16.4.19

Devemos ser e parecer sérios... se preciso radicais


Escrevo isto com 2 semanas de antecedência, não por falta de respeito pelo Belenenses SAD, mas por uma questão de precaução e de dar tempo a que se efectivamente alguém queira tirar daqui alguma ilação o possa fazer atempadamente.

Quando se trata de defender a honra, a ética ou o bom nome próprio, devemos não só ser sérios, como também fazer transparecer isso... seja de que forma for, mais ou menos agressivos, mais ou menos radicais... temos é efectivamente de ser e parecer sérios.
Isto serve em nome próprio com cada um de nós, mas também em instituições, não só com o próprio nome institucional, nunca esquecendo aqueles que a representam.

Como sabemos, vivemos num país onde no futebol tudo é motivo de suspeita e de insinuações, principalmente quando há 3 clubes directamente envolvidos.

Ditou o sorteio que o Rio Ave Futebol Clube jogasse em casa 2 dos últimos 4 jogos com as duas equipas que disputam com igual número de pontos a Liga NOS.

Ontem vimos já comentadores afectos a esses 2 clubes a porem em causa a idoneidade, o bom nome institucional e até o profissionalismo dos jogadores e do treinador do Rio Ave FC.
O clube deve agir em conformidade na instâncias legais.

Contudo, acho que o clube desta vez deve ser mais radical e isso é possível não tendo um comportamento diferente para um e para outro.

Para mim, ao contrário do que vem sendo hábito, cedia tanto ao FC Porto, como ao SL Benfica apenas o número de bilhetes que estão definidos no regulamento. Ou seja 5% da capacidade legal do estádio.
Isto são 450 bilhetes mais ou menos, mais 50 bilhetes para a central, mais 10 bilhetes de camarote, pelo que pude perceber do regulamento.

Agora mais importante que isso: além destes bilhetes, só poderiam adquirir bilhetes os sócios do Rio Ave FC que não têm o lugar anual. Assim, teríamos 500 adeptos do adversário e os outros seriam sempre sócios do Rio Ave FC.

E não é dar borlas a acompanhantes de sócio porque nestes jogos os acompanhantes são sempre estarolas, para não falar nos sócios que também o são.

Num orçamento de 9 milhões serão 300 ou 400 mil euros nestes 2 jogos assim tão importantes para pormos em causa o nosso bom nome?
É preferível ter num estádio 4000 mil do Porto ou do Benfica e 3000 do Rio Ave FC? Ou 3000 do Rio Ave FC e 500 do Porto ou do Benfica, mas mostrando que a casa é nossa?

Resumindo: não deve haver nestes 2 jogos bilhetes à venda para o público em geral.

Além disso evitaríamos situações como a desta semana em que os adeptos do Vitória fizeram o que fizeram e situações como as do ano passados contra os grandes em que estas lançaram tochas e petardos à força toda em nossa casa.

As relações não ficariam comprometidas porque não haveria diferença no tratamento de um ou de outro.