13.11.18

Futebol e Tribunais

Ano após ano o mundo do futebol lusitano convive cada vez mais com o mundo dos tribunais.
O recurso à via judicial começou por questiúnculas relativas a inscrições.
Posteriormente passou-se para uma fase onde se dirimia sobre as penas que eram aplicadas aos agentes desportivos.
Fruto das novas dinâmicas desportivas, onde a classificação final é cada vez mais importante para a sobrevivência dos agentes desportivos (sejam clubes, sad`s, sduq`s, dirigentes, atletas e seus representantes) e como nem todos podem ser simultaneamente campeões, ou jogarem a Champions ou a Liga Europa, enveredou-se por caminhos em que muitas vezes é difícil de distinguir o trigo do joio.
E, assim, a composição dos departamentos jurídicos começaram a ser tão ou mais importantes que a composição dos plantéis e equipas técnicas. 
Este fenómeno é mais preocupante quando a imprensa desportiva dedica, cada vez, mais páginas a falar de problemas jurídicos do que do desporto propriamente dito.
O espetador/adepto começa a distanciar-se deste pântano para que o querem levar e, consequentemente, deixa de ir aos estádios.
A desconfiança é generalizada, Vão-se criando mais mecanismos para tentar que a verdade desportiva não seja abalada. Nada, mas mesmo nada, parece resultar.
Atualmente todos os jogos são transmitidos na televisão. O espetador/adepto tem meios de comparação. Os erros são detetados mais facilmente. As bonitas jogadas e os bonitos golos são visíveis por todos: As táticas podem ser apreciadas em direto
Não será possível falar-se apenas de desporto? Parece que sim.
 

Porque defendo uma posição pública sobre arbitragens

O Presidente tentou 'a bem' mostrar como os erros se estão a suceder.
Não foi por falta de iniciativa da nossa Direção que a mensagem não passou. Junto das mais altas instâncias.
Os erros continuam - e já parece má vontade ou mais qualquer coisa...
Dir-se-á: ainda vai ser pior porque os árbitros não vão gostar de ser criticados publicamente.
Até pode ser. Mas temos de defender a nossa posição e não comer calados.
Por mim, fazia-se um comunicado oficial no site, com recurso às imagens comprovativas.
(ourtra explicação, mazinha: agora que somos só quintos e já não ameaçamos ninguém, as arbitragens vão voltar a acertar...)

12.11.18

Uma pausa bem vinda

Voltamos a jogar para o campeonato dia 3 de dezembro (com o Sporting).
É (mais) uma paragem longa, que neste caso nos vai beneficiar.
Se daqui a três semanas já tivermos Jambor e Monte, a equipa estará mais forte.
Se Murilo já for opção, teremos um banco mais forte.
Será também tempo para recuperar Coentrão, que jogou com dores uma parte do encontro nas Aves (fratura).

E será ainda tempo para dar algum descanso a jogadores que parecem precisar (por razões diferentes, Galeno ou Nadjack, por exemplo).
Em resumo, custa tanto tempo sem competir (há o jogo com o Silves, para a Taça de Portugal, pelo meio), mas vai valer a pena!

11.11.18

É penalti! Não 1, mas 2 por marcar!

Estou furioso com este árbitro (Luis Miguel Godinho), e claro com este VAR…Entrada direta para a minha lista negra. Quem jogou à bola sabe como as coisas se fazem, e ontem foi por demais evidente!
Já todos falaram na expulsão exagerada de Nadjak, e todos perceberam, que dar esta vantagem ao adversário, é meio caminho andado para penalizar a nossa equipa duplamente, e claro a consequente derrota ficou anunciada muito cedo. Jogar 75’ com 10 é uma desvantagem muito grande, em termos físicos é muito exigente, e as alterações ao plano de jogo são forçadas…Nenhum treinador prepara um jogo para jogar com 10, 75´min, não faz parte do treino mental jogar em inferioridade numérica. Sabemos que se fazem alguns treinos para obter sintonias nessas condições adversas, mas o facto de nunca sabermos quem vai ser expulso, impede o treinador de treinar a equipa nas mais variadas opções de forma regular e assídua, além disso temos o adversário que também se ajusta em função da vantagem. Portanto é sempre preferível orientar a equipa usando o plano e filosofia de jogo de 11 X 11.
Com a perda de Nadjak, a equipa perdeu alguma profundidade, e capacidade de sair, o Fábio recua para lateral direito, perdemos os seus passes longos, e Diego Lopes passa a desempenhar as funções de Fábio. A equipa ajustou-se bem, quanto a mim, e até teve mais posse de bola que o adversário, na 1ª parte. O Aves teve varias oportunidades para fazer o 2-0, mas Leo, foi enorme, e manteve a equipa no jogo. Pena foi, aquele canto, no último min da 1ª parte, quanto a mim tão importante quanto a expulsão. Deu ao Aves no regresso para a 2ª parte, a perceção de que controlando o jogo usando o resultado, e baixando as suas linhas, usaria apenas o contra-ataque, e mais cedo ou mais tarde mataria o jogo com o 3-0. Mas isso não aconteceu, MERITO da nossa  EQUIPA, que CORREU o DOBRO, e é aqui que eu acho que a par de Leo (melhor em campo! Cada vez mais se afirma como grande GD), Diego esteve muito bem, fez uma exibição fabulosa, num jogo onde se lhe pedia mais sacrifício em funções mais recuadas na perda, ele quanto a mim foi “enorme”, cumpriu sempre, e correu como ninguém. Já schmidt, me parece estar claramente a cair um pouco de rendimento, vi-o perder demasiadas bolas, colocando quase sempre o nosso capitão em dificuldade, acho que schmidt, talvez tenha sido o que mais teve dificuldades em jogar com 10, talvez porque foi mais exigente para ele que o normal,  em termos físicos. 
Até podemos ficar com sensação de que o treinador, podia fazer mais cedo as alterações, e aceito isso, porque todos viram que foi tarde,  mas também é verdade, que depois das alterações a equipa iria continuar a jogar com 10, continuaria em desvantagem, e uma precipitação nas substituições, poderia resultar em descalabro, (sabemos como isso pode ser prejudicial, era necessário guardar substituições para quem precisasse de o fazer por razões físicas num jogo tão exigente) e,   uma coisa seria chegar ao 2-1 e reentrar no jogo, e outra coisa seria o 3-0, e um atirar a toalha ao chão muito cedo, por isso entendo muito bem o treinador (neste jogo) ao arriscar, um tudo por tudo, um pouco mais tarde.
Falta ainda dizer que este foi o 2º grande erro de Nadjak, (consecutivo nos últimos 2 jogos) e que claramente nos retira a capacidade de obter resultados mais condizentes com as exibições. O jogador não deve ser crucificado, porque é jovem, porque eu até gosto de o ver jogar, mas terá que aprender  com certeza com estes erros, e melhorá-los...da próxima NADJAK usa a "cabecinha"!  A verdade é que estes, mais os ERROS do Árbitro e do VAR nos tiraram a possibilidade de pontuar mais 5 pontos, nestas duas últimas jornadas, e já nem falo do jogo com o Braga!
Finalmente, não vou falar dos lances de penalti, deixo para vocês o comentário,  vi e revi, e tenho a certeza que o Var também, que ambos foram penaltis… (Penalti 1 Penalti 2 )ou revejam os videos das imagens da Liga, vulgo VAR, no site do ZeroZero ! A propósito do repto que lancei no inicio deste post,  "de que sabemos como as coisas se fazem", posso adicionar á  2ª parte deste árbitro, que parou constantemente o nosso jogo, porque o Aves fez um jogo com muitíssimas faltas, e pasme-se, apenas aos min 88’ um jogador de campo viu o cartão amarelo…eu penso que existiam ordens, mas é o futebol que temos, estávamos a incomodar!
FÁBIO, obrigado por continuares em campo mesmo com o pulso partido, ou lesionado!

Teorias da conspiração, arbitragens e etc. (do jogo de ontem)

Não sou muito dado a teorias da conspiração, pelo que não acredito que as arbitragens nos têm estado a prejudicar por causa de qualquer 'sombra' aos grandes ou Braga. A verdade é que a escolha de VARs de Braga ou Lisboa não ajuda a manter a minha ideia...
Entre teorias da conspiração e incompetência, prefiro esta última.
Mas chegados ao terceiro jogo consecutivo penalizados pelas arbitragens é tempo de parar para pensar.
Não falo de lances duvidosos, de amarelos por mostrar ou até foras de jogo mal tirados.
Falo, antes, de lances capitais: os penaties em Braga e e frente ao Nacional e a expulsão de Nadjack: a grande penalidade é bem assinalada mas, como explicava no final José Gomes, não há qualquer agressão do nosso jogador, apenas um grande disparate.
Três jogos, três lances capitais sempre contra nós.
O Presidente não anda a dormir e confio no que está a fazer. A pergunta é se estará a resultar?

PS - ontem escrevi que José Gomes reagiu tarde. Explico melhor:  Nadjack é expulso aos 14 minutos e Coentrão vai para defesa direito. 'Perdemos' Coentrão e a equipa fica um pouco amorfa., mas percebo que naquele contexto até era a melhor coisa a fazer. O problema é que as coisas se arrastaram no tempo. O Rio Ave só reage após as entradas de Dala, Gabriel e Bruno Moreira. Muito tarde, na minha opinião. Aliás, mais 10 minutos e ainda empatávamos!
(foto: Rio Ave FC)


10.11.18

(Aves, 2 - Rio Ave, 1 ) Um jogo que acaba aos 14 minutos

Acredito que com 11 teria sido diferente, mas a verdade é que a equipa acusou muito a expulsão de Nadjack (que grande disparate, Nadjack!) e a grande penalidade convertida (aceito a grande penalidade mas o amarelo seria mais acertado, penso).
Faltou capacidade de reação, que só apareceu nos últimos minutos.
O Aves foi sendo mais perigoso e não é por acaso que Leo é o melhor em campo (fez 3 defesas de golo!).
Além da equipa ter acusado em demasia a expulsão, também não estou seguro se José Gomes não podia ter feito diferente e melhor. Penso que foi muito conservador (Coentrão a defesa direito não nos beneficou) e que, mais uma vez, reagiu tarde.
Finalmente - e sem querer falar de arbitragem (têm alguma coisa contra nós? fizemos mal a alguém?) - o lance do segundo golo nasce de um erro nosso de marcação (Buatu?) depois de uma bola parada.
Em resumo: cinco pontos perdidos nos dois últimos jogos.
Não morre ninguém, temos muitos para conquistar.
Mas fico com a ideia de que muitos jogadores acusaram a pressão de estarem nos primeiros lugares. E a equipa acabou por falhar nesta fase em concreto.


É hoje!



Numa equipa em que os 20 jogadores de campo já utilizados têm uma altura média de 1,82m é pouco compreensível que ainda não tenhamos nenhum golo marcado de cabeça. Sofridos são 5. Já marcados de pé esquerdo é uma fartura, 68,75% do total.

Eu acredito que é hoje! Por isso vamos lá entrar de pé esquerdo e ganhar ao Aves com muita cabecinha!

Dala por Vinicius

Vinicius e Tarantini não treinaram, pelo menos a 100 por cento, durante a semana.
É normal que mesmo que surjam hoje recuperados não estejam em condições de serem titulares.
A substituição de Vinicius é simples: Dala.

Já Tarantini, ainda sem Jambor, vai obrigar ao regresso de Leandrinho.
(o relvado vai estar 'pesado' nas Aves, o tempo não vai ser favorável, o que não ajuda ás características de Leandrinho).


9.11.18

(Sub23 3-0 ao Feirense) Massacre... de desperdício

Mais um jogo entre duas equipas de qualidade muito diferente.
Domínio absoluto do Rio Ave, que marcou 3 e falhou pelo menos mais 5 golos! Na verdade perdi a conta às oportunidades para o nosso lado... (o tempo, muito desagradável, não ajudou).
Um jogo dominado pelo fator 'aze-aza': azelhice e azar!
Algumas notas soltas:
- Tiago André voltou a marcar e foi o melhor em campo. A defender e no ataque (podia ter marcado pelo menos mais um),
- Murilo foi titular e jogou uma hora certa (é dele o - excelente - cruzamento para o golo de Tiago, além de ter 'sacado' o penalti convertido por Vitó);
- Além dos golos de Vitó e de Tiago André, marcou ainda Diogo Teixeira (a passe de Costinha).
Ou seja, mais uma vitória sem o contributo direto do ataque.
Não por acaso Pedro Cunha tirou na segunda parte Jaime e Schute, além de Murilo.
PS - o que fazia Nadjack no banco?

A Década de ASC

Imagem RAFC
António da Silva Campos (ASC) gere o Rio Ave FC há uma década.
Este facto, por si só, merece ser enaltecido.
Foram dez anos de crescimento a vários níveis: desportivo (aumento de equipas em competição e boas classificações), em infraestruturas (aquisição da sede, aumento de campos de futebol - relvado natural e sintéticos, autocarro e melhoramento no estádio), em pessoal administrativo.
ASC teve a arte de conduzir o Rio Ave para patamares elevados. Ano após ano o Rio Ave vai obtendo excelentes resultados desportivos, permitindo o acesso a competições europeias (onde se deram os primeiros passos, com as naturais fragilidades de quem inicia uma nova caminhada).
A par deste crescimento é-nos dito que a situação financeira do Rio Ave FC e da SDUQ é invejável, essencialmente fruto das transferências de atletas e de um novo contrato dos direitos televisivos.
O calcanhar de Aquiles de ASC é por um lado o pouco aproveitamento de atletas oriundos da formação e, por outro lado o distanciamento dos sócios.  
O investimento na formação não tem trazido mais valias significativas para o futebol profissional. O que poderá levar ao afastamento para outras paragens de jovens com valor.
Quanto ao afastamento dos sócios não se compreende, se os resultados desportivos são bons, se o futebol praticado é agradável, porque é que não comparecem aos jogos (se há mais de 5.000 sócios, como se compreende que nos jogos aparecem cerca de 2.000?)
A "nebulosa" do magistério de ASC é o pouco conhecimento que é dado aos sócios das contas da SDUQ. Época após época tem apresentado lucros (curiosamente na época finda terá dado prejuízo), mas analisadas as prestações de contas que são registadas na Conservatória do Registo Comercial a rubrica do passivo tem vindo a aumentar.
António da Silva Campos será um dos presidentes que ficará na memória do Rio Ave FC.

A nossa homenagem nos 10 anos de ASC

Ao longo desta semana não deixámos de apontar aquilo que foi menos conseguido ou até o que merece ser criticado nestes 10 anos de presidência do Rio Ave FC - porque entendemos que também é essa a nossa obrigação como adeptos empenhados.
Mas a verdade é que são 10 anos memoráveis (sobretudo os últimos cinco) e que o Presidente Campos merece a nossa homenagem.
Foi o que fizemos ontem à noite.
Elementos do Reis do Ave e do Rioavistas juntaram-se à mesa do Praça Velha e convidaram ASC para jantar.
Um encontro informal, caloroso, aproveitado por ambas as partes para troca de pontos de vista.
(do meu lado pessoal não me atrevo a pedir mais 10, mas - vá lá - mais cinco!)

ATualizo: Apesar da obra feita, António Silva Campos, atualmente com 57 anos, mostrou vontade de dar sequência ao projeto delineado para o clube. "Espero que o futuro seja tão profícuo como o desejamos, porque ambição não nos falta. Há ainda muito por fazer e para conquistar", rematou o dirigente.

8.11.18

Os 10 anos de ASC: os 3 negócios do 'outro mundo'

Há muitas formas de fazer o balanço destes 10 anos, e no Reis do Ave temos tentado dar o máximo de perspetivas durante esta semana.
Uma das mais incríveis é a dimensão dos negócios que, hoje, o Rio Ave faz. Com a ajuda, em muitos casos de Jorge Mendes, mas sobretudo com António Silva Campos ao leme!
Aqui fica uma atualização da lista que temos vindo a fazer:

1) Ederson (50% do passe, ao Manchester City), 2016/17: 5 milhões mais 50% do passe de Pelé e 100% do passe de Nuno Santos; [acrescenta o valor da transferência para o Benfica, quando vendemos os 50% do passe];



2) Fabinho: 3,8 milhões por 8% do passe na época 2017/18, mais 300 mil pela cedência ao Mónaco (época 14/15). Acresce valores por empréstimo?

3) Pelé (tinhamos 50% do passe, ao Mónaco), 2017/18: 4 milhões

(da AG, fim!) Rio Ave já procura novo relvado

A formação do Rio Ave necessita de mais um relvado, anunciou ASC na AG de domingo.
O Clube tentou construí-lo perto do Estádio, num terreno onde estacionam pesados, mas parece que não é possível.
A alternativa: o espaço que já foi um campo de futebol na antiga correção (o Rio Ave quer dividir os custos com outras entidades, como a Câmara?).
Este mesmo!
(o meu comentário: segundo foi divulgado a SDUQ gastou 370 mil euros no 2º relvado natural. Mesmo que este fique mais barato e seja a dividir, será sempre um grande investimento)

PS - o futsal custou na época 17/18 137 mil euros. Insuficiente, como se percebe, para ficar nos 8 primeiros classficados.

Era Galeno, agora Vinicius, quem se segue?

O FC Porto quer Vinicius - primeira página de A Bola de hoje!
(o que diz o jornal é que o FC Porto pondera pedir o empréstimo do jogador ao Nápoles)


7.11.18

10 Anos de Presidente, e alguns de ciclismo…


Falar de António da Silva Campos  (ASC) para mim é um pouco estranho, porque pouco ou quase nada convivi com o Presidente do Rio Ave, mas ao mesmo tempo é fácil, porque estou de fora, porque comecei a apreciar o seu valor mais pelo resultado dos seus mandatos,  do que pelo que os outros(oposição) dizem. Confesso que nem sempre estive em acordo com as suas opiniões,  ou atos, mas confirmo que estive na sua maioria de acordo, gostei sempre da sua iniciativa, da clareza, e dos resultados, das propostas. Pode-se não gostar do estilo, que é ao jeito do (e desculpe-me a franqueza)  construtor civil dos anos 80, (rude, direto, curto, aqui até acho que evolui muito para melhor), mas acabamos quase sempre por gostar de ver a sua palavra a ser cumprida mesmo quando o prejuízo pessoal é evidente. Ao longo destes 10 anos o nosso presidente, deu provas de carácter, honestidade, liderança, organização, perspicácia, e frontalidade, demonstrou também ser capaz de ser agregador e  conciliador em momentos difíceis, foi capaz do nos proporcionar momentos absolutamente inesquecíveis, o apuramento para a Liga Europa, e aquelas finais nas taças, deram-nos momentos, e anos de alegria com o orgulho do tamanho da “correção”. Repito, todos sabem que nem sempre estive de acordo com as suas decisões, algumas mereceram a minha critica mais extemporânea,  mas também sabemos todos que é sempre muito mais fácil estar deste lado, quando nos sentamos à frente de um qualquer computador ou microfone, e  “botámos faladura”, a seguir publicámos no blog ou no face, e prontos ficamos à espera de “clicks” e de gostos… Dormimos descansados, e redirecionamos os nossos objetivos para a próxima crónica ou critica. Mas com o Presidente do Rio Ave, não é assim, aposto que os problemas que o nosso clube dá, dão, quase sempre lugar a insónias, é preciso sempre muito trabalho profissionalismo e muita dedicação. E se existiram criticas a fazer nestes 10 anos a ASC, sim porque elas existem(existiram), penso que a par delas haverá também muitos elogios ao trabalho desenvolvido. E o maior elogio que posso  fazer a ASC por estes 10 anos, é sem dúvida alguma, o trabalho desenvolvido, o de ele ter tido a capacidade, de equilibrar financeiramente o clube, de o estabilizar na 1ª liga, e de desportivamente nos proporcionar tantas alegrias, nunca nenhum outro presidente foi capaz de o fazer, e aqui,  é mesmo muito fácil compararmos.

Muitos já não se lembram do Passado do nosso Presidente, à frente dos destinos  da União Ciclista de Vila do Conde, foi por lá que ASC chegou dirigismo desportivo, por isso ASC estará a fazer muito mais anos que 10 anos no dirigismo desportivo, mas  no Rio Ave, como presidente  são efetivamente 10. Lembro-me de estar apenas uma única vez  cara a cara com ASC, foi durante uma volta a Portugal em Bicicleta, num jantar de confraternização após uma vitória na etapa, penso que em 2007, eu e o Vidal acompanhamos a equipa da ASC. Desde esse momento  percebi ter o chamado líder "natural" à minha frente, e que se ele quisesse poderia tornar-se num grande presidente, o tempo (11 anos) veio confirmar isso mesmo, foi por isso, que foi sempre muito fácil para mim acompanhar à distância(Inglaterra) a “obra” de ASC, era quase sempre para falar de sucesso, para falar de alegria, e isso deixava-me realmente muito contente e feliz
Amar o Rio Ave, é sofrer, é alegria, é vontade, é desejo, é perder, é ganhar, é simplesmente querer mais, e eu acho que ASC quer mais…  Eu da minha parte só tenho a agradecer pelo que fez pelo nosso clube, espero sinceramente que continue, que queira mais, e que se torne ainda maior, pois com sua grandeza, de certo que também o nosso clube será muito maior.

Presidente, muitos Parabéns!

…E venham mais 10, a Liga Europa, a Academia, a nova Sede, a nova Cobertura da bancada,  o nosso titulo (taça de Portugal), o 4º Lugar...!

PS: Corrigi o facto de me ter confundido, ASC foi dirigente da União ciclista de Vila do Conde, e não do Rio Ave conforme referi inicialmente.

(da AG) Os 5653 sócios (e as críticas)

Foi revelado na AG de domingo que o Rio Ave tinha, no final de junho, 5653 sócios e que época passada entraram 402 novos sócios.
Soube-se também que há 1941 lugares anuais vendidos e que todos os camarotes estão entregues.
Os valores da venda de bilhetes caíram 20% (- 30% nos jogos com os três 'grandes'), tendo sido apontados vários fatores, como o facto de 9 dos 17 jogos em casa serem à semana
(Muito? Pouco? ASC afirmou que gostaria de ter mais massa humana a acompanhar a equipa. Poucos mas bons, disse, admitindo "frustração" nos jogos em casa com bom tempo. O Presidente disse também que espera, com a cobertura da bancada, mais adeptos nos jogos.)
(foto: Facebook Rio Ave FC)

PS - por falar em adeptos e sócios, o Presidente referiu-se a críticas, dizendo que as aceita, desde que construtivas, mas que "não ponham em causa a nossa dignidade e dedicação".

6.11.18

O tema mais polémico da última AG: o aproveitamento da formação

O tema mais polémico da última AG não foi o resultado negativo da SDUQ nem as obras que tardam na bancada dos sócios do Clube: foi o fraco aproveitamento dos jogadores da formação, onde se gasta muito dinheiro.
Na resposta ao sócio Adriano Rodrigues, que levantou - e bem - a questão, ASC deu o único exemplo que podia dar: Nélson Monte, o único jogador da formação na equipa principal (o Presidente disse que já recusou várias propostas para vender o jogador e que acredita que fará "uma grande venda").
Mas ASC também reconheceu que os jogadores de grande categoria escasseiam ("em 100 aparece 1") e que os treinadores não apostam nos jovens se a ideia é lutar pela Liga Europa, tendo referido o caso de Luís Castro (sem o nomear).
Com as equipas sub23 e B alguns dos problemas estão resolvidos, disse.
"Não vamos desistir do projeto", disse, acrescentando: "é preciso acreditar na formação, os resultados vão aparecer", até porque "os sub23 têm matéria suficiente para nos garantir o futuro".
(uma nota pessoal: sou dos que acham que se tem gasto muito mais do que aquilo que se tem aproveitado, sendo que o problema é mais do aproveitamento do que dos gastos. A Direção não pode culpar apenas os treinadores: ao comprar 3 centrais, mantendo Monte, estava traçado o destino de Silvério [continua muito bem no Varzim])

Jogo sério, com resultado da playstation.



Não quis escrever ontem a quente, fiquei acho que bem pior que os jogadores, ainda estou furioso…Não digo com quem
A equipa fez um jogo fantástico, talvez dos melhores jogos, em termos de jogo jogado em casa,  tivemos o melhor Fábio na 1ª parte, caiu bastante na segunda, e apesar do seu  erro,  que dá o golo do empate, Fábio fez uma exibição de luxo, dinâmico usou a profundidade como ninguém, vagabundo, jogou a estremo na direita e na esquerda, recuou para o lado de Schmidt quando Tanrantini subiu,  veio varias vezes buscar jogo a  zonas bem recuadas,  perspicaz, usou a sua experiência para recuperar e ganhar bolas no meio campo, muito mais empreendedor, os passes, cruzamentos e remates de Fábio começam a dar frutos, a sua capacidade técnica não engana, e CAPITÃO…agora sim, acho que temos o nosso Fábio e que jeito dá ter na equipa um jogador com esta qualidade. Tivemos o melhor Vinícius, fez golos, criou oportunidades, pressionou, correu muito, jogou muito, e  lutou como ninguém, melhor em campo sem dúvida. Tivemos Galeno, que apesar de não ter sido, ou estado no seu melhor, na segunda parte foi um quebra cabeças para os insulares…Merecia pelo menos que o árbitro assinalasse aquele "penalty"… O VAR tem o 2º grande erro contra nós…justifica-se uma exposição á liga…estamos na luta pelos lugares cimeiros, e não admito que nos tirem de lá, desta forma! 
Depois tivemos o jogo da playstation, se no golo do empate aceitamos a sorte do adversário na forma como obtém o golo, e obviamente não podemos deixar de apontar o erro do Fábio, bem como nessa jogada  a incapacidade da equipa parar o contragolpe, impunha-se uma falta e o sacrifício de um qualquer cartão amarelo, mas não, ninguém se ofereceu, foi tudo muito “soft”, e pimba, 1º golo de playstation, remate e ressalto, contra a corrente de jogo, e contra a superioridade evidenciada da nossa equipa. Depois veio o 2-1, desta vez bem o VAR, ao assinalar o "penalty", que Vinícius converte com classe. Quando surge o 3-1, confesso que pensei, prontos matamos o jogo, puro engano, acho que também os jogadores , e mal, se convenceram disso, e entraram em modo “Playstation”,  a pressão sobre o adversário “acabou”,  ao contrario o adversário e bem, achou que ainda tinha vidas para gastar, percebeu que estávamos em modo playstation e com todo o mérito principalmente depois da entrada de Witi, chega ao empate numa falta plena e absoluta de ingenuidade, falta de concentração de Nadjack, não lembra a ninguém fazer uma falta daquelas…enfim, aquele "penalty" praticamente nos tira da vitória. Nadjack que estava a ser um dos melhores em campo, Nadjack que para mim tinha sido o melhor jogador em campo no jogo anterior, mas no melhor pano cai a nódoa, e até ele tem direito a pensar que estava na playstation…Pensei, nós não vamos perder isto, é muito injusto, seria muito injusto, mas confesso, que o jogo com o D. Aves pairou na minha cabeça, ainda gritei façam “reset” á playstation por favor, comecem de novo… - tarde de mais, Schmidt não sabia do jogo com o D. das Aves(não estava cá), e decidiu, dar-lhes mais uma vida…quando assim é nada a fazer, a não ser perceber, que somos e fomos melhor que o adversário, que isto não vai acontecer muitas mais vezes...quem errou percebeu que jogar na playstation é bem diferente da realidade, aqui ficamos mesmo sem mais 2 pontos, e erros infantis destes, só mesmo na playstation! 
Portanto, grande jogo da nossa equipa, que apesar dos erros sai de cabeça erguida, mas com uma valente dose de frustração pelos erros primários a que não estamos/estão habituados… 
É futebol, sim é, 3-1 no relvado, 3-3 na Playstation.

Ainda o jogo de ontem: bom e mau

Bom:
- a inspiração de Coentrão (aqueles passes em profundidade são qualquer coisa de especial);
- a dinâmica de Diego Lopes, que foi o jogador com mais pulmão;
- as melhorias no 'relacionamento' entre Coentrão e Nadjack; vão-nos trazer muitas alegrias, acredito;
- Vinicius-matador!

Mau:
- as falhas da defesa, sobretudo dos centrais; no primeiro golo do adversário o posicionamento dos nossos jogadores é caricato; Toni, apesar da altura, ganha poucas bolas de cabeça;
- a primeira parte de Tarantini, pouco produtivo;
- a quebra física na segunda parte - porquê?
(e ainda mais uma grande penalidade por marcar a nosso favor, sem qualquer margem para dúvida; mais uma vez nem árbitro nem VAR viram? [aceito a marcação da grande penalidade contra nós; é duvidosa, eu sei, mas ao contrário também a reclamaríamos]. Justifica-se uma posição mais enérgica do Clube neste campo)

Os 10 anos de António Silva Campos - um percurso ASCendente

Muito mudou o nosso Rio Ave desde que António Silva Campos tomou as rédeas do clube! Há claramente um antes e um depois de ASC: o clube estabilizou-se na 1ª Liga, fortaleceu as finanças e mudou de padrão no que toca às suas expectativas desportivas. Como convém, a mudança não aconteceu num estalar de dedos. As mudanças foram feitas passo a passo, criando bases que se pretendem sólidas e que sustentem o futuro do clube. Não tem havido tentações no que toca, por exemplo, a construir uma equipa cara cujo hipotético falhanço possa hipotecar o futuro do clube, ou numa desregrada aposta em infraestruturas, por muito que nós sócios reclamemos melhores condições sobretudo no estádio.

Mas olhemos aquilo que o futebol do Rio Ave conseguiu nestes 10 anos de ASC.
calcar na imagem para aumentar
A imagem acima ilustra de certa forma o crescimento sustentado de que falava: as primeiras 4 épocas serviram de "aprendizagem" ao presidente. Era preciso conhecer a casa, conhecer os meandros do futebol e criar um projecto. Mudou-se a expectativa e sobretudo a exigência. Exemplo disso é a contratação de Nuno Espírito Santo, que apesar de não ter experiência como treinador principal, trouxe ao clube uma muito profunda mudança de paradigma. Daí em diante há um salto qualitativo muito importante. Passamos a ser um clube pequeno com mentalidade maior. A percentagem de pontos e vitórias conquistados ficou sempre acima dos 35%, exceptuando a época de estreia na Liga Europa onde fizemos uns impressionantes 57 jogos oficiais. Foi também um sinal de "dores de crescimento".

Curiosidades deste percurso:
- Os 10 anos começaram com um jogo contra o Nacional na Madeira (0-0) e completaram-se com a recepção ao mesmo clube e também com um empate, mas em casa a 3 golos;
- foram 8 treinadores em 10 anos e só houve duas rescisões a meio da época;
- há um saldo negativo de golos e também de vitórias face a derrotas que vem sendo atenuado gradualmente;
- se todos os jogos valessem pontos teríamos 406, ou seja ASC aproxima-se a passos largos de ter o mesmo número de pontos e de jogos oficiais (417 pelas minhas contas).


5.11.18

9j: Nacional: Mau

Sejamos claros, esta derrota tem 2 rostos: não é engano, o resultado é uma derrota e não, Coentrão e Schmidt não são os eleitos, a nossa derrota é culpa do nosso treinador e do árbitro.

O Nacional é a pior equipa da 1ª Liga. Na 2ª Liga não sei se lutaria para subir. Fez um jogo miserável em Vila do Conde e, 1) beneficiou da nossa inépcia em golear, porque, sejamos claros mais uma vez, o resultado não deveria ter sido outro e 2) de um árbitro que muito apressado e lesto esteve para marcar faltas contra nós, mas muitas dúvidas sempre nas faltas a nosso favor.

Depois há o nosso treinador, que é uma espécie de 2 a): com 3-1 a nosso favor a equipa foi-se partindo em 2 blocos distintos, o bloco dos que atacavam e não recuperavam no terreno e o bloco dos que defendiam. No meio havia um deserto onde a frágil equipa madeirense foi lavrando o seu futebol e encontrando espaços para incomodar. Ora, o nosso treinador não foi capaz de ler nem ver esta situação. Deixou prolongar a nossa agonia até ter de fazer duas substituições por lesão, sem refrescar a equipa com novas ideias e sem lhe dar outra projecção. Eu, por exemplo, bem mais cedo teria mexido no 11, tirando Tarantini não para meter Leandrinho, mas mas para meter Dala e inverter o triângulo do nosso meio-campo.

Foi muito mau. Foi um reviver dos 1\4 final da Taça de Portugal do ano passado contra o nosso próximo adversário na Liga. Hoje tenho uma azia do tamanho do mosteiro de Sta Clara. Alguém me arranja uma pastilha? Duas?

Texto sem título

Saí do Estádio após o apito final, com uma cabeça tão grande que quase não cabia no carro.
Na rádio ouvi que a equipa foi aplaudida por muitos adeptos e senti inveja desses adeptos.
Eu, pelo meu lado, só me lembrava do Aves e de como é possível passar de 3-1 para 3-3 perante um adversário claramente inferior.
Não tenho duvidas de que houve penalti sobre Galeno, mas não responsabilizo diretamente o árbitro pelos dois pontos.
Pusemo-nos a jeito.
Demos fífias do tamanho dos Arcos.
Quebrámos como equipa na segunda parte.
As substuições chegaram tarde.
A defesa mostrou fragilidades que já não imaginava existir.
Disto isto: mereciamos ganhar e empatámos.
Sábado: todos às Aves.

Plantel do Rio Ave avaliado em 30 milhões

Ainda a Assembleia Geral de domingo: a determinado passo, ASC revelou que esteve a fazer as contas com o diretor desportivo e que o atual plantel está avaliado em 30 milhões de euros, um pouco acima do que prevê o Transfermarket.
O Presidente deu esta informação para dizer que "está garantido o futuro", mostrando confiança. "O nosso futuro será ainda melhor".
Na parte final da AG, a vice-presidente com o pelouro financeiro explicou que contabilisticamente os ativos da SDUQ ultrapassam os 20 milhões (equipa principal, sub23, equipa B, juniores, juvenis e iniciados).
Os capitais próprios da SDUQ atingem quase os 8 milhões, o que significa que a SDUQ está "financeiramente saudável", disse Alexandrina Cruz.
Quanto ao passivo de 13 milhões, foi explicado que se deve essencialmente ao facto dos clubes que nos compram jogadores pagarem em 3 ou 4 anos, o que nos obriga a fazer o mesmo aos clubes a quem devemos (Benfica, nomeadamente).
O Rio Ave paga as suas dívidas correntes a 30 dias e está a cumprir todos os pressupostos do fair play financeiro da UEFA, foi ainda revelado.
(foto: Rio Ave FC)

Reis do Ave e os 10 anos de ASC como Presidente (o melhor e o pior)

[António Silva Campos foi eleito a 8 de novembro de 2008 e empossado no dia seguinte. Esta quinta-feira passam 10 anos. Ao longo desta semana relevamos, das mais variadas formas, este marco importante na nossa história]

Gil Ribeiro Silva:
O melhor - A estabilização e crescimento financeiro e desportivo. 
O Rio Ave passou a ser um clube apetecível para toda a gente: Cumpre com as suas obrigações, criou um projecto desportivo consistente e deixou o yo-yo do sobe e desce, é uma boa montra para quem deseja dar o salto para outros outros clubes com maiores ambições, participou em finais e começa a ser presença habitual nas competições internacionais de clubes.

O pior - O estádio e a falta de sócios\adeptos
Não há volta a dar, depois do salto qualitativo com os estádios do Euro 2004 o nosso estádio parece cada vez mais antiquado. As infraestruturas têm melhorado, mas não aquela onde joga a principal equipa do clube e a que mais pessoas recebe.
O que também não acompanhou o sucesso desportivo do clube foi o número de sócios\adeptos do Rio Ave. Há muito para fazer neste campo e não é fácil compreender como não tem sido possível capitalizar o excelente momento que o clube atravessa de há uns anos para cá.

Gualter Macedo:
O melhor - credibilidade e a recuperação financeira, já ninguém se lembra que em 2007 o clube estava na 2ª Liga com um passivo que o poderia levar à falênciaestabilizar o clube na 1ª liga, 10 anos é de facto obra e histórico, esta época vamos completar 25 presenças na 1ª liga. Disputar 3 finais de taças, e outras tantas meias finais, afastar o clube ano após ano da linha d´água, discutir lugares europeus, dar amplitude e transformar este clube num clube europeu, vender (jogadores) quase sempre bem. A profissionalização de alguns elementos e o recrutamento de gente que, sem serem propriamente do Rio Ave, trouxeram bastante qualidade em variadíssimas áreas. Renovação dos campos de treinos, todos se lembram que em 2007, dispúnhamos apenas de um campo de treinos partilhado por todas as equipas. Revelou-se um mestre na negociação pois construiu pontes e parcerias importantíssimas tais como a Gestifute, parceria que claramente alavancou o clube, afastando-o dos problemas financeiros.

O pior - Política de angariação de sócios, acho que o clube ainda não fez o necessário para trazer mais gente para dentro do clube, temos um longo caminho a percorrer, talvez as obras no estádio ajudem (necessita claramente de ter mais conforto). Camadas jovens: produzimos poucos talentos, também ainda não encontramos a fórmula ideal para poder ter ano após ano novos talentos na equipa principal. Ou seja neste momento compramos muito, mas muito mais do que promovemos. A liga revelação pode de facto ser a chave, mas a ausência de uma academia ajuda à dispersão dos nossos talentos por clubes satélites sem o devido retorno. Uma academia, é o futuro de qualquer clube profissional, dá raiz e amor à camisola aos jovens que nela crescerem, é portanto fundamental que possa ser concretizada nos próximos 2 anos. A Sede do Clube, é talvez, o grande calcanhar de Aquiles, por que razão não se fez nada ao longo de tantos anos, não entendo.

João Paulo Meneses:
O melhor - dez anos seguidos na primeira divisão? três finais? três participações na Liga Europa? Uma equipa que deixou de lutar pela manutenção? Sem margem para dúvidas, sim, tudo isto acompanhado pela estabilidade financeira (sem necessidade de SAD);

O pior - 10 anos sem mexer no Estádio, nomeadamente na bancada; pouco aproveitamento do grande investimento feito na formação. Menos importante, mas já agora: alguma falta de informação sobre as contas da SAD (e as transferências dos jogadores)

Vítor Carvalho:
O melhor - Estabilização na primeira liga. Crescimento nas infraestruturas desportivas.

O pior - Pouco, ou nenhum aproveitamento do investimento feito na formação. Pouca informação prestada aos sócios sobre as contas da SDUQ e a prestada contradiz, em parte, os dados apresentados anualmente pela gerência na Conservatória do Registo Comercial.