23.9.17

Os milhões do (Rio) Ave(s)

Quem esteve na última AG lembra-se certamente do que disse o nosso Presidente da Assembleia Geral, sobre as dificuldades sentidas pelo Rio Ave para contratar jogadores que tinham propostas muito acima, por parte do Aves.
Depois disso, já vários treinadores da 1ª Liga se referiram ao investimento feito pelo Aves na principal equipa, que será bastante superior ao do Rio Ave (que, por sua vez, já está nos oito maiores). Diz-se nas Aves que o objetivo é lutar pelo 4º lugar!
Lembrei-me disto não apenas porque amanhã vamos às Aves mas sobretudo porque, além das duas equipas em campo, vão estar dois modelos de crescimento muito diferentes: o do Rio Ave, que cresceu rápido, mas de forma sustentada (isto é. um passo de cada vez), e o do Aves, que passa da II liga para o topo da tabela...
Eu acho que o nosso está mais certo.

22.9.17

Quem não se sente...


"Miguel Cardoso prepara alterações"

... diz A Bola.
Serão apenas as alterações que resultam do regresso de Pelé (sai Leandrinho) e Geraldes (Nuno Santos), mais a saída de Marcão, ou, como diz o jornal "dada a necessidade de interromper ciclo de duas derrotas consecutivas - com o Marítimo e FC Porto - são previsíveis mudanças"?
O que sabe A Bola?
Sinceramente não acredito, porque se começamos a conhecer MC, ele não é de grandes alterações.
(foto: Facebook do Rio Ave FC)

Gualter Macedo junta-se ao Reis do Ave

Durante anos foi a voz que acompanhou o Paulo Vidal nos comentários do Rio Ave.
Depois, o Gualter saiu de Portugal e a colaboração extinguiu-se.
Mas a ligação ao Rio Ave nunca, como prova o facto de, via redes sociais, muitas vezes ter comentado textos colocados no blogue.
Gualter Macedo está de regresso.
E é com grande satisfação que o vemos juntar-se a esta equipa.

(valorizamos a diversidade de opiniões e entendemos o blogue como uma plataforma que deve alojar o maior número possível de contrIbuintes. Por isso a nossa porta está sempre aberta)

Campeonato distrital: Rio Ave volta a jogar fora

3º jogo, novamente fora (em Rio Tinto).
Do jogo da semana passada, duas notas:
- a estreia de Kelechi, que substituiu Silvério (entrada dura de um jogador do Avintes na primeira jornada, mas já está recuperado, pelo que se viu do treino na quarta-feira; mas com Marcão castigado, Silvério estará certamente no banco nas Aves, pelo que Kelechi será novamente titular);

- a estreia de Schutte, que ocupou a vaga de Vitó (chamado à primeira equipa); na verdade foi Ricardinho quem baixou no terreno (penso que até se dá melhor no meio campo do que na frente), entrando Schutte. Aos 69 minutos, Rogério substutuiu Schutte e marcou o golo da vitória nos descontos.
(o guarda-redes adversário foi o melhor em campo...)

PS - como se esperava e desejava, a equipa B está a aproveitar de uma forma clara a formação, nomeadamente os sub19 da época passada. Mas isso não pode nem está a impedir que um ou outro jogador, alheio à formação, possa ser lançado, como está a acontecer com Leandro ou mais alguéem que entretanto chegue.

21.9.17

Rioavocentrismo

Finda a 6ª jornada é esta a nossa posição no Universo

A primeira parte é toda nossa

O gráfico temporal da imagem acima diz praticamente tudo. Em jogos do Rio Ave na primeira parte marcamos nós mais e mais ninguém. Esses dois golos dos primeiros 45 minutos fazem pender o fiel da balança para o nosso lado no marcar e sofrer. Sem eles haveria igualdade a 5.

As outras barrinhas coloridas também nos dizem que agora os adversários marcam tantos golos como nós na sequência de bolas paradas.

Já o queijinho diz-nos que Guedes continua a ser o melhor marcador e que Nuno Santos também reclamou para si uma fatia dos nossos golos.

Outra curiosidade: sempre que os adversários marcaram primeiro que nós ganharam o jogo.

Três notícias... (uma boa, uma interessante e uma para rir...)

- Miguel Cardoso tem o plantel a cem por cento! [Marcão de castigo um jogo...]
(foto: Rio Ave FC)

- No nosso grupo da Taça da Liga, o Leixões ganhou 1-0 ao Paços de Ferreira (recebemos o Leixões em Vila do Conde)

- O presidente do Marítimo diz que o relvado vai estar bom para o jogo com o Benfica...

O terceiro indicador

Pra que serve isto?

Basicamente diríamos que é um indicador da forma da equipa. Quem está familiarizado com o nosso blogue e o prémio Rei do Ave sabe como funcionam as coisas. Pra quem não sabe, há muita informação na barra lateral, sim nessa à direita.

O que agora fizemos foi pegar na pontuação que os jogadores recebem jogo a jogo, soma-la e dividi-la pelo número de votantes conforme o jogo. Obtemos assim a média de cada jogo e uma informação qualitativa sobre o desempenho dos atletas e da equipa. A outra linha, a verde, estabelece a média da pontuação de todos os jogos. E o que ela nos mostra é que nos últimos 2 jogos ficámos consideravelmente abaixo daquilo que é a média da temporada. Nem por acaso, são os jogos das derrotas. Curiosamente ou talvez não, mesmo com a expulsão de Geraldes na Madeira a equipa esteve globalmente melhor do que contra o Porto.

Nestas coisas dos pontos, olhemos agora para os jogadores mais em destaque. O melhor continua a ser Cássio, seguido por Ruben Ribeiro. Marcelo é agora terceiro tirando Geraldes do pódio. O médio é agora 8º.

(o terceiro indicador é o da mão de Deus, aquela que Maradona usou para enganar o Peter Shilton.)

Baixou o rating


Se isto dos futebois fosse como na economia, o Rio Ave estaria a ver o seu rating a descer. Depois de 3 seguidas sempre a somar 3 pontos, 1 empate e 2 derrotas. Qualquer analista de risco que enfiasse a cabeça apenas nos números estaria a torcer o nariz. Mas como o futebol não é uma ciência exacta temos aqui umas atenuantes.

Desde logo e olhando para a posição que ocupamos neste momento, podemos defender-nos dizendo que só perdemos pontos com equipas que estão à nossa frente. É um facto que não se pode desmentir. À data do jogo com o Marítimo não era bem assim, porque os madeirenses estavam atrás de nós quando nos defrontaram. Mas jogaram em casa e logo num relvado onde parece que só eles sabem jogar e Geraldes foi expulso aos 24 minutos (bem expulso opinei eu na altura e mantenho) . O Benfica estava a par de nós e o Porto à frente. Por outro lado, só nos roubou pontos quem se qualificou para a Europa em 2016/2017.

Outra análise parcial: só perdemos nos jogos em que houve expulsões de jogadores nossos. Também é verdade. Seria diferente se...? Impossível saber. Mas é um argumento; Geraldes foi expulso cedo e Marcão viu o 2º amarelo quando tínhamos um plano infalível para marcar outro ao Porto. Só que o plano previa, impreterivelmente a presença de 11 jogadores do Rio Ave em campo.

Tudo somado, 6 jogos, 10 pontos, 5º lugar, 15 cartões amarelos, 1 duplo amarelo e 1 vermelho. Barreto o mais amarelado com 3 cartões. Marcelo o mais amarelado com 4 cartões. (obrigado Paulo Vidal!)
Marcão deixou de ser totalista e já só sobram Cássio, Marcelo e Tarantini com todos os minutos de jogo somados. Geraldes fez mais falta do que Marcão vai fazer? Não me parece comparável, porque não foi só Geraldes que faltou no meio-campo, Pelé também não esteve na Madeira nem na recepção ao Porto.

O momento é de crise? Eu acho que não.


20.9.17

Guedes, o melhor amigo do patrocinador

O Rio Ave estreou um patrocínio na traseira dos calções, domingo.
A questão é que os jogadores jogam com a camisola por fora e o patrocínio passa despercebido.
Exceto quando joga Guedes.
Estas fotos (de)mostram-no...
(fotos: Facebook Rio Ave FC)

Posse de bola. Bom?

Nos nove jogos disputados na sexta jornada da Liga portuguesa não houve empates e das nove equipas que não levaram pontos para casa, seis até tiveram mais posse de bola que o adversário. Números que ainda não se tinham registada esta temporada – o máximo anterior aconteceu na quarta jornada, com quatro equipa derrotadas com mais posse de bola – e que prova a máximo de que não interessa ter muita posse de bola, mas, sim, saber utilizá-la. (...) Foi, precisamente, frente ao Rio Ave, nesta jornada, que o FC Porto ficou pela primeira vez em inferioridade no que diz respeito à posse de bola. Rio Ave, 58% FC Porto, 42% (1-2)

Para quando a associação de adeptos?

É um assunto de que se fala há algum tempo, mas que não há maneira de avançar (desconheço a razão).
É fundamental criar uma associação de adeptos, que regularize uma claque.
A situação é cada vez mais urgente porque a velha claque, como aqui lhe chamei no final do jogo com o Benfica, parece em declínio.
E o Rio Ave, sobretudo nos jogos fora, não pode ficar sem um bom núcleo de apoiantes.
A criação do Bus23 foi muito meritória, mas o ideal é que evoluísse para algo mais 'organizado'...
Tem a palavra o Clube, que deve liderar ou pelo menos alimentar o processo.

O Rio Ave é Geraldes e mais 10

foto: rr.sapo.pt

O que perde o Rio Ave com a ausência de Geraldes? Discernimento, verticalidade, velocidade de execução, criatividade, resumindo muita qualidade.

O Rapaz Que Gosta De Ler tem presença marcante na equipa. Soma 338 minutos jogados nas 5 presenças que tem. Foi 4 vezes substituído e 1 vez expulso.

Com Geraldes em campo, o Rio Ave nunca esteve a perder. Com Geraldes em campo, marcaram-se 5 golos e sofreu-se 1. Com Geraldes em campo, havia 2 vitórias e 3 empates.

Depois de Geraldes ser substituído ou expulso, houve 1 golo marcado que deu a vitória no Bessa e 1 golo sofrido que deu a derrota na Madeira.

Sem Geraldes na ficha de jogo o Rio Ave perdeu com o Porto em casa 1-2.

Por isso rapaz, deixa-te de carrinhos. Sem ti em campo o único livro que temos lido é o das reclamações.

19.9.17

Um plantel curto. Escasso?

Já sabíamos que era o plantel mais curto da primeira liga.
Mas, mais do que isso, pode ser escasso.
Além dos 18 que estavam convocados para o jogo com o FC Porto, temos Pelé, Pedro Moreira e Nadjack lesionados (segundo a imprensa). Geraldes de fora, castigado.
Silvério também não estará a 100 por cento (problema físico no final do primeiro jogo da distrital, não jogou domingo).
Sobram 2: Carlos Alves e Yazalde.
Ainda faz mais sentido inscrever alguns elementos da equipa B na Liga (Kelechi, Abalo, Leandro), quando for possível. 

Ruben divide o trono com Santos

Ruben Ribeiro e Nuno Santos somaram 36 pontos nesta jornada.

Seguem-se Marcelo (33) e Cássio (32).
O titular menos pontuado foram dois: Barreto e Marcão não passaram dos 25 pontos, ainda assim mais um do que Novais, o suplente mais pontuado.

18.9.17

Frente ao Porto, um a um

Primeira parte conseguida. O Rio Ave não permitiu que o adversário incomodasse a sua baliza. É certo que também não conseguiu incomodar a do Porto. Por isso, uma primeira parte de luta, de muita perda de bola, de muita troca de bola, mas sem qualquer profundidade.
Segunda parte menos conseguida. O Porto entrou mais forte, com mais velocidade, criou alguns desequilíbrios (o nosso meio campo claudicou em alguns momentos) e marcou dois golos. O Rio Ave tentou reagir, passou a rematar à baliza contrária e conseguiu marcar.
Não se pode considerar um bom jogo de futebol.
Cássio: 3. Pouco trabalho e sofreu dois golos, mas pouco mais podia fazer.
Lionn: 3. Acabou exausto, com muitas dificuldades em recuperar quando subia. Mas tapou o seu flanco.
Marcelo: 3. Defendeu bem e teve um corte providencial.
Marcão: 2. Lutador, raçudo, mas tem de ter mais atenção às faltas (desnecessárias) como a do segundo amarelo.
Bruno Teles: 3. O Porto atacou mais pelo seu lado direito, mas o nosso defesa foi estancando as investidas.
Leandrinho: 2. Primeira parte interessante, mas fica prejudicado pela segunda parte (esteve ausente).
Tarantini: 2. Não esteve no seu melhor e o Rio Ave ressentiu-se disso mesmo.
Barreto: 2. Comentário igualzinho ao de Leandrinho.
Nuno Santos: 2. Pelo golo que marcou. Teve dificuldades em criar desequilibrios.
Guedes: 2. Penalizado por  não receber jogo para o ponta de lança. Caiu muitas vezes nas laterais, e ninguém ocupava os seus "terrenos".
Novais: 2. Deu músculo ao meio campo.
Gabrielzinho: 2. Tentou dar velocidade.
Karamanos: 2. Pela intervenção no golo do Rio Ave.
Rúben Ribeiro: 3. Bom jogador, mas abusou na segunda parte em fintas, prejudicando o coletivo.

Um a um frente ao FC Porto: Bruno Teles

Cássio: 3 (não teve muito trabalho nem precisou de fazer grandes defesas; está a ser vítima, pelo menos pelo que se ouve na bancada, do sistema idealizado por MC, que passa por ser o guarda-redes a meter a bola à saída do meio campo);
Lionn: 3 (combativo; pouco acerto na frente)
Marcelo e Marcão 3 (a dupla MarMar teve muito trabalho e desempenhou-o quase sempre bem - ainda que os golos adversários tenham acontecido na sua zona de influência; os cartões amarelos condicionaram)
Bruno Teles: 4 (muito bem na frente; um poço de energia; a defedner tinha Marega, que é dos avançados do campeonato nacional mais difíceis de segurar)
Tarantini: 2 (uma primeira parte muito desinspirada [nem parecia Tarantini], atenuada ligeiramente por uma subida de rendimento na segunda)
Leandrinho: 2 (continuo a pensar que não tem perfil para fazer aquele lugar; não é apenas uma questão física, mas também de modelo de jogo; Leandrinho não mete o pé, não se afirma junto do adversário e constrói pouco jogo para a frente);
Barreto: 2 (passou ao lado do jogo; tentou, mas...)
RR: 3 (foi o patrão da equipa, defendeu e atacou, entregou-se ao jogo até cair. Mas não raras vezes perdeu a bola, fruto dessas insistências e acabou por não ser decisivo, como se esperava e desjeava, sobretudo sem Geraldes em campo)

Nuno Santos: 3 (a nota tem em conta o golo, fácil de fazer, mas golo. Teve duas ou três boas arrancadas, mas ficou-se por aí; tem de ganhar mais confiança)
Guedes: 2 (não foi o seu dia)
João Novais: 3 (tentou afirmar-se no campo, fazendo jogar; gostei, apesar do pouco tempo)
Karamanos e Gabrielzinho: 1 (sem tempo para mais)

As notas de quem foi a jogo contra o Porto

Não é fácil achar quem tenha estado bem contra o Porto com laranja. Mas vamos lá espreitar.

Cássio, Sim. Levas 3.
Marcão, Marcelo, não.  2
Lionn, 3. Tentou. Bruno Teles também 3. Mas são ambos 3 fracotes.
Leandrinho, não. 2. Estou a dar voto de confiança, o homem está a jogar fora do seu pedaço.
Tarantini, outro que não, 1. Aquele era o primo muito parecido com o original.
Ruben Ribeiro, sim. Médio ofensivo, trinco, lateral, central, completo e o melhor de longe mesmo sem deslumbrar. 3 gordo.
Barreto, 1. Não.
Nuno Santos, não. Levas 2 pelo golo, mas no resto, nem desequilibraste, nem incomodaste, nem...
Guedes, 2. Não.
Novais, Gabrielzinho, 1. Balões e corridas. Mas também não dava pra muito mais.
Karamanos. 2. Assistência para golo.

Positivo e negativo

Positivo:
Hoje nao me apercebi de problemas entre adeptos, nem dentro nem fora do estádio. Foi bom. A organização do jogo também foi melhor. Os adeptos adversários da bancada nascente tiveram de ficar por lá até que a malta da poente fosse à sua vida. Acho que funcionou.

O relvado. Está em muito bom estado. (É deprimente ter de falar no relvado como ponto positivo, não é? É...)

Negativo.
O jogo fraquinhinhinhinhinho que fizemos. A equipa não tem plano B, joga sempre da mesma forma e começa a ser surpreendida por quem já viu os nossos jogos. Agora nem Cássio pode bater bolas longas para o ataque? Não era de o fazer quando o miolo do nosso terreno andava de bússola estragada?

17.9.17

6 jornada: Costeletas de borrego.

Eu pertenço ao tipo de pessoas que se aborrece com muita facilidade. Em vários momentos do jogo tive pena de não deixar o meu filho carregar a memória do telemóvel com jogos para me entreter enquanto lá em baixo no relvado teimava-se em não jogar futebol. De vez em quando via-se uns arranques, mas nada que me desviasse da contagem dos aviões que passavam. (A Ryanair cortou voos a partir de e para o Porto? Também me pareceu.) Era claro que os verde e brancos éramos nós, os de laranja deveriam ser os do Porto. (Ontem nos sub17 demorei uns 5 minutos a perceber que afinal os de verde e branco afinal eram os rapazes do Arcozelo...). Mas de Porto, daquele PORTO assim maiúsculo não tinha assim muito, parecia mais uma equipa assim das jeitosas e atrevidas que tinha a lição bem estudada.

O Rio Ave parecia um curso de água desviado. Os jogadores estavam desorientados, os passes saiam tortos, jogava-se num espaço esmagados de 30 metros e choviam amarelos disparatados e desnecessários. Terá sido a falta de vento? Fomos fraquinhos, desinspirados. Não houve uma gazua, um rasgo, uma chama, uma intenção colectiva, um conjugar de esforços e ideias para encontrar uma luzinha inspiradora. É muito bonito dizer que se tem um plano de jogo e que se é fiel a princípios. Mas hoje o Rio Ave parecia o Bergkamp: não gostava de andar de avião e por isso não ia a jogos em que a equipa tivesse de viajar de avião. Bof!

Ora bem, a imprensa que só vou ver quando me passar a azia, vai dizer que o nosso clube cometeu o feito de ser a primeira equipa a marcar um golo ao Porto na Liga. Mas como comentava no final do jogo com o João Paulo, o grande feito do Rio Ave foi ter conseguido perder com este Porto assim tão fracote que até para molhos seria segunda escolha.

(As costeletas de borrego foram o meu almoço. Não gosto de me deitar sem pensar numa coisa boa do dia que se acaba.)

Rio Ave perde 2-1 com o FC Porto. Não gostei

Não gostei da exibição da nossa equipa. Frouxa. Previsível. Frente a um FC Porto uns furos abaixo do que costuma acontecer,  não tivemos a garra necessária.
Não gostei da exibição de alguns jogadores, que pareciam cansados (a equipa sem Geraldes e sem Pelé parece diferente);
Não gostei da forma como MC lidou com o resultado no banco. As substituições foram às pinguinhas e, pior do que isso, sem risco, sem audácia (lugar por lugar).
Ou seja, o FC Portoo venceu mas não me convenceu.
Jogo fraco de parte a parte; Cássio e Casilhas não tiveram quase trabalho; nenhuma merecia ganhar.
Marega vai fazer golo neste lance. Como é possível ter ficado sozinho?

PS - já há alguns jogos que vinha sentindo isso, mas hoje foi muito evidente: a velha 'claque' acabou?

Onze do Rio Ave frente ao FC Porto sem surpresa

Nuno Santos entra.
Leandrinho continua a fazer de Pelé.

Uma análise muito interessante de Sérgio Conceição

«Analisámos todos os jogos do Rio Ave, é uma equipa que pensa muito naquilo que pode fazer e não naquilo que o adversário pode fazer. Tem ideias de equipa grande, como se costuma dizer. Cabe-nos contrariar isso e temos a responsabilidade de assumir o favoritismo, por isso queremos chegar a Vila do Conde e ganhar os três pontos»
(imagem do primeiro golo fora de jogo no FC Porto- Rio Ave da época passada)

Leandro (equipa B) - craque?

Do onze que Pedro Cunha fez alinhar no passado domingo havia apenas um jogador que eu desconhecia - que não tinha ligação ao Rio Ave: o médio Leandro.
Mas Leandro não se destacou na minha cabeça apenas por isso. Pelo que pude ver, tem uma qualidade acima da média e pode vir a ser um caso sério (ter técnica e ser habilidoso não chega, como sabemos).
Foi só um jogo, ainda por cima o primeiro, mas vou ficar atento. E os que forem  hoje a Oliveira do Douro já podem ter uma ideia mais completa.
(Leandro tem apenas 18 anos, já feitos este ano, e é brasileiro de São Paulo. Fez toda a sua formação do Diadema; a caminho da equipa principal do Rio Ave?)

A informação que falta

Futsal: Leões de Porto Salvo, 3 - Rio Ave, 2 [o Rio Ave esteve duas vezes a ganhar]
Sub19: Vitória de Guimarães, 3 - Rio Ave, 1

16.9.17

Paixão Rioavista 26

Qualquer suporte serve para mostrar a Paixão Rioavista. Este pneu está na Nacional 13, antes dos Benguiados (oficina Amaro)

Cássio arrasa: "queremos ganhar tudo o que pudermos"

O jogador dos vilacondenses considera que o Rio Ave atingiu «merecidamente o seu estatuto» no futebol português nos últimos anos». E pautou, depois, por um discurso certo e ambicioso. «Trabalhar a pensar em vencer todos os jogos é mais confortável que lutar pelo pontinho. Sei que acontece muito, mas no Rio Ave temos trabalhado no sentido de procurar sempre o melhor. Sabemos que a temporada é longa, ainda nem entrámos na Taça de Portugal, Taça da Liga e queremos ganhar tudo o que pudermos. E tudo o que pudermos é domingo, uma equipa que quer vencer», afiançou Cássio, em declarações aos canais do clube.
Só um bi-Rei pode falar assim!

15.9.17

O MC da Liga

A Liga confirma, Miguel Cardoso é o treinador do mês.
Já se adivinhava...

PS - Marcelo foi considerado o terceiro melhor defesa do campeonato.

Mudanças no onze

Desde logo, a ausência de Geraldes.
Pelo que se tem visto, Nuno Santos parece a opção lógica de MC, deslocando RR para as costas de Guedes. Gabriel teria mais perfil?
Depois há as ausências certas, segundo O Jogo de Pelé e Pedro Moreira.
Leandrinho voltará a ser aposta? Parece lógico.
Mas o FC Porto não é o Marítimo, pelo que um jogador mais possante fisicamente daria outra consistência [ainda acredito que Pelé ou Pedro Moreira vão jogar...]
(foto: Facebook Rio Ave FC)

Finalmente, Nadjack está recuperado.
Já o disse, gosto mais de Nadjack a atacar do que Lionn, mas Lionn defende melhor.

Saber aproveitar

O próximo jogo do Rio Ave é com o FC do Porto.

Equipa invencível no nosso campeonato, mas que em casa sofreu uma derrota para as competições europeias antes de visitar Vila do Conde.
Teremos que saber aproveitar o momento e criar dificuldades ao antagonista, de modo a que percam a lucidez, abrindo a porta ao erro.
Todos sabemos que o Porto vai querer corrigir neste jogo e demonstrar toda a sua valia, mas também sabemos que temos capacidade para conseguir um resultado positivo.
(Recordar glórias do Rio Ave)


Pressionar, combater, ocupar bem os espaços, cortar linhas de passe são alguns dos ingredientes necessários para a obtenção de um resultado positivo.

Saibamos aproveitar o momento

14.9.17

O regresso de um velho conhecido.

foto rioavefc.pt

Dizem que os santos da casa não fazem milagres. Dizem. Mas se em vez de um Santos, escolhermos um Anjo(s)?

Cássio já é da casa, são 4 anos de caravela ao peito. Ainda fala aquele português de cana de açúcar do Brasil, mas se calhar até já vota nas autárquicas a 1 de Outubro. Havemos de lhe perguntar.

Tudo isto pra dizer que com a expulsão de Geraldes, Cássio somou os pontos suficientes para destronar Geraldes do topo da tabela do prémio Reis do Ave. O bi-rei está empenhado em fazer o tri, algo inédito nestes anos todos que levamos a distinguir os nossos atletas. Ser primeiro não é novidade para Cássio, mas este ano é a primeira vez. Milagre?

 O melhor da semana foi Ruben Ribeiro que também passou Geraldes na tabela e os 3 compõem o pódio. Estes 3 mais Guedes são os jogadores que já venceram a pontuação semanal, Cássio e Ruben por 2 vezes até.





Eu sei o que fazer para não sofrermos golos

imagem Clker.com

Não é treta, sei mesmo.

Se tivermos em conta que os adversários só nos marcam de pé direito, é pô-los a chutar com o pé esquerdo que não acertam no fundo da baliza. O boneco abaixo mostra isso mesmo. Falta bolinha amarela para o golo que sofremos de penalty, mas posso garantir-vos que foi de pé direito que o piscineiro do Jonas nos marcou, está aqui neste link.

Já nós, como se percebe, marcámos de qualquer forma. Espero que na Madeira a indecisão na escolha entre tanta abundância não tenha prejudicado a obtenção de golos.

Como não há nada a dizer sobre os golos marcados na Madeira, acrescente-se o Ibson enganou Cássio para lá dos 90, a primeira vez que isso aconteceu este ano. Também foi a primeira vez que um suplente dos adversários nos fez golo. A nosso favor o suplente Pedro Moreira marcou o golo que nos deu a vitória no Bessa.

Afinal não há dois Rio Ave - FC Porto seguidos

O jogo da Taça da Liga (que é FC Porto-Rio Ave), previsto para a próxima semana, foi adiado para 21 de dezembro.
Antes, para a mesma competição, jogamos a 8 outubro em Paços Ferreira (15h00) e fica por marcar o jogo da terceira jornada (novembro).
(esta alteração pode trazer consequências na forma de abordar o jogo. Imaginando que chegamos a 21 de dezembro com seis pontos, poderemos ir ao Dragão discutir o apuramento. Da mesma forma, se o Rio Ave se apresentar ambicioso em Paços terá mais hipóteses de vencer)

É a primeira vez

E como todas as primeiras vezes...



pode ser boa ou má, depende de cada um. Esta não é boa, mas não é definitiva. O Rio Ave abandonou os lugares de acesso à Europa. Nunca tínhamos estado em desvantagem pontual em relação aos lugares europeus. Agora fomos à Madeira, que geograficamente até é africana, e escorregamos. O trambolhão é pequeno, mas somos 5º isolados, que é o mesmo que dizer que somos o primeiro dos que só jogam entre portas.


Da Madeira trouxemos várias novidades:
- 1ª derrota;
- 1º jogo sem marcar golos:
- 1ª expulsão;
- 1ª vez em desvantagem no marcador.

(bolos de mel e do caco, poncha, peixe espada, maracujá e bananas é que nada. da banana só a casca...)
A desvantagem no marcador é ingrata. O Rio Ave só esteve um minuto a perder, mas foi quanto bastou para não somar qualquer ponto. E como se costuma dizer, grão a grão apanha a galinha uma congestão, ou seja, esperemos conseguir ultrapassar o Marítimo mais tarde ou mais cedo mas sempre antes do final da Liga porque para desilusão bastou a da época passada.

Os resistentes

Sobram-nos 4 totalistas entre os 25 jogadores inscritos: Cássio, os M&M's Marcelo e Marcão e o capitão Tarantini. Ruben Ribeiro foi substituído mesmo antes do apito final nos Barreiros e perdeu o estatuto. O mesmo aconteceu com Pelé que nem da ficha de jogo constou. Há 8 jogadores que participaram em todos os jogos e que são os 4 totalistas mais Ruben, Barreto, Geraldes e Guedes. No total são 19 os já utilizados.

Do lado dos não utilizados, não é surpresa que os 2 guarda-redes Rui Vieira e Carlos integrem esta lista, tal como os dois jovens centrais de reserva, Monte e Silvério. Depois temos o jovem Vitó que ainda no fim de semana passado jogou pela equipa B. O nome que sobra é Yazalde. É difícil perceber se o avançado já foi alguma vez convocado, já que o Rio Ave nem sempre divulga lista de convocados. A nossa equipa parece seguir a linha da época passada em que escondia muitas vezes o jogo, sobretudo quando havia lesões. Para quem, como nós aqui no blogue, faz as contas a estas coisas fica com metade da informação e pode errar sem culpa própria. O que aconteceu a Nadjack e Pelé, por exemplo? Lesão? Ainda não perceb(i)emos. Aqui demos como lesionado Pelé e Nadjack como ausente por opção do técnico.

Olhando para os que temos levado a jogo:
Geraldes desta vez não foi substituído, mas também não passou dos 24 minutos de jogo por ter sido expulso. Barreto é que não escapa nunca do olho do treinador. Quebra de rendimento por cansaço? Falta de habituação ao ritmo do futebol em Portugal?  MC é que sabe.

Pedro Moreira e Nuno Santos vão já nas 4 presenças, mas em conjunto somam menos de 90 minutos de jogo. Todas as suas presenças em jogo na condição de suplentes utilizados.

No que toca a cartões, são 12 amarelos e 1 vermelho directo para Geraldes. O médio cedido pelo Sporting vai ser assim o primeiro jogador a falhar um encontro por motivos disciplinares. Mais detalhes aqui.


13.9.17

Símbolos alheios na nossa bancada

Se o futebol fosse como eu o idealizo, toda a gente se poderia exprimir, em respeito e educação, nas bancadas dos estádios.
Infelizmente o futebol que temos é diferente e a irracionalidade anda muitas vezes aliada à emoção. Nesse sentido, compreendo e até elogio a opção da nossa Direcção de proibir adereços adversários na zona onde os sócios do Rio Ave se sentam.
Como se viu no jogo com o Benfica, permite - à partida - uma espetáculo mais sereno.

A vida dos nossos emprestados: Jaime à espera de se estrear

Ronan (Varzim): Foi suplente; entrou aos 55 minutos para substituir Milhazes;
José Postiga (Salgueiros): foi titular na Camacha, mas saiu aos 33 minutos (lesão?) [no Salgueiros jogam esta época os nossos conhecidos Danielson e Zé Domingos)]

Rafa Miranda (Vilaverdense): de pedra e cal no ataque.
Jaime (Merelinense): ainda não se estreou. Esteve no banco no empate a 2 com o Vizela.

Primeiro teste sem a RGB

Já defendi a justiça da expulsão de Geraldes. Seria diferente se o nosso adversário do fim de semana não fosse um dos 3 grandes? Bem, nunca saberemos e não vale a pena especular. 

Vai ser o nosso primeiro teste sem o tridente do meio campo Ruben, Geraldes, Barreto, a RGB (tão à maneira da imprensa desportiva que babando sobre os símbolos dos seus clubes amados vai inventando siglas para as combinações de jogadores. Em Portugal ainda não uma há coisa destas, por isso reclamamos o primeiro tridente com sigla para o Rio Ave! Nem por acaso, RGB até tem ligação aos estarolas...)
imagem: http://www.cantalupiusa.com
Fico curioso para saber como o mister vai montar a equipa e quem será o escolhido para o lugar de Geraldes. Remeto-vos para este texto

O plano B passa por tentar que alguém faça de Geraldes ou por uma disposição diferente dos atletas em campo? 

12.9.17

Sofrimento

O Rio Ave demonstrou no Funchal que é uma grande equipa. 
Soube sofrer, adaptou-se às más condições do terreno, lutou até à exaustão, reagiu positivamente contra as adversidades, mostrou que domina o futebol (num recinto impróprio para a prática do jogo). 
Numa época que a LPFP apostou no VAR (vídeo árbitro), existem já dados que demonstram que esta nova tecnologia não é, só por si, o fim do erro, o fim as polémicas. Em algumas situações é importante, noutras poderá vir a ser um pomo de discórdia ainda maior. Os exemplos crescem jornada após jornada.  A polémica, a "suspeita", por vez de diminuir, aumenta.
Não sabemos como tudo isto vai acabar, sabemos, contudo, que o Rio Ave é uma grande equipa. E isso é o mais importante.

Marítimo reage às queixas do Rio Ave sobre o relvado (ATUAL.)

O Borges é testemunha: ainda ontem ao fim da tarde conversávamos sobre o assunto e não conheciamos esta posição do presidente do Marítimo.
Na minha opinião, o Rio Ave falhou porque apenas protestou (pelo menos publicamente) depois do jogo acabar. E agora vem o presidente adversário dizer que é porque perdemos.
Desde o jogo do Estoril na Madeira que se sabia que ia ser assim.
Não sei se é possível, mas o Rio Ave envolveu a Liga, pedindo por exemplo uma vistoria?
Uma posição pública antecipadamente teria evitado a sensação (injusta, mas compreensível) de que protestamos porque perdemos o jogo.
(foto: Rio Ave FC)
ATUALizo: O presidente do Marítimo fala em declarações do nosso diretor-geral ao jornal O Jogo, o que me intrigou, porque em lado nenhum essas declarações aparecem. Daí, tentei saber um pouco mais e percebi que o dirigente madeirense estará a referir-se à posição que o nosso diretor tomou antes do jogo começar (e no fim também), contra a utilização do relvado, mal a comitiva Rioavista chegou aos Barreiros. Posição que não teve acolhimento, porque o árbitro validou a partida. Mas fico satisfeito em saber que a posição do Rio Ave começou antes.

Abalo, ao sábado ou ao domingo

Ao ver as dificuldades que a equipa estava a sentir no lamaçal dos Barreiros (sem Pelé ou Pedro Moreira em campo), lembrei-me de um jogador que poderia [digo eu, que não percebo nada] fazer bem aquela função: Abalo.
Acontece que Abalo não está inscrito nem MC terá visto no jogador qualidades suficientes.
Eu, que acompanho Abalo, desde os sub19, tenho a uma ideia diferente.
Ainda por cima, o Rio Ave tem apenas 25 inscritos na Liga (o plantel mais curto). Não faria sentido ter mais dois ou três, mesmo que adstritos à equipa B? Em caso de necessidade, haveria sempre esse recurso. Sem inscrição é que não pode ser...

PS - Abalo foi o melhor no jogo de domingo porque é o melhor elemento do plantel, penso. O mais maduro, o mais completo fisicamente, o que melhor se conseguirá adaptar ao estilo de jogo da distrital. Estou certamente enganado, mas quando vejo Abalo a jogar lembro-me de William ou Danilo. Afinal, quantos jogadores nesta competição têm mais de 40 jogos em competições profissionais?

11.9.17

RRR = Ruben Ribeiro Rei

Vitória do médio na Madeira.
35 para RR, 34 para Marcão, 33 para Cássio.
Depois aparecem Lionn (32), Leandrinho e Tarantini (31).
Sem surpresa, Geraldes foi o menos pontuado [os jornais atribuem sempre 0 em caso de expulsão?], com apenas 14. Gabriel, o suplente mais pontuado, somou mais seis.
(foto: Rio Ave FC)

Geraldes bem expulso

Por muito que tente arranjar algo que ilibe Geraldes no lance que leva à sua expulsão, tenho de concordar com a decisão do árbitro. A intenção não era magoar o adversário, mas Geraldes de facto toca no adversário e coloca em risco a sua integridade física. Em bola corrida fico com a sensação que não toca no adversário, mas nos dois ângulos em que vi o lance, tenho de concordar.
Mas também tenho de concordar com este post do blogue rioavistas. Para que serve afinal o VAR? Vê bem a expulsão de Geraldes, mas falha no fora do jogo do golo do Marítimo. E falha num penalty contra nós? Há muito para evoluir na utilização do VAR. Pode ser que chegue a bom termo, mas para já, pelo menos a mim, confunde muito a forma de actuação.

O lugar de Yazalde no novo Rio Ave

Com a chamada de Carlos Alves, Vitó e Silvério à equipa B, há apenas um jogador que não se estreou esta época: Yazalde (nem sequer convocado).
Não sei alguma vez virá a jogar pela B, mas sei que pior é limitar-se a treinar.
Provavelmente até virá a ter a sua oportunidade, mas nesta altura parece ser a última opção para Miguel Cardoso (como a pré-época já denunciava...).
Curioso é que até vejo Yazalde como um jogador com boas características para o sistema do míster: menos preso na área, mais capaz de romper as defesas adversárias, levando a bola consigo e possante no um-para-um.

Da estreia da equipa B, algumas reflexões

O Rio Ave apresentou-se com Carlos Alves, Silvério, Vitó, Abalo e Tiago André, para referir apenas aqueles que já tiveram algum contacto com a equipa principal (sem ser treinos).
Um elenco de luxo que não chegou para ganhar ao Infesta.
Difícil de explicar?
Fácil!
O Infesta é uma equipa de qualidade individual muito fraca, mas aguerrida. Sabe jogar neste campeonato, dá porrada qb e tentam nunca perder um lance.
Do nosso lado, alguns destes jogadores pareciam pouco mais de juvenis, inseguros, receosos, às vezes sem saber o que fazer.
Pedro Cunha vai ter muito trabalho pela frente.
A questão mental (jogar no distrital...) é a principal.
Depois há outras questões, menos relevantes, mas que também fazem sentido: a articulação com a equipa principal (treinam num lado, jogam no outro); a necessidade dos jogadores se adaptarem ao estilo do campeonato (futebol fisico); alguns desequilibrios no plantel (sobretudo na frente).
Nenhum dos jogadores do Infesta jogaria no Rio Ave B. Mas isso não os impediu de pontuar em Vila do Conde.
Pedro Cunha está habituado a desafios difíceis...
Abalo, o melhor em campo.

PS - Os que alinharam neste primeiro jogo: Carlos Alves; Virgílio, Silvério (cap), Filipe Almeida, Tiago André; Abalo, Leandro e Vitó; Martin, Pauleta e Ricardinho. Jogaram ainda: Murilo, Diogo Teixeira, Pedro Graça, Shutte e Jake.

Com o Marítimo, um a um

jogo intenso, num mau relvado.
Não é admissível que a LPFP regule tudo ao pormenor e permita jogos num mau relvado, perigoso para os atletas e mau para o espetáculo.
De realçar a garra vilacondense. Por isso mereciam, pelo menos, o empate.
Mas ganha quem marca e esse foi o Marítimo.
Cássio, Lionn, Marcelo, Leandrinho: 4.
Marcelo, Bruno Teles,  Tarantini, Óscar Barreto, Guedes: 3.
Francisco Geraldes: 2 (por causa da expulsão).
Rúben Ribeiro: 5. Muita classe.
Gabrielzinho: 3.
João Novais: 2.
Nuno Santos: - entrou aos 93 minutos

10.9.17

As coisas que o JVC sabe

Não é a primeira nem segunda vez que o JVC se refere ao vice-presidente para as camadas jovens do nosso Clube.
No jornal desta semana há algumas informações que merecem atenção:


Rio Ave faz queixa na Liga contra relvado do Marítimo?

A Bola diz que sim.
O Rio Ave defende que o jogo não se devia ter realizado.
(foto: Rio Ave FC)

O meu comentário: a denúncia faz sentido, mas além do que se diz e faz depois do jogo, também faria sentido ter feito algum alerta/pressão antes do jogo, como aqui se escreveu. Foi feito alguma coisa?

Um a um frente ao Marítimo: RR, mais Cássio e os centrais (e Leandrinho!)

Cássio: 4 (segurou o que pôde. Só nao defendeu o que não podia)
Lionn: 3 (algumas dificuldades a defender)
Marcelo e Marcão: 4 (seria nota 5, não tivesse havido a falha - se é que foi falha, mas pronto - no golo adversário. Estiveram perfeitos e não faltou trabalho)
(foto: Lusa/JN)

Bruno Teles: 4 (lutou muito, defendeu e atacou)
Tarantini: 3 (mais atrasado no terreno do que o habitual, ainda apareceu na frente - é dele o primeiro lance de perigo do Rio Ave, a fechar a primeira parte. Mas muitas bolas perdidas)
Leandrinho: 3 (primeira coisa a dizer: para quem esteve tanto tempo parado, este seria um regresso complicado - pelo terreno e pela posição ocupada. A tarefa era difícil e confirmou-se. Leandrinho lutou muito mas não se pode dizer que tenha mostrado 'o seu futebol'; não faltarão oportunidades).
(foto: Rio Ave FC)

RR: 4 (o melhor, para mim. Sacrificou-se pela equipa, fez os possíveis para ter a bola, para segurar o jogo, para ganhar lances ao adversário)
Geraldes: 3 (foi expulso e tem 3? Acho que a expulsão muito injusta)
Barreto: 2 (peixe fora de água...)
Guedes: 3 (até mete dó o que ele correu. Mas com poucos resultados, é certo).
Gabriel, Nuno Santos e Novais: 1 (sem tempo para mais).

Sobre a primeira derrota: sem Pelé, com menos um naquele relvado, era muito difícil (ATUAL.)

1) Lesões: ter Pelé e Pedro Moreira lesionados ao mesmo tempo é muito azar. Miguel Cardoso apostou em Leandrinho, mas não se pode dizer que tenha resultado. Para isso, acho, muito contribuiu o relvado (já não falo na falta de rotinas do jogador para aquela posição, porque desconheço). Não estavam reunidas as condições para Leandrinho poder fazer o seu trabalho. João Novais teria outro respaldo físico [ou Abalo, mas isso será tema para um texto durante esta semana].
2) Relvado: foi por demais evidente. A equipa que queria ter a posse a bola foi a mais prejudicada. Seria possível o Rio Ave jogar de outra forma, em função do relvado? Com outros jogadores? Barreto, por exemplo, parecia em dificuldades. A expulsão de Geraldes tem a ver com o relvado, do meu ponto de vista. (se acham que estou a exagerar com o relvado, vejam o que disse o mister no final].
3) Qualidade de jogo: onze contra onze, o Marítimo foi melhor, adaptou-se melhor ao relvado e soube contrariar a nossa forma de jogar [repararam como não nos pressionava à saída da nossa área, concentrando os seus jogadores no meio campo, para aí ganhar superioridade?] Com dez, fomos buscar forças para equilibrar e em alguns momentos até nos superiorizarmos. Mas foi um jogo fraco.
4) O Rio Ave perde o jogo quando já não tinha avançado, quando apenas defendia o empate. Talvez haja quem critique o treinador por isso, eu não. Naquele contexto, um empate era bom. Já tenho mais dúvidas de que o Rio Ave se tenha preparado da melhor forma para as condições do relvado, que se sabia, desde o jogo dos madeirenses com o Estoril, estar péssimo. Talvez se justificasse uma abordagem diferente, mesmo em termos táticos, e com alguns jogadores diferentes (não faz sentido ficar refém da identidade). Nesse aspeto, o Marítimo bateu-nos claramente.

ATUALizo: no final do jogo escrevi que o jogo fica marcado pela arbitragem. Mantenho a ideia: a expulsão é injusta, porque Geraldes escorrega. Já agora acrescento que, ainda que com dúvidas, aceitaria a marcação de uma grande penalidade contra nós, a fechar, por falta de Cássio.
(foto: DN Madeira)

PS - pela primeira vez nos últimos 30 anos, o Rio Ave jogou e a Linear não fez o relato. Ainda por cima no jogo em que menos adeptos se podiam deslocar ao estádio. Mau.

9.9.17

A primeira derrota no campeonato. 0-1 nos descontos

Se o marítimo não vencesse é que seria de estranhar, ja que teve mais um durante uma hora.
Perder nos descontos, no único lapso dos centrais, custa mais.
Marítimo é um justo vencedor.
Bruno Esteves teve influência direta no resultado, o que se lamenta.

Ao intervalo na Madeira 0-0. Mau

Mau o relvado.
Mau o árbitro que expulso sem sentido Geraldes .
É má a exibição da nossa equipa, limitada pelo relvado, pela ausência de Pelé, pela expulsão e por algum desacerto.

Rio Ave sem Pelé nem Pedro Moreira no Funchal

Pelé e Pedro Moreira lesionados?
Miguel Cardoso aposta em Leandrinho ao lado de Tarantini.
Em qualquer cenário é a estreia de Leandrinho.
Lionn substitui Nadjack. Também lesionado?

Marítimo: Um relvado abaixo do aceitável?

O estado do relvado do Estádio do Marítimo, que foi afetado por um fungo, mereceu duras críticas do técnico do Estoril, Pedro Emanuel, no final do último jogo da Taça CTT. O certo é que é quase impossível melhorá-lo no imediato, face aos dois jogos consecutivos do Marítimo para o campeonato, o primeiro já no sábado com o Rio Ave e a seguir com o Desp. Aves. “Já vi bem piores na nossa Liga do que este do Marítimo”, diz o presidente do Marítimo...
(é igual para as duas equipas? Prejudica mais aquela que gosta de fazer correr a bola pelo relvado, que troca mais a bola e tem mais qualidade técnica - o Rio Ave)

Ao cuidado de quem quer ir ver os juniores logo

É no relvado sintético nº 2.
Nos últimos dias houve obras de adaptação de modo a poder receber os adeptos.
O velho relvado sintético já começou a sair. O novo vai demorar pelo menos um mês, porque será feita uma intervenção profunda ao nível do sistema de rega e da estabilidade do piso,