tanto precisa de jogar com regularidade a outro nível (podia falar de outros, como Tiago André).
É contra tudo isto que Pedro Cunha tem todos os dias que lutar.
Contrariar o 'destino' e puxar pelos miúdos, fazê-los sonhar que é sempre possível e que depende muito deles.
Não vejo outro treinador que pudesse fazer melhor neste contexto difícil. E, com tudo isto, o Rio Ave é quarto classificado, embora a 12 pontos do primeiro.
(foto: Facebook Rio Ave FC)


19.10.19

(Taça de Portugal: 0-1 em Condeixa) Foi mais frango assado do que leitão...

Ganhámos, era o mais importante, está tudo dito, venha o próximo adversário.

(ainda estão aí?)
Mas dizer apenas isto é pouco, como pouco foi o futebol do Rio Ave.
Ganhámos, fomos a melhor equipa, mas sofremos perante um adversário da terceira divisão e que está nos últimos lugares do seu campeonato.
Ao contrário do que foi dito, Carvalhal não apresentou o melhor onze (o melhor onze do Rio Ave tem de ter Filipe Augusto), mas não o critico por dar oportunidades a outros. É verdade que jogadores como Jambor (tão intranquilo, tantos passes falhados no final) ou Piazon estiveram abaixo do que se espera, mas não foram só eles.
O míster já disse que houve problemas com os três avançados, mas qualquer Rioavista esperava mais.
Afinal o sintético foi o maior problema?

Uma nota final para o sistema tático; Carvalhal voltou a jogar com três defesas, sem lado direito e com dois defesas esquerdos.
O míster sabe muito da bola, mas não me parece que tenha resultado.
(o cruzamento de Mané, uma das raras  coisas boas deste jogo; foto: Facebook Rio Ave FC)


18.10.19

Liga Revelação: Rio Ave vence 2-1 o Portimonense

Uma vitória muito sofrida, conseguida já no final dos descontos (Leandro falhou uma grande penalidade mas Hugo Pinho emendou para o fundo da baliza), mas que premeia o querer da equipa, sobretudo na segunda parte.
O Portimonense é uma boa equipa, com elementos de valor, e vendeu cara a derrota.
A vitória caiu para o lado de quem mais a procurou.

A primeira parte foi muito dividida e o adversário mostrou-se mais atrevido e assertivo.
O nosso meio campo esteve desinspirado (Diogo Teixeira claramente uns furos abaixo do que pode e sabe) e não é por acaso que Pedro Cunha mudou os três titulares em quatro substituições.
Na primeira parte apenas Bruninho criava perigo, mas acabou por ser o primeiro a sair (deixando em campo Furtado, por exemplo).
Na segunda parte, houve mais garra e isso fez a diferença.
Melhor em campo: Tiago André (não é o mesmo Tiago André da época passada, mas se a equipa tivesse, vá lá, metade da sua garra seriamos sempre mais fortes)

Três jogos de preparação (dois empates e uma vitória)

Nesta longa paragem competitiva (que só não foi maior, porque tivemos Taça da Liga), o Rio Ave fez três jogos de preparação.

Começou por empatar a 4 golos em Famalicão (Matheus Reis, Carlos Mané, Ronan e Nuno Santos apontaram os golos), num jogo que marcou o regresso de Joca à competição e que pemitiu a Junio Rocha voltar à linha direita (Figueiras foi suplente).

No dia seguinte recebemos o Feirense. Carvalhal chamou ao onze os jogadores menos utilizados e houve ainda alguns sub23 na equipa. 1-1 final, com Bruno Moreira a marcar o nosso golo {os três jogos foram à porta fechada, mas deste ainda houve menos informação).

Finalmente na passada quarta-feira fomos vencer o FC Vizela por 3-0. Mais uma vez, um misto de jogadores menos utilizados com alguns dos sub23 (o site fala no defesa João Pedro e nos médios Leandro e Rúben Gonçalves). Ronan marcou os 3 golos, com duas assistências de Lucas Piazon (Tarantini fez a outra).
(Ronan, 2 jogos, quatro golos)

17.10.19

O impressionante Tarantini


O nosso capitão pode até nem ser o jogador em maior destaque neste início de época, mas aquilo que ainda vai fazendo impressiona-me.

Há poucos dias Tarantini fez 36 anos, mas continua a ser figura de proa deste Rio Ave de 2019/2020. Está connosco há 12 anos, soma 382 jogos e 35 golos. Só não marcou golos em 2011/2012.

Hoje por hoje é o segundo mais utilizado, esteve em todos os jogos e é o 4º melhor marcador. Já se começou a tratar da renovação de contrato?

16.10.19

Mais eficazes e menos faltosos

Os 10 jogos até agora disputados foram todos organizados pela Liga de Clubes. A Liga no seu site divulga sempre as fichas dos jogos e partilha alguns dados estatísticos dos jogos. Compilados esses dados temos que:
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- temos mais posse de bola, rematamos mais vezes que os adversários e somos mais eficazes;
- ficamos a perder no número de cantos conquistados. Neste particular tem grande influência o jogo da Taça da Liga em Alvalade onde não conquistámos nenhum canto e o Sporting 9. Ainda assim, vencemos esse jogo.

Disciplinarmente também somos mais certinhos:


menos faltas e menos cartões, sejam eles de que cor forem.

15.10.19

Golos para muitos gostos.

Mas não para todos.
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- 8 jogadores a marcar golos. Talvez Filipe Augusto seja presença surpreendente, mas como só marca de penalty e já tivemos 6 a favor, 5 batidos por ele, o facto está explicado. De resto, tivesse marcado o que falhou nas Aves e era líder isolado dos marcadores;

- 12 golos de pé esquerdo; vale o que vale, mas também se explica porque 4 desses são de penalty e marcados pelo canhoto Filipe Augusto; de cabeça somos deficitários e temos alguns dos atletas mais altos da Liga Nos;

- a grande maioria dos golos acontecem em situações de bola corrida. Mas em situações de bola parada também estamos melhores que os adversários pelo elevado número de penalties a favor de que já beneficiámos. Em livres directos temos muito espaço para melhorar. No ano passado tínhamos Schmidt e Galeno como especialistas, mas este ano parece não haver quem possa fazer a diferença nesse aspecto;

- marcámos o mesmo número de golos nas primeiras e nas segundas partes (11), mas é nas segundas que mais sofremos (7 contra 6 das primeiras partes);

- nos intervalos de tempo em que dividimos os jogos, o Rio Ave só ainda não marcou entre o 10º e 20º minuto das primeiras partes.

14.10.19

A Taça de Portugal - Acesso Directo à Liga Europa


Depois de Carlos Carvalhal não ter feito grandes poupanças na Taça da Liga, porque acredita que após ter ganho em Alvalade pode muito bem passar o grupo, muito menos, na minha modesta opinião, não deveria fazer poupanças na Taça de Portugal, mesmo o adversário sendo de um escalão inferior.

A Taça de Portugal garante ao vencedor uma entrada directa na Liga Europa, além do maior mérito que é vencer a 2ª maior competição nacional.
Como tal creio que é importante passar a mensagem aos jogadores de que a competição é para vencer e que pode garantir um objectivo de época: as competições europeias.

Como tal, espero que Carvalhal faça alinhar um 11 com os 8 ou 9 jogadores mais utilizados até ao momento. Vai jogar Paulo Vitor, mas acho que até deveria ser Pawel, para que todo o grupo sinta que esta competição é prioritária.

No fundo, em termos práticos, é melhor ganhar a Taça de Portugal, do que ficar em 3º na Liga NOS.

Há jogos com espaços de 3 dias a seguir? Então que se poupem os jogadores, se houver necessidade disso, no campeonato.

Taça de Portugal: jogo é sábado às 11h15

Motivo: o jogo vai ser transmitido em direto pelo canal 11. Será a nossa estreia nesse canal.
O último de manhã foi há 3 anos, quando recebemos o Estoril.
E há aquela vitória na Póvoa em 2007. Grande Keita!

As escolhas do treinador

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Sejam os motivos quais foram, o gráfico de utilizações dos atletas do Rio Ave nos 10 jogos já disputados é como está acima representado. No total, já jogaram 21 atletas.

Temos 4 atletas que estiveram nos 10 jogos: Filipe Augusto, Tarantini, Bruno Moreira e Mané. No entanto, nenhum deles é totalista em termos de minutos. Curiosamente, Mané é apenas 11º no que toca a tempo total de utilização. Já Matheus Reis que falhou 1 jogo é o 3º no tempo de utilização. Ronan, por exemplo, esteve também em 9 jogos, mas é apenas 18º no que toca a minutos somados.

As mudanças no eixo na nossa defesa ficam bem ilustradas neste gráfico: o central mais utilizado é Monte que até tem jogado a lateral direito e é apenas o 5º mais utilizado. A dupla de centrais mais usada (5 vezes), Borevkovic - Aderlan, ocupam 9º e 10º lugar respectivamente. E já que falamos em centrais, foram 4 duplas diferentes (Monte - Messias, Borevkovic - Aderlan, Borevkovic - Messias, Monte - Aderlan) já utilizadas e até já usámos um trio (vitória em Alvalade para a Taça da Liga).

Nos 10 jogos já houve 8 combinações iniciais diferentes. As repetições do onze de entrada em jogo aconteceram na Liga quando em Alvalade repetimos o 11 que venceu o Aves em casa e de novo na Liga quando ao recebermos o Porto repetimos o 11 que tinha vencido na jornada anterior o Belenenses.

Os jogadores mais vezes substituídos são Diego e Bruno Moreira, 6 vezes cada um, sendo que Bruno foi 5 vezes o último jogador a ser substituído. Já o suplente mais vezes utilizado foi Ronan, 8 vezes. Como já se referiu, Ronan jogou 9 vezes e da única vez que foi titular também foi substituído.

Por utilizar 5 atletas: o lesionado Nadjack, Joca, Vitó, Costinha e Carlos Alves.

13.10.19

10 jogos, 5 vitórias

Até esta atipicamente prolongada pausa competitiva, o Rio Ave fez 10 jogos. Foram 7 para a Liga e 3 para a Taça da Liga, 5 foram em casa e a outra metade fora.

O balanço é de 5 vitórias, 2 empates e 3 derrotas.

Os jogos fora de casa apresentam um saldo melhor que os jogos em casa. Temos 3 vitórias fora e apenas 2 em casa e perdemos 2 jogos entre portas e apenas 1 fora. Empate nos empates, 1 fora e 1 em casa.

No que toca a golos, os totais são de 22 marcados e 13 sofridos. Nos marcados, 14 são em casa. As goleadas a UD Oliveirense (6-1) e Aves (5-1) são a fatia de leão do desempenho ofensivo. Depois desses jogos, que até foram os primeiros em casa esta temporada, a equipa sofreu uma quebra e empatou o jogo seguinte com o Guimarães e perdeu surpreendentemente com Tondela e depois com o Porto.

Também nos golos sofridos o factor casa também é o que mais pesa. 8 dos 13 golos foram encaixados em Vila do Conde. 

12.10.19

Futsal: Rio Ave vence 9-2 o Póvoa Futsal

Perante aquela que será a equipa mais fraca da série (o Póvoa estava na 3ª e foi convidado, à última da hora, a subir à segunda, pela desistência dos Pinheirenses), o Rio Ave cumpriu.
Marcou 9 e falhou outros tantos.
Cumpriu com distinção, mas - repito - o adversário é mesmo fraco (a quantidade de bolas perdidas pelo Póvoa não é normal).
Dos jogadores novos, destaco o nº 9, João Miguel. Parece ter muita qualidade.
Grande apoio no Pavilhão. Goleada da claque.

Renumeração - o que se passa?

Sou só eu que acha que é tempo de mais?
Um processo que decorreu durante o mês e julho não deveria já estar pronto?

(estamos num ciclo vicioso, que - penso - não interessa a ninguém: o Clube só dirá alguma coisa quando tudo estiver pronto, nem que demore meses; os sócios já se habituaram a não ser informados sobre o que se passa e encolhem os ombros; o Clube, porque também ninguém se mexe, faz as coisas como continua a fazer; e assim sucessivamente... )

11.10.19

Projeto 'Rio Ave - Vila do Conde'

O Rio Ave tem apresentado várias parcerias na área social.
Embora umas pareçam mais consequentes do que outras, a preocupação merece nota positiva.
Falo do assunto porque, em alternativa, faltam iniciativas que aproximem o Rio Ave e Vila do Conde.
Uma coisa (o social) não impede nem substitui a outra, mas, pelo menos para mim, é como se o Clube tivesse deixado de considerar essa tarefa prioritária (a abertura de escolas nas freguesias é positiva, mas insuficiente).
E essa missão devia ser essencial, devia estar na primeira linha.
A questão das escolas é difícil de contornar? Ok, vamos procurar alternativas.
Vamos sobretudo criar Rioavismo nos jovens.

10.10.19

Dois jogadores que se apagaram

A equipa principal do Rio Ave tem sido marcada por uma grande estabilidade.
Apenas um lesionado (Taremi), tem permitido a CC basicamente jogar sempre com os mesmos - apesar dos 21 jogadores já utilizados.
Há, contudo, dois jogadores que foram aposta no início e que se apagaram.
Um é Junio.
Carvalhal acha que ele não cumpre todos os objetivos que um lateral direito deve ter e foi em busca de alternativas (Monte e Figueiras).
Mais recentemente, Junio apareceu a jogar a central e o míster disse que tem trabalhado essa posição, no sentido de ganhar mais um central e 'perder' um lateral. Faz sentido.

O outro é Gabriel.
Foi três vezes titular e nesses três jogos não mostrou nada de positivo.
Mais recentemente até deixou de ser convocado (frente ao FC Porto e em Portimão)
Talvez seja muito radical, mas acho que fazia sentido emprestar Gabriel em janeiro. O jogador precisa de sair, de se libertar da 'carga negativa' que tem estado associada à sua ligação ao Rio Ave (jogador mais caro...) e de mostrar o valor. Era bom que o fizesse cá, mas, se não dá, que o faça fora e volte cheio de força para cumprir os dois anos de contrato.

9.10.19

Análise aos reforços: um top, três boas contratações e três dúvidas

Top:
Mehdi Taremi: craque. Um jogador que podia jogar em qualquer equipa em Portugal (não estou a dizer que seria titular de caras mas que podia fazer parte do plantel de Benfica ou FC Porto, por exemplo; no Sporting seria indiscutível). Já mostrou muito, mas ainda vai mostrar mais.

Boas contratações:
Aderllan Santos. É o patrão da defesa, para Carvalhal. Forte nas antecipações, menos presente nos duelos aéreos. Ainda não o vimos aparecer na área adversária.
Pawel Kieszek. Por duas vezes já deixou a sua marca. Parece estar abaixo de Léo e de outros grandes guarda-redes que passaram por Vila do Conde.
Carlos Mané. Começou fora de forma, mas já está a mostrar muito do que pode e sabe fazer. No drible curto e nos duelos individuais é um dos mais fortes do campeonato português;

Dúvidas:
Pedro Amaral: só fez um jogo. É muito pouco. Matheus Reis está em excelente forma e isso não o tem ajudado.
Diogo Figueiras: estreia a titular para esquecer. Tem estado a ganhar ritmo de jogo (até foi aos sub23), mas nesta altura está longe de convencer, inclusivamente sobre a necessidade de contratar um quarto lateral direito (que tem sido Monte).
Lucas Piazon: já fez vários jogos, ainda que incompletos, mas não conseguir perceber o seu valor. É a maior incógnita.