11.12.18

O mistério Dala

Já não há dúvidas: Dala apenas joga em duas posições: a ponta de lança ou a médio criativo.
Como Vinicius e Diego são, respetivamente, opções prioritárias, Dala está condenado a ser suplente ou ou a jogar em caso de indisponibilidade dos titulares.
Se José Gomes não o usa como extremo - e está visto que não usa, Murilo entrou primeiro do que Dala, ontem - é porque não vê características adequadas.
Mas se é assim, Dala tem de ter a noção de que isso é e será prejudicial para a sua evolução como jogador.
Eu, que sou fã de Dala, gostava de o ver mais em campo. Por exemplo, a extremo.


10.12.18

"Temos de refletir" - José Gomes

"Quando sofrermos golos não é a defesa, nem o guarda-redes. É a equipa. Temos de ser mais prudentes. Efetivamente estes erros contra adversários fortes com o Vitória de Guimarães pagam-se com pontos. Temos de refletir," disse José Gomes no final.
Concordo (quase) a 100 por cento.
As duas grandes penalidades são parvas, sobretudo a segunda, tal a ingenuidade do nosso central.
E esta época já sofremos várias grandes penalidades de forma igualmente parva (as duas de Nadjack, por exemplo).
O que se sente é que há duas equipas: do meio campo para a frente e do meio campo para trás. Parece claro que a desproporção qualitativa é evidente.
Estamos há quatro jogos sem ganhar, a partida contra o Belenenses tornou-se uma 'final'...
(foto: Rio Ave FC)

PS1 - Na análise ao jogo feita pelo míster falta uma referência à primeira parte, que foi realmente muito fraca. Tivemos uma oportunidade de golo em 45 minutos. Eu cito José Gomes: "temos de refletir"...
PS2 - acreditei no que disse a Sportv sobre o livre que deu o terceiro golo. Mas não estou convencido

9.12.18

(derrota 3-2 em Guimarães) Com uma defesa assim não vamos lá

1) Primeira parte só comparável com o que fizemos frente ao Feirense e em Tondela. Erros sucessivos, perdas de bola, desinspiração coletiva.
2) Dois penalties infantis (Buatu e sobretudo Toni B) deitaram tudo a perder.
3) Primeira parte: uma oportunidade, um golo, para nós (jogada de Coentrão, penalti de Vinicius). Foi tudo tão mau que até Leo Jardim dá um frango na defesa da segunda grande penalidade!
4) Na segunda parte tudo diferente. Grande qualidade e grande dinâmica. Empatámos (grande golo de Gabriel) e tivemos mais três oportunidades.
5) Gabriel saiu para entrar Galeno (problemas físicos de Galeno para ser suplente?) e coincidência  a equipa perdeu fulgor.
6) O Guimarães marca em mais uma azelhice da defesa, depois de um 'erro' de Diego Lopes que faz uma falta displicente e azarada.
7) Melhor em campo: Vinicius (e não é pelo golo).

Em resumo: o empate seria mais justo, mas a cometer erros assim não vamos lá. É preciso procurar alternativas, sobretudo dentro do plantel.

(Coentrão foi o capitão de equipa)

O melhor jogador da Liga vai decidir logo?

Grande exibição de Galeno logo em Guimarães, de modo a consolidar um lugar perseguido por muitos (e mais difícil de atingir para um jogador que não alinha nos três ditos...)
(A Bola de sexta-feira)
(imaginando que Galeno poderia ter ficado no FC Porto, estaria neste lugar nesta altura???)

8.12.18

A "Liga da verdade"

O Record mantém há muitos anos uma rubrica chamada 'Liga da verdade', que reflete os pontos que cada equipa poderia ter sem erros graves de arbitragem.
A coisa não se pode levar completamente a sério, porque eles dão como certo que um penalti não assinalado seria convertido e que essa equipa iria vencer o jogo, mas no caso atual o quadro deve merecer atenção: há uma evidente desproporção entre o que se passa com o Rio Ave e todas as outras equipas (e nesta Liga da verdade não está, por exemplo, a importante expulsão de Nadjack nas Aves, que pode ter determinado a derrota)

Natal no Dragão, desta vez sem férias...

Próximos jogos do Rio Ave, com a curiosidade da 14ª jornada, no Dragão, ser na véspera de Natal, quatro dias depois da viagem até Alvalade para o jogo da Taça de Portugal:

19º jogo 9/12 (17h30) Guimarães - Rio Ave (12j)

20º 16/12  (15h) Rio Ave- Belenenses (13j)

21º 19/12 (19h30) Sporting- Rio Ave (Taça de Portugal), 4ª feira

22º 23/12 (15h) - FC Porto - Rio Ave (14j)

23º 28/12 TdL: Rio Ave - Paços de Ferreira

7.12.18

Porque não Costinha e Tiago André na equipa principal?

É fácil estar do lado de fora e mandar umas bocas.
Mas ser fácil não significa estar errado ou ser irresponsável.
Foram os adeptos que 'pediram' Jambor e Schmidt na equipa, antes por exemplo do treinador assim o decidir.
No contexto atual, em que é unânime que estão na defesa os principais problemas da equipa, utilizar Costinha e Tiago André na equipa principal parece uma decisão evidente - e nem é uma questão de idade; junio tem 21 anos, tal como Tiago André!
Na próxima época?
Ok, mas parece-me que ficariamos melhor se isso acontecesse ainda em 2018/19.
(a equipa sub23 voltou a perder pontos; mais um jogo em que fica a sensação de que podiamos e deviamos fazer mais e melhor.)

PS  - estamos em dezembro; Nuno Santos e Joca estão (quase) de regresso. Murilo já regressou. Há excesso de elementos no plantel. Parece-me óbvio fazer alguns acertos, com (pelo menos) alguns empréstimos.

6.12.18

Tiago André marca golo de génio frente ao Belenenses (com o vídeo)

Génio - é a palavra certa para descrever a bicicleta de Tiago André há pouco no nosso Estádio (jogo sub23 frente ao Belenenses).
À atenção de José Gomes - e não só!
(no final: 1-1)

A nova Liga Europa é vantajosa?

O Presidente do Rio Ave tem dúvidas.
Para ler em O Jogo de ontem

5.12.18

Ainda a derrota frente ao Sporting (faltas e arbitragem)

José Gomes explicou a derrota, pelo menos parcialmente, com dois erros da arbitragem. Penso que exagerou. São lances que podem gerar dúvida, mas não se pode dizer que foram erros grosseiros, como os registados nas anteriores jornadas.
É preciso gerir os argumentos e as emoções, para não perdermos a razão quando a tivermos.
O que houve, agora a frio, foi uma evidente falta de andamento da nossa equipa, na primeira parte, relativamente à pressão e velocidade do adversário.
Cada vez que a bola chegava à nossa área era um-deus-me-livre. Cada canto parecia uma grande penalidade, tal a probabilidade do golo acontecer.
Se calhar é inevitável, por isso é que eles são o Sporting e nós o Rio Ave.
Mas custa-me perceber porque fazemos tão poucas faltas, sobretudo quando é preciso parar o adversário.
Chegámos ao fim do jogo com 11 faltas cometidas, contra quase 30 do adversário.
(foto: Rio Ave FC)

4.12.18

Coentrão - capitão: e agora, Presidente? (ATUAL.x2)

A Direção do nosso Clube terá certamente outras formas de recolher as sensibilidades dos sócios e adeptos, mas o Facebook é hoje um tribunal que não se pode ignorar.
Na nossa página e noutras de adeptos Riovistas há um sentimento generalizado de rejeição do que foi dito por Fábio Coentrão, no final do jogo.

Acredito, pois, que a Direção não irá ignorar esse sentimento generalizado.
Se não nos dermos ao respeito, quem nos respeitará?
Se este caso for ignorado, dificilmente poderemos exigir respeito daqui para a frente.
Ou iremos ignorar apenas porque foi dito por um dos melhores jogadores?
O Clube está acima de tudo e de todos.
Coentrão deve um pedido de desculpas aos adeptos e aos colegas de equipa.
E deve deixar de ser capitão da equipa.
Posto isto, a vida segue, o jogador ainda nos dará muitas alegrias e evidentemente ninguém obrigará Coentrão a deixar de ser sportinguista.
Só se lhe pede mais contenção enquanto estiver de caravela ao peito!

ATUALizado a 5/12: "Se há clube que eu amo desde que nasci, e nunca saiu do meu coração, é o Rio Ave. Tanto assim é que todas as pessoas que me são próximas sabem que eu, para ir para o Rio Ave, perdi muito, muito dinheiro. Se alguém faz isto para jogar no Rio Ave, é sinal que tem de gostar do clube. Está na cara, nem tem discussão. Acho que é perfeitamente normal cada um de nós ter um clube da terra e gostar de um grande. Quando falei do Sporting, estava a referir-me a isso, nunca metendo em causa o amor que tenho pelo Rio Ave. Isso seria impossível." (Record)

ATualizo a 5/12 ( O Jogo de hoje)

Tochas ...

Perante um adversário cheio de confiança o Rio Ave apresentou-se em campo com apenas um jogador português. Fábio Coentrão. Curiosamente formado nas camadas jovens do Rio Ave (há mais de dez anos). E terminou-o também com apenas um português (Moreira). E durante o jogo nunca teve dois portugueses em campo.
Praticamente entrou a perder, conseguiu empatar (com um golo fruto de um livre magistralmente executado) e quando o jogo parecia estar equilibrado, sofremos um golo (mérito do ataque contrário, mas com uma clara falta de atenção ao ponta de lança) e não tivemos capacidade de reação. O terceiro golo, de excelente execução - diga-se em abono da verdade - e sem hipóteses de defesa, matou o jogo.
A verdade é que o Rio Ave não conseguiu criar grandes oportunidades de golo, pouco se acercando da baliza contrária, muito por mérito do SCP. 
Para nós adeptos do Rio Ave fica-nos na retina o golo do brasileiro J. Schmidt.
Com esta derrota passamos para o sexto lugar com o mesmo número de pontos do V. Guimarães.
Felizmente não foram arremessadas tochas para o interior do recinto do jogo. O comportamento do público, em geral, foi positivo com uma ou outra provocação (no final do jogo) a jogadores do SCP. O que é de realçar num momento de muitos nervos à flor da pele.

Fábio não tem condições para continuar a ser o capitão do Rio Ave

Fábio Coentrão - um jogador já aqui elogiado dezenas de vezes esta época - tem todo o direito de ser sportinguista; nem é novidade, sabe-se que assim é, disse-o várias vezes.
Mas ontem fê-lo com a braçadeira do nosso Clube. ("agora posso dizer à boca cheia que o meu clube é o Sporting. Tenho de estar grato a estes adeptos, que no ano passado me receberam de braços aberto").
E isso não faz qualquer sentido.
Do meu ponto de vista desrespeitou os Rioavistas.
Continuo a admirar as suas qualidades como jogador e sinto-me grato por ter escolhido o Rio Ave esta época.
Mas depois do que escrevi a semana passada, para ser coerente, não posso deixar de afirmar: Coentrão não tem condições para continuar a ser o capitão de equipa.

3.12.18

(1-3 para o Sporting) Schmidt não merecia

No final do jogo José Gomes referiu-se a dois pormenores que, relacionados com a arbitragem, podem ter decidido o jogo a favor do Sporting. Deixo para amanhã essa análise.
Parece-me que o Sporting ganhou porque foi melhor.
Uma entrada muito forte, que deixou a nossa equipa com dificuldades de reação, foi decisiva para o Sporting se destacar. Ainda empatámos mas o Sporting foi melhor na primeira.
Na segunda estávamos a ser melhores, até Jovane Cabral marcar o golo da noite. E aí acabou o jogo (ainda vimos um candidato ao título a queimar tempo em Vila do Conde).
Em noite desinspirada de Coentrão e Galeno, quero destacar a exibição de Schmidt. E não é apenas pelo golo que marcou. Foi gigante a defender e a atacar. Brilhante.

Esta equipa de Keizer é mais ofensiva.

O Rio Ave não é certamente  o Qarabag, tem melhor equipa, digo eu.
Mas depois de ver este Sporting frente ao Qarabag, deu para perceber que KEIZER mudou muita coisa, e é muito mais ofensivo.
Pontos fortes:
Sistema de jogo, mudou para 4-3-3, onde se realça Gudelj como único médio a jogar a frente dos centrais, o Sporting abandonou o duplo pivô, quando é preciso mais gente no meio campo, é Bruno Fernandes quem baixa para junto de Gudelj.
Entrada de Wendel, parece de facto um jogador superlativo, e que pode fazer a diferença, é rápido, e tem características que se encaixam num futebol de transições rápidas.
Futebol a 2 toques, no jogo com o Qarabag percebeu-se que apenas Nani, e Bruno Fernandes, davam mais que 2 toques na bola, os outros apenas davam 1 ou 2 toques. Isso normalmente transforma o jogo num jogo muito rápido(estilo holandês), mas também obriga  os jogadores a correrem muito mais para darem linhas de passe. Isso pode provocar um desgaste maior na equipa.
Foram pelo menos 3 os golos em que o Sporting colocou 6 jogadores em zona de finalização.
Muitos golos, concretização acima da média, mesmo percebendo que este Qarabag é muito fraquinho.
Pontos fracos:
Este sistema de jogo, pode funcionar bem com clubes mais pequenos, mas se o Sporting defrontar uma equipa que consiga explorar bem as costas da sua defesa em velocidade pode ser um problema. Vi muitas vezes um espaço muito grande entre os médios do Sporting e a sua defesa, esta situação pode render muitos calafrios ao Sporting esta noite, se o Rio Ave as souber aproveitar. O sistema de jogo provoca grande desgaste na equipa, principalmente nos médios de transição  (Bruno fernandes e Wendel).
Diaby, dos novos que entraram, como ala não gostei, mas como ponta de lança marcou 2 golos, após a saída de Bas Dost!
O lado direito da defesa, Bruno Gaspar  parece-me ainda muito verde, acredito que Galeno esta noite lhe vai fazer a vida difícil.

Ficam as perguntas:
- Quem vai ceder em termos táticos, o Rio Ave, vai abandonar o duplo pivô, invertendo o triângulo do meio campo fazendo subir Jambor,  ou o Sporting vai jogar com Bruno Fernandes  mais recuado, mais próximo de Gudelj? 
- E quem vai jogar a ponta de lança no Rio Ave? Dala ou Vinicius? Acho que este jogo tem as características ideais para DALA... A ver vamos! CORREÇÂO: Dala não piode jogar por estar emprestado pelo Sporting

Uma coisa me parece certa, o jogo vai ter golos, o Rio Ave é por natureza uma equipa ofensiva, e não me parece que este Sporting depois de saber dos resultados do fim de semana queira perder pontos em Vila do Conde, logo terá que marcar.
O jogo vai ser difícil para ambas as equipas, o Rio Ave quer ganhar porque foi alcançado pelo Guimarães, e por isso quer voltar a isolar-se no quinto lugar, e o Sporting porque quer voltar ao 2º lugar. Esperemos que seja um bom jogo e que o nosso Rio Ave ganhe!

Felicidade e dinheiro (Coentrão e Marcelo)

Coentrão deixou Alvalade, veio para Vila do Conde para ser feliz (e ganhar muito menos dinheiro*).
Acho que fez uma boa opção. Ainda vai ter várias alegrias, mas já mostrou que está em forma.
Em sentido contrário, Marcelo deixou Vila do Conde e foi para Alvalade, para ser feliz e ganhar mais.
Está a ganhar mais, mas a época tem sido uma desilusão.
Eu, como muitos Rioavistas, sou um fã de Marcelo. E fico triste com o que lhe está a acontecer, muito mais porque já saíram várias notícias a dizer que será dispensado (e nem foi inscrito na Liga Europa).
Em resumo: o dinheiro não traz felicidade! Vila do Conde, sim!

* garantem-me que Coentrão nem é dos jogadores mais bem pagos do plantel!

2.12.18

Resultado Final: Rio Ave FC 4-0 Sporting CP

Dos jogos grandes em Vila do Conde nos últimos 20 anos, uma das vitórias do Rio Ave sobre o Sporting que mais saboreei, foi sem dúvida, os 4-0 de 2003/2004, eu costumo apelidar esse jogo de: os 4-0 de EVANDRO,  2 golos e 2 assistências. Foi sem dúvida épico, foi o jogo que me fez perceber a qualidade do futebol de Evandro, a sua exibição, é, e será sempre um orgulho para todos nós. Perceber quanto era bom este jogador, como foi possível que nenhum “grande”, não tivesse olhado para ele com outra visão, Evandro, é mais um dos jogadores de grande quilate que passou ao lado de uma carreira no Porto, Sporting ou Benfica, tinha qualidade para isso. Sorte a nossa, isso não aconteceu e ele tornou-se num dos históricos do nosso clube. Este jogo quanto a mim, foi talvez o seu expoente máximo, foi talvez a sua melhor, e maior exibição no Rio Ave(que me lembre), teve outras muito boas, mas esta ficou-me gravada para sempre, eu estava lá a fazer os comentários para a Linear,  esta é daquelas que nunca mais se vai da memória, e volta sempre à nossa cabeça. Para além de Evandro, Jogadores tais como, Franco, Valente,  Vandinho, Miguelito, Gama, Zé Gomes, Jaime ou Niquinha dizimaram este  Sporting de Fernando Santos ainda na 1ª parte (3-0). Muitos recordam Evandro, como herói da Feira, mas Evandro foi muito mais do que esse jogo na Feira, foi nosso durante 10 anos, e também o Homem dos 4-0 ao Sporting.
O Rio Ave de Carlos Brito, acabaria o campeonato em 7º com os mesmos pontos do 6º, o 6º lugar nesse ano deu a Europa ao Marítimo. Muito mais que treinador, acho que nesse ano tínhamos era uma grande equipa, acho que nesse ano levamos uma dose muito grande de humildade por parte de Carlos Brito, e acabamos por não conseguir o grande objetivo do último terço desse campeonato, a Europa, e eu acho que perdemos esse lugar por culpa do Treinador…Mas isso fica para uma outra altura.Para amanhã não peço os 4-0, seria, um sonho… Eu sei que este ano também temos uma grande equipa, que o nosso treinador injetou desde o inicio do campeonato, muita ambição, que a equipa tem correspondido ás expectativas e tem-se mantido nos cinco 1ºs lugares, mas para continuarmos esta caminhada, de facto precisamos vencer, precisamos de voltar a vencer, nesta jornada, equipas como Moreirense e Guimarães, se vencerem podem alcançar-nos na tabela classificativa, a par disso, os nossos 2 últimos  resultados são menos positivos, (derrota frente ao Aves, e empate com  o Nacional em casa), e por consequência precisamos de repor os níveis de confiança.
Precisamos da vitória, 1-0 pode ser o resultado final… Com um jogo épico para Galeno, é o meu vaticínio!

(Fotos RioAve FC)

1.12.18

A 1ª vez que ganhamos ao Sporting! 1984



Para muitos 1984 é um ano longínquo, e na verdade é, mas para mim parece que foi ontem, eu tinha 17 anos, era Júnior do Rio Ave, que orgulho, que honra, que memórias eu trago desses tempos…
A 1ª vez que o RAFC ganhou ao Sporting, eu estava lá, no 10º degrau a contar de cima, na chamada curva do estádio da avenida, alguns saberão do que falo, outros terão que ver imagens ou vídeos do antigo estádio para perceberem aquele ambiente. Era de loucos, não cabia nem mais um, cheio, a abarrotar, víamos o futebol de pé, e à chuva, às vezes quando chegávamos atrasados, e não conseguíamos chegar ao 10º degrau, ficávamos mais abaixo, junto à rede... Hoje digo que imprudência, que perigo, impossível aos dias de hoje… ao mínimo desacato, morríamos esmagados pelo movimento das massas. Mas o que mais me tocou foi ver aquela equipa do Sporting, de Manuel Fernandes, Jordão e Paulo Futre perder com o meu Rio Ave pela 1ª vez (Felix Mourinho era o treinador), que alegria, orgulho, lembro-me bem desse golo de N’habola a cruzamento de Casaca, lembro-me sempre da alegria desse golo, o que saltamos, o que gritamos, o que festejamos.
Estávamos talvez uns 15 jogadores e ex-jogadores das camadas jovens(talvez mais), para nós, eles(Quim, Duarte, Casaca,  N´habola, Pires Adérito, Alfredo ou Brito entre muitos outros) eram os nosso ídolos, eram os seniores que de vez em quando nos "deixavam" treinar com eles, ou seja aquela equipa era também a nossa equipa. Lembro-me de que naquela semana quase todos os juniores(exagero) pediram tratamento nos seniores, naquele tempo era assim, quando o Tizé(Massagista) não “podia” mais, tínhamos que ir aos seniores. Mas o motivo para irmos ao massagista dos seniores era outro, nós queríamos era festejar com eles aquela vitoria. Lembro-me também do fim do jogo, da festa dos jogadores já com estádio vazio, eu morava ali bem junto ao estádio, vivia, quase ali dentro, andava à caça dos autógrafos, eles os jogadores seniores festejavam e diziam, anda cá miúdo, anda festejar connosco… E eu fui…Memorável e épico!

30.11.18

Taça de Portugal: Sporting - Rio Ave


5ª eliminatória a disputar entre 18 e 20 de dezembro (corr) e não em janeiro.

29.11.18

Um mistério difícil de compreender

Na jantar que organizamos para assinalar os 10 anos de ASC como nosso Presidente abordamos o assunto: o Rio Ave não vai às escolas do concelho, metendo o 'bichinho' nos miúdos.
O Presidente explicou aquilo que já aqui tinha sido abordado mas que não cabe na cabeça de ninguém: as escolas de Vila do Conde não querem receber o Rio Ave!
(fotos: Facebook Rio Ave FC)

Todas as escolas de Vila do Conde? Não! Nas do Agrupamento Afonso Sanches parece haver recetividade, como ainda esta semana aconteceu. É o resultado da boa influência do Prof. Pedro Soares, a quem devemos estar agradecidos.
Mas sinceramente não se compreende: ou Pedro Soares está errado (não está certamente!) ou então é preciso desafiar o nosso Clube a não aceitar passivamente a inércia das escolas..

28.11.18

Sócios que têm dois amores...

Um dos temas mais fraturantes (como agora se diz) no universo Rioavista é o facto de haver muitos sócios e adeptos com dois clubes, o Rio Ave e um dos três ditos grandes.
No mundo ideal cada adepto teria apenas um clube, mas sabemos que, pelo menos em Portugal, não é assim - nem vai ser (até pela questão da mobilidade no país - eu por exemplo nasci em Lisboa).
A questão, para mim, é esta: devemos desprezar (no sentido de recusar) esses adeptos ou contar com eles?
Conseguirá o Rio Ave ter uma massa adepta apenas com aqueles que têm exclusivamente um coração Rioavista? Quantos serão? Calculo que menos de metade dos atuais.
Por isso defendo que todos são bem vindos se souberem respeitar o nosso Clube. 
Por isso, também, aplaudi a decisão da Direção de não permitir adereços de outros clubes na nossa bancada.



27.11.18

Dala vs Vinicius

Ainda o jogo de domingo, que afinal se revelou mais rico do que se poderia pensar: pudemos apreciar dois dos três pontas de lança disponíveis com idêntico número de minutos, a jogar na mesma posição e com o mesmo resultado no marcador. Ou seja, a conjugação destes fatores permite fazer uma comparação entre eles.
E o que se viu: um Dala tecnicista, procurando o um-para-um, jogando um pouco mais atrás mas sem 'defender'; por outro lado, Vinicius é o primeiro a atacar o adversário, joga com energia, aparece na área e conta com as assistências dos colegas para faturar.
Não sei se estou a ver mal, mas Dala tem sobretudo perfil para jogar como segundo avançado (4-4-2) enquanto Vinicius é um ponta de lança clássico (o último a jogar assim em Vila do Conde foi João Tomás).
Percebe-se que entre os dois, José Gomes aposte em Vinicius. É grande jogador e vai deixar saudades por cá. Também se percebe que o míster aposte em Dala como médio criativo. Embora eu continue a pensar que ele faria bem uma das posições de extremo.
(Acredito que dala ainda não parou a sua evolução; Vinicius é um jogador 'feito')
(foto: Rio Ave FC)



26.11.18

Jam(b)or

Além da vitória, o melhor do jogo de ontem foi o regresso de Jambor.
A nossa equipa com ele está mais forte.
E com ele temos mais possibilidades de ter sucesso(s).
Nos minutos que jogou Jambor mostrou as qualidades que fazem dele um jogador importante: grande mobilidade (atrás e à frente), confiança no passe, pressão sobre o adversário [compará-lo com Tarantini parece-me injusto, porque nem o melhor Tarantini era um jogador de pressão sobre o adversário, estando, como se sabe, a jogar adaptado ao lugar].

Por outro lado, os dois golos de Schmidt ajudam à motivação do jogador, que quanto mais confiança ganhar mais rendimento terá em campo.

25.11.18

(Taça de Portugal, 7-0 ao Silves) Normal

Resultado normal, face à diferença gigantesca entre as duas equipas.
Ainda podia ter havido mais um ou dois golos, mas assim está bem.
José Gomes não facilitou e apresentou um onze de 'titulares'; aos 10 minutos já ganhavamos por 2-0.
Destaco as exibições de Diego Lopes, Vinicius, Schmidt (dois golos de cabeça!) e Galeno - não está numa fase boa mas empenho não falta.

Pela negativa, destaco Gabriel. Perdeu mais uma oportunidade de se mostrar. E agora com Murilo, que somou os primeiros minutos, vai ser ainda mais difícil...
(defendi que o míster podia ter dado uma oportunidade a Costinha e não me arrependo. Costinha e Tiago André teriam feito melhor hoje do que Junió e Matheus).
Segunda-feira da próxima semana há mais!

PS - chuva ao longo dos 90 minutos. Aguentar lá em baixo é obra, mas vários elementos da claque aguentaram firmes e rijos!

"Chegar à final da Taça e vencer"

Desta entrevista de Junió ao site do Rio Ave destaco esta frase:
"Tenho a certeza de que o Rio Ave tem todas as condiçções para chegar à final da Taça de Portugal e vencer, para dar uma alegria aos adeptos".
(sobre o que diz Junió, comento da mesma forma relativamente ao que disse esta semana Borevkovic:  Pelo meu lado saúdo a ambição do jogador. Nunca me ouvirão criticar alguém do Rio Ave que queira sempre mais. Aprendi a engolir o meu pessimismo quando fomos à Europa e às finais. Passei de pessimista a optimista quando se fala do nosso Clube!

24.11.18

(Futsal: 4-4 com o Viseu); só o querer não chega

Antes de mais: o Rio Ave apresentou-se sem o seu melhor jogador (Tiaguinho, lesionado) e sem o gurda-redes habitual (castigado, tal como Renato Pontes). Tiaguinho não tem substituto neste plantel, onde, sejamos francos, falta qualidade.
Apenas Lincoln e Simas são indiscutíveis nesta equipa, onde, hoje, também Cigano esteve bem.
De resto...
De resto, valeu o querer!
Muita entrega de todos permitiu o empate, perante um adversário que se mostrou melhor, embora não tenha melhor equipa.
Mas como o querer não é suficiente, antecipo que a equipa terá de fazer duas ou três contratações se quiser ter uma palavra a dizer no campeonato. Por falar em reforços, Arnaldo jogou uma dúzia de minutos e não fez a diferença.
Sobre a mudança de treinador: sinceramente não vi alterações relevantes, mas pode ser falha minha. Há que dar mais tempo ao novo treinador que, mesmo assim, soma uma vitória e um empate nos dois últimos jogos.
(foto: Facebook Rio Ave FC)


Silves não vai estacionar o autocarro em Vila do Conde

Quem é o diz é o treinador dos algarvios, que também não quer ser saco de boxe.

foto: barlavento.pt
O autocarro não vai ser estacionado, porque a fazer fé na foto o Silves até pode vir de avião e o seu treinador já avisou que não vem fazer uma excursão. Isso será para os adeptos, dois autocarros deles.

23.11.18

O JVC e o Rio Ave

Dos três jornais que se publicam em Vila do Conde, aquele que faz um acompanhamento mais sistemático do nosso Clube é o JVC.
Após as últimas eleições para os corpos sociais do Rio Ave, o jornal surgiu com uma linha editorial mais crítica, mas acredito que o faz de uma forma bem intencionada - porque querem o melhor para o Clube! - mesmo que isso nem sempre seja bem entendido ou que discordemos de alguns pontos de vista.
Na edição desta semana, o JVC dedica uma página a uma troca de correspondência entre o jornal e a Direção do Clube, centrando-se muito na ideia, já antes apresentada, de ser criada uma comissão de sócios para acompanhamento das várias obras que aí vêm.
A Direção parece não acolher a ideia e está no seu direito.
(para mim, a grande falha do jornal é não ter textos noticiosos assinados)

22.11.18

Alguém se lembra da última derrota em casa?

Alguém se lembra da última derrota em casa sem ter de andar a pesquisar? Não é fácil, pois não?

O motivo é simples, já não perdemos em casa desde 27 de Novembro de 2017! Foi neste jogo que Heldon, ex-jogador nosso, nos quebrou o coração.

Se domingo não perdermos vamos conseguir completar 1 ano sem derrotas no nosso estádio, o que é impressionante. Não sei será inédito na nossa história, mas é muito significativo. A nossa casa tornou-se um obstáculo que ninguém ultrapassa. É certo que já perdemos uma eliminatória da Taça de Portugal em nossa casa, mas esse jogo acabou empatado e teve de se avançar para desempate por grandes penalidades. Mas, em jogos de 90 minutos e até mesmo de 120 ninguém nos ganhou. A esperança que tenho é que sirva de motivação para o jogo contra o Silves. Para esse e todos os outros que se lhe seguem.