30.9.19

2ª Derrota por 1-0, Não conseguirmos marcar!


Fotos RAFC
Entramos mal no jogo, a bola "queimava" nos nossos pés.
Estivemos mais uma vez mal no golo sofrido, Marega surge no meio dos nossos melhores jogadores de cabeça e na sequência de um canto, neste caso, este golo, deu-nos a 2ª derrota por 1-0( Famalicão foi a 1ª), e só não marcamos ontem porque tivemos jogadores muito abaixo do que lhes é normalmente reconhecido como capazes de fazer. 
Com Filipe Augusto condicionado muito cedo pelo cartão amarelo injusto, e Diego Lopes sempre muito bem marcado em todo o terreno por Uribe, somando ainda o facto de Nuno Santos estar sempre muito precipitado, e sem a acutilância que lhe é reconhecida, sobrou apenas Tarantini, que apesar de ter sido o mais esclarecido, esteve quase sempre muito preocupado com o seu posicionamento para evitar as saídas de bola  de Danilo, perdendo assim alguma capacidade de jogar com mais eficácia em zonas mais avançadas. 
De facto a 1ª parte foi toda do FCP, e podíamos até ter sofrido mais golos, não sofremos, e na 2ª parte melhoramos muito.

Mister, adorei a audácia, eu gosto de ver um treinador inconformado, e tentar fazer pela vida como se costuma dizer. Por isso nada a dizer quanto à forma como mexeu na equipa, e como quase surpreendeu o FCP. Mas, e porque perdemos existe sempre um mas, como o resultado o diz, não resultou, e não resultou porque vimos um Porto, a recuar no terreno e a comportar-se como um clube pequeno, baixando as suas linhas e colocando um “médio”(segundo SC), a mim pareceu-me um central, pois apenas ocupou a zona dos centrais. 
A par das entradas de Jambor, Taremi  e mais tarde Ronan, veio também a audácia de jogar com 3 centrais, mudado o sistema de jogo (já não é a 1ª vez que  o fazemos)a verdade é que passamos a ter mais bola, mas continuamos com muita dificuldade em chegar na frente, mérito ao FC Porto que deve ter analisado à lupa os 2 jogos com o Sporting e não cometeu os mesmos erros, percebendo o momento do jogo,  admitindo as dificuldades, recuou a equipa, chegando mesmo a sofrer e a ter necessidade de passar "tempo" nos últimos 10 minutos. 
 Em resumo demos a 1ª parte ao Porto, e fizemos uma boa 2ª parte, melhoramos em muitos aspetos, mas a fraca lucidez da equipa da 1ª  parte manteve-se na 2ª, principalmente no último passe, e quando assim é, quando não conseguimos transportar a bola de forma eficaz(passe) ou colocar os nossos avançados de frente para a baliza, o normal é não conseguirmos marcar. A equipa parecia estar a jogar sobre brasas, quando não havia razão nenhuma para isso…
Há dias assim, e ainda não foi hoje(ontem) que voltamos a ganhar ao  FCP.

Notas finais:

1. O JPM já referiu no seu post a exibição de M. Reis, eu estava a ver o jogo ao lado dele, e falamos varias vezes desta "grande"exibição. Foi de facto o melhor em campo (das 2 equipas). A Sporttv continua a dormir...

2. Notas menos boas, sem os destacar, os jogadores  do meio campo, todos eles estiveram uns furos abaixo, tanto os que jogaram como os que entraram…Talvez aqui a culpa não seja apenas e só deles, mas da grande qualidade sem dúvida que este FC Porto tem…
3. Taremi, tem estado lesionado, sabemos disso, entrou para fazer 45’, chegou a marcar, mas não valeu, mas  contudo em 2 arrancadas foi notório que o jogador não conseguiu atingir a velocidade desejada, para além de se notar esforço físico, mancando, isso preocupou-me…Acho que corremos aqui um grande risco… A meu ver ele não estava pronto para regressar…espero sinceramente, estar enganado, pois precisamos de Taremi bem para os próximos jogos!

29.9.19

Duas partes muito distintas, com Carvalhal a 'brilhar' mas com pouco perigo (0-1 para o FC Porto)

1) Primeira parte desinspirada da equipa, pouco pressionante e a deixar o FC Porto jogar. Os lances de bola parada do adversário eram sempre demasiado perigosos;
2) Revolução ao intervalo, com a entrada de Taremi e Jambor. O Rio Ave jogou 45 minutos com três defesas e dominou o FC Porto, embora criando pouco perigo.
3) Vimos o Porto a perder tempo, por vezes mesmo em antijogo, com a ajuda do pastelão do árbitro.
4) Melhor em campo: Matheus Reis; que jogaço! Chegou a anular Marega. Nuno Santos e Diego Lopes muito desinspirados.

Taremi no banco

É o regresso de Taremi, após lesão.

Monte continua a defesa direito.
De resto tudo como se esperava, frente ao FC Porto.
(informações do onze: Sofascore)

"Demolida" a 'terceira bancada'...

Com poucos lugares no Estádio para os adeptos visitantes, nomeadamente os portistas logo, o nosso Clube antecipou que poderiam vir a ocupar aquele pequeno monte de terra, do lado do quartel dos bombeiros..
Vai daí, houve terraplagens esta semana e a 'terceira bancada' desapareceu...

28.9.19

Alvalade II


O jogo para a Taça da Liga foi um jogo atípico.
O objectivo foi conseguido, mas foi um jogo mal jogado pelas duas equipas, que jogaram com jogadores pouco rodados, fruto de um calendário apertado.

Fizemos um golo através de um jogador que eu não aprecio muito, contudo é necessário dizer que foi um bom golo. Recuperou a bola e durante 40 metros progrediu até finalizar. Ninguém lhe saiu ao caminho? E então? Que culpa tem ele disso? Eu se apanhar os verdes todos nos semáforos também não vou esperar que chegue o vermelho em nenhum deles… E depois é uma bicada à Romário… bom golo.

Depois é importante referir que mais uma vez se nota muito trabalho do treinador e muito empenho e até inteligência dos jogadores. Novo sistema táctico, com jogadores pouco rodados, mas com eficácia defensiva (é verdade que o SCP teve oportunidades, mas temos de ser realistas e perceber que temos concedido oportunidades aos adversários em todos os jogos). Mais ainda, durante o jogo há uma mudança no sistema e a equipa melhora, isto tudo com jogadores pouco rodados:
Mais uma vez em Alvalade, para mim a diferença esteve em Carvalhal.
O golo deles nasce de uma falta duvidosa, mas que aceito a marcação e num livre que só entra porque bate num jogador nosso.

Na segunda parte é verdade que eles têm mais posse, têm uma ou outra oportunidade, mas ninguém tem culpa que as falhem, como por exemplo falhamos contra o Tondela. O nosso 2º golo é feliz, mas é fruto de uma jogada de insistência e em que os ressaltos são todos ganhos pelos nossos jogadores e isso demonstra a crença, a vontade e a atitude, bem como o sinal que o treinador passou com as substituições. Era para ganhar. Nesse lance estavam 4 ou 5 ou jogadores nossos dentro e/ou nas imediações da área do adversário.

Em termos de Taça da Liga temos boas chances de passar. Creio que que não perdendo em Portimão e jogando em casa a última jornada com Gil Vicente podemos acreditar que passamos. Se ganharmos em Portimão... é quase certa a passagem.
Além disso, se passarmos o nosso grupo cruza com o do Braga, cujo presidente esta semana pediu o fim da competição. Se for coerente com o que disse, então que desista ou que pelo menos jogue com os sub23; contudo Braga, Paços, Marítimo ou Penafiel (com todo o respeito pelos clubes) seriam sempre em teoria mais acessíveis que Porto ou Benfica, caso estes confirmem as passagens.

Agora é esperar que nos calhe o Sporting para a Taça de Portugal… em Alvalade... Não há duas sem três.

Mas para já venha o FCP para a Liga.

PS1: Junio, desta vez a central, voltou a jogar e fez um jogo bom, tal como os outros 2 centrais da tripla Messias e Bore.
PS2: Figueiras foi substituído relativamente cedo. Jogará o próximo jogo a titular? Acho que não… mas…
PS3: Amaral não fez um jogo mau, mas sinceramente não vi nada que não tenha visto em Tiago André... mas se calhar vejo mal.

O primeiro grande teste: todos na mesma bancada

Os deptos portistas irão ocupar a lateral norte (claques?) e possivelmente a lateral sul, uma vez que foi para esse local que o Rio Ave pôs à venda os bilhetes do público em geral.
A minha dúvida é se o público dessa lateral sul (quase todos portistas, embora adeptos de outros clubes também possam comprar - mas por 37 euros??? Sei que os lugares são escassos, mas acho, porque sempre achei, um preço exagerado) vai ter uma entrada completamente autónoma e estará completamente separado dos Riovistas. Espero que sim. Acredito que sim. Terá que ser assim.
Por falar em Riovistas, este será mais um jogo em que não teremos os nossos lugares marcados?

27.9.19

Um bico, daqueles...


Foto RAFC
Há muito tempo que não via um golo de bico (o jogador finaliza com a biqueira da chuteira). No meio do futebol é visto como um gesto feio, pouco elegante, que exige pouca técnica, mas quando executado com surpresa, quanto a mim é muito eficaz, assim como o de ontem.
O autor deste Bico foi Ronan, que quanto a mim aproveitou muito bem a oportunidade que o treinador lhe deu. Um golo feliz, pelo Bico, mas também porque antes do bico, o golo é todo ele trabalhado pelo jogador, já que é ele quem recupera a bola ainda no meio campo para depois fazer uma cavalgada de 40 metros. Já com a língua de fora, e sem grandes hipóteses de tempo para rematar a preceito, dá-lhe "aquela biqueirada", para surpresa de todos marcando assim um golo à ponta de lança…  Eu nem queria acreditar…
Quero, isso sim, mais 2 bicos destes contra o Porto…
Parabéns Ronan, há que acreditar, nem que seja à biqueirada!

A Taça da Liga e a (nossa) formação

Depois do Benfica, agora é o FC Porto que descobre os jogadores da formação e os põe a jogar na primeira equipa.
Relativamente ao Rio Ave, sempre pensei que CC iria aproveitar o jogo da Taça da Liga para lançar algum dos jovens.
Já se sabe que Costinha vai ter de esperar que o míster faça a gestão do excesso de laterais [a propósito, o que diriamos se Costinha tem jogado tão pouquinho como Diogo Figueiras? Que é jovem, que precisa de evoluir, que... Ok, estamos conversados!], mas admiti que Vitó fosse titular em Alvalade.
O Rio Ave teria jogado de forma diferente se Vitó fizesse o lugar de Tarantini ou até de Piazón [não há aqui qualquer crítica a estes dois jogadores]? A pergunta que eu acho que deve ser feita: teriamos deixado de ganhar em Alvalade com essa opção?

PS - por favor, não me venham com o argumento de 'estar a dizer mal', quando se pretende discutir as coisas que correm menos bem no nosso Clube. Defendo as ideias em que acredito e - como faço há muitos anos - acredito que temos jogadores com qualidade na formação. Só precisam de oportunidades para se mostrarem. Que, no caso do nosso Clube, não têm existido.

26.9.19

(Taça da Liga: Rio Ave vence 2-1 em Alvalade) Eficácia incrível em jogo para recordar

Positivo:
- Carvalhal trouxe um sistema tático diferente (três centrais) para surpreender o adversário; Aderllan lesionou-se no aquecimento e Junió foi chamado a jogar como central;
- o Rio Ave apresentou-se com a equipa B (Borevkovic e Tarantini eram os únicos 'titulares'); gostei de Pedro Amaral;
- eficácia incrível no ataque; dois ataques, dois remates à baliza, dois golos;
- melhor em campo: Messias e Borevkovic.

Negativo:
- a exibição de alguns jogadores que não 'agarraram' a oportunidade; sim, Gabriel é o melhor exemplo;
- Piazon marcou mas não me convenceu;
- a entrada muito frouxa da equipa, sobretudo no setor defensivo (talvez consequência da lesão de Aderllan);
- o jogo não ter sido aproveitado para utilizar algum elemento da formação;

Agora vamos a Portimão em busca dos três pontos para garantir um lugar na final-four da Taça da Liga!

25.9.19

Um jogo para o campeonato a uma quarta-feira, cinco da tarde!!!!

Rio Ave - Moreirense, dia 30 de outubro às 17h.
Manda quem paga (Sporttv), mas 17h de um dia de trabalho?
18h já seria mais aceitável, sem ser bom!

Amanhã, um onze completamente diferente

No final do jogo com o Belenenses, Carvalhal disse que amanhã apresentaria em Alvalade um onze muito diferente, tendo em vista a necessidade de não sobrecarregar os jogadores mais utilizados (domingo, jogo com o FC Porto) e também a possibilidade de dar minutos aos que têm ficado de fora.

Não espantará se virmos Paulo Vítor na baliza;
Diogo Figueiras e Pedro Amaral nas laterais.
Messias e (tem de repetir alguém) Borevkovic no centro.
Jambor será o 6, Vitó o 8 e Piazon o 10.
Na frente Ronan, Gabriel e (aqui também vai ter de repetir alguém) Mané.

De fora, Taremi, Joca e Nadajck, lesionados, Junió (há muitos defesas direitos) Costinha (jogou ontem pelos sub23) e Carlos Alves.
E assim estão os 26 jogadores.
(A estreia de Pedro Amaral)


24.9.19

Personalidade



Fomos ao Jamor jogar contra uma colectividade recente, sem história, sem casa e que por causa de uma SAD corre o risco de pouco durar.
Ganhamos porque fomos competentes e eficazes.
Entramos bem. Marcamos cedo. Concedemos oportunidades que o adversário não aproveitou. Criamos ainda mais que não soubemos concretizar à excepção de mais uma.
Ou seja, eficazes porque ganhamos, mas pouco eficientes porque criamos muito e finalizamos pouco.
Do meio campo para a frente arrisco-me a dizer que temos um dos 4 melhores “6”. Ou seja: partindo do princípio que todas as equipas jogam com um guarda-redes e 4 defesas (5 jogadores), dos 6 da frente titulares competimos com os melhores. Podem-nos é depois faltar alternativas no resto do plantel que os outros têm. Nuno Santos parecia andar perdido nos últimos jogos… mas no sábado partiu tudo. Diego para mim o melhor, pelo que jogou, fez jogar e pelo que marcou (e isso também conta, porque se todos jogassem como o Nuno mas também falhassem como ele, não ganharíamos).
Monte voltou a jogar e bem. Contudo, continuo a acreditar que Diogo F., recuperando ritmo é um jogador que fará a diferença. Dupla de centrais com alguns erros repetidos que tem de melhorar rapidamente. Matheus e Pawel estiveram bem. 
Bruno Moreira, o Cristo da equipa, 3 jogos seguidos a marcar: Vitória, Tondela e B SAD. Com Cristos assim quem precisa de um Simão de Cirene ou de Ronan's...?

Estamos bem. Estamos fortes e ficou demostrado que contra o Tondela aconteceu-nos o que tem acontecido ao Coates. Marcamos pouco, e sofremos tudo. E isso não acontece todos os dias, nem nas nossas vidas nem no futebol. O normal do Rio Ave FC acredito que seja o que apresentou contra o B SAD: somos uma das equipas mais sólidas do liga e iremos melhorar.
Árbitro despercebido. Como sempre deveria ser.
PS: prefiro 10 pontos e ser SDUQ, Lda. Do que ter 16 pontos e estar hoje em primeiro e amanhã a fazer companhia ao Estrela, Olhanense, Leiria ou Beira-Mar.

Vencer em Lisboa e contemplar a Europa

Qualquer vitória é boa, em qualquer estádio. Vencer no Jamor costumava significar levantar uma Taça, mas agora que o Belenenses faz do estádio Nacional a sua casa, as coisas mudaram de figura.

Deixando essas memórias do Jamor de lado, trouxemos de Lisboa o 4º lugar e estamos no caminho europeu. Mas vejamos o que mais resultou da vitória de sábado passado:

- 1º jogo em que não sofremos golos;
- voltámos a rematar mais que os adversários (foi assim em 4 dos nossos 6 jogos). No total temos 83 remates, os adversários 52;
- a eficácia melhorou, mas ainda estamos abaixo do que fazem os outros (15.66% para nós, 17.31% para os adversários);
- continuámos globalmente com mais posse de bola (52.67% vs 47.33%), ainda que o Belenenses a tenha tido mais tempo em seu poder no sábado (46-54). Foi apenas o 2º jogo com menos posse de bola que os adversários;
- Diego tornou-se no 7º jogador a marcar golos pelo Rio Ave na Liga, enquanto o 3º de Bruno Moreira deu para apanhar F. Augusto e Mehdi na topo da lista dos melhores marcadores;
- foi a 3ª vez que marcámos nos primeiros 10 minutos da 1ª parte, o período do jogo em que somos mais certeiros. No entanto, é na segunda parte que mais concretizamos, 7 dos 13 golos. É também na segunda parte que mais golos sofremos, 5 dos 9. Apenas como curiosidade, os períodos em que mais sofremos golos ficam entre os 11 e os 20 minutos de cada uma das partes (2 golos em cada uma das partes)
- ao marcarmos cedo na jornada que passou acabámos por ficar no total com mais tempo na posição de vencedores do que de derrotados. Neste momento temos 220 minutos empatados, 173 a vencer e 141 a perder.

Rio Ave confirma demolição da bancada nascente

Sem surpresas, o Rio Ave anunciou ontem à noite a demolição da bancada nascente e a construção de uma nova, mal as obras da Academia fiquem prontas.
É a decisão certa e aquela que mais beneficia o Clube (em vez de uma bancada remendada, a poente, os sócios e adeptos passarão a ter uma bancada completamente nova, perto do relvado, deixando os adversários na bancada que atualmente ocupamos, a poente).
Claro que vai ter mais custos, mas são custos necessários.
Se o orçamento do futebol tiver que diminuir um milhão por ano, para pagar a obra, aceita-se perfeitamente.
O que já não se aceita são atrasos: temos estes meses de obras na Academia para preparar a demolição, que deve começar no dia seguinte. Em simultâneo temos de preparar o projeto e lançar o concurso de construção. Vamos ver se a Direção ganha este jogo com goleada!

PS - não haverá bancada amovível frente ao FC Porto, o que significa que os adeptos portistas ocuparão os dois topos laterais da nossa bancada. Percebe-se pelo comunicado que não se repetirá o que aconteceu frente ao Guimarães (o  mesmo acesso, as mesmas casas de banho, o mesmo bar para nós e para eles), mas recomenda-se o máximo de cuidado.

23.9.19

(sub23) Apenas duas vitórias em sete jogos

É indisfarçável que a a nossa equipa de sub23 está mais frágil do que há um ano.
Apenas duas vitórias em sete jogos é manifestamente menos do que se poderia esperar e - acrescento - para o valor indiviual da equipa.
Há (pelo menos) duas razões para explicar o que está a acontecer:
- a qualidade da equipa;
- a ambição dos jogadores;

A equipa perdeu alguns jogadores mas não me parece que esteja globalmente mais fraca. Já o disse, há uma lacuna na posição 6 (Martim não foi substituído) mas o ataque recebeu Namora e ficou mais forte. Na defesa, pouco mudou, embora Tiago André tenha deixado de ser opção no onze (tem estado no banco), ainda que o seu substituto seja bom jogador e possa vir a atingir o nível de Tiago.
Ou seja, pela equipa não se justifica esta 'quebra';

Resta a questão mental.
Na época passada havia a ilusão, na cabeça dos jogadores, de que poderiam chegar à primeira equipa ou sair. Mas quase ninguém saiu e continuam todos. Chegar à primeira equipa do Rio Ave é missão quase impossível e, pelas mais variadas razões, jogadores talentosos como Tiago André, Leandro ou Jaime não conseguiram encontrar clube no Campeonato de Portugal. Por outro lado, há três jogadores na equipa principal, mas (ainda») não são opção.
Estará isto a bloquear a equipa? A perda do campeonato e da Taça da Liga deixou ficar marcas?
A verdade é que, como se viu frente ao Aves, temos mais qualidade mas menos 'atitude' (menos agressivos, menos rápidos, menos intensos).

PS - na bancada e nas redes sociais ouve-se pela primeira vez contestação ao treinador. Para mim, até prova em contrário, é menos 'culpado'. Pedro Cunha já mostrou 20 vezes que é um excelente treinador.
(Luca tem sido titular no eixo da defesa, ao lado de Filipe Almeida)

22.9.19

As ideias de Carlos Carvalhal

Ontem o Rio Ave fez o sétimo jogo e ainda é cedo (pelo menos para mim) para ter ideias definitivas sobre o tipo de futebol que Carlos Carvalhal está a implantar no Rio Ave.
Uma coisa parece certa: a nossa equipa está mais atacante do que em épocas anteriores.
Não é só os golos que marca, é também os que falha (Bruno Moreira lidera neste momento a estatística do campeonato nacional, segundo o Sofascore), ficando a sensação de que ganhamos por poucos.
Esta é - penso - a marca mais forte de CC.
Outras ideias:
- ao contrário do que vimos com anteriores treinadores, o guarda-redes não participa no processo ofensivo;
- os laterais parecem muito importantes na criação de desequilíbrios (como se viu ontem com Matheus Reis, sobretudo na primeira parte, protagonizando pelo menos seis subidas à grande área adversária), mas neste domínio a equipa ainda está 'manca';
- Filipe Augusto ocupa a posição mais importante neste onze. Não é o jogador mais decisivo, mas
é o pulmão (faz uma impressionante média de 20 desarmes por jogo!) e ao mesmo tempo o cérebro, contudo nunca se aproxima da grande área adversária;
- Tarantini tem uma liberdade ainda maior do que em épocas anteriores, defendendo e atacando (ontem esteve na pequena área e criou perigo, mas não marcou); corre quilómetros, mas parece estar em forma;
- Como Bruno Moreira e Ronan são jogadores muito diferentes, perecebe-se que o tipo de futebol do Rio Ave é mais favorável a Bruno do que a Ronan;
(foto: Rio Ave FC)


21.9.19

(Vitória 0-2 no Belenenses). Só????

O Rio Ave fez um jogo poderoso e completamente dominador no Jamor e venceu por 2-0.
Um resultado muito escasso para tantas oportunidades. Só Nuno Santos falhou uns três golos, mais dois ou três de Bruno Moreira. 4 golos traduziriam melhor o que se passou.
É verdade que o adversário se apresentou frágil (Kieszek fez uma defesa de golo em 90 minutos), mas isso não pode ser desligado da forma positiva como a nossa equipa jogou.
O que foi diferente hoje?
Para além de boas exibições individuais (a começar pela defesa, acertada), hoje apareceu o Diego Lopes que tem andado ausente nos últimos jogos: lutador, participativo, inspirado, a fazer a ligação com o ataque e a ser um travão na saída do adversário.
Para mim foi o melhor em campo (embora Nuno Santos e Filipe Augusto merecessem também essa distinção). Em sentido contrário, registo mais uma participação completamente desinspirada de Gabriel, o primeiro substituto.
Primeira vitória sem Taremi.

PS - O Rio Ave tem 3 defesas direitos disponíveis e Carvalhal continua a apostar em Monte. Não há aqui uma crítica a Monte, que cumpriu, sobretudo na segunda parte, mas tenho dificuldades em compreender a opção do nosso treinador.

20.9.19

(sub23, derrota 1-2 com o Aves). É como o Real Madrid...

O Aves deu hoje uma lição ao Rio Ave!
Nós, uma equipa cheia de estrelas, jogámos mal e não soubemos contrariar a garra e o querer dos jogadores do Aves, claramente menos habilitados tecnicamente (com uma ou duas exceções).
Falta entusiasmo a estes jogadores, que - em muitas partes do jogo - pareciam alimentados a gasóleo.
Há muitas estrelas, mas pouco futebol.

Mas o problema não é só 'mental'.
Num plantel tão rico parece não haver um '6' que dinamize o meio campo (e é uma posição cada vez mais importante).
Hoje foi Vitó a fazer esse lugar, claramente desajustado.
Mais: basicamente o Rio Ave jogou em 4-2-4, apenas com Vitó e Teixeira no meio campo, elementos facilmente anuláveis pelo compacto e agressivo meio campo do Aves.
Em contrapartida não faltavam atacantes (Namora, Schute, Jaime e Leandro, mais Graça, Damien e Bruninho, suplentes) mas só quando a equipa jogava pelas laterais é que criava perigo. Gabi, o defesa esquerdo, o melhor em campo.


PS - Diogo Figueiras foi titular. Surpresa. Se tem jogado pelos sub23, para ganhar ritmo, até chegar à equipa principal compreendia-se; Passar de titular para os sub23 é menos normal. Pareceu-me que jogador está sem confiança.

Mexer no onze?

Borevkovic cumpriu castigo e está de regresso.
CC não tem limitações para o onze (à exceção de Nadjack - esperando nós que Taremi esteja pronto para voltar).
Vai mexer na defesa?
Se Borevkovic voltar ao onze alguém vai ter de sair (Monte? Diogo Figueiras?).
Mas em face dos elogios feitos à equipa após a derrota com o Tondela, faz sentido pensar que CC vai manter tudo igual, nomeadamente na defesa.
Qualquer coisa diferente será surpresa.
(saudades, saudades...)
ATualização: Taremi continua de fora.

A situação de Miguel Rodrigues (CORR.)

Miguel Rodrigues foi, desde o princípio, uma carta fora do baralho para CC.
O Rio Ave estaria interessado numa rescisão de contrato ou num empréstimo, mas isso não aconteceu - e o jogador, com mais 3 anos de contrato, fez valer os seus interesses.
Chegados ao último dia, o Rio Ave inscreveu Miguel Rodrigues na Liga.
Mas não o 'recebeu' na equipa principal.
Não só não está no plantel como treina à parte, como pude ver ontem de manhã no relvado sintético.
CORReção: informação oficial do Rio Ave: Miguel Rodrigues não treina à parte, treina com os sub-23 e, por livre iniciativa, aparece ou de manhã ou à tarde para treinar além dos horários dos sub-23. Ao Miguel Rodrigues são lhe dadas as condições de trabalho "normais" para trabalhar: inserido num plantel, com treinadores, médico, preparadores físicos etc...


19.9.19

Os teus suplentes são melhores que os meus?

A influência de um suplente num jogo pode ir muito além dos golos que marca ou que evita. Um jogo de futebol é um acto colectivo, de equipa, de equilíbrios e desequilíbrios e nem sempre o peso de um jogador é evidente.

No aspecto individual, a obtenção de golos é do mais explicito que existe em termos de influência.
Até à 5ª jornada os nossos suplentes valem um golo. Foi Ronan em Alvalade que marcou de penalty. Pode-se questionar se um golo de penalty conta, uma vez que nem foi ele que conquistou a falta. Acho que sim, que conta, até porque outro poderia falhar. 
Já os nossos adversários têm 2 suplentes a marcar: pelo Aves marcou quando perdiam já 5-0, pelo Tondela um suplente fez então 1-3.

O quadro abaixo dá-nos uma ideia geral do que acontece com as nossas substituições.


A ideia geral é que os resultados melhoram depois de o treinador mexer na equipa, já que 1ª e 2ª substituição parecem ter efeitos neutros (os resultados melhores e pioram anulam-se) e a 3ª substituição tem balanço positivo. 

Já agora, o treinador parece mais defensivo na 1ª substituição, mais ofensivo na 2ª e parece privilegiar a mudança de jogadores com características semelhantes na 3ª troca. Vale o que vale, a análise feita é apenas com base nas características e posições habituais dos atletas. Depois em campo o enquadramento táctico pode mostrar coisas bem diferentes.

O avassalador peso de um jogo


Com tão poucos jogos disputados é normal que cada um deles tenha um peso muito significativo nos balanços intermédios que se possam fazer. Isso foi verdade no jogo de Alvalade, por exemplo, e voltou a ser no jogo da jornada passada. Em algumas coisas, virou do avesso o que vinha a ser feito.

4 coisas em que a jornada 5 foi a jornada "+":
- mais remates, 22
- mais cantos, 8 (o adversário teve 0...)
- mais posse de bola, 70%
- mais golos sofridos, 4

Significa isto que:
- passamos a ter mais posse de bola que os adversários (54%-46%)
- temos também mais cantos (20-19)
- os adversários são agora mais eficazes que nós (16,42% - 20,93%). E, curiosamente, dos jogos em que marcámos golos, este nem foi o nosso jogo com menor eficácia, esse foi o anterior com o Guimarães. (9,09% contra Tondela, 7,69% contra os vimaranenses). O que têm em comum esses jogos? Não jogou Taremi...

18.9.19

E da renumeração?

A renumeração aconteceu durante o mês de julho.
Nestas coisas é normal sobrarem alguns pequenos problemas que, imagino, poderiam ser resolvidos durante agosto.
Estamos na segunda quinzena de setembro e não há novidades.
Haverá a tempo do jogo com o FC Porto?

17.9.19

Começaram as obras na antiga sede?

Nos últimos dias têm sido vistas movimentações no edifício da antiga sede. Hoje mesmo três ou quatro operários procediam a limpezas/reparações.
Recorde-se que na última AG, o Presidente disse que a obra tinha sido adjudicada e que custaria 60 mil euros.
Na altura, com tanta informação, passou despercebido, mas o que se fará com 60 mil euros, sendo que o telhado ruiu e nesta altura pouco ou nada se aproveita no interior.
Estou enganado ou 60 mil é apenas para reparações?
Se assim é, não é dinheiro deitado fora, até à próxima reparação?
(ASC é Presidente há 11 anos)


Reforços e empresários; Gaspar Freire e... Jorge Mendes!


Já é uma tradição, todos os anos, após o fecho do mercado, fazemos o balanço dos empresários envolvidos nas contratações (inclui empréstimos).
Este ano surge um empresário em destaque, Gaspar Freire (trouxe Kieszek e Aderllan). Mas as informações do co-autor deste trabalho, Eurico Seabra, apontam para uma colaboração muito próxima entre Freire e... Jorge Mendes! O mesmo Mendes que pode ter dado uma ajuda na vinda de Lucas Piazon.

Reforços e empresários (2019/20)
Jogador
Empresário/agente
Observações
Pedro Amaral
Pedro Morais
Indicação de Luis Nascimento? Treinou-o nas camadas jovens do Benfica.
Carlos Mané
Ulisses Santos

Kieszek
Gaspar Freire
Representado por um agente próximo de Jorge Mendes, que por exemplo tem Fábio Martins e Ofori em Famalicão.
Mehdi Taremi
Reza Fazeli
Chegou também com influência de :
Carlos Queiroz, André Villas Boas, Carlos Carvalhal e também de um agente português Fernando Maciel.  
Aderllan Santos
Gaspar Freire
O central regressa a Portugal, também com “selo Mendes”. Empréstimo até ao final da temporada pelo Al Ahli Jedah da Arábia Saudita.
Diogo Figueiras
Sports and Management
Emprestado pelo Braga
Lucas Piazon
Frederico Pastorello
Carlos Carvalhal foi decisivo como revelou o jogador e também podemos afirmar o peso da Gestifute.
(o Reis do Ave agradece a colaboração de Eurico Seabra)


(Há reforços e há Taremi...)

16.9.19

Derrota Justa

Perdemos contra o Tondela.
Perdemos bem e por culpa própria.

Eles tiveram 5 oportunidade marcaram 4 golos. Nós tivemos 7 e marcamos 2.
Foram mais eficazes na finalização. Ou seja, uma questão de qualidade. Tiveram mais qualidade na finalização.

Tiveram tantos ou mais erros defensivos que nós. Não aproveitamos e não marcamos.
Tiveram boas jogados de ataque, tal como nós (aliás até tivemos mais), eles aproveitaram e marcaram.
Foi um bom jogo de futebol e sem casos numa tarde de domingo como sempre deveria ser.

Erros defensivos de vária ordem: posicionais no 1º, 2º golos e  erros individuais no 3º e 4º.
No primeiro a bola entra nas costas da defesa que está muito subida e não está pronta para a entrada do ponta-de-lança e depois Figueiras não acompanha o movimento do 2º jogador.
No 2º Monte não sei onde andava e quando o lateral tenta fechar já chega tarde e o avançado já ganhou a frente.
No 3º há um erro enorme de Aderlan que sendo o jogador que é não pode ter aquela falha.
No 4º a culpa é de Matheus.

Tudo isto é normal que aconteça. O anormal é acontecer no mesmo jogo.

Depois falhar golos à boca da baliza também pode acontecer. O que não é normal é que aconteça falhar 5 flagrantes no mesmo jogo.

Em termos de dinâmica ofensiva concordo com o treinador que a equipa jogou bem.
Depois, saber se neste jogo o que falhou foi a defesa ou o ataque, sinceramente acho que foi em termos de estratégia a defesa e em termos de qualidade individual na finalização.
Bruno Moreira (tal como Guedes, Hassan ou Postiga) é assobiado e de facto não é Vinícius. Mas... não é Ronan que é melhor que ele.

O treinador mexeu bem na equipa e não me parece que o problema esteja no banco. Arriscou o que podia. E não fossem Bruno e Ronan a falharem vários golos cantados estávamos a falar de um 6-4 e de um treinador que soube dar a volta a um resultado num jogo que já estava perdido.

Não perdemos pelo árbitro. Irritou-me algum tempo perdido, mas nada que se compare ao que vi noutros anos contra o mesmo Tondela ou Moreirense, Aves ou Setúbal, quando estas equipas estavam em vantagem em Vila do Conde noutros anos.
O árbitro compensou o tempo perdido na primeira parte de forma adequada.
Não houve nenhum lance capital do qual nos possamos queixar dele, apesar de a determinada altura dar a sensação de falta de autoridade.

Parabéns aos nossos jogadores pelo esforço.
Parabéns ao Tondela por ter ganho.

PS: fala-se muito na paixão e de quem ama e não ama sair antes do estádio. Cada um reage como pode e não como lhe apetece (porque isso é que é paixão); e ninguém é mais que outro para julgar o sentimento.
Fico quase sempre até um pouco depois do fim quer ganhe quer perca, mas há muita gente que também sai logo quer ganhe quer perca. Cada um é como é.
O que não me entra na cabeça é que assalariados venham dar lições de moral sobre o rioavismo de quem sempre o foi, e não apenas desde que é pago para que o seja...

PS2: por falar em vento. 2 jogos seguidos a atacar norte-sul na primeira parte em casa. 5 pontos perdidos. Algo que não é de agora e que não sei até que ponto mexe com a cabeça dos jogadores há mais anos no clube. Com a minha mexe.